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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; norte</title>
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		<title>O suicídio do fotógrafo Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 10:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
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		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Augusto Fidanza]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[O "Jornal do Brasil" de 31 de janeiro de 1903 noticiou o suicídio do português Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 - 1903), um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no norte do Brasil no século XIX e no início do século XX: "Atirou-se ao mar, de bordo do vapor Christiannia, em viagem de Lisboa para esta capital (Belém) , o conhecido photographo Felippe Fidanza" ( Jornal do Brasil, 31 de janeiro de 1903, na primeira coluna ). Ele havia se jogado ao mar na altura da ilha da Madeira quando retornava de Portugal com a mulher e os filhos. Havia viajado para cuidar de uma encomenda dos governos do Pará e do Amazonas de 10 mil álbuns de vistas destes estados. Parece que foi mal sucedido e já havia, inclusive, tentado se matar em Lisboa ( O Pharol, 6 de março de 1903, na quinta coluna).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20807" style="width: 270px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/fidanza.jpg"><img class="size-full wp-image-20807" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/fidanza.jpg" alt="Reprodução do retrto de Fidanza, Álbum do Pará, em 1899" width="260" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do retrato de Fidanza, Álbum do Pará em 1899</p></div>
<p>O <em>Jornal do Brasil</em> de 31 de janeiro de 1903 noticiou o suicídio do português Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903), um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no norte do Brasil no século XIX e no início do século XX: &#8220;Atirou-se ao mar, de bordo do vapor <em>Christiannia</em>, em viagem de Lisboa para esta capital (Belém), o conhecido photographo Felippe Fidanza&#8221; ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=11807" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de janeiro de 1903, na primeira coluna </a>). Ele havia se jogado ao mar na altura da ilha da Madeira quando retornava de Portugal com a mulher e os filhos. Havia viajado para cuidar de uma encomenda dos governos do Pará e do Amazonas de 10 mil álbuns de vistas destes estados. Parece que foi mal sucedido e já havia, inclusive, tentado se matar em Lisboa ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=258822&amp;PagFis=17129" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 6 de março de 1903, na quinta coluna).</a></p>
<p>Filho de Fernando Gabriel Fidanza e Maria de Jesus Fidanza, nasceu em 4 de setembro de 1844, em Lisboa. Foi batizado em 5 de outubro de 1844, na paróquia/freguesia de São José, em Lisboa. Era bisneto e neto dos atores italianos Raimondo e Giulio Fidanza, respectivamente, que participaram da cena teatral de Portugal. Raimondo, que também era bailarino, foi empresário teatral na Ilha da Madeira.</p>
<p>Até hoje pouco se sabe de sua vida antes de sua chegada ao Brasil, em fins da década de 1860. Em 1º de janeiro de 1867, o <em>Diario do Gram-Pará </em>publicou o anúncio : &#8220;PHOTOGRAPHIA, ao largo das Mercez , nº. 5, Fidanza &amp; Com&#8221;, o que prova que nessa época ele já estava estabelecido no Pará. Ainda em 1867, Fidanza realizou seu primeiro trabalho de importância nacional: o registro dos preparativos para a recepção da comitiva de dom Pedro II. O imperador foi ao Pará para participar das solenidades da abertura dos portos da Amazônia ao comércio exterior. Segundo Pedro Vasquez,  com esse trabalho, Fidanza “documentou de forma inovadora e antecipatória o espírito jornalístico”. No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=222402&amp;PagFis=1235" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, de 29 de agosto de 1869</a>, há uma propaganda do ateliê Photographia Fidanza.</p>
<p>Era o predileto da aristocracia paraense e destacou-se por sua produção de retratos e também pelo registro das paisagens e documentações do início do desenvolvimento urbano de Belém e de Manaus, ocasionado pela riqueza do ciclo da borracha.  Essas imagens de paisagens urbanas foram divulgadas por álbuns fotográficos encomendados pelos governos do Pará e do Amazonas. A modernização de Belém e do Pará foram registradas nas coleções <em>Álbum do Pará</em> (1899) e <em>Álbum de Belém</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=089842_01&amp;PagFis=4814" target="_blank"><em>Correio da Manhã, </em>de<em> </em>22 de outubro de 1903, na quarta coluna sob o título &#8220;Intendência Municipal de Belém&#8221;</a>).</p>
<p>O <em>Álbum do Amazonas</em> (1902), cujo contrato havia sido assinado por Fidanza para o fornecimento de 6 mil álbuns ilustrados destinados à propaganda para o desenvolvimento daquele estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=028843&amp;PagFis=14292" target="_blank"><em>Diário Oficial</em>, de 16 de março de 1900, na segunda coluna sob o título &#8220;Indústria&#8221;</a>), foi impresso em Paris sem a supervisão do fotógrafo e continha várias imperfeições, o que gerou uma série de comentários negativos sobre seu caráter. Aparentemente este fato pode ter sido uma das causas de seu suicídio, em janeiro de 1903.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3988" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3988/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3988" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Álbum do Amazonas, 1901-1902 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu estúdio, Fidanza fotografou tipos sociais diversos. Retratou no formato <em>carte de visite</em> negros, mulatos e índios. Para tornar essas fotografias, que vendia, exóticas, utilizava adereços e construía cenários. Representou na capital paraense a firma Huebner &amp; Amaral, sediada em Manaus, e foi um dos pioneiros do cartão-postal fotográfico no Brasil.  Seu estúdio era também palco de exposições de pintores que passavam por Belém para mostrar seus trabalhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4358" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4358/SAm21-0023.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4358" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Índio no rio Negro. c. 1873. Pará / Acervo Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto morou no Brasil, viajou várias vezes para a Europa, tendo sempre se mantido ligado às tendências internacionais da fotografia. Viveu a <em>febre</em> dos <em>cartes de visite</em> e dos <em>cartes</em> <em>cabinet</em>. Participou da IV Exposição Nacional de 1875, com fotografias de orquídeas da região amazônica, e das Exposições Universais de Paris, em 1889, quando foi premiado com uma medalha de bronze, e de Chicago, em 1893.</p>
<p>Em sua produção fotográfica, Fidanza usou vários processos e sistemas de apresentação disponíveis em sua época, <em>demonstrando conhecimento técnico e estético na escolha dos temas e dos enquadramentos, ângulos e composição do cenário, </em>segundo as historiadoras Rosa Pereira e Maria de Nazaré Sarges. O trabalho de Fidanza reúne um acervo documental significativo para a história de Belém e de seus tipos sociais na segunda metade do século XIX e início do XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2521" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2521/007ABvistas%20do%20para-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2521" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Reduto, c. 1875. Belém, Pará / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cinco meses após sua morte, seu estúdio foi leiloado por sua viúva. Teve diversos proprietários, dentre eles os sócios Georges Huebner (1862 &#8211; 1935) e Libânio do Amaral (?-1920).  Segundo o jornalista Cláudio de La Rocque Leal, o estabelecimento fotográfico sob o nome “Fidanza” fez parte da história até 1969. Fidanza tornou-se uma marca da fotografia visto que, mesmo após a morte, seu nome permaneceu no cenário da produção fotográfica e na memória paraense, tanto que outros profissionais, ao adquirirem o seu ateliê, mantiveram o mesmo nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=fidanza" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Felipe Augusto Fidanza disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Felipe Augusto Fidanza (1844 &#8211; 1903)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong> </span>- Nascimento, em Lisboa, em 4 de setembro, de Felipe Augusto Fidanza, filho de Fernando Gabriel Fidanza e Maria de Jesus Fidanza. Foi batizado em 5 de outubro de 1844, na paróquia/freguesia de São José em Lisboa. Era bisneto e neto dos atores italianos Raimondo e Giulio Fidanza, respectivamente, que participaram da cena teatral de Portugal. Raimondo, que também era bailarino, foi empresário teatral na Ilha da Madeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30234" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4819516" target="_blank"><img class="wp-image-30234 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/fidanza1.jpg" alt="fidanza" width="634" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4819516" target="_blank">Arquivo Nacional &#8211; Torre do Tombo, Portugal</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fins da década de 1860</span></strong> &#8211; Chegada ao Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Em 1º de janeiro de 1867, o <em>Diario do Gram-Pará </em>publicou o anúncio : &#8220;PHOTOGRAPHIA, ao largo das Mercez , nº. 5, Fidanza &amp; Com&#8221;, o que prova que nessa época ele já estava estabelecido no Pará.</p>
<p>Fidanza realizou seu primeiro trabalho de importância nacional: o registro dos preparativos para a recepção da comitiva de dom Pedro II. O imperador foi ao Pará para participar das solenidades da abertura dos portos da Amazônia ao comércio exterior. Fidanza produziu três registros no dia 7 de setembro: duas do Arco em papelão montado para as solenidades, uma vista da baía para a cidade e outra da cidade para a baía; e uma do Largo do Palácio com a bela construção de Giuseppe Landi, do século XVIII.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong> </span>- Publicação de uma propaganda do ateliê de Fidanza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=222402&amp;PagFis=1235" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, de 29 de agosto de 1868</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41216" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/222402/1235" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41216" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/fidanza.jpg" alt="Diário de Belém, de 1868" width="414" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/222402/1235" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 29 de agosto de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Participou da IV Exposição Nacional de 1875, com fotografias de orquídeas da região amazônica.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Universal de Paris de 1889, quando foi premiado com uma medalha de bronze.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Universal Chicago de 1893.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Fidanza fotografou o maestro Carlos Gomes (1836 &#8211; 1896), que morreu em Belém. Além do registro do próprio, fotografou o velório e o cortejo fúnebre.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1897</span></strong> &#8211; Em Belém, o fotógrafo, botânico e naturalista alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10959" target="_blank">George Huebner (1862 – 1935)</a> colaborou com Fidanza.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span>-  Foi assinado um contrato por Fidanza para o fornecimento de 6 mil álbuns ilustrados destinados à propaganda para o desenvolvimento do  Amazonas, o O <em>Álbum do Amazonas</em> (1902) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=028843&amp;PagFis=14292" target="_blank"><em>Diário Oficial</em>, de 16 de março de 1900, na segunda coluna sob o título &#8220;Indústria&#8221;</a>). foi impresso em Paris sem a supervisão do fotógrafo e continha várias imperfeições, o que gerou uma série de comentários negativos sobre seu caráter. Aparentemente este fato pode ter sido uma das causas de seu suicídio, em janeiro de 1903.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- O <em>Álbum do Amazonas</em> (1902) foi impresso em Paris sem a supervisão do fotógrafo e continha várias imperfeições.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; O <em>Jornal do Brasil</em> de 31 de janeiro de 1903 noticiou o suicídio do português Felipe Augusto Fidanza: &#8220;Atirou-se ao mar, de bordo do vapor <em>Christiannia</em>, em viagem de Lisboa para esta capital (Belém), o conhecido photographo Felippe Fidanza&#8221; ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=11807" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de janeiro de 1903, na primeira coluna </a>). Ele havia se jogado ao mar na altura da ilha da Madeira quando retornava de Portugal com a mulher e os filhos. Havia viajado para cuidar de uma encomenda dos governos do Pará e do Amazonas de 10 mil álbuns de vistas destes estados. Parece que foi mal sucedido e já havia, inclusive, tentado se matar em Lisboa ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=258822&amp;PagFis=17129" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 6 de março de 1903, na quinta coluna).</a></p>
<p>Cinco meses após sua morte, seu estúdio foi leiloado por sua viúva e comprado por George Huebner (1862 &#8211; 1935), dono das Photographias Alemã de Manaus e de Recife, em sociedade com Libânio do Amaral (?-1920). Foi realizada uma grande reforma e o estúdio, localizado na Rua Conselheiro João Alfredo, nº 22, foi reaberto em 1906. Segundo o jornalista Cláudio de La Rocque Leal, o estabelecimento fotográfico sob o nome “Photo Fidanza” fez parte da história até 1969 &#8211; desde fins dos anos 1950, funcionava na Travessa Manoel Barata e seu último proprietário foi Carlos Dauer. Fidanza tornou-se uma marca da fotografia visto que, mesmo após a morte, seu nome permaneceu no cenário da produção fotográfica e na memória paraense, tanto que outros profissionais, ao adquirirem o seu ateliê, mantiveram o mesmo nome.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1985</strong></span> &#8211; Suas fotografias integraram a mostra <em>Dom Pedro II e a Fotografia no Brasil</em>, realizada na Casa do Bispo, no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1986</strong></span> &#8211; Foi um dos fotógrafos integrantes da exposição <em>Photographie Bresilienne au Dix-Neuvieme Siecle</em>, realizada em Paris.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1995</strong></span> &#8211; No Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, fotografias de sua autoria foram expostas na mostra <em>Mestres da Fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez.</em></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1997</span></strong> &#8211; Em janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, fotografias de sua autoria foram expostas na mostra <em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX</em>. Em abril, a exposição seguiu para a Pinacoteca do Estado de São Paulo e, em julho, foi inaugurada no Museu Nacional de Belas Artes, de Buenos Aires, na Argentina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2000</strong> </span>- Em junho, a exposição <em>A Coleção do Imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX </em>foi aberta no Centro Português de Fotografia, na cidade do Porto, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong></span> &#8211; Em maio, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, abertura da exposição <em>Amazônia, Ciclos de Modernidade</em>, com imagens de diversos fotógrafos, dentre eles, Fidanza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4819516" target="_blank">Arquivo Nacional &#8211; Torre do Tombo &#8211; imagem: PT-ADLSB-PRQ-PLSB45-001-B18_<wbr />m0390.TIF</a></p>
<p>BRAGA, Teófilo. <i>Historia do theatro portuguez: seculo XVIII. A Baixa comedia e a opera. </i>Volume 3 in<i>: Historia da Litteratura Portugueza, 1870/</i>1871.</p>
<p>KOSSOY, Boris.<em> Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LEAL, Cláudio de La Rocque. <em>Retrato Paraense</em>. Belém: Fundação Rômulo Maiorana, 1998.</p>
<p>MAUAD, Ana Maria.<a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/20153/22254" target="_blank"><em> Imagens de um outro Brasil: o patrimônio fotográfico da Amazônia oitocentista</em></a>. Minas Gerais : Universidade Federal de Juiz de ForaLocus Revista de História &#8211; Dossiê &#8211; Patrimônio Histórico e Cultural, vol 16, nº2</p>
<p>PEREIRA, Rosa Cláudia Cerqueira. <a href="https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/4368" target="_blank"><em>Paisagens urbanas: fotografias e modernidades na cidade de Belém (1846-1908)</em></a>. Tese de Mestrado em História. Pará: Universidade Federal do Pará, 2006</p>
<p>PEREIRA, Rosa Cláudia Cerqueira; SARGES, Maria de Nazaré. <em>Photografia Fidanza: um foco sobre Belém (XIX/XX</em><a href="http://www.ufpa.br/pphist/estudosamazonicos/arquivos/artigos/2%20-%20VI%20-%201%20-%202011%20-%20Nazare_Sarges_Rosa_Pereira.pdf" target="_blank"><em>)</em></a>. Revista Estudos Amazônicos. Belém: PPGHSA, UFPA, v. VI, no. 2., p. 01-31, 2011</p>
<p>RODRIGUES, Maria da Paz Ferreira. <a class="external text" href="https://digituma.uma.pt/bitstream/10400.13/526/1/MestradoMariadaPazRodrigues.pdf" rel="nofollow"><em>As Artes Performativas no Funchal Oitocentista (1820-1913</em>),</a> 2011.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21622/felipe-augusto-fidanza" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/felipe-augusto-fidanza/" target="_blank">Site O Índio na Fotografia Brasileira</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e Trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839-1889</em>. Rio de Janeiro: Funarte: Rocco, 1995 . (Coleção Luz e Reflexão, 4)</p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>O Brasil na Fotografia Oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nota da editora: a data de nascimento e de batismo de Fidanza passaram a constar deste artigo em 17 de outubro de 2022. As informações foram fornecidas pelo leitor, sociólogo e genealogista Daniel Taddone, a quem a Brasiliana Fotográfica agradece.</p>
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