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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Parque Lage</title>
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		<title>O Parque Lage no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2018 12:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola de Artes Visuais do Parque Lage]]></category>
		<category><![CDATA[família Rodrigo de Freitas Mello]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem aérea do Parque Lage, um importante parque público do Rio de Janeiro, produzida pelo aviador e fotógrafo britânico Sidney Henry Holland (1882 – 1936), por volta de 1930, período em que atuou no Brasil. As informações sobre Holland ainda são esparsas e o portal vai, em breve, publicar um artigo sobre ele, que era constantemente visto nos céus do Rio de Janeiro, pilotando seu avião e fazendo propaganda de peças teatrais, de lojas, de filmes cinematográficos e de candidaturas políticas. O Parque Lage localiza-se no bairro do Jardim Botânico, aos pés do Morro do Corcovado, e ocupa uma área de cerca de 523 mil metros quadrados.]]></description>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2890" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2890/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2890" target="_blank">S. H. Holland. Residência do Sr. Henrique Lage, c. 1930. Jardim Botânico, Rio de Janeiro / Acervo Fundação Biblioteca Nacional</a></p></div>
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<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma imagem aérea do Parque Lage, um importante parque público do Rio de Janeiro, produzida pelo aviador e fotógrafo britânico Sidney Henry Holland (1882 – 1936), por volta de 1930, período em que atuou no Brasil. As informações sobre Holland ainda são esparsas e a Brasiliana Fotográfica pretende, em breve, publicar um artigo sobre ele, que era constantemente visto nos céus do Rio de Janeiro, pilotando seu avião e fazendo propaganda de peças teatrais, de lojas, de filmes cinematográficos e de candidaturas políticas. Além disso, comercializava imagens aéreas que produzia de paisagens e de aspectos da cidade, principalmente, no formato de cartões-postais. O Parque Lage localiza-se no bairro do Jardim Botânico, aos pés do Morro do Corcovado, e ocupa uma área de cerca de 523 mil metros quadrados. É formado por jardins, florestas, grutas, um torreão, o calabouço dos escravos, lagos, represas, por ruínas de um mirante e por um casarão. Originalmente era o Engenho Del Rey, um engenho de açúcar, que pertencia, no século XVI, ao português Antonio Salema (? &#8211; 1586), governador do Rio de Janeiro entre 1575 e 1578.</p>
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<div style="width: 381px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/autor-de-livro-sobre-os-guinle-escrevera-agora-sobre-os-lage.html" target="_blank"><img src="https://s2.glbimg.com/YCz4ro-A1I72adigdVN0hDix9pA=/top/i.glbimg.com/og/ig/infoglobo1/f/original/2017/11/17/lage.jpg" alt="Henrique Lage e Gabriella Besanzoni" width="371" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/autor-de-livro-sobre-os-guinle-escrevera-agora-sobre-os-lage.html" target="_blank">Henrique Lage e Gabriella Besanzoni /<em> O Globo,</em> 19/11/2017</a></p></div>
<p>Em meados do século XIX, a família Rodrigo de Freitas, então dona das terras, contratou o inglês John Tyndale para modernizar os jardins da propriedade. O paisagista transformou o que era uma floresta em jardins românticos no estilo europeu. Em 1859, parte da fazenda foi adquirida por Antonio Martins Lage (1825 &#8211; 1900) pela quantia de oito mil réis e passou a chamar-se Chácara dos Lages. Antônio a transferiu para seus três filhos, Alfredo, Roberto e Antônio Filho, em 21 de novembro de 1900. Em 1913, a chácara foi comprada por César de Sá Rabello, mas, em 1920, o armador e amante das artes Henrique Lage (1881 &#8211; 1941), neto de Antonio, tomou posse da propriedade. Ainda na década de 20, contratou o arquiteto italiano Mário Vodrel para projetar o casarão, de estilo eclético. Foram utilizados em seu interior muitos materiais importados da Itália e as pinturas decorativas de seus salões foram realizadas pelo paulista Salvador Paylos Sabaté (1898 &#8211; 1965). Os jardins foram restaurados, em 1926, pelo engenheiro agrônomo mineiro Leonam de Azevedo Penna (1903 &#8211; 1979). Henrique Lage casou-se com a cantora lírica italiana Gabriela Besanzoni (1888 -1962), em 1925 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=025909_02&amp;pagfis=8772" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 14 de fevereiro de 1925, primeira coluna</a>), e o casal passou a viver no casarão, onde promoviam concorridos saraus e festas, que tornaram a mansão o epicentro da vida social do Rio de Janeiro. Em várias dessas ocasiões, a anfitriã tocava piano e cantava para os convidados. Henrique e Gabriella não tiveram filhos, ele faleceu em 1941 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=364568_13&amp;pagfis=7534" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de julho de 1941, segunda coluna</a>) e, como estrangeira, Gabriella não pode herdar grande parte dos bens de seu marido (<em>O Cruzeiro</em>, 29 de novembro de 1952, pág. 9). Poucos anos depois, retornou à Itália e passou a lecionar canto. Ela faleceu em 1962 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/154083_02/10290" target="_blank"><em>Tribuna da Imprensa,</em> 20 de julho de 1962, quarta coluna</a>).</p>
<p>O Parque Lage foi alvo de especulação imobiliária em 1956, quando os herdeiros de Henrique cogitaram lotear <em>a mais bela propriedade particular do Rio. </em>A ideia de sua preservação partiu do Conselho Florestal que apelou ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_03/46865" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 4 de janeiro de 1956, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/149322/312" target="_blank"><em>O Semanário</em>, 27 de setembro a 4 de outubro de 1956</a>). Cerca de um ano depois, em 14 de junho de 1957, a propriedade foi tombada pelo IPHAN como patrimônio paisagístico, ambiental e cultural. No casarão do século XIX, funciona desde 1975 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), uma importante referência para as artes no Brasil. A EAV substituiu o Instituto de Belas Artes, criado em 1950, que funcionava na mansão do Parque Lage desde 1966 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/093718_04/55703" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de fevereiro de 1966, primeira coluna, sob &#8220;Matrículas&#8221;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/132353" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de dezembro de 1975</a>). Em 1976, o parque passou ao <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-77293-11-marco-1976-425819-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">domínio da União</a> que, cerca de um ano depois, cedeu-o ao IBDF, atual IBAMA, através do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/D80494.htm" target="_blank">Decreto Presidencial 80494</a>. É uma das principais áreas de lazer do Rio de Janeiro.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://acervo.memorialage.com.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/12228/JCG-0938.pdf" target="_blank">Memória Lage</a></p>
<p><a href="https://blogdoims.com.br/parque-lage-em-1944-por-roberta-zanatta/" target="_blank"><em>Parque Lage em 1944</em> &#8211; por Roberta Mociaro Zanatta com pesquisa de Joanna Balabran &#8211; Por dentro do acervo &#8211; Blog do IMS</a></p>
<p><a href="http://www.navioseportos.com.br/web/index.php/costeira/184-o-inicio-dos-negocios-da-familia-lage" target="_blank"><em>O início dos negócios da família Lage</em> &#8211; Revista Navio e Portos &#8211; A História da Marinha Mercante Brasileira</a></p>
<p><a href="http://eavparquelage.rj.gov.br/" target="_blank">Site da Escola de Artes Visuais do Parque Lage</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ans.net/tema_consulta.asp?Linha=tc_hist.gif&amp;Cod=1776" target="_blank">Site do IPHAN</a></p>
<p><a href="http://www.rioecultura.com.br/coluna_patrimonio/coluna_patrimonio.asp?patrim_cod=4" target="_blank">Site Rio &amp; Cultura</a></p>
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