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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Portugal</title>
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		<title>Ilha da Trindade: síntese histórica</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Oct 2019 14:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Devido à Primeira Guerra Mundial, foi criada uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, na Ilha da Trindade, onde, em 1916, chegou o cruzador "Barroso" com uma guarnição militar, uma comissão científica e com o material necessário à instalação de uma estação radiotelegráfica. Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo Museu Nacional que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. São dessa época as fotografias que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil - uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica - que ilustram o artigo "Ilha da Trindade: síntese histórica", escrito pelo capitão de corveta Daniel Martins Gusmão. Os registros foram realizadas por José Domingues dos Santos Filho (1866 - 19?), que fazia parte da equipe do museu, e pelo então capitão-tenente Moraes Rego (1882 - 1941), encarregado pela instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Ilha de Trindade, localizada na costa do estado do Espírito Santo, foi diversas vezes, entre os séculos XVI e XIX, alvo de disputas entre Portugal e Inglaterra. Devido à Primeira Guerra Mundial, foi criada uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, na Ilha da Trindade, onde, em 24 de maio de 1916, chegou o cruzador <em>Barroso</em> com militares e uma comissão científica, com o material necessário à instalação de uma estação radiotelegráfica. Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. São dessa época as fotografias que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil &#8211; uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica &#8211; que ilustram o artigo <span style="color: #333333;"><em>Ilha da Trindade: síntese histórica</em>, escrito pelo capitão de corveta Daniel Martins Gusmão. </span></p>
<p style="text-align: left;">José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?), que fazia parte da equipe do museu, e o então capitão-tenente Moraes Rego (1882 &#8211; 1941), encarregado pela instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha, foram os responsáveis pelas fotografias. Posteriormente, Santos Filho foi trabalhar no Museu Paulista, onde confeccionava fotografias, copiava mapas, fazia desenhos científicos e foi responsável por pelo menos uma série composta por 12 desenhos aquarelados, a maioria deles baseada nas obras de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804-1877)</a>. Já Moraes Rego tornou-se patrono das Comunicações Navais no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Ilha da Trindade: síntese histórica</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Daniel Martins Gusmão*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 932px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6623" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6623/Trindade%20positivo%2024.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="922" height="624" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6623" target="_blank">Aspecto da Ilha da Trindade vista de nordeste, deixando ver o Monumento e a Crista do Gallo, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1501, de passagem a caminho da Índia, o explorador galego João da Nova (c. 1460 &#8211; 1509), a serviço de Portugal, avistou a Ilha da Trindade. No entanto, sua posse só foi confirmada pela Coroa portuguesa, em 1503, quando Afonso de Albuquerque (1453 &#8211; 1515) navegava pela mesma rota. Ainda no século XVI, foi transformada em capitania e transferida por carta de doação de d. João III (1502 &#8211; 1557) ao fidalgo Belchior Camacho, em 1538, que nunca a ocupou. O documento é a primeira manifestação da soberania portuguesa sobre a ilha. Porém, no decorrer dos séculos XVII a <span style="color: #333333;">XIX,</span> a ilha foi ocupada, por breves períodos, para fins científicos ou militares, por ingleses e portugueses, tendo sido também alvo de disputa por estes reinos devido à sua posição estratégica privilegiada. Em 1825, no tratado que confirmou a Independência do Brasil, Trindade foi incorporada definitivamente ao território brasileiro. No final do século XIX, voltou a ser alvo de disputa e cobiça pelos britânicos.</p>
<p>Em 15 de abril de 1700, o capitão inglês Edmond Halley (1656 &#8211; 1742) visitou a Ilha da Trindade para estudos astronômicos e dela tomou formalmente posse em nome do rei Guilherme III (1650 &#8211; 1702) e da rainha Ana II (1662 &#8211; 1694), da Grã-Bretanha. Como prática usual entre os navegadores da época, foram soltos diversos animais na ilha, entre cabras e porcos, para servir de alimento a possíveis náufragos ou futuros ocupantes. Mais tarde, tal ato desencadearia drásticas alterações na flora da ilha, com consequências extremas na perda do solo e na descaracterização geral da cobertura vegetal. Em 22 de fevereiro de 1724, uma carta régia de d. João V ordenou providências no sentido de impedir que a Companhia Inglesa de Guiné se servisse da Ilha da Trindade para o comércio de escravos. Foi, sem dúvida alguma, um protesto solene contra o ato de 1700 praticado pelo Capitão Halley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22ilha+da+trindade%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha da Trindade disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 28 de maio de 1775, o navegador inglês James Cook (1728 &#8211; 1779) também visitou Trindade sem muitas pretensões, deixando-nos impressionante descrição da agressiva natureza da ilha. Os primeiros passos para o início de uma colonização inglesa foi efetivada em 1781, quando desembarcaram no Porto do Príncipe e ergueram um forte, deixando na ilha uma guarnição armada. Os ingleses tinham como objetivo transformar a Ilha da Trindade em ponto de apoio para as suas rotas oceânicas, com o intuito de hostilizar o comércio espanhol com as colônias do Prata devido à guerra travada pela Grã-Bretanha com este país. Ao tomar conhecimento dessa invasão, Portugal formalizou protestos em Londres e, em 1783, deslocou um contingente de militares e civis para ocupar a ilha que, no momento da chegada dos portugueses, já havia sido abandonada pelos ingleses. No ano seguinte contava com 200 habitantes, e, em 1789, este contingente decresceu até 88 militares, quando finalmente, em 1795, a ilha, muito provavelmente pelas condições inóspitas e agressivas já destacadas pelo inglês James Cook, foi completamente desguarnecida.</p>
<p>Seguiu-se um longo período em que a ilha foi visitada por sucessivos navegantes entre ingleses, franceses e americanos que, porém, nela não se fixaram. Por ocasião da Independência do Brasil, o projeto de Constituição elaborado em 1823 incluía, no seu art. 2º, a Ilha da Trindade como compreendida no âmbito do território brasileiro.</p>
<p>Em 1825, visitaram-na uma comissão do Governo brasileiro com a corveta <em>Itaparica</em>. No período da Regência, em 1831, foi expedido um aviso mandando proceder a estudos e exames para a utilização da ilha, entretanto ela continuou relegada ao esquecimento. Em 1839, o notável explorador do continente antártico, James Clark Ross (1800 &#8211; 1862), empenhado em fixar a posição do polo sul magnético, esteve na ilha com os naturalistas Joseph Dalton Hoocker (1817 &#8211; 1911) e Robert Mac Cormick (1800 &#8211; 1890).</p>
<p>Em 1846, a corveta brasileira <em>Sete de Abril</em> esteve na ilha e, em 1856, a corveta <em>Dona Isabel</em> também a visitou durante uma viagem de instrução. A Marinha preocupou-se constantemente para que suas embarcações realizassem visitas periódicas à ilha. Como forma de demonstrar a ocupação do território, o Governo Imperial, por meio do <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-9334-29-novembro-1884-545273-publicacaooriginal-57325-pe.html" target="_blank">Decreto nº 9.334, de 29 de novembro de 1884</a>, concedeu permissão ao cidadão João Alves Guerra para “explorar minerais e extrair produtos naturais, assim como estabelecer salinas na Ilha da Trindade, podendo explorar-lhe os minérios pelo prazo de 10 anos e as salinas pelo de 30”, fato que não se concretizou. <span style="color: #333333;">Entre o final do século XIX até 1916 nada menos de 12 expedições aportaram na ilha à procura de tesouros escondidos por hipotéticos piratas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16577" style="width: 645px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15844" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16577" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/parodia.jpg" alt="O Malho, 9 de abril de 1910" width="635" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/15844" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de abril de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16578" style="width: 572px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/18991" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16578" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/parodia1.jpg" alt="O Malho, 10 de junho de 1911" width="562" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/18991" target="_blank"><em>O Malho</em>, 10 de junho de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Preocupados ainda com a questão da não ocupação efetiva da ilha, o Governo Imperial enviou uma comissão no vapor <em>Penedo</em> a fim de estudar a possibilidade de sua utilização como local para exílio de presos políticos, bem como para fixação de um<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #333333;">posto de ocupação, o que não aconteceu. </span></span>Nova ocupação só ocorreria em 1895, quando a Inglaterra tomou posse da ilha mais uma vez, sob o pretexto de instalar uma estação de cabo submarino, que se estenderia até a Argentina, com o argumento de “se tratar de território abandonado e nela não haver vestígio algum de posse de qualquer outra nação”. Desta forma, o comandante do HMS <em>Baraconta, </em>de passagem pela ilha, nela arvorou o pavilhão britânico. Mobilizada a diplomacia brasileira, houve troca de notas. O ministro das Relações Exteriores de Portugal ofereceu-se como mediador, prevalecendo a tese de que a ilha, embora não ocupada, pertencia de direito ao Brasil. A 14 de janeiro de 1897, o cruzador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7817" target="_blank"> <em>Benjamin Constant </em></a>transportou para a ilha um marco padrão de granito que não pôde desembarcar. No entanto, no local do Forte da Rainha, um sinal de posse foi hasteado, afirmando a definitiva soberania do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16592" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/marco.jpg"><img class="size-full wp-image-16592" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/marco.jpg" alt="Marco da Ilha da Trindade" width="273" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Marco da Ilha da Trindade</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1910, um novo marco em granito, transportado pelos Cruzadores <em>República</em> e <em>Andrada,</em> foi erguido como forma de confirmar a posse da Ilha da Trindade. O local do marco, que até hoje encontra-se lá instalado, está situado na Praia do Andrada, junto ao Morro das Tartarugas. Em 1915, o governo britânico indagou sobre a ocupação da ilha com o intuito de comprá-la.  O então ministro da Marinha, o almirante Alexandrino de Alencar, respondeu: “quanto à ocupação ou não da Ilha da Trindade, não interessa a estrangeiros: e quanto à venda, o Brasil, apesar de muito grande, não negociava com seus territórios”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1008px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6611" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6611/Trindade%20positivo%2022.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="998" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6611" target="_blank">Grazinas &#8211; Gygis alba, Sparm, exemplares jovens, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, foi criada pelo Decreto nº 11.181, de 30 de setembro de 1914, uma guarnição mista de terra e mar, sob administração do Ministério da Marinha, nas ilhas de Fernando de Noronha e da Trindade. Para a Ilha da Trindade, chegou, em 24 de maio de 1916, o cruzador <em>Barroso</em> com uma guarnição militar e uma comissão científica, com o material necessário à instalação de uma Estação Radiotelegráfica. Terminada a guerra, a guarnição foi evacuada em 2 de setembro de 1919.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6618" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6618/Trindade%20positivo%2013.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="1036" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6618" target="_blank">Rochedo da Praia da Cachoeira onde foi feito o primeiro desembarque, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a partir desta comissão científica, capitaneada pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>, que, de maio a outubro de 1916, pesquisadores colheram materiais, fizeram observações, registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. A fauna brasileira ficou acrescida e a ciência ganhou novas espécies, principalmente entre aves e peixes, conforme levantamento fotográfico demonstrado pela comissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 933px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6622" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6622/Trindade%20positivo%201.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="923" height="644" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6622" target="_blank">Acampamento da primeira guarnição militar. A primeira barraca serviu de alojamento aos preparadores do Museu, Pedro Peixoto Velho e José Domingues dos Santos, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1924 a 1926, a Ilha da Trindade serviu de presídio político. Com o intuito de consolar um dos presos políticos, a filha do coronel Waldomiro de Lima, Lourdes de Lima, levou para a ilha a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que se encontra numa gruta que leva o seu nome. Evacuados os presos políticos, a partir de 1927, novamente a Ilha da Trindade ficou despovoada.</p>
<p>A Ilha voltou a ser guarnecida em 1941 para impedir que os submarinos do Eixo fossem apoiados durante a Segunda Guerra Mundial, além de garantir o domínio efetivo deste longínquo território pelo Brasil. Tal situação perdurou até junho de 1945, com a retirada da guarnição militar.</p>
<p>Em 1950, uma expedição visitou a ilha com a finalidade de avaliar a sua ocupação permanente e a construção de uma base aeronaval. Em 29 de maio de 1957, por meio do Aviso n° 1.420 do Ministro da Marinha, foi criado o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), como parte do programa de participação da Marinha no Ano Geofísico Internacional, possibilitando desta forma, a ocupação permanente da ilha pela Marinha do Brasil, que inicialmente era uma organização militar subordinada à Diretoria de Hidrografia e Navegação. As atividades científicas na ilha foram retomadas e, desde então, são desenvolvidas ações de observações meteorológicas, apoio às pesquisas científicas, atividades de preservação do meio ambiente, além do controle do tráfego marítimo na área. Esta continuidade somente tem sido viável em virtude do apoio da Marinha às pesquisas, sendo a instituição responsável por garantir a presença do Estado brasileiro naquela longínqua porção da Amazônia Azul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 981px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6619" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6619/Trindade%20positivo%2011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="971" height="691" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6619" target="_blank">Aspecto da Ilha da Trindade vista do leste, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHMB</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por sua localização, em latitude próxima das principais bacias petrolíferas e da região de maior desenvolvimento econômico e concentração populacional do País, a Ilha da Trindade constitui um posto avançado, permanentemente ocupado por um destacamento militar, sendo importante para a Defesa Nacional no que concerne ao emprego do Poder Naval.</p>
<p>As pesquisas científicas permitem identificar o potencial sustentável de exploração e utilização sustentável do patrimônio. Além disso, novas descobertas podem contribuir para preservação do meio ambiente. No caso particular da Ilha da Trindade, o caminho da ciência tem sido uma das prioridades da atuação conjunta da MB, das instituições de pesquisa e universidades.</p>
<p>A partir de 1986, a Organização Militar foi transformada em um setor do Comando do Primeiro Distrito Naval, sendo desde então administrada logística e operacionalmente por este comando. Conforme dispõe o inciso IV, do Art. 20, da Constituição da República, a Ilha da Trindade é um bem da União, entregue pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) ao encargo da Marinha do Brasil (MB), por meio do Termo de Entrega nº SCC-001/84, de 24 de abril de 1984. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar dá ao Brasil o direito de estabelecer, ao redor da Ilha da Trindade, Mar Territorial, Zona Contígua, Zona Econômica Exclusiva e Plataforma Continental, o que foi concretizado pela Lei nº 8.617/1993.</p>
<p>Nos últimos anos a Marinha tem recebido uma quantidade crescente de solicitações para a realização de pesquisas na Ilha da Trindade. Tais solicitações recomendaram a criação de um programa específico, sob a égide da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), coordenado pela MB, aproveitando o apoio logístico regular por ela prestado às instalações que mantém na ilha. Este programa, criado em abril de 2007 e denominado PROTRINDADE (Programa de Pesquisas Científicas na Ilha da Trindade), destina-se a gerenciar o desenvolvimento de pesquisas científicas na Ilha da Trindade, Arquipélago de Martin Vaz e na área marítima adjacente, possibilitando, dessa forma, a obtenção, a sistematização e a divulgação de conhecimentos científicos sobre a região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Geografia</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Ilha da Trindade é o cume de elevada montanha submarina que se eleva de uma profundidade de 5.000 metros do assoalho oceânico, sobre uma base de 50 km de diâmetro. Está situada na latitude de 20º 30’S e longitude 29º 49’W e encontra-se no limite da bacia do Brasil, profunda depressão que atinge os 7.000 metros. O seu ponto culminante é o Pico do Desejado, com 600 m de altitude. Está situada a 1.140 km da costa, no pararelo que passa 70 km ao sul de Vitória (ES), tendo o comprimento de 5 km de N.W a S.E e a largura de 2,5 Km, é circundada por uma plataforma que atinge 3 km de largura, com a profundidade de 200 m.</p>
<p>Os rochedos de Martin Vaz, situados 48 km a leste, fazem parte do arquipélago vulcânico. Suas rochas são análogas às da Ilha da Trindade. Grande parte do litoral, especialmente as enseadas e menores reentrâncias, possui um banco de coral que protege a orla do mar. A formação coralígena forma um barranco na zona de arrebentação (afastada da terra 50 m ou mais), com a altura de 5 a 10 m.</p>
<p>A abundância de material piroclástico presente na Ilha da Trindade propiciou a existência de diversas fontes de água. O solo é pouco espesso e escasso, havendo predominância de gramíneas e ciperáceas, enquanto que nas regiões sombrias e úmidas existem grandes florestas de samambaias gigantes. A ilha é cercada por costões abruptos, o que torna difícil e perigosa a sua abordagem, sendo a topografia bastante acidentada nessas áreas.</p>
<p>Nos planaltos originados pelos derrames e depósitos quase horizontais de material piroclástico, a topografia já é mais suave. As rochas que preenchiam antigas chaminés vulcânicas são frequentemente responsáveis pelas formas acidentadas do relevo, como o chamado Monumento, composto de fonólito. As raras e estreitas praias existentes na ilha constituem-se principalmente de fragmentos calcários derivados de recifes de algas calcárias e restos de carapaças de moluscos, formando-se em menos de 10% de fragmentos de rochas vulcânicas.</p>
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<div style="width: 1046px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6609" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6609/Trindade%20positivo%2028.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="1036" height="745" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6609" target="_blank">Túnel do Morro do Furado, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <strong>Naufrágios históricos da Ilha da Trindade</strong></span></p>
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<p>Atualmente, ao longo de área habitável do POIT é possível encontrar diversos vestígios arqueológicos, tais como âncoras e restos de navios. Tais conjuntos de artefatos fazem parte da cultura material que compõe o contexto de ocupação da ilha ao longo do tempo. No museu do POIT e ao lado da Casa da Chefia estão expostos remanescentes do navio Oceanográfico <em>Beberibe</em>, que naufragou em 1966; do pesqueiro chinês <em>HWA Shing</em>, encalhado deliberadamente em 1989 (ambos na Praia dos Portugueses); e do veleiro <em>Le Roi des Harengs</em>, lançado sobre as pedras em 1994, na Ponta do Valado (Enseada dos Portugueses). Estes sítios arqueológicos representam um pouco da história da ilha.</p>
<p>Cabe destacar também que o Projeto Atlas dos Naufrágios de Interesse Histórico da Costa do Brasil, desenvolvido pela Marinha, possui registros de quatro embarcações naufragadas ao largo da Ilha da Trindade. Tais vestígios, se localizados, representam sítios arqueológicos submersos, consideravelmente formados por restos de embarcações naufragadas. O primeiro desses registros é o do cúter inglês <em>HMS Rattlesnake</em>, que naufragou por mau tempo em 21 de outubro de 1781, quando realizava levantamento hidrográfico no entorno da ilha. Em 1805, uma baleeira americana pegou fogo e os sete sobreviventes foram resgatados pelo navio inglês <em>Agamenon</em>. Em 1817, o bergantim francês <em>La Jeune Sophie</em> naufragou ao se aproximar da ilha. Por último, no ínicio da Grande Guerra, em setembro de 1914, a Ilha da Trindade foi palco de um confronto naval entre o cruzador alemão <em>Cap Trafalgar</em> e o cruzador inglês <em>RMS</em> <em>Carmania</em>, tendo sido o primeiro bombardeado e vindo a naufragar nas proximidades da ilha. Tal evento ficou conhecido na história como a Batalha de Trindade e foi retratado por Charles Dixon (1872 – 1934), em aquarela de papel, tendo como pano de fundo a Ilha da Trindade e o <em>Cap Trafalgar</em> afundando.</p>
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<div id="attachment_16568" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/quadro.jpg"><img class="size-full wp-image-16568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/quadro.jpg" alt="Carmania sinking Cap Trafalgar off Trinidad, September 14, 1914, 1923 / Acervo do Museu Marítimo Nacional em Londres" width="526" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Dixon. Carmania sinking Cap Trafalgar off Trinidad, September 14, 1914, 1923 / Acervo do Museu Marítimo Nacional em Londres</p></div>
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<p>*Daniel Martins Gusmão é Capitão de Corveta (T) e Ajudante da Divisão de Arqueologia Subaquática da Marinha do Brasil.</p>
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<div style="width: 982px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6616" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6616/Trindade%20positivo%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="972" height="675" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6616" target="_blank">O Pão de Assucar, situado entre a Praia das Tartarugas e do Príncipe, sudoeste da Trindade, com 360 metros de altura, 1916. Ilha da Trindade, Vitória, Espírito Santo / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">FONTES:</span></strong></p>
<p>ALVES, Ruy José Válka. <em>Ilha da Trindade &amp; Arquipélago Martin Vaz: um ensaio geobotânico</em>. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1998.</p>
<p>ARRAES, Virgílio Caixeta. <em>A presença britânica na Ilha da Trindade: a reação do Parlamento brasileiro</em>. Brasília: Revista de Informação Legislativa, n. 153, 2002.</p>
<p>CAMINHA, Herick Marques. <em>Organização e Administração do Ministério da Marinha na República</em><em>.</em> Ministério da Marinha, Brasília˗Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1986.</p>
<p><em>De Tordesilhas ao Mercosul – uma exposição da história da diplomacia brasileira: Catálogo da exposição.</em> Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, s/d.</p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">PETTIGREW, Willian A. </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">A Dívida da Liberdade: </span></span></em><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">A Companhia Real Africana e a Política do Comércio de Escravos do Atlântico, 1672–1752. </span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Chapel Hill, Carolina do Norte: University of North Carolina Press, 2014.</span></span></p>
<p>SECRETARIA DA COMISSÃO INTERMINISTERIAL PARA OS RECURSOS DO MAR. <em>PROTRINDADE: programa de pesquisas científicas na Ilha da Trindade – 10 anos de pesquisas</em>. Brasília: SECIRM, 2017.</p>
<p>TONELLI, Nicélio. <em>A dimensão da ocupação britânica da ilha brasileira de Trindade (1895-1896)</em>. Brasília: Revista Brasileira de Política</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco da história e cronologia da comissão científica na Ilha de Trindade em 1916 e </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>sobre José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?) e o comandante Tácito Reis de Moraes Rego</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea Wanderley**</p>
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<div id="attachment_16581" style="width: 165px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/bruno.jpg"><img class="size-full wp-image-16581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/bruno.jpg" alt="Professor Bruno Lobo" width="155" height="185" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Bruno Lobo, diretor do Museu Nacional</p></div>
<p>O professor e médico Bruno Lobo (1884 &#8211; 1945), diretor do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a> entre 1915 e 1923, aproveitando a ida do cruzador <em>Barroso</em> para a Ilha da Trindade, em 1916, promovida pelo almirante e ministro da Marinha Alexandrino de Alencar (1848 &#8211; 1926), foi para lá acompanhado por quatro auxiliares: Arnaldo Blake de Santa Anna (18? &#8211; 19?), Armando dos Santos Belleza (18? &#8211; 19?), Pedro Pinto Peixoto Velho (18? &#8211; 19?) e José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?). Estes dois últimos ficaram cerca de 6 meses na ilha. Santos Filho foi responsável pela maioria das fotografias produzidas. No período, colheram o seguinte material: mamíferos, aves, répteis, crustáceos, insetos, moluscos, vermes, equinodermes e esponjas, além de espécimes vegetais. O professor Lobo distribuiu o material entre os naturalistas Carlos Moreira (1869 &#8211; 1946) &#8211; crustáceos e insetos -, Hermann von Ihering (1850 &#8211; 1930) &#8211; moluscos &#8211; Alípio de Miranda Ribeiro (1874 &#8211; 1939) &#8211; vertebrados &#8211; e h (1882 &#8211; 1959) &#8211; botânica. Também integrava a comissão científica, o assistente de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, o médico e zoólogo Lauro Travassos (1890 &#8211; 1970), de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=10026" target="_blank">Manguinhos</a>, que colheu vermes endoparasitas e colecionou peixes para o Museu Nacional.  As</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> Breve cronologia</em></strong></span></p>
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<p><em><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span></em> &#8211; Foi noticiado que o diretor da Museu Nacional, Bruno Lobo, seguiria para a Ilha da Trindade, a bordo do cruzador <em>Barroso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37943" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de maio de 1916, sexta coluna</a>).</p>
<p>O cruzador<em> Barroso</em> zarpou do Rio de Janeiro, em 20 de maio, sob o comando do capitão de Mar e Guerra José Libânio Lamenha Lins, levando Bruno Lobo e sua equipe: Pedro Pinto Peixoto Velho, José Domingues dos Santos Filho, Arnaldo Blake de Santa Anna e Armando dos Santos Belleza. <em>A comissão do museu conduzia todos os aparelhos e objetos necessários para os minuciosos estudos que vai empreender na ilha no que possa interessar a esse referido estabelecimento</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37958" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de maio de 1916;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/36991" target="_blank"><em>Revista Marítima Brasileira</em>, 1916</a>).</p>
<p>Em 24 de maio, chegada do cruzador à Ilha da Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37999" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de maio de 1916, última coluna</a>).</p>
<p>Em 6 de junho, o Barroso partiu de Trindade e chegou no Rio de Janeiro, em 9 de junho. Bruno Lobo, que retornou, foi muito elogiado. O preparador de taxidermia Pedro Pinto Peixoto Velho e o auxiliar petrógrafo José Domingues dos Santos Filho, da equipe do Museu Nacional, ficaram lá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38107" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de junho de 1916, penúltima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38124" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1916, terceira coluna</a>). De maio a outubro de 1916, eles colheram materiais, produziram registros fotográficos e classificaram espécies até então inéditas. A fauna brasileira ficou acrescida e a ciência ganhou novas espécies, principalmente entre aves e peixes, conforme levantamento fotográfico realizado por José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/372986/410" target="_blank"><em>Revista da Sociedade Brasileira de Ciências</em>, 1919</a>).</p>
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<div id="attachment_16584" style="width: 294px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pesq=ilha%20da%20trindade&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/elogio1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 10 de junho de 1916" width="284" height="219" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_04&amp;pesq=ilha%20da%20trindade&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de junho de 1916</a></p></div>
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<p>O vapor <em>Carlos Gomes</em> partiu do Rio de Janeiro, em 24 de setembro, para a Ilha da Trindade onde permaneceu por cerca de 15 dias. Chegou de volta ao Rio de Janeiro, em 13 de outubro, trazendo os preparadores do Museu Nacional, Pedro Pinto Peixoto Velho e José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39024" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro de 1916, sexta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39206" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de outubro de 1916, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/37338" target="_blank"><em>Revista Marítima Brasileira</em>, 1916</a>).</p>
<p>Foi noticiado que haviam sido feitas importantes descobertas pela equipe do Museu Nacional que havia regressado da Ilha da Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/39262" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 22 de outubro de 1916, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>1918</strong></em></span> &#8211; Em 3 de agosto, o professor Bruno Lobo fez uma conferência sobre a Ilha da Trindade, na Biblioteca Nacional. Na plateia, o professor Ramiz Galvão (1846 &#8211; 1938), o ministro da Marinha Alexandrino de Alencar e o senador Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942), entre outros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/44744" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de agosto de 1918, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_16593" style="width: 929px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-16593 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/mapa.jpg" alt="mapa" width="919" height="659" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank">Planta da Ilha da Trindade, 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>1919</strong> </em></span>- O volume de 1919 dos Arquivos do Museu Nacional, dedicado à comemoração do centenário do museu, trouxe três artigos relativos às descobertas realizadas na expedição de 1916 à Ilha da Trindade: de Bruno Lobo, de Lauro Travassos e de Alípio de Miranda Ribeiro (<a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><em>Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro</em>, 1919</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?) e almirante Moraes Rego (1882 &#8211; 1941)***</em></strong></span></p>
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<p style="text-align: left;">As fotografias publicadas nesse artigo, que pertencem ao acervo do Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil, f<span style="color: #333333;">oram utilizadas durante a conferência proferida pelo então diretor do Museu Nacional, Bruno Lobo, em 3 de agosto de 1918, na Biblioteca Nacional. Ao final, ele comentou sobre as fotografias:</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">&#8216;<em>As fotografias que documentam o presente trabalho foram executadas em sua maioria pelo praticante do Museu Nacional José Domingues dos Santos, devendo contudo algumas à gentileza do comandante Moraes Rego</em>&#8216;.</span></p>
<p>Tanto Moraes Rego como Santos Filho haviam ido para Trindade a bordo do cruzador <em>Barroso, </em>que chegou à ilha em maio de 1916. Porém Moraes Rego retornou ao Rio de Janeiro no mesmo navio, em junho, enquanto que Santos Filho permaneceu na Ilha da Trindade até outubro de 1916, quando voltou para o Rio de Janeiro a bordo do <em>vapor</em> Carlos Gomes.</p>
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<p style="text-align: center;"><em>José Domingues dos Santos Filho (1866 &#8211; 19?)</em></p>
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<p>Nascido em 22 de fevereiro de 1866, em Rezende, José Domingues dos Santos Filho, da equipe do Museu Nacional, na viagem de 1916 para a Ilha da Trindade,  foi, como já mencionado, o responsável pela maioria das fotos produzidas na ocasião. Em maio de 1917, poucos meses depois de assumir a diretoria do Museu Paulista, Affonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958) contratou José Domingues dos Santos Filho, nascido em Rezende, em 22 de fevereiro de 1886, como desenhista-fotógrafo e auxiliar do botânico Frederico Carlos Hoehne (1882-1959). Ambos vinham do Rio de Janeiro, onde haviam colaborado em instituições científicas como, por exemplo, o Museu Nacional. Hoehne e ele também atuavam nos Institutos Soroterápico (futuro Butantan) e Bacteriológico.</p>
<p>José Domingues dos Santos Filho seria responsável no Museu Paulista pela <em>confecção de fotografias, de cópias de diversos mapas, pelos desenhos científicos e ao menos de uma série composta por 12 desenhos aquarelados, a maioria deles baseada nas obras de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10341" target="_blank">Hercule Florence (1804-1877)</a></em>. Essas aquarelas integraram a sala “Consagrada ao passado da cidade de São Paulo”, que foi inaugurada em outubro de 1918. Também faziam parte da sala telas como as de José Wasth Rodrigues (1891-1957)  representando os largos do Palácio e da Sé, o grande panorama <em>Inundação da Várzea do Carmo</em> (1892), de Benedito Calixto (1853-1927), documentos históricos emprestados pelo Arquivo Municipal de São Paulo, referidos como <em>uma série de alto valor evocativo absolutamente insubstituível,</em> além de plantas da cidade de São Paulo, como a produzida pelo engenheiro alemão (1804 &#8211; 1856), em 1841, copiada por José Domingues dos Santos Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/48039" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de outubro de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1920, apesar de estar doente, Santos Filho encaminhou uma série de mapas a Taunay mas informou não ter mais condições de realizar serviços muito extensos. Provavelmente referia-se ao <em>Ensaio geral das Bandeiras paulistas</em>, carta cartográfica onde seu nome aparece com destaque. No mesmo ano foi exonerado, a pedido, do Instituto Soroterápico (Butantan), onde era fotógrafo-micrografista  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/3291" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 11 de novembro de 1920, quarta coluna</a>). Em 1921, continuava a prestar serviços fotográficos para o Museu Paulista. Seria ele, entre 1928 e 1929, o fotomicrógrafo do Laboratório Central da Diretoria do Serviço de Inspeção e Fomento Agrícola do Ministério da Agricultura? (<em>Almanak Laemmert</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/101103" target="_blank">1929</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/103806" target="_blank">1930</a>, )</p>
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<p style="text-align: center;"><em>Tácito Reis de Moraes Rego (1882 &#8211; 1941)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16618" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.marinha.mil.br/node/995" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/moraes.jpg" alt="Almirante Moraes Rego / Acervo Marinha do BRasil" width="244" height="297" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.marinha.mil.br/node/995" target="_blank">Almirante Moraes Rego / Acervo Marinha do Brasil</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">O então capitão-tenente Tácito Reis de Moraes Rego foi para Trindade como o encarregado pela montagem da estação radiotelegráfica da ilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/37949" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de maio de 1916</a>). Ele, Bruno Lobo e o pessoal do escaler que os levou do navio à ilha foram os primeiros a desembarcar em Trindade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38048" target="_blank"><em>Correio de Notícias</em>, 1º de junho de 1916, quinta coluna</a>). Retornou ao Rio de Janeiro, a bordo do cruzador Barroso, em 9 de junho de 1916, e, no dia seguinte, apresentou-se ao então ministro da Marinha, Alexandrino de Alencar, e explicou ser impossível a instalação de uma estação radiotelegráfica na ilha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/38133" target="_blank"><em>Correio de Notícias</em>, 11 de junho de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nascido no Rio de Janeiro, em 8 de março e 1882, Moraes Rego ingressou na Escola Naval em 1898, serviu nos navios <em>Minas Gerais</em> e <em>Rio Grande do Sul</em> como radiotelegrafista. Em 1928, quando era adido naval, cursou a Escola de Guerra Naval. Comandou os cruzadores <em>Barroso</em> e o <em>Rio Grande do Sul</em>. Em 1930, comandou a Divisão Naval do Norte e a Divisão de Cruzados. Em julho de 1932, foi designado capitão do Portos de São Paulo, sediado em Santos. Foi também comandante da 2ª Divisão Naval, diretor geral da Fazenda da Marinha, diretor do Serviço de Rádio e diretor geral de Navegação. Quando faleceu, em 14 de dezembro e 1941, era diretor geral do Ensino Naval e presidente do Conselho do Almirantado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/9822" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de dezembro de 1941, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">É o patrono das Comunicações Navais no Brasil por ter sido o primeiro encarregado da Estação Radiotelegráfica da Ilha das Cobras &#8211; Estação Central e por sua atuação nos primórdios das comunicações na Marinha do Brasil.</p>
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<p>**Andrea Wanderley é editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*** O pequeno perfil aqui publicado sobre José Domingues dos Santos Filho foi baseado principalmente no trabalho <em><a href="https://www.ixseminarionacionalcmu.com.br/resources/anais/8/1565402603_ARQUIVO_CMU_APN_ago.2019.pdf" target="_blank">Desenhos como intermediários no projeto de exposição de Taunay para o Museu Paulista: as aquarelas de José Domingues dos Santos Filho</a>,</em> publicado em 2019, de autoria de Ana Paula Nascimento, doutora em História da Arquitetura e do Urbanismo.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/instsorsp.htm" target="_blank">Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832 &#8211; 1930) &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></p>
<p>DUARTE, Regina Horta. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702012000300010" target="_blank">Barth e a Ilha da Trindade</a> </em>in Histórias, Ciências, Saúde &#8211;  Manguinhos, 2012</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LOBO, Bruno. <a href="http://www.museunacional.ufrj.br/semear/docs/Listagem_de_artigos_e_periodicos/artigo_LOBO-BRUNO.pdf" target="_blank"><em>Conferência sobre a Ilha da Trindade</em></a> in Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1919.</p>
<p>NASCIMENTO, Ana Paula. <a href="https://www.ixseminarionacionalcmu.com.br/resources/anais/8/1565402603_ARQUIVO_CMU_APN_ago.2019.pdf" target="_blank"><em>Desenhos como intermediários no projeto de exposição de Taunay para o Museu Paulista: as aquarelas de José Domingues dos Santos Filho</em></a>, 2019</p>
<p>RIBEIRO, A. de Miranda. <em><a href="http://museunacional.ufrj.br/obrasraras/o/arq-mn_22/arq-mn_22-169-194.pdf" target="_blank">A fauna vertebrada da Ilha da Trindade</a> in Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro.</em> Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1919.</p>
<p>RIBEIRO, Paulo de Miranda. <a href="http://www.museunacional.ufrj.br/obrasraras/o/PAMN_3/03MN_Publicacoes_Avulsas_3.pdf" target="_blank"><em>O professor Carlos Moreira</em></a>. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1947.</p>
<p><a href="http://www.ioc.fiocruz.br/pages/personalidades/LauroPereiraTravassos.htm" target="_blank">Site do Instituto Oswaldo Cruz</a></p>
<p><a href="https://www.defesa.gov.br/noticias/19340-defesa-comemora-o-dia-das-comunicacoes-navais" target="_blank">Site do Ministério da Defesa</a></p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
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<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
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<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
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<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
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<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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