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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Panorama circular</title>
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		<title>Panorama circular do Rio de Janeiro, visível do Morro de Santo Antônio</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2015 18:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Autotipia]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmorama]]></category>
		<category><![CDATA[Lygia Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Panorama circular]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução fotomecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Similigravura]]></category>

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		<description><![CDATA[Panorama: “visão ampla, em todas as direções, sem obstáculos e geralmente de um ponto mais alto, de uma área extensa.” (Houaiss). Já vai longe o tempo em que tal visão da cidade era possível, a partir do Morro de Santo Antônio. Em 1917, ano da publicação deste panorama, o cronista João do Rio andou por ali, assistindo a uma roda de samba naquela “curiosa vila de miséria indolente” onde havia centenas de barracos. Foi-se o morro, desmontado na década de 1950 e vieram os arranha-céus.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong> Panorama circular do Rio de Janeiro, visível do Morro de Santo Antônio</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Joaquim Marçal Ferreira de Andrade*</p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588" target="_blank"><img class="aligncenter wp-image-4171 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/06-1024x876.jpg" alt="06" width="768" height="657" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588" target="_blank"><strong>Panorama circular da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, Brasil, visível do Morro de Santo Antônio</strong></a> foi publicado em 1917 pela Empresa de Propaganda Brasileira que, com justeza, denominou-o um ‘indicador’. Sua execução gráfica ficou a cargo das oficinas do <em>Jornal do Brasil</em>, uma das primeiras a equipar-se, desde a virada do século, para a realização de trabalhos de reprodução fotomecânica pelo processo de autotipia, também conhecido como similigravura, meio-tom ou meia-tinta: a partir de uma fotografia, preparava-se um clichê onde os tons contínuos da imagem eram reduzidos a uma trama de retícula – minúsculos pontos, de dimensões variadas que, impressos, nos dão a impressão de estarmos vendo “uma fotografia de verdade”.</p>
<p>Pois até os fins do século 19, a idéia de ‘fotografia’ estava, mesmo, vinculada a um objeto, um artefato fotográfico, uma fotografia original, produzida em laboratório. Mas a partir do advento da retícula, a fotografia se desvinculou do original, do artefato, tornando-se apenas uma imagem, multiplicada aos milhares em poucas horas, e rapidamente disseminada. Tornou-se onipresente, enfim.</p>
<p>Desta primeira edição do panorama, teriam sido produzidos oito mil exemplares. Trata-se de um painel fotográfico circular com uma visão de 360° do centro do Rio de Janeiro, tomada a partir do Morro de Santo Antônio. Foram feitas oito fotos e de cada uma delas aproveitou-se o campo abrangido pelo ângulo de 30 graus. Assim, temos doze seções na imagem, nitidamente marcadas por uma linha vertical.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4176" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588" target="_blank"><img class="wp-image-4176 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/01-1024x398.jpg" alt="01" width="768" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Esquema para montagem do panorama circular do Rio de Janeiro, acompanhado de instruções escritas, no verso do mesmo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta é uma versão moderna das antigas rotundas, pintadas a mão, que tanto sucesso fizeram no passado. Os pintores Pedro Américo e Vítor Meireles foram mestres nesta técnica. O panorama giratório <strong>Baía e cidade do Rio de Janeiro</strong> de Vítor Meireles, apresentado em 1890 à população carioca, tinha 115 metros de comprimento e foi exibido inicialmente em uma rotunda na Praça 15. Dele só restaram alguns estudos em papel, que hoje integram o acervo do Museu Nacional de Belas Artes.</p>
<p>Voltemos ao nosso panorama. Segundo informa o texto impresso no verso, esta peça gráfica serviria de guia “aos visitantes do grande panorama, ora em via de execução.” Se este empreendimento (do grande panorama) foi levado a cabo, desconhecemos. Quem sabe algum leitor de nosso portal Brasiliana Fotográfica não disporá dessas informações, tão valiosas?</p>
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<div id="attachment_4174" style="width: 747px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588" target="_blank"><img class="wp-image-4174 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/03.jpg" alt="03" width="737" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">No anúncio da loja de produtos fotográficos de Felix Ottersbach, estão listados alguns dos produtos então utilizados, no momento em que ampliava-se um novo mercado, voltado aos amadores da fotografia.</p></div>
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<div id="attachment_4173" style="width: 759px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588" target="_blank"><img class="wp-image-4173 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/04.jpg" alt="04" width="749" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">A descoberta dos raios X deu-se nos fins do século 19 e a sua utilização, no campo da medicina, foi quase imediata. A radiografia, entre outras aplicações, desenvolveu-se com rapidez.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No trabalho apresentado em congresso e depois publicado na Revista do IHGB em 1984, Lygia Cunha discorreu sobre os “Panoramas e Cosmoramas. Distrações populares no Segundo Reinado.” A mais recente publicação deste ensaio deu-se no ano de 2010, em coletânea de estudos seus, integrantes do <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg1336257.pdf#page=282" target="_blank">vol. 34 da Coleção Rodolfo Garcia, da Biblioteca Nacional, pp. 205-211: </a></p>
<p>Ali, a autora reproduz um anúncio dos antigos panoramas que foram exibidos em terras cariocas: “Panorama da rua do Teatro, n. 30. Faz-se ciente ao respeitável público que, durante os 9 dias da coroação, apresentará novas vistas, e igualmente o grande comboio que teve lugar em Paris pela morte do Grande Napoleão. Entrada 160 rs.” <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_03&amp;PagFis=2098" target="_blank">Jornal do Commercio, 18 e 19 de julho de 1841, p. 4 (segunda coluna, quase no meio da página).</a></p>
<p>Como se vê, o fascínio do ser humano pelas ‘experiências imersivas’ faz parte de sua natureza e sempre o acompanhou, do homem das cavernas aos apreciadores de videogames e filmes 3-D. Convidamos, então, os visitantes de nosso portal para desfrutar da potente ferramenta de zoom que têm à sua disposição, percorrendo este panorama quase centenário. Estamos comemorando o aniversário dos 450 anos da cidade; momento mais que oportuno para este passeio.</p>
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<div id="attachment_4185" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/588"><img class="wp-image-4185 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/Captura-de-tela-2015-12-15-às-17.01.36-1024x166.png" alt="Panorama circular" width="768" height="125" /></a><p class="wp-caption-text">Empresa de Propaganda Brazileira : Panorama circular da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, Brasil, visível do Morro de Santo-Antonio. Acervo FBN</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Joaquim Marçal Ferreira de Andrade é curador, pela Biblioteca Nacional, do portal Brasiliana Fotográfica.</p>
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