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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Paraguai</title>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; III &#8211; Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 13:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Porém sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. São imagens de autoria de Agostinho Forni, Carlos Cesar, Bate &#038; CA, Frederico Trebbi, José Ferreira Guimarães e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção e Humaitá, a batalha de 18 de julho, casas de militares, a casa de Elisa Lynch (1835 - 1886), acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870) *</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4183/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank">Anônimo. Capitania em Humaitá : vista do lado de terra, 1868. Humaitá, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. Porém, segundo o historiador André Toral: <em>O registro fotográfico da guerra do Paraguai contra a Tríplice Aliança (1864-1870) foi, em termos gerais, uma continuidade do tipo de fotografia que se fazia na época. Mas foi, também, mais do que isso. A cobertura in loco e a força do assunto trouxeram maneiras inovadoras de se representar o conflito, o que colaborou para a constituição de uma linguagem fotográfica com características próprias em relação à pintura ou gravura do período dedicadas à guerra.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22paraguai%2C+guerra%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de aspectos da Guerra do Paraguai disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">A <span class="il">Guerra</span> <span class="il">do</span> <span class="il">Paraguai </span>abriu um lucrativo mercado para os fotógrafos itinerantes. Eles retratavam os soldados tanto nos acampamentos como em casa, antes da partida, tirando-os do anonimato, dando a eles um rosto, o que aumentava o custo humano dos combates. Os registros ainda não eram publicados nos jornais, devido à falta de arcabouço técnico, mas circulavam de mão em mão a partir de álbuns vendidos ao público. As capitais dos países envolvidos no conflito e algumas das províncias foram visitadas por esses profissionais, que também registravam os locais e seus costumes.</div>
<p>As imagens do acervo do portal sobre o assunto são de autoria de Agostinho Forni, de Carlos Cesar, do estúdio Bate &amp; CA, de Frederico Trebbi, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, de Luiz Terragno (c.1831-1891) e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção, Humaitá, Lambaré e Luque; a batalha de 18 de julho, casas de militares como os generais José Antônio Correia da Câmara (1824-1893) e Joaquim Andrade Neves (1807 &#8211; 1869), a casa de Elisa Lynch (1835 &#8211; 1886), mulher do presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870); acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros. Há também uma fotografia do quadro <em>Passagem de Humaitá</em>, do pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, produzida por José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3637/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="671" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank">José Ferreira Guimarães e Victor Meirelles. Passagem de Humaitá: pintura de Victor Meirelles, 1872 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Guerra do Paraguai, primeiro conflito a receber uma cobertura visual na imprensa sul-americana e um de seus assuntos preponderantes entre 1864 e 1870, foi um importante marco da fotorreportagem no Brasil, tema central da tese de doutorado <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil, </em><span class="a">de autoria de Joaquim Marçal de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica. </span>Diversas ilustrações de episódios da guerra e de alguns de seus participantes foram publicadas. A litografia propiciava a reprodução de fotografias, daguerreótipos e pinturas levando as imagens da guerra a um público maior. No início do conflito ainda não havia tecnologia capar de realizar a reprodução direta da fotografia pela prensa, então as fotografias foram largamente utilizadas como base para as ilustrações produzidas pelos litógrafos e publicadas pela imprensa.</p>
<p>O engenheiro militar, historiador, teatrólogo e músico Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (1843 &#8211; 1899), futuro visconde de Taunay, título que recebeu de D. Pedro II em 6 de setmbro de 1889, participou da cobertura da Guerra do Paraguai. Integrou as expedições militares entre 1865 e 1867 e entre 1869 e 1870 e seus escritos circularam na <em>Semana Ilustrada</em>. Parte dos textos jornalísticos do visconde de Taunay foram reunidos por Affonso Taunay (1876 &#8211; 1958) na coletânea<a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank"> </a><em><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank">Recordações de Guerra e de Viagem</a>.</em> Entre suas obras está o clássico <em><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=17499" target="_blank">A Retirada da Laguna</a>, </em>sobre um dos episódios da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira, adoecida por beribéri, cólera e tifo foi forçada a se retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg"><img class="  wp-image-19593 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg" alt="taunay" width="312" height="382" /></a></p>
<p>Destacamos no periódico <em>Semana Illustrada</em>, do alemão Henrique Fleuiss (1824 &#8211; 1882), edição de 10 de setembro de 1865, as publicações de ilustrações da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank">Batalha Naval de Riachuelo</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank">dom Pedro II e do duque de Saxe em traje de campanha</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19584" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai2.jpg" alt="Semana Ilustrada, 10 de setembro de 1865" width="739" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<div id="attachment_19585" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><img class="wp-image-19585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai11.jpg" alt="paraguai1" width="739" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segunda antropóloga Lúcia Stumpf que em 2019 defendeu a tese de doutorado <em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Além de sua importância histórica, a guerra contra o Paraguai se apresenta como um estudo de caso muito interessante para pesquisas de cultura visual&#8230; Isso porque a eclosão da guerra coincidiu, no Brasil, com o auge do desenvolvimento de novas tecnologias óticas e de impressão, que impactavam as artes e a indústria, no que chamamos, em referência ao famoso ensaio de Walter Benjamin, de era da reprodutibilidade técnica</em>.</span></p>
<p>Grande parte da documentação fotográfica do conflito constitui-se por de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><i>cartes-de-visite</i></a> de generais, soldados, governantes e outros envolvidos na guerra, produzidos entre 1864 e 1870. A guerra rendeu aos fotógrafos uma nova clientela de militares. Eram fotografados nos ateliês de suas cidades antes de irem para os combates.</p>
<p>Durante a Guerra do Paraguai, em 1865,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II </a> esteve no Rio Grande do Sul e foi retratado pelo fotógrafo italiano Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891 ), um dos fotógrafos pioneiros do Rio Grande do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="408" height="681" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank">Luiz Terragno. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1865. RS/ Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terragno fotografou, entre 1865 e 1867, outros personagens envolvidos no conflito como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922) </a>e o Duque de Saxe (1845 &#8211; 1907). Algumas dessas fotos e outras também de autoria de Terragno, de vistas de Porto Alegre, foram exibidas na Exposição de História do Brasil realizada pela Biblioteca Nacional e aberta por Pedro II, em 2 de dezembro de 1881, dia em que o monarca completava 56 anos. A exposição foi um dos mais importantes eventos da historiografia nacional.  Foi organizada por Benjamin Franklin de Ramiz Galvão (1846 – 1938), diretor da Biblioteca Nacional de 1870 a 1882.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">O conde d´Eu (1842-1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, assumiu a chefia das tropas, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 &#8211; 1880).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="616" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bartolomeu Mitre (1821 &#8211; 1906) foi presidente da Argentina durante a Guerra do Paraguai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4937/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0181_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank">Francisco Benque e Alberto Henschel. Bartolomeu Mitre, 1874. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Guerra do Paraguai</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, &#8211; cujo tratado foi assinado <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/invasao_uruguai.html" target="_blank">em 1º de maio de 1865 entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai </a>-, a Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e foi, como já mencionado, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul.  O Uruguai estava em guerra civil e cidadãos brasileiros foram perseguidos e tiveram suas fazendas atacadas. Apesar dos esforços do Brasil, da Argentina e da Inglaterra para pôr fim à crise, com representantes reunindo-se tanto com o presidente Aguirre e o chefe da rebelião, Venâncio Flores, a guerra civil continuou, e com ela os ataques aos brasileiros. Em agosto, o governo brasileiro ameaçou intervir militarmente no Uruguai e o Paraguai protestou. O Uruguai rompeu relações com o Brasil, que invadiu o país em 12 de outubro de 1864. Como retaliação, o Paraguai sequestrou, em 12 de novembro de 1864, o vapor brasileiro <em>Marquês de Olinda</em>, que havia partido de Buenos Aires, em 3 de novembro, e transportava o novo presidente do Mato Grosso, o coronel Frederico Carneiro de Campos (1800 &#8211; 1867).</p>
<p>O presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870), declarou guerra ao Brasil em 13 de dezembro de 1864 e, à Argentina, em 18 de março do ano seguinte. O conflito, durante o qual cerca de de 280 mil paraguaios, na época a metade da população do país, e 120 mil soldados argentinos, uruguaios e brasileiros morreram, terminou em 1870<a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=704369&amp;PagFis=855" target="_blank">,</a> com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai. A origem do conflito é motivo de divergência entre historiadores, mas algumas de suas causas foram as questões de fronteiras entre os países, rivalidades históricas e a navegação nos rios platinos.</p>
<p>No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo da Aclamação</a>, atual Praça da República, foi construído um monumento, o Templo da Vitória, um pavilhão de madeira onde foi celebrada, em 10 de julho de 1870, o Te Deum em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, com a presença de dom Pedro II e de outros membros da família real e de ministros do império. A data foi escolhida devido à chegada de dom Pedro II, cinco anos antes, à cidade de Uruguaiana, local da primeira rendição paraguaia.</p>
<p>A construção do templo teria que ser feita rapidamente e como os cofres públicos estavam depauperados foi criado um impoto extraordinário para financiá-la. A obra e sua concepção foram de Fachinetti e a decoração das ruas do entorno foram entregues ao escritório de arquitetura ligado a Pietro Bosisio, genro do ministro da Fazenda, o visconde de Itaboraí (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1187" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 17 de maio de 1870, sugunda coluna</a>). Anteriomente, havia se informado que a obra havia ficado a cargo do próprio Bosisio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1183" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 15 de maio de 1870, quarta coluna</a>). O empreendimento foi muito criticado e ele foi apelidado na imprensa como o <em>templo de papelão,</em> já que apesar de uma aparência sólida<em>, </em>o edifício foi feito com papelão, lona, gesso e sarrafo.<em> </em>A missa foi um fiasco, com cerca de 200 pessoas nas arquibancadas quando cerca de 8 mil convites haviam sido enviados pelo ministro da Guerra. No mesmo mês de sua inauguração foi <em>desmanchado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1358" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 10 de julho de 1870, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1359" target="_blank">quarta coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1362" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de julho de 1870, quarta coluna; <em>A Reforma</em>, 12 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/277" target="_blank"><em>Correio Nacional</em>, 13 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1418" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 29 de julho de 1870, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1427" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 31 de julho de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3991/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank">Anônimo. Templo da Vitória, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/279" target="_blank"><em>Correio Nacional</em> de 13 de julho de 1870,</a> há uns versos sob o título &#8220;Cousas do Crispim&#8221;, onde foram comentados os eventos envolvendo o Templo da Vitória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/180045" target="_blank">Acesse a reportagem <em>A Guerra do Paraguai vista por um pintor suíco</em>, de Theofilo Andrade, publicada na revista <em>O Cruzeiro</em>, 14 de abril de 1971.</a></p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20262/edoardo-de-martino-pintor-dos-tempos-de-guerra" target="_blank">Acesse o artigo <em>Edoardo de Martino, pintor dos tempos de guerra</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica em 19 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">* O texto desse artigo foi atualizado em 18 de maio de 2020.</span></p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
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<p><a href="https://historiamilitaremdebate.com.br/coronel-frederico-carneiro-de-campos-e-o-apresamento-do-marques-de-olinda/" target="_blank">História Militar em debate</a></p>
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