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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Primeira República</title>
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		<title>O centenário da morte de Rui Barbosa, que passou à história como a &#8220;Águia de Haia&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 14:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Com duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica lembra o centenário da morte do advogado e diplomata baiano Rui Barbosa (1849 - 1923), abolicionista, um dos artífices da República brasileira e fundador da Academia Brasileira de Letras. Uma das fotos, produzida em torno de 1918, o retrata ao lado do engenheiro Paulo de Frontin (1860 - 1933), diante de um navio, no Porto do Rio de Janeiro. A outra mostra seu cortejo fúnebre, realizado em 3 de março de 1923. Ambas pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“O direito dos mais miseráveis dos homens, o direito do mendigo, do escravo, do criminoso, não é menos sagrado, perante a justiça, que o do mais alto dos poderes. Antes, com os mais miseráveis é que a justiça deve ser mais atenta, e redobrar de escrúpulo; porque são os mais maldefendidos, os que suscitam menos interesse, e os contra cujo direito conspiram a inferioridade na condição com a míngua nos recursos”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/564558/Oracao_aos_mocos_Rui_Barbosa.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank">Trecho de <em>Oração aos Moços</em>, de Rui Barbosa</a>*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com duas imagens realizadas por fotógrafos ainda não identificados, a Brasiliana Fotográfica lembra o centenário da morte do baiano Rui Barbosa (1849 &#8211; 1923), abolicionista e um dos artífices da República brasileira, figura ilustre de nossa história (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12421" target="_blank">2 de março</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12433" target="_blank"> 3 de março</a> de 1923). Uma das fotos, produzida em torno de 1918, o retrata ao lado do engenheiro Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), diante de um navio, no Porto do Rio de Janeiro. A outra mostra seu cortejo fúnebre, realizado em 3 de março de 1923. Ambas pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10145" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10145/001CC008007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="507" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10145" target="_blank">Saída do cortejo fúnebre de Rui Barbosa, 3 de março de 1923. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31818" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31818" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa.jpg" alt="O Paiz, 2 de março de 1923" width="318" height="169" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12421" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 2 de março de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31843" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/4288" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31843" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa3.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de março de 1923" width="283" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/4288" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de março de 1923, cobertura de sua mort e com diveresas fotografias</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O advogado, jurista e político Rui Barbosa nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador, e faleceu em Petrópolis, em 1º de março de 1923. Foi um dos mais proeminentes intelectuais de seu tempo, tendo se destacado também como diplomata, escritor, jornalista, orador e tradutor. Foi um abolicionista atuante, tendo colaborado, assim como o também baiano Luis Gama (1830 &#8211; 1882), no periódico <i>Radical Paulistano, </i>em 1869 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/713473/65" target="_blank"><em>Radical Paulistano</em>, 19 de agosto de 1869, primeira coluna</a>).<i> </i>Foi<i> </i>um dos autores da Constituição da Primeira República, de 1891, mas, por denunciar o autoritarismo de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895) e apoiar a Revolta da Armada, exilou-se, em 1893, em Buenos Aires, da onde partiru para Lisboa, Madri, Paris e finalmente Londres. Retornou ao Brasil em 1895. Foi também membro fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1897.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/galeria/fundacao/rui-barbosa-lidera-visita-casa-do-machado-de-assis" target="_blank"><img src="https://www.academia.org.br/sites/default/files/casa_machado.jpg" alt="" width="422" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/galeria/fundacao/rui-barbosa-lidera-visita-casa-do-machado-de-assis" target="_blank">Rui Barbosa, segundo presidente da Academia, lidera uma visita à casa do primeiro presidente, Machado de Assis, à rua Cosme Velho, 18 &#8211; hoje demolida &#8211; em 9 de outubro de 1910, dois anos após a morte daquele que era chamado de mestre até mesmo por seus colegas / Site da Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Defendeu as liberdades individuais, o federalismo, o ensino técnico e o acesso das mulheres às faculdades. Foi também admirador do pianista Ernesto Nazareth (1863 &#8211; 1934), que ia escutar na sala de espera do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23968" target="_blank">Cinema Odeon</a>. Era também grande fã dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank"><em>Batutas</em> </a>e presença frequente nas apresentações do grupo no Cine Palais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11606" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11606/037SL05054.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11606" target="_blank">Rui Barbosa e Paulo de Frontin em meio à multidão em frente à navio, c. 1918. Porto do Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ganhou o cognome de <em>Águia de Haia</em> do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912)</a>, ministro das Relações Exteriores, por sua participação na II Conferência de Paz, realizada, entre 15 de junho e 18 de outubro de 1907, em Haia, na Holanda, quando fez uma notável defesa do princípio da igualdade dos Estados. Foi como Embaixador Extraordinário, Ministro Plenipotenciário e Delegado do Brasil, cuja nomeação havia sido realizada, em 29 de abril de 1907, por decreto do presidente Afonso Pena (1847 &#8211; 1909).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31825" style="width: 655px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/9296" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31825" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa1.jpg" alt="O Malho, 11 de maio de 1907" width="645" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/9296" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de maio de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de sua vida foi deputado, senador e ministro da Fazenda do governo de Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892), primeiro presidente do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://sites.google.com/site/abcdamonarquia/rui-barbosa---texto-completo-de-famoso-discurso" target="_blank">Trecho de discurso proferido por Rui Barbosa no Senado, em 1914</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1910, foi candidato à Presidência da República, na chamada <em>campanha civilista</em>, mas foi vencido por Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31841" style="width: 647px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31841" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa2.jpg" alt="O Malho, de 1910" width="637" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15704" target="_blank"><em>O Malho</em>, 26 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31835" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ruy-barbosa-usou-tribuna-do-senado-para-mostrar-ao-pais-importancia-da-democracia" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31835" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosacapa1.jpg" alt="Rui Barbosa na Campanha Civilista, em 1909 / Acervo Casa de Rui Barbosa" width="752" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ruy-barbosa-usou-tribuna-do-senado-para-mostrar-ao-pais-importancia-da-democracia" target="_blank">Rui Barbosa na Campanha Civilista, em 1909 / Acervo Fundação Casa de Rui Barbosa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça, em 14 de setembro de 1921. Em agosto de 1922, sofreu um edema pulmonar. Cerca de um mês depois, recebeu a Grã Cruz da Ordem de S. Tiago, de Antônio José de Almeida (1866 &#8211; 1929), presidente de Portugal, em visita oficial ao Brasil.</p>
<p>Rui Barbosa faleceu, como já mencionado, em Petrópolis, em 1º de março de 1923, e foram-lhe concedidas honras de Chefe de Estado. Seu corpo foi velado na Biblioteca Nacional e enterrado no Cemitério de São João Batista, com grande acompanhamento popular, em 4 de março (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/12445" target="_blank">4 de março</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/12459" target="_blank">5 de março </a>de 1923).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31856" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/4301" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31856" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa4.jpg" alt="Revista da Semana, 10 de março de 1923" width="289" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/4301" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 10 de março de 1923</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1949, ano do centenário de seu nascimento, seus restos mortais foram transferidos para o Fórum Rui Barbosa, em Salvador, na Bahia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/50234" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de novembro de 1949, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/48745" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de novembro de 1949</a>). Foi publicada uma matéria sobre a Casa de Rui Barbosa <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/29255" target="_blank">Revista da Semana</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/29255" target="_blank">, 5 de novembro de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31859" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/29396" target="_blank"><img class="size-full wp-image-31859" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/ruibarbosa5.jpg" alt="Revista da Semana, 19 de novembro de 1949" width="266" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/29396" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 19 de novembro de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em sua obra <em>Ordem e Progresso </em>(1974), Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987) o definiu como <span style="color: #800000;"><em>&#8220;o homem capaz de grandes façanhas e tremendas vitórias sobre gigantes luros e rosados; espécie de Davi brasileiro em face de Golias nórdicos ou germânicos&#8221;</em></span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Rui Barbosa foi, entre nós, refletida ou espontaneamente, o ideólogo de uma reforma da sociedade. (…) essa reforma pode ser chamada, dentro dos limites que indicarei, a ascensão da classe média&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">San Tiago Dantas (1911 &#8211; 1964) em <em>Rui Barbosa e a Renovação da Sociedade</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Hoje sabemos que mais do que o seu vernáculo, do que o seu purismo, o que fica de Rui é a capacidade de sacrifício. Ele soube sempre perder. (…) Como a semente do Evangelho que precisa morrer para frutificar, ele soube morrer pelo dia seguinte do Brasil&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Oswald de Andrade (1890 &#8211; 1954) em <em>Rui e a árvore da liberdade</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Rui foi um humanista, não só pelo culto apaixonado do verbo, aprendido para além de sua mera significação pragmática, mas também pelo grau de seu desapego à certeza do êxito, pela sua virtù do risco, pelo amor à nobreza do gesto de optar&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Miguel Reale (1910 &#8211; 2006) em <em>Posição de Rui Barbosa no Mundo da Filosofia</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div>*<a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/564558/Oracao_aos_mocos_Rui_Barbosa.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"> </a>O discurso <em>Oração aos Moços</em>, de Rui Barbosa, foi proferido na formatura da turma de 1920 da Faculdade de Direito de São Paulo, lido, em de 29 março de 1921, pelo catedrático de Direito Romano, Reinaldo Porchat (1868 &#8211; 1953), que viria a ser o primeiro reitor da Universidade de São Paulo.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div><a href="http://antigo.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?ID_S=83" target="_blank">Acesse aqui a Cronologia da Vida e Obra de Rui Barbosa, preparada por Rejane M. Moreira de A. Magalhães, do Setor Ruiano, da Fundação Casa de Rui Barbosa.</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BARBOSA, Ruy, 1849-1923. <a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/564558/Oracao_aos_mocos_Rui_Barbosa.pdf?sequence=5&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>Oração aos moços</em> </a>/ Rui Barbosa ; prefácios de senador Randolfe Rodrigues, Cristian Edward Cyril Lynch. – Brasília : Senado Federal, Conselho Editorial, 2019.</p>
<p>CARDIM, Carlos Henrique. <em>A raiz das coisas &#8211; Rui Barbosa: o Brasil no mundo</em>. Civilização Brasileira, 2023.</p>
<p>GABRIEL, Juan de Souza. Vitórias do pequeno Davi contra muitos Golias. O GLOBO, 1º de março de 2023.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SILVA, Leandro de Almeida.<a href="https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/3537/1/leandrodealmeidasilva.pdf" target="_blank"> <em>O discurso modernizador de Rui Barbosa (1879 &#8211; 1923)</em></a>. Dissertação de Mestrado. Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora, 2009.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/rui-barbosa/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/casaruibarbosa/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/rui-barbosa/aguia-de-haia" target="_blank">Site Casa de Rui Barbosa</a></p>
<p><a href="https://rogeriotadeuromano.jusbrasil.com.br/artigos/1170481264/a-primeira-constituicao-republicana-e-a-participacao-de-rui-barbosa" target="_blank">Site JusBrasil</a></p>
<p><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ruy-barbosa-usou-tribuna-do-senado-para-mostrar-ao-pais-importancia-da-democracia" target="_blank">Site Senado Federal</a></p>
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		<title>A Reação Republicana</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2022 11:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo de hoje foi escrito pela historiadora  Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a Reação Republicana, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Os candidatos à presidência e à vice-presidência da Reação eram o fluminense Nilo Peçanha e o baiano J.J. Seabra. Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos, que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo de hoje foi escrito pela<span style="color: #ff0000;"><b> </b><span style="color: #000000;">historiadora</span><b> </b></span>Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a <em>Reação Republicana</em>, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Reuniu estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam construir um eixo alternativo de poder.  Os candidatos à presidência e à vice-presidência da <em>Reação</em> eram o fluminense Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) e o baiano J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942). Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955) e pelo maranhense Urbano Santos (1859 &#8211; 1922), que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10903/Iconografia0000460.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank">O casal Nilo e Anita Peçanha a bordo do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rea%C3%A7%C3%A3o+republicana%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Movimento Reação Republicana disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10900/Iconografia0000340.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank">Multidão observa Nilo Peçanha durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>A <em>Reação Republicana</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Silvia Pinho*</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10865/Iconografia0000268.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank">Nilo Peçanha e J. J. Seabra durante a campanha da Reação Republicana em Salvador, 1921. Bahia / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A eleição é um dos principais episódios da vida política de um país. Além de peça chave do sistema representativo, os momentos que a antecedem são marcados por debates que levantam questões de importância nacional. A forma como é realizada revela muito da organização social e política de uma sociedade. Nos anos de 1921 e 1922, uma campanha política em torno da sucessão presidencial mobilizou o país. Era a <em>Reação Republicana</em>, chapa oposicionista formada em <em>reação</em> ao domínio de São Paulo e Minas, reunindo estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam maior participação na política do país, com o objetivo de construir um eixo alternativo de poder. A plataforma da <em>Reação</em> propunha mudanças na organização política e econômica do país, defendendo maior equilíbrio federativo, solução da crise financeira, diversificação agrícola, expansão da educação pública, incentivo ao desenvolvimento econômico e regeneração dos costumes políticos.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10872/Iconografia0000285.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank">Multidão reunida durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A <em>Reação Republicana</em> lançava como candidato à Presidência da República o político fluminense Nilo Peçanha, e como candidato a vice o governador da Bahia, J. J. Seabra. O então presidente Epitácio Pessoa apoiava a chapa oficial, formada pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos. A disputa representava, sobretudo, uma fissura no pacto oligárquico que caracterizou a Primeira República, baseado na Política dos Governadores – o governo central apoiava os grupos dominantes nos estados, e estes, em troca, apoiavam a política do presidente da República – e na Política do Café com Leite, segundo a qual São Paulo e Minas Gerais decidiam quem seria o candidato oficial à Presidência da República (quase sempre vencedor) e traçavam o rumo das políticas nacionais.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10880/Iconografia0000299.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank">Plateia em comício de Nilo Peçanha no Teatro de Vitória, durante a campanha Reação Republicana. É possível notar a presença de mulheres, concentradas no balcão do 2º andar, 1921. Paraná / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A grande novidade da <em>Reação Republicana</em> foi sua campanha. Foi a primeira vez que se realizou uma campanha política para a Presidência da República de amplo alcance, sobretudo geográfico, com formação de comitês eleitorais nas mais diversas cidades do país. A bordo do <em>Íris</em> – navio fretado especialmente para esse fim –, Nilo Peçanha visitou vários estados brasileiros, fazendo comícios em praças e teatros, percorrendo as ruas, articulando alianças e conversando com as pessoas em busca de apoio.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10941/Pag0000311.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank">Nilo Peçanha, entre outros, no convés do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Nilo Peçanha e J. J. Seabra sabiam que estavam em desvantagem em relação à chapa oficial, que dominava o jogo político na maior parte do país. Além disso, nessa época, o voto não era secreto e as fraudes eram prática comum. Porém, os membros da <em>Reação</em> pensavam ser possível reverter a diferença, assim como inibir as fraudes, mediante o convencimento da sociedade, trazendo-a para sua causa.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10849/Iconografia0000308.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank">Multidão recepciona Nilo Peçanha em sua chegada ao porto, durante a campanha Reação Republicana, 2 de outubro de 1921. Manaus, Amazonas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A campanha da <em>Reação</em> começou em 24 de junho de 1921 e, enquanto J. J. Seabra visitava estados do Sul, Nilo Peçanha partiu em excursão pelo Norte e Nordeste. À bordo do <em>Íris</em>, ele visitou o Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal. Em São Paulo, foi impedido pelo governo local de realizar seu comício, redigindo então um “<em>Manifesto ao Povo Paulista”, no qual afirmava que a Reação era o “ideal renovador do Brasil e que varre a tutela usurpadora dos nossos direitos soberanos!</em>”.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10853/Iconografia0000315.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank">Nilo Peçanha é recebido em loja maçônica durante a campanha Reação Republicana. Nilo era membro ativo da Maçonaria e chegou a ocupar a mais alta posição: grau 33, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria deu forte apoio à campanha, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Embora fosse um movimento das elites políticas, a <em>Reação</em> atraiu a simpatia e conquistou a adesão de vários segmentos sociais insatisfeitos com o governo. Um dos mais importantes foi o grupo dos militares, cujo apoio foi fundamental para a força e a amplitude geográfica da campanha. A <em>Reação Republicana</em> também conquistou o apoio da maçonaria, de grupos feministas e de setores médios urbanos, além da participação efetiva da imprensa na promoção da campanha.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624" target="_blank">Em 1º de março de 1922, sob forte tensão, ocorreu a eleição</a>. O pleito foi marcado por denúncias de fraude generalizada e a vitória coube ao candidato oficial, Artur Bernardes. Nilo Peçanha e J.J. Seabra, contudo, não reconheceram o resultado e passaram a reivindicar a criação de um Tribunal de Honra, que arbitrasse o processo eleitoral. Como a posse de Bernardes só se daria em 15 de novembro, os membros da <em>Reação</em> continuaram engajados nos meses que se seguiram, tentando mobilizar a opinião pública e encontrar uma solução política que revertesse a situação. Nesse entremeio, no dia 5 de julho, jovens militares – grupo que apoiou a <em>Reação</em>, mas que tinha força, ideologia e demandas próprias – se rebelaram no Forte de Copacabana, em um levante que, embora reprimido, seria o marco inicial do movimento tenentista.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10881/Iconografia0000363.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank">Nilo Peçanha em comício no Teatro Santa Rosa durante a campanha Reação Republicana, 1921. João Pessoa, Paraiba / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Os esforços dos candidatos da <em>Reação</em> foram ineficazes e Artur Bernardes tomou posse no Palácio do Catete. Nilo Peçanha morreria pouco depois, em 1924. Em 1930, uma nova crise política, mais forte e ampla, irrompeu e reuniu novamente as oligarquias estaduais dissidentes, militares e setores urbanos, além de outros grupos insatisfeitos com o regime. Era a Revolução de 1930, que pôs fim àquele sistema político.</p>
<p>A <em>Reação Republicana</em> demonstra a complexidade do jogo político na Primeira República, visto muitas vezes de forma simplista e unívoca. O que se desvela, entretanto, é uma trama política dinâmica e múltipla, repleta de conflitos, nuances e atores variados, de um período rico e diverso de nossa história republicana.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10930/Pag0000273.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank">Fotografia tirada do interior do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A Coleção Nilo Peçanha, pertencente ao Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é formada por cerca de 20 mil documentos, sobretudo textuais, sendo em sua maioria correspondências. O acervo foi formado, principalmente, através das doações feitas pela viúva Anita Peçanha em 1948 e por Armênia Peçanha, irmã do titular, em 1960. Constam da coleção também 547 fotografias, nas quais se destaca o conjunto de imagens que retrata a campanha <em>Reação Republicana</em>.</p>
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<p>*Silvia Pinho é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
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