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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; notícia</title>
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		<title>Série &#8220;Os Diários Associados na Brasiliana Fotográfica&#8221; I</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2018 15:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA["Graf" Zeppelin]]></category>
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		<description><![CDATA[Pela primeira vez o portal publica uma imagem do acervo fotográfico dos Diários Associados Rio de Janeiro. O conjunto de fotos foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores do portal, o Instituto Moreira Salles. Nessa estreia, foi destacada uma fotografia do hangar para abrigar os zepelins em construção no Campo de Santa Cruz e uma do Graf Zeppelin, publicadas em O Jornal do dia 7 de abril de 1935. O conjunto adquirido pelo IMS dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para O Jornal, para o Diário da Noite e para o Jornal do Commercio.
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez o portal publica uma imagem do acervo fotográfico dos Diários Associados &#8211; Rio de Janeiro. O conjunto de fotos foi incorporado, em 2016, por um dos fundadores da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS). Nessa estreia, foi destacada uma fotografia do hangar para abrigar os zepelins, em construção no Campo de Santa Cruz, e uma do Graf Zeppelin, publicadas em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><em>O Jornal</em>, do dia 7 de abril de 1935</a>. O conjunto adquirido pelo IMS dos Diários Associados, que já foram o maior conglomerado de mídia do Brasil, possui cerca de 700 mil fotografias e 300 mil negativos com imagens produzidas para <em>O Jornal</em>, primeiro órgão dos Diários, adquirido por Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968) em 1924; para o <em>Diário da Noite</em>, fundado por ele em 1929; e para o <em>Jornal do Commercio</em>, fundado em 1827 e adquirido pelo grupo em 1959. Os registros cobrem um período representativo do século XX &#8211; de 1915 a 2005. Esse texto da Brasiliana complementa o recém publicado, em 25 de maio de 2018,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12075" target="_blank"><em>A primeira passagem do Graf Zeppelin pelo Rio de Janeiro, em 1930, e registros de outras viagens</em></a>.</p>
<p>A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, a maior coleção de periódicos do Brasil, é uma das mais potentes plataformas de informações para diversos tipos de pesquisa e a Brasiliana Fotográfica faz, desde seu início, uma extensa e profícua utilização desse precioso arquivo. Lembramos que a Fundação Biblioteca Nacional é também uma das fundadoras do portal. No caso específico de estabelecer-se uma relação entre uma imagem de um acervo fotográfico de imprensa com a forma e o contexto com que essa imagem foi originalmente publicada &#8211; como realizado nessa publicação do portal &#8211; faz com que a Hemeroteca Digital da BN ganhe especial protagonismo. E, como lembra Sérgio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, <em>a preservação de um arquivo fotográfico de imprensa, mesmo que seus conteúdos estejam conservados em plataformas como a Hemeroteca Digital, é muito importante: as imagens podem, a partir de recursos tecnológicos como a digitalização e o zoom, terem outra visibilidade e serem acessadas em sua qualidade plena</em>.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank">Abaixo, a imagem do Hangar dos Zeppelins, no Campo de Santa Cruz, e do Graf Zeppelin, do acervo fotográfico dos Diários Associados Rio de Janeiro, incorporado ao IMS. Acessando o link para a fotografia, disponível na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar a imagem e verificar todos os dados referentes a ela.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5617/036AAERO0014F001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5617" target="_blank">Ao alto, o Graf Zeppelin por ocasião de viagem ao Rio de Janeiro. Abaixo, o hangar, publicado em<em> O Jornal</em>, 7 de abril de 1935. Rio de Janeiro, RJ / Diários Associados (RJ) &#8211; Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;"><em>Abaixo, a fotografia e o texto publicados em O Jornal de 7 de abril de 1935:</em></span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12307" style="width: 320px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/23516" target="_blank"><img class="wp-image-12307" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/ojornal.jpg" alt="ojornal" width="310" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/23516" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de abril de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><em>&#8216;Sob o &#8220;controle da Comissão fiscal de Obras de Aeroportos, do Ministério da Viação, ativam-se os trabalhos de construção do aeroporto de Santa Cruz, construído numa área de milhão de metros quadrados, na fazenda S. José, de propriedade do governo da União.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>A construção do ramal da Central do Brasil para aquele campo permitiu o rápido transporte do material e o desenvolvimento consequente dos trabalhos.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Ess</em></span><span style="color: #333333;"><em>e aeroporto se constrói de acordo com o contrato do governo com a Luftschiffbau Zeppelin para o estabelecimento de uma linha regular de dirigíveis entre a Europa e o Brasil, serviço que estará em perfeito funcionamento dentre em pouco, logo se concluam as obras do aeroporto.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Ainda neste início de mês o &#8220;Zeppelin&#8221; reiniciará suas viagens para o Brasil, transportando passageiros, correspondência e encomendas, quinzenalmente, partindo de Friedrichshafen aos sábados, à noite, e chegando a Recife às terças-feiras imediatas.&#8217;</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>O &#8220;Zeppelin&#8221; atracará no aeroporto de Santa Cruz e regressará imediatamente à Europa. Há uma modificação de rota: a aeronave fará escalas por Sevilha na ida e na volta.&#8217;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><strong>Um pouco da história do Hangar dos Zepelins</strong></span></p>
<p>Para a construção de um aeroporto para abrigar os zepelins, o governo brasileiro liberou um crédito milionário para o financiamento da obra em troca de um programa mínimo de 20 viagens anuais pelo período de 30 anos, contratado com a Luftschiffbau Zeppelin, fabricante e operador da linha aérea (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/21924" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 10 de maio de 1934, quarta coluna</a>). Sua estrutura de aço foi trazida da Alemanha e o hangar dos dirigíveis zepelins começou a ser construído em 1934, no Aeroporto de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, mais tarde rebatizado Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, e inaugurado em 26 de dezembro de 1936 pelo presidente da República, Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), com a presença de várias outras autoridades, dentre elas o embaixador da Alemanha e o prefeito do Rio de Janeiro, Olímpio de Melo (1886 &#8211; 1977) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_03/35048" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de dezembro de 1936, quarta coluna</a>). Foi então ativada uma linha regular de transportes aéreos entre a Alemanha e o Brasil. <span style="color: #333333;">Mais de 5 mil homens participaram da construção do hangar. Na época, existia um trem que saía da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, cujo ponto final era o aeroporto.</span></p>
<p>O hangar foi pouco utilizado pelos zepelins porque a partir da explosão de um deles, o Hindenburg, em 6 de maio de 1937 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/37631" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 7 de maio de 1937</a>), os voos dos grandes dirigíveis para passageiros foram interrompidos. Segundo reportagem do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/22928" target="_blank"><em>Jornal do Brasil </em>de 5 de abril de 1981</a> e outras fontes o<strong> </strong>Hindenburg pousou no hangar quatro vezes e o Graf Zeppelin, cinco. Em 1943, o aeroporto tornou-se a Base Aérea de Santa Cruz. O hangar serviu como base para o 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, que atuou na Segunda Guerra Mundial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/12918" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 17 de janeiro de 1943, sexta coluna</a>).</p>
<p>Tombado em março de 1998 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prédio do hangar tem 274 metros de comprimento, 58 metros tanto de altura como de largura. Seu portão principal, o sul, possui duas folhas, cada uma pesando 80 toneladas &#8211; a abertura pode ser feita manualmente ou com motores. O portão norte, com 28 metros de largura e 26 metros de altura, era utilizado para ventilação e saída da torre de atracação. No topo do hangar, a 61 metros de altura, fica a torre de comando. É o último hangar gigante para dirigíveis no mundo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/85834" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de março de 1993</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contribuíram para essa publicação a socióloga Roberta Zanatta (IMS), o historiador Rodrigo Bozzetti (IMS), o bibliotecário Alexandre Delarue (IMS), além de Franco Salvoni e Guilherme Gomes, do Núcleo de Digitalização do IMS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/associados-ao-ims/%20" target="_blank">&#8220;Por dentro dos acervos&#8221; &#8211; <em>Associados ao IMS</em>, por Mànya Millen, 20 de outubro de 1916.</a></p>
<p>RODRIGUES, Helio Suevo. <em>A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro &#8211; o resgate de sua memória. </em>Rio de Janeiro: Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, 2004.</p>
<p><a href="http://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/24165/Base-Aerea-de-Santa-Cruz-comemora-80-anos-do-Hangar-do-Zeppelin-/" target="_blank">Site Defesa.net</a></p>
<p>Site Iphan</p>
<p><a href="http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/28437/HANGAR%20ZEPPELIN%20-%20Considerado%20Patrim%C3%B4nio%20Hist%C3%B3rico%20Nacional%20e%20um%20marco%20para%20a%20avia%C3%A7%C3%A3o%20no%20Brasil" target="_blank">Site Ministério da Defesa &#8211; Força Aérea Brasileira</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
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