 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Oswaldo Cruz</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=oswaldo-cruz" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 18:49:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Oswaldo Cruz, o Dr. Photographo, em Paris</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39310</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39310#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2025 12:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[estereoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia estereoscópica]]></category>
		<category><![CDATA[fotografias inéditas]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo amador]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Nabuco]]></category>
		<category><![CDATA[medalha]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[Theodore Roosevelt]]></category>
		<category><![CDATA[Verascope]]></category>
		<category><![CDATA[Verascope Richard]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=39310</guid>
		<description><![CDATA[No artigo de hoje, de autoria da jornalista Cristiane d´Avila e da historiadora Ana Luce Girão, ambas da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são divulgadas imagens inéditas de Paris, realizadas em 1907, "frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz". Estão sob a guarda do arquivo histórico do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. Com um olhar de "flanêur", o cientista percorre as ruas de Paris produzindo com um "Verascope Richard" fotografias estereoscópicas da cidade. A publicação deste artigo coincide com a realização da Temporada Brasil-França, ano cultural estabelecido pelos presidentes do Brasil e da França, quando uma série de eventos acontecerão entre abril e dezembro deste ano, em ambos os países.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No artigo de hoje, de autoria da jornalista Cristiane d´Avila e da historiadora Ana Luce Girão, ambas da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são divulgadas imagens inéditas de Paris, realizadas em 1907, &#8220;frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13337" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13337/br_rjcoc_fo_01_03_v04_48.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13337" target="_blank">Oswaldo Cruz. Jardim do Trocadéro com a Torre Eiffel ao fundo, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/413" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Oswaldo Cruz produzidas em Paris, em 1907, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O cientista flanou pelas ruas de Paris e produziu fotografias estereoscópicas com um <em>Verascope Richard</em>, sistema de integração entre câmera e visor, que permitia ver imagens em 3D, produzidas a partir de duas fotos quase iguais, porém tiradas de ângulos um pouco diferentes. Eram impressas em uma placa de vidro e reproduziam a sensação de profundidade de maneira bem próxima da visão real. No Brasil se destacaram na produção de registros estereoscópicos o comerciante, colecionador de selos e pinturas e fotógrafo amador carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme dos Santos (1871 &#8211; 1966) </a>e o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (1826 – c. 1886)</a>, “Photographo da Casa Imperial”, favorito da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina</a> e professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a>. A <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492">Casa Leuzinger</a> também produziu fotografias estereoscópicas. A técnica da estereoscopia foi desenvolvida pelo escocês David Brewster (1781 – 1868), em 1844, poucos anos após a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank">invenção da fotografia</a>. O lançamento do <em>Verascope</em>, pela <em>Maison Richard</em>, na França, em 1893, contribuiu para que a estereoscopia voltasse a se proliferar, atraindo a atenção de fotógrafos amadores e de foto clubes europeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39582" style="width: 362px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://vintageclassiccamera.com/index.php?main_page=product_info&amp;products_id=9463" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39582" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/oswaldo1.jpg" alt="Verascope Richard" width="352" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://vintageclassiccamera.com/index.php?main_page=product_info&amp;products_id=9463" target="_blank">Verascope Richard</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Oswaldo Cruz, o Dr. Photographo, em Paris</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Cristiane d’Avila e Ana Luce Girão*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11962/br_rj_coc_fo_01_02_08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="379" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank">Oswaldo Cruz, s/d / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os meses de abril e dezembro deste ano, Brasil e França realizam uma série de eventos, em ambos os países, para reforçar as relações diplomáticas bilaterais e as parcerias entre instituições brasileiras e francesas. Trata-se da Temporada Brasil-França, ano cultural estabelecido pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (1945-) e Emmanuel Macron (1977-), que coincide com os dez anos do Acordo de Paris e a COP 30, em Belém do Pará, em dezembro próximo. A proposta é debater temas referentes a clima e transição ecológica, diversidade, democracia e globalização equitativa.</p>
<p style="text-align: left;">Motivado pela celebração, o Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz traz a público imagens estereoscópicas inéditas de Paris, sob a guarda do arquivo histórico, datadas de 1907. O ineditismo, nesse caso, tem duplo sentido: além de não divulgadas até então, as imagens são frutos do olhar de um célebre autor: Oswaldo Cruz (1872-1917), em suas deambulações pelas ruas da capital francesa. Neste artigo, seguiremos o caminhante <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024" target="_blank">Dr. Photographo</a>, alcunha carinhosamente atribuída ao médico por estudantes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em sua <em>flânerie</em> pela cidade-luz, durante a qual registrou suas emblemáticas praças e monumentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13334" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13334/br_rjcoc_fo_01_03_v04_78.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13334" target="_blank">Oswaldo Cruz. Praça Trocadéro em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Em Paris não se escreve, vive-se.”, sentenciou o genial João do Rio, pseudônimo mais famoso do jornalista e cronista Paulo Barreto (1881-1921), em carta ao amigo português, o poeta e pedagogo João de Barros (1881-1960), em fevereiro de 1909<a href="#_edn1" name="_ednref1">[i]</a>. O sentimento captado pelo <em>flâneur</em> da alma encantadora das ruas pode ter igualmente arrebatado seu contemporâneo na Academia Brasileira de Letras, o cientista Oswaldo Cruz , que viveu a cidade-luz registrando suas praças e monumentos por estereoscópio<a href="#_edn2" name="_ednref2"><em><strong>[ii]</strong></em></a>. Homem de seu tempo atento aos avanços tecnológicos da modernidade, Oswaldo parece ter se deslumbrado com a capital francesa, lócus da <em>belle époque</em> por excelência, o que o declara nas imagens aqui publicadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13338" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13338/br_rjcoc_fo_01_03_v04_47.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13338" target="_blank">Oswaldo Cruz. Avenida Marceau em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O périplo acadêmico-científico do médico, então diretor do Instituto Soroterápico Federal (que logo passou a Instituto Oswaldo Cruz, embrião da Fiocruz), foi iniciado em Paris, de onde rumou para outras capitais da Europa, Estados Unidos e México. Como de costume à época, o roteiro do cientista pelo continente europeu começou em Lisboa, onde o “Avon”, navio transatlântico da grandiosa companhia de transporte britânica <em>Royal Mail Steam Packet Company</em>, aportou em 7 de agosto de 1907.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39575" style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21344526" target="_blank"><img class="wp-image-39575 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/avon.jpg" alt="avon" width="797" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21344526" target="_blank">Sala de jantar da primeira classe do RMST Avon, 1909 / Wikipedia Commons</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A bordo do navio, ainda em alto-mar, Cruz escreveu duas longas cartas à esposa Emília, a quem carinhosamente chamava de Miloca ou Miloquinha. Nas missivas, o cientista queixou-se: “O <em>spleen</em> que me devora em palavras representadas por estes garranchos (&#8230;) evade-me o espírito e assenhora-se por completo de mim”. O comentário melancólico, tão ao gosto do Decadentismo baudelairiano e dos estrangeirismos, não impediu que Oswaldo observasse que o “flirt” (flerte) “imperava em todos os cantos” do “Avon”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/xv-exposicao-de-demografia-e-higiene" target="_blank"><img src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/d/1/8/d18836828fadbbe1c9f0d7254db5d9447d5151a683bad868aa131f8a96de0f62/2023-07-13_152234.jpg" alt="Open original objeto digital" width="522" height="791" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/xv-exposicao-de-demografia-e-higiene" target="_blank">Correspondência pessoal do Fundo Oswaldo Cruz sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Dossiê 05 &#8211; XV Exposição de Demografia e Higiene de Berlim [iii]</a></p></div>
<p>Após desembarcar em Lisboa, onde ficou tempo suficiente para visitar a cidade serrana de Sintra e almoçar no famoso restaurante Leão D’Ouro, partiu no mesmo dia para Paris, permanecendo alguns dias na cidade. Da capital francesa foi para Berlim e, posteriormente, Nova Iorque, Washington e Cidade do México.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O sucesso em Berlim</strong></span></p>
<p>A viagem foi motivada pelo convite do governo alemão para que o Brasil participasse do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia, que se reuniria em Berlim, em setembro daquele ano. Representando o Brasil, o então Instituto Soroterápico Federal apresentou uma exposição composta, entre outras coisas, por peças anátomo- patológicas, coleções de mosquitos, imagens do expurgo dos mosquitos nas residências e modelo de isolamento hospitalar dos pacientes de febre amarela. No evento, os cientistas demonstraram como se deu o combate vitorioso contra a febre amarela no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_39581" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/9748" target="_blank"><img class="size-full wp-image-39581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/oswaldo.jpg" alt="O Malho, 3 de agosto de 1907" width="522" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/116300/9748" target="_blank"><em>O Malho</em>, 3 de agosto de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição do Instituto Soroterápico Federal recebeu o 1º prêmio, representado por uma medalha de ouro oferecida pela Imperatriz alemã Augusta Vitória de Schleswig-Holstein (1858 &#8211; 1921). A enorme repercussão deste prêmio no Brasil trouxe um grande prestígio para Oswaldo Cruz e para o instituto que dirigia. Isso fez com que sua viagem se estendesse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-medalha-do-congresso-de-higiene-e-demografia-de-berlim" target="_blank"><img src="https://www.museudavida.fiocruz.br/images/Acervo/Objeto/medalhaberlimobjetoemfoco.jpg" alt="" width="296" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/museologico/objeto-em-foco/acervo-museologico-medalha-do-congresso-de-higiene-e-demografia-de-berlim" target="_blank">Medalha de Ouro da Exposição de Higiene do XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, por designação do governo brasileiro, seguiu para a Cidade do México (passando antes para conhecer Nova Iorque) para participar da 3ª Convenção Sanitária Internacional das Repúblicas Americanas. Da capital mexicana partiu para Washington, uma vez que o então embaixador brasileiro, Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), agendara um encontro dele com o presidente Theodore Roosevelt (1858 &#8211; 1919). O objetivo da missão era comunicar ao chefe estadunidense a extinção da febre amarela no Rio de Janeiro.</p>
<p>Nessa mesma temporada, da América cruzou mais uma vez o Atlântico Norte para visitas às Escolas de Higiene e Medicina Tropical de Londres e Liverpool. Na carta que escreve de Liverpool à esposa, em 21 de dezembro de 1907, Oswaldo diz que pretende finalizar sua viagem em Paris, para descansar e comprar os presentes e vestidos que ela havia encomendado a ele. Outra ‘missão’ que deveria cumprir na capital era a promessa, também feita a Miloca, de depositar uma placa comemorativa na Igreja de <em>Notre Dame des Victoires </em>por uma graça recebida.</p>
<p>Em 19 de outubro escreveu a Egydio Salles Guerra (1858 – 1945), seu amigo e posterior biógrafo: “Depois de ter percorrido uma longa via sacra estou instalado no meu antigo &#8220;<em>quartier</em> dos <em>Champs Elysées</em>: Avda • Marignan, 17, num <em>pequeno rez de chaussée </em>mais ou menos confortável!”<a href="#_edn4" name="_ednref4">[iv]</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13333" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13333/br_rjcoc_fo_01_03_v04_85.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13333" target="_blank">Oswaldo Cruz. Interior do apartamento de Oswaldo Cruz na Rua Marignan n. 17 em Paris, outubro de 1907. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em carta seguinte, datada de 5 de janeiro de 1908, se congratula com a esposa pelo aniversário de casamento de ambos, dá notícias sobre o andamento das encomendas de vestidos e chapéus, e informa que partirá de Paris em 24 do mesmo mês, devendo finalmente chegar ao Rio de Janeiro em 10 de fevereiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/16683" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, 10 de fevereiro de 1908, sétima coluna</a>).</p>
<p>O retorno a Paris, de fato, teria sido sugestão de Salles Guerra, muito preocupado com a saúde de Oswaldo Cruz. Salles Guerra havia sugerido que Oswaldo fosse para a Suíça e permanecesse algum tempo no Sanatório de <em>Val Mont,</em> em Montreaux para tratar de uma nefrite, recentemente diagnosticada, motivo de grande preocupação de sua família e amigos. Conselho que o amigo e “paciente” não acatou, afirmando ter horror a sanatórios.</p>
<p>Na última carta da série (iniciada em agosto de 1907), datada de 14 de janeiro de 1908, escrita de Paris, vê-se um Oswaldo Cruz circunspecto, que evita contatos formais e sofre com o rigor do inverno parisiense. Imerso em grande nostalgia do tempo em que morou com a esposa e os três filhos mais velhos na <em>Rue Marbeuf, </em>entre 1897 e 1898<em>, </em>relata que os lagos do <em>Bois de Boulogne</em> estão congelados, atraindo muitos patinadores, e pede para Miloca informar às crianças que o circo da <em>Avenue des Champs Elysée</em><a href="#_edn5" name="_ednref5">[v]</a> já não existe mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ednref1" name="_edn1">[i]</a> RIO, João do. <em>Cartas de João do Rio a João de Barros e Carlos Malheiro Dias</em>. Org.: Cristiane d’Avila. Prefácio: Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: Funarte, 2013, p.75.</p>
<p><a href="#_ednref2" name="_edn2">[ii]</a> Para saber mais sobre a estereoscopia, ver o interessante artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14719"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidad</em>e</a> de Maria Isabela Mendonça dos Santos na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p><a href="#_ednref3" name="_edn3">[iii]</a> As cartas de Oswaldo Cruz para sua esposa compõem este Dossiê e parte delas está transcrita em <a href="https://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/acervos/#correspondencias">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz &#8211; Acervos</a></p>
<p><a href="#_ednref4" name="_edn4">[iv]</a> SALES GUERRA, Egydio. <em>Oswaldo Cruz</em>. Primeira Edição. Rio de Janeiro: Casa Editora Vecchi Limitada, 1940, p.391.</p>
<p><a href="#_ednref5" name="_edn5">[v]</a> Cirque d’Été, demolido em 1900.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cristiane  d’Avila é jornalista e Ana Luce Girão é historiadora do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=39310</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38144</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38144#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 12:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Neiva]]></category>
		<category><![CDATA[Belisário Penna]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[excursão científica]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[expedições]]></category>
		<category><![CDATA[expedições científicas]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Lauro Travassos]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=38144</guid>
		<description><![CDATA[As expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz ao longo do século XX denunciavam as precárias condições de saúde das populações rurais e com elas a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu alterações. O artigo "As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil", de Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, aborda as expedições científicas realizadas sob a chefia de Lauro Travassos, entre 1938 e 1942.  Nelas havia "um sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz ao longo do século XX denunciavam as precárias condições de saúde das populações rurais e com elas a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu alterações. O artigo <span style="color: #000000;"><em>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil, </em></span>de Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, aborda as expedições científicas realizadas sob a chefia de Lauro Travassos, entre 1938 e 1942.  Nelas havia um <em>sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13157" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13157/br_rj_coc_or_dp_rv_03_149.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13157" target="_blank">Lauro Travassos, 1940 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/403" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acesse aqui o link para as fotografias das excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do Brasil chefiadas por Lauro Travassos disponíveis na Brasiliana Fotográfica</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>As excursões científicas do Instituto Oswaldo Cruz </strong><strong>ao Noroeste do Brasil</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>           </em></strong>Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e</p>
<p style="text-align: center;">Francisco dos Santos Lourenço*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13118" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13118/br_rj_coc_or_dp_rv_01_006%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13118" target="_blank">Membros da expedição em Bauru. Lauro Travassos, Maria José von Paumgartten, Manoel Joaquim de Mello, João Ferreira Teixeira de Freitas, Octávio Mangabeira Filho, Emmanuel Dias, Frederico Lane e Antenor Leitão de Carvalho, membros da primeira excursão, sendo recepcionados pelo médico Alípio Gonçalves dos Santos na estação de Bauru, 1938. Bauru, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde o início dos trabalhos em Manguinhos, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 – 1917)</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank"> Carlos Chagas (1878 – 1934)</a> e demais cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) não ficaram limitados às improvisadas salas e laboratórios da instituição. Frequentemente, participavam de expedições científicas pelo território brasileiro. Nos primeiros anos do IOC, as ações ficaram restritas às regiões próximas das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<p>Médicos, sanitaristas e cientistas eram solicitados para identificar, estudar e combater as doenças contagiosas que assolavam o país desde os tempos coloniais. Diferentemente das primeiras missões sanitárias que visavam resultados imediatos em pequenas localidades, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">cinco expedições científicas realizadas entre 1911 e 1913</a> foram longas, alcançando meses de viagem por grandes áreas do país.</p>
<p>As expedições pelos chamados “sertões” forneceram um sólido inventário das condições sanitárias e sociais das regiões visitadas. Por intermédio dos diários produzidos pelos viajantes, intelectuais e políticos nacionais tomaram consciência da triste realidade que imperava no interior do Brasil. Dessas cinco expedições participaram nomes como Carlos Chagas, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">Belisário Penna (1868 – 1939)</a> e Arthur Neiva (1880 – 1943).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13112" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13112/br_rj_coc_or_dp_rv_05_009%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13112" target="_blank">Lauro Travassos, João Ferreira Teixeira de Freitas, Mário da Silva Ventel, Paulo de Miranda Ribeiro e demais membros da sexta excursão em laboratório montado no Posto do quilômetro 1.221 da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, 1941. Bodoquena, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois da divulgação dos diagnósticos elaborados pelos cientistas, denunciando as precárias condições de saúde das populações rurais, a visão hegemônica sobre o Brasil sofreu uma alteração. Se o interior do país estava doente, improdutivo para os padrões de eficiência e racionalidade capitalistas do século XX, o aumento da produtividade somente viria a acontecer com a melhoria da qualidade de vida de sua população. Era preciso conhecer as doenças das regiões mais afastadas do litoral para, enfim, propor estratégias de tratamento dos enfermos. Com essas preocupações, a ciência tomava literalmente o “<em>caminho da roça</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13111" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13111/br_rj_coc_or_dp_rv_01_050%203.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13111" target="_blank">Escola ao ar livre em Porto Esperança, 1938. Corumbá, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um depoimento interessante de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank">Monteiro Lobato (1882 – 1948)</a> sobre a necessidade do conhecimento <em>in loco </em>para entender e solucionar os problemas brasileiros. Lobato falava do contato direto com a realidade que o homem de responsabilidade pública deveria possuir. Com entusiasmo, o escritor acompanhou Arthur Neiva, diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo (1916 – 1920), em uma excursão à cidade de Iguape, onde se desenvolvia uma campanha contra a malária e ancilostomíase.</p>
<p><em>&#8220;Penetramos na mata, alguns quilômetros fora da cidade. Vi-o apear-se e acender a lanterna elétrica e correr a luz pelo couro do cavalo em procura das anofelinas que incontinenti acudiram àquele inesperado banquete. Encontrou as anofelinas da espécie perigosa. Tinham o ninho na água depositada pelas chuvas nas bromélias parasitas. Estava liquidado o caso. Regressamos e no outro dia ordens precisas eram dadas para matar de vez a malária de Iguape em seu derradeiro reduto&#8221;</em> (Lobato apud Ribeiro, 1993, p. 208).</p>
<p>Essa forte tradição parece que impregnou o jeito de fazer ciência no Brasil. Várias expedições científicas e campanhas sanitárias foram empreendidas pelo país afora. Investigavam não somente as condições naturais das localidades, mas os modos de vida de seus habitantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13188" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13188/br_rj_coc_or_dp_rv_02_025%203.jpg.jpg?sequence=5&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13188" target="_blank">Antônio da Rocha Nobre, Carlos da Cunha Vieira, Frederico Lane, Lauro Travassos, tenente veterinário Jairo Pontes e John Lane, membros da segunda excursão, com habitantes do povoado de Salobra, 1939. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, inseridas nesse contexto histórico, apresentamos as excursões científicas (ou “comissões”, como eram chamadas) do Instituto Oswaldo Cruz ao Noroeste do país. Lideradas por Lauro Travassos (1890 – 1970), elas ocorreram nas seguintes etapas: a primeira em outubro de 1938; a segunda em julho de 1939; a terceira em fevereiro e março de 1940; a quarta em agosto e setembro de 1940; a quinta em janeiro de 1941; a sexta em novembro de 1941; e a sétima em maio de 1942.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38162" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_01/45593" target="_blank"><img class="  wp-image-38162" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/expedição.jpg" alt="expedição" width="321" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_01/45593" target="_blank"><em>A Tribuna</em>, 12 de outubro de 1938</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As excursões concentraram-se na região da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), companhia criada em 1904, que chegou a operar uma rede ferroviária de 1.622 quilômetros, ligando o Oeste paulista até a área do Pantanal no estado de Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul. A linha-tronco da NOB entre as estações de Bauru e Porto Esperança, em Corumbá, foi concluída em 1914. Com cerca de 1.300 quilômetros, atravessava as cidades de Araçatuba, Três Lagoas, Campo Grande e Miranda. Nesta última encontra-se o povoado de Salobra, que devido à sua variada e exuberante fauna e flora foi escolhido como parada obrigatória para coleta de material científico em todas as etapas das excursões.</p>
<p>De acordo com os relatórios produzidos pelos cientistas, quem deu suporte para que as excursões acontecessem na região foi o diretor da NOB, major Américo Marinho Lutz (1899 – 1983), que gratuitamente pôs à disposição de Lauro Travassos um vagão-dormitório e outro para bagagem de sua companhia. O militar era sobrinho do cientista do IOC e principal estudioso da medicina tropical no Brasil, Adolpho Lutz (1855 – 1940).</p>
<p>Tomaram parte nas excursões profissionais jovens e experientes com distintas habilidades. Entre eles figuraram entomologistas, helmintologistas, protozoologistas, ictiologistas, herpetologistas, ornitologistas, mastozoologistas, técnicos de laboratório e taxidermistas. Para auxiliar nos trabalhos de campo das excursões foram contratados pescadores e caçadores das áreas estudadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13242" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13242/br_rj_coc_or_dp_rv_03_130.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13242" target="_blank">Vagões utilizados pelos membros da terceira excursão em frente à estação de Ilha Seca, 1940. Detalhe para o lençol branco utilizado em coletas noturnas de insetos. Pereira Barreto, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além dos cientistas e técnicos do IOC, integraram as excursões representantes de várias instituições do Brasil e exterior, como Museu Paulista, Instituto Biológico de São Paulo, Instituto de Higiene de São Paulo, Museu Nacional, Fundação Rockefeller, Clube Zoológico do Brasil, Universidade de São Paulo e Universidade de Michigan.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38163" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/11135" target="_blank"><img class="wp-image-38163 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/12/expedição1.jpg" alt="expedição1" width="479" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/11135" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de maio de 1942</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora alguns dos personagens envolvidos nessas jornadas tenham obtido sucesso em suas trajetórias científicas, entre eles Lauro Travassos, Frederico Lane (1901 – 1979), João Ferreira Teixeira de Freitas (1912 – 1970), Emmanuel Dias (1908 – 1962) e Maria José von Paumgartten, depois Maria Deane (1916 – 1995), estas páginas épicas são pouco conhecidas pelo campo científico e acadêmico nacional.</p>
<p><span style="color: #000000;">Nos relatórios das excursões constatamos o sentimento patriótico que movia os cientistas. Com um rigoroso alerta, advertiram sobre o perigo do desconhecimento das potencialidades da fauna e flora nacionais. Também denunciaram o efeito devastador provocado pela busca do lucro monetário desenfreado, bem como o desprezo pela pesquisa da natureza, que tanto ameaçava o equilíbrio das espécies como facilitava o surgimento de pragas para a agricultura.</span></p>
<p><em>&#8220;A seca proporcionou ainda oportunidade de observar o horrível espetáculo das queimadas. Por estes brutais incêndios dos campos, em que se formam linhas de fogo de quilômetros de extensão e que caminham léguas, tudo destruindo, flora e fauna, e ainda esterilizando o solo pelo formidável calor produzido por labaredas que atingem a 10 metros de altura e que a 100 metros já se torna insuportável, vai o brasileiro, metódica e tenazmente, transformando o nosso interior em árido deserto. Argumentam os autores desta brutalidade, a necessidade da melhoria dos campos. Sem dúvida é um processo barato para a limpeza dos pastos, mas de graves consequências para as gerações futuras. Há também prazer em contemplar o espetáculo&#8221;</em> (Travassos, 1940, p. 700).</p>
<p>Durante os trabalhos de campo, os excursionistas coletaram farto material de interesse médico e biológico, como insetos, mamíferos, répteis, aves, batráquios, peixes, helmintos e amostras botânicas. Todo esse material foi incorporado ao patrimônio científico de instituições de ensino e pesquisa do país. O IOC, por exemplo, ficou com o maior número de exemplares de insetos e helmintos, que se encontram atualmente preservados em coleções dedicadas a esses grupos zoológicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13243" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13243/br_rj_coc_or_dp_rv_05_020%20%281%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13243" target="_blank">Aspectos do rio Paraguai e das habitações de Porto Esperança, 1941. Corumbá, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto, os cientistas não se limitaram a investigar o clima, o relevo, os animais, a vegetação e as doenças reinantes na região, como malária, doença de Chagas e leishmaniose. Eles mostraram-se preocupados com as respostas que os habitantes poderiam dar perante às dificuldades impostas pela sobrevivência. Em quase todos os registros das excursões existem comentários sobre a qualidade da alimentação e as condições de moradia dos habitantes, que algumas vezes foram descritas como precárias e insalubres. A baixa densidade demográfica dos locais visitados também fez parte das observações dos cientistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 708px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13241" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13241/br_rj_coc_or_dp_rv_06_025.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="698" height="666" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13241" target="_blank">Cheia no Pantanal: João Ferreira Teixeira de Freitas no trecho alagado da linha férrea entre as estações de Miranda e Salobra, 1942. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resenha biográfica sobre Lauro Travassos, Newton Dias dos Santos (1916 – 1989), naturalista do Museu Nacional, descreveu com riqueza de detalhes a sua participação na quinta excursão ao Noroeste. Nos trechos selecionados desta narrativa encontramos uma síntese de como deve ter sido o cotidiano das “<em>aventuras</em>” científicas por um Brasil rural e selvagem, rico em biodiversidade, e que ainda guarda muitos aspectos a serem conhecidos por nós na atualidade.</p>
<p><em>&#8220;Imagine, caro leitor, cerca de três dias de viagem pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, estrada de penetração do nosso mais longínquo oeste, com deficiências, mas que é um orgulho da nossa gente. (&#8230;) A composição, puxada com sacrifício, acaba de atravessar a ponte do rio Miranda e para na estação de Salobra, próxima do grande pantanal. Olho em torno e diviso umas 10 casas de barro: eis toda a localidade. (&#8230;) Em meia hora está escolhida nossa sede; o pátio da estação. Começa o trabalho da montagem. (&#8230;) Em duas horas há um laboratório montado. Toda a minúscula população local, de olhos arregalados, está em torno. (&#8230;) O índice de impaludismo desta população é de 100%. (&#8230;) Cada um de nós começa a tomar quinino preventivo. A população entra também no quinino. (&#8230;) Enquanto estamos alojados, vem gente de longe em busca de tratamento. Todos são atendidos, pois a farmácia que levamos é grande.</em></p>
<p><em>A cozinha de campo é imediatamente montada e começa o trabalho da janta: feijão, arroz, carne seca. (&#8230;) Cai a noite e com ela o silêncio. (&#8230;) E começa o primeiro trabalho. Num grande lençol branco estendido verticalmente abaixo da lâmpada, começam a chegar os primeiros insetos curiosos. (&#8230;) Mosquitos e anofelíneos cobrem o pano; vão chegando, mariposas, coleópteros, hemípteros. (&#8230;) Nossos vidros e caixas vão se acumulando de material. Os sapos saem dos seus esconderijos e vem comer insetos e são por nós caçados. (&#8230;) Alguns já foram dormir; se não dá bicho vamos para a cama, mas de vez em quando acordamos, e vamos espiar o pano. O calor é terrível. (&#8230;) Travassos toma o primeiro café puro da manhã, apanha sua espingarda e dá uns giros por perto. Uma hora depois, está no acampamento com alguma cotia, ou alguma ave abatida. Os taxidermistas entram em ação. Tiram a pele do animal e dão o corpo ao professor. Este vai autopsiá-lo. Abre o animal, retira os intestinos e começa a catar os vermes (&#8230;) que são guardados em líquido conservador. (&#8230;)</em></p>
<p><em>Antes do almoço vão chegando mais peças: porcos do mato, gaviões, jacarés, ariranhas, veados, cotias, toda a classe de aves e mamíferos. (&#8230;) Outros excursionistas colecionam plantas, insetos, aracnídeos, moluscos, miriápodos. (&#8230;) Nos charcos, riachos e rios as nossas redes de pesca de arrastão trazem curiosos espécimens. (&#8230;) Cada dia passa um trem de ida ou de volta. É a nossa única distração. Às vezes, se consegue uma cerveja no trem e isso é uma delícia, pois a nossa única bebida é água e, por sinal, salobra, que é filtrada em caixa de areia. Felizmente ninguém adoece. (&#8230;) Travassos quase sempre leva seus dois esplêndidos auxiliares de Manguinhos, Mário Ventel e Antônio Nobre, que se incumbem da manutenção do laboratório e dos instrumentos. (&#8230;) Nossos banhos são no rio ou na caixa d&#8217;água que alimenta os trens. (&#8230;) Ao fim de 25 dias, nossas caixas estão cheias; chegamos ao fim, bastante maltratados”</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/085782/196" target="_blank"><em>Ciência para Todos</em>, 27 de março de 1949</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>* </em></strong>Ricardo Augusto dos Santos  é  Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz. Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13117" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13117/br_rj_coc_or_dp_rv_03_025.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13117" target="_blank">Lauro Travassos, João Ferreira Teixeira de Freitas e membros da comissão examinando um avestruz, 1940. Miranda, MS / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na belle époque</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>DALMEIDA, José Mario. <em>Contribuições de Lauro Travassos (1890-1970) para a zoologia brasileira. História da Ciência e Ensino</em>, São Paulo, v. 14, p. 88-99, 2016.</p>
<p>FONSECA FILHO, Olympio da. <em>A escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do desenvolvimento da medicina experimental no Brasil</em>. São Paulo: EGTR, 1974.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>RIBEIRO, Maria Alice Rosa. <em>História sem fim&#8230; Inventário da saúde pública</em>. São Paulo: Edusp, 1993.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos; VIEIRA, Felipe Almeida; LOURENÇO, Francisco dos Santos. <em>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 31 out. 2023.</p>
<p>Site Estações Ferroviárias do Brasil.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela et al. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 e 1913</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, 1992.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da excursão científica do Instituto Oswaldo Cruz realizada na zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em outubro de 1938</em>. <em>Boletim Biológico</em>, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 208-260, 1939.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da terceira excursão a zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil realizada em fevereiro e março de 1940</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 607-696, 1940.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da quarta excursão do Instituto Oswaldo Cruz a zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, realizada em agosto e setembro de 1940</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 4, p. 697-722, 1940.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro. <em>Relatório da quinta excursão do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em janeiro de 1941</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 36, n. 3, p. 263-300, 1941.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da excursão científica realizada na zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em julho de 1939</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, p. 525-556, 1940</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da sexta excursão do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em novembro de 1941</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 37, n. 3, p. 259–286, 1942.</p>
<p>TRAVASSOS, Lauro; FREITAS, J. F. Teixeira de. <em>Relatório da sétima excursão cientifica do Instituto Oswaldo Cruz, realizada à zona da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em maio de 1942</em>. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 38, n. 3, p. 385-412, 1943.</p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=38144</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; IX &#8211; Os 120 anos da Revolta da Vacina</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35099</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35099#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 14:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta da Vacina]]></category>
		<category><![CDATA[revolta popular]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Conflitos"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35099</guid>
		<description><![CDATA[A Revolta da Vacina, cujo início aconteceu há120 anos, volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Foram dias, em 1904, de 10 a 16 de novembro, muito marcantes na história da saúde pública no Brasil. No Rio de Janeiro, só em 1904, cerca de 3.500 pessoas haviam morrido vitimadas pela varíola. O estopim do protesto popular foi a promulgação, em 31 de outubro de 1904, e a regulamentação, em 9 de novembro do mesmo ano, da Lei nº 1261, que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a varíola. A lei foi colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz (1872 – 1917), contratado para o cargo para combater tanto a varíola como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na capital do Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolta da Vacina, cujo início aconteceu há 120 anos, volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Foram dias, em 1904, de 10 a 16 de novembro, muito marcantes na história da saúde pública no Brasil. Foi, na época, a maior revolta urbana ocorrida no Rio de Janeiro, onde, só em 1904, cerca de 3.500 pessoas haviam morrido vitimadas pela varíola. O estopim do protesto popular foi a promulgação, em 31 de outubro de 1904, e a regulamentação, em 9 de novembro do mesmo ano, da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">Lei nº 1261</a>, que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a varíola. A lei foi colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 – 1917).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12670/FOC%28OC%294-9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank">Oswaldo Cruz ao microscópio em laboratório de Manguinhos, observado por seu filho Bento Oswaldo Cruz e por Burle de Figueiredo, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ele foi contratado para o cargo para combater tanto a varíola como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na capital da República e que fizeram com que o Rio de Janeiro recebesse o apelido de <em>túmulo dos estrangeiros</em>. O prefeito do Rio de Janeiro era <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a> e, o presidente do Brasil, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919)</a>, que faleceu, no final da década seguinte, durante a pandemia da gripe espanhola. O Rio de Janeiro era a maior cidade do Brasil, com cerca de 800 mil habitantes, e a questão sanitária era um grande problema: as redes de esgoto e água eram precárias e não havia coleta de lixo. A campanha pelo saneamento e de combate às doenças fazia parte de um plano de governo para mudar a imagem do Brasil no exterior, que passava pela mudança da imagem da capital federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35106" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35106" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina.jpg" alt="O Malho, 8 de outubro de 1904" width="656" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3449" target="_blank"><em>O Malho</em>, 8 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz foi chamado de <em>Napoleão da seringa e lanceta</em> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank">O Malho, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank">29 de outubro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37671" style="width: 648px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class=" wp-image-37671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/vacina1.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="638" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>O Malho</em>, 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/vacina1.jpg" alt="" />Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré (1858-1944), Barbosa Lima (1862-1931), o major Gomes de Castro (1836-1909) e o capitão Augusto Mendes de Moraes (18?-19?), que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança. Ele recusou. Silvestre Travassos foi atingido por um tiro durante os confrontos e faleceu em 22 de novembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35110" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina-1.jpg" alt="O Malho, 26 de novembro de 1904" width="703" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3720" target="_blank"><em>O Malho</em>, 26 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apaziguou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35113" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3725" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina-2.jpg" alt="O Malho, de novembro de 1904" width="534" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3725" target="_blank"><em>O Malho</em>, 26 de novembro de 1904 &#8211; a referência a Porto Arthur é uma alusão à guerra entre a Rússia e o Japão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;A vacina antivariólica já havia sido desenvolvida em 1796, pelo médico Edward Jenner, na Inglaterra. No Rio de Janeiro, a vacinação da doença era obrigatória para crianças desde 1837 e para adultos desde 1846, conforme o Código de Posturas do Município. No entanto, a regra não era cumprida porque a produção de vacinas era pequena, tendo alcançado escala comercial apenas em 1884. O imunizante também não era bem aceito pelo povo, ainda desacostumado com a própria ideia da vacinação, e diferentes boatos corriam na época, como o de quem se vacinava ganhava feições bovinas&#8221;</em>(<a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank">Portal Fiocruz</a>).</p>
<p>A rejeição à vacina ocasionou uma nova epidemia de varíola no Rio de Janeiro, em 1908, com, de acordo com a Casa de Oswaldo Cruz, mais de 6.500 casos da doença. Só nesta época a população começou a procurar voluntariamente a vacina nos postos de saúde.</p>
<p>O Brasil só erradicou a varíola na década de 1970. O último caso de varíola humana do país foi registrado no Rio de Janeiro em 1971. E, em 1973,o Brasil recebeu o certificado da OMS de erradicação da doença (<a href="https://www.invivo.fiocruz.br/saude/variola-erradicacao/#:~:text=A%20erradica%C3%A7%C3%A3o%20da%20var%C3%ADola%20no%20Brasil&amp;text=Em%20um%20primeiro%20momento%2C%20a,at%C3%A9%20sua%20extin%C3%A7%C3%A3o%20em%201920." target="_blank">Site Invivo</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank"><span style="color: #990000;">Leia aqui<em> As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 5 de abril de 2020</span></a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/video/revolta-da-vacina" target="_blank">Veja aqui um documentário produzido pela Casa de Oswaldo Cruz sobre a história da varíola, de sua vacina e da Revolta da Vacina</a>.</p>
<p>A vacinação é até hoje reconhecida como uma estratégia eficaz no fortalecimento de uma sociedade saudável e na preservação da saúde da população.</p>
<p><em>&#8220;A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programa-nacional-de-imunizacoes-vacinacao" target="_self">)</a> do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde &#8211; SUS 48 imunobiológicos: 31 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas. Essas vacinas incluem tanto as presentes no calendário nacional de vacinação quanto as indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV ou indivíduos em tratamento de algumas doenças (câncer, insuficiência renal, entre outras), aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)<strong>,</strong> e inclui também as vacinas COVID-19 e outras administradas em situações específicas&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao" target="_blank">Portal do Ministério da Saúde</a></p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BENTO, Claudio Moreira. <a href="https://www.ahimtb.org.br/A%20Revolta%20da%20Vacina%20da%20Praia%20Vermelha.pdf" target="_blank"><em>A revolta da vacina obrigatória na Escola a Praia Vermelha e na Escola Preparatória e Tática de Realengo.</em></a></p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p><a href="http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/revolta.html" target="_blank">Revista da Vacina &#8211; Ministério da Saúde &#8211; Centro Cultural da Saúde</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78d8lv1n1xo" target="_blank">Site BBC</a></p>
<p><a href="https://butantan.gov.br/noticias/ha-mais-de-100-anos-revolta-da-vacina-foi-marcada-por-mortes-estado-de-sitio-e-fake-news" target="_blank">Site Butantã</a></p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignright" src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/vacina.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=35099</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; XII &#8211; Foto icônica do arquivo histórico da Fiocruz ilustrará exposição em Lyon, França</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35860</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35860#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 14:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Bento Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Burle de Figueiredo]]></category>
		<category><![CDATA[Egydio Salles Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[epidemia]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Lyon]]></category>
		<category><![CDATA[Museu das Confluências]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Exposições"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35860</guid>
		<description><![CDATA[No próximo dia 12 de abril, o Museu das Confluências, em Lyon, França, abrirá a exposição "Epidemias, cuidando dos vivos". Segundo o texto de abertura do evento, as epidemias são fenômenos biológicos e sociais derivados da inter-relação entre a saúde humana, animal e ambiental. Além de chamar a atenção para a convergência de fatores que podem ocasionar crises sanitárias complexas, a exposição destaca a relevância do passado como fonte de aprendizados para emergências futuras. Ao menos essa parece a mensagem dos curadores com a escolha da imagem que ilustrará o catálogo do evento: uma fotografia de Oswaldo Cruz , seu filho Bento e o pesquisador Carlos Burle de Figueiredo, em Manguinhos, no ano de 1910. A fotografia faz parte do acervo fotográfico de uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, onde trabalham a jornalista Cristiane d’Avila e a historiadora Ana Luce Girão, autoras do artigo que hoje publicamos no portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Foto icônica do arquivo histórico da Fiocruz ilustrará exposição em Lyon, França</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila e Ana Luce Girão*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No dia 12 de abril, o Museu das Confluências, em Lyon, França, abrirá a exposição <a href="https://www.museedesconfluences.fr/fr/expositions/expositions-temporaires/epidemies"><em>Epidemias, cuidando dos vivos</em></a>. Segundo o texto de abertura do evento, as epidemias são fenômenos biológicos e sociais derivados da inter-relação entre a saúde humana, animal e ambiental. Além de chamar a atenção para a convergência de fatores que podem ocasionar crises sanitárias complexas, a exposição destaca a relevância do passado como fonte de aprendizados para emergências futuras. Ao menos essa parece a mensagem dos curadores com a escolha da imagem que ilustrará o catálogo do evento: uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), seu filho Bento Oswaldo Cruz (1895 &#8211; 1941) e o pesquisador Carlos Burle de Figueiredo (18? &#8211; 1960), em Manguinhos, no ano de 1910.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12670/FOC%28OC%294-9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank">Oswaldo Cruz ao microscópio em laboratório de Manguinhos, observado por seu filho Bento Oswaldo Cruz e por Burle de Figueiredo, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A exposição <em>Epidemias, cuidando dos vivos</em>, exibirá coleções de medicina, etnografia, espécimes de história natural e obras contemporâneas sobre as epidemias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">peste bubônica, varíola, cólera</a>, g<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">ripe de 1918 (gripe “espanhola”)</a>, aids e covid-19. O objetivo é percorrer a história da microbiologia para explicar como a humanidade tem enfrentado esses eventos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, parece apropriado homenagear o microbiologista que enfrentou doenças cujos surtos ceifaram milhares de vidas, entre o final do século XIX e o início do século XX, no Brasil.</p>
<p>Desde muito jovem, o médico voltou sua carreira para a experimentação, sendo o laboratório seu lugar de pesquisa por excelência. Em sua tese de doutoramento em medicina no Rio de Janeiro, intitulada “A veiculação microbiana pelas águas”, Oswaldo Cruz mergulhou no universo dos micróbios para investigar a qualidade da água que abastecia a cidade.</p>
<p>Recém-formado, instalou um laboratório de análises clínicas em sua casa, no Jardim Botânico, então Freguesia da Gávea, zona sul do Rio. Nesse laboratório particular e no do médico e cientista Chapot Prévost (1864 &#8211; 1907), examinou amostras de doentes de cólera, durante o surto da doença no Vale do Paraíba, em 1894. Nesse mesmo período, a convite do médico Egydio Salles Guerra (1858 &#8211; 1945), chefe da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, montou um laboratório de análises clínicas no Serviço de Moléstias Internas da Policlínica.</p>
<p>Pouco depois, Oswaldo foi a Paris se capacitar em microbiologia no Instituto Pasteur, onde teve o privilégio de estudar com Émile Roux (1853 &#8211; 1933), Elie Metchnikoff (1845 &#8211; 1916) e outros cientistas da primeira geração de pasteurianos. No Instituto de Toxicologia de Paris participou de experiências no campo da medicina legal, com Charles Vibert (1854 &#8211; 1918) e Jules Ogier (1853 &#8211; 1913), também cientistas de renome. A fim de ter uma especialidade clínica, buscou nova especialização em moléstias das vias urinárias com o prof. Félix Guyon (1831 &#8211; 1920). Para além da formação científica e clínica, encontrou tempo para aprender a fazer vidraria de laboratório em uma fábrica de vidros local, técnica que seria futuramente adotada no Instituto que levaria seu nome.</p>
<p>Em 1899, pouco tempo depois de seu retorno de Paris, Oswaldo Cruz foi para Santos, onde ocorria um surto de peste bubônica, já diagnosticado pelos médicos Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940) e Vital Brazil (1865 &#8211; 1950), do Instituto Bacteriológico de São Paulo. Para combater a doença era necessária uma grande quantidade de soro antipestoso. A criação do Instituto Soroterápico Federal, no qual Oswaldo Cruz assumiria inicialmente a direção técnica e posteriormente a direção geral, e do Instituto Butantan, em São Paulo, são uma consequência direta deste evento.</p>
<p>Situado no bairro de Manguinhos, então freguesia de Inhaúma, distante da malha urbana, mas acessível pela Estrada de Ferro Leopoldina e pelo porto de Inhaúma, o Instituto Soroterápico Federal foi instalado em uma antiga fazenda que pertencia à municipalidade do Rio de Janeiro. Ao assumir a direção geral, Oswaldo Cruz começa a implantar seu projeto de um centro de pesquisas, produção e ensino, aos moldes do Instituto Pasteur. Em 1908, o instituto recebe um novo estatuto e passa a se chamar Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em homenagem ao seu diretor.</p>
<p>Em 1903, Oswaldo Cruz passa a acumular também a função de diretor da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), órgão responsável pelos serviços sanitários da Capital Federal e dos portos. Sua principal tarefa era implementar campanhas sanitárias para combater os surtos de febre amarela, varíola e peste bubônica. Em 1907, a cidade do Rio de Janeiro é declarada livre de febre amarela e os casos de peste bubônica estavam em franco declínio. O combate à varíola, feito através da vacina, não obteve o mesmo sucesso, e em 1908 a cidade seria atingida por um novo surto desta doença.</p>
<p>Em 1909, quando deixa a DGSP e passa a se dedicar exclusivamente ao IOC, as obras das novas instalações estavam a todo vapor. Do que hoje chamamos de Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM), já estavam concluídos o Pavilhão da Peste e a Cavalariça, onde se produzia o soro antipestoso, e o Pombal, dedicado à criação de animais de laboratório e de pombos correio, que faziam a comunicação entre o IOC e a DGSP.</p>
<p>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Pavilhão Mourisco</a>, cuja construção só se concluiria em 1918, já contava com dois andares finalizados. Nestes funcionavam vários laboratórios, dentre os quais o de Oswaldo Cruz, que, assim como os demais, apresentava “paredes lisas, sem ornamentação, revestidas com azulejos brancos e com cantos arredondados nas junções entre as paredes e o piso&#8221;, detalham os arquitetos Renato da Gama-Rosa Costa e Alexandre Jose de Souza Pessoas no livro <em>Um lugar para a ciência: a formação do campus de Manguinhos </em>(2003, p.59). Atualmente, esses espaços abrigam exposições e atividades culturais e de divulgação científica voltadas para o público que trabalha e visita o Pavilhão Mourisco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6385" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6385/IOC_V_II_0833.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6385" target="_blank">J. Pinto. Pavilhão Mourisco, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Cristiane  d’Avila é jornalista e Ana Luce Girão é historiadora do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35861" style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank"><img class="  wp-image-35861" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/fiocruz.gif" alt="fiocruz" width="409" height="448" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank">Detalhe da foto. Oswaldo Cruz ao microscópio em laboratório de Manguinhos, observado por seu filho Bento Oswaldo Cruz e por Burle de Figueiredo, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p>COSTA, R. G. R., PESSOA, A. J. S. <em>Um lugar para a ciência: a formação do campus de Manguinhos</em> [online]. Coord. Benedito Tadeu de Oliveira. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2003, 264 p. Coleção História e saúde. ISBN: 978-65-5708-113-6. <a href="https://doi.org/10.7476/9786557081136">https://doi.org/10.7476/9786557081136</a>.</p>
<p>CRUZ, Oswaldo Gonçalves. <em>A vehiculação microbiana pelas águas</em>. These apresentada à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Typographia da Papelaria e Impressora (S.A), 1893.</p>
<p>GUERRA, Egydio Salles. <em>Oswaldo Cruz.</em> Rio de Janeiro, Vecchi, 1940.</p>
<p>Site: Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz. Disponível em https://oswaldocruz.fiocruz.br/. Acesso em 19/03/2024.</p>
<p>Documento: Diário de laboratório de Oswaldo Cruz. Arquivo Pessoal Oswaldo Cruz. Acervo Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse aqui o artigo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"><em> O cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), prefeito de Petrópolis</em></a>, escrito por Cristiane d’Avila e Ana Luce Girão em parceria com Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica. Foi publicado no portal em 28 de dezembro de 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 737px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12671" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12671/ioc_f_iv_555.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="727" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12671" target="_blank">Mesa de trabalho de Oswaldo Cruz, em sua residência, conservada como ele a deixou ao trabalhar pela última vez, s/d. Rio de Janerio, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=35860</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 12:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[J. Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[José Ferreira Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[samba-enredo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34024</guid>
		<description><![CDATA[Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo "O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz", que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 1924) e por J. Pinto (1884 - 1951), fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz,</span></em> que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em>fotógrafo português</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> e por </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11993/br_rj_coc_fo_01_02_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="369" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank">Oswaldo Cruz com 20 anos, 1892 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/375" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas a este artigo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Gonçalves Cruz (1872 – 1917) era um apaixonado pela fotografia. O interesse na criação de imagens em suporte sensível ocupou um lugar de destaque em sua vida privada e no mundo do trabalho. Ele próprio atuou como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias de conteúdos distintos ao longo de sua gloriosa existência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34026" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank"><img class="wp-image-34026 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo.jpg" alt="oswaldo" width="602" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank">Photographia Guimarães. Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34027" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><img class="wp-image-34027 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo1.jpg" alt="oswaldo1" width="373" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank">Anúncio da Photographia Guimarães sobre a exibição de fotografia de Oswaldo Cruz / Gazeta de Notícias, 13 de abril de 1905</a></p></div>
<p><em> </em></p>
<p>É importante registrar que nem sempre foi possível a identificação dos profissionais que contribuíram para eternizar a imagem de Oswaldo Cruz com suas lentes, já que a maioria de seus nomes se perdeu no tempo. Nessa perspectiva, até mesmo as fotografias atribuídas a Oswaldo Cruz apresentam um quantitativo subestimado em virtude da carência de elementos descritivos, como datas, nomes e locais, que comprovem a sua autoria.</p>
<p>As raras fontes existentes indicam que Oswaldo Cruz demonstrou interesse pela fotografia quando morou em Paris, na França, com a família, entre 1897 e 1899, a fim de aprimorar seus conhecimentos médico-científicos. Em carta a Emília da Fonseca Cruz, a Miloca (1873 – 1952), sua esposa, retornando da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene de Dresden</a>, na Alemanha, em 1911, fez menção a um passeio turístico para Fontainebleau, em 1897. Nessa ocasião, retratou a esposa, filhos e monumentos históricos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34028" style="width: 642px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank"><img class="wp-image-34028 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo2.jpg" alt="oswaldo2" width="632" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">O<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank">swaldo Cruz. Emília Cruz com os filhos Bento e Elisa, a Liseta, no Jardim dos Ingleses do Palácio de Fontainebleau, 1897. Fontainebleau, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Ezequiel Dias (1880 – 1922), cientista e cunhado de Oswaldo, este se dedicava tanto à fotografia que se tornou um perito na arte, passando os domingos envolvido com a prática. Essa narrativa também foi compartilhada nas memórias afetivas do professor Eduardo Oswaldo Cruz (1933 – 2015), que herdou verdadeiras “preciosidades documentais” deixadas por seu ilustre avô. O material encontra-se sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<p><em>“O interesse de Oswaldo pela fotografia é evidente pela presença em sua casa da Praia de Botafogo, número 406, de uma câmara escura, localizada ao lado de sua sala de estudo (que ele denominava ‘meu Palácio de Cristal’), o que assegurava condições ideais para seu entretenimento. Sabemos que o próprio executava todas as manipulações necessárias, incluindo a sensibilização das placas, sua revelação e preparo dos positivos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Eduardo Oswaldo Cruz. Anaglyphos, s.d.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34039" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34039" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo9.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="665" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank">Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34031" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank"><img class="wp-image-34031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo5.jpg" alt="oswaldo5" width="478" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank">Casa de Oswaldo Cruz, acima, segunda à esquerda, projetada pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior, o mesmo dos prédios históricos de Manguinhos / <em>Revista da Seman</em>a, 12 de fevereiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, segundo a inscrição contida na imagem a seguir, Oswaldo Cruz possuía também em sua anterior residência, na rua Voluntários da Pátria, número 128, em Botafogo, um espaço para exercitar seu passatempo predileto, a fotografia. Em ambos os endereços registrou cenas do cotidiano familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34029" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"><img class="wp-image-34029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo3.jpg" alt="oswaldo3" width="553" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank">Oswaldo Cruz. Sala de estudos de Oswaldo Cruz, na casa da rua Voluntários da Pátria, onde se observa, ao centro, um Taxiphote Richard, aparelho estereoscópico de visão múltipla, novembro de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_34030" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg"><img class="wp-image-34030 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg" alt="oswaldo4" width="394" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Taxiphote, aparelho similar ao pertencente a Oswaldo Cruz / stereoscopyhistory.net</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para embasar da melhor forma possível a execução de seu <em>hobby</em>, Oswaldo Cruz cercou-se de publicações sobre teoria e técnica fotográficas. Entre os títulos em alemão, francês e italiano da antiga biblioteca do cientista, hoje preservados no acervo da Casa de Oswaldo Cruz, destacam-se <em>La fotografia industriale. Fotocalchi economici per le riproduzioni di disegni, piani, carte, musica, negative fotografiche, ecc.</em> e <em>Les nouveautés photographiques, années 1904 et 1905. Complément annuel à la théorie, la pratique et l’art en photographie</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34033" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg"><img class="size-full wp-image-34033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg" alt="Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="517" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As câmeras utilizadas por Oswaldo Cruz, que teriam sido adquiridas em Paris, foram a <em>Kodak Folding Pocket</em>, que empregava <em>Roll Film</em> tamanho 118, e a <em>Vérascope Richard</em>, a sua favorita, que produzia fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Ainda que em alguns sentidos guarde semelhanças à prática amadora da fotografia plana, o amadorismo estereoscópico tem também suas especificidades, sobretudo no que diz respeito à sua capilarização. Estendendo-se pouco, ou quase nada, para além das elites, podemos perceber um perfil padrão dos fotógrafos amadores: profissionais liberais herdeiros de abastadas famílias brasileiras, homens de posses e/ou ocupantes de altos cargos da administração pública e sediado nos grandes centros urbanos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Maria Isabela Mendonça dos Santos.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidade, 2019.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34034" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo7.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="650" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank">Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as clássicas denominações atribuídas a Oswaldo Cruz – “mito na ciência brasileira”, “saneador do Rio de Janeiro” e “fundador da medicina experimental no Brasil” – houve uma de procedência totalmente informal, e que serviu de fio condutor para a concepção deste artigo. Sua origem se deu a partir de um episódio pitoresco envolvendo a figura de Oswaldo Cruz, que na ocasião foi chamado de “Dr. Photographo” por estudantes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34035" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg"><img class="size-full wp-image-34035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg" alt="Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922" width="337" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens que apresentamos no presente artigo pertencem à Coleção Família Oswaldo Cruz. Nela encontram-se, entre outras “preciosidades documentais”, fotografias, cartas e álbuns, de natureza e suportes diversos, que revelam aspectos até então desconhecidos da vida privada e da trajetória de Oswaldo Cruz como médico, cientista, sanitarista e administrador de instituições de ciência e saúde pública. Dito isso, vamos conhecer um pouco mais a respeito do nosso “Dr. Photographo”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <span style="color: #800000;"><strong><em>Oswaldo Cruz, a Saga de Um Herói Brasileiro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Samba-enredo da Escola de Samba Em Cima da Hora, no carnaval de 2000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>“De São Luiz do Paraitinga</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>A saga de um herói vamos contar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Grande gênio da ciência</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Trouxe a experiência da Cidade-Luz</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>No Brasil está vivo na memória</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Um carnaval de epidemias combateu</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Saneando a cidade, o meu Rio tropical</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foi espelho de Paris</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Botaram abaixo o antigo</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Construindo um ideal e assim remodelaram a capital</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com seus feitos, muitas vidas preservou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foram ideias geniais e amor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Diretor pela saúde se tornou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Nos anais da nossa história o seu nome consagrou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas nem tudo eram flores</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E houve dissabores com a vacinação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E aí a imprensa com humor, malhou, malhou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Em meio a tanta dor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Lá no Pará,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Terra de Tapajós e Apiacás</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com muita força e fé, livrou do mal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Operários da Madeira-Mamoré</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Pesquisador, tornou-se imortal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Prefeito da Cidade Imperial</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Oswaldo Cruz, a Fundação é você</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Batam palmas, eu quero ver</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Parabéns ao centenário</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Muito fez por merecer”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Natural de São Luiz do Paraitinga, cidade histórica do interior paulista, Oswaldo Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, filho do médico Bento Gonçalves Cruz (1845 – 1892) e Amália Taborda de Bulhões Cruz (1851 – 1921). Em 1877, quando Oswaldo tinha cinco anos de idade, sua família se transferiu para a capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12005/BR_RJ_COC_FO_01_01_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="642" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank">Oswaldo Cruz com um ano de idade (ambrótipo), 1873-1874. São Luiz do Paraitinga, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1889, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se formou em 1892, aos vinte anos. Em relação ao período que Oswaldo Cruz realizou sua graduação, é necessária uma correção. A partir da consulta aos documentos sobre a vida estudantil do cientista na Faculdade de Medicina, verificamos ser 1889 o ano correto para a sua entrada no curso médico – e não 1887, como foi difundido por seus primeiros biógrafos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34040" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg"><img class="size-full wp-image-34040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg" alt="Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ." width="578" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, casou-se com Emília, com que teve seis filhos: Elisa (1894 – 1965), Bento (1895 – 1941), Hercília (1898 – 1968), Oswaldo (1903 – 1977), Zahra (1907 – 1908) e Walter (1910 – 1967). Ainda nesse ano, Oswaldo Cruz montou um laboratório de análises clínicas em sua casa e deu início a uma diversificada atuação como médico no consultório que herdara de seu pai, na Fábrica de Tecidos Corcovado e na Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Além disso, auxiliou o Instituto Sanitário Federal no diagnóstico da epidemia de cólera que grassava no Vale do Paraíba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34041" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo11.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="656" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank">Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"> </a></p>
<p>Entre 1897 e 1899, conforme citado anteriormente, Oswaldo Cruz esteve em Paris estudando microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur e medicina legal no Instituto de Toxicologia. Sua estadia com a família na “cidade-luz” foi financiada pelo sogro, o abastado comerciante português Manuel José da Fonseca (1842 – 1912).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34042" style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo12.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Bento e Elisa brincando em uma praça durante a belle époque parisiense, 1899. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="617" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank">Oswaldo Cruz. Filhos de Oswaldo Cruz, Bento e Elisa. 1899 Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34043" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo13.jpg" alt="Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="359" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank">Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De volta ao Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz retomou suas funções como médico e fez parte da comissão que averiguou a crise de peste bubônica na cidade de Santos. Em seguida, recebeu o convite para exercer a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, que estava sendo criado na Fazenda de Manguinhos, localizada à beira mar, no subúrbio carioca. Seu funcionamento teve início em 1900, sob o comando do barão de Pedro Affonso (1845 – 1920). Dois anos depois, o barão foi destituído do cargo. Oswaldo Cruz, então, passou a dirigir sozinho os destinos do instituto – “célula mater” do que é, hoje, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p><em>“Embora as verbas permanecessem escassas, o Instituto, sob a direção exc</em><em>lusiva de Oswaldo, foi tendo maiores facilidades para a realização de pesquisas. Trabalhava-se o mais que se podia, despreocupadamente, com satisfação, com muito interesse pelas pesquisas científicas e com liberdade para investigar sobre os mais variados assuntos com aprovação ampla de Oswaldo, cujo maior objetivo era alargar o âmbito das atividades praticadas no Instituto”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Henrique de Beaurepaire Aragão.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos), 1950.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre os primeiros tempos do Instituto Soroterápico Federal existem relatos de que o próprio Oswaldo Cruz documentou fotograficamente as atividades desenvolvidas nos improvisados ambientes de pesquisa e de preparo de soros e vacinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34044" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo14.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos nos primórdios do Instituto Soroterápico Federal, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cru" width="659" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank">Oswaldo Cruz. Primórdios do Instituto Soroterápico Federal . Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1903, a partir da contratação do exímio e criativo fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 – 1951), foram ampliados os registros referentes aos funcionários, estudantes, eventos, expedições científicas, campanhas sanitárias e instalações físicas do que viria a ser, dentro de poucos anos, um dos principais centros de ciências biomédicas e saúde do país. As fotografias produzidas por J. Pinto e outros fotógrafos que serviram na instituição ao longo de sua história, também estão reunidas no acervo da Casa de Oswaldo Cruz. Muitas delas, inclusive, foram apresentadas como tema de artigos na própria Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 697px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11979/br_rj_coc_fo_01_02_04.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="687" height="948" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank">J. Pinto. <em>Os cientistas de Manguinhos fotografados no dia do aniversário de Oswaldo Cruz</em>. Em cima da árvore: Paulo Parreiras Horta, Henrique da Rocha Lima e Henrique Aragão. Sentados: Ezequiel Dias, Alcides Godoy, Rodolpho de Abreu Filho, Eduardo Borges Ribeiro da Costa e Affonso Mac-Dowell, 5 de agosto de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11980/br_rj_coc_fo_01_02_05.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank">J. Pinto. Sessão científica do Instituto Soroterápico Federal no barracão que servia de biblioteca e sala de leitura e reuniões. Da esquerda para a direita: Affonso Mac-Dowell, Henrique Aragão, Paulo Parreiras Horta, Eduardo Borges Ribeiro da Costa, Rodolpho de Abreu Filho, Ezequiel Dias, Carlos Chagas, Alcides Godoy, Henrique Marques Lisboa, Oswaldo Cruz, Henrique da Rocha Lima e Antônio Cardoso Fontes, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34046" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank"><img class="wp-image-34046 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo15.jpg" alt="oswaldo15" width="458" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank">Oswaldo Cruz, de costas, à esquerda, reunido com seus discípulos no Pavilhão do Relógio em Manguinhos, entre eles Arthur Neiva, Carlos Chagas e Alcides Godoy, 190?. / <em>Ciência e Cultura</em>, janeiro e abril 1952</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo após a chegada de um fotógrafo profissional, Oswaldo Cruz continuou produzindo fotografias sobre o dia a dia de Manguinhos, bem como de suas viagens a trabalho dentro e fora do país. No edifício símbolo da instituição, o Pavilhão Mourisco, mandou instalar um moderno Gabinete Fotográfico. Essa iniciativa, inovadora para os padrões da época, vem comprovar o grande apreço que o cientista tinha pela elaboração de imagens, não somente fixas, mas também em movimento.</p>
<p><em>“Entre o 3° e o 4° andar estão os gabinetes de macro e microfotografia, cinematografia etc., onde são executados por profissional de real competência – o Snr. Pinto – todos os trabalhos desse gênero. Ao lado, se acha uma copiosa coleção catalogada de fotografias e microfotografias, todas elas referentes a estudos realizados pelo pessoal do Instituto”.</em><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Ezequiel Caetano Dias. O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918), 1918.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34047" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank"><img class="wp-image-34047 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo16.jpg" alt="oswaldo16" width="634" height="266" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank">Oswaldo Cruz. Aspectos do campus de Manguinhos, tendo ao fundo as torres do Aquário e do Pavilhão do Relógio e partes da Cavalariça e do Pavilhão Mourisco, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_34048" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo17.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Vista aérea de edificações do Instituto Oswaldo Cruz: Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="652" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank">Oswaldo Cruz. Edificações do Instituto Oswaldo Cruz. Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1903, Oswaldo Cruz também comandou a Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), tendo como desafio empreender uma campanha sanitária para debelar as principais doenças que assolavam o Rio de Janeiro: febre amarela, peste bubônica e varíola. Essa árdua tarefa se desenvolveu no contexto da reforma urbana orquestrada pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), que recebeu plenos poderes do presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848 – 1919) para transformar a capital da República em uma metrópole tropical com ares parisienses.</p>
<p>Cabe ressaltar aqui o papel desempenhado pela fotografia no período da Primeira República ou República Velha. Graças a difusão da técnica, um farto material iconográfico foi publicado na imprensa brasileira. Consultando revistas ilustradas e jornais diários, encontramos fotografias – além de charges e caricaturas – que foram utilizadas para enaltecer ou criticar as campanhas sanitárias e atividades científicas sob a responsabilidade de Oswaldo Cruz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 871px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11992/br_rj_coc_fo_01_02_06.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="861" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank">Membros do Instituto Pasteur e integrantes da campanha contra a febre amarela no Rio de Janeiro (fotografia com pintura). Primeira fila, da esquerda para a direita: médicos Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Henrique da Rocha Lima, Émile Marchoux, Oswaldo Cruz, Paul Louis-Simond, Francisco Fajardo e Alberto Vieira da Cunha. Segunda fila: Zeferino Justino da Silva Meirelles, engenheiro Luiz de Moraes Júnior, Antonino Augusto Ferrari, Jayme Aben-Athar, Júlio José Monteiro, João Pedro Leão de Aquino, Carlos Seidl e os internos Américo Oberlaender, Octavio Lobato Ayres e Joaquim Francisco Torres Vianna. Terceira fila: interno Mario Piragibe, escrivão Raul Mendonça e ajudante Eduardo Aguiar. Na janela: farmacêuticos Martins e Imbús, 1905. Hospital de São Sebastião, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os métodos empregados pelo diretor da DGSP para combater as epidemias de febre amarela e peste bubônica abordaram o isolamento dos doentes, a eliminação de mosquitos e ratos, a notificação compulsória dos casos positivos e a desinfecção de imóveis e ruas. Esses métodos, embora eficazes, não foram bem recebidos por vários segmentos da população, que desconfiavam da sua validade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34049" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank"><img class="wp-image-34049 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo18.jpg" alt="oswaldo18" width="354" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank">Charge sobre a “boa” relação de Oswaldo Cruz com Rodrigues Alves / <em>Tagarela</em>, 22 de outubro de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34050" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><img class="wp-image-34050 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo19.jpg" alt="oswaldo19" width="345" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O combate à varíola, por sua vez, não saiu conforme o planejado por Oswaldo Cruz. Em 1904, depois da aprovação da polêmica lei que tornou obrigatória a vacinação contra a varíola em todo o Brasil, eclodiu uma revolta popular, seguida da tentativa de golpe militar: a Revolta da Vacina. Ela durou sete dias e foi reprimida severamente pelo governo de Rodrigues Alves, que acabou suspendendo a obrigatoriedade da vacinação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34051" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34051" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo20.jpg" alt="O Malho, 19 de novembro de 1904" width="241" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 1905 a 1906, ainda como parte das atribuições da DGSP, Oswaldo Cruz realizou uma viagem a diversos portos marítimos e fluviais de norte a sul do Brasil em companhia de seu secretário, o médico João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936). O objetivo da viagem era estabelecer um código sanitário para o país de acordo com as normas internacionais. Por esse novo empreendimento, Oswaldo Cruz foi mais uma vez incompreendido e atacado pela imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34052" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34052" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo21.jpg" alt="Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / O Malho, 7 de outubro de 1905" width="462" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank">Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / <em>O Malho</em>, 7 de outubro de 1905</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34053" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo22.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Viagem aos portos do sul: capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="666" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank">Oswaldo Cruz. Viagem aos portos marítimos e fluviais de Norte ao Sul do Brasil. Capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"> </a></p>
<p>Em 1907, durante o XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim (Alemanha), Oswaldo Cruz recebeu da imperatriz Augusta Vitória (1858 – 1921) a medalha de ouro em nome da seção brasileira presente na Exposição Internacional de Higiene. No evento foram exibidos os produtos e documentos referentes às ações do Instituto Soroterápico Federal e da DGSP, como, por exemplo, vacinas e soros, peças anatomopatológicas, coleções zoológicas, gráficos e fotografias de campanhas sanitárias e maquetes dos edifícios construídos para o instituto e a saúde pública no Rio de Janeiro. Quando ainda se encontrava no exterior, o governo brasileiro transformou o Instituto Soroterápico Federal em Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, um antigo anseio do cientista. Ao regressar ao Rio de Janeiro, em 1908, Oswaldo Cruz foi festivamente recebido como herói nacional após o retumbante sucesso alcançado pelo Brasil no evento de Berlim, que consagrou os trabalhos realizados sob seu comando em Manguinhos e contra as epidemias na capital federal, sobretudo a de febre amarela. A partir desse episódio, o comportamento da impressa em relação às atividades de Oswaldo Cruz se modificou, e as homenagens ao homem público, antes tão criticado, se tornaram rotineiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34055" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg"><img class="wp-image-34055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg" alt="oswaldo23" width="483" height="523" /></a><p class="wp-caption-text">Charge alusiva à conquista da medalha de ouro em Berlim / Edgard de Cerqueira Falcão. Oswaldo Cruz <em>monumenta histórica</em>, 1971</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com o desenvolvimento e transformação do “Instituto de Manguinhos” no arrojado Instituto Oswaldo Cruz (IOC), assim batizado em 1908 para homenagear os feitos do cientista, fotografia e desenho passaram a ser serviços complementares indispensáveis às atividades de ensino e pesquisa. Os sucessores de Oswaldo na gestão do instituto continuaram a dedicar atenção a essas práticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11953/br_rj_coc_fo_04_01_006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="671" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank">Fotomontagem por J.Pinto. Lembrança de J. Pinto &#8211; imagem satírica do fotógrafo dançando com anfíbios, 1927. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz pediu exoneração da DGSP em 1909 e voltou a se dedicar exclusivamente ao seu instituto. Entre outras ações, promoveu o inventário das condições sanitárias do interior do Brasil através de expedições formadas por cientistas do IOC e médicos da DGSP. De 1910 a 1911, liderou importantes missões de combate à malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, a “ferrovia do diabo”, em Porto Velho, Rondônia, e à febre amarela em Belém, a convite do governador paraense João Coelho (1852 – 1926).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34058" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo24.jpg" alt="Oswaldo Cruz, com sua inseparável pasta de couro, visitou o Forte do Presépio no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="651" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank">Oswaldo Cruz no Forte do Presépio com sua inseparável pasta de couro, no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34059" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo25.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="649" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank">Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Nas duas ocasiões em que regressou ao Rio de Janeiro proveniente da região Norte do país, Oswaldo Cruz foi calorosamente recepcionado no Cais Pharoux, atual Praça XV, por autoridades, amigos e admiradores, que se deslocaram até o local para parabenizá-lo pela excelente condução dos trabalhos de saúde pública realizados no Pará e Rondônia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34060" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo26.jpg" alt="Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / Careta, 3 de setembro de 1910" width="519" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank">Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / <em>Careta</em>, 3 de setembro de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34061" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34061" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo27.jpg" alt="O Malho, 11 de novembro de 1911" width="520" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de novembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Retornou à Alemanha em 1911 para participar da Exposição Internacional de Higiene de Dresden. O destaque da presença brasileira no evento foi, sem dúvida, a apresentação de peças anatomopatológicas, fotografias, moldes e bustos em gesso de doentes, entre outros itens, sobre a descoberta de Carlos Chagas (1879 – 1940), cientista do IOC, em 1909, da doença transmitida pelo barbeiro, a tripanossomíase americana ou doença de Chagas. A exibição dos filmes que documentam essa descoberta e as ações de combate à febre amarela no Rio de Janeiro também tiveram excelente aceitação entre os participantes da exposição. Muito provavelmente, o fotógrafo J. Pinto foi o responsável pelo filme <em>Chagas em Lassance</em>, o primeiro de caráter científico realizado no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34062" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo28.jpg" alt="Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="643" height="258" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank">Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em carta ao fiel escudeiro João Pedroso, que ficou em seu lugar chefiando os trabalhos de combate à febre amarela em Belém, Oswaldo Cruz resumiu com alegria mais um triunfo da ciência brasileira em solo alemão:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Berlim, 28 de julho de 1911.</em></p>
<p><em>Caro Pedroso.</em></p>
<p><em>De passagem por aqui, de volta de Dresden e a caminho de Paris não quis deixar de te mandar algumas linhas, informando-te dos resultados de nossa Exposição. Quando o Vasconcelos me escrevia cheio de entusiasmo, julgava eu que era vibração exagerada de patriotismo hipertrofiado pelos ares estrangeiros; mas, felizmente, tive ocasião de verificar a realidade do fato: É um sucesso completo, no ponto de vista, que eu o encaro, i. é. como meio de tornar conhecido o Brasil científico. Com efeito, a Exposição tem tido uma verdadeira romaria de sábios de toda a Alemanha. Quando aqui se reuniu o Congresso de Microbiologia foram todos os membros à nossa Exposição, espontaneamente e sem prévio convite; examinaram cuidadosamente tudo e ficaram todos encantados pelos estudos do Chagas. Quando no cinematógrafo viram a fita dos doentes do Chagas, não se puderam conter e irromperam em palmas e vivas! [&#8230;] Os resultados da campanha do Pará têm pasmado a todos e com um interesse admirável estudam cuidadosamente os gráficos e mapas. Não havia, pois, exagero, e nossa reputação, já adquirida, de país civilizado que caminha na vanguarda do progresso científico, teve mais uma eloquente sanção, e vocês todos contribuíram para isso com enorme contingente, pelo que vivamente os felicito.</em></p>
<p style="text-align: right;">E Sales Guerra. <em>Osvaldo Cruz</em>, 1940.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1912, o cientista foi eleito “imortal” da Academia Brasileira de Letras na vaga do poeta Raimundo Correia (1859 – 1911). Em 1914, recebeu a condecoração de oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34063" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><img class="wp-image-34063 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo29.jpg" alt="oswaldo29" width="393" height="607" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 8 de junho de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11994/br_rj_coc_fo_04_02_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank">Oswaldo Cruz recebendo Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, no Instituto Oswaldo Cruz, 23 de outubro de 1913. Rio de Janeiro, Rj / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1914, Oswaldo Cruz presidiu a Conferência Sanitária realizada em Montevidéu (Uruguai), que contou com a participação de representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e do país anfitrião. O objetivo da conferência foi a elaboração de uma nova Convenção Sanitária para a região. Antes de voltar ao Rio de Janeiro, esteve na capital argentina visitando estabelecimentos científicos e de ensino superior. Na ocasião, recebeu o diploma de membro honorário da Academia de Medicina da Universidade Nacional de Buenos Aires.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34064" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><img class="wp-image-34064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo30.jpg" alt="oswaldo30" width="506" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 16 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34065" style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank"><img class="wp-image-34065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo31.jpg" alt="oswaldo31" width="475" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Os<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank">waldo Cruz por ocasião do regresso de Buenos Aires na companhia de João Pedroso, Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Arthur Neiva, entre outros / <em>Careta</em>, 9 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34067" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481"><img class="wp-image-34067 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo32.jpg" alt="oswaldo32" width="390" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de junho de 1914 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, por motivos de saúde, deixou a direção do IOC e foi morar em Petrópolis, região serrana fluminense. Lá, durante poucos meses, ocupou o cargo de primeiro prefeito da cidade, por nomeação de Nilo Peçanha (1867 – 1924), presidente do estado do Rio de Janeiro. No dia 11 de fevereiro de 1917, durante os festejos de Momo, Oswaldo Cruz morreu em sua casa, na rua Montecaseros, aos 44 anos, cercado por familiares e amigos. Seu enterro, realizado no dia seguinte, no Cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro, reuniu representantes de todas as camadas sociais, que formaram um cortejo solene para dar o último adeus ao grande cientista brasileiro – o “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz –, que se tornou símbolo da ciência nacional e da saúde pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11962/br_rj_coc_fo_01_02_08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="605" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank">Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>* Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz. Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAGÃO, Henrique de Beaurepaire. Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos). <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 48, p. 1-75, 1950.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na belle époque</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>BRITTO, Nara. <em>Oswaldo Cruz: a construção de um mito na ciência brasileira</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2006.</p>
<p>D’AVILA, Cristiane. <em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 5 jan. 2022.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. <em>O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918)</em>. Rio de Janeiro: Instituto Oswaldo Cruz, 1918.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. Traços biográficos de Oswaldo Cruz. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 1-79, 1922.</p>
<p>FALCÃO, Edgard de Cerqueira (org.). <em>Oswaldo Cruz monumenta histórica. A incompreensão de uma época. Oswaldo Cruz e a caricatura</em>. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1971. tomo 1.</p>
<p>FONSECA FILHO, Olympio da. <em>A escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do </em><em>desenvolvimento da medicina experimental no Brasil</em>. São Paulo: EGTR, 1974.</p>
<p>FRAIHA NETO, Habib. <em>Oswaldo Cruz e a febre amarela no Pará</em>. 2 ed., rev. e ampl. Ananindeua: Instituto Evandro Chagas, 2012.</p>
<p>FRAGA, Clementina. <em>Vida e obra de Oswaldo Cruz</em>. 2 ed. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2005.</p>
<p>GUERRA, E. Sales. <em>Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Vecchi, 1940.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>LIMA, Ana Luce Girão Soares de. <em>A bordo do República: diário pessoal da expedição de Oswaldo Cruz aos portos marítimos a fluviais do Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 158-167, 1997.</p>
<p>LIMA, Nísia Trindade; MARCHAND, Marie-Hélène (org.). <em>Louis Pasteur &amp; Oswaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; Banco BNP Paribas Brasil S.A., 2005.</p>
<p>LOPES, Myriam Bahia. <em>Corpos ultrajados: quando a medicina e a caricatura se encontram</em>. <em>História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 257-275, 1999.</p>
<p>LOURENÇO-DE-OLIVEIRA, Ricardo; LOURENÇO, Francisco dos Santos.<em> Antonio Gonçalves Peryassú e o estudo dos mosquitos para sanear o Brasil: uma resenha biográfica</em>. <em>Revista Pan-Amazônica de Saúde</em>, Ananindeua, v. 13, p. 1-13, 2022.</p>
<p><em>Oswaldo Cruz: o médico do Brasil</em>. São Paulo: Fundação Odebrecht; Brasília: Fundação Banco do Brasil, 2003.</p>
<p>OSWALDO CRUZ, Eduardo. <em>Anaglyphos: Oswaldo Cruz como fotógrafo</em>. Inglaterra, s.d.</p>
<p>ROCHA LIMA, Henrique da. Com Oswaldo Cruz em Manguinhos. <em>Ciência e Cultura</em>, São Paulo, v. 4, n. 1/2, p. 15-38, 1952.</p>
<p>SANTOS, Maria Isabela Mendonça dos. <em>A estereoscopia e o olhar da modernidade</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 29 maio 2019.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <em>O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 </em><em>– </em><em>1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 16 nov. 2017.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos; LOURENÇO, Francisco dos Santos. <em>João Pedro ou </em><em>João Pedroso?</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 11 jan. 2019.</p>
<p>SERPA, Phocion. <em>A vida gloriosa de Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro, 1937.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela et al. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz em 1911 e 1912</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1991.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela. <em>Imagens da saúde do Brasil: a fotografia na institucionalização da saúde pública</em>. Dissertação (Mestrado em História) &#8211; Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1992.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <em>Breve perfil e cronologia do fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 30/01/1924)</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 30 nov. 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=34024</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Aug 2023 03:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[cólera]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[desinfecção]]></category>
		<category><![CDATA[Desinfetório de Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[doença]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[epidemia]]></category>
		<category><![CDATA[febre amarela]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Larry Benchimol]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Pasteur]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz de Moraes Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Moraes Juniior]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Série Os arquitetos do Rio de Janeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32714</guid>
		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional da Saúde, uma homenagem à data de nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 5 de agosto de 1872. Com uma fotografia produzida por Joaquim Pinto da Silva (1884 - 1951), conhecido como J. Pinto, responsável pela produção de milhares de imagens do acervo da Casa de Oswaldo Cruz, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, a jornalista Cristiane d´Avila conta um pouco da história da "era das desinfecções" e do Desinfetório de Botafogo, baseada no livro "Dos micróbios aos mosquitos: febre amarela e a revolução pasteuriana no Brasil", do historiador Jaime Larry Benchimol. Ao final do artigo, os leitores poderão ler um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 - 1955), responsável pelo projeto do Desinfetório de Botafogo, de autoria da pesquisadora e editoral do portal, Andrea C. T. Wanderley. É o segundo artigo da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional da Saúde, uma homenagem à data de nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 5 de agosto de 1872. Com uma fotografia produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">Joaquim Pinto da Silva (1884 &#8211; 1951), conhecido como J. Pinto</a>, responsável pela produção de milhares de imagens do acervo da Casa de Oswaldo Cruz, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, a jornalista Cristiane d´Avila conta um pouco da história da <em>era das desinfecções</em> e do Desinfetório de Botafogo, baseada no livro <em>Dos micróbios aos mosquitos: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">febre amarela</a> e a revolução </em><em>pasteuriana no Brasil </em>(1999), do historiador Jaime Larry Benchimol. Na obra, ele descreve a atuação dos bacteriologistas que precederam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a> e sua geração, detalhando as estratégias empregadas pelos cientistas e médicos para debelar as epidemias de cólera e febre amarela, ocorridas no Brasil no final do século XIX e início do XX. É o segundo artigo da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5384/COC-F-V-RP-16%20fot%2031.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384" target="_blank">J. Pinto jardineiro, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao final do artigo, os leitores poderão ler um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 &#8211; 1955), responsável pelo projeto do Desinfetório de Botafogo, de autoria da pesquisadora e editoral do portal, Andrea C. T. Wanderley.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32745" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/36617" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32745" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio2.jpg" alt="O Jornal, 16 de julho de 1955" width="231" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/36617" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de julho de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32757" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32757" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/luiz.jpg" alt="Sobre Luiz Moraes Junior / Jornal do Brasil, 29 de agosto de 1934" width="541" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank">Sobre Luiz Moraes Junior / <em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O desinfetório de Botafogo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11775" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11775/Fundo%20IOC%20pasta%204%20s%c3%a9rie%20instala%c3%a7%c3%b5es%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11775" target="_blank">J. Pinto. Desinfetório de Botafogo, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na extensa obra <em>Dos micróbios aos mosquitos: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">febre amarela</a> e a revolução </em><em>pasteuriana no Brasil</em>, o historiador Jaime Larry Benchimol descreve a atuação dos bacteriologistas que precederam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a> e sua geração e dedica um capítulo à ‘era das desinfecções’. Nele, o pesquisador detalha as estratégias empregadas pelos cientistas e médicos para debelar as epidemias de cólera e febre amarela, flagelos que ceifaram milhares de vidas brasileiras no final do século XIX e início do XX.</p>
<p>“A epidemia de cólera (1894-1895) é um dos episódios que inauguram as lutas protagonizadas por esses bacteriologistas” (1) , explica Benchimol no referido capítulo. A luta a que se refere o historiador representou o que ele classifica como um novo paradigma na saúde pública: à luz da teoria de Pasteur, jovens médicos do Rio de Janeiro passaram a realizar, inicialmente em pequenos laboratórios instalados em suas próprias casas, análises químicas e bacteriológicas de amostras de enfermos, a fim de auxiliar o diagnóstico clínico e reorientar as ações higienistas.</p>
<p>A bacteriologia, incipiente, ainda não havia remodelado os serviços de higiene. Naquele fim de século, a defesa sanitária de cidades, domicílios, vias, veículos de transporte e mesmo indivíduos era realizada pela desinfecção por vapor, calor e, sobretudo, uso de líquidos germicidas. “Os anos 1890 marcam, com certeza, o auge da mania por estes agentes físicos e estas substâncias químicas dotadas do poder de destruir micróbios fora e dentro das pessoas, e, se bobeassem, de intoxicar ou matar os próprios viventes parasitados”(2) , ressalta Benchimol.</p>
<p>As medidas preventivas para o enfrentamento de surtos epidêmicos de doenças infectocontagiosas incluíam, além do emprego de cordões sanitários para isolar vias e cidades atingidas por surtos, a construção de desinfetórios públicos, erguidos segundo normas rígidas de higiene. Tais edificações eram munidas “com estufas a vapor sob pressão, pulverizadores a vapor e de mão e outros itens para o expurgo de passageiros, bagagens e objetos suscetíveis de contaminação pelo germe do cólera” (3) , descreve o pesquisador.</p>
<p>Rastrear a movimentação humana motivada pelo comércio efervescente entre os portos das cidades litorâneas e o interior do país era praticamente impossível. Tal circulação levou ao alastramento do cólera aos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, atingindo a capital da República. Na ânsia de frear o avanço da epidemia, das vias terrestres e estações ferroviárias a inspeção sanitária partiu para os domicílios urbanos.</p>
<p>“Podemos imaginar quão difícil era implementar num cortiço, numa estalagem, num velho sobrado (&#8230;) as meticulosas instruções relativas à desinfecção do lugar em que residia o colérico, fosse qual fosse o desfecho do caso” (4) , conta Benchimol. Cartazes com carimbo da diretoria sanitária e o dizer ‘Infeccionado’ eram afixados nas portas das residências, então interditadas até que o local fosse desinfetado. Objetos que podiam ser aproveitados, como colchões, travesseiros e cobertores, eram levados pelos agentes para expurgo, por vapor ou pressão, nos desinfetórios municipais.</p>
<p>Por lei, o médico era multado se não notificasse às autoridades os casos de febre amarela, varíola, sarampão, escarlatina, cólera-morbo, peste e difteria. “Na ausência do médico, cabia ao chefe da família, ao administrador, proprietário ou arrendatário do estabelecimento comercial ou habitação coletiva notificar o serviço municipal de saúde, que enclausurava o doente no sistema de vigilância domiciliar ou pública” (5) , detalha o historiador. Entre as recomendações médicas, “as pessoas deviam evitar bebidas alcoólicas, frutas verdes e alimentos crus (&#8230;) beber limonadas ácidas, conservar o asseio do corpo e das roupas e lavar as mãos com soluções desinfetantes de ácido fênico, ácido bórico ou sulfato de cobre” (6) .</p>
<p>Segundo Benchimol, a Inspetoria do Serviço de Isolamento e Desinfecção, vinculada à Diretoria de Higiene e Assistência Pública Municipal, inaugurou na cidade do Rio de Janeiro, em 1890, o Desinfetório Central, próximo à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank">Praça Quinze de Novembro</a>. No ano seguinte, foram construídos dois outros – um no Engenho Velho, atual Praça da Bandeira, e outro na Rua da Relação, distrito de Santo Antônio.</p>
<p>Em 1904, Oswaldo Cruz, então à frente da Direção Geral de Saúde Pública, conseguiu prover a capital da República de mais um desinfetório. Construído na Rua General Severiano, em Botafogo, Zona Sul da cidade, foi projetado por Luiz de Moraes Junior, autor do projeto do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos. Em 8 de agosto de 1905, o jornal carioca <em>A Notícia</em> publicou, em sua primeira página, uma extensa reportagem sobre o novo edifício, incluindo detalhes sobre a arquitetura e os equipamentos de higienização ali instalados. Atualmente, o prédio histórico, anexo ao Hospital Rocha Maia, abriga o Super Centro Carioca de Vacinação da prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O novo desinfetório**</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">&#8220;Entre os estabelecimentos visitados hoje pelos delegados do Congresso Científico Latino-Americano figuram os desinfetórios pertencentes à Diretoria Geral de Saúde Pública. </span></span></em></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">De acordo com a última reforma feita nos serviços de higiene, foram mandados construir, além do desinfetório central, dois distritais, que atenderão às zonas de Botafogo e do Engenho de Dentro.</span></span></em></p>
<p><em>O de Botafogo, que já está concluído, não obstante não estar ainda oficialmente inaugurado, recebeu a honrosa visita dos delegados do Congresso.</em></p>
<p><em>Fica ele situado na rua General Severiano na parte dos terrenos em que ia ser construída a Universidade, abrangendo uma área de 4.063 metros.</em></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">O</span> <span style="color: #000000;">engenheiro da Diretoria Geral de Saúde Publica, o Sr. Luiz de Moraes Junior, </span></span></em><span style="color: #000000;"><em>observou nessa esplêndida construção todos os preceitos recomendados pela higiene, e </em></span><span style="color: #000000;"><em>bem assim atendeu a todos os melhoramentos usados nos países estrangeiros, em</em></span><br />
<span style="color: #000000;"><em> estabelecimentos congêneres. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Desse modo, foi observada a parte mais recomendada </em></span><span style="color: #000000;"><em>nos desinfetórios, e que é o evitar-se o absoluto contacto entre as pessoas, os objetos e </em></span><span style="color: #000000;"><em>o material, antes de ser desinfectados com os que já estiveram. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Por esse motivo, todo o </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado esquerdo do edifício foi destinado à parte impura e o lado direito à parte pura. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Pela parte impura entram os doentes, pessoal, objetos pertencentes a casa em que </em></span><span style="color: #000000;"><em>esteve o enfermo e o respectivo material. Ali sofrem rigoroso expurgo, por meio de </em></span><span style="color: #000000;"><em>estufas e câmaras de formol e enxofre. Terminado esse serviço, sem poder haver a </em></span><span style="color: #000000;"><em>menor comunicação entre o pessoal, são transferidos, por pequenas janelas, para o </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado puro, todos os objetos já desinfectados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>O mais curioso em todo esse serviço é que </em></span><span style="color: #000000;"><em>desde a entrada do pessoal e material para a parte impura, são dados sinais elétricos </em></span><span style="color: #000000;"><em>consecutivos na sala da administração até ficar completamente feita a desinfecção. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>A </em></span><span style="color: #000000;"><em>construção de todo o edifício obedeceu a um estilo leve e moderno, tendo a forma </em></span><span style="color: #000000;"><em>retangular, fazendo três corpos, tendo 27 metros e 90 centímetros de comprimento por </em></span><span style="color: #000000;"><em>16 metros e 40 centímetros de largura. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>No centro do edifício existe uma área medindo 6 m</em></span><span style="color: #000000;"><em>etros por 3 metros e 80 centímetros, sendo a superfície geral de 567 metros </em></span><span style="color: #000000;"><em>quadrados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>A entrada principal de ingresso para a sala de espera, tendo esta de um </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado, o gabinete do inspector e do outro lado a sala de administração. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>De um e de outro </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado do edifício ficam situados a portaria, gabinete médico, sala de escritório, sala de </em></span><span style="color: #000000;"><em>depósito de desinfetantes e de limpeza de empregados, sala de espera para as pessoas </em></span><span style="color: #000000;"><em>que desejarem tomar banho de desinfecção, sala para recepções de bagagens, roupas e </em></span><span style="color: #000000;"><em>mais objetos sujeitos à desinfecção, sala para recepção das roupas desinfectadas. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Fora </em></span><span style="color: #000000;"><em>desse edifício, no pátio foi construído um outro menor, medindo seis metros por dez. </em></span><span style="color: #000000;"><em>Tem ele duas portas, uma para o lado impuro por onde entram os carros e outra para o lado puro, por onde saem já desinfectados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Ainda existem, perfeitamente construídos, a </em></span><em>casa do guarda, as cocheiras com uma área de 225 metros para comportar 40 animais </em><em>e finalmente um reservatório para 18.000 litros d’água. </em></p>
<p><em>O edifício principal do </em><em>desinfetório tem os alicerces de concreto, ferro e alvenaria. As paredes externas do </em><em>edifício são de tijolos polidos franceses e as internas são de tijolos furados. </em></p>
<p><em>Os soalhos </em><em>das três salas da frente são de massaranduba e peroba e o revestimento das paredes e </em><em>tetos são de estuque fino. </em></p>
<p><em>As portas externas são de massaranduba e as das salas de </em><em>peroba. </em></p>
<p><em>Em cada lado do edifício foi colocada uma marquise de ferro forjado suspensa </em><em>em consolos de ferro, estando as mesmas cobertas com vidros de cores. </em></p>
<p><em>O desinfetório </em><em>está preparado para funcionar desde já, tendo todo o material necessário inclusive </em><em>estufas Genester-Hereher, câmaras de formol e enxofre, fornos de incineração, </em><em>aparelhos de lavar roupas, gerador a vapor e um belo aparelho centrífugo com um </em><em>movimento de 1.200 rotações por segundo para secar roupas e movido a eletricidade. </em></p>
<p><em>Esse desinfetório servirá para todo o serviço central, enquanto não estiver concluído o </em><em>que vai ser construído na rua do Rezende&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A Notícia</em>, 08 de agosto de 1905</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) Benchimol, 1999, p.250.<br />
(2) Idem, p.271.<br />
(3) Idem, p.258.<br />
(4)Idem, p.272.<br />
(5)Idem, p.292.<br />
(6) Idem, p.293.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>**Grafia atualizada. Fonte: Jornal <em>A Notícia</em>, 08 de agosto de 1905, edição 191. Biblioteca Nacional. Hemeroteca Digital. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/830380/11799<br />
Transcrição disponível em: https://oticsrio.com.br/2023/01/23/do-desinfectorio-de-botafogo-ao-hospital-rocha-maia-118-anos-de-historia/</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Dos micróbios aos mosquitos: febre amarela e revolução pasteuriana no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Editora UFRJ, 1999. E-book.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 – 1955)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Andrea C. T. Wanderley<strong><span style="color: #800000;">**</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45573" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fiocruz.br/noticia/2018/01/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank"><img class="wp-image-45573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/pombal1.jpg" alt="pombal1" width="167" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fiocruz.br/noticia/2018/01/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank">O arquiteto português Luiz Moraes Junior (1868 &#8211; 1955) / Portal da Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Desinfetório de Botafogo foi projetado pelo arquiteto português Luiz de Moraes Junior, que nasceu em 28 de janeiro de 1868, e passou sua infância e a adolescência, na cidade de Faro, cidade onde nasceu e capital do Algarve. Formado pela Universidade de Lisboa, iniciou sua carreira como engenheiro ferroviário. Casou e teve duas filhas. Em 1900, sem sua família, veio para o Brasil como técnico de uma grande firma alemã. No Rio de Janeiro, fiscalizou os imóveis do Mosteiro de São Bento e das Ordens Religiosas e, a convite do padre Ricardo, vigário-geral da Igreja da Penha, deu início às obras de restauração da fachada desta igreja. Em 1901, residia na Rua General Câmara , 64 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/21652" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1902, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/10933" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de julho de 1904, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14239" target="_blank"><em> A Notícia</em>, 5 e 6 de outubro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi durante o trajeto de trem para o trabalho que conheceu Oswaldo Cruz, que fazia o mesmo percurso até Manguinhos. Ficaram amigos e Oswaldo Cruz o convidou para realizar o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos, construído entre 1905 e 1918, e símbolo da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17317" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi durante o trajeto de trem para o trabalho que conheceu Oswaldo Cruz, que fazia o mesmo percurso até Manguinhos. Ficaram amigos e Oswaldo Cruz o convidou para realizar o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos, construído entre 1905 e 1918, e símbolo da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17317" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5579" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5579/Vista%20do%20Edif%c3%adcio-sede%20do%20ent%c3%a3o%20Instituto%20Oswaldo%20Cruz%2c%20antes%20da%20abertura%20da%20Avenida%20Brasil.%20Acervo.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5579" target="_blank">Vista do Castelo da Fiocruz antes da abertura da Avenida Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também executou <em>os projetos de instalações que, atualmente, formam o Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM), composto pelo Pavilhão do Relógio ou da Peste; a Cavalariça; o Quinino ou Pavilhão Figueiredo Vasconcellos; o Pombal ou Biotério para Pequenos Animais; o Hospital Evandro Chagas; e a Casa de Chá.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5578" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5578/FIG.%202.%2002_10_05_067B.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5578" target="_blank">Vista das antigas instalações da Fazenda de Manguinhos. Ao fundo, em construção, o edifício que abrigaria a Cavalariça e o Pavilhão do Relógio ou Pavilhão da Peste, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cfruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5146/IOC_V_II_1068.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5146" target="_blank">J. Pinto. Biotério para pequenos animais. Conhecido com &#8220;Pombal&#8221;, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6215/Imagem%2017%20-%20IOC%28E%29%203-14%20solenidade%20de%20rebatismo%20do%20hospital%20.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank">J. Pinto. Hospital de Manguinhos é rebatizado como Hospital Evandro Chagas após a morte do cientista, em 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9187/IOC_V_III_052%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank">Interior da casa de Chá: Henrique Aragão e Gustav Giemsa; 2º mesa: S. Von Prowazek e Oswaldo Cruz, 1908? . Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou de todas as obras sanitárias realizadas por Oswaldo Cruz em combate à febre amarela e à peste organizadas pela Diretoria Geral de Saúde Pública com o objetivo de higienizar o Rio de Janeiro. Em 1910, foi um dos promotores de uma homenagem a Oswaldo Cruz, <em>o ilustre cientista brasileiro a quem o Rio de Janeiro deve a prodigiosa obra do seu saneamento e o Brasil o brilho de uma representação científica das mais gloriosas no estrangeiro</em>, realizada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/16627" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de agosto e 1º de setembro de 1910, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/2324" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 4 de setembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p>No campo da arquitetura hospitalar, sanitária e médico-experimental, Moraes Junior desenvolveu diversos outros empreendimentos, dentre eles a sede da Policlínica do Rio de Janeiro, na antiga Avenida Central, atual Rio Branco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19405" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>,4 de março de 1909, penúltima coluna)</a>; os Dispensários da Fundação Gaffré Guinle; e a reforma do Hospital do Engenho de Dentro e da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Foi o realizador prático do projeto de Assepsia Integral do médico Mauricio Gudin (1883 &#8211; 1959), construindo na Beneficência Portuguesa e no Hospital-Escola de Niterói os blocos que tornaram realidade o processo concebido por Gudin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/15201" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de novembro de 1923, segunda coluna</a>). Foi também autor do projeto do edifício da Escola Nacional de Medicina, cuja pedra fundamental foi assentada em 22 de maio de 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/28160" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de maio de 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Também atuou em outras áreas da arquitetura, tendo construído a casa da família de Oswaldo Cruz, na Praia de Botafogo, e do túmulo do cientista, no Cemitério São João Batista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/tumulo-de-oswaldo-cruz-no-cemiterio-sao-joao-batista-rio-de-janeiro" target="_blank"><img src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/0/6/1/0613d88bfdffd41a9e7654ea803435f02bb19b13f026b93757975a45db664c55/BR_RJCOC_02-10-20-15-009-004_141.jpg" alt="Open original objeto digital" width="333" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/tumulo-de-oswaldo-cruz-no-cemiterio-sao-joao-batista-rio-de-janeiro" target="_blank">Túmulo de Oswaldo Cruz no Cemitério São João Batista / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Petrópolis, foi o responsável pelo Grande Hotel e pelo prédio do jornal <em>Tribuna de Petrópolis. </em>Na Alemanha, participou do projeto de construção e decoração do Pavilhão do Brasil na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">Exposição Internacinal de Higiene de Dresden, realizada em 1911</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/32555" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de junho de 1917, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10273/IOC_V_II_1390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene e Demografia em Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi amigo dos presidente do Brasil, Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) e Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) e de diversos outros políticos e empresários de destaque no Brasil. Foi nomeado Cônsul Geral do Haiti no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1919, cargo que exerceu durante toda sua vida.  Tornou-se Comendador da Ordem Nacional do Haiti <em>Honneur et Merite, </em>em 1933; e da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do Brasil, em 1937. Foi membro do Instituto de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/49684" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 24 de junho de 1919, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/97393" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1927, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/57158" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de abril de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/35870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de fevereiro de 1937, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0028/10326" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério das Relações Exteriores</em>, 1940</a>).</p>
<p>Desportista, em 1907, foi o tesoureiro da primeira diretoria do Automóvel Club do Brasil, do qual foi um dos fundadores. Durante décadas seguiu fazendo parte da instituição. Em 1928, dirigiu as obras de renovação do interior do prédio, na Rua do Passseio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/27254" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de julho de 1928, terceira coluna</a>). Em 1939, tornou-se seu sócio benemérito (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/59198" target="_blank">ornal do</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/59198" target="_blank"> <em>Commercio</em>, 31 de maio de 1939, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32746" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/371327/31" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio3.jpg" alt="Brasil Sport, 16-28 de fevereiro de 1907" width="572" height="264" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/371327/31" target="_blank"><em>Brasil Sport</em>, 16-28 de fevereiro de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1907 foi juiz de chegada de uma corrida de automóveis realizada na Avenida Beira-Mar, em Botafogo. Em 1908 e 1909, foi um dos promotores de corridas de automóveis partindo de Niterói e percorrendo diversas cidades fluminenses. Foi admitido como membro do Jockey Club, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14426" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de março de 1907, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/4452" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 14 de julho de 1908, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_04/11380" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 25 de setembro de 1908, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_04/13125" target="_blank"> <em>O Fluminense</em>, 2 de junho de 1909,quarta coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, ganhou a Medalha de Ouro na categoria de <em>Arquitetura</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/29606" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1908, terceira coluna</a>). No ano seguinte,conquistou outra Medalha de Ouro, desta vez pelo plano e projeto de um hospital moderno, na Exposição Internacional de Higiene do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/21218" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1909, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1910, integrou o júri, presidido por Marciano Aguiar Moreira, presidente do Jockey Club, que julgou o projeto da nova sede social da instituição, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>. Os outros jurados foram Domingos Cunha, Francisco de Oliveira Passos (1878 &#8211; 1958), engenheiro civil e filho do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), entre 1902 e 1906; e o professor e escultor Rodolpho Bernardelli (1852 &#8211; 1931). Venceu o projeto de Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/3018" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1910, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/18884" target="_blank"><em> Jornal do Commercio</em>, 2 de setembro de 1913, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/15884" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de setembro de 1913, sexta coluna</a>). Ainda em 1910, foi premiado na categoria <em>Escola Profissional</em> em um concruso para prédios escolares promovidos pelo Serviço de Inspeção Sanitária Escolar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/3160" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era zelador da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha no Irajá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19301" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de outubro de 1913, penúltima colun</a>a). Em 1920, participou do Congresso Brasileiro de Proteção à Infância (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/45237" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1919, última coluna</a>). Em 1915, integrava a comissão organizadora de um evento carnavalesco, o <em>Garden Tea Dansant Masque</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/22310" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de fevereiro de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1921, aderiu a uma homenagem ao professor Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), na sede do Club dos Diários, do qual era tesoureiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6900" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1921, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/17064" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de abril de 1924, penúltima coluna</a>). Foi um dos supervisores da construção da  estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928, da qual foi um dos subscritores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12139" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1923, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/814" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, maio de 1926</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38996" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de setembro de 1928, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32753" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/403180/825" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio5.jpg" alt="Automóvel-Club, maio de 1926" width="473" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/403180/825" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, maio de 1926</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32755" style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1581" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio7.jpg" alt="Trecho da estrada Rio-Petrópolis / Automóve-Club, fevereiro de 1927" width="781" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1581" target="_blank">Trecho da estrada Rio-Petrópolis / <em>Automóvel-Club</em>, fevereiro de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1923, recebeu um título honorífico do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank">Real Gabinete Português de Leitura</a>, do qual era sócio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/2324" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 15 de maio de 1923, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 1925, sofreu um acidente de carro, na Avenida Beira-Mar, perto da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Rua do Russel</a>. Ele residia na rua Assunção, nº 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/22446" target="_blank"><em>Correio a Manhã</em>, 24 de setembro de 1925, terceira coluna</a>). Fez parte da comissão da 1ª Exposição de Automobilismo, Autopropulsão e Estradas de Rodagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/22288" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de agosto de 1925, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/23076" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/330" target="_blank"><em>Automovel-Club</em>, setembro 1925</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32752" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/202" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32752" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio4.jpg" alt="Automóvel Clube do Brasil, julho de 1925" width="651" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/202" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, julho de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, a convite da Sociedade Interamericana de Mulheres, as cientistas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">Marie Curie (1867 &#8211; 1934)</a> e Irène Joliot-Curie (1897 – 1956), mãe e filha, em visita ao Brasil, foram a Petrópolis acompanhadas por Bertha Lutz, pela embaixatriz da França e pela sra. Paul Hazard, e por Luiz Moraes Junior e Armando Godoy, ambos da diretoria do Automóvel Clube do Brasil, que forneceu os carros usados no trajeto. Foram recebidas pelo prefeito da cidade, Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 – 1938), e o senador Joaquim Moreira (1853 – 1929) ofereceu um almoço ao grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26302" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1929, participou, como Cônsul do Haiti, do 2º Congresso Pan-americano de Estradas de Rodagem, quando proferiu um discurso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/2240" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, agosto/setembro de 1929</a>).</p>
<p>Integrou a primeira diretoria, como suplente, de uma a associação de turismo, a Rio Turing S.A (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3129" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de dezembro de 1933, terceira quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou, em 1934, de uma inspeção nas obras realizadas no Circuito da Gávea de automobilismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32100" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de setembro 1934, quarta coluna</a>). Integrava a comissão técnica das corridas internacionais de automóveis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24194" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32756" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/28054" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32756" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/circuito.jpg" alt="Correio da Manhã, 2 de junho de 1935" width="493" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/28054" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de junho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a gestão do prefeito Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942), construiu vários hospitais no Rio de Janeiro. Houve uma polêmica em torno de sua indicação sem a realização de uma concorrência pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23659" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de agosto de 1934;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi membro da Sociedade Filatélica Brasileira e possuía uma das coleções de selos mais valiosas do Brasil. Participou, em 1934, da Exposição Filatélica Nacional, realizada no Palácio das Festas, na Feira Internacional de Amostras. Em 1938, foi um dos patronos da Exposição Filatélica Internacional, na Escola de Belas Artes. Possuia um <em>par de selos olho de boi dos valores de 30 e 90, unidos</em> &#8211; uma raridade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/11582" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 20 de maio de 1925, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/11782" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 1º de julho de 1925, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32230" target="_blank"><em> Jornal do Commercio,</em> 26 de setembro de 1934, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/189" target="_blank"><em>O Carioca</em>, 9 de novembro de 1935, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/54702" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de junho de 1938, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/58452" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1938, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/21169" target="_blank"> <em>O Cruzeiro</em>, 19 de novembro de 1938</a>).</p>
<p>Uma apólice mineira sorteada com mil contos foi vendida pelo corretor a Luiz Moraes Junior e ao deputado Augusto Cursino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/20396" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 4 de janeiro de 1935</a>).</p>
<p>Em 1942, participou da X Conferência Sanitária Panamericana, no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/12543" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de setembro de 1942</a>).</p>
<p>Em 1953, era o tesoureiro do Petrópolis Country Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21984" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/27888" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de março de 1953, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/36290" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de setembro de 1953, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/36617" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de julho de 1955</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/55321" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de setembro de 1957</a>).</p>
<p>Faleceu em 15 de julho de 1<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">95</a>5, na Beneficência Portuguesa, de onde era sócio graduado, no Rio de Janeiro. Era casado, em segunda núpcias com Gelmina Fazzioni de Moraes. O casal não teve filhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/52886" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 16 de julho de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32738" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/50652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32738" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio1.jpg" alt="Correio da Manhã, 19 de julho de 1955" width="307" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/50652" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32754" style="width: 292px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1491" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32754" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio6.jpg" alt="Automóve-Club, Janeiro de 1926. Luiz Moraes Junior está em pé, à direita." width="282" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1491" target="_blank"><em>Automóvel-Club, janeiro de 1927</em>. Luiz Moraes Junior está em pé, à direita.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras de suas realizações foram o Palacete Seabra, no Flamengo e o Rio Hotel, na Praça Tiradentes, além do Grande Hotel e da sua residência localizada em Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>***Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Em 29 de outubro de 2023, o título deste artigo foi alterado para <em>Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://busca.oswaldocruz.fiocruz.br:3000/?f%5Bautor_str%5D%5B%5D=Luiz+Moraes+J%C3%BAnior" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank">Portal da Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22130" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro”<em> I &#8211; </em>Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, de autoria de Cristiane d´Avila &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, publicado em 14 de janeiro de 2021.</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 13 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido<em>&#8220;</em> XXVII e &#8220;Os arquitetos do Rio&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)<em>,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D33447&amp;source=gmail&amp;ust=1715705764308000&amp;usg=AOvVaw0-kM2YuBDeK52FhXc2iI37">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=32714</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma homenagem aos médicos</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30157</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30157#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 20:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Belisário Penna]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Médico]]></category>
		<category><![CDATA[Evandro Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[João Pedro de Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[João Pedroso Barreto de Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[São Lucas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30157</guid>
		<description><![CDATA[Hoje é Dia do Médico e a Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem a esses imprescindíveis profissionais, destacando artigos já publicados no portal relativos à medicina e a importantíssimos médicos brasileiros como Arthur Neiva (1880 - 1943), Belisário Penna (1868 - 1939), Carlos Chagas (1879 - 1934), Evandro Chagas (1905 - 1940), João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936), João Pedro de Albuquerque (1874 – 1934) e Oswaldo Cruz (1872 - 1917). A maioria dos artigos foi escrito por pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal. A data escolhida para celebrar o Dia do Médico é referente a São Lucas, padroeiro da medicina. Viva os médicos e as médicas! Viva a ciência!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é Dia do Médico e a Brasiliana Fotográfica presta uma homenagem a esses imprescindíveis profissionais, destacando artigos já publicados no portal relativos à medicina  &#8211; como vacinação, criação de instituições, realização de expedições, de congressos &#8211; e a importantíssimos médicos brasileiros como Arthur Neiva (1880 &#8211; 1943), Belisário Penna (1868 &#8211; 1939), Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940), João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936), João Pedro de Albuquerque (1874 – 1934) e Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917). A maioria dos artigos foi escrito por pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal. A data escolhida para celebrar o Dia do Médico é referente a São Lucas, padroeiro da medicina. Viva os médicos e as médicas! Viva a ciência!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5387/OC_Petropolis_IOC%28OC%29%203-22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="559" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5387" target="_blank">Oswaldo Cruz em Petrópolis, 191?. RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Artigos publicados na Brasiliana Fotográfica relativos à medicina </strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=10762" target="_blank">O cientista Oswaldo Cruz (1872 – 1917), prefeito de Petrópolis – 18/12/2017 &#8211; Cristiane d’Avila com a colaboração de Ana Luce Girão,  Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank">Manguinhos e a cidade do Rio de Janeiro – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank">19/01/2018 -</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8703" target="_blank"> Equipe da Fiocruz – Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank">28/02/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11321" target="_blank"> Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank">Febre amarela: imagens da produção da vacina no início do século XX – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank">23/03/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11509" target="_blank"> Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: os pedreiros do castelo da avenida Brasil – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank">12/04/2018</a> -<a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11558" target="_blank"> Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank">Os 100 anos do Castelo da Fiocruz: criador e criatura – </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank">15 /05/ 2018 -</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=11758" target="_blank"> Renato da Gama-Rosa Costa, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=12743" target="_blank">Vacinação no Brasil, uma história centenária – 17/08/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">O sanitarista Belisário Penna (1868-1939), um dos protagonistas da história da saúde pública no Brasil, 28/09/2018 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13276" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica – 26/10/2018 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13402" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família,  – 27/11/2018 – Aline Lopes de Lacerda, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/Instituto%20Nacional%20de%20Infectologia%20Evandro%20Chagas:%20centen%C3%A1rio%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20pesquisa%20cl%C3%ADnica%20em%20Manguinhos" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho – 21/12/2018 – Dilene Raimundo do Nascimento, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13446" target="_blank">João Pedro ou João Pedroso? – 11/01/2019 – Ricardo Augusto dos Santos e Francisco dos Santos Lourenço, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=13880" target="_blank">As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913 – 14/03/2019 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">A descoberta da doença de Chagas – 14/06/2019 – Simone Petraglia Kropf, Casa de Oswaldo Cruz , Fiocruz, em parceria com Andrea C. T. Wanderley</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">E o ex e futuro presidente do Brasil morreu de gripe…a Gripe Espanhola de 1918 &#8211; 23/03/2020 &#8211; Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904 &#8211; 05/04/2020 &#8211; Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18805" target="_blank"><span style="color: #800000;">A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência &#8211; 13/04/2020 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=19524" target="_blank">Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil em entre 1911 e 1913 – 25/05/2020 –  Cristiane d’Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20537" target="_blank"><span style="color: #800000;">Curso de Aplicação no Instituto Oswaldo Cruz, 08/10/2020 – Ricardo Augusto dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</span></a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=22130" target="_blank">Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, 14/01/2021 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23540" target="_blank">À mesa, os pioneiros da ciência brasileira, 07/06/2021 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank">Os “Instântaneos Cruéis” de Monteiro Lobato, 26/11/2021 – Ricardo Augustos dos Santos, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911, 05/01/2022 – Cristiane d´Avila, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz</a>.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26827" target="_blank">Fotografias da Gripe Espanhola do fundo Moncorvo Filho, da Casa de Oswaldo Cruz, 11/03/2022 &#8211; Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço,  Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5094/IOC_V_ii_0227.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank">José Teixeira. Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Nordeste e Centro Oeste : acampamento dos membros da expedição, entre eles Belisário Penna e Arthur Neiva (2° e 3° à esquerda), 1912. Piauí / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=30157</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; IX &#8211; A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 15:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Ferry de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinematógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinematógrafo brasileiro em Dresden]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Thielen]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Internacional de Higiene de Dresden]]></category>
		<category><![CDATA[febre amarela]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Butantã]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Vacinogênico de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Benchimol]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz de Moraes Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Moraes Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Série "Exposições"]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300</guid>
		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme "Cinematógrafo brasileiro em Dresden", cujo link está no final do artigo!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica inaugura 2022 com um artigo sobre a participação do Brasil na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, no qual foi o único país das Américas a ter um pavilhão. O Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo participaram do evento. O pavilhão brasileiro foi projetado por Luiz Moraes Junior (1872 &#8211; 1955), responsável pela construção do castelo de Manguinhos, prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco. Cristiane d´Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, nos conta um pouco desta história. Não deixem de ver o filme <em>Cinematógrafo brasileiro em Dresden<a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">,</a> </em>cujo link está no final do artigo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10273/IOC_V_II_1390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank">Pavilhão Brasileiro da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sala repleta, público de pé, palmas ao final da sessão. Na tela do cinematógrafo, imagens das ações de combate à fe<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">bre amarela </a>no Rio de Janeiro e do médico <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas em Lassance</a>, Minas Gerais, onde pesquisava a doença que levaria seu nome. Era o ano de 1911, e um longínquo país chamado Brasil, como também os achados de seus cientistas, causavam espanto e admiração em mulheres, homens e crianças que visitavam a Exposição Internacional de Higiene de Dresden, Alemanha. Organizado para celebrar o progresso e a modernidade ocidental, o evento temático representava a oportunidade de os participantes exibirem produtos, pesquisas e inovações para um público diverso e ampliado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10261/IOC_V_II_1408.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10261" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911 &#8211; Sala dedicada à Doença de Chagas. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos salões e espaços de convivência distribuídos pelos 320 mil metros quadrados de área, mais de cinco milhões de visitantes conheceram, ao longo dos seis meses de duração do megaevento, o que de mais avançado havia sobre higiene e cuidados com o corpo, obras sanitárias, ciência e saúde pública. Nos pavilhões eram exibidos, entre inúmeros artefatos, microscópios, modelos em gesso e cera de partes do corpo humano, fotografias e também filmes relacionados às descobertas da medicina e da microbiologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank">Acessando o link para as imagens relativas à Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911, disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Exposi%C3%A7%C3%A3o+Internacional+de+Higiene+e+Demografia+em+Dresden%22" target="_blank"> </a></p>
<p>Em artigo sobre essa exposição, a pesquisadora Alice Ferry de Moraes detalhou a composição dos pavilhões do evento internacional: doenças infecciosas, saúde da mulher, nutrição, cidades e habitações, esportes. No amplo terreno ocupado – onde havia praça e jardim, pavilhão de música e restaurante, pista de dança, cervejaria e casa de chá – circulavam não apenas cientistas, mas um público curioso e atento às descobertas da época. Além da Alemanha, anfitriã, havia pavilhões de mais 12 países: Áustria, China, Espanha, França, Holanda (Amsterdã), Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Rússia, Suíça e Brasil, única nação das Américas presente à mostra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank"><img src="https://www.meisterdrucke.pt/kunstwerke/1200w/Franz_von_Stuck_-_Advertisement_for_the_First_International_Hygiene_Exhibition_in_Dresden_printed_-_%28MeisterDrucke-196693%29.jpg" alt="Propaganda da &quot;Primeira Exposição Internacional de Higiene&quot; em Dresden, impressa por Leutert und Schneidewind, Dresden 1911 de Franz von Stuck" width="524" height="782" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.meisterdrucke.pt/impressoes-artisticas-sofisticadas/Franz-von-Stuck/196693/Propaganda-da-%22Primeira-Exposi%C3%A7%C3%A3o-Internacional-de-Higiene%22-em-Dresden,-impressa-por-Leutert-und-Schneidewind,-Dresden-1911.html" target="_blank">Símbolo da Exposição Internacional de Higiene de Dresden , de autoria de Franz von Stuck (1863 &#8211; 1928), da Academia de Belas-Artes de Munique. Ele foi professor de Paul Klee e de Wassily Kandinsky</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos destaques, o pavilhão do Brasil foi projetado por Luiz Moraes Junior, responsável pela construção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">castelo de Manguinhos (prédio principal da Fiocruz, em estilo mourisco</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5493/Luis%20Moraes%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="373" height="428" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5493" target="_blank">Huberti. Luiz Moraes Jr., engenheiro responsável pelo projeto do Núcleo Arquitetônico de Manguinhos, incluindo o Pavilhão Mourisco, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Dentro do pavilhão havia uma casa que representava o sistema de isolamento criado para evitar a contaminação das pessoas saudáveis por pacientes vítimas da febre amarela. Também estavam expostos uniformes dos “mata-mosquitos” e material de desinfecção das ruas e casas. O pavilhão contava ainda com a exibição de soros e vacinas, uma coleção de mosquitos e outros insetos brasileiros</em>”, detalha a pesquisadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10270/IOC_V_II_1387.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="585" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10270" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Ferry, havia imensa expectativa sobre o que o Brasil exibiria em Dresden, pois já se sabia das descobertas de Chagas em Lassance. O sucesso de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz</a> e do Instituto de Manguinhos no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim e na Exposição de Higiene contígua ao evento, realizados em 1907, concorriam para uma nova consagração.</p>
<p>De acordo com o historiador Jaime Benchimol, no evento berlinense o Brasil ocupou três salas: uma exibia a profilaxia da febre amarela no Rio de Janeiro; outra, as estatísticas demográficas da cidade; a terceira, projetos e fotografias dos prédios do Instituto e produtos biológicos fabricados em Manguinhos. A exibição dos materiais das doenças tropicais, segundo ele, causou sensação em Berlim: peças anatomopatológicas das lesões provocadas pela febre amarela e peste bubônica e a coleção de insetos brasileiros. Ao final, o reconhecimento: o país foi laureado com medalha de ouro, entregue a Oswaldo Cruz pela imperatriz da Alemanha. No ano seguinte, 1908, o instituto foi rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz (IOC).</p>
<p>Não à toa, o sucesso da campanha em Berlim elevou a expectativa sobre a presença do Brasil em Dresden: de três salas, o país ganhou um pavilhão inteiro para exibir seus avanços científicos e sanitários. Agraciado com o prêmio máximo na capital alemã, o Instituto, principalmente pelas descobertas de Chagas e a campanha de combate à febre amarela no Rio, tornou o país reconhecido por suas pesquisas na medicina tropical e microbiologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10262/IOC_V_II_2072.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10262" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Uniformes dos guardas no combate à febre amarela e estatísticas da doença apresentadas em quadros e por objetos. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10264/IOC_V_II_2074.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="592" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10264" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Casa dentro do pavilhão brasileiro mostrando as formas de isolar os doentes de febre amarela. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além do IOC, o Instituto Butantã e o Instituto Vacinogênico de São Paulo também se fizeram presentes na Exposição de Dresden: o primeiro, com exibição de ofídios, fotografias e filme sobre a produção da vacina contra mordida de cobra; o segundo, com fotos e filme sobre pesquisas experimentais e fabricação da vacina contra tuberculose bovina. No cinematógrafo brasileiro de Dresden foram exibidos quatro filmes: dois do IOC (Chagas em Lassance e o combate à febre amarela no Rio de Janeiro); um do Instituto Butantã e um do Instituto Vacinogênico de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10260/IOC_V_II_1407.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10260" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O cinematógrafo brasileiro lotava todos os dias, mantendo uma parte do público em pé e terminando suas sessões s<em>ob aplausos”, </em>destaca Ferry no artigo, lembrando que os dois filmes paulistas se perderam. Utilizando a ferramenta<em> zoom</em>, pode-se ver, na fotografia abaixo, a entrada do cinematógrafo e outros detalhes da imagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10263/IOC_V_II_2073.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10263" target="_blank">Pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Na mesa, uma maquete da região do Instituto Oswaldo Cruz e do Castelo de Manguinhos. A porta no centro da imagem é do cinematógrafo. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Felizmente, os filmes sobre a campanha de febre amarela e Chagas em Lassance foram recuperados e podem ser vistos no documentário <em><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden">Cinematógrafo brasileiro em Dresden</a></em>, roteirizado e dirigido pelos pesquisadores da Fiocruz Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26312" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank"><img class="wp-image-26312 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/capa14valendo.jpg" alt="capa14valendo" width="693" height="418" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/index.php/videos/cinematografo-brasileiro-em-dresden" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">&#8220;<em>O comparecimento do Brasil à nossa Exposição tem uma importância capital. Aqui estão as principais nações do mundo. Grande é a nossa satisfação e o nosso reconhecimento ao governo brasileiro por ter sido o único país das Américas a participar e construir pavilhão especial&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Karl Lingner (1861 &#8211; 1916), presidente da Exposição Internacional de Higiene de Dresden</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26316" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank"><img class="size-full wp-image-26316" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/lingner.jpg" alt="Karl Lingner (18 - 19)" width="507" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.dnn.de/Thema/Specials/DNN-Aktionen/Die-100-Dresdner-des-20.-Jahrhunderts/Karl-August-Lingner-Hygiene-Genie-mit-Faible-fuer-Kunst-und-Dresden" target="_blank">Karl Lingner (1861- 1916)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALMEIDA, Marta de. <em>Entre balões, carrosséis e ciências: a exposição internacional de higiene na capital federa</em>l. ‘Usos do Passado’ — <em>XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ</em>, 2006.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida</em>: <em>a ciência na Belle Époque</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2020.</p>
<p>MONTEIRO, José Carlos. <em>Imagens de paradoxos</em>. <em>RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde</em>. Rio de Janeiro, v.6, n.4 – Suplemento, Fev., 2013.</p>
<p>MORAES, Alice Ferry de. <em>O Cinematógrafo e os Filmes Brasileiros na Exposição Internacional de Higiene De Dresden, em 191</em>1. <em>Revista Livre de Cinema</em>, v.2, n. 2, mai/ago, 2015.</p>
<p>SANJAD, Nelson. <em>Exposições internacionais: uma abordagem historiográfica a partir da América Latina</em>. <em>História, Ciências, Saúde-Manguinhos</em>, vol. 24, núm. 3, pp. 785-826, 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/aa/Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg/800px-Dresden%2C_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911%3B_Kunstkarte_%28Zeno_Ansichtskarten%29.jpg" alt="File:Dresden, Sachsen - Internationale Hygiene-Ausstellung 1911; Kunstkarte (Zeno Ansichtskarten).jpg" width="682" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dresden,_Sachsen_-_Internationale_Hygiene-Ausstellung_1911;_Kunstkarte_(Zeno_Ansichtskarten).jpg" target="_blank">Cartão postal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. hartung &amp; Ruttinger (autores)  / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26322" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26322" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoprincipal.jpg" alt="Reprodução de cartão postal da entrada principal d Exposição de Dresden / Wikipedia" width="692" height="426" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_main_entrance.jpg" target="_blank">Reprodução de cartão postal da entrada principal da Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26323" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26323" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãochinês.jpg" alt="Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_chinese_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão chinês na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26324" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26324" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãorusso.jpg" alt="Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene e Demografia de Dresden, em 1911 / Wikipedia" width="692" height="447" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_russian_pavilion.jpg" target="_blank">Pavilhão russo na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911 / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26325" style="width: 703px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26325" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoesportivo.jpg" alt="Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911" width="693" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_sports_ground.jpg" target="_blank">Campo esportivo com escultura de lançamento de bola de Richard Daniel Fabricius na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representante dos cartões postais: Hartung &amp; Ruttinger / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26326" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26326" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãodeesporteseroupas.jpg" alt="Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia" width="692" height="439" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hall_of_sport_and_clothes.jpg" target="_blank">Salão de Esportes e roupas na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, em 1911. Representantes dos cartões postais: Hartung &amp; Rüttinger / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26327" style="width: 702px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-26327" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/11/pavilhãoaleia.jpg" alt="Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia" width="692" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Iluminação da Herkules-Allee no Grande Jardim na</a><br /><a href="https://de.wikipedia.org/wiki/Internationale_Hygiene-Ausstellung_Dresden_1911#/media/Datei:Hygiene_exhibition_1911,_hercules_avenue.jpg" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene Dresden, em 1911. Representantes do cartão postal: Hartung &amp; Rüttingeer / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=26300</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Visitantes Ilustres em Manguinhos</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23910</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23910#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 15:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Adhemar Pereira de Barros]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Alcides Godoy]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Neiva]]></category>
		<category><![CDATA[Astrogildo Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos de Lima Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo da Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo Mourisco]]></category>
		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Getulio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Capanema]]></category>
		<category><![CDATA[informação errada]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Juarez Távora]]></category>
		<category><![CDATA[Leocádio Chaves]]></category>
		<category><![CDATA[León Bernard]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Ernesto Baptista]]></category>
		<category><![CDATA[Rainha Elizabeth da Bélgica]]></category>
		<category><![CDATA[Souza Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[visita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23910</guid>
		<description><![CDATA[A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 - 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 - 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 - 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo J. Pinto (1884 - 1951).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de uma informação errada sobre uma imagem da visita do célebre cientista alemão Albert Einstein (1879 &#8211; 1955), publicada no Facebook durante a pandemia da Covid, o pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu um artigo com os dados corretos do acontecimento e também sobre outras visitas ilustres ao Castelo Mourisco, dentre elas o presidente Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954) e o governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901 &#8211; 1969). O registro de Einstein no Instituto Oswaldo Cruz, em 8 de maio de 1925, foi produzido pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Visitantes Ilustres em Manguinhos</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em>  Ricardo Augusto dos Santos*  </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5126/IOC_V_II_3867.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=einstein" target="_blank">J.Pinto. Visita de Albert Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz, 8 de maio de 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em plena pandemia de COVID uma fotografia de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/post.php?post=14794&amp;action=edit" target="_blank">Albert Einstein (1879 &#8211; 1955)</a> circulou nas redes sociais (originalmente num <em>post</em> no Facebook) com informações erradas. O texto estava repleto de equívocos, com a legenda mencionando uma visita do cientista ao Instituto Butantã, em São Paulo. Além disso, a postagem comentava a presença de Oswaldo Cruz entre os homens. Seria cômico, se não fosse trágico. A primeira falha cometida é a ausência de informação sobre a origem do documento fotográfico pertencente ao acervo da Casa de Oswaldo Cruz, a COC, que é a unidade da Fundação Oswaldo Cruz responsável pela memória e história da instituição e de temas ligados ao campo da medicina e da saúde pública.</p>
<p>Vamos aos fatos. Em 1925, Einstein conheceu o Brasil, o Uruguai e a Argentina. Na foto aparece o cientista em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Em nosso país, entre compromissos profissionais e passeios, ficaram registradas visitas ao Observatório Nacional, Escola Politécnica, Museu Nacional, Instituto Oswaldo Cruz, Jardim Botânico e ao Clube de Engenharia. Não há dados sobre uma ida ao Butantã. No momento eternizado, na ampla varanda do belo prédio, o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Pavilhão Mourisco</a>, famoso Castelo da Avenida Brasil, estão fazendo companhia ao autor da Teoria Geral da Relatividade, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15090" target="_blank">Carlos Chagas</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10646" target="_blank">Alcides Godo</a>y, Astrogildo Machado, Leocádio Chaves e demais pesquisadores. O principal equívoco que o autor do <em>post</em> no Facebook cometeu é que Oswaldo Cruz não poderia estar nessa foto, pois ele falecera em 1917. Oito anos, portanto, antes da visita de Einstein a Manguinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9322/IOC_V_II_1006.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9322" target="_blank">Getulio Vargas visitando Manguinhos, 1935. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de seus 121 anos de história, a instituição de vanguarda na saúde pública e na ciência recebeu inúmeros visitantes. Personagens da história republicana, políticos, cientistas e intelectuais andaram pelos corredores, varandas, laboratórios e conheceram a ampla biblioteca. O acervo da Casa de Oswaldo Cruz guarda as imagens dessas visitas. Na foto acima, aparece Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954); no grupo estão o ministro Gustavo Capanema (1900 &#8211; 1985), titular da pasta da Educação e Saúde Pública, e os cientistas Souza Araújo e Artur Neiva. Inúmeros cientistas nacionais e estrangeiros frequentaram Manguinhos, estudando, trabalhando ou visitando. Em outra fotografia, foi documentada a visita do médico francês León Bernard (1872 &#8211; 1934), especialista em tuberculose, membro do Comitê de Higiene da Liga das Nações e diretor dos <em>Annales de Médecine</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9317/IOC_V_II_0719.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9317" target="_blank">J.Pinto. Visita de León Bernard ao Instituto Oswaldo Cruz, 1925. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.  Da esquerda para a direita, (2º, León Bernard), professor de Higiene em Paris. Entre Leocádio Chaves(1º) e Souza Araújo(3º). </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Curiosamente, dentre as visitas registradas, encontramos duas fotos comprovando a presença inusitada do governador de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros (1901 &#8211; 1969), que ficou famoso pelo modo condenável de administrar a coisa pública. Suspeito de angariar recursos financeiros em benefício próprio, Adhemar de Barros foi retratado junto aos pesquisadores do IOC. O que estaria fazendo Adhemar no Instituto? Adhemar era médico. E estudou no Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz entre 1919 e 1920. Contudo, na imagem feita nos anos 1940, Adhemar de Barros havia abandonado a medicina e ingressado na vida política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9319/IOC_V_II_1017.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9319" target="_blank">Adhemar de Barros em visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 1940 / Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rei Alberto da Bélgica (1875 &#8211; 1934)</a>, em 25 de setembro de 1920, durante sua viagem ao Brasil, visitou Manguinhos, na companhia do presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942). Foram recebidos pelo cientista Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), diretor da instituição<i> </i>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3237"><em>O Paiz</em>, 26 de setembro de 1920</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/24300" target="_blank"><em>Careta </em>de 2 de outubro<i> </i>de 1920</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24381" style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank"><img class=" wp-image-24381" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/manguinhos.jpg" alt="O rei da Bélgia, Alberto I, tenso a sua esquerda o presideente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / Careta, de 1920" width="706" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/24300" target="_blank">O rei da Bélgica, Alberto I, tendo a sua esquerda o presidente Epitácio Pessoa e, a sua direita, o cientista Carlos Chagas / <em>Careta</em>, 2 de outubro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dias depois, em 27 de setembro de 1920, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5950" target="_blank">rainha Elizabeth da Bélgica (1876 – 1965</a>) também visitou o instituto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/3263"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a>). Foi recepcionada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> e por seus assistente. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</a> registrou o evento quando, segundo o jornal <em>A Noite</em>:</p>
<p>&#8220;<em>A rainha trocou idéias com o Dr. Carlos Chagas sobre a profilaxia da doença do ‘barbeiro’, e ficou bastante impressionada com as notícias das doenças rurais do país, procurando informar-se da organização sanitária que visa à respectiva profilaxia. O diretor expôs-lhe em traços gerais o novo regulamento destinado ao combate das moléstias que dizimam a população dos nossos campos e, ao retirar-se a rainha, a quem fora oferecido um delicado ‘lunch’, S.S. fez-lhe oferta de um lindo ramalhete de cravos, presos por fitas com as cores brasileiras e belgas</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_02/1487" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de setembro de 1920</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6551/FFC%28F%2910-12.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="572" height="555" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6551" target="_blank">J. Pinto. Carlos Chagas recepciona a rainha Elizabeth da Bélgica em sua visita ao Instituto Oswaldo Cruz, 27 de setembro de 1920. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24172" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24172" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/elizabeth1.jpg" alt="O Paiz, de 1920" width="327" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/3263" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de setembro de 1920</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, destaca-se a homenagem prestada por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934)</a> ao ministro da Agricultura, Juarez Távora (1898 &#8211; 1975); ao interventor de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti (1892 &#8211; 1967); ao interventor do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942); e a Washington Pires (1892 &#8211; 1970), ministro da Educação, em 26 de julho de 1933.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24171" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank"><img class="wp-image-24171" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/juarez-1024x743.jpg" alt="juarez" width="768" height="557" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9328" target="_blank">Pesquisadores e políticos em visita ao Instituto Oswaldo Cruz. Entre eles, o ministro Juarez Távora e o prefeito Pedro Ernesto, 1933. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz. Pedro Ernesto é o quarto, na primeira fila, da esquerda para a direita;  Juarez Távora está à direita de Carlos Chagas (de jaleco branco no centro da primeira fila); Washington Pires, ministro da Educação, está entre Pedro Ernesto e Carlos Chagas; e Carlos de Lima Cavalcanti, à direita de Távora.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24240" style="width: 165px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24240" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/adolfo1.jpg" alt="Jornal do Brasil, 27 de julho de 1933" width="155" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_05/34964" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 27 de julho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pesquisa complementar: Andrea C. T. Wanderley &#8211; Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=23910</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>À mesa, os pioneiros da ciência brasileira</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23540</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=23540#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 14:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Casa de chá]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Internacional de Higiene e Demografia]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[Gustav Giemsa]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Aragão]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Oswaldo Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Stanislas Von Prowazek]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=23540</guid>
		<description><![CDATA[A fotografia destacada pela jornalista Cristiane d´Avila, da Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal, representa bem mais do que o registro de um momento de descontração de pesquisadores, na Casa de Chá, em Manguinhos, em torno de 1908. Ali estava parte do grupo que alçaria o Instituto Oswaldo Cruz a ícone da medicina experimental no Brasil. A participação no Congresso Internacional de Higiene e Demografia realizado em Berlim, em 1907, onde o país foi laureado com medalha de ouro, deu condições para que uma instituição científica de estado, dedicada à pesquisa e ao ensino, se perpetuasse e fizesse de um sonho a concretização de seu projeto original, pautado até o presente na valorização da vida.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A fotografia destacada pela jornalista Cristiane d´Avila, da Fiocruz, uma das instituições parceiras do portal, representa bem mais do que o registro de um momento de descontração de pesquisadores, na Casa de Chá, em Manguinhos, em torno de 1908. Ali estava parte do grupo que alçaria o Instituto Oswaldo Cruz a ícone da medicina experimental no Brasil. A participação no Congresso Internacional de Higiene e Demografia realizado em Berlim, em 1907, onde o país foi laureado com medalha de ouro, deu condições para que uma instituição científica de estado, dedicada à pesquisa e ao ensino, se perpetuasse e fizesse de um sonho a concretização de seu projeto original, pautado até o presente na valorização da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>À mesa, os pioneiros da ciência brasileira</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9187/IOC_V_III_052%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank">Interior da casa de Chá: Henrique Aragão e Gustav Giemsa; 2º mesa: S. Von Prowazek e Oswaldo Cruz, 1908?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pausa para a foto e o café. Pequenas mesas dispostas em semicírculo rondam a figueira, fincada na área central do caramanchão. À mesa, talvez o mesmo cardápio das refeições de alguns anos antes, quando o almoço era servido em um barracão: “galinha ensopada com batatas, arroz, pão”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>. No primeiro plano, o químico alemão <a href="http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=191&amp;sid=58">Gustav Giemsa (1867 &#8211; 1948)</a> e o médico <a href="http://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/henrique-aragao">Henrique Aragão (1879 &#8211; 1956)</a> posam ao lado do garçom, anônimo, de pé; no segundo, o protozoologista e também alemão <a href="http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=210&amp;sid=77" target="_blank">Stanislas Von Prowazek (1875 &#8211; 1915)</a> conversa com<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank"> Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)</a>, a câmera como testemunha do suposto diálogo entre ambos.</p>
<p>A fotografia do almoço na bucólica <a href="http://www.coc.fiocruz.br/index.php/pt/todas-as-noticias/1823-integralmente-restaurada-casa-de-cha-da-fiocruz-completa-115-anos.html#.YEdbZFVKjcf">casa de chá</a> (inaugurada em 1905 e, desde então, instalada no campus da Fiocruz em Manguinhos) data de 1908. Naquele ano, os dois professores da Escola de Medicina Tropical de Hamburgo receberam autorização do governo alemão para uma visita técnica ao Instituto Oswaldo Cruz, por seis meses. Realizada às expensas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), incluía bolsa de dois mil marcos por mês, para cada um, e passagens. Objetivos: ministrar cursos sobre suas especialidades aos profissionais do IOC e publicar em primeira mão, na recém-lançada revista científica <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, os resultados das pesquisas realizadas durante o intercâmbio no instituto.</p>
<p>A visita dos cientistas alemães foi impulsionada pela participação do Instituto de Patologia Experimental (denominação anterior do IOC)<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> no Congresso Internacional de Higiene e Demografia realizado em Berlim, em 1907. Único representante da América do Sul no evento, o Brasil ocupou três salas de exposições: uma dedicada à profilaxia da febre amarela, fruto da bem-sucedida campanha de Oswaldo Cruz no combate à doença no Rio, em 1904; outra, a estatísticas demográfico-sanitárias da cidade, então capital do país; e a terceira a projetos, fotografias dos prédios projetados para o campus de Manguinhos e produtos biológicos fabricados no instituto.</p>
<p>Os estrangeiros ficaram impressionados com a coleção de insetos e os materiais representativos das doenças tropicais exibidas pelos cientistas brasileiros, principalmente as peças ilustrando as lesões provocadas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank">febre amarela e a peste bubônica</a>. “A participação do país no congresso internacional se dava, sobretudo, aos vínculos que Oswaldo Cruz criara com os mais importantes institutos europeus de medicina experimental. Tais relações tornaram Manguinhos mais conhecido na Europa que no Brasil”, explica o historiador Jaime Benchimol no livro <em>Manguinhos do sonho à vida</em>.</p>
<p>Até então, segundo Benchimol, o IOC contava com parcos recursos e com quadro de pessoal que se resumia ao diretor, Oswaldo Cruz, a dois bacteriologistas e a dois estudantes, além de pesquisadores voluntários. Com o sucesso da campanha de Berlim, o IOC recebeu novo regulamento e arcabouço institucional, ganhando maior autonomia orçamentária e administrativa.</p>
<p>Foi justamente esse profícuo intercâmbio que levou, em 1908, os professores de Hamburgo a Manguinhos. “Os trunfos colhidos em Berlim e a nova realidade institucional de Manguinhos permitiram a Oswaldo Cruz incorporar novos pesquisadores e deslanchar uma política de intercâmbio com os institutos estrangeiros, visando ao aperfeiçoamento de seu quadro de cientistas e ao amadurecimento de suas linhas de pesquisa”, continua Benchimol na detalhada obra sobre a história da Fiocruz e mesmo da própria ciência no país.</p>
<p>O intercâmbio com centros de pesquisa internacionais como Instituto Pasteur, Museu Britânico, Instituto de Higiene de Heidelberg e de Moléstias Infecciosas de Berlim, escolas de Medicina Tropical de Hamburgo, Londres e Liverpool, etc., foi fundamental nesse processo de enfrentamento de resistências ao investimento em ciência e à autonomia do IOC. Igual relevância teve o papel dos pesquisadores e de suas inúmeras investigações, que levaram ao desenvolvimento de produtos biológicos de uso veterinário e humano. “A pauta industrial de Manguinhos evoluiu de 11 produtos em 1907 para 26 em 1918, entre soros, vacinas e outras substâncias biológicas para fins terapêuticos, para diagnóstico ou utilizados como matéria-prima em processos laboratoriais”<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>.</p>
<p>A fotografia, portanto, representa mais do que o registro de um momento de descontração, após a refeição dos pesquisadores, na bucólica Casa de Chá. Ali estava parte do grupo que alçaria o Instituto Oswaldo Cruz (assim nomeado a partir de 1908) a ícone da medicina experimental no Brasil. De certa forma, a participação no congresso em Berlim, onde o Brasil foi laureado com medalha de ouro, deu condições, ao longo dos anos, para que uma instituição científica de estado dedicada à pesquisa e ao ensino pudesse trilhar caminhos que a permitiram fazer de um sonho, seu objetivo maior: a valorização da vida.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> ARAGÃO <em>apud</em> FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 1947.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> A Fundação Oswaldo Cruz foi inaugurada em 1900 como Instituto Soroterápico Federal, passou a Instituto de Patologia Experimental e, a partir de 1908, ganhou o nome do patrono.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Benchimol, 2020, p. 84</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fonte<span style="color: #800000;">s</span>:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). Manguinhos do sonho à vida: a ciência na Belle Époque. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2020.</p>
<p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. CASA DE OSWALDO CRUZ. <em>Resumo histórico da fundação do Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Oswaldo Cruz</em>. Coletânea organizada pelo arquivista Albino Taveira. Rio de Janeiro, COC, 1947.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5386" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5386/OC_Manguinhos_IOC_V_I_0011.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="710" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5386" target="_blank">J. Pinto. Alcides Godoy, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Arthur Neiva e outros cientistas em frente à Casa de Chá, 191?. / Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_23549" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/alemães.jpg"><img class="  wp-image-23549" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/alemães.jpg" alt="alemães" width="340" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Os cientistas Gustav Giemsa (1867 &#8211; 1948) e Stanislas Von Prowazek (1875 &#8211; 1915) / <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/File:Gustav_Giemsa._Photograph,_1931._Wellcome_V0027739.jpg" target="_blank">Wikipedia</a> e <a href="http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=210&amp;sid=77" target="_blank">Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=23540</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
