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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Pardal Mallet</title>
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		<title>O jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), o &#8220;Tigre da Abolição&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 09:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Com duas fotografias do acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o artigo de hoje homenageia o grande jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853-1905), o Tigre da Abolição, que nasceu há exatos 172 anos, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. Uma dos registros foi realizado por um fotógrafo ainda não identificado e por ele sua imagem tornou-se conhecida até os dias de hoje. A outro foi produzido quando José do Patrocínio e outros militares que se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839 - 1895) foram deportados para Cucuí, no alto rio Negro, no Amazonas, em 1892. Está assinada, no lado direito da foto, por M. Lira fotógrafo Iquitos, Peru. Foi doada à Biblioteca Nacional pelo município de São Gabriel, no Amazonas, em 1924. Patrocínio faleceu em 29 de janeiro de 1905.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com duas fotografias do acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o artigo de hoje homenageia o grande jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853-1905), o <em>Tigre da Abolição</em>, que nasceu há exatos 172 anos, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. O registro abaixo é o mais popular de Patrocínio, pelo qual sua imagem ficou conhecida até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40376" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13779" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40376" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio.jpg" alt="José do Patrocinio, 189? / Acervo FBN." width="480" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13779" target="_blank">José do Patrocinio, 189? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40564" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;pagfis=13781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio8.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de maio de 1888" width="478" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;pagfis=13781" target="_blank">Trecho da homenagem a José do Patrocínio na primeira página da<em> Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888, dia seguinte à abolição da escravatura no Brasil</a>,</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia seguinte foi produzida quando <span class="destaca_palavras">José</span> do <span class="destaca_palavras">Patrocínio</span> e outros militares que se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895) foram deportados para Cucuí, no alto Rio Negro, no Amazonas, em 1892. Está assinada, no lado direito da foto, por <em>M. Lira fotógrafo Iquitos, Peru</em>. Foi doada à Biblioteca Nacional pelo município de São Gabriel, no Amazonas, em 1924.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40398" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank"><img class="wp-image-40398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/josebonifacio.jpg" alt="josebonifacio" width="633" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank">Photografia Lira. Reprodução de um grupo em S. Joaquim no rio Negro em 1892. Da esquerda para a direita: Conde de Leopoldina, dr. Campos da Paz, José do Patrocínio, dr J.J. Seabra, dr. Manoel Lavrador, marechal Almeida Barreto, coronel dr. Jacques Ouriques e major Manoel Miranda. São Joaquim do Rio Negro, Amazonas, 1892 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="color: #800000;">B</span></em></strong><strong style="color: #800000; font-style: italic;">revíssimo perfil de José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong style="color: #800000; font-style: italic;">Zeca para os amigos, Zé do Pato para o povo</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;<a style="color: #800000;" href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000110.pdf" target="_blank"><em>Se fosse possível reunir todos os artigos, todos os discursos, com que Patrocínio atacou a escravidão e seus defensores, o livro em que ficassem compendiados esses libelos seria o mais belo poema da Justiça</em></a>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: right;">Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">José Carlos do Patrocínio foi um dos principais protagonistas da luta pela abolição da escravatura no Brasil, tendo se engajado fortemente na causa a partir do jornalismo. Como já mencionado, nasceu em 9 de outubro de 1853, em Campos dos Goytacazes, norte fluminense. Filho do padre João Carlos Monteiro (1799 &#8211; 1876) e da quitandeira Justina Maria do Espírito Santo (c. 1840 &#8211; 1885), escravizada que havia sido alforriada, viveu sua infância na fazenda de seu pai, localizada em Lagoa de Cima, onde a violência, a injustiça e a desumanidade do sistema escravocrata fazia parte de seu cotidiano. Quando tinha 13 anos, não pode trabalhar no comércio de seu pai devido a sua cor. Seu impulso pela luta pela liberdade e pela igualdade teve origem, certamente, nestas circunstâncias de sua vida pessoal.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">
<p>Em 1867, tendo concluído o primário, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Santa Casa da Misericórdia  e retomou seus estudos no Externato de João Pedro de Aquino. Ingressou na Escola de Medicina, em 1871, e concluiu o curso de Farmácia, em 1874. Neste período residiu em uma república de estudantes. Quando terminou o curso, seu amigo João Rodrigues Pacheco Villanova (1852 &#8211; 1897), colega do Externato Aquino, convidou-o para morar na na casa da mãe dele, Henriqueta Amélia Ramos (<bdo dir="ltr">1832-1911), </bdo>que era casada, segundo casamento, com o capitão Emiliano Rosa de Senna (c. 1825 &#8211; 1896), proprietário de terras e de vários imóveis no Rio de Janeiro e avô do futuro pintor Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976). Patrocínio passou a lecionar para os filhos do capitão e a frequentar o Clube Republicano, que se reunia na residência, do qual faziam parte os jornalistas Lopes Trovão (1848 &#8211; 1925), Pardal Mallet (1864 &#8211; 1894) e Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912), dentre outros.</p>
<p>Em 1875, com Dermeval da Fonseca (c. 1852 &#8211; 1914), Patrocínio publicou, entre 1º de junho e 15 de outubro, dez números do quinzenário <em>Os Ferrões</em>. Assim Patrocínio iniciou sua carreira de jornalista. Seus  pseudônimos eram <em>Eurus Ferrão e Notus Ferrão, </em>respectivamente&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40567" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio9.jpg" alt="Os Ferrões, 1º de junho de 1875" width="357" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/1" target="_blank"><em>Os Ferrões</em>, 1º de junho de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;e assim se apresentaram:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40568" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio10.jpg" alt="Os Ferrões, 1º de junho de 1875" width="420" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/4" target="_blank"><em>Os Ferrões</em>, 1º de junho de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41427" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/25306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41427" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio30.jpg" alt="Dermeval da Fonseca / O Paiz, 7 de novembro de 1914" width="259" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/25306" target="_blank">Dermeval da Fonseca / <em>O Paiz</em>, 7 de novembro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1877, já trabalhava na <em>Gazeta de Notícias, </em>jornal fundado, em 2 de agosto de 1875, por Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900), cujo pseudônimo era <em>Lulu Sênior</em>. Patrocínio assinava, sob o pseudônimo <em>Proudhomme</em> &#8211; alusão ao pensador francês Pierre-Joseph Proudhon (1809 &#8211; 1865), a coluna &#8220;Semana Parlamentar&#8221;, cuja primeira publicação aconteceu em<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/2292" target="_blank"> 26 de fevereiro de 1877</a>.  A <em>Gazeta de Notícias</em> foi um dos principais meios pelo qual Patrocínio propagou suas ideias abolicionistas.</p>
<p>Ainda em 1877, publicou no jornal o romance <em>Motta Coqueiro ou a pena de morte</em>, onde contou o caso verídico do último enforcamento no Brasil, o do fazendeiro Francisco Benedito de Souza Coqueiro (1799 &#8211; 1855), conhecido como <em>Motta Coqueiro</em>, o suposto mandante de um violento crime ocorrido no norte fluminense, em 1852. O livro criticava o sistema judiciário e o uso da pena de morte no Brasil do século XIX (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/3449" target="_blank">23 de dezembro de 1877, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/3743" target="_blank">4 de março de 1878, quinta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mota_Coqueiro#/media/Ficheiro:Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9f/Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" alt="" width="236" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mota_Coqueiro#/media/Ficheiro:Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" target="_blank">Retrato falado de Manuel da Mota Coqueiro, a <em>Fera de Macabu</em></a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1878, denunciou em uma série de artigos na <em>Gazeta de Notícias</em> a pior seca ocorrida no nordeste do Brasil no século XIX. A cobertura jornalística que realizava sobre a seca tinha como principal objetivo acompanhar a aplicação dos recursos governamentais em seu combate. Partiu, em 10 de maio de 1878, e retornou ao Rio de Janeiro, em 12 de agosto do mesmo ano. As matérias foram publicadas, na coluna <em>Folhetim</em>, na primeira página da <em>Gazeta de Notícias,</em> sob o título “Viagem ao Norte” <strong>(1)</strong>. Mas só o texto não foi suficiente. Então, Patrocínio enviou as imagens produzidas pelo fotógrafo Joaquim Antônio Correia (18? &#8211; ?) para a redação da revista <em>O</em> <em>Besouro,</em> do chargista português Rafael Bordalo Pinheiro (1846 – 1905)<em>, </em>para a qual já havia mandado, antes da viagem, o artigo <em>Sermão de Lágrimas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=52" target="_blank"><em>O</em> <em>Besouro</em>, edição de 4 de maio de 1878</a> ), em que tratava, com preocupação, a seca e a situação dos retirantes. A publicação de duas fotos que fazem parte de um conjunto de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Corr%C3%AAa%2C+J.+A.&amp;type=author" target="_blank">14 registros fotográficos de vítimas da seca</a> ocorrida entre 1877 e 1878, <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank">em em 20 de julho de 1878</a>, foi um verdadeiro “<em>anticartão de visita, veemente panfleto que denuncia uma realidade que muitos membros da corte se negavam a enxergar</em>”(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank"><em>Imagens da Seca de 1877-78 – Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira</em></a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40380" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/749915/175" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40380" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio3.jpg" alt="O Besouro, 20 de julho de 1878" width="337" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/749915/175" target="_blank"><em>O Besouro</em>, 20 de julho de 1878</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1879, publicou o romance <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=7551" target="_blank"><em>Os retirantes</em></a>, uma obra muito importante da literatura brasileira por sua crítica social e pelo engajamento de Patrocínio na causa abolicionista. A seca, a escravidão e a migração forçada são os temas do livro, considerado por muitos o introdutor do Realismo-Naturalismo no Brasil e da literatura da seca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40572" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/5075" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio12.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 3 de janeiro de 1879" width="579" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/5075" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de janeiro de 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40378" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or168020/or168020.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40378" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio2.jpg" alt="Os retirantes, por José do Patrocínio, 1879" width="385" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or168020/or168020.pdf" target="_blank"><em>Os retirantes</em>, por José do Patrocínio, 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p>No mesmo ano, aderiu à campanha pela abolição da escravatura no Brasil. Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, dentre os quais José Ferreira de Meneses (1845 &#8211; 1881), Francisco de Paula Ney (1858 &#8211; 1897), Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), Lopes Trovão, Teodoro Sampaio (1855 &#8211; 1937) e Ubaldino do Amaral (1842 &#8211; 1920).</p>
<p>Foi um dos fundadores da escola noturna gratuita de São Cristóvão. Participaram da inauguração do colégio o capitão Emiliano Rosa de Senna, o conselheiro Saldanha Marinho (1816 &#8211; 1895) e João Rodrigues Pacheco Villanova (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro de 1879, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40573" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40573" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio13.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 23 de setembro e 1879" width="301" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro e 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 7 de setembro de 1880, fundou com André Rebouças (1838 &#8211; 1898), Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e outros a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/189" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 10 de setembro de 1880, primeira coluna</a>). No mesmo mês, ele, André Rebouças, Nicolau Joaquim Moreira (1824-1894) e Vicente de Souza (1852 &#8211; 1908) criaram a Associação Central Emancipadora (ACE), que começou a promover eventos abolicionistas em teatros &#8211; entre julho de 1880 e julho de 1881, a ACE organizou 43. Patrocínio era um orador entusiasmado e atraía grandes plateias (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/253" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de setembro de 1880</a>). Como produto da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, começou a ser publicado, em 1° de novembro de 1880, o jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/230812/1" target="_blank"><em>O Abolicionista</em></a>. Na ocasião, Patrocínio já era filiado à maçonaria, que começava a assumir um protagonismo na luta pela abolição.</p>
</div>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">
<p>Casou-se, em 15 de janeiro de 1881, com Maria Henriqueta Sena (1864 &#8211; 1929), a Bibi, filha do capitão Emiliano Rosa de Senna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/629" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 14 de janeiro de 1881, primeira coluna</a>). Nesta época, segundo o historiador Flavio Gomes, os ataques racistas contra ele teriam aumentado devido ao fato de sua esposa ser branca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40574" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/629" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio14.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 14 de janeiro de 1881" width="353" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/629" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 14 de janeiro de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tiveram cinco filhos &#8211; duas meninas, que faleceram antes de completarem dois anos; e três meninos, dos quais os jornalistas Maceo (1897 &#8211; 1947) e José Carlos do Patrocínio Filho (c. 1886 &#8211; 1929), o Zeca. O filho Tinon desapareceu nas ruas do Rio de Janeiro quando criança e nunca mais foi encontrado. Nunca se soube de seu paradeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40570" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maria_Henriqueta_Sena,_filha_do_Capit%C3%A3o_e_Fazendeiro_Em%C3%ADlio_Rosa_de_Sena._(Esposa_de_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio).jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio11.jpg" alt="Maria Henriqueta Sena, filha do Capitão e Fazendeiro Emílio Rosa de Sena. (Esposa de José do Patrocínio" width="356" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maria_Henriqueta_Sena,_filha_do_Capit%C3%A3o_e_Fazendeiro_Em%C3%ADlio_Rosa_de_Sena._(Esposa_de_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio).jpg" target="_blank">Tavares Sobrinho. Maria Henriqueta Sena, filha do capitão e fazendeiro Emílio Rosa de Senna; e esposa de José do Patrocínio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1881, devido ao falecimento de José Ferreira de Meneses, que era o proprietário da <em>Gazeta da Tarde</em>, Patrocínio comprou o jornal. Na época, também colaborava com a <em>Revista Illustrada</em>, de Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910). No ano seguinte, foi com Paula Ney para a Bahia, Pernambuco e Ceará para divulgar a causa abolicionista. Patrocínio fez conferências e comícios muito concorridos.</p>
</div>
<div dir="auto">
<p>Em 9 de maio de 1883, fundou, em uma reunião organizada na sede da <i>Gazeta da Tarde, </i>a Confederação Abolicionista do Rio de Janeiro, congregando todos os clubes abolicionistas do país. Foi um dos redatores do <a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/174454" target="_blank">Manifesto da Confederação Abolicionista</a>, que foi lido em uma sessão solene no Theatro Dom Pedro II, em agosto de 1883. A entidade promoveu fugas de escravizados, passeatas, festas, jantares, comícios e assembleias em prol da causa abolicionista.</p>
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<div style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf/page1-379px-Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf.jpg" alt="Ficheiro:Manifesto da Confederação Abolicionista do Rio de Janeiro.pdf" width="379" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf" target="_blank">Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40377" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1543348/or1543348.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-40377" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio1.jpg" alt="patrocinio1" width="335" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1543348/or1543348.pdf" target="_blank">Conferência Pública do jornalista José do Patrocínio feita no Theatro Politheama, 17 de maio de 1885 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40577" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:L%C3%ADderes_Abolicionistas_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio,_Andr%C3%A9_Rebou%C3%A7as,_Jo%C3%A3o_Clapp,_Jos%C3%A9_de_Seixas_Magalh%C3%A3es,_In%C3%A1cio_von_Doellinger,_Praxedes_Medella,_Lu%C3%ADs_de_Andrade_e_Luiz_Pereira,_membros_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista,_02.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-40577 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio15.jpg" alt="Photographia Americana. Líderes Abolicionistas José do Patrocínio, André Rebouças, João Clapp, José de Seixas Magalhães, Inácio von Doellinger, Praxedes Medella, Luís de Andrade e Luiz Pereira, membros da Confederação Abolicionista, c. 1880" width="799" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:L%C3%ADderes_Abolicionistas_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio,_Andr%C3%A9_Rebou%C3%A7as,_Jo%C3%A3o_Clapp,_Jos%C3%A9_de_Seixas_Magalh%C3%A3es,_In%C3%A1cio_von_Doellinger,_Praxedes_Medella,_Lu%C3%ADs_de_Andrade_e_Luiz_Pereira,_membros_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista,_02.jpg" target="_blank">Photographia Americana. Diretoria da Confederação Abolicionistas. Sentados, da esquerda para a direita: André Rebouças, João Clapp e José de Seixas Magalhães. Em pé: José do Patrocínio, Luís de Andrade, Inácio von Doellinger, Praxedes Medella e Luiz Pereira, 16 de maio de 1888</a></p></div>
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<p>Viajou para a Europa, em 1883, e retornou ao Brasil, em 1884, ano em que publicou na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3551" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, a partir de 5 de abril</a>, o romance <em>Pedro Espanhol,</em> em forma de folhetim,<em> </em>baseado<em> </em>na vida real de um assassino<em>. </em>Foi editado e vendido como livro no mesmo ano. Foi sua terceira e última obra de ficção. Foi reeditada em 2013, pela G. Ermakoff Casa Editorial.<em> </em></p>
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<div id="attachment_40579" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/3543" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40579" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio16.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 3 de abril de 1884" width="318" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/3543" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 3 de abril de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1885, fez uma viagem a Campos, onde ele e outros abolicionistas fizeram conferências. Ele trouxe para o Rio de Janeiro sua mãe, Justina Maria do Espírito Santo, já bastante doente (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/4693" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 18 de março de 1885, quinta coluna</a>). Ela faleceu meses depois e o enterro transformou-se em um ato político em prol da abolição com a participação de personalidades como Campos Sales (1841 &#8211; 1913), Joaquim Nabuco, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), Rodolfo Dantas (1854 &#8211; 1901) e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) (<em>Gazeta da Tarde</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5191" target="_blank">19 de agosto de 1885, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank">20 de agosto de 1885, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_40580" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio17.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 20 de agosto de 1885" width="303" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 20 de agosto de 1885</a></p></div>
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<p>Um caso de violência contra pessoas escravizadas foi mostrado, em fevereiro de 1886.<em> &#8220;Não é só no interior que se cometem crimes contra os escravos. &#8220;As pretas Eduarda e Joana, levadas às redações dos jornais pelo José do Patrocínio e João Clapp provam que na Corte também há verdugos&#8221;</em> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank">Revista Illustrada, 1886, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank">edição 427</a>). As escravizadas Eduarda, de 15 anos, e Joana, de 17, que haviam sido espancadas, foram exibidas pelas ruas do Rio de Janeiro. Seus rostos estavam deformados e as feridas em carne viva. Eduarda ficou cega e Joana morreu. Seu corpo foi carregado pelos abolicionistas, e o funeral rendeu mais um evento público denunciando tortura e assassinato. O caso de denúncia de tortura e assassinato se tornou uma comoção nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40581" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio18.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886, edição 427." width="363" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 1886, edição 427.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em agosto de 1887, o governo proibiu aglomerações nas ruas e edifícios públicos. Abolicionistas foram demitidos de seus empregos e partiram para o enfrentamento. Em 6 de agosto, organizaram uma conferência no Teatro Polytheama. Dois dias depois, um encontro em frente ao quartel do Campo da Aclamação. Ambos foram seguidos por enfrentamentos com a polícia. José do Patrocínio falou por muitos de seus companheiros, ao afirmar que “<em>os abolicionistas sinceros estão todos preparados para morrer</em>”.</p>
<p>Ainda neste ano organizou um manifestação em prol da abolição no Theatro Lyrico. A cantora que fazia o papel de <em>Aída</em>, na ópera homônima, a russa Nadina Bulicioff (1858 &#8211; 1921), comprou a liberdade de sete escravizados com os presentes que recebeu de seus admiradores. Entregou as cartas de alforrias em pleno palco, em 10 de agosto, em um ato da campanha abolicionista organizado por José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2808" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1886, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25595" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/nadine.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886" width="369" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 20 de agosto de 1886</a></p></div>
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<p>Em 1886, com expressiva votação, foi eleito vereador do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/10513" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de julho de 1886, quarta coluna)</a>. Em 1884, já havia se candidatado a deputado, sem sucesso. Em 1890, 1893 e 1895, voltou a se candidatar, mas não foi eleito.</p>
<p>Em 1887, abandonou a <em>Gazeta da Tarde</em> e fundou e dirigiu o jornal <em>Cidade do Rio</em>, lançado em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/1" target="_blank">28 de setembro de 1887</a> e publicado até <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/12642" target="_blank">1902</a>.</p>
<div dir="auto">
<p>Em 13 de maio de 1888, logo após a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, abolindo a escravidão no Brasil, no Paço Imperial, Patrocínio fez um um <em>notável discurso</em> e foi saudado com um brinde feito por João Chaves (18? -?), representante da <em>Gazeta de Notícias</em>, tendo sido apontado como o <em>iniciador do movimento abolicionista. </em>Falou à população de uma das portas do Paço. Ofereceu à princesa Isabel, em nome da Confederação Abolicionista, um ramalhete de violetas e camélias artificiais com fitas verdes e amarelas, onde se lia <em>Libertas alma mater</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13782" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888, segunda, terceira  e quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/5322" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de maio de 1888, última coluna</a>). Por sua atuação <em>na luta triunfante do abolicionismo,</em> na qual foi a <em>concretização do espírito nacional</em>, foi homenageado na primeira página da <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> de 14 de maio de 1888</a>.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-40171 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição.jpg" alt="abolição" width="655" height="549" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40172" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição1.jpg"><img class="wp-image-40172 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição1.jpg" alt="abolição1" width="900" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41425" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41425" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio29.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de maio de 1888" width="379" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40673" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/5461" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40673" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio19.jpg" alt="O Paiz, 16 de junho de 1888" width="455" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/5461" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de junho de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Idealizada pelo isabelista Manoel Maria de Beaurepaire Pinto Peixoto (18? &#8211; 19?) e abençoada por Patrocínio, a Guarda Negra da Redentora foi criada, em 9 de julho de 1888, na casa do abolicionista Emilio Rouède. Era uma instituição formada majoritariamente por libertos com o objetivo de proteger a princesa Isabel. Várias polêmicas aconteceram em torno da associação e do isabelismo &#8211; <em>movimento de sustentação ao Terceiro Reinado isabelino, em franca oposição ao republicanismo que enxovalhava a herdeira de D. Pedro II e o marido dela, D. Gastão, o “Conde d´Eu” </em>(<a href="movimento%20de sustentação ao Terceiro Reinado isabelino, em franca oposição ao republicanismo que enxovalhava a herdeira de D. Pedro II e o marido dela, D. Gastão, o “Conde d´Eu”" target="_blank">Instituto Dona Isabel</a>) &#8211; e Patrocínio foi envolvido em algumas delas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/888" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 10 de julho de 1888, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/1471" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 5 de junho de 1889, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/2045" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 15 de julho de 1889, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/2065" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 20 de julho de 1889, segunda coluna</a>). Respondeu a diversos críticos que o apontavam como um  <em>negro vendido</em>, explicando sua opinião acerca do isabelismo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/366340/54" target="_blank"><em>O Tempo</em>, 4 de agosto de 1888, última coluna</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O isabelismo</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>A profunda consideração que voto à redação da A Rua obriga-me a acudir pressurosamente em resposta às arguições, que ela me dirige, a respeito de uma frase por mim proferida no dia 13 de maio: “Enquanto houver sangue e honra abolicionistas, ninguém tocará no trono de Isabel, a Redentora”. Lançada em circulação sem considerações, que a precederam, semelhante frase, concordo, seria a mais terrível ameaça à democracia; a justificação prévia de todos os abusos do poder. Infelizmente o meu discurso não foi <span style="color: #000000;">estenografado e é impossível, hoje, reproduzir integralmente quanto disse. O meu pensamento, porém, foi acentuar, nos termos os mais precisos, que a data de 13 de maio era a primeira de uma era nova, para a elaboração da qual todos tínhamos concorrido: o imperador, a princesa e o povo; que a essa nova era devia corresponder nova política, para a qual contávamos com a magnanimidade do imperador, que havia feito sacrifício maior que o de Abraão, trazendo ao altar da liberdade pátria em holocausto a sua única e adorada filha; a esta mulher heroica que estreou-se no Governo do país restituindo às mães a dignidade materna e educando os príncipes seus filhos no amor dos infelizes. Partiam dessas primícias governamentais a nossa veneração e a nossa esperança por Isabel, a Redentora; confiávamos que o seu futuro seria a confirmação de seu passado; que ela seria a imperatriz-opinião; a rainha-fraternidade; exortávamo-la a perseverar nesse sistema de governar, porque enquanto houvesse honra e sangue abolicionistas o seu trono seria sagrado. Inferir-se daí que eu tentei fechar todas as válvulas da democracia brasileira, que dei o futuro da pátria em hipoteca ao 13 de maio, sem levar em linha de conta o complemento necessário da nova era nacional, é forçar a lógica para tirar uma conclusão arbitrária.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto" style="text-align: right;">
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/085669/1875" target="_blank"><span style="color: #000000;"><em>Cidade do Rio</em>, 18 de maio de 1889</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi um defensor do Terceiro Reinado até praticamente o fim do Segundo, que se deu com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.  Tornou-se o <em>proclamador civil da República</em>, por ter desfraldado a bandeira do Clube Republicano, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde era vereador.</p>
<p style="text-align: left;">Em fevereiro de 1892, regressou da Europa. Em abril, foi declarado estado de sítio no Rio de Janeiro devido a um movimento em prol da deposição do presidente Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895) e aclamação do marechal Manoel Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892) à presidência. Patrocínio foi preso, acusado de cumplicidade. Ele, além de outros presos, foram deportados  para Cucuí, no alto Rio Negro, no estado do Amazonas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/4796" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1892, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5078" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de abril de 1892, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5108" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de abril de 1892, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5335" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1892, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/6077" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de julho de 1892, quarta coluna).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40675" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_02/5335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio201.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1892" width="255" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_02/5335" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1892</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40398" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank"><img class="wp-image-40398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/josebonifacio.jpg" alt="josebonifacio" width="633" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank">Photografia Lira. Reprodução de um grupo em S. Joaquim no rio Negro em 1892. Da esquerda para a direita: Conde de Leopoldina, dr. Campos da Paz, José do Patrocínio, dr J.J. Seabra, dr. Manoel Lavrador, marechal Almeida Barreto, coronel dr. Jacques Ouriques e major Manoel Miranda. São Joaquim do Rio Negro, Amazonas, 1892 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ele e outros desterrados foram anistiados em 5 de agosto de 1892 e voltaram para o Rio de Janeiro, em 4 de setembro do mesmo ano. Patrocínio desembarcou no Cais Pharoux (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5982" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1892, quarta coluna</a>). Devido a dificuldades financeiras e à perseguição política, foi morar no subúrbio de Inhaúma.</p>
<p style="text-align: left;">De volta ao jornal, Patrocínio continuou criticando o governo. Seu jornal, <em>Cidade do Rio,</em> publicou o manifesto <em>O Veto</em>, de Custódio de Melo (1840 &#8211; 1902), um dos líderes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> contra o regime republicano recém-estabelecido, e apoiou o movimento. Po temer uma nova prisão, Patrocínio se exilou e Luis Murat (1861 &#8211; 1929) assumiu a direção do jornal. <em>Cidade do Rio </em>foi interditado, em 1893 &#8211; voltou a circular em 1895 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4044" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 6 de setembro de 1893, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4052" target="_blank">8 de setembro de 1893, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4088" target="_blank">18 de setembro de 1893, primeira coluna</a>). Desta época até 1894, Patrocínio morou na casa de sua sogra e cunhados, em São Cristóvão. Foi procurado pela polícia e houve um boato de que ele havia sido fuzilado em Sepetiba. Durante o exílio, de cerca de 15 meses, do qual só saiu quando se encerrou o mandato de Floriano Peixoto na presidência da República, começou a construir um balão, a sonhar com a ideia de voar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40679" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio21.jpg"><img class="size-full wp-image-40679" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio21.jpg" alt="Cidade do Rio, 13 de maio de 1901" width="423" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Cidade do Rio</em>, 13 de maio de 1901</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Passou a colaborar com o jornal <em>O Repórter</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/738" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 2 e 3 de outubro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Compareceu às sessões preparatórias da instalação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, fundada em 20 de julho de 1897, e foi o criador da cadeira nº 21, cujo patrono é Joaquim Serra.</p>
<p style="text-align: left;">Entusiasta da ciência e da tecnologia, no início do século XX, iniciou a construção de um dirigível de 45 metros, o <em>Santa Cruz</em>, que não foi concluído.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1903, apesar de adoentado, Patrocínio saudou o grande inventor, cientista e aeronauta brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932), o Pai da Aviação</a>, presente à gala da ópera <em>Fausto</em>, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Theatro Lyrico</a>, com um discurso que foi uma <em>luminosa queda de estrelas, um dos rasgos de emoções em que se tornou incomparáve</em>l. Na ocasião, foi acometido de uma hemoptise, causada por tuberculose. A chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, neste mesmo dia, 7 de setembro de 1903, pela manhã, a bordo do navio <em>Atlantique, </em>que havia partido de Bordeaux, na França,<em> </em>foi apoteótica. Em menos de um mês o inventor visitou, além do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, e permaneceu poucas horas em Salvador e no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/6311" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de setembro de 1903, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/2006" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 13 de setembro de 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40399" style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_01/2007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40399" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio5.jpg" alt="Chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1903 / Revista da Semana, 13 de setembro de 1903" width="672" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_01/2007" target="_blank">Chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1903 /<em> Revista da Semana</em>, 13 de setembro de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Santos Dumont, que vinha de Minas Gerais, desembarcou na estação de Todos os Santos, onde, com outras personalidades políticas e da imprensa, foi recebido por Patrocínio, em seu hangar, em Inhaúma, onde estava sendo construído o balão <em>Santa Cruz</em>, idealizado por ele. Patrocínio ofereceu champanhe e saudou o aeronauta com um <em>brilhante discurso</em>, respondido por Santos Dumont. Patrocínio, foi um entusiasta da aviação nacional. O dirigível <em>Santa Cru</em>z não chegou a voar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/6386" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de setembro de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No aniversário dos 16 anos da abolição, foi homenageado pela revista <em>O Malho,</em> 14 de maio de 1904: &#8220;Salve! José do Patrocínio- Das Almas Grandes a Nobreza é Esta&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/2605" target="_blank"><img class="wp-image-40174 size-full aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição3.jpg" alt="O Malho, 14 de maio de 1904" width="385" height="526" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 29 de janeiro de 1905. Morava em Inhaúma e todo o seu funeral durou 14 dias (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/9001" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de janeiro de 1905, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4131" target="_blank"><em> O Malho</em>, 4 de fevereiro de 1905</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/2917" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de fevereiro de 1905, última coluna</a>).</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">
<p>No discurso de saudação ao novo membro da Academia Brasileira de Letras, Mario de Alencar (1872 &#8211; 1925), que passaria a ocupar a cadeira de José do Patrocínio, o acadêmico Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) referiu-se a Patrocínio e mencionou que ele havia trazido o primeiro carro para o Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/11314" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de agosto de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>O desenho abaixo, de autoria  <a class="link_classic2" title="Ver detalhes da obra...">de M.J. Garnier (18? -?), foi </a>publicado na página 108 do livro <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960838/icon960838.pdf" target="_blank"><em>Sonetos brasileiros</em></a><a class="link_classic2" title="Ver detalhes da obra...">, organizado por Laudelino Freire (1873 &#8211; 1937) e editado por F. Briguiet &amp; Cie. Editores. Foi usado na obra publicada em 1913.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40401" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960829/icon960829.pdf%20" target="_blank"><img class="wp-image-40401 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio6.jpg" alt="patrocinio6" width="343" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960829/icon960829.pdf%20" target="_blank">José do Patrocínio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40410" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/40740" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio7.jpg" alt="Jornal do Commercio, 7 de setembro de 1916" width="437" height="194" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/40740" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="has-text-align-center" style="text-align: left;">Um dos netos de Patrocínio, o soldado Carlos Nuno do Patrocínio (1920 &#8211; 1946), filho de Maceo, morreu menos de um ano pós retornar da Segunda Guerra Mundial. Integrava o II Grupo do 1º Regimento de Obuses Auto-Rebocados e foi ferido em combate, tendo voltado ao Brasil com neurose de guerra. Suicidou-se e foi encontrado em seu apartamento em o bairro de Inhaúma, no Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1946, e foi enterrado no cemitério do Caju.</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Para marcar o dia 13 de maio, a Frente Negra Brasileira promoveu a realização de uma missa na Igreja Nossa Senhora dos Remédios e uma passeata. Quando chegaram ao Largo do Arouche, onde fica a herma do advogado Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) &#8211; concebida por Yolando Mallozzi e inaugurada em 1931 -, foi feita uma parada e o presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, e o orador Vicente Ferreira (? &#8211; 1934) fizeram discursos em homenagem ao </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">grande patrono da ra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">ça. A campanha pela construção da herma de Luis Gama foi  liderada pelo jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Progresso</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, representante da imprensa negra.</span></span></p>
<p>Integrando as celebrações do dia 13 de maio, em 1932, realizadas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35590" target="_blank">Frente Negra Brasileira</a>, foi inaugurado, na sede da entidade, em São Paulo, um retrato de José do Patrocínio, de autoria de Olavo Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159"><em>Diário Nacional</em>, 14 de maio de 1932</a>). O propósito fundamental da Frente Negra Brasileira era discutir a questão do racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “<em>gente negra nacional</em>”.  Teve filiais em diversas cidades paulistas e nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Existiu entre 1931 e 1937.</p>
<p class="has-text-align-center" style="text-align: left;">No centenário de seu nascimento, em 1953, Patrocínio foi homenageado com a celebração de uma missa na igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito dos Homens Pretos e com a inauguração, no jardim da Biblioteca Nacional, de um baixo relevo de bronze dele, elaborado pelo artista Ruffo Franucchi (? &#8211; 19?), a partir de uma pintura de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a>. O monumento foi erigido a partir de um movimento coletivo patrocinado por várias entidades, dentre elas a Associação Brasileira de Imprensa  &#8211; ABI -, a Câmara dos Vereadores, a União dos Homens de Cor e a Irmandade de São Benedito. O monumento foi ofertado ao Rio de Janeiro por seu povo e pela prefeitura da cidade. Na ocasião, Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), artista, professor e ativista do movimento negro; Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente da ABI; e o deputado Heitor Beltrão, representando a Casa do Jornalista, discursaram (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1953</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41376" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41376" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio25.jpg" alt="Jornal do Brasil, 9 de outubro de 1953" width="598" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, para celebrar o aniversário da Lei Áurea, o Teatro  Experimental do Negro, cujo diretor era Abdias do Nascimento, promoveu um Ato Cívico diante do monumento de José do Patrocínio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1955, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41410" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio27.jpg" alt="Jornal do Brasil, 12 de maio de 1'954" width="393" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41408" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41408" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio26.jpg" alt="Site Monumentos do Rio" width="272" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank">Site Monumentos do Rio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de dezembro de 2022, a Fundação Biblioteca Nacional- FBN &#8211; inaugurou uma nova placa alusiva ao monumento, dando início às comemorações pelos 170 anos do nascimento de Patrocínio, comemorado em 2023. O descerramento da placa contou com a presença do  do presidente da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ABI, Marcos Gomes; e de Octávio Costa, representando a ABI. Por parte da FBN, estiveram presentes o presidente da instituição, Luiz Carlos Ramiro Junior; seu diretor executivo, João Carlos Nara Jr.; o chefe de gabinete, Fernando Antônio Ferreira; e o chefe do Núcleo de Arquitetura, Luiz Antônio Lopes de Souza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41414" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio#:~:text=O%20monumento%20a%20Jos%C3%A9%20do%20Patroc%C3%ADnio%2C%20erigido,insigne%20jornalista%2C%20campe%C3%A3o%20da%20aboli%C3%A7%C3%A3o%20e%20um" target="_blank"><img class="wp-image-41414 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio28.jpg" alt="patrocinio28" width="412" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio#:~:text=O%20monumento%20a%20Jos%C3%A9%20do%20Patroc%C3%ADnio%2C%20erigido,insigne%20jornalista%2C%20campe%C3%A3o%20da%20aboli%C3%A7%C3%A3o%20e%20um" target="_blank">Monumento a José do Patrocínio / Portal do Ministério da Cultura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: segundo relatado por biógrafos e amigos, Patrocínio teria trazido, em 1901, o primeiro carro que circulou nas ruas do Rio de Janeiro. Esta data não foi confirmada pela pesquisa deste artigo. Em algumas fontes a data seria 1884, porém o carro, um modelo francês da marca Peugeot, movido a vapor, o Serpollet, só começou a ser fabricado em 1886. Outra data apontada é 1894, mas neste ano Patrocínio estava escondido, como já mencionado, fugindo da polícia do governo. Segundo João do Rio (1881 &#8211; 1921),a respeito do carro de Patrocínio, em seu livro <em>Vida Vertiginosa</em> (1911): <em>&#8220;Um, o primeiro, de Patrocínio, quando chegou, foi motivo de escandalosa atenção. Gente de guarda-chuva debaixo do braço parava estarrecida, como se tivesse visto um bicho de Marte ou um aparelho de morte imediata. </em>Não durou muito: sofreu uma batida causada pelo poeta Olavo Bilac e ficou inutilizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodorio.com/primeiro-acidente-de-carro-da-historia-do-brasil-aconteceu-no-rio-de-janeiro-2/" target="_blank"><img src="https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2022/07/Patroci.png" alt="" width="607" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodorio.com/primeiro-acidente-de-carro-da-historia-do-brasil-aconteceu-no-rio-de-janeiro-2/" target="_blank">José do Patrocínio e Olavo Bilac / <em>Diário do Rio</em>, 7 de janeiro de 2025</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p style="text-align: left;">(1) – Links para os artigos escritos por José do Patrocínio sob o título “Viagem ao Norte”.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4098">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 1º de junho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4118">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 6 de junho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4312">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 20 de julho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4326">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 23 de julho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4372">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 3 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4422">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 15 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4454">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 22 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4486">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 30 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4522">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 7 de setembro de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4544">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 12 de setembro de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://rubem.wordpress.com/2023/11/20/papai-jose-do-patrocinio-filho/" target="_blank">Leia aqui uma crônica escrita por José do Patrocínio Filho sobre seu pai</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja aqui o programa sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?si=TKZnlim2NaVlexsP&amp;v=Cz7NuCgvQ-Q&amp;feature=youtu.be" target="_blank">José do Patrocínio</a>, da série Os Abolicionistas, veiculado pelo canal <em>História do Brasil Como Você Nunca Viu</em>, do historiador Bruno da Silva Antunes de Cerqueira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?si=TKZnlim2NaVlexsP&amp;v=Cz7NuCgvQ-Q&amp;feature=youtu.be" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-41439 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio31.jpg" alt="patrocinio31" width="558" height="313" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Ângela. <a href="https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548855459_0d3dc80eafa58bca6fe6153d7c82cc58.pdf#:~:text=A%20Confer%C3%AAncia%20n%C3%BAmero%2025%2C%20em%2020%20de,parte%20musical%20e%20concertante%20da%20Confer%C3%AAncia.%E2%80%9D%20(ACE" target="_blank"><em>A teatralização da política: a propaganda abolicionista</em></a>. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.</p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Ângela. <a href="https://www.scielo.br/j/soc/a/M5yHngkjXzwdQ6GFtfTtngN/?format=pdf" target="_blank"><em>Associativismo avant la lettre – as sociedades pela abolição da escravidão no Brasil oitocentista</em></a>. Sociologias, Porto Alegre, ano 13, no 28, set./dez. 2011.</p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Angela. <em>Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasikeiro (1868-88)</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015</p>
<div dir="auto">ALVES, Uelinton Farias. <em>José do Patrocínio: a imorredoura cor do bronze</em>. Rio de Janeiro : Garamond, 2009.</div>
<p style="text-align: left;">ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de; LOGATTO, Rosângela. <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/533" target="_blank"><em>Imagens da Seca de 1877-78 – Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira</em>. </a> Anais da Biblioteca Nacional, vol 114, de 1994, p. 71-83.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/a-campanha-abolicionista--0/html/ffcce3d0-82b1-11df-acc7-002185ce6064_2.html" target="_blank">Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes</a></p>
<p style="text-align: left;">CERQUEIRA, Bruno da Silva Antunes de; SOUZA, Arthur Danilo Castelo Branco. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/negros_mulheres_souza.pdf" target="_blank"><em>Negros, mulheres, pobres, ricos, letrados ou não: uma perspectiva histórica do isabelismo no Brasil</em>.</a> Cadernos ASLEGIS | 63 • 2º Semestre 2022.</p>
<p style="text-align: left;">FAPPI, Thiago. <a href="https://www.amazon.com.br/No-bal%C3%A3o-Patroc%C3%ADnio-advento-avia%C3%A7%C3%A3o/dp/B0977KR92X" target="_blank"><em>No balão do Patrocínio: José do Patrocínio e o advento da aviação no Brasil. </em></a>Publicação independente<em>, </em>2021.</p>
<p style="text-align: left;">Fundação Biblioteca Nacional. <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000110.pdf" target="_blank"><em>A CAMPANHA ABOLICIONISTA José do Patrocínio COM O CORAÇÃO NOS LÁBIOS</em></a>.</p>
<p style="text-align: left;">Motta, Felipe Ronner Pinheiro Imlau.<a href="https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/5019/1/Felipe%20Ronner%20Pinheiro%20Imlau%20Motta.pdf" target="_blank"><em> Literatura, fatalidade e história: o jornalismo engajado de José do Patrocínio (1877-1905)</em></a>. Tese (Doutorado em Comunicação) &#8211; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">MAGALHÃES JUNIOR, Raimundo.<em> A vida turbulenta de José do Patrocínio. </em>Rio de Janeiro: Sabiá, 1969</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/romance-esquecido-de-jose-do-patrocinio-ganha-reedicao-depois-de-130-anos-9771135#:~:text=Chefe%20da%20quadrilha,e%20a%20perspic%C3%A1cia%20do%20branco%E2%80%9D." target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 1º de setembro de 2013</a></p>
<p>OLINTO, Antônio. <a href="https://www.academia.org.br/artigos/patrocinio-100-anos" target="_blank"><em>Patrocínio: 100 anos</em></a>. <em>Tribuna da Imprensa</em>, 21 de junho de 2005.</p>
<p>ORICO, Oswaldo. <em>O Tigre da Abolição</em>. Rio de Janeiro : Gráfica Olimpica Editora, 1953.</p>
<p><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/604-jose-do-patrocinio" target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio" target="_blank">Portal Ministério da Cultura</a></p>
<p>Projeto Intelectuais Negros nas Américas, Universidade Federal Fluminense &#8211; <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/14" target="_blank">José do Patrocínio</a>, <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/9" target="_blank">José Ferreira de Menezes</a>, <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/39" target="_blank">Vicente de Souza</a></p>
<p>ROCHA, D. <a href="https://revistas.usp.br/crioula/article/view/186490/189526" target="_blank"><em>Os retirantes (1879), de José do Patrocínio: texto fundador da literatura da seca</em></a>. <i>Revista Crioula</i>, <i>29</i>, 95-124, 2022.</p>
<p>SILVA, Ana Carolina Feracin.<em> <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/abpn,+Gerente+da+revista,+005+em+ordem.pdf" target="_blank">De “papa-pecúlios” a Tigre da Abolição: a construção da legenda de José do Patrocínio nas últimas décadas do século XIX. </a></em>Revista da ABPN<em>,</em> v. 10, n. 25 • mar – jun 2018, p.69-81.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/jose-do-patrocinio/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=2068">Site Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos</a></p>
<p><a href="https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/MMWM-H1Q" target="_blank">Site Family Search</a></p>
</div>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PATROC%C3%8DNIO,%20Jose%20do.pdf" target="_blank">Site FGV CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/jose-patrocinio/" target="_blank">Site Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://gw.geneanet.org/valdenei?lang=en&amp;n=ramos&amp;p=henriqueta+amelia" target="_blank">Site Geneanet</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://jornalismodeguerra.com/2021/03/13/feb-neurose-de-guerra-matou-o-neto-de-jose-do-patrocinio/" target="_blank">Site Jornalismo de Guerra</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://neamp.pucsp.br/liderancas/jose-carlos-do-patrocinio" target="_blank">Site Lideranças Políticas &#8211; José Carlos do Patrocínio</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank">Site Monumentos do Rio</a></p>
<p style="text-align: left;">SOUZA, Marcos Teixeira de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/jangada_admin,+Editor+chefe,+Motta+Coqueiro%20(1).pdf" target="_blank"><em>Motta Coqueiro ou a pena de morte</em></a>. Revista <em>Jangada</em>, julho/dezembro de 2014.</p>
<p style="text-align: left;">VASCONCELOS, Rita de Cássia Azevedo Ferreira de. <a href="https://www.historia.uff.br/stricto/td/1464.pdf" target="_blank"><em>REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO, NÃO: o Republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República</em>. </a>Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense. Mestrado em História Contemporânea I na Universidade Federal Fluminense, 2011.</p>
</div>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499" target="_blank"><em>Marco no fotojornalimo brasileiro: a seca no Ceará é documentada com fotografias</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 12 de julho de 2015.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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