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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Phillip Peter Hees</title>
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		<title>Cronologia de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880)</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 15:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Cronologia de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880) &#160; 1841 &#8211; Nascimento de Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees, na região de Hunsruek, na Alemanha, filho de Anne Catharine Michel e Christian Sebastian Hees, marceneiro e entalhador. 1845 &#8211; Chega a Petrópolis com sua família. Seu pai trabalhou na construção do Palácio Imperial, iniciada [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Pedro Hees (1841 &#8211; 1880)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; Nascimento de Phillip Peter Hees, que ficou conhecido como Pedro Hees, na região de Hunsruek, na Alemanha, filho de Anne Catharine Michel e Christian Sebastian Hees, marceneiro e entalhador.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1845</span></strong> &#8211; Chega a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18110" target="_blank">Petrópolis</a> com sua família. Seu pai trabalhou na construção do Palácio Imperial, iniciada justamente em 1845 e concluída em 1862 . Foi o palácio de verão de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, hoje Museu Imperial, e a residência predileta do imperador. Foi construído por determinação do monarca e às expensas de sua dotação pessoal. Para dar início à construção, d. Pedro II havia assinado, dois anos antes, um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis. Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro e superintendente da Fazenda Imperial, major Julius Friedrich Koeler (1804 &#8211; 1847), foi incumbida de levantar a cidade, construir o palácio e colonizar a região. A família Hees integrava a primeira leva de colonos alemães que chegaram à cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11702/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="695" height="594" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11702" target="_blank">Pedro Hees. Palácio Imperial e adjacência, 1860 &#8211; 1870. Petrópolis, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1860</strong></span> &#8211; Pedro trabalhou no comércio como sapateiro, na rua do Bourbon e na rua dom Affonso. Ambas foram fotografadas por ele e fazem parte do álbum <em>Vistas de Petrópoli</em>s (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/19029" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1962, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/22088" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1964, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23550" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1965, segunda coluna</a>). Na mesma rua dom Afonso, passou a ter uma ferraria, em 1866 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25195" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1866, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;">1861</span> &#8211;  Pedro casou-se com a alemã Maria Glasow Hees (1843 &#8211; 1928), em 22 de janeiro de 1861, e tiveram 11 filhos: Ana Catarina Hees (<bdo dir="ltr">1861-1944), </bdo>Edmundo Frederico Nicolau Hees (<bdo dir="ltr">1862-1944), </bdo>Fernando Jacob Hees (<bdo dir="ltr">1865-1866), </bdo>Fernando Mauricio Hees (<bdo dir="ltr">1867-1893), </bdo>João Batista Hees (<bdo dir="ltr">1868-1876), </bdo>Otto Hees (<bdo dir="ltr">1870-1941), </bdo>Elisa Matilde Hees (<bdo dir="ltr">1872-1932), </bdo>Maria Olga Hees (<bdo dir="ltr">1872-1958),</bdo> Joana Teresa Hees (<bdo dir="ltr">1874-1900),</bdo> Numa Augusto Hees (<bdo dir="ltr">1877-1961) e</bdo> Isabel Emma Hees (<bdo dir="ltr">1878-1943). </bdo>No site <em>Sou Petrópolis</em> há uma <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">foto</a> de Maria, realizada em 12 de setembro de 1915, com 27 netos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/6220" target="_blank"><em>A Noite</em>, 23 de junho de 1922, quarta coluna</a>; <a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Sou Petrópolis</a> e <a href="https://gw.geneanet.org/juliana2?lang=en&amp;n=glassow&amp;oc=0&amp;p=marie+frederike" target="_blank">Geneanet</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank"><img src="https://soupetropolis.com/wp-content/uploads/2018/03/Vi%C3%BAva-do-fot%C3%B3grafo-Pedro-Hees-Maria-Glasow-Hees-com-seus-vinte-e-sete-netos.-12091915.-Acervo-fotogr%C3%A1fico-MI..jpg" alt="Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus vinte e sete netos. 12091915. Acervo fotográfico MI." width="708" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://soupetropolis.com/2019/03/16/14-fatos-sobre-a-fundacao-de-petropolis-que-talvez-voce-nao-saiba/viuva-do-fotografo-pedro-hees-maria-glasow-hees-com-seus-vinte-e-sete-netos-12091915-acervo-fotografico-mi/" target="_blank">Viúva do fotógrafo Pedro Hees, Maria Glasow Hees, com seus 27 netos, 12 de setembro de 1915. Petrópolis, Rio de Janeiro / Site Sou Petrópolis</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Meados da década</span> &#8211; Passou a se interessar por fotografia.</p>
<p><span style="color: #800000;">1868 </span>- Possuía um estúdio fotográfico, a Photographia Popular, na Praça Dom Afonso, atual Praça da Liberdade, que tornou-se bastante conhecido e era frequentado pela nobreza, por políticos, diplomatas e também por comerciantes e artesãos imigrantes. Petrópolis era, na época, muito frequentada pela família imperial (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32091" style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><img class="wp-image-32091 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/hees1.jpg" alt="hees1" width="474" height="118" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/28226" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Últimos anos da década</span> &#8211; Produziu o álbum <em>Vistas de Petrópolis</em>, que pertence à Coleção Thereza Christina, da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica. O álbum possui 15 fotografias em papel albuminado que mostram aspectos da cidade, sua ocupação e registros de suas construções e natureza.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Pedro Hees era o secretário da Sociedade Alemã de Beneficência Bruderbund (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/31352" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1868, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Em março, falecimento de seu filho João Baptista Numa Hees, aos 7 anos, de pleuro-pneumonia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/498" target="_blank"><em>O Mercantil,</em> 29 de março de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 16 de agosto, tornou-se Fotógrafo da Casa Imperial. Segundo Boris Kossoy, <em>recebeu do conde e da condessa d´Eu &#8220;a graça de usar o título de Photographo de sua Imperial Caza e de collocar na porta do seu estabelecimemnto as respectivas armas&#8221;</em>. O documento foi assinado por Benedicto Torres, mordomo do conde d&#8217;Eu e da princesa Isabel.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Faleceu jovem, aos 39 anos, de <em>entero-mezenterite</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/376493/1454" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 14 de agosto de 1880, última coluna</a>). Seu estabelecimento fotográfico foi arrendado ao fotógrafo Antonio Henrique da Silva Heitor (18?-?), que, posteriormente, recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial em 2 de março de 1885, outorgado por dom Pedro II.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1890</strong></span> &#8211; Sob o nome de Hees &amp; Irmãos, o estúdio foi assumido pelos filhos de Pedro Hees &#8211; Numa Augusto  e Otto. Existiu até 1915. Otto foi o autor de uma importante fotografia que tudo indica ter sido o último registro da família imperial antes da proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Também fotografou a assinatura do Tratado de Petrópolis, na residência do Barão do Rio Branco, em 1903; e os netos de Pedro II.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Palácio Imperial de Petrópolis</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 13:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Palácio Imperial de Petrópolis, que começou a ser construído em 1845 e foi concluído em 1862. São imagens produzidas por Georges Leuzinger (1813 - 1892), Phillip Peter Hees (1841 - 1880) e Revert Henrique Klumb ( 18? - c. 1886). Em 16 de março de 1843, dom Pedro II assinou o decreto da criação de Petrópolis e muitos imigrantes da Europa, principalmente da Alemanha, comandados pelo major Julius Friedrich Koeler (1804 - 1847), começaram a colonização da região, a construção da cidade e do palácio.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2246" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2246/007A5P3F14-17.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="607" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2246" target="_blank">Revert Henrique Klumb. Palácio Imperial, c. 1860. Petrópolis, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores fotografias do Palácio Imperial de Petrópolis, que começou a ser construído em 1845 e foi concluído em 1862. São imagens produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> (1813 &#8211; 1892), <span style="line-height: 1.5;">Phillip Peter Hees (1841 &#8211; 1880), que ficou conhecido como Pedro Hees; e </span><span style="line-height: 1.5;">Revert Henrique Klumb ( 18? &#8211; <span style="line-height: 1.5;">c. 1886). Em 16 de março de 1843, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3098" target="_blank">dom Pedro II</a> assinou o decreto da criação de Petrópolis e muitos imigrantes da Europa, principalmente da Alemanha, comandados pelo major e engenheiro alemão Julius Friedrich Koeler (1804 &#8211; 1847), começaram a colonização da região.</span></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/94" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do palácio imperial de Petrópolis disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><span style="line-height: 1.5;"><span style="line-height: 1.5;">Dom Pedro I se encantou com a região serrana, em 1822, quando viajava para Minas Gerais na busca de apoio à independência do Brasil. Ficou hospedado na fazenda do Padre Correia (1759 &#8211; 1824), cuja sede ficava na confluência dos rios Morto e Piabanha. A fazenda </span></span>oferecia hospedagem e alimentação aos tropeiros. O padre Correia<span style="line-height: 1.5;"><span style="line-height: 1.5;"> recusou uma oferta feita pelo imperador para a compra de sua propriedade. Então, em 1830, dom Pedro I comprou a fazenda do Córrego Seco, localizada no topo da Serra da Estrela, por considerá-la situada em uma região de salubridade e beleza ideais, o que beneficiaria sua filha, a princesa dona Paula (1823 &#8211; 1833), que tinha sérios problemas de saúde. D. Pedro I</span></span> queria construir ali um palácio para o verão, o Palácio da Concórdia. Porém, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=706795&amp;PagFis=2052" target="_blank">sua abdicação, em 1831</a>, e sua morte, em 1834, o impediram de realizar seu desejo. Seus credores entraram nas justiças europeia e brasileira e a fazenda foi destinada para cobrir suas dívidas. Em 1839, o governo do Brasil foi autorizado a comprar a propriedade ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=22117" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 21 de setembro de 1839, na primeira coluna</a> ) e, em 1840, ela passou a pertencer a dom Pedro II e a seus sucessores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=23365" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 15 de outubro de 1840, na terceira coluna</a>). A fazenda foi então arrendada por Frederico Koeler, que se tornou seu superintendente. Ele teria que edificar um palácio para o imperador, uma igreja e um cemitério, além de povoar a região.</p>
<p><span style="line-height: 1.5;"><span style="line-height: 1.5;">Foi da dotação pessoal de Pedro II que vieram os recursos para a construção do palácio. O projeto original foi de Koeler e depois de seu falecimento, em 1847 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=31685" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de novembro de 1847, na segunda coluna</a>), foi alterado pelo italiano Cristóforo Bonini, responsável pelo acréscimo do pórtico de granito ao corpo central do edifício. Sob orientação de Pedro II, o botânico e paisagista francês Jean-Baptiste Binot (1810-1894) planejou e executou os jardins imperiais. O barão de Santo Ângelo, Manuel Araújo Porto Alegre (1806 &#8211; 1879), colaborou na decoração. Os arquitetos João Cândido Guillobel (1787 &#8211; 1859) e José Maria Jacinto Rebelo (1821 &#8211; 1871), ambos ligados à Academia Imperial de Belas-Artes, também participaram da obra. </span></span></p>
<p>Com o banimento e o exílio da família real na Europa, ocorrido logo após a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, e com a morte da imperatriz dona Teresa Cristina na cidade do Porto, em Portugal, em 28 dezembro de 1889, e o falecimento, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;PagFis=4338" target="_blank">em 5 de dezembro de 1891, de dom Pedro II </a>, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> (1846 &#8211; 1921) tornou-se a única herdeira do palácio. Ela o alugou para o Educandário Notre Dame de Sion, entre 1893 e 1908. Entre 1909 e 1939, o Colégio São Vicente de Paulo funcionou no prédio.</p>
<p>O político e historiador Alcindo de Azevedo Sodré (1895 &#8211; 1952), que havia estudado no Colégio São Vicente de Paulo, foi o mentor da transformação do seu antigo colégio em um museu histórico. O presidente Getulio Vargas criou, em 29 de março de 1940, pelo Decreto-Lei n° 2.096, o Museu Imperial, inaugurado em 16 de março de 1943, na comemoração do centenário de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;PagFis=21423" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1943</a>). Azevedo Sodré foi seu primeiro diretor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://ahistoriadepetropolis.blogspot.com.br/2013/04/a-fazenda-do-padre-correia-e-compra-da_16.html" target="_blank">Site A História de Petrópolis</a></p>
<p><a href="http://www.museuimperial.gov.br/historico-personagens.html" target="_blank">Site do Museu Imperial de Petrópolis</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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