 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; pioneirismo</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=pioneirismo" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 14:20:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Gioconda Rizzo: além do pioneirismo, por Joanna Barbosa Balabram</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44802</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44802#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafa]]></category>
		<category><![CDATA[Gioconda Rizzo]]></category>
		<category><![CDATA[Joanna Balabram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres fotógrafas]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Photo Femina]]></category>
		<category><![CDATA[pioneirismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=44802</guid>
		<description><![CDATA[A partir de uma reflexão sobre o fato de mulheres artistas serem frequentemente apresentadas como exceções, verdadeiras raridades dentro da história da arte, o que evidencia uma dificuldade histórica em reconhecê-las como produtoras de imagens, e não apenas como objetos de representação, a pesquisadora Joanna Balabram nos conta um pouco da trajetória de Gioconda Rizzo, considerada até hoje a primeira mulher a manter um estúdio fotográfico próprio na cidade de São Paulo, o Photo Femina.  Estão destacadas no artigo duas fotos de Wanda Massucci, produzidas, em 1914 e na década de 1920, por Gioconda. Publicamos também um breve perfil e a cronologia de Gioconda escritos por Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Gioconda Rizzo: além do pioneirismo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Joanna Balabram*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gioconda Rizzo é frequentemente apresentada como a primeira mulher a manter um estúdio fotográfico próprio na cidade de São Paulo. O pioneirismo, sem dúvida, ajuda a inscrevê-la na história da fotografia brasileira. Mas também pode funcionar como um limite: transforma uma trajetória complexa em uma exceção curiosa, quase isolada no tempo.</p>
<p>Ao pesquisar por Gioconda Rizzo no Google, as primeiras referências à fotógrafa reiteram justamente essa condição de pioneira. No entanto, ao buscar “quem foi a primeira fotógrafa do Brasil?”, o mecanismo de busca corrige automaticamente a palavra “fotógrafa” para “fotografia” e responde outra pergunta: “qual foi a primeira fotografia feita no Brasil?”. Curiosamente, o mesmo não acontece quando se pesquisa “quem foi o primeiro fotógrafo do Brasil?”. Esse pequeno equívoco do sistema de buscas do Google aponta para uma dificuldade histórica em reconhecer mulheres como produtoras de imagens, e não apenas como objetos de representação. Recuperar a história dessas mulheres é fundamental, mas isso não basta quando elas continuam sendo apresentadas na narrativa histórica como casos excepcionais, pioneiras isoladas, em suma, exceções. A historiadora da arte Linda Nochlin, em seu artigo seminal <em>Por que não houve grandes mulheres artistas?,</em> chamou atenção para esse mecanismo ao discutir como mulheres artistas são frequentemente apresentadas como exceções extraordinárias dentro da história da arte. Em vez de transformar a narrativa histórica, muitas vezes elas acabam inseridas nela apenas como figuras raras, quase deslocadas de seu próprio contexto. Deste modo, esse mecanismo não questiona por que tantas trajetórias femininas foram apagadas, mas frequentemente reforça o mito do “gênio” artístico (quase sempre associado a figuras masculinas) e transforma mulheres em exceções dentro de uma narrativa que continua sendo predominantemente masculina.</p>
<p>Voltando para a fotógrafa Gioconda Rizzo, não apenas como “a primeira”, mas como uma mulher que atuou dentro de redes, contextos sociais, históricos e construções visuais específicas de seu tempo, interessa destacar aspectos de sua trajetória comuns a muitas mulheres que atuaram no campo fotográfico nas primeiras décadas do século XX. Afinal, a experiência feminina no campo fotográfico existia antes de uma mulher poder ter seu próprio estúdio ou assinar suas fotografias<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>Na história da arte a herança familiar de um ofício frequentemente aparece como um facilitador na trajetória de artistas mulheres. No caso de Gioconda, o estúdio fotográfico de seu pai, Michelle Rizzo, funcionava inicialmente no mesmo edifício em que a família Rizzo residia. A proximidade cotidiana com o estúdio e o interesse de Gioconda pela fotografia foram fundamentais para sua formação profissional.  Ela atuava não apenas na tomada das imagens, mas também no laboratório e retoques fotográficos.</p>
<p>O Ateliê Rizzo, ou Photographia Central, como também era conhecido, funcionava como uma empresa familiar, envolvendo diferentes membros da família em etapas variadas do trabalho, desde o atendimento e a preparação das poses, até o laboratório, os retoques e finalização das fotografias. Com o aprimoramento de Gioconda na técnica fotográfica, seu pai Michelle abriu para a filha um estúdio próprio: o Photo Femina.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>Tanto o Photographia Central como o Photo Femina ficavam localizados na Rua Direita, região central da cidade de São Paulo e importante espaço de circulação e consumo da elite paulistana naquele período. Diferentemente dos outros estúdios fotográficos, o Photo Femina dedicava-se exclusivamente ao retrato de mulheres e crianças. Essa especialização também respondia a uma exigência moral da época, já que não era considerado apropriado que uma mulher permanecesse sozinha com um homem em um ambiente fechado.  Deste modo, o estúdio atendia a uma demanda por retratos femininos ao mesmo tempo em que preservava sua reputação moral.</p>
<p>A vigilância sobre a conduta feminina era tão importante que todas as sessões fotográficas eram supervisionadas por Giuseppina Rizzo, a mãe de Gioconda. A proximidade entre o Photo Femina e o estúdio do pai facilitava esse controle. Mesmo tendo seu próprio estabelecimento, Gioconda ainda precisava atuar dentro de condições bastante diferentes daquelas vividas por fotógrafos homens. O lucro obtido com a atividade do estúdio, por exemplo, permanecia sob administração paterna, o que limitava sua autonomia financeira. Ainda assim, essa foi uma experiência possível para uma mulher branca de classe média ter um estúdio fotográfico no início do século XX.</p>
<p>As restrições que atravessavam a experiência profissional de Gioconda Rizzo também faziam parte de uma condição mais ampla da experiência feminina na modernidade. Como observa a historiadora da arte Griselda Pollock em <em>A Modernidade e os espaços de feminilidade</em>, a vivência das mulheres na cidade moderna ocorria de maneira distinta da masculina, marcada por limites de circulação, vigilância moral e acesso restrito aos espaços públicos. Enquanto a figura masculina moderna era frequentemente associada à liberdade de observar e ocupar a cidade, as mulheres precisavam constantemente negociar sua presença nesses espaços.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século XX, a expansão dos estúdios fotográficos nas grandes cidades esteve diretamente ligada às transformações da vida urbana e à consolidação de novos hábitos sociais e à uma cultura visual moderna. As mulheres também participaram dessas mudanças, experimentando novas formas de se apresentar diante da câmera e também de atuar como produtoras de imagens, atrás da câmera. O estúdio Photo Femina funcionava como esse lugar intermediário entre o público e o privado onde foi possível colocar em prática esses novos modelos. Voltado exclusivamente para mulheres e crianças, o estúdio oferecia um ambiente considerado socialmente seguro para suas clientes, ao mesmo tempo, as imagens produzidas por Gioconda revelavam mudanças na representação feminina: poses menos rígidas, enquadramentos mais próximos, tecidos leves, ombros à mostra e uma atmosfera de intimidade pouco comum nos retratos tradicionais de estúdio.</p>
<p>A seguir estão dois retratos de Wanda Massucci produzidos por Gioconda Rizzo em diferentes períodos. No primeiro retrato, Wanda ainda era uma criança e, em função disso, destaca-se nessa imagem o tecido translúcido que escorrega do ombro para o braço dela trazendo uma sensualidade sutil. A luz difusa e o foco suave criam a atmosfera de uma figura etérea prestes a desaparecer na vinheta que se forma no fundo. O enquadramento em plano americano aproxima a retratada do espectador e a composição estabelece dois pontos de destaque: a menina no centro e o <em>bouquet</em> quase encaixado no canto inferior direito. Ela parece relaxada e confortável diante da câmera que ela encara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14424" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14424/045GR0138_01.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14424" target="_blank">Gioconda Rizzo. Wanda Massucci, 1904. São Paulo, SP / Acervo IMS </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seguida vemos Wanda no início da juventude, enquadramento em plano fechado, rosto de perfil e olhar suave para fora da imagem. Em destaque no centro, o colar e o brinco. O ombro, parte das costas e nuca à mostra contrastam com o tecido que ganha a cor azul na pintura sobre a fotografia. O tom rosado da pele do rosto e dos lábios transmitem uma atmosfera de sensualidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14423" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/14423/045GR0068_01.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/14423" target="_blank">Gioconda Rizzo. Wanda Massucci, década de 1920. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas duas fotografias não há apenas o registro da menina ou da jovem Wanda, mas uma construção visual produzida na relação entre fotógrafa e retratada. E é esse o aspecto de destaque dessas fotografias, uma experiência compartilhada entre mulheres. Se a visualidade moderna na virada do século XIX para o XX foi amplamente construída a partir do olhar masculino sobre os corpos femininos (como nas pinturas <em>Olimpya</em> e <em>Almoço na relva,</em> de <em>Édouard Manet</em>, <em>Les Demoiselles d&#8217;Avignon, </em>de<em> Pablo Picasso, </em>e a fotografia<em> O violino de Ingres, </em>de<em> Man Ray), </em>as fotografias de Gioconda Rizzo sugerem que havia outras formas de representação do corpo feminino.</p>
<p>A trajetória de Gioconda revela não apenas os limites impostos às mulheres que atuavam no campo fotográfico nas primeiras décadas do século XX, mas também as negociações e possibilidades que permitiram sua presença nesse espaço. Mais do que uma exceção isolada na história da fotografia brasileira, Gioconda Rizzo pode ser entendida como parte de uma experiência da modernidade que foi eclipsada. Talvez o desafio atual não seja apenas recuperar o nome dessas mulheres, mas também criar formas de narrar suas trajetórias sem reduzi-las apenas à condição de “pioneiras” ou exceções de talento extraordinário.</p>
<p>Este artigo é inédito e tem como base a dissertação de mestrado de autoria de Joanna Barbosa Balabram, intitulada <em>Gioconda Rizzo: vestígios de uma trama fotográfica</em>, defendida em dezembro de 2025 no Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da CAPES, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Fernanda Pequeno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Para mais informações sobre o assunto consultar o artigo COSTA, Helouise. No limite da invisibilidade: mulheres fotógrafas no Brasil na primeira metade do século XX. In: COSTA, Helouise; ZERWES. Erika. Mulheres Fotógrafas / Mulheres Fotografadas: fotografias e gênero na América Latina. São Paulo: Intermeios, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://repositorio.usp.br/item/003072112">https://repositorio.usp.br/item/003072112</a>&gt;. Acesso em: 10 mai. 2026</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> O estúdio Photo Femina funcionou aproximadamente entre 1914 e 1918. O fechamento do estúdio ocorreu após o irmão mais velho de Gioconda, Vicente, contar ao pai, Michelle Rizzo, que o espaço estava sendo frequentado por cortesãs. Após o fechamento de seu estúdio, Gioconda volta a trabalhar no Ateliê Rizzo, ainda fotografando apenas mulheres e crianças.  A cronologia completa de Gioconda Rizzo está disponível na Brasiliana: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Joanna Balabram é mestre em História da Arte pela UERJ e curadora assistente na coordenadoria de Fotografia do Instituto Moreira Salles, onde atua na organização e processamento de coleções de fotografia do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>COSTA, Helouise. <em>No limite da invisibilidade: mulheres fotógrafas no Brasil na primeira metade do século XX</em>. In: COSTA, Helouise; ZERWES. Erika. Mulheres Fotógrafas / Mulheres Fotografadas: fotografias e gênero na América Latina. São Paulo: Intermeios, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://repositorio.usp.br/item/003072112">https://repositorio.usp.br/item/003072112</a>&gt;. Acesso em: 10 mai. 2026</p>
<p>IBRAHIM, Carla J. <em>As retratistas de uma época: fotografas de São Paulo na primeira metade do século XX</em>. Dissertação de mestrado, Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2005. Disponível em: &lt; https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/359360 &gt;. Acesso em: 9 mai. 2026.</p>
<p>NOCHLIN, Linda<strong>. </strong><em>Por que não houve grandes artistas mulheres?</em> ArtNews, 1971.</p>
<p>POLLOCK, Griselda.<em> A modernidade e os espaços da feminilidade. </em>(1988). In: PEDROSA, Adriano; CARNEIRO, Amanda;</p>
<p>MESQUITA, André (org.). <em>História das Mulheres, histórias feministas: Antologia</em>. MASP: São Paulo, 2019</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil in</em> Brasiliana Fotográfica, 19 de agosto de 2022. Disponível em: &lt;https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902&gt;. Acesso em: 29 abr. 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Breve perfil de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004)</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29169" style="width: 440px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004.jpg"><img class=" wp-image-29169" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-004-684x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="430" height="644" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>“Fotografia é uma coisa maravilhosa, que a gente tira o retrato quando era criança e depois quando é velho está vendo a figura dele quando era criança, é uma coisa maravilhosa. É muito bonito!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, 2002</p>
<div id="attachment_28034" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28034 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda.jpg" alt="Autorretrato de Gioconda Rizzo" width="279" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1913. <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 35.</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong> </strong></span></p>
<p>O avô da paulistana Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004), Vincenzo Rizzo, já se encontrava em São Paulo, em 1887, e era fabricante de cerveja (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1234" target="_blank"><em>L´Italia</em>, 21 de maio de 1887, quarta coluna)</a>. Seu filho e pai de Gioconda, Michelle (Miguel) Rizzo (1869 &#8211; 1929), sofreu um acidente que afetou seus olhos. Foi para a Itália se tratar, sem sucesso, e lá aprendeu fotografia com B. Lauro, retratista da família real italiana.</p>
<p style="text-align: left;">Já de volta ao Brasil, Michelle inaugurou, em 10 de março de 1892, a Photographia Central, na Rua Direita nº 55, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, de 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28027" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg"><img class="size-full wp-image-28027" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 10 de março de 1892, página 1, antepenúltima coluna" width="574" height="201" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 10 de março de 1892</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasil.estadao.com.br/blogs/album-de-retratos/wp-content/uploads/sites/481/1.2-NosEst-39_1.jpg" alt="Verso de uma foto tirada no ateliê da família Rizzo" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 15 de maio de 2012</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em um anúncio veiculado pelo <em>Fanfulla</em>, de 8 de agosto de 1896, página 4, Michelle anunciava-se como proprietário da<em> primeira photografia italiana no Brazil</em>. Em 1906, estava na relação de fotógrafos italianos que atuavam em São Paulo (<em>Il Brasile e gli Italiani</em>, 1906, página 1165).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28036" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28036 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda1.jpg" alt="Michelle Rizzo" width="167" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Michelle Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 36</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28540" style="width: 522px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/rizzo.jpg" alt="Cartão de Boas Festas do atelê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / Coleção de Rubens Fernandes Filh" width="512" height="331" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06102015-163400/publico/2015_FabianaMarcelliSBeltramim_VCorr.pdf" target="_blank">Cartão de Boas Festas do ateliê de Michelle Rizzo, 1906. São Paulo, SP / <em>Entre o estúdio e a rua: a trajetória de Vincenzo Pastore, fotógrafo do cotidiano</em>, por Fabiana Beltramin, página 86 / Coleção de Rubens Fernandes Junior</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi com ele, seu grande incentivador, que Gioconda iniciou seus experimentos em fotografia, tendo sido a primeira mulher a ter um estabelecimento fotográfico, em São Paulo, a Photo Femina, aberto em 1914. Desde a adolescência Gioconda só enxergava com o olho direito. Sempre foi apaixonada por fotografia e aos 12 anos tirou um autorretrato e também fotografou uma amiga:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28037" style="width: 141px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28037 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda2.jpg" alt="gioconda2" width="131" height="210" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Autorretrato de Gioconda Rizzo, 1912, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 39</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Eu comecei a tirar foto de mim mesma&#8230; então meu pai quando viu aquela chapa&#8230; a primeira coisa que fiz&#8230; viu a chapa&#8230; disse: “Quem foi que fez isso?” “Fui eu papai”; ele disse: “Ihhhh! Esta vai me passar a perna!”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><em> </em>Depoimento de Gioconda Rizzo a Carla Ibrahim. São Paulo, setembro de 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Michelle muitas vezes viajava para o interior, de onde enviava fotografias para processamento, retoque e finalização em São Paulo. Quando estava ausente, seu filho Armando (1894 &#8211; 19?) cuidava dos negócios. Gioconda trabalhava com o irmão e participava desde a recepção e ambientação dos clientes no ateliê até o trabalho de revelação e acabamentos, como retoques e acondicionamento das fotos em álbuns, molduras ou estojos. Conhecia e dominava todas as etapas do processo fotográfico.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1914, Michelle abriu para Gioconda o ateliê Femina, também na Rua Direita, número 8A, perto do seu, que ficava, então, na mesma rua, no número 10 C. O Femina atendia somente crianças e mulheres, pois, na época, não era adequado que uma mulher ficasse sozinha na presença de homens. Mesmo com essa restrição, a mãe de Gioconda, Giuseppina, sempre a acompanhava em  suas sessões fotográficas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Fui a primeira fotógrafa a se especializar em fotos assim. Fotografei, então, muitas mulheres de barões do café e muitas atrizes. Todas gostavam de minha maneira de fazer as fotos porque eu enfocava só meio corpo, realçando o rosto e usando tapetes nas paredes para servirem de fundo&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ainda em 1914, na revista <em>A Cigarra</em>, edição de 31 de dezembro, na seção &#8220;A Formiga”, foi publicada uma fotografia de autoria de Gioconda Rizzo com a assinatura do ateliê Femina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28041" style="width: 204px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg"><img class="wp-image-28041 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda5.jpg" alt="Fotografia de autoria de Gioconda Rizzo / A Cigarra, 31 de dezembro de 1914" width="194" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia de Wanda Massucci (a maior), de autoria de Gioconda Rizzo / <em>A Cigarra</em>, 31 de dezembro de 1914</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Para criar diferentes figurinos e cenários, Gioconda possuia em seu estúdio almofadas, banquinhos, diversas cadeiras, colunas de mármore, estátuas de cães, laços, sombrinhas, véus, e outros objetos e adereços. Fazia também uso de uma balança para fotografar bebês, como sua filha, Wanda Pasqualucci (1926-), retratada, em 1926, na foto abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28039" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda4.jpg" alt="gioconda4" width="311" height="414" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Wanda Pasqualucci, 1926, fotografada por sua mãe, Gioconda Rizzo, do Acervo da Família Rizzo / <em>As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século</em>, por Carla Ibrahim, página 46</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Criava poses que descontraíssem suas clientes, que tinham uma tendência a ficar muito sérias na hora da foto. Buscava em seus retratos a beleza, a sensualidade. Criava uma atmosfera de sonho, romântica. Suas retratadas sorriam, deixavam ombros e colos muitas vezes desnudos e os cabelos soltos, sem chapéus, enfeitados com flores.</p>
<p style="text-align: left;">Gioconda participou, trabalhando no pavilhão<em> Gradisca</em>, da quermesse realizada no parque da avenida Paulista, promovido pela sub-comissão italiana do bairro da Consolação para socorrer as famílias dos reservistas que haviam partido para a Itália (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/36445" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de julho de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em torno de 1916, Michelle trouxe da Itália o <em>flash</em> de magnésio que possibilitava a captação de poses mais rapidamente, o que facilitava enormemente fotografar crianças. Uma vez, Gioconda sofreu uma queimadura na mão direita quando utilizava a nova ferramenta. Também por volta deste ano, seu irmão, Vicente, descobriu que o ateliê Femina recebia cortesãs francesas e polonesas e contou para Michelle, que decidiu fechá-lo. Gioconda voltou a trabalhar com seu pai e seu irmão, Armando Rizzo. Passaram a produzir fotografias coloridas a óleo e a fazer fundos de paisagens aplicadas nas chapas. Também produziam muitas fotos de formaturas de escolas e faculdades.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1926, Gioconda casou-se com o comerciante Onofre Pasqualucci (c. 1898 &#8211; 1935) e, no mesmo ano, nasceu sua única filha, Wanda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28043" style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda7.jpg" alt="Gioconda Rizzo" width="471" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://omicronfotografia.com.br/blog/post/gioconda-rizzo-a-primeira-fotografa-brasileira-a-ter-seu-proprio-estudio" target="_blank">Gioconda Rizzo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 1931, devido à crise financeira deflagrada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a família Rizzo fechou, após cerca de 40 anos de funcionamento, o ateliê da Rua Direita, e abriu outro na Rua Líbero Badaró, 63, chefiado por Armando. Nesse mesmo ano, Gioconda fotografou a Miss Universo, Yolanda Pereira (1910 &#8211; 2001).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28042" style="width: 256px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-28042 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda6.jpg" alt="A Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da família rizzo / " width="246" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">A <a href="https://core.ac.uk/download/pdf/296839219.pdf" target="_blank">Miss Universo Yolanda Pereira fotografada por Gioconda, em 1931, do Acervo da Família Rizzo / As retratistas de uma época: fotógrafas de São Paulo na primeira metade do século, por Carla Ibrahim, página 69</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ela aprendeu as técnicas de fotografias fundidas em esmalte para joias com o fotógrafo espanhol Medina, estabelecido no Rio de Janeiro. Adaptou as técnicas à porcelana e passou a produzir fotojoias e decorações tumulares para o ateliê Photo do Carmo, do italiano Sestilio Fiorelli. Instalou em sua casa, no bairro do Cambuci, um ateliê e um forno para a produção das peças, que eram vitrificadas a uma temperatura de 1.000º C.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essas fotos em porcelana dão muito trabalho e se desenvolvem em várias fases até que se consegue uma película aplicada sobre a louça. Queima-se então a uma temperatura de 1000 graus e está pronta&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Gioconda Rizzo, <em>Folha de São Paulo</em>, 12 de abril de 1982</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_29170" style="width: 469px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007.jpg"><img class=" wp-image-29170" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/giocondarizzo-007-896x1024.jpg" alt="Foto de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS" width="459" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos em porcelana de autoria de Gioconda Rizzo,19?. São Paulo, SP / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em 14 de junho de 1935, Gioconda ficou viúva e foi com a fotografia em porcelana que sobreviveu com sua filha. Aposentou-se na década de 60.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28049" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg"><img class="size-full wp-image-28049" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/gioconda9.jpg" alt="O Estado de S]ao Paulo, 15 de junho de 1935" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paul</em>o, 15 de junho de 1935</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Cinco décadas mais tarde, entre 12 e 30 de abril de 1982, houve uma exposição de parte de sua obra na Galeria Fotoptica, em São Paulo: 20 fotos em papel, 15 em porcelana e algumas coloridas a óleo.</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em 22 de março de 2004, pouco antes de completar 107 anos, e foi sepultada no Cemitério da Consolação.</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: a capa do livro <em>Anarquistas, Graça a Deus</em>, da escritora Zélia Gattai (1916 &#8211; 2008), foi ilustrada com uma foto da família Da Col &#8211; Gattai, de autoria de Gioconda.</p>
<p style="text-align: left;">Abaixo, reprodução do texto <em>O real e a representação nos retratos de Gioconda</em>, de autoria da fotógrafa e crítica de arte Stefania Bril (1922 &#8211; 1992), publicado em <em>O Estado de São Paulo</em>, de 30 de abril de 1982:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><img class=" size-full wp-image-28028 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo2.jpg" alt="rizo2" width="665" height="431" /><img class=" size-full wp-image-28029 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo3.jpg" alt="rizo3" width="684" height="429" /><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28030 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/rizo4.jpg" alt="rizo4" width="690" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://youtu.be/Nd6P_m1GP78%20" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acesse aqui uma entrevista com Gioconda Rizzo para o programa Moviola</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/68/Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png?20181122033115" alt="Ficheiro:Gioconda Rizzo 2003 por Maíra Soares.png" width="387" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Gioconda_Rizzo_2003_por_Ma%C3%ADra_Soares.png" target="_blank">Gioconda Rizzo fotografada por Maira Soares, em 2003 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28653" target="_blank"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia de Gioconda Rizzo (1897 &#8211; 2004).</span></em></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Andrea C. T. Wanderley é editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=44802</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novos acervos: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &#8211; IBGE</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38233</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38233#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 14:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Allyrio Hugueney de Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Christovam Leite de Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Christóvão Leite de Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Cristóvão Leite de Castro]]></category>
		<category><![CDATA[esperanto]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio de Macedo Soares Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Giorgio Mortara]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[José Carlos de Macedo Soares]]></category>
		<category><![CDATA[novos acervos]]></category>
		<category><![CDATA[pioneirismo]]></category>
		<category><![CDATA[pioneiros]]></category>
		<category><![CDATA[Teixeira de Freitas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38233</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica, no ano em que celebra 10 anos de existência, anuncia com alegria e entusiasmo a adesão da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como sua 14ª instituição parceira. A missão principal do IBGE é "retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania". Ao longo de seus quase 90 anos de existência, o IBGE acumulou um rico acervo bibliográfico, cartográfico e iconográfico que apresenta o Brasil em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e demográficos, entre outros. O primeiro artigo produzido para o portal, "Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil", foi escrito pelas bibliotecárias Luciana F. Lau e Danielle Barreiros; e pelo arquivista Fabio Carvalho, todos do IBGE.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica, no ano em que celebra 10 anos de existência, anuncia com alegria e entusiasmo a adesão da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como sua 14ª instituição parceira. A missão principal do IBGE é <em>retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania</em>. Ao longo de seus quase 90 anos de existência, o IBGE acumulou um rico acervo bibliográfico, cartográfico e iconográfico que apresenta o Brasil em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e demográficos, entre outros. O primeiro artigo produzido para o portal, <em>Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil</em>, foi escrito pelas bibliotecárias Luciana F. Lau e Danielle Barreiros; e pelo arquivista Fabio Carvalho, todos do IBGE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;" align="center"><em><b><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">Pioneiros do IBGE: um legado nas estatísticas e geociências do Brasil</span></b></em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Luciana F. Lau, Fabio Carvalho e Danielle Barreiros*</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13305" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13305/aei50950%20-%20Reuni%c3%a3o%20dos%20Conselhos%20Nacionais%20de%20Geografia%20e%20Estat%c3%adstica.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13305" target="_blank">Reunião dos Conselhos Nacionais de Geografia e Estatística, 1938. Rio de Janeiro, RJ. Em pé, esq./dir.: Christovam Leite de Castro (3º), José Carneiro Felipe (4º), José Carlos Macedo Soares (5º) e Mário Augusto Teixeira de Freitas (7º) / Acervo IBGE</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &#8211; IBGE &#8211; recebeu com alegria e entusiasmo o convite para integrar o Portal Brasiliana Fotográfica e inicia sua participação com a inclusão de 28 fotografias. Esta é sem dúvida uma excelente oportunidade de ampliar a visibilidade, o acesso e gerar conhecimento acerca dos acervos fotográficos do IBGE, que constituem importantes fontes de informação histórica  e cultural.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13099/discover?rpp=10&amp;page=3&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acesse aqui o link para as fotografias do acervo do IBGE disponíveis na Brasiliana Fotográfica</a></span></strong></p>
<p>Em virtude de o IBGE estar prestes a comemorar seus 90 anos de criação, selecionamos para nossa primeira postagem uma imagem que celebra e valoriza o legado dos pioneiros que construíram as bases do Instituto. A imagem destacada acima faz parte da Coleção “Eventos Institucionais” e retrata uma reunião ocorrida no ano de 1939.</p>
<p>Entre os presentes no evento estão algumas personalidades que lançaram as bases fundadoras do próprio IBGE, como Mário Augusto Teixeira de Freitas, considerado o idealizador do órgão, José Carlos de Macedo Soares, seu primeiro presidente, Christovam Leite de Castro, entre outros.</p>
<p>Antes de apresentar os precursores é fundamental compreender o contexto de criação do próprio IBGE. Trata-se de um marco na história da estatística brasileira, com raízes que remontam ao período colonial. Mesmo de forma rudimentar, a Coroa portuguesa desde cedo empenhou esforços para coletar dados estatísticos em seus domínios na América, por meio de Ordens Régias, demonstrando uma preocupação em quantificar aspectos da vida colonial. Com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, a necessidade de conhecer melhor o território e a população da nova sede do Império impulsionaram um crescente interesse em organizar e analisar informações relevantes para a administração pública, culminando na criação da Diretoria Geral de Estatística, em 1871, e na realização do primeiro Recenseamento Geral do Brasil, em 1872, considerado um precursor dos esforços sistemáticos que resultariam na criação do IBGE.</p>
<p>Com o início do século XX, o Brasil passou por intensas transformações políticas, sociais e econômicas. A Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas inauguraram uma nova era, marcada pela modernização do Estado e pela afirmação do país no cenário internacional. Nesse contexto, a criação de um órgão nacional de estatística era vista como um passo fundamental para construir um Estado mais eficiente e capaz de planejar o desenvolvimento nacional. Diante dessa necessidade e para dar unidade e identidade aos órgãos de estatística dos diferentes setores da administração federal e estadual, o Governo, através do Decreto nº 24.609, de 6 de julho de 1934 criou o Instituto Nacional de Estatística. A instalação oficial do INE ocorreu em 29 de maio de 1936, no Palácio do Catete, com José Carlos de Macedo Soares como seu primeiro presidente.</p>
<p>Após sua criação, o INE se dedicou a organizar o sistema estatístico brasileiro e promover a cooperação entre diferentes esferas de governo. A Convenção Nacional de Estatística, realizada em agosto de 1936, estabeleceu as bases para o Conselho Nacional de Estatística, responsável por coordenar os serviços estatísticos em nível nacional. O pensamento vitorioso da Convenção também reconheceu a importância da integração entre serviços estatísticos e geográficos para aumentar a eficiência das atividades no Brasil. Como parte disso, foi criado o Conselho Brasileiro de Geografia pelo Decreto nº 1.527 de 1937, ligado ao Instituto Nacional de Estatística. Este conselho tinha como objetivo coordenar estudos geográficos, promover a cooperação entre órgãos públicos e privados e sistematizar o conhecimento do território nacional. Com sua nova estrutura e atribuições ampliadas, o IBGE se consolidou como o órgão central do sistema estatístico e geográfico brasileiro, desempenhando um papel vital na produção de informações para o governo, a sociedade e a comunidade internacional.</p>
<p>Para garantir harmonia entre as atividades geográficas e estatísticas, o Conselho Brasileiro de Geografia foi renomeado como Conselho Nacional de Geografia, enquanto o Instituto Nacional de Estatística passou a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme o Decreto nº 218 de 1938. Guardando cada sistema, em relação ao outro, o máximo de simetria possível, em sua estrutura e organicidade, ambos entrosados sob princípios de colaboração nacional e cooperação interadministrativa, os dois Conselhos passaram a coordenar e impulsionar as atividades geográficas e estatísticas no país.</p>
<p>Quem visita a unidade do IBGE na rua General Canabarro, no bairro Maracanã, pode ver o imponente busto de José Carlos de Macedo Soares (1883-1968), que desperta interesse não somente dos servidores, mas também dos visitantes. Ao conhecer um pouco da história do IBGE, compreende-se esta e outras homenagens do Instituto a um dos responsáveis por sua criação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38276" style="width: 272px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE1.jpg"><img class="wp-image-38276 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE1.jpg" alt="IBGE1" width="262" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Busto de José Carlos de Macedo Soares, localizado na Unidade do IBGE na Rua General Canabarro</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Macedo Soares ou<em><span style="font-family: Georgia;"> Embaixador</span></em> como era conhecido, por também desempenhar a função de Ministro das Relações Exteriores do Brasil por duas vezes, a primeira em 1934 e a segunda em 1955, foi o primeiro presidente do IBGE e o mais longevo, permanecendo por 16 anos à frente do Instituto nos períodos de 1936 até 1951 e depois de 1955 até 1956. Além de embaixador, Macedo Soares também desempenhou outras funções no cenário político brasileiro; foi deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte (1930), ministro da Justiça (1937) e interventor federal de São Paulo (1945). Presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1939) e a Sociedade Brasileira de Geografia do Rio de Janeiro (1945). Para além do seu notável papel político, também foi uma personalidade no âmbito da literatura, tornando-se presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1942.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38277" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=259063&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=&amp;pagfis=92070" target="_blank"><img class="wp-image-38277 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE2.jpg" alt="IBGE2" width="593" height="293" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=259063&amp;pasta=ano%20193&amp;pesq=&amp;pagfis=92070" target="_blank">Instalação do Instituto Nacional de Estatística no Palácio do Catete, em 29/05/1936 , na mesma data da posse de Macedo Soares, como seu presidente. Em 1º plano, esq./dir.: José Carlos de Macedo Soares (2º) e Getúlio Vargas (3º) / <em> Fon-Fon</em>, 06 de junho de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas palavras de outra personalidade, Christovam Leite de Castro (1991. p. 277), é possível vislumbrar a pessoa ímpar que foi José Carlos de Macedo Soares.</p>
<p><em>&#8220;Havia o presidente do Instituto, que era o embaixador José Carlos de Macedo Soares, aliás, presidente excepcional, pela sua inteligência, pela sua capacidade de trabalho, pela sua representatividade, pelo seu prestígio, pelo seu patriotismo, pelo conhecimento profundo dos problemas brasileiros. Realmente, era personalidade de excepcional projeção não só no País como no exterior. No País, por exemplo, Macedo Soares foi Presidente do IBGE e ao mesmo tempo Presidente da Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e, também, Ministro das Relações Exteriores&#8221;.</em></p>
<p>Um dos exemplos de como Macedo Soares conhecia os problemas brasileiros foi o seu apoio às mulheres na discussão sobre direitos políticos e serviço militar no âmbito do direito ao voto da mulher, o que ocasionou homenagens de feministas ao embaixador, conforme noticiado no <em><span style="font-family: Georgia;">Jornal do Brasil</span></em><span style="font-family: Georgia;">, de 21 de julho de 1934.</span><em><span style="font-family: Georgia;"> </span></em>Macedo estava ciente deste e de outros desafios da sociedade brasileira principalmente no contexto da estatística e da geografia do Brasil, o que o conduziu  a concretizar as concepções de Teixeira de Freitas, o idealizador do IBGE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38278" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/45199" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38278" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE3.jpg" alt="Jornal do Brasil, 21 de julho de 1934" width="211" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/45199" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre Teixeira de Freitas, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) expressou:</p>
<p><em>&#8220;E se hoje nos conhecemos mais a nós mesmos, se é possível elaborar planos de governo com base em dados positivos, se a iniciativa particular na promoção de riquezas dispõe de elementos essenciais para conhecimento do meio social e econômico, tudo isso se deve a Teixeira de Freitas. Teve antecessores ilustres e colaboradores de grande porte, mas a ideia, repito, é dele, como também a prática, e dele a maior glória&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/58798" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 25 de fevereiro de 1956, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na década de 30, antes de atuar no IBGE, Teixeira de Freitas colaborou na reforma administrativa buscando com a racionalização dos serviços públicos a modernização das instituições públicas e seus métodos de gestão. Neste período, defendia a importância das estatísticas para a reforma. E defendia também a educação estatística. Certa vez destacou que “<em>E como muitas vezes — ou quase sempre — os leitores dos dados estatísticos não sabem interpretá-los [&#8230;]&#8221;</em> (FREITAS, 1990, p. 29), destacando a importância do letramento estatístico para os cidadãos e para o país. A concepção de integração de Teixeira de Freitas não tinha como objetivo somente a integração do Brasil, por meio do esperanto <span style="color: #0000ff;">[1]</span> ele idealizava a comunicação internacional e a paz universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38279" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE4.jpg"><img class="size-full wp-image-38279" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE4.jpg" alt="O idealismo e o Esperanto, 1954 / Acervo IBGE" width="269" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Idealismo e o Esperanto</em>, 1954 / Acervo IBGE</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos planos de integração de Teixeira de Freitas, a Geografia possuía um papel importante em conjunto com a Estatística, desta forma, contou com Christovam Leite de Castro como colaborador na área de Geografia.</p>
<p>Christovam Leite de Castro (1904-2002) tem contato com a Geografia em sua atuação no Ministério da Agricultura (1933) como chefe da Seção de Estatística Territorial, da qual tem origem o Conselho Nacional de Geografia, órgão colegiado que junto do Conselho Nacional de Estatística vieram a formar o IBGE. Por suas diversas atividades em favor do progresso da cidade do Rio de Janeiro, recebeu o título de Cidadão Carioca (1970), a Medalha Estado da Guanabara (1975) e o título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro (1987). Essas homenagens se devem principalmente a sua atuação na Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, iniciada em 1930.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38280" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE5.jpg"><img class="  wp-image-38280" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE5.jpg" alt="IBGE5" width="411" height="269" /></a><p class="wp-caption-text">Homenagem no bondinho ao engenheiro Christovam Leite de Castro, 2018 / Foto de Fábio Carvalho</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Christovam Leite de Castro foi diretor-presidente da Companhia e o responsável por implementar o novo Sistema Teleférico do Pão de Açúcar (1972), tornando possível, assim, que a cidade do Rio de Janeiro passasse a contar com um sistema mais seguro. Na fundação do Conselho Nacional de Geografia, Leite de Castro contou com a colaboração de Fábio de Macedo.</p>
<p>Fábio de Macedo Soares Guimarães (1906-1979) atuou no Serviço de Estatísticas Territoriais do Ministério da Agricultura. Posteriormente, junto com o grupo de especialistas reunidos com o objetivo de unificar o serviço estatístico federal, transfere-se para o Instituto Nacional de Estatística, denominado mais tarde de IBGE. Em 1941, como chefe da Seção de Estudos do Conselho Nacional de Geografia, realizou análises sobre a divisão territorial do País, que passaram a influenciar a divulgação de pesquisas no IBGE, apresentando a partir de então os resultados tabulados de acordo com os estados agrupados, segundo a distribuição dos estados brasileiros em Grandes Regiões (GUIMARÃES, 2006).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38281" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE6.jpg"><img class="wp-image-38281 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/IBGE6.jpg" alt="IBGE6" width="394" height="513" /></a><p class="wp-caption-text">Revista Brasileira de Geografia, abr./jun. de 1941. Regiões do Brasil segundo vários autores</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13306" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13306/aei50954%20-%20F%c3%a1bio%20de%20Macedo%20Soares%20em%20expedi%c3%a7%c3%a3o%20geogr%c3%a1fica%20para%20mudan%c3%a7a%20da%20capital.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="600" height="380" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13306" target="_blank">Fábio de Macedo Soares Guimarães (de frente) em expedição geográfica para mudança da capital, s.d. / Acervo IBGE</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os estudos de Fábio de Macedo relacionados à divisão regional do Brasil balizaram a divisão regional do Brasil em cinco grandes regiões adotada oficialmente em 1942. Nesse contexto, determinou matematicamente o centro exato do Brasil, que se situa no nordeste de Mato Grosso, e não em Goiás, como se pensava. Atuou de forma marcante nos estudos que recomendaram a localização da nova capital do Brasil. Para colaborar com o trabalho desenvolvido no Conselho Nacional de Geografia, Fábio de Macedo contou com o apoio do consultor Allyrio Hugueney.</p>
<p>Allyrio Hugueney de Mattos (1889- 1975)** inicia como consultor técnico no Conselho Nacional de Geografia em 1939 e assume cargos de relevância, dentre eles o de diretor da Divisão de Cartografia. Torna-se o responsável pelo cumprimento do Decreto-Lei nº 311/1938, conhecido como Lei Geográfica do Estado Novo, que obrigava a criação de mapas para a elaboração da Carta do Brasil. Como orientador da Campanha das Coordenadas Geográficas organizada pelo Conselho Nacional de Geografia (1939), entre outras atividades, determina a localização das sedes municipais por suas coordenadas geográficas e escolhe o sistema de representação cartográfica adequado à elaboração dos mapas. A relevância do trabalho de produção de mapas nesse período se reflete em suas palavras:<em><span style="font-family: Georgia;"> “O Brasil tem fome de mapas. Diariamente, quer de dentro do país, quer de fora, chegam solicitações de mapas que não existem”</span></em> (IBGE, 2016).</p>
<p>Nas pesquisas de campo, das quais foi o precursor, atuou utilizando novos equipamentos, o que permitiu a implantação de métodos geodésicos de coordenadas geográficas inovadores, que posteriormente seriam base para o desenvolvimento de projetos nas regiões privadas de cobertura cartográfica. Allyrio Hugueney recebeu diversas homenagens em reconhecimento ao trabalho que desenvolveu, destacando-se entre eles a condecoração da Ordem La Rose Blanche, em 1948, do governo da Finlândia, por colaborar com valorosos serviços durante o eclipse total do sol. E do IBGE recebeu como homenagem a nomeação do marco geodésico <span style="color: #0000ff;">[2]</span> norte de número 2250 de Base Allyrio de Mattos, situado em sua cidade natal, Cuiabá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 623px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13307" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13307/aei50956%20-%20Inaugura%c3%a7%c3%a3o%20do%20marco%20norte%20Base%20Allyrio%20de%20Mattos%2c%20no%20centro%20pol%c3%adtico-administrativo%20de%20Cuiab%c3%a1.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="613" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13307" target="_blank">Inauguração do marco norte Base Allyrio de Mattos, no centro político-administrativo de Cuiabá, 1972. Cuiabá, MT. Esq./dir.: Miguel Alves de Lima (1º), Isaac Kerstenetzky (3º), Allyrio Hugueney de Mattos (5º) / Acervo IBGE</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após sua instalação, em 1936, o IBGE tinha somente quatro anos para planejar, estruturar, coordenar e operacionalizar seu primeiro recenseamento de 1940, e para colaborar no que seria um grande feito do Instituto, Macedo Soares convidou o Professor Mortara.</p>
<p>Giorgio Mortara (1885-1967) chegou com sua família ao Brasil, em 1939, fugindo de perseguições na Itália em razão do regime totalitarista. A convite do presidente do Instituto, atuou como consultor-técnico da comissão responsável por preparar e realizar o recenseamento de 1940. Utilizou metodologias inovadoras, até o momento inéditas no País no contexto da ciência demográfica. A criação do Laboratório de Estatística, ligado ao Conselho Nacional de Estatística, foi importante no cenário nacional para a formação de novos profissionais. Por sua contribuição na área de ensino da Estatística e em prol da cultura nacional, recebeu o título de professor <em>Honoris Causa</em> da Universidade do Brasil, em 1953.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13304" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13304/aei31906%20-%20Conv%c3%aanio%20de%20estat%c3%adstica%20educacional%20d%c3%a9cimo%20anivers%c3%a1rio.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13304" target="_blank">Convênio estatístico educacional: 10º aniversário, 1941. Rio de Janeiro, RJ. No primeiro plano da esq./dir. Giorgio Mortara (1º), Lourenço Filho (2º), Mário Augusto Teixeira de Freitas (3º), José Carlos de Macedo Soares (4º), Carneiro Fellipe (6º) / Acervo IBGE</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1942, o Brasil decide entrar na Segunda Guerra Mundial após ter navios mercantes torpedeados, declarando assim guerra à Itália e à Alemanha. Segundo as orientações do governo, o professor Mortara e seu filho, que atuava na Divisão da Receita da Comissão de Orçamento da República, deveriam ser enviados para os campos de concentração. Contudo, por influência de Macedo Soares, Teixeira de Freitas, Carneiro Felippe e outros, o professor e seu filho continuaram contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, que passou a ser considerado por Mortara como sua segunda pátria. Após o final da guerra, Mortara foi reconduzido à cátedra na Universidade de Roma, porém decidiu permanecer no Brasil a fim de completar o trabalho que lhe fora confiado. Retornou à Itália, em 1956, após segundo convite para regressar à cátedra. Como seus filhos permaneceram no Brasil, Mortara passava longos períodos no Rio de Janeiro, onde veio a falecer, em 1967.</p>
<p>Como vimos, o IBGE não surgiu de forma repentina, mas foi fruto de um longo caminho de debates e articulações políticas.</p>
<p>O fato é que os primeiros anos do IBGE podem ser considerados como anos heroicos, pois foram momentos decisivos para a sua história  e para o desenvolvimento das estatísticas e da geociência no Brasil. Esse heroísmo pode ser atribuído às pessoas que fizeram parte daquele momento especial, como também das próprias decisões que estavam sendo tomadas nas assembleias destes quatro primeiros anos do Conselho Nacional de Estatística.</p>
<p>Esses pioneiros enfrentaram grandes desafios para consolidar o órgão como referência em estatística e geografia no Brasil.</p>
<p>O processo que culminou na criação do IBGE foi resultado da atuação de diversas figuras visionárias que reconheceram a importância da Estatística como ferramenta indispensável para a modernização do Estado brasileiro. Além dos citados, muitos outros profissionais contribuíram e contribuem ainda hoje para o desenvolvimento do IBGE. Entretanto, aos pioneiros o Instituto reserva honrarias especiais devido a tudo que fizeram pelo IBGE e pelo Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;">[1]</span> O esperanto foi criado em 1887 pelo sábio médico polonês Lázaro Ludovico Zamenhof com o fim de tornar-se uma língua auxiliar internacional, isto é, uma língua segunda que cada nação estudaria ao lado de seu idioma nacional. O Dr. Zamenhof somente procurou criar uma língua artificial depois que se convenceu de que nenhuma das línguas vivas ou mortas poderia preencher o papel de língua internacional. FREITAS, M. A. T. de. <em>O Esperanto no Brasil</em>. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro: IBGE, v. 6, n. 22, p. 197-206, abr./jun. 1945.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">[2]</span> As estações geodésicas são caracterizadas por um pequeno monumento de concreto denominado marco com uma pequena chapa metálica encravada em seu topo ou, simplesmente, a chapa metálica encravada em uma base (monumento, degrau de escada de acesso a prédios públicos) que garanta sua preservação. IBGE. Padronização de Marcos Geodésicos. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/metodos-e-outros-documentos-de-referencia/normas/16466-padronizacao-de-marcos-geodesicos.html?=&amp;t=sobre. Acesso em: Acesso em: 13 dez 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Luciana F. Lau e Danielle Barreiros são bibliotecárias e Fabio Carvalho é arquivista do IBGE.</p>
<p>**Nota da editora: lembramos que Allyrio Hugueney de Mattos era astrônomo e integrou a equipe brasileira, liderada por Henrique Morize (1860-1930), que produziu registros fotográficos do eclipse total do Sol, ocorrido em 29 de maio de 1919, realizados por astrônomos brasileiros do Observatório Nacional e também por cientistas de outros países, em Sobral, no Ceará. Além de Allyrio, integravam a equipe brasileira os também astrônomos Domingos Fernandes da Costa (1882 – 1956) e Lélio Itapuambyra Gama (1892 – 1981), o químico Theophilo Henry Lee (1873 – ?), o meteorologista Luís Rodrigues, o mecânico Arthur de Castro Almeida e o carpinteiro Primo Flores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: Georgia; color: maroon;">Fontes:</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">CASTRO, Christovam Leite de. <em><span style="font-family: Georgia;">História oral do IBGE.</span></em> Entrevista concedida à Equipe de Memória Institucional em 1991. <em><span style="font-family: Georgia;">In</span></em>.: MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-.<em><span style="font-family: Georgia;"> Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil</span></em>. Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024. </span></p>
<p>FREITAS, M. A. Teixeira de. <em><span style="font-family: Georgia;">O Idealismo e o esperanto</span></em>. Rio de Janeiro: IBGE, 1954. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81724.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">FREITAS, M. A. Teixeira de.  <em><span style="font-family: Georgia;">Teixeira de Freitas: pensamento e ação</span></em>. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv22093.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">GUIMARÃES, Fábio de Macedo Soares.<em><span style="font-family: Georgia;"> O Pensamento de Fábio de Macedo Soares Guimarães: uma seleção de textos.</span></em> Rio de Janeiro: IBGE, 2006. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv29363.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv29363.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. <em><span style="font-family: Georgia;">Pioneiros do IBGE (1): José Carlos de Macedo Soares e Allyrio Hugueney de Mattos</span></em>, 2016. Disponível em: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UEFjEU8XsSc">https://www.youtube.com/watch?v=UEFjEU8XsSc</a>. Acesso em: 13 dez. 2024. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. <em><span style="font-family: Georgia;">Encontro comemorativo do centenário de Teixeira de Freitas.</span></em> Rio de Janeiro: IBGE, 1994.  Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv47713.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv47713.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. <em><span style="font-family: Georgia;">Giorgio Mortara : ampliando os horizontes da demografia brasileira.</span></em> Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv47713.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv34492.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional. <em><span style="font-family: Georgia;">Allyrio Hugueney de Mattos.</span></em> Disponível em: <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20975-allyrio-hugueney-de-mattos.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20975-allyrio-hugueney-de-mattos.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional. <em><span style="font-family: Georgia;">Christovam Leite de Castro</span></em>. Disponível em: <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20856-christovam-leite-de-castro.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20856-christovam-leite-de-castro.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional. <em><span style="font-family: Georgia;">Fábio de Macedo Soares Guimarães</span></em>. Disponível em: <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20976-fabio-de-macedo-soares-guimaraes.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20976-fabio-de-macedo-soares-guimaraes.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional.<em><span style="font-family: Georgia;"> Giorgio Mortara.</span></em> Disponível em: <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20977-giorgio-mortara.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20977-giorgio-mortara.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional. <em><span style="font-family: Georgia;">José Carlos de Macedo Soares.</span></em> Disponível em: <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/galeria-de-presidentes/20968-jose-carlos-de-macedo-soares.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/galeria-de-presidentes/20968-jose-carlos-de-macedo-soares.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">IBGE. Memória Institucional. <em><span style="font-family: Georgia;">Mário Augusto Teixeira de Freitas.</span></em> Disponível em:  <a href="https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20978-mario-augusto-teixeira-de-freitas.html">https://memoria.ibge.gov.br/historia-do-ibge/pioneiros-do-ibge/20978-mario-augusto-teixeira-de-freitas.html</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><em><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">JORNAL DO BRASIL.</span></em><span style="font-family: Georgia; color: #333333;"> Rio de Janeiro: [s.n.], 1891- . Diária. Disponível apenas em formato digital, 1 set. 2010- ; Retornou a forma impressa, ano 127, n. 1 (25 fev. 2018)-. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docmulti.aspx?bib=030015&amp;pesq=. Acesso em: 12 dez. 2024. </span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">MALAVOTA, Leandro Miranda, 1976-. <em><span style="font-family: Georgia;">Christovam Leite de Castro e a geografia no Brasil.</span></em> Rio de Janeiro: IBGE, 2013. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64829.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">SENRA, Nelson de Castro. <em><span style="font-family: Georgia;">Embaixador Macedo Soares, um príncipe da conciliação: recordando o 1. presidente do IBGE. </span></em>Rio de Janeiro: IBGE, 2008.  Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv38831.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv38831.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">SENRA, Nelson de Castro. <em><span style="font-family: Georgia;">História das estatísticas brasileiras.</span></em> Rio de Janeiro: IBGE, 2008. v. 3. Estatísticas organizadas (c.1936-1972). Prefácio por Angela de Castro Gomes. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv 31573_3.pdf. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">SENRA, Nelson de Castro. <em><span style="font-family: Georgia;">Tradição &amp; renovação: uma síntese da história do IBGE</span></em>. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv38831.pdf">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv99039.pdf</a>. Acesso em: 13 dez. 2024.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=38233</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Feministas, graças a Deus!&#8221; XIX &#8211; A aviadora Anésia Pinheiro Machado (1904-1999)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36932</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36932#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 14:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Anésia Pinheiro Machado]]></category>
		<category><![CDATA[aviação]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[graças a Deus"]]></category>
		<category><![CDATA[I Congresso Internacional Feminista no Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[pioneirismo]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Feministas, graças a Deus"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36932</guid>
		<description><![CDATA[Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999) a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série "Feministas, graças a Deus" e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, Alberto Santos Dumont (1873 – 1932), conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com fotos de uma das pioneiras da aviação brasileira, a feminista Anésia Pinheiro Machado (1904-1999), a Brasiliana Fotográfica publica o 19º artigo da série <em>Feministas, graças a Deus</em> e comemora o Dia do Aviador, estabelecido pela Lei n° 218, de 4 de julho de 1936, e celebrado hoje em homenagem à data em que, em 1906, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/12634" target="_blank">Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)</a>, conhecido como o “Pai da Aviação”, realizou o primeiro voo do 14-Bis no Campo de Bagatelle, na França. Anésia recebeu seu brevê, a permissão para pilotar aeronaves, em 9 de abril de 1922, com apenas 18 anos. As duas imagens da aviadora destacadas do acervo do portal pertencem ao Museu Aeroespacial, uma de nossas instituições parceiras. Uma delas é do dia 8 de setembro de 1922 e, a outra, de 4 de junho de 1940.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13091/Anesia%20Pinheiro%20Machado%20-%20Aero%20Club%20Brasileiro%20-08%20Set%201922%20-%20cx14.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="496" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13091" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 8 de setembro de 1922 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O meu desejo de voar talvez seja fruto do meu anseio, sempre cada vez mais intenso, de me elevar, de sair da banalidade do viver comum. E o incontido ímpeto de minha alma, que me impulsiona e me leva a procurar as emoções mais fortes do voo. A vida corriqueira não me satisfaz; ando sempre em busca de alguma coisa nova. E essa faceta de minha personalidade que dirão inconstante, que fez com que eu me dedicasse à aviação&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: left;">Anésia Pinheiro Machado nasceu em 5 de junho de 1904, em Itapetininga, em São Paulo. Cursou a faculdade de Farmácia e trabalhou no Diário de Itapetininga. Foi durante a Festa do Divino, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, em 1920, em sua cidade natal, que Anésia viu um avião pela primeira vez e se apaixonou pela aviação. Mudou-se para São Paulo, aos 17 anos, e iniciou o curso de pilotagem, tendo como instrutor o piloto alemão Fritz Roesler. Ela e Thereza de Marzo (1903-1986) realizaram seus voos solos no mesmo dia, 17 de março de 1922.</p>
<div style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank"><img src="https://www.earlyaviators.com/anesia.jpg" alt="Anésia Pinheiro Machado" width="505" height="365" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.earlyaviators.com/emachado.htm" target="_blank">Neste avião Anésia fez seu primeiro voo solo, em 17 de março de 1922</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Mas Teresa recebeu o brevê número 76, em 8 de abril, e Anésia, no dia seguinte, recebeu o brevê 77 da Federação Aeronáutica Internacional. Foram examinadas por Luiz Ferreira Guimarães e Delamare Garcia, da comissão do Aero Club Brasileiro  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9287" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 11 de abril de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/Sqy8cXpAuF1r6Dkfv2Z-n3a9wqU=/0x253:350x523/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/f/c/WUhtYUS0etQtofIO93EA/i383958.jpg" alt="Licença para pilotar aeronaves de Anésia Pinheiro Machado — Foto: Arquivo público" width="484" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Anésia, de 9 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37096" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37096 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia4.jpg" alt="anesia4" width="336" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Brevê de Thereza de Marzo, de 8 de abril de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 23 de abril de 1922, tornou-se a primeira mulher a realizar um voo com passageiro. Foi também a primeira brasileira a realizar um voo acrobático. E, em 18 de maio de 1922, pilotando um Caudron G3, conquistou o recorde feminino de voo em altitude até então,  alcançando 94.124 metros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37112" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><img class="wp-image-37112 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia5.jpg" alt="anesia5" width="406" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/124451/6467" target="_blank"><em>Paratodos</em>, 3 de junho de 1922</a></p></div>
<p>Em 10 de junho, voou de São Paulo a Santos na companhia de seu mecânico e de Paulo Duarte, redator de <em>O Estado de São Paulo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9874" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de junho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de julho, participou, no prado da Mooca, em São Paulo, da homenagem promovida pelo Aero Club aos aviadores portugueses Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), que haviam feito a primeira travessia aérea do Atlântico Sul entre 30 de março e 17 de junho de 1922. Anésia ficou em terceiro lugar, depois de Edu Chaves (1887-1975) e Steckmann (?-?), na prova de velocidade realizada durante o evento (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10137" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 9 de julho de 1922, quarta coluna</a>).</p>
<p>Na ocasião da comemoração do Centenário da Independência, no avião monomotor Caudron G3, Anésia iniciou o voo no qual cruzou 442 quilômetros que separam São Paulo e o Rio de Janeiro. Partiu do Campo de Higianópolis, em 5 de setembro, tendo pousado em Taubaté, Guaratinguetá, Cruzeiro e Pinheiro. Seu destino final foi o Campo dos Afonsos, onde chegou no dia 8 de setembro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/8334" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1° de janeiro de 1922, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/9433" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de abril de 1922, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10625" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 29 de agosto de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10699" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1922, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10711" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10728" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de setembro de 1922, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10764" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 e 9 de setembro de 1922, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank"><img src="https://www2.fab.mil.br/musal/images/imagens_musal/2021/CURIOSIDADES_HISTORICAS/BREVETADAS_PRIMEIRAS_AVIADORAS/Ansia_Pinheiro_Machado_1922_.jpg" alt="" width="615" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado_(1922).jpg" target="_blank">Anésia diante do Caudron G3, em que realizou o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, em setembro de 1922.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi a primeira mulher a realizar a façanha, que teve muita visibilidade, e usou o fato para divulgar o movimento feminista. Recebeu um bilhete de Santos Dumont parabenizando-a por seu voo. Junto com o bilhete, ele enviou uma réplica da medalha de São Bento que havia recebido da Princesa Isabel (1846 -1921) e que Anésia levou consigo por toda a sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37095" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37095 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia.jpg" alt="anesia" width="392" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Bilhete que Santos Dumont enviou a Anésia felicitando-a pelo <em>seu lindo voo São Paulo-Rio</em></a></p></div>
<p>No artigo <em>A relíquia</em>, o autor reclamou da ausência de uma homenagem às mulheres durante a comemoração do centenário da independência e propôs que o avião em que Anésia havia realizado o voo entre São Paulo e Rio fosse adquirido e elevado à condição de relíquia (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10803" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de setembro de 1922´, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi homenageada no Theatro São Pedro, na apresentação da peça <em>Amor à terra</em>, de Octavio Rangel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10862" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de setembro de 1922, penúltima coluna).</a></p>
<p>Em 27 de setembro, visitou a Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas. No dia seguinte, o Conselho Municipal aprovou uma premiação em dinheiro para ela (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10953" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 28 de setembro de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/10964" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de setembro de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ainda no mesmo ano, como delegada da Liga Paulista pelo Progresso Feminino participou do I Congresso Feminista Internacional, organizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e realizado, entre 19 e 23 de dezembro, no edifício Silogeu, do Instituto dos Advogados, no centro do Rio de Janeiro, e em Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37099" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-37099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia1.jpg" alt="anesia1" width="345" height="467" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">A aviadora Anésia Pinheiro Machado</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Revolução de 1924, motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de Minas Gerais e de São Paulo. Os rebeldes, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes (1865 – 1949), pretendiam derrubar o governo de Artur Bernardes (1875 – 1955), instituir o voto secreto, fazer mudanças no ensino público e realizar reformas sociais. A rebelião eclodiu, em 5 de julho de 1924, e durou 23 dias. Os rebeldes foram derrotados pelas tropas legalistas do governo federal. Uma das missões de Anésia foi sobrevoar as tropas legalistas e o encouraçado Minas Gerais, jogando flores e panfletos nos quais estava escrito “<em>E se fosse uma bomba</em>?”. Por isso foi proibida de voar até 1939, quando retomou suas atividades. Neste ínterim voltou ao jornalismo e manteve uma coluna sobre aviação no jornal <em>O Paiz.</em> Também trabalhou como jornalista no Departamento de Imprensa e Propaganda e na Assembleia Legislativa (<em>Correio Paulistano</em>, 12 de setembro de 1924, sexta coluna; <em>Correio Paulistano</em>, 1º de janeiro de 1925, penúltima coluna).</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com ela na revista <em>Paratodos</em>, de março de 1926.</p>
<p>Em 1940, recebeu do Departamento de Aviação Civil a licença de piloto privado e comercial, em julho e em agosto, respectivamente. No mesmo ano, participou do Campeonato da Semana da Asa e ficou na quinta colocação na prova Cruzeiro do Sul e, na de acrobacia aérea, a quarta coloção.</p>
<p>Ainda nos primeiros anos da década de 40 foi habilitada como instrutora de voo e piloto de voo por instrumentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13090/An%c3%a9sia%20Pinheiro%20Machado%20-%2004-06-1940%20-%20cx%2014.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="487" height="843" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13090" target="_blank">Aviadora Anesia Pinheiro Machado, 4 de junho de 1940 / Acervo Museu Aeroespacial</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua perícia na execução de acrobacias aéreas, no campo de Manguinhos, onde havia um curso de pilotagem mantido pelo Aero Club Brasileiro, impressionou Mrs. Ulysses Grant McQueen, presidente da Women´s International Association of Aeronautics dos Estados Unidos, durante sua viagem ao Rio de Janeiro. Na ocasião, Anésia manifestou sua insatisfação em relação à diferença das oportunidades dadas aos aviadores homens, sempre muito mais estimulados do que as aviadoras (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/2416&amp;source=gmail&amp;ust=1727457296910000&amp;usg=AOvVaw3_USouvYY4dCXNxzi00f11"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37097" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><img class="wp-image-37097 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/anesia3.jpg" alt="anesia3" width="466" height="477" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=2416" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de maio de 1940</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No livro<em> Frontier by air</em> (1942), a escritora e jornalista Alice Roger Hager (1894-1969) deixou registrado que<strong> “</strong><em>Anésia é a melhor piloto do país, não havia dúvidas sobre sua habilidade. Quando fomos ao Aeroclube ela pegou um pequeno Bucher e superou qualquer piloto acrobático que eu já vi”.</em></p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, foi convidada pela Federal Aviation Administration para realizar um curso avançado de aviação nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/KPcqefLmMwKp3qVpO3Je2b3I8qk=/0x0:1024x824/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/B/P/6ahz3HRuqqZnfoXGhENg/la-aviadora-anesia-pinheiro-machado.jpg" alt="Anésia Machado nos Estados Unidos — Foto: Smithsonian Institution/Arquivo público" width="682" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Anésia Machado nos Estados Unidos</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre 1944 e 1948, trabalhou como  piloto e instrutora de voo na Panair do Brasil, e no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, da Força Aérea Brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg/800px-Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_%281904-1999%29_and_Donald_Dionne_%288492316156%29.jpg" alt="undefined" width="653" height="527" /></a><p class="wp-caption-text">Anésia, em 1948, com Donald Dionne, instrutor chefe da Pan American Airways / <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/An%C3%A9sia_Pinheiro_Machado#/media/Ficheiro:Left_to_right-_Anesia_Pinheiro_Machado_(1904-1999)_and_Donald_Dionne_(8492316156).jpg" target="_blank">Instituto</a> Smithsonion , EUA</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1951,  voou de Nova York para o Rio de Janeiro tornando-se a primeira mulher a pilotar um voo transcontinental, quando percorreu mais de 17 mil quilômetros entre Nova York e Rio de Janeiro em um avião Kian-Navion Super 260. No mesmo ano, atravessou a Cordilheira dos Andes voando de Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina.</p>
<p>Em 1954, durante a Conferência de Istambul, foi reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), como Decana Mundial da Aviação Feminina, por ser a detentora do brevê mais antigo do mundo ainda em atividade de voo. Na ocasião recebeu o diploma Paul Tissandier.</p>
<p>No ano em que foi celebrado os 50 anos do primeiro voo de avião de Santos Dumont, 1956, Anésia começou uma campanha de difusão do nome do aviador pelo mundo. Conseguiu que uma réplica do avião 14-Bis e do dirigível de Santos Dumont fossem doados ao Museu de Aviação Smithsonion, em Washington. Também lutou para que o nome de Santos Dumont fosse dado a uma das crateras da Lua, nomeada pela União Astronômica Internacional (IAU) em 20 de julho de 1973, data do centenário de nascimento do aviador. A cratera Santos Dumont está localizada nas imediações do lugar onde pousou a nave espacial Apollo 15, em 1971, que executou a primeira missão de caráter eminentemente científico e a primeira que utilizou o jipe lunar. A decisão foi aprovada durante a a 15ª Assembleia Geral da União Aeronáutica Internacional, realizada na Austrália, em agosto de 1973 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098086/18924" target="_blank"><em>O Estado de Mato Grosso</em>, 12 de agosto de 1973</a>).</p>
<p>Ao longo de sua vida, foi condecorada com 19 medalhas nacionais e sete internacionais, dentre elas a Edward Warner, a mais alta distinção da Organização da Aviação Civil Internacional, que recebeu em 1989 por seu pioneirismo e por sua participação no desenvolvimento da aviação civil na América Latina. Era uma das integrantes do <em>Ninety-Nines: Organização Internacional de Mulheres Pilotos,</em> também conhecida como <em>The 99s</em> ou <em>As 99</em>, uma organização internacional voltada para pilotos do sexo feminino. Foi fundada em 1929 por um grupo de mulheres aviadoras sob a liderança de Amelia Earhart (1897-1937), pioneira da aviação dos Estados Unidos.</p>
<p>Anésia faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1999, no Hospital do Galeão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/307159" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de junho de 1999</a>). Seu corpo foi cremado e suas cinzas estão em uma urna que faz parte do acervo do Museu de Cambangu em Santos Dumont, cidade de Minas Gerais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 504px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank"><img src="https://s2-g1.glbimg.com/orgod2yLepPmfk8Sw7fkrCJZLR4=/0x0:1280x960/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/F/c/D5RRBdS0yWsXuc8ynQ3w/estatua-de-anesia-pinheiro-machado-em-itapetininga-sp-.jpg" alt="Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo" width="494" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Estátua de Anésia Pinheiro Machado, a primeira aviadora do Brasil, em Itapetininga (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1/Arquivo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20181207005640/http://institutoembraer.org.br/wp-content/uploads/2017/03/livro-mulheres.pdf" target="_blank">Mulheres na aviação &#8211; Embraer</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2022/10/23/dia-do-aviador-conheca-a-historia-da-primeira-mulher-a-pilotar-um-aviao-no-brasil.ghtml" target="_blank">Portal G1</a></p>
<p>SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Erico Vital (organizadores). Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfico e ilustrado. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2000.</p>
<p><a href="https://marcospalhares.com.br/a-cratera-em-homenagem-a-santos-dumont/#:~:text=Nada%20mais%20justo%3A%20Santos%2DDumont,pr%C3%B3ximo%20ao%20norte%20da%20Lua%20(" target="_blank">Site Marcos Palhares</a></p>
<p><a href="https://web.archive.org/web/20131224073422/http://www.fab.mil.br/personalidades" target="_blank">Site Ministério da Defesa Força Aérea Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www2.fab.mil.br/musal/index.php/curiosidades-historicas-item-de-menu?start=42" target="_blank">Site Museu Aeroespacial</a></p>
<p><a href="https://www.icao.int/about-icao/assembly/Pages/warner.aspx" target="_blank">Site Organização da Aviação Civil Internacional</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=36932</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia Nacional do Fotógrafo</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4400</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4400#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2016 15:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[D.W. Seaver]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional do Fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[John W. Draper]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Compte]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Comte]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[pioneirismo]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel Morse]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=4400</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica faz uma homenagem ao Dia Nacional do Fotógrafo, destacando uma imagem de d. Pedro II, o primeiro brasileiro a possuir um daguerreótipo e, provavelmente, o primeiro fotógrafo nascido no Brasil. Seu interesse foi decisivo para a divulgação e o desenvolvimento da fotografia no país.O registro foi produzido pelo pintor e fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912), um dos mais  prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 375px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/508/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="365" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/508" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1883. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica faz uma homenagem ao Dia Nacional do Fotógrafo, destacando uma imagem de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, o primeiro brasileiro a possuir um daguerreótipo e, provavelmente, o primeiro fotógrafo nascido no Brasil. Seu interesse foi decisivo para a divulgação e o desenvolvimento da fotografia no país. O registro foi produzido pelo pintor e fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 &#8211; 1912)</a>, um dos mais  prestigiados e famosos retratistas do Brasil no século XIX.</p>
<p>Menos de um ano após o anúncio oficial da invenção, em 19 de agosto de 1839, na França, d. Pedro, aos 14 anos – antes de ser sagrado imperador – adquiriu o equipamento, em março de 1840, cerca de três meses depois que o abade francês Louis Comte (1798 – 1868) apresentou-lhe a novidade, no Rio de Janeiro – como se lê no <em>Jornal do Commercio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=57" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de janeiro de 1840, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=69" target="_blank">20 de janeiro de 1840. terceira coluna</a>).</p>
<p>A realização dos primeiros daguerreótipos no Brasil aconteceu, em 16 de janeiro de 1840 apenas 4 meses depois da produção do primeiro daguerreótipo feito nas Américas, até hoje conhecido. A imagem, de autoria de D.W. Seaver, retratou a igreja de São Paulo, em Nova York, em 16 de setembro de 1839. Foi exibida na drugstore do dr. James Chilton, situada na Broadway, 263. Pouco tempo depois, Samuel Morse (1791 &#8211; 1872), o inventor do telégrafo, e John William Draper (1811 &#8211; 1882), professor da Universidade de Nova York, produziram daguerreótipos da Igreja Unitária, em diferentes ocasiões, em Nova York. Todas essas imagens produzidas em Nova York estão desaparecidas, o que torna ainda mais importante a existência dos daguerreótipos pioneiros do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=4400</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
