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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Nordeste</title>
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		<title>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 12:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A publicação de hoje, "Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje", é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre hoje e 21 de novembro, Belém é a sede da COP 30 - 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A publicação de hoje, <em>Getúlio Vargas em Belém, a jóia da Amazônia, ontem e hoje,</em> é sobre um álbum de lembranças composto por 367 fotografias de uma viagem oficial que o então presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) fez, em outubro de 1940, à região amazônica. O artigo é de autoria de Maria de Fátima Morado, historiadora do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40386" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40386" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/getulio.jpg" alt="Capa do Álbum de fotografia da visita de Getúlio Vargas a Belém" width="443" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/capa-1" target="_blank">Capa do Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22%C3%81lbum+de+fotografias+da+visita+de+Get%C3%BAlio+Vargas+a+Bel%C3%A9m%22" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias do <em>Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém</em>, em 1940, </strong><strong>disponíveis na Brasiliana Fotográfica,</strong><strong> o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Na época da viagem, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Entre 10 e 21 de novembro de 2025, Belém, capital do Pará, será a sede da COP 30 &#8211; 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. A primeira foi realizada, em 1995, em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Getúlio Vargas em Belém, a joia da Amazônia, ontem e hoje</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Maria de Fátima Morado*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13413/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000003.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="460" height="638" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13413" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em outubro de 1940, em viagem oficial à região amazônica, Getúlio Vargas fez sua primeira parada em Belém, capital do Pará. A visita recebeu uma cobertura fotográfica da participação do presidente em diversas solenidades e eventos. Esse registro foi organizado em um álbum de lembranças composto por 367 fotografias. Além da presença de Getúlio nos eventos promovidos pelas autoridades locais, essas fotografias também retratam outros aspectos da cidade apresentando edificações, monumentos, manifestações culturais e religiosas da população, além de produtos típicos e paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13477/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000067.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13477" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Praça Siqueira Mendes, ou Praça do Relógio, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos do álbum procuram mostrar Belém como uma cidade promissora, dispondo de ruas asfaltadas, transporte adequado, áreas de lazer, parques, jardins, hospitais, escolas, comércio e fábricas, correspondendo idealmente bem ao propósito desenvolvimentista do governo federal. Como homenagem ao visitante ilustre, o álbum cumpre bem a função de expor uma visão otimista da cidade, onde não há espaço para a precariedade, prevalecendo a imagem do progresso. As fotos com Getúlio trazem homenagens recebidas, participações em inaugurações e lugares visitados por ele, com destaque para o Museu Goeldi, onde plantou uma árvore de pau-brasil, dizendo que “<em>sempre julgará que uma das mais nobres missões do homem na terra era plantar árvores por todo o solo do seu país</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/13458/GV%20dvft%20004%20-%20Visita%20de%20Get%c3%balio%20a%20Bel%c3%a9m%20do%20Par%c3%a1%20Out19400000048.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13458" target="_blank">Álbum de fotografias da visita de Getúlio Vargas a Belém: Getúlio Vargas, José Carneiro da Gama Malcher e Carlos Estêvão de Oliveira no Museu Paraense Emílio Goeldi, outubro de 1940. Belém, Pará / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destaca-se também a grande receptividade da população para como presidente. Os jornais noticiaram que Getúlio foi recebido com diversas homenagens, entre elas uma parada de honra feita por 15 mil estudantes. Além disso, foram veiculadas informações sobre o acréscimo populacional em Belém, pois foi estimado em 150 mil o número de pessoas que vieram de outros lugares do Pará, como a Ilha de Marajó. A prefeitura não precisou decretar feriado porque os próprios comerciantes tomaram a iniciativa de fechar seus estabelecimentos para liberar os trabalhadores. Em seus discursos de agradecimento, Getúlio procura exaltar os trabalhadores e os benefícios conquistados por eles graças à legislação trabalhista promulgada pelo seu governo.</p>
<p>O álbum faz parte da Coleção Getúlio Vargas que foi formada artificialmente através de transferências de documentos do Museu Histórico Nacional para o Museu da República, além de doações avulsas diversas. Datado de março de 1941, o álbum foi oferecido como presente a Getúlio pelo prefeito de Belém, Abelardo Conduru, responsável pela recepção ao presidente, e seu portador foi o ministro da Marinha, Henrique Aristides Guilhem. A beleza deste álbum não se restringe ao conjunto das imagens, apresentando em suas páginas ornamentação com desenhos de inspiração marajoara. Há também um aspecto exótico: a capa do álbum é revestida com couro e cabeça empalhada de um jacaré filhote, algo impensável para os dias atuais em que a preocupação com a preservação ambiental movimenta as atenções de indivíduos, organizações e governos.</p>
<p>Oitenta e cinco anos depois da visita de Getúlio, Belém sediará, em novembro de 2025, a COP 30 &#8211; <em>30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas -</em>, evento que, há décadas, reúne lideranças mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações de combate às mudanças climáticas. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, justificou a escolha de Belém enquanto sede do evento dizendo que <em>“Uma coisa é discutir a Amazônia no Egito; outra coisa é discutir a Amazônia em Berlim; outra coisa é discutir a Amazônia em Paris. Agora, não. Agora nós vamos discutir a importância da Amazônia dentro da Amazônia. Nós vamos discutir a questão indígenas, vendo os indígenas. Nós vamos discutir a questão dos povos ribeirinhos, vendo os povos ribeirinhos e vendo como eles vivem&#8221;</em>.</p>
<p>Getúlio também considerava a Amazônia como uma região de importância estratégica. Nessa época, estava em vigor o Estado Novo, governo ditatorial de Getúlio que durou de 1937 a 1945, e que implementou o programa <em>Marcha para o Oeste</em> visando a integração territorial, através da construção de infraestrutura que facilitasse o acesso às regiões do interior do país. <em>“O programa de governo ‘Marcha para o Oeste’ continha importantes aspectos simbólicos, pois nenhum presidente havia feito o mesmo trajeto de Vargas pelas regiões mais remotas do país, lançando o programa durante visitas a diversas localidades, incluindo os estados constituintes da Amazônia. O primeiro movimento de ocupação e legitimação de áreas mais afastadas estava sendo feito pelo próprio líder da nação”</em> (ANDRADE, 2010, p. 459).</p>
<p>A viagem de Getúlio estava programada para durar cerca de 15 dias e seu itinerário abarcou as regiões norte e nordeste. Em Manaus, após a passagem por Belém, Getúlio Vargas foi homenageado com um banquete, no dia 10 de outubro, onde pronunciou o discurso que ficou conhecido como <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, em que diz: “<em>Vim para ver e observar, de perto, as condições de realização do plano de reerguimento da Amazônia”</em>.</p>
<p>Nesse discurso, Getúlio propõe a realização de uma reunião para elaboração de acordos de cooperação comercial entre os países que compartilham espaços da Floresta Amazônica, o que hoje se entende como Amazônia Internacional: <em>“As águas do Amazonas são continentais. Antes de chegarem ao oceano, arrastam no seu leito, degelos dos Andes, águas quentes da planície central e correntes encachoeiradas das serranias do Norte. É, portanto, um rio tipicamente americano, pela extensão da sua bacia hidrográfica e pela origem das suas nascentes e caudatários, provindos de várias nações vizinhas. E, assim, obedecendo ao seu próprio signo de confraternização, aqui poderemos reunir essas nações irmãs para deliberar e assentar as bases de um convênio em que se ajustem os interesses comuns e se mostre, mais uma vez, como dignificante exemplo, o espírito de solidariedade que preside as relações dos povos americanos, sempre prontos à cooperação e ao entendimento pacífico”</em>.</p>
<p>O jornal <em>A Noite</em> publicou uma declaração de Getúlio, posterior ao discurso, esclarecendo que a conferência entre países teria como finalidade negociar a vinda de investimentos para instalação da infraestrutura que permitisse a exploração comercial da região amazônica, contando também com a participação dos Estados Unidos. Antes de chegar a Manaus, Getúlio visitou o município de Belterra que, na época, era uma área cedida à Companhia Ford, do empresário norte-americano Henry Ford, e que se destinava ao cultivo das seringueiras para a produção de látex. Na década de 1940, a produção da borracha na região norte do Brasil teve um novo incentivo devido às dificuldades dos países aliados em obter o produto proveniente da Ásia, dificuldades que foram causadas pela Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Ainda de acordo com o <em>Discurso do Rio Amazonas</em>, para Getúlio, o Amazonas é o rio onde em suas margens será implantada <em>“uma civilização única e peculiar, rica de elementos vitais e apta a crescer e prosperar” </em>e para isso traça como bases o povoamento e o saneamento como garantias para o desenvolvimento da região, <em>“o nomadismo dos seringueiros e a instabilidade econômica dos povoadores ribeirinhos devem dar lugar a núcleos de cultura agrária, onde o colono nacional, recebendo gratuitamente a terra desbravada, saneada e loteada, se fixe e estabeleça a família com saúde e conforto”</em>. Essa ideia do desenvolvimento econômico e social da região amazônica foi perfeitamente representada pela cena que ilustra a primeira página do álbum de lembrança de Belém dedicado a Getúlio. Em 1940, a ideia de desenvolvimento e progresso não estava vinculada à preservação ambiental. Em 2025, Belém receberá representantes do mundo para que seja feita a discussão sobre como vencer esse desafio.</p>
<p>*Maria de Fátima Morado é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Rômulo de Paula. <em>Conquistar a terra, dominar a água, sujeitar a floresta: Getúlio Vargas e a revista &#8220;Cultura Política&#8221; redescobrem a Amazônia (1940-1941)</em>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/">https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/CSBRwGrXhdL6DKjG5bGQWwG/</a></p>
<p>ATLAS HISTÓRICO DO BRASIL. FGV/CPDOC. <em>Getúlio Vargas</em>. Disponível em: <a href="https://atlas.fgv.br/verbete/5458">https://atlas.fgv.br/verbete/5458</a></p>
<p>Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). <em>Linha do tempo entenda como ocorreu a ocupação da Amazônia.</em> Disponível em: <a href="https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/">https://imazon.org.br/imprensa/linha-do-tempo-entenda-como-ocorreu-a-ocupacao-da-amazonia/</a></p>
<p>PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Rumo à COP30 Disponível em: <a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil">https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-internacional/missoes-internacionais/cop28/cop-30-no-brasil</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional:</p>
<p><em>Jornal do Brasil</em>. ANO 1940 edição237 (6) <em>O Presidente é convidado a plantar um pé de pau-brasil.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_06&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5678</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10295 (15) <em>Cercado do entusiasmo e do carinho popular.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=4959</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10296 <em>Dias melhores e mais felizes para o trabalhador da Amazônia. </em><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999">https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;pagfis=4999</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10297 (11) <em>A excursão presidencial.</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=getulio&amp;pagfis=5005</a></p>
<p><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10299 (6) <em>Conferência das Nações Amazônicas!</em> <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5037</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>A Noite</em>. Ano 1940\Edição 10303 (4) <em>A reunião das Nações Amazônicas</em>. <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113">https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=348970_04&amp;Pesq=discurso&amp;pagfis=5113</a></p>
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		<title>O jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), o &#8220;Tigre da Abolição&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 09:44:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com duas fotografias do acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o artigo de hoje homenageia o grande jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853-1905), o Tigre da Abolição, que nasceu há exatos 172 anos, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. Uma dos registros foi realizado por um fotógrafo ainda não identificado e por ele sua imagem tornou-se conhecida até os dias de hoje. A outro foi produzido quando José do Patrocínio e outros militares que se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839 - 1895) foram deportados para Cucuí, no alto rio Negro, no Amazonas, em 1892. Está assinada, no lado direito da foto, por M. Lira fotógrafo Iquitos, Peru. Foi doada à Biblioteca Nacional pelo município de São Gabriel, no Amazonas, em 1924. Patrocínio faleceu em 29 de janeiro de 1905.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com duas fotografias do acervo fotográfico da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o artigo de hoje homenageia o grande jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853-1905), o <em>Tigre da Abolição</em>, que nasceu há exatos 172 anos, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. O registro abaixo é o mais popular de Patrocínio, pelo qual sua imagem ficou conhecida até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40376" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13779" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40376" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio.jpg" alt="José do Patrocinio, 189? / Acervo FBN." width="480" height="541" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13779" target="_blank">José do Patrocinio, 189? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40564" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;pagfis=13781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio8.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de maio de 1888" width="478" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;pagfis=13781" target="_blank">Trecho da homenagem a José do Patrocínio na primeira página da<em> Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888, dia seguinte à abolição da escravatura no Brasil</a>,</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia seguinte foi produzida quando <span class="destaca_palavras">José</span> do <span class="destaca_palavras">Patrocínio</span> e outros militares que se revoltaram contra o governo de Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895) foram deportados para Cucuí, no alto Rio Negro, no Amazonas, em 1892. Está assinada, no lado direito da foto, por <em>M. Lira fotógrafo Iquitos, Peru</em>. Foi doada à Biblioteca Nacional pelo município de São Gabriel, no Amazonas, em 1924.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40398" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank"><img class="wp-image-40398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/josebonifacio.jpg" alt="josebonifacio" width="633" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank">Photografia Lira. Reprodução de um grupo em S. Joaquim no rio Negro em 1892. Da esquerda para a direita: Conde de Leopoldina, dr. Campos da Paz, José do Patrocínio, dr J.J. Seabra, dr. Manoel Lavrador, marechal Almeida Barreto, coronel dr. Jacques Ouriques e major Manoel Miranda. São Joaquim do Rio Negro, Amazonas, 1892 / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em><span style="color: #800000;">B</span></em></strong><strong style="color: #800000; font-style: italic;">revíssimo perfil de José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong style="color: #800000; font-style: italic;">Zeca para os amigos, Zé do Pato para o povo</strong></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;<a style="color: #800000;" href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000110.pdf" target="_blank"><em>Se fosse possível reunir todos os artigos, todos os discursos, com que Patrocínio atacou a escravidão e seus defensores, o livro em que ficassem compendiados esses libelos seria o mais belo poema da Justiça</em></a>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: right;">Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">José Carlos do Patrocínio foi um dos principais protagonistas da luta pela abolição da escravatura no Brasil, tendo se engajado fortemente na causa a partir do jornalismo. Como já mencionado, nasceu em 9 de outubro de 1853, em Campos dos Goytacazes, norte fluminense. Filho do padre João Carlos Monteiro (1799 &#8211; 1876) e da quitandeira Justina Maria do Espírito Santo (c. 1840 &#8211; 1885), escravizada que havia sido alforriada, viveu sua infância na fazenda de seu pai, localizada em Lagoa de Cima, onde a violência, a injustiça e a desumanidade do sistema escravocrata fazia parte de seu cotidiano. Quando tinha 13 anos, não pode trabalhar no comércio de seu pai devido a sua cor. Seu impulso pela luta pela liberdade e pela igualdade teve origem, certamente, nestas circunstâncias de sua vida pessoal.</div>
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<div dir="auto">
<p>Em 1867, tendo concluído o primário, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Santa Casa da Misericórdia  e retomou seus estudos no Externato de João Pedro de Aquino. Ingressou na Escola de Medicina, em 1871, e concluiu o curso de Farmácia, em 1874. Neste período residiu em uma república de estudantes. Quando terminou o curso, seu amigo João Rodrigues Pacheco Villanova (1852 &#8211; 1897), colega do Externato Aquino, convidou-o para morar na na casa da mãe dele, Henriqueta Amélia Ramos (<bdo dir="ltr">1832-1911), </bdo>que era casada, segundo casamento, com o capitão Emiliano Rosa de Senna (c. 1825 &#8211; 1896), proprietário de terras e de vários imóveis no Rio de Janeiro e avô do futuro pintor Di Cavalcanti (1897 &#8211; 1976). Patrocínio passou a lecionar para os filhos do capitão e a frequentar o Clube Republicano, que se reunia na residência, do qual faziam parte os jornalistas Lopes Trovão (1848 &#8211; 1925), Pardal Mallet (1864 &#8211; 1894) e Quintino Bocaiuva (1836 &#8211; 1912), dentre outros.</p>
<p>Em 1875, com Dermeval da Fonseca (c. 1852 &#8211; 1914), Patrocínio publicou, entre 1º de junho e 15 de outubro, dez números do quinzenário <em>Os Ferrões</em>. Assim Patrocínio iniciou sua carreira de jornalista. Seus  pseudônimos eram <em>Eurus Ferrão e Notus Ferrão, </em>respectivamente&#8230;</p>
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<div id="attachment_40567" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40567" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio9.jpg" alt="Os Ferrões, 1º de junho de 1875" width="357" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/1" target="_blank"><em>Os Ferrões</em>, 1º de junho de 1875</a></p></div>
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<p>&#8230;e assim se apresentaram:</p>
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<div id="attachment_40568" style="width: 430px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40568" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio10.jpg" alt="Os Ferrões, 1º de junho de 1875" width="420" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700304/4" target="_blank"><em>Os Ferrões</em>, 1º de junho de 1875</a></p></div>
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<div id="attachment_41427" style="width: 269px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/25306" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41427" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio30.jpg" alt="Dermeval da Fonseca / O Paiz, 7 de novembro de 1914" width="259" height="379" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/25306" target="_blank">Dermeval da Fonseca / <em>O Paiz</em>, 7 de novembro de 1914</a></p></div>
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<p>Em 1877, já trabalhava na <em>Gazeta de Notícias, </em>jornal fundado, em 2 de agosto de 1875, por Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900), cujo pseudônimo era <em>Lulu Sênior</em>. Patrocínio assinava, sob o pseudônimo <em>Proudhomme</em> &#8211; alusão ao pensador francês Pierre-Joseph Proudhon (1809 &#8211; 1865), a coluna &#8220;Semana Parlamentar&#8221;, cuja primeira publicação aconteceu em<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/2292" target="_blank"> 26 de fevereiro de 1877</a>.  A <em>Gazeta de Notícias</em> foi um dos principais meios pelo qual Patrocínio propagou suas ideias abolicionistas.</p>
<p>Ainda em 1877, publicou no jornal o romance <em>Motta Coqueiro ou a pena de morte</em>, onde contou o caso verídico do último enforcamento no Brasil, o do fazendeiro Francisco Benedito de Souza Coqueiro (1799 &#8211; 1855), conhecido como <em>Motta Coqueiro</em>, o suposto mandante de um violento crime ocorrido no norte fluminense, em 1852. O livro criticava o sistema judiciário e o uso da pena de morte no Brasil do século XIX (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/3449" target="_blank">23 de dezembro de 1877, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_01/3743" target="_blank">4 de março de 1878, quinta coluna)</a>.</p>
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<div style="width: 246px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mota_Coqueiro#/media/Ficheiro:Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9f/Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" alt="" width="236" height="339" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mota_Coqueiro#/media/Ficheiro:Manuel_da_Mota_Coqueiro.jpg" target="_blank">Retrato falado de Manuel da Mota Coqueiro, a <em>Fera de Macabu</em></a></p></div>
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<p>Em 1878, denunciou em uma série de artigos na <em>Gazeta de Notícias</em> a pior seca ocorrida no nordeste do Brasil no século XIX. A cobertura jornalística que realizava sobre a seca tinha como principal objetivo acompanhar a aplicação dos recursos governamentais em seu combate. Partiu, em 10 de maio de 1878, e retornou ao Rio de Janeiro, em 12 de agosto do mesmo ano. As matérias foram publicadas, na coluna <em>Folhetim</em>, na primeira página da <em>Gazeta de Notícias,</em> sob o título “Viagem ao Norte” <strong>(1)</strong>. Mas só o texto não foi suficiente. Então, Patrocínio enviou as imagens produzidas pelo fotógrafo Joaquim Antônio Correia (18? &#8211; ?) para a redação da revista <em>O</em> <em>Besouro,</em> do chargista português Rafael Bordalo Pinheiro (1846 – 1905)<em>, </em>para a qual já havia mandado, antes da viagem, o artigo <em>Sermão de Lágrimas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=52" target="_blank"><em>O</em> <em>Besouro</em>, edição de 4 de maio de 1878</a> ), em que tratava, com preocupação, a seca e a situação dos retirantes. A publicação de duas fotos que fazem parte de um conjunto de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Corr%C3%AAa%2C+J.+A.&amp;type=author" target="_blank">14 registros fotográficos de vítimas da seca</a> ocorrida entre 1877 e 1878, <a href="https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank">em em 20 de julho de 1878</a>, foi um verdadeiro “<em>anticartão de visita, veemente panfleto que denuncia uma realidade que muitos membros da corte se negavam a enxergar</em>”(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank"><em>Imagens da Seca de 1877-78 – Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira</em></a>).</p>
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<div id="attachment_40380" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/749915/175" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40380" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio3.jpg" alt="O Besouro, 20 de julho de 1878" width="337" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/749915/175" target="_blank"><em>O Besouro</em>, 20 de julho de 1878</a></p></div>
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<p>Em 1879, publicou o romance <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=7551" target="_blank"><em>Os retirantes</em></a>, uma obra muito importante da literatura brasileira por sua crítica social e pelo engajamento de Patrocínio na causa abolicionista. A seca, a escravidão e a migração forçada são os temas do livro, considerado por muitos o introdutor do Realismo-Naturalismo no Brasil e da literatura da seca.</p>
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<div id="attachment_40572" style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/5075" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40572" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio12.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 3 de janeiro de 1879" width="579" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/5075" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de janeiro de 1879</a></p></div>
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<div id="attachment_40378" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or168020/or168020.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40378" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio2.jpg" alt="Os retirantes, por José do Patrocínio, 1879" width="385" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or168020/or168020.pdf" target="_blank"><em>Os retirantes</em>, por José do Patrocínio, 1879</a></p></div>
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<div dir="auto">
<p>No mesmo ano, aderiu à campanha pela abolição da escravatura no Brasil. Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, dentre os quais José Ferreira de Meneses (1845 &#8211; 1881), Francisco de Paula Ney (1858 &#8211; 1897), Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910), Lopes Trovão, Teodoro Sampaio (1855 &#8211; 1937) e Ubaldino do Amaral (1842 &#8211; 1920).</p>
<p>Foi um dos fundadores da escola noturna gratuita de São Cristóvão. Participaram da inauguração do colégio o capitão Emiliano Rosa de Senna, o conselheiro Saldanha Marinho (1816 &#8211; 1895) e João Rodrigues Pacheco Villanova (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro de 1879, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_40573" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40573" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio13.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 23 de setembro e 1879" width="301" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_01/6270" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de setembro e 1879</a></p></div>
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<p>Em 7 de setembro de 1880, fundou com André Rebouças (1838 &#8211; 1898), Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e outros a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/189" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 10 de setembro de 1880, primeira coluna</a>). No mesmo mês, ele, André Rebouças, Nicolau Joaquim Moreira (1824-1894) e Vicente de Souza (1852 &#8211; 1908) criaram a Associação Central Emancipadora (ACE), que começou a promover eventos abolicionistas em teatros &#8211; entre julho de 1880 e julho de 1881, a ACE organizou 43. Patrocínio era um orador entusiasmado e atraía grandes plateias (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/253" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de setembro de 1880</a>). Como produto da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, começou a ser publicado, em 1° de novembro de 1880, o jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/230812/1" target="_blank"><em>O Abolicionista</em></a>. Na ocasião, Patrocínio já era filiado à maçonaria, que começava a assumir um protagonismo na luta pela abolição.</p>
</div>
</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">
<p>Casou-se, em 15 de janeiro de 1881, com Maria Henriqueta Sena (1864 &#8211; 1929), a Bibi, filha do capitão Emiliano Rosa de Senna (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/629" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 14 de janeiro de 1881, primeira coluna</a>). Nesta época, segundo o historiador Flavio Gomes, os ataques racistas contra ele teriam aumentado devido ao fato de sua esposa ser branca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40574" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/629" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40574" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio14.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 14 de janeiro de 1881" width="353" height="378" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/629" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 14 de janeiro de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tiveram cinco filhos &#8211; duas meninas, que faleceram antes de completarem dois anos; e três meninos, dos quais os jornalistas Maceo (1897 &#8211; 1947) e José Carlos do Patrocínio Filho (c. 1886 &#8211; 1929), o Zeca. O filho Tinon desapareceu nas ruas do Rio de Janeiro quando criança e nunca mais foi encontrado. Nunca se soube de seu paradeiro.</p>
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<div id="attachment_40570" style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maria_Henriqueta_Sena,_filha_do_Capit%C3%A3o_e_Fazendeiro_Em%C3%ADlio_Rosa_de_Sena._(Esposa_de_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio).jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40570" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio11.jpg" alt="Maria Henriqueta Sena, filha do Capitão e Fazendeiro Emílio Rosa de Sena. (Esposa de José do Patrocínio" width="356" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maria_Henriqueta_Sena,_filha_do_Capit%C3%A3o_e_Fazendeiro_Em%C3%ADlio_Rosa_de_Sena._(Esposa_de_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio).jpg" target="_blank">Tavares Sobrinho. Maria Henriqueta Sena, filha do capitão e fazendeiro Emílio Rosa de Senna; e esposa de José do Patrocínio</a></p></div>
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<p>Em 1881, devido ao falecimento de José Ferreira de Meneses, que era o proprietário da <em>Gazeta da Tarde</em>, Patrocínio comprou o jornal. Na época, também colaborava com a <em>Revista Illustrada</em>, de Ângelo Agostini (1843 &#8211; 1910). No ano seguinte, foi com Paula Ney para a Bahia, Pernambuco e Ceará para divulgar a causa abolicionista. Patrocínio fez conferências e comícios muito concorridos.</p>
</div>
<div dir="auto">
<p>Em 9 de maio de 1883, fundou, em uma reunião organizada na sede da <i>Gazeta da Tarde, </i>a Confederação Abolicionista do Rio de Janeiro, congregando todos os clubes abolicionistas do país. Foi um dos redatores do <a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/174454" target="_blank">Manifesto da Confederação Abolicionista</a>, que foi lido em uma sessão solene no Theatro Dom Pedro II, em agosto de 1883. A entidade promoveu fugas de escravizados, passeatas, festas, jantares, comícios e assembleias em prol da causa abolicionista.</p>
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<div style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf/page1-379px-Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf.jpg" alt="Ficheiro:Manifesto da Confederação Abolicionista do Rio de Janeiro.pdf" width="379" height="598" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Manifesto_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista_do_Rio_de_Janeiro.pdf" target="_blank">Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40377" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1543348/or1543348.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-40377" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio1.jpg" alt="patrocinio1" width="335" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1543348/or1543348.pdf" target="_blank">Conferência Pública do jornalista José do Patrocínio feita no Theatro Politheama, 17 de maio de 1885 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40577" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:L%C3%ADderes_Abolicionistas_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio,_Andr%C3%A9_Rebou%C3%A7as,_Jo%C3%A3o_Clapp,_Jos%C3%A9_de_Seixas_Magalh%C3%A3es,_In%C3%A1cio_von_Doellinger,_Praxedes_Medella,_Lu%C3%ADs_de_Andrade_e_Luiz_Pereira,_membros_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista,_02.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-40577 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio15.jpg" alt="Photographia Americana. Líderes Abolicionistas José do Patrocínio, André Rebouças, João Clapp, José de Seixas Magalhães, Inácio von Doellinger, Praxedes Medella, Luís de Andrade e Luiz Pereira, membros da Confederação Abolicionista, c. 1880" width="799" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:L%C3%ADderes_Abolicionistas_Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio,_Andr%C3%A9_Rebou%C3%A7as,_Jo%C3%A3o_Clapp,_Jos%C3%A9_de_Seixas_Magalh%C3%A3es,_In%C3%A1cio_von_Doellinger,_Praxedes_Medella,_Lu%C3%ADs_de_Andrade_e_Luiz_Pereira,_membros_da_Confedera%C3%A7%C3%A3o_Abolicionista,_02.jpg" target="_blank">Photographia Americana. Diretoria da Confederação Abolicionistas. Sentados, da esquerda para a direita: André Rebouças, João Clapp e José de Seixas Magalhães. Em pé: José do Patrocínio, Luís de Andrade, Inácio von Doellinger, Praxedes Medella e Luiz Pereira, 16 de maio de 1888</a></p></div>
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<p>Viajou para a Europa, em 1883, e retornou ao Brasil, em 1884, ano em que publicou na <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/3551" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, a partir de 5 de abril</a>, o romance <em>Pedro Espanhol,</em> em forma de folhetim,<em> </em>baseado<em> </em>na vida real de um assassino<em>. </em>Foi editado e vendido como livro no mesmo ano. Foi sua terceira e última obra de ficção. Foi reeditada em 2013, pela G. Ermakoff Casa Editorial.<em> </em></p>
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<div id="attachment_40579" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/3543" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40579" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio16.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 3 de abril de 1884" width="318" height="393" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/226688/3543" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 3 de abril de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1885, fez uma viagem a Campos, onde ele e outros abolicionistas fizeram conferências. Ele trouxe para o Rio de Janeiro sua mãe, Justina Maria do Espírito Santo, já bastante doente (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/4693" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 18 de março de 1885, quinta coluna</a>). Ela faleceu meses depois e o enterro transformou-se em um ato político em prol da abolição com a participação de personalidades como Campos Sales (1841 &#8211; 1913), Joaquim Nabuco, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), Rodolfo Dantas (1854 &#8211; 1901) e Ruy Barbosa (1849 &#8211; 1923) (<em>Gazeta da Tarde</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5191" target="_blank">19 de agosto de 1885, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank">20 de agosto de 1885, penúltima coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_40580" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40580" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio17.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 20 de agosto de 1885" width="303" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/5195" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 20 de agosto de 1885</a></p></div>
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<p>Um caso de violência contra pessoas escravizadas foi mostrado, em fevereiro de 1886.<em> &#8220;Não é só no interior que se cometem crimes contra os escravos. &#8220;As pretas Eduarda e Joana, levadas às redações dos jornais pelo José do Patrocínio e João Clapp provam que na Corte também há verdugos&#8221;</em> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank">Revista Illustrada, 1886, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank">edição 427</a>). As escravizadas Eduarda, de 15 anos, e Joana, de 17, que haviam sido espancadas, foram exibidas pelas ruas do Rio de Janeiro. Seus rostos estavam deformados e as feridas em carne viva. Eduarda ficou cega e Joana morreu. Seu corpo foi carregado pelos abolicionistas, e o funeral rendeu mais um evento público denunciando tortura e assassinato. O caso de denúncia de tortura e assassinato se tornou uma comoção nacional.</p>
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<div id="attachment_40581" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40581" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio18.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886, edição 427." width="363" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/332747b/3165" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 1886, edição 427.</a></p></div>
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<p>Em agosto de 1887, o governo proibiu aglomerações nas ruas e edifícios públicos. Abolicionistas foram demitidos de seus empregos e partiram para o enfrentamento. Em 6 de agosto, organizaram uma conferência no Teatro Polytheama. Dois dias depois, um encontro em frente ao quartel do Campo da Aclamação. Ambos foram seguidos por enfrentamentos com a polícia. José do Patrocínio falou por muitos de seus companheiros, ao afirmar que “<em>os abolicionistas sinceros estão todos preparados para morrer</em>”.</p>
<p>Ainda neste ano organizou um manifestação em prol da abolição no Theatro Lyrico. A cantora que fazia o papel de <em>Aída</em>, na ópera homônima, a russa Nadina Bulicioff (1858 &#8211; 1921), comprou a liberdade de sete escravizados com os presentes que recebeu de seus admiradores. Entregou as cartas de alforrias em pleno palco, em 10 de agosto, em um ato da campanha abolicionista organizado por José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2808" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1886, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_25595" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25595" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/nadine.jpg" alt="Revista Illustrada, 1886" width="369" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/3116" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 20 de agosto de 1886</a></p></div>
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<p>Em 1886, com expressiva votação, foi eleito vereador do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/10513" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de julho de 1886, quarta coluna)</a>. Em 1884, já havia se candidatado a deputado, sem sucesso. Em 1890, 1893 e 1895, voltou a se candidatar, mas não foi eleito.</p>
<p>Em 1887, abandonou a <em>Gazeta da Tarde</em> e fundou e dirigiu o jornal <em>Cidade do Rio</em>, lançado em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/1" target="_blank">28 de setembro de 1887</a> e publicado até <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/12642" target="_blank">1902</a>.</p>
<div dir="auto">
<p>Em 13 de maio de 1888, logo após a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, abolindo a escravidão no Brasil, no Paço Imperial, Patrocínio fez um um <em>notável discurso</em> e foi saudado com um brinde feito por João Chaves (18? -?), representante da <em>Gazeta de Notícias</em>, tendo sido apontado como o <em>iniciador do movimento abolicionista. </em>Falou à população de uma das portas do Paço. Ofereceu à princesa Isabel, em nome da Confederação Abolicionista, um ramalhete de violetas e camélias artificiais com fitas verdes e amarelas, onde se lia <em>Libertas alma mater</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13782" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888, segunda, terceira  e quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_01/5322" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de maio de 1888, última coluna</a>). Por sua atuação <em>na luta triunfante do abolicionismo,</em> na qual foi a <em>concretização do espírito nacional</em>, foi homenageado na primeira página da <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> de 14 de maio de 1888</a>.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-40171 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição.jpg" alt="abolição" width="655" height="549" /></a></p>
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<div id="attachment_40172" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição1.jpg"><img class="wp-image-40172 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição1.jpg" alt="abolição1" width="900" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888</a></p></div>
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<div id="attachment_41425" style="width: 389px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13781" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41425" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio29.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 14 de maio de 1888" width="379" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_02/13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de maio de 1888</a></p></div>
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<div id="attachment_40673" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/5461" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40673" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio19.jpg" alt="O Paiz, 16 de junho de 1888" width="455" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_01/5461" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de junho de 1888</a></p></div>
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<p>Idealizada pelo isabelista Manoel Maria de Beaurepaire Pinto Peixoto (18? &#8211; 19?) e abençoada por Patrocínio, a Guarda Negra da Redentora foi criada, em 9 de julho de 1888, na casa do abolicionista Emilio Rouède. Era uma instituição formada majoritariamente por libertos com o objetivo de proteger a princesa Isabel. Várias polêmicas aconteceram em torno da associação e do isabelismo &#8211; <em>movimento de sustentação ao Terceiro Reinado isabelino, em franca oposição ao republicanismo que enxovalhava a herdeira de D. Pedro II e o marido dela, D. Gastão, o “Conde d´Eu” </em>(<a href="movimento%20de sustentação ao Terceiro Reinado isabelino, em franca oposição ao republicanismo que enxovalhava a herdeira de D. Pedro II e o marido dela, D. Gastão, o “Conde d´Eu”" target="_blank">Instituto Dona Isabel</a>) &#8211; e Patrocínio foi envolvido em algumas delas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/888" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 10 de julho de 1888, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/1471" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 5 de junho de 1889, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/2045" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 15 de julho de 1889, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/2065" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 20 de julho de 1889, segunda coluna</a>). Respondeu a diversos críticos que o apontavam como um  <em>negro vendido</em>, explicando sua opinião acerca do isabelismo (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/366340/54" target="_blank"><em>O Tempo</em>, 4 de agosto de 1888, última coluna</a>):</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O isabelismo</strong></span></p>
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<p><em>A profunda consideração que voto à redação da A Rua obriga-me a acudir pressurosamente em resposta às arguições, que ela me dirige, a respeito de uma frase por mim proferida no dia 13 de maio: “Enquanto houver sangue e honra abolicionistas, ninguém tocará no trono de Isabel, a Redentora”. Lançada em circulação sem considerações, que a precederam, semelhante frase, concordo, seria a mais terrível ameaça à democracia; a justificação prévia de todos os abusos do poder. Infelizmente o meu discurso não foi <span style="color: #000000;">estenografado e é impossível, hoje, reproduzir integralmente quanto disse. O meu pensamento, porém, foi acentuar, nos termos os mais precisos, que a data de 13 de maio era a primeira de uma era nova, para a elaboração da qual todos tínhamos concorrido: o imperador, a princesa e o povo; que a essa nova era devia corresponder nova política, para a qual contávamos com a magnanimidade do imperador, que havia feito sacrifício maior que o de Abraão, trazendo ao altar da liberdade pátria em holocausto a sua única e adorada filha; a esta mulher heroica que estreou-se no Governo do país restituindo às mães a dignidade materna e educando os príncipes seus filhos no amor dos infelizes. Partiam dessas primícias governamentais a nossa veneração e a nossa esperança por Isabel, a Redentora; confiávamos que o seu futuro seria a confirmação de seu passado; que ela seria a imperatriz-opinião; a rainha-fraternidade; exortávamo-la a perseverar nesse sistema de governar, porque enquanto houvesse honra e sangue abolicionistas o seu trono seria sagrado. Inferir-se daí que eu tentei fechar todas as válvulas da democracia brasileira, que dei o futuro da pátria em hipoteca ao 13 de maio, sem levar em linha de conta o complemento necessário da nova era nacional, é forçar a lógica para tirar uma conclusão arbitrária.</span></em></p>
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<div dir="auto" style="text-align: right;">
<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/085669/1875" target="_blank"><span style="color: #000000;"><em>Cidade do Rio</em>, 18 de maio de 1889</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi um defensor do Terceiro Reinado até praticamente o fim do Segundo, que se deu com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.  Tornou-se o <em>proclamador civil da República</em>, por ter desfraldado a bandeira do Clube Republicano, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde era vereador.</p>
<p style="text-align: left;">Em fevereiro de 1892, regressou da Europa. Em abril, foi declarado estado de sítio no Rio de Janeiro devido a um movimento em prol da deposição do presidente Floriano Peixoto (1839 &#8211; 1895) e aclamação do marechal Manoel Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892) à presidência. Patrocínio foi preso, acusado de cumplicidade. Ele, além de outros presos, foram deportados  para Cucuí, no alto Rio Negro, no estado do Amazonas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/4796" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de fevereiro de 1892, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5078" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 12 de abril de 1892, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5108" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de abril de 1892, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5335" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1892, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/6077" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de julho de 1892, quarta coluna).</a></p>
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<div id="attachment_40675" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_02/5335" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio201.jpg" alt="O Paiz, 26 de maio de 1892" width="255" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_02/5335" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de maio de 1892</a></p></div>
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<div id="attachment_40398" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank"><img class="wp-image-40398 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/josebonifacio.jpg" alt="josebonifacio" width="633" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13780" target="_blank">Photografia Lira. Reprodução de um grupo em S. Joaquim no rio Negro em 1892. Da esquerda para a direita: Conde de Leopoldina, dr. Campos da Paz, José do Patrocínio, dr J.J. Seabra, dr. Manoel Lavrador, marechal Almeida Barreto, coronel dr. Jacques Ouriques e major Manoel Miranda. São Joaquim do Rio Negro, Amazonas, 1892 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Ele e outros desterrados foram anistiados em 5 de agosto de 1892 e voltaram para o Rio de Janeiro, em 4 de setembro do mesmo ano. Patrocínio desembarcou no Cais Pharoux (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5982" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 de setembro de 1892, quarta coluna</a>). Devido a dificuldades financeiras e à perseguição política, foi morar no subúrbio de Inhaúma.</p>
<p style="text-align: left;">De volta ao jornal, Patrocínio continuou criticando o governo. Seu jornal, <em>Cidade do Rio,</em> publicou o manifesto <em>O Veto</em>, de Custódio de Melo (1840 &#8211; 1902), um dos líderes da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a> contra o regime republicano recém-estabelecido, e apoiou o movimento. Po temer uma nova prisão, Patrocínio se exilou e Luis Murat (1861 &#8211; 1929) assumiu a direção do jornal. <em>Cidade do Rio </em>foi interditado, em 1893 &#8211; voltou a circular em 1895 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4044" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 6 de setembro de 1893, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4052" target="_blank">8 de setembro de 1893, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/085669/4088" target="_blank">18 de setembro de 1893, primeira coluna</a>). Desta época até 1894, Patrocínio morou na casa de sua sogra e cunhados, em São Cristóvão. Foi procurado pela polícia e houve um boato de que ele havia sido fuzilado em Sepetiba. Durante o exílio, de cerca de 15 meses, do qual só saiu quando se encerrou o mandato de Floriano Peixoto na presidência da República, começou a construir um balão, a sonhar com a ideia de voar.</p>
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<div id="attachment_40679" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio21.jpg"><img class="size-full wp-image-40679" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/patrocinio21.jpg" alt="Cidade do Rio, 13 de maio de 1901" width="423" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Cidade do Rio</em>, 13 de maio de 1901</p></div>
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<p style="text-align: left;">Passou a colaborar com o jornal <em>O Repórter</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/738" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 2 e 3 de outubro de 1895, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Compareceu às sessões preparatórias da instalação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>, fundada em 20 de julho de 1897, e foi o criador da cadeira nº 21, cujo patrono é Joaquim Serra.</p>
<p style="text-align: left;">Entusiasta da ciência e da tecnologia, no início do século XX, iniciou a construção de um dirigível de 45 metros, o <em>Santa Cruz</em>, que não foi concluído.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1903, apesar de adoentado, Patrocínio saudou o grande inventor, cientista e aeronauta brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Santos Dumont (1873 &#8211; 1932), o Pai da Aviação</a>, presente à gala da ópera <em>Fausto</em>, no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=25489" target="_blank">Theatro Lyrico</a>, com um discurso que foi uma <em>luminosa queda de estrelas, um dos rasgos de emoções em que se tornou incomparáve</em>l. Na ocasião, foi acometido de uma hemoptise, causada por tuberculose. A chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, neste mesmo dia, 7 de setembro de 1903, pela manhã, a bordo do navio <em>Atlantique, </em>que havia partido de Bordeaux, na França,<em> </em>foi apoteótica. Em menos de um mês o inventor visitou, além do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, e permaneceu poucas horas em Salvador e no Recife (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/6311" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de setembro de 1903, primeira colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/2006" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 13 de setembro de 1903</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40399" style="width: 682px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_01/2007" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40399" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio5.jpg" alt="Chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1903 / Revista da Semana, 13 de setembro de 1903" width="672" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_01/2007" target="_blank">Chegada de Santos Dumont ao Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1903 /<em> Revista da Semana</em>, 13 de setembro de 1903</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Santos Dumont, que vinha de Minas Gerais, desembarcou na estação de Todos os Santos, onde, com outras personalidades políticas e da imprensa, foi recebido por Patrocínio, em seu hangar, em Inhaúma, onde estava sendo construído o balão <em>Santa Cruz</em>, idealizado por ele. Patrocínio ofereceu champanhe e saudou o aeronauta com um <em>brilhante discurso</em>, respondido por Santos Dumont. Patrocínio, foi um entusiasta da aviação nacional. O dirigível <em>Santa Cru</em>z não chegou a voar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/6386" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de setembro de 1903, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No aniversário dos 16 anos da abolição, foi homenageado pela revista <em>O Malho,</em> 14 de maio de 1904: &#8220;Salve! José do Patrocínio- Das Almas Grandes a Nobreza é Esta&#8221;.</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/2605" target="_blank"><img class="wp-image-40174 size-full aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/abolição3.jpg" alt="O Malho, 14 de maio de 1904" width="385" height="526" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, em 29 de janeiro de 1905. Morava em Inhaúma e todo o seu funeral durou 14 dias (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/9001" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de janeiro de 1905, sexta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/4131" target="_blank"><em> O Malho</em>, 4 de fevereiro de 1905</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/2917" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 de fevereiro de 1905, última coluna</a>).</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">
<p>No discurso de saudação ao novo membro da Academia Brasileira de Letras, Mario de Alencar (1872 &#8211; 1925), que passaria a ocupar a cadeira de José do Patrocínio, o acadêmico Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) referiu-se a Patrocínio e mencionou que ele havia trazido o primeiro carro para o Brasil (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_01/11314" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de agosto de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>O desenho abaixo, de autoria  <a class="link_classic2" title="Ver detalhes da obra...">de M.J. Garnier (18? -?), foi </a>publicado na página 108 do livro <a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960838/icon960838.pdf" target="_blank"><em>Sonetos brasileiros</em></a><a class="link_classic2" title="Ver detalhes da obra...">, organizado por Laudelino Freire (1873 &#8211; 1937) e editado por F. Briguiet &amp; Cie. Editores. Foi usado na obra publicada em 1913.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40401" style="width: 353px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960829/icon960829.pdf%20" target="_blank"><img class="wp-image-40401 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio6.jpg" alt="patrocinio6" width="343" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960829/icon960829.pdf%20" target="_blank">José do Patrocínio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40410" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/40740" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/patrocinio7.jpg" alt="Jornal do Commercio, 7 de setembro de 1916" width="437" height="194" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_10/40740" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 7 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="has-text-align-center" style="text-align: left;">Um dos netos de Patrocínio, o soldado Carlos Nuno do Patrocínio (1920 &#8211; 1946), filho de Maceo, morreu menos de um ano pós retornar da Segunda Guerra Mundial. Integrava o II Grupo do 1º Regimento de Obuses Auto-Rebocados e foi ferido em combate, tendo voltado ao Brasil com neurose de guerra. Suicidou-se e foi encontrado em seu apartamento em o bairro de Inhaúma, no Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1946, e foi enterrado no cemitério do Caju.</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Para marcar o dia 13 de maio, a Frente Negra Brasileira promoveu a realização de uma missa na Igreja Nossa Senhora dos Remédios e uma passeata. Quando chegaram ao Largo do Arouche, onde fica a herma do advogado Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) &#8211; concebida por Yolando Mallozzi e inaugurada em 1931 -, foi feita uma parada e o presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, e o orador Vicente Ferreira (? &#8211; 1934) fizeram discursos em homenagem ao </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">grande patrono da ra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">ça. A campanha pela construção da herma de Luis Gama foi  liderada pelo jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Progresso</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, representante da imprensa negra.</span></span></p>
<p>Integrando as celebrações do dia 13 de maio, em 1932, realizadas pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35590" target="_blank">Frente Negra Brasileira</a>, foi inaugurado, na sede da entidade, em São Paulo, um retrato de José do Patrocínio, de autoria de Olavo Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159"><em>Diário Nacional</em>, 14 de maio de 1932</a>). O propósito fundamental da Frente Negra Brasileira era discutir a questão do racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “<em>gente negra nacional</em>”.  Teve filiais em diversas cidades paulistas e nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Existiu entre 1931 e 1937.</p>
<p class="has-text-align-center" style="text-align: left;">No centenário de seu nascimento, em 1953, Patrocínio foi homenageado com a celebração de uma missa na igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito dos Homens Pretos e com a inauguração, no jardim da Biblioteca Nacional, de um baixo relevo de bronze dele, elaborado pelo artista Ruffo Franucchi (? &#8211; 19?), a partir de uma pintura de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10169" target="_blank">Rodolfo Amoedo (1857 &#8211; 1941)</a>. O monumento foi erigido a partir de um movimento coletivo patrocinado por várias entidades, dentre elas a Associação Brasileira de Imprensa  &#8211; ABI -, a Câmara dos Vereadores, a União dos Homens de Cor e a Irmandade de São Benedito. O monumento foi ofertado ao Rio de Janeiro por seu povo e pela prefeitura da cidade. Na ocasião, Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), artista, professor e ativista do movimento negro; Herbert Moses (1884 &#8211; 1972), presidente da ABI; e o deputado Heitor Beltrão, representando a Casa do Jornalista, discursaram (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1953</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41376" style="width: 608px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41376" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio25.jpg" alt="Jornal do Brasil, 9 de outubro de 1953" width="598" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/34052" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1953</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, para celebrar o aniversário da Lei Áurea, o Teatro  Experimental do Negro, cujo diretor era Abdias do Nascimento, promoveu um Ato Cívico diante do monumento de José do Patrocínio (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1955, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41410" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41410" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio27.jpg" alt="Jornal do Brasil, 12 de maio de 1'954" width="393" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/030015_07/40198" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de maio de 1954</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41408" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41408" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio26.jpg" alt="Site Monumentos do Rio" width="272" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank">Site Monumentos do Rio</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 19 de dezembro de 2022, a Fundação Biblioteca Nacional- FBN &#8211; inaugurou uma nova placa alusiva ao monumento, dando início às comemorações pelos 170 anos do nascimento de Patrocínio, comemorado em 2023. O descerramento da placa contou com a presença do  do presidente da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ABI, Marcos Gomes; e de Octávio Costa, representando a ABI. Por parte da FBN, estiveram presentes o presidente da instituição, Luiz Carlos Ramiro Junior; seu diretor executivo, João Carlos Nara Jr.; o chefe de gabinete, Fernando Antônio Ferreira; e o chefe do Núcleo de Arquitetura, Luiz Antônio Lopes de Souza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41414" style="width: 422px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio#:~:text=O%20monumento%20a%20Jos%C3%A9%20do%20Patroc%C3%ADnio%2C%20erigido,insigne%20jornalista%2C%20campe%C3%A3o%20da%20aboli%C3%A7%C3%A3o%20e%20um" target="_blank"><img class="wp-image-41414 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio28.jpg" alt="patrocinio28" width="412" height="305" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio#:~:text=O%20monumento%20a%20Jos%C3%A9%20do%20Patroc%C3%ADnio%2C%20erigido,insigne%20jornalista%2C%20campe%C3%A3o%20da%20aboli%C3%A7%C3%A3o%20e%20um" target="_blank">Monumento a José do Patrocínio / Portal do Ministério da Cultura</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Uma curiosidade: segundo relatado por biógrafos e amigos, Patrocínio teria trazido, em 1901, o primeiro carro que circulou nas ruas do Rio de Janeiro. Esta data não foi confirmada pela pesquisa deste artigo. Em algumas fontes a data seria 1884, porém o carro, um modelo francês da marca Peugeot, movido a vapor, o Serpollet, só começou a ser fabricado em 1886. Outra data apontada é 1894, mas neste ano Patrocínio estava escondido, como já mencionado, fugindo da polícia do governo. Segundo João do Rio (1881 &#8211; 1921),a respeito do carro de Patrocínio, em seu livro <em>Vida Vertiginosa</em> (1911): <em>&#8220;Um, o primeiro, de Patrocínio, quando chegou, foi motivo de escandalosa atenção. Gente de guarda-chuva debaixo do braço parava estarrecida, como se tivesse visto um bicho de Marte ou um aparelho de morte imediata. </em>Não durou muito: sofreu uma batida causada pelo poeta Olavo Bilac e ficou inutilizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://diariodorio.com/primeiro-acidente-de-carro-da-historia-do-brasil-aconteceu-no-rio-de-janeiro-2/" target="_blank"><img src="https://diariodorio.com/wp-content/uploads/2022/07/Patroci.png" alt="" width="607" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://diariodorio.com/primeiro-acidente-de-carro-da-historia-do-brasil-aconteceu-no-rio-de-janeiro-2/" target="_blank">José do Patrocínio e Olavo Bilac / <em>Diário do Rio</em>, 7 de janeiro de 2025</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">
<p style="text-align: left;">(1) – Links para os artigos escritos por José do Patrocínio sob o título “Viagem ao Norte”.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4098">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 1º de junho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4118">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 6 de junho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4312">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 20 de julho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4326">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 23 de julho de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4372">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 3 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4422">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 15 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4454">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 22 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4486">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 30 de agosto de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4522">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 7 de setembro de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4544">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 12 de setembro de 1878.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://rubem.wordpress.com/2023/11/20/papai-jose-do-patrocinio-filho/" target="_blank">Leia aqui uma crônica escrita por José do Patrocínio Filho sobre seu pai</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja aqui o programa sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?si=TKZnlim2NaVlexsP&amp;v=Cz7NuCgvQ-Q&amp;feature=youtu.be" target="_blank">José do Patrocínio</a>, da série Os Abolicionistas, veiculado pelo canal <em>História do Brasil Como Você Nunca Viu</em>, do historiador Bruno da Silva Antunes de Cerqueira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?si=TKZnlim2NaVlexsP&amp;v=Cz7NuCgvQ-Q&amp;feature=youtu.be" target="_blank"><img class="alignnone  wp-image-41439 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/patrocinio31.jpg" alt="patrocinio31" width="558" height="313" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Ângela. <a href="https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548855459_0d3dc80eafa58bca6fe6153d7c82cc58.pdf#:~:text=A%20Confer%C3%AAncia%20n%C3%BAmero%2025%2C%20em%2020%20de,parte%20musical%20e%20concertante%20da%20Confer%C3%AAncia.%E2%80%9D%20(ACE" target="_blank"><em>A teatralização da política: a propaganda abolicionista</em></a>. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011.</p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Ângela. <a href="https://www.scielo.br/j/soc/a/M5yHngkjXzwdQ6GFtfTtngN/?format=pdf" target="_blank"><em>Associativismo avant la lettre – as sociedades pela abolição da escravidão no Brasil oitocentista</em></a>. Sociologias, Porto Alegre, ano 13, no 28, set./dez. 2011.</p>
<p style="text-align: left;">ALONSO, Angela. <em>Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasikeiro (1868-88)</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2015</p>
<div dir="auto">ALVES, Uelinton Farias. <em>José do Patrocínio: a imorredoura cor do bronze</em>. Rio de Janeiro : Garamond, 2009.</div>
<p style="text-align: left;">ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de; LOGATTO, Rosângela. <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/533" target="_blank"><em>Imagens da Seca de 1877-78 – Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira</em>. </a> Anais da Biblioteca Nacional, vol 114, de 1994, p. 71-83.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/a-campanha-abolicionista--0/html/ffcce3d0-82b1-11df-acc7-002185ce6064_2.html" target="_blank">Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes</a></p>
<p style="text-align: left;">CERQUEIRA, Bruno da Silva Antunes de; SOUZA, Arthur Danilo Castelo Branco. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/negros_mulheres_souza.pdf" target="_blank"><em>Negros, mulheres, pobres, ricos, letrados ou não: uma perspectiva histórica do isabelismo no Brasil</em>.</a> Cadernos ASLEGIS | 63 • 2º Semestre 2022.</p>
<p style="text-align: left;">FAPPI, Thiago. <a href="https://www.amazon.com.br/No-bal%C3%A3o-Patroc%C3%ADnio-advento-avia%C3%A7%C3%A3o/dp/B0977KR92X" target="_blank"><em>No balão do Patrocínio: José do Patrocínio e o advento da aviação no Brasil. </em></a>Publicação independente<em>, </em>2021.</p>
<p style="text-align: left;">Fundação Biblioteca Nacional. <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000110.pdf" target="_blank"><em>A CAMPANHA ABOLICIONISTA José do Patrocínio COM O CORAÇÃO NOS LÁBIOS</em></a>.</p>
<p style="text-align: left;">Motta, Felipe Ronner Pinheiro Imlau.<a href="https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/5019/1/Felipe%20Ronner%20Pinheiro%20Imlau%20Motta.pdf" target="_blank"><em> Literatura, fatalidade e história: o jornalismo engajado de José do Patrocínio (1877-1905)</em></a>. Tese (Doutorado em Comunicação) &#8211; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">MAGALHÃES JUNIOR, Raimundo.<em> A vida turbulenta de José do Patrocínio. </em>Rio de Janeiro: Sabiá, 1969</p>
<div dir="auto" style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/romance-esquecido-de-jose-do-patrocinio-ganha-reedicao-depois-de-130-anos-9771135#:~:text=Chefe%20da%20quadrilha,e%20a%20perspic%C3%A1cia%20do%20branco%E2%80%9D." target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 1º de setembro de 2013</a></p>
<p>OLINTO, Antônio. <a href="https://www.academia.org.br/artigos/patrocinio-100-anos" target="_blank"><em>Patrocínio: 100 anos</em></a>. <em>Tribuna da Imprensa</em>, 21 de junho de 2005.</p>
<p>ORICO, Oswaldo. <em>O Tigre da Abolição</em>. Rio de Janeiro : Gráfica Olimpica Editora, 1953.</p>
<p><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/604-jose-do-patrocinio" target="_blank">Portal Literafro</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/noticias/fbn-realiza-cerimonia-de-descerramento-da-placa-em-homenagem-a-jose-do-patrocinio" target="_blank">Portal Ministério da Cultura</a></p>
<p>Projeto Intelectuais Negros nas Américas, Universidade Federal Fluminense &#8211; <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/14" target="_blank">José do Patrocínio</a>, <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/9" target="_blank">José Ferreira de Menezes</a>, <a href="https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/39" target="_blank">Vicente de Souza</a></p>
<p>ROCHA, D. <a href="https://revistas.usp.br/crioula/article/view/186490/189526" target="_blank"><em>Os retirantes (1879), de José do Patrocínio: texto fundador da literatura da seca</em></a>. <i>Revista Crioula</i>, <i>29</i>, 95-124, 2022.</p>
<p>SILVA, Ana Carolina Feracin.<em> <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/abpn,+Gerente+da+revista,+005+em+ordem.pdf" target="_blank">De “papa-pecúlios” a Tigre da Abolição: a construção da legenda de José do Patrocínio nas últimas décadas do século XIX. </a></em>Revista da ABPN<em>,</em> v. 10, n. 25 • mar – jun 2018, p.69-81.</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/jose-do-patrocinio/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=2068">Site Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos</a></p>
<p><a href="https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/MMWM-H1Q" target="_blank">Site Family Search</a></p>
</div>
<p style="text-align: left;"><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PATROC%C3%8DNIO,%20Jose%20do.pdf" target="_blank">Site FGV CPDOC</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://www.geledes.org.br/jose-patrocinio/" target="_blank">Site Geledés</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://gw.geneanet.org/valdenei?lang=en&amp;n=ramos&amp;p=henriqueta+amelia" target="_blank">Site Geneanet</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://jornalismodeguerra.com/2021/03/13/feb-neurose-de-guerra-matou-o-neto-de-jose-do-patrocinio/" target="_blank">Site Jornalismo de Guerra</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://neamp.pucsp.br/liderancas/jose-carlos-do-patrocinio" target="_blank">Site Lideranças Políticas &#8211; José Carlos do Patrocínio</a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.monumentosdorio.com.br/antigo/img/escultura/013/rua/gra/023.gif" target="_blank">Site Monumentos do Rio</a></p>
<p style="text-align: left;">SOUZA, Marcos Teixeira de. <a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/jangada_admin,+Editor+chefe,+Motta+Coqueiro%20(1).pdf" target="_blank"><em>Motta Coqueiro ou a pena de morte</em></a>. Revista <em>Jangada</em>, julho/dezembro de 2014.</p>
<p style="text-align: left;">VASCONCELOS, Rita de Cássia Azevedo Ferreira de. <a href="https://www.historia.uff.br/stricto/td/1464.pdf" target="_blank"><em>REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO, NÃO: o Republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República</em>. </a>Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense. Mestrado em História Contemporânea I na Universidade Federal Fluminense, 2011.</p>
</div>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499" target="_blank"><em>Marco no fotojornalimo brasileiro: a seca no Ceará é documentada com fotografias</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 12 de julho de 2015.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 13:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar a independência do estado de Sergipe ocorrida há exatos 200 anos, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens", da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta da do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro e sua última residência foi Sergipe.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para comemorar a independência do estado de Sergipe, ocorrida há 200 anos, seguida pela nomeação como seu primeiro governador de Carlos Cesar Burlamaqui (1775 &#8211; 1844) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/5994" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 26 de julho de 1820, segunda coluna</a>), a Brasiliana Fotográfica publica o artigo &#8220;<em>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens&#8221;, </em>da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro: Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, estado que foi sua última residência. Sua obra fotográfica registrou cidades e paisagens e documentou a construção de ferrovias. Além disso, teve uma grande produção de retratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=sergipe" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Sergipe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19779" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg"><img class="size-full wp-image-19779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg" alt="Bandeira e brasão de Sergipe" width="358" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Bandeira e brasão de Sergipe</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Carta Régia que desanexou da Capitania da Bahia o território de Sergipe, emancipando-o politicamente</em></span></p>
<p><i>&#8220;Isenta a Capitania de Sergipe da sujeição ao Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente.<br />
Convido muito ao bom regimen deste Reino do Brasil, e a prosperidade a que me proponho elevá-lo, que a Capitania de Sergipe de El Rei tenha um Governo independente do da Capitania da Bahia.<br />
Hei por bem isentala absolutamente da sugeição em que até agora tem estado do Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente para que o Governador della a governe na forma praticada nas mais Capitanias independentes, communicando-se directamente com as Secretarias de Estado competentes, e podendo conceder sesmarias na forma das Minhas Reaes Ordens.<br />
Thomas Antonio de Villanova Portugal, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino, o tenha assim entendido, e faça executar com as participações convenientes às diversas estações. Palácio do Rio de Janeiro e 8 de julho de 1820. (Com a rubrica de S.M.)”</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em> </em></span>                                                                                       <em>Sayonara Viana*</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3938/014AVA012074.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="291" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança, c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O movimento das imagens evidencia seus diferentes contornos, revelando sentidos e significados produzidos pela arte fotográfica de João Firpo, que deixou vestígios documentais para a história da fotografia no Brasil ao registrar e elucidar traços peculiares de algumas cidades do país. Giovanni Firpo nasceu em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi. O registro encontra-se no Livro de Registro n°. 93, linha 422, do ano de 1839, na Lista Di Leva da cidade de Gênova. Até o momento são poucos os dados que conseguimos obter sobre esse fotógrafo. Existem muitas lacunas entre o seu nascimento e o ano em que imigrou para a América. O que se sabe é que Firpo foi proprietário de um laboratório fotográfico na cidade de Gênova.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19638" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg"><img class="wp-image-19638 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg" alt="figura 1" width="451" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do livro de registro de nascimento em 1839 / Acervo Aroldo A. Firpo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotógrafo profissional e itinerante, viajou de Gênova com destino ao Brasil em 13 de agosto de 1866 e aportou no Recife, em Pernambuco, em 18 ou 19 de outubro desse mesmo ano. As informações contidas em seu passaporte permitem-nos construir a imagem de um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;. Veio acompanhado da esposa Maria Lydia Firpo e dos seus três filhos menores: Domenico, de cinco anos; Giulio, de três anos; e Antônio, com oito meses. Viajaram na polaca italiana <em>Linda</em><em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19639" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg"><img class="  wp-image-19639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg" alt="figura 2" width="332" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do passaporte utilizado na viagem para o Brasil em 1866 / Acervo Aroldo A. Firpo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Brasil, Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Em 1867, fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14, conforme anúncio publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19650" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/anuncio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de abril de 1867" width="242" height="122" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 23 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19651" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19651" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/publicador.jpg" alt="O Publicador, 16 de dezembro de 1867" width="393" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador,</em> 16 de dezembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse período, os fotógrafos itinerantes anunciavam seus serviços nos periódicos locais informando que estavam vendendo material fotográfico e fotografando nas residências e fazendas das vilas e cidades. Sobre a itinerância fotográfica no Brasil, Segala (1998) descreve:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Placas de vidro, frascos e drogas amarrados nas caixas, nos balaios das mulas. Os panos negros, os alaranjados, feitios da tenda fotográfica, cobrem das poeiras e dos ciscos a câmera escura. A viagem começa cedo, protegendo as águas e as químicas do sol alto&#8221;.         </em></span>                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       (SEGALA, 1998, p.62).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Firpo, como fotógrafo itinerante, viajou pelas Províncias do Norte do Brasil &#8211; Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe -, documentando famílias, personagens ilustres e paisagens urbanas, preservadas por instituições de memória desses estados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19675" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg"><img class="size-full wp-image-19675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg" alt="Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou" width="443" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacou-se pela densidade e intensidade de capturar &#8220;as vistas&#8221; da cidade da Parahyba ao fotografar prédios públicos, vistas, ruas e as mudanças na paisagem urbana. Residiu em vários locais da cidade procurando sempre se instalar próximo a uma potencial clientela e sempre buscando fixar as imagens em outro suporte para atingir a um público maior. Como informa  Lira (1997):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; No ano de 1876, já atuava na rua da Viração 17, o fotógrafo João Firpo com sua &#8220;Photographia Italiana&#8221;, oferecendo ao público, através de anúncio no Jornal da Paraíba de 09 de junho, seus &#8220;cartões sobre sistema de porcelana e photographia simples&#8221;. No ano seguinte, Firpo encontra-se instalado na rua Barão da Passagem (atual Rua da Areia), n° 92&#8243;.</em></span></p>
<p>Provavelmente por ter grande aceitação junto ao público, continuou atuando na cidade, acompanhando as mudanças na sua paisagem e Há indícios da sua atuação na Rua Direita n° 62 e, em 1885, na rua Duque de Caxias, n° 62, indicando a sua atividade na cidade entre 1877 e 1885 (BECHARA FILHO, 1983).</p>
<p>Sobre esses registros históricos, Azevedo (2017), assinala que:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em 1878, quando, provavelmente, o fotógrafo João Firpo tomou as primeiras imagens do Largo do Colégio, ele iniciou o registro uma série de informações sobre o ambiente construído que chegaram até os nossos dias em uma espécie de testemunho da conformação física de como já foi a paisagem urbana da cidade da Parahyba. De modo particular, essas fotografias nos contam o percurso histórico de como o Largo do Colégio e o seu entorno foram sendo construídos e, também, desconstruídos, ao longo de sete décadas, entre 1870 e 1930&#8242;.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">(AZEVEDO, 2011, p. 2027).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra atuação que marcou a sua trajetória fotográfica foi o trabalho sistemático de documentação fotográfica da expansão ferroviária da Parahyba, muito comum no final do século XIX e utilizada pela administração pública para compor os relatórios das obras e as reportagens dos periódicos. João Firpo foi contratado  para acompanhar o progresso da ferrovia da Companhia Inglesa <em>Conde D’Eu Railway Company Limited,</em> responsável pela construção da primeira etapa do trecho entre Natal e Recife.</p>
<p>João Firpo deixou importante legado iconográfico pelas cidades e vilas por onde andou. Entretanto, várias imagens atribuídas a ele estão sem identicação porque durante um período da sua atuação nem sempre as fotografias eram carimbadas. No que diz respeito aos retratos, principalmente o modelo <em>‘<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">carte de visite</a>’,</em>  ao longo da sua produção ele utilizou diversas vinhetas.</p>
<p>Uma curiosidade: na primeira figura abaixo, que é o verso da fotografia &#8220;Retrato de criança&#8221;, destacada nessa publicação, estão impressos à esquerda, o brasão do Segundo Império, e, à direita, o do Reino da Itália.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3939/014AVA012074v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="347" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança (verso), c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19640" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg"><img class="  wp-image-19640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg" alt="figura 3" width="197" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19641" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg"><img class="wp-image-19641 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg" alt="figura 4" width="221" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, provavelmente atraído pela prosperidade econômica da Província de Sergipe, cuja região da Cotinguiba era o centro da produção açucareira, escolheu a Villa de Maruim para residência de sua família e instalação do seu laboratório fotográfico e continuou a viajar pelo Norte anunciando nos periódicos locais o seu ofício.</p>
<p>João Firpo faleceu em Maruim, em 1899, aos 61 anos. Está sepultado no cemitério Cruzeiro do Novo Século. Deixou nove filhos: três nascidos na Itália, três nascidos no Rio Grande do Norte e três nascidos na cidade da Parahyba.</p>
<ul>
<li>Domenico Firpo (Gênova &#8211; 1861 -?).</li>
<li>Giulio Firpo (Gênova &#8211; 1863 &#8211; ?)).</li>
<li>Antônio Firpo (Gênova &#8211; 1865- ?).</li>
<li>João Firpo Júnior (RN &#8211; 1869 -?).</li>
<li>Eládio Firpo (RN &#8211; 1874- ?).</li>
<li>Arthur Firpo (RN &#8211; 1876 -?).</li>
<li>Maria Augusta Firpo (Parahyba &#8211; 1877 &#8211; ?).</li>
<li>Leopoldina Firpo (Parahyba &#8211; 1878 &#8211; ?).</li>
<li>José Firpo (Parahyba &#8211; 1883 -?).</li>
</ul>
<p>O seu falecimento está registrado no Livro de Óbitos de 1893 a 1948, da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Passos. De acordo com as palavras escritas pelo vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas:</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;</span><span style="color: #800000;">No dia 10 de outubro de 1899, encomendei o cadáver de João Firpo, natural de Gênova, de 61 anos de idade, filho legítimo de Domenico Firpo e Catharina Corse (sic), casado com D. Maria Lydia Firpo, fallecido de ontem de moléstia cardíaca. Vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas&#8221;. </span></em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_19642" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg"><img class="wp-image-19642 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg" alt="figura 5" width="478" height="96" /></a><p class="wp-caption-text">Livro de Óbitos de 1893 a 1948. / Acervo Paróquia de Senhor Bom Jesus dos Passos. Maruim/SE</p></div>
<p><em> </em></p>
<p>Seus filhos Arthur e Antônio Firpo deram continuidade ao ofício do pai, documentando indivíduos e grupos familiares através dos retratos: suas fisionomias, seus eventos mais representativos e suas celebrações, que foram registrados em suportes fotográficos por esses <em>&#8220;artífices de imagens&#8221; </em>e estão presentes nos acervos do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e na Biblioteca Pública Epifânio Dória/SE  &#8220;<em>como vestígios documentais de múltiplas existências: deles próprios enquanto retratistas e dos seus retratados&#8221;</em>.</p>
<p>As dimensões poéticas do passado materializadas na obra fotográfica de João Firpo produzem as rimas, as harmonias e as sintonias necessárias para que os versos e a consonâncias das imagens/palavras possam consolidar a impressão de quem as observam e interpretam, buscando nos aproximar dos caminhos percorridos e das realidades registradas e eternizadas que se perderiam ao longo de tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*</strong>A historiadora e museóloga Sayonara Viana é pesquisadora do campo das Artes Visuais, no Patrimônio Cultural e História da Fotografia em Sergipe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de João Firpo (1839 &#8211; 1899)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1839</strong> </span>- Meses antes do anúncio da invenção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">daguerreótipo</a>, feito por François Arago (1786 – 1853), secretário da Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839 , nascimento de Giovanni (João) Firpo em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Em Gênova, nascimento de seu primeiro filho, Domenico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong> </span>- Em Gênova, nascimento de seu segundo filho, Giulio</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865 </span>- </strong>Em Gênova, nascimento de seu terceiro filho, Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Firpo viajou para o Brasil 13 de agosto de 1866, na polaca <em>Linda,</em> em companhia de sua mulher, Maria Lydia Firpo, e de seus três filhos genoveses. Aportaram no Recife, em Pernambuco, em meados de outubro desse mesmo ano. Segundo informações de seu passaporte, era um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;<em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19662" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><img class="size-full wp-image-19662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/polaca.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 20 de outubro de 1866" width="490" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14. Chapelin havia sido o sucessor do estabelecimento do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877 )</a> no endereço mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18343" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de abril de 1867, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 28 de abril, Firpo inaugurou, no Recife, a Photographia Italiana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19664" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/italiana.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 27 de abril de 1867" width="485" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que todas as chapas de Augusto Stahl e Leon Chapellin estavam com ele e que reproduções das mesmas poderiam ser encomendadas. Oferecia também vistas de Pernambucos e seus arrebaldes (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 23 de julho de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19665" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/stahl1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 26 de julho de 1867" width="490" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve uma confusão entre João Firpo, uma senhora e o delegado Martins Pereira(<em>O Conservador</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/83" target="_blank"> 2 de novembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/92" target="_blank">9 de novembro </a>de 1867).</p>
<p>Nesse mesmo ano, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Firpo e sua mulher embarcaram em João Pessoa no vapor <em>Ipojuca</em> com destino a Natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/4256" target="_blank"><em>O Publicador</em>, 26 de junho de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que em um dos armazéns da Alfândega de Pernambuco havia para João Firpo, dentre outros produtos, 70 libras de massas alimentícias. A mercadoria havia chegado em 10 de janeiro de 1868, no vapor <em>Bourgogne</em>, de Marseille, na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/3290" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de julho de 1868, quinta coluna</a>). Fica a questão: teria ele pensado em ser importador de massas italianas para o Brasil?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu primeiro filho brasileiro, João Firpo Júnior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211;  Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Na época, ele residia no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/52327" target="_blank"><em>Annaes do Parlamento Brasileiro</em>, Tomo 4, 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu segundo filho brasileiro, Eládio.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876</span> </strong>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu terceiro filho brasileiro, Arthur.</p>
<p>Nesse ano, possuia um ateliê fotográfico, a Photographia Italiana, na rua da Viração, nº 17, em João Pessoa (Diário da Prahyba, 9 de junho de 1876).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Nascimento de sua primeira filha, Maria Augusta, na Paraíba.</p>
<p>Transferiu seu ateliê fotográfico para a rua Barão da Passagem, 92, em João Pessoa. Anunciou que iria &#8220;a qualquer parte mediante prévia convenção&#8221; e que também dava lições de fotografia. Na época,já comercializa retratos de homens públicos (<em>A Opinião</em>, 12 de julho de 1877 e 28 de outubro de 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Nascimento de sua segunda filha, Leopoldina, na Paraíba.</p>
<p>Esteve No Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/19704" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1878, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong> </span>- Nascimento de seu filho caçula, José, na Paraíba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Anunciou a Grande Fotografia, na rua Duque de Caxias, 52, em João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19669" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><img class="wp-image-19669 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande.jpg" alt="Diário da Parahyba, 24 de maio de 1885" width="476" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19671" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande1.jpg" alt="Diário da Parahyba, 12 de junho de 1885" width="242" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 12 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos compatriotas que se solidarizou com o comerciante italiano F. de Angelo, preso, acusado de tramar uma fuga e de se esconder de credores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/1041" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 16 de junho de 1885, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos de Joaquim Nabuco e de Victor Hugo no seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19672" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande2.jpg" alt="Diário da Parahyba, 27 de outubro de 1885" width="232" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; João Firpo estava em Taquaretinga, vindo da Paraíba. Segundo o jornal, havia <em>armado sua tenda para aumentar sua galeria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15455" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Pirapama</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24431" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de outubro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211;  Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Espírito Santo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27106" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Mudou-se com sua família para a Villa de Maruim, em Sergipe, e lá instalou seu ateliê fotográfico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Esteve no Rio de Janeiro e  uma nota no jornal<em> O Paiz</em> se referiu a ele como <em>um cavalheiro geralmente estimado e conceituado na cidade de Maruim, onde é comerciante e conselheiro municipal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de agosto de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Esteve de novo no Rio de Janeiro, de onde embarcou para Aracaju no vapor <em>Penedo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/26339" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de outubro de 1897, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; João Firpo faleceu em Maruim, em 9 de outubro de 1899, aos 61 anos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; Em 18 de agosto, familiares de João Firpo reuniram-se em Maruim para a comemoração dos 152 nos da migração do patriarca da Itália para o Brasil. Foi reinaugurado o mausoléu de João Firpo e depois foi celebrada uma missa em ação de graças na Igreja Matriz Senhor dos Passos (<a href="https://www.facebook.com/GovernodeMaruim/posts/1043402885806642" target="_blank">Facebook</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">**Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Link para o artigo  <em>Aracaju &#8211; 160 anos de fundação</em>, publicado em 25 de setembro de 2015 na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><strong> </strong></p>
<p>AZEVEDO, Maria Helena. <em>De Largo do Colégio a Praça João Pessoa: a transformação de uma paisagem urbana vista em fotografias</em>. Disponível em: <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf">http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Os Primórdios da Fotografia na Paraíba</em>. Correio das Artes. Jornal A União,  João Pessoa. 27. Nov. 1983</p>
<p>FIRPO, Aroldo Andrade.  <em>Folder Comemorativo aos 152 anos da migração da Família João Firpo de Gênova para o Nordeste do Brasil.</em> Agosto/2018.</p>
<p>GONÇALVES, Eveline Filgueiras. <em>A fotoautobiografia como espaço de recordação: fragmentos em álbuns de memórias sobre a Universidade Federal da Paraíba no arquivo Afonso Pereira.</em>  Disponível em: <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR">https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LIRA, Bertrand de Souza. <em>Fotografia na Paraíba: um inventário dos fotógrafos através do retrato (1850 a 1950)</em>. João Pessoa: Editora Universitária, 1997.</p>
<p>SEGALA, Lygia. <em>Itinerância fotográfica e Brasil pitoresco.</em> Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, 1998, v. 27, p. 62-87.</p>
<p><a href="http://bibliotecaclodomirsilva.blogspot.com/2012/07/emancipacao-politica-de-sergipe.html" target="_blank">Site Biblioteca Clodomir Silva</a></p>
</div>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; IV &#8211; As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 13:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o carnaval brasileiro, que é o maior e mais conhecido do mundo e também a festa mais popular do país, destacando uma cena da folia momesca em Maceió, em 1906. É uma fotografia do bloco carnavalesco Camélias Japonezas, agremiação que nasceu na rua General Hermes, na Cambona, antigo bairro da capital alagoana. O registro foi realizado por Luiz Lavenère Wanderley (1868 - 1966) e mostra uma situação de carnaval de rua com pessoas - fantasiadas ou não - acompanhando o desfile, cuja figura central empunha o estandarte do bloco, onde, além do nome da agremiação, há a figura de uma gueisha. Vê-se também alguns membros da banda com instrumentos nas mãos. A fotografia pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. Lavenère foi um dos pioneiros fotógrafos amadores de Alagoas, premiado na Exposição Internacional de Turim, na Itália, em 1911, quando exibiu fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Brasiliana Fotográfica homenageia o carnaval brasileiro, que é o maior e mais conhecido do mundo e também a festa mais popular do país, destacando uma cena da folia momesca em Maceió, em 1906. É uma fotografia do bloco carnavalesco <em>Camélias Japonezas</em>, agremiação que nasceu na rua General Hermes, na Cambona, antigo bairro da capital alagoana. O registro foi realizado por Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966), um dos pioneiros fotógrafos amadores de Alagoas, e mostra uma situação de carnaval de rua com pessoas &#8211; fantasiadas ou não &#8211; acompanhando o desfile, cuja figura central empunha o estandarte do bloco, onde, além do nome da agremiação, há a figura de uma gueisha. Vê-se também alguns membros da banda com instrumentos nas mãos. A fotografia pertence ao acervo do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 812px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="802" height="573" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>Foi justamente nas primeiras décadas do século XX que Lavenère, estimulado pelos fotógrafos amadores Joaquim da Silva Costa e F. Porto, se dedicou mais consistentemente à fotografia, tendo sido listado como fotógrafo no <em>Almanak Laemmert</em> de 1906 e 1907.  Foi, muito provavelmente, o primeiro repórter fotográfico de Alagoas. Imagens de sua autoria foram publicadas em revistas como <em>Mundo Elegante de Paris,</em> <em>O Malho e Tico-Tico</em>. Um álbum com imagens de Maceió de sua autoria, impresso e encadernado pela Livraria Fonseca, foi ofertado, em maio de 1906, em nome do jornal <em>Evolucionista, </em>do qual era diretor<em>,</em> ao político Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), meses antes dele se tornar presidente da República, em novembro do mesmo ano. Foi premiado com uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Turim, na Itália, em 1911, quando exibiu fotografias sobre madeira, sobre porcelana e quadros de gênero. Nesse mesmo ano foram editados 24 cartões-postais de Maceió, de sua autoria. Em um artigo elogioso em torno da obra literária de Lavenère, publicado em 1926,  foi mencionado que ele teria sido um fotógrafo <em>emérito</em> e responsável por um<em> processo prático, original, rápido e barato de preparo de &#8220;clichês&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/19202" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Personagem bastante atuante na vida social alagoana, Lavenère foi também jornalista, escritor, professor, político e musicólogo, além de ter sido um dos precursores do estudo do folclore de Alagoas. Participou da campanha abolicionista, trabalhou na Repartição Geral dos Telégrafos e durante a Primeira Guerra Mundial exerceu a função de Agente Consular da França. Foi também proprietário da Livraria Americana e de <em>A Conquista, </em>primeiro periódico ilustrado com a técnica da fotogravura, preparado totalmente em Maceió. Ocupou a cadeira número 36 da Academia Alagoana de Letras e é o patrono da cadeira 41 do Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas, do qual foi secretário entre 1934 e 1943. Publicou diversos livros, dentre eles <em>Zéfinha: scenas da vida alagoana</em> (1921) e <em>Padre Cornélio: scenas da vida alagoana </em>(1921), duas partes de uma mesma novela; <em>Compêndio de Teoria Musical</em> (1927) e <em>Ad Memoriam </em>(1948). Foi agente das revistas<em> Fon-Fon</em> e <em>Selecta</em> em Alagoas e representante da Casa dos Artistas em Maceió.</p>
<p>Nasceu em Maceió, Alagoas, em 17 de fevereiro de 1868, filho do jornalista e funcionário da Fazenda federal Stanislau Wanderley (1830 &#8211; 1899), provavemente o primeiro fotógrafo amador de Maceió; e de Amélia Lavenère Wanderley (1835  &#8211; 1905). O casal teve mais dois filhos: Rachel (1869 &#8211; 1952) e o futuro general Alberto Lavenère Wanderley (1870 &#8211; 1930), pai de Nelson Lavenère Wanderley (1909 &#8211; 1985), que foi ministro da Aeronáutica no governo Castelo Branco, em 1964, e chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, entre 1966 e 1968. Luiz Lavenère foi casado com Maria Capitulina (18? &#8211; 1890) , com quem teve uma filha, Albertina (1889 &#8211; 1914). Depois casou-se com Túlia dos Reis (1877 &#8211; 1940) e o casal teve cinco filhos: Jessie (1894 &#8211; 19?), Edith (1896 &#8211; 1916), Olga (? &#8211; 19?), os gêmeos Carmen (1906 &#8211; 1910) e Túlio (1906 &#8211; 1932), e Yvonne (1915 &#8211; 1998) . Faleceu em Maceió, em 29 de outubro de 1966.</p>
<p>Foi lançado, em dezembro de 2018, o livro <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère</em>, com 220 fotografias de Maceió, a maioria inédita e rara, organizado por Gian Carlos de Melo Silva e Wilma Maria Nóbrega Lima e editado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos em parceria com o Arquivo Público Alagoano. As fotografias foram separadas em grupos: <em>Águas</em>, <em>Construções</em>, <em>Cotidiano</em> e  e <em>Lavenère</em>. São registros de diversos aspectos de Maceió. Também está reproduzido no livro o artigo <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana, publicado na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, 1962.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_17767" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/36014" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17767" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/maceio.jpg" alt="Fon-Fon, de 1920" width="455" height="736" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/259063/36014" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 24 de abril de 1920</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=lavenere" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Luiz Lavenère disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<div style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="%20Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7947/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_045%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="545" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="%20Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Pau de sebo, 1905. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Em Maceió, Alagoas, em 17 de fevereiro, nascimento de Luiz Lavenère Wanderley, filho do jornalista e funcionário da Fazenda federal Stanislau Wanderley (7 de maio de 1830 &#8211; 18 de março de 1899) e de Amélia Lavenère Wanderley (1835  &#8211; 1905). O casal teve mais dois filhos: Rachel (1869 &#8211; 1952) e o futuro general Alberto Lavenère Wanderley (1870 &#8211; 1930).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876 &#8211; 1878</strong></span> &#8211; Quando tinha entre 8 e 10 anos de idade, encontrou a câmara fotográfica e o material de laboratório pertencentes ao seu pai.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Em prol do movimento abolicionista, instalação da Sociedade Libertadora Alagoana, em 28 de setembro, no antigo Teatro Maceioense. Dela fizeram parte, entre outros:  Luiz Lavenère,  e seu pai, Stanislau Wanderley. Seu primeiro presidente foi Antônio de Almeida Monteiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Começou a lecionar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4608" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 13 de julho de 1899, última coluna</a>).</p>
<p>Foi o representante da Sociedade Recreio Scientífico na cerimônia fúnebre pelo 30 º dia do falecimento de Dias Cabral, no Instituto Arqueológico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/337" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 21 de agosto de 1883, primeira coluna</a>).</p>
<p>Luiz Lavenère era o primeiro secretário do jornal literário<em> Castro Alves</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/736171/4" target="_blank"><em>Castro Alves</em>, 11 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Foi aprovado no Colégio Bom Jesus &#8211; Boletim de 10 de dezembro de 1884 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/260959/2647" target="_blank"><em>O Orbe</em>, 16 de janeiro de 188</a>5).</p>
<p>Contribuiu com o movimento abolicionista escrevendo no jornal <em>Lincoln</em>, dirigido pela Sociedade Libertadora Alagoana, cujos redatores eram, além dele, Francisco Domingues da Silva e Euzébio de Andrade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Era um dos redatores do periódico quinzenal <em>José de Alencar</em>, lançado em 15 de maio de 1885 e propriedade do clube literário homônimo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/755974/20" target="_blank"><em>José de Alencar</em>, 15 de maio de 1885, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- Foi aprovado como sócio correspondente do Instituto dos Professores Primários de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/260959/3091" target="_blank"><em>O Orbe</em>, 19 de setembro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong> </span>- Embarcou para Pernambuco no vapor Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/1606" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 11 de maio de 1887, última coluna</a>).</p>
<p>Ensinava francês, inglês e matemáticas elementares em sua casa, na rua da Boa Vista, nº 110, ou na casa dos alunos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/1911" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de agosto de 1887, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_17680" style="width: 390px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/1911"><img class="size-full wp-image-17680" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/anuncio.jpg" alt="Gutemberg, 12 de agosto de 1887" width="380" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/1911" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de agosto de 1887</a></p></div>
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<p>Foi publicado um artigo de Lavenère na <em>revista</em> <em>pedagógica, científica, literária e noticiosa</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/756075/14" target="_blank"><em>O Magistério</em>, de 30 de outubro de 1887</a>. Começava assim: <em>O Brasil não progride: é arrastado pela avalanche universal da civilização</em>.</p>
<p>Foi um dos oradores da sessão magna de aniversário da instalação do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2286" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 3 de dezembro de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou que no ano seguinte abriria um Curso Primário Misto ministrado por sua esposa, Maria Capitulina (18? &#8211; 1890) e avisou que continuaria dando aulas particulares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2355" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de dezembro de 1887</a>).</p>
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<div id="attachment_17684" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.geni.com/people/Maria-Capitulina-Laven%C3%A8re/6000000003552094817" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/capitulina.jpg" alt="Maria Capitulina Lavenère Wanderley / Site Geni" width="332" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.geni.com/people/Maria-Capitulina-Laven%C3%A8re/6000000003552094817" target="_blank">Maria Capitulina Lavenère Wanderley / Site Geni</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Doou livros para a formação da biblioteca do Instituto dos Professores Primários de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/756075/24" target="_blank"><em>O Magistério</em>, 15 de fevereiro de 1888, última coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong> </span>- Nascimento da única filha do casal, Albertina, em 27 de julho (1889 &#8211; 1914).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- Falecimento de sua esposa, Maria Capitulina.</p>
<p>Foi um dos representantes do Clube Federal Republicano em um encontro realizado na sede do Club Centro Popular Republicano. Em pauta a eleição do presidente do Partido Republicano de Maceió e a escolha dos candidatos do partido à Constituinte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/874310/89" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 24 de fevereiro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Fora publicados os contos <em>O mais infeliz dos três</em>, <em>O philosopho apaixonado</em> e <em>Secção de moral</em>, de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1148" target="_blank"><em>O Republicano (SE)</em>, 21 de novembro de 1890,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1160" target="_blank">24 de novembro de 1890</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1236" target="_blank">19 de dezembro de 1890</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; O conto <em>Um typo de mulher</em>, de autoria de Lavenère que foi publicado nos jornais <em>Monitor Fidelense</em> (RJ) e no <em>Publicador Goyano</em> (<em>O Republicano</em> (SE), <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1311" target="_blank">21 de janeiro de 1891, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1467" target="_blank">12 de março de 1891, primeira coluna</a>).</p>
<p>Publicação da fantasia <em>A ermida dos mortos</em>, também de sua autoria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/361275/1552" target="_blank"><em>O Republicano</em> (SE), 9 de abril de 1891</a>).</p>
<p>Foi trabalhar como telegrafista da estação do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/5684" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de novembro de 1891, quarta coluna</a>). Provavelmente foi nessa época professor no Colégio Spencer e do Instituto Ayres Gama.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Foi promovido a 3º telegrafista da estação do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809420/531" target="_blank"><em>Cruzeiro do Norte</em>, 14 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7949" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7949/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_048%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7949" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Músicos de feira de Alagoas, 1905-1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Foi noticiado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707430/952" target="_blank"><em>Almanak do Estados das Alagoas de 1894</em></a>, que Lavenère era o encarregado da estação telegráfica de Piassabussu.</p>
<p>Em 23 de dezembro, nascimento da primeira filha de Lavenère com Túlia dos Reis (1877 &#8211; 1940), Jessie (1894 &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3922" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de dezembro de 1896, quinta coluna</a>). O casal teve mais quatros filhos: Edith (1896 &#8211; 1916), Olga (? &#8211; 19?), os gêmeos Carmen (1906 &#8211; 1910) e Túlio (1906 &#8211; 1932), e Yvonne (1915 &#8211; 1998) .</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Durante a realização de um jantar a bordo do navio alemão <em>Helas</em>, Lavenère, representando o jornal <em>Gutenberg,</em> fez um brinde em inglês (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/2833" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de janeiro de 1896, última coluna</a>).</p>
<p>Lançou a revista quinzenal literária <em>Paulo Affonso, </em>em 6 de abril, com Goulart de Andrade e Hugo Jobim. A gazeta, impressa na Tipografia de Tertuliano de Menezes, só teve dois números publicados, provavelmente, por falta de recursos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3101" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 8 de abril de 1896, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/36646" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de abril de 1896, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809896/183" target="_blank"><em>O Trabalho</em>, 27 de junho de 1896, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi o tradutor dos contos <em>Qui pro quo</em>, de William Rogers;  <em>A Vingança</em>, de Miss Lambie (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3678" target="_blank"><em>Gutemberg</em>, 8 de outubro de 1896</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3690" target="_blank">11 de outubro de 1896</a>).</p>
<p>Participou da festa de aniversário e da homenagem prestada ao engenheiro chefe do distrito telegráfico em que trabalhava (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3741" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 29 de outubro de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p>Escreveu o artigo <em>Sete anos</em> saudando a proclamação da República em 1889 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3741" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de novembro de 1896</a>).</p>
<p>Foi eleito suplente do 2º secretário do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas, Manuel Laurindo Martins Junior. Também fazia parte da comissão de redatores e revisores da revista da instituições e da comissão realizadora de trabalhos históricos, geográficos, arqueológicos e estatísticos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3842" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de novembro de 1896, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era um dos fiscais de raia das corridas realizadas pelo Club Veloz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3890" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 13 de dezembro de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito segundo secretário do Club Atlético Alagoano, do qual foi um dos fundadores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/3926" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de dezembro de 1896, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Fundação em 18 de janeiro do Club Atlético Alagoas<b> </b>“com a finalidade de promover o desenvolvimento muscular de seus associados, empregando para isso qualquer tipo de força e agilidade”. Sua sede era em Jaraguá, seu presidente era Carlos Leopoldo Ferreira; seu vice, Napoleão Goulart; seu 1<sup>o</sup> secretário, Luiz Lavenère Wanderley e 2<sup>o</sup> secretário, José A. Leão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Falecimento de seu pai, Stanislau Wanderley (1830 &#8211; 1899), republicano, abolicionista e um dos fundadores da Associação Libertadora Alagoana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4400" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de março de 1899, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ensinava inglês e francês pelo método indutivo e anunciou também ensinar para crianças.</p>
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<div id="attachment_17721" style="width: 293px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4429" target="_blank"><img class="wp-image-17721 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/francês.jpg" alt="francês" width="283" height="195" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4429" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 9 de abril de 1899</a></p></div>
<div id="attachment_17722" style="width: 302px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4502" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17722" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/ensino.jpg" alt="Gutenberg, 24 de maio de 1899" width="292" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/4502" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 24 de maio de 1899</a></p></div>
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<p>Escrevia para a seção <em>Questões gramaticais</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4526" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de junho de 1899, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4566" target="_blank">1º de julho de 1899, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4614" target="_blank">16 de julho de 1899, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4618" target="_blank">18 de julho de 1899, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4622" target="_blank">19 de julho de 1899, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4698" target="_blank">10 de agosto de 1899, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4730" target="_blank">22 de agosto de 1899, terceira coluna</a>).</p>
<p>Mudou-se para a rua do Commercio, nº 19 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/4529" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de junho de 1899, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Lavenère foi promovido a telegrafista de 2ª classe na Repartição Geral dos Telégrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2292" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de maio de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong> </span>- Era um dos jurados do concurso de tradução para o português do soneto <em>Ave Dea</em>, de Victor Hugo, promovido pelo jornal <em>Gutenberg</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/34676" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 26 de junho de 1902, primeira coluna</a>).</p>
<p>Lançamento do jornal <em>Evolucionista</em>, em 1º de setembro de 1902, sob a direção de Lavenère. No início era semanal e publicado às segundas-feiras.</p>
<p>Uma série de artigos intitulados <em>Contra o socialismo</em>, foram publicados  por Lavanère, no <em>Evolucionista ( n</em>o ano seguinte foram vendidos como um libreto). Causaram grande polêmica com o socialista João Ferro (1872 &#8211; 1902) que respondeu a eles com a publicação de 7 artigos intitulados <em>O &#8220;Evolucionista&#8221; e o Socialismo</em>, publicados no periódico <em>O Trocista</em>, entre setembro e outubro do mesmo ano.</p>
<p>Já vendia material fotográfico e foi o primeiro em Alagoas a fcomercializar regularmente esses produtos.</p>
<p>Era o diretor da Empresa do Almanak Alagoano das Senhoras, anuário editado por Manoel Gomes da Fonseca, proprietário das Oficinas Tipográficas da Livraria Fonseca ou Oficinas Fonseca; e diretor do jornal <em> Evolucionista, </em>que passou a ser diário (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/23705" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1903</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706450/26" target="_blank"><em>Almanak de Mato Grosso de 1904</em></a> uma tabela de fases da Lua para Cuiabá calculada por Lavenère.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Entre esse ano e 1906, fotografou o folguedo Festa da Chegança.</p>
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<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7948" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7948/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_043%20Tratada.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="613" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7948" target="_blank">L. Lavenère. Fotografias lembrança de Maceió. Festa da Chegança, 1905 &#8211; 1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era redator- chefe do jornal<em> Evolucionista.</em> O outro redator era Arroxelas Galvão, e os colaboradores eram Paulino Santiago, Sebastião de Abreu, Aurélio Jatubá e de P. Julio de Albuquerque.</p>
<p>Foi convidado por Joaquim Goulart de Andrade para ser um dos fundadores de uma associação para promover a construção de um monumento em homenagem ao marechal Floriano Peixoto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5136" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de janeiro de 1905</a>).</p>
<p>Era deputado em Alagoas e foi convidado para ser o 2º secretário da Câmara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5365" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 14 de abril de 1905, segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5397" target="_blank">27 de abril de 1905, primeira coluna</a>). Foi deputado até 1908.</p>
<p>Falecimento de Amélia, mãe de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/350" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 19 de abril de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito para integrar a comissão de Finanças do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5377" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de abril de 1905, quarta coluna</a>).</p>
<p>Polêmica entre Lavanère e José Correia da Silva, revisor do jornal <em>Gutenberg</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5537" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 17 de junho de 1905, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5542" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de junho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p>Polêmica entre os jornais <em>Gutenberg</em> e o<em> Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5584" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de julho de 1905, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5590" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 7 de julho de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Lavenère foi eleito sócio efetivo e secretário da Associação Comercial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/634" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 20 de julho de 1905, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5624" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 21 de julho de 1905, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5633" target="_blank">23 de julho de 1905, quinta coluna</a>).</p>
<p>No Teatro Polytheama, participou do espetáculo em benefício de A. Sierra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5649" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de julho de 1905, segunda coluna</a>).</p>
<p>Segundo noticiado no jornal <em>Gutenberg</em>, o jornal <em>Correio de Alagoas</em> dirigiu-se a Lavenère com o <em>calão baixo e afrontoso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5804" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de setembro de 1905, primeira coluna</a>; e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1833" target="_blank"><em> Evolucionista</em>, 20 de setembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>Lavenère ficou doente durante o mês de setembro e não pode dar aulas de inglês no Liceu de Artes e Ofícios, onde era professor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/5900" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 19 de outubro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Foi aceito unanimemente para ser sócio efetivo da Sociedade de Agricultura Alagoana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/890" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 5 de outubro de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma almoço no paquete <em>Castro Alves</em>, a convite de seu comandante e do fiscal da Empresa Freitas de Navegação. Fotografou o grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1010" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 10 de novembro de 1905, última coluna</a>).</p>
<p>Fotografou uma mulher que havia sido assassinada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/8757" target="_blank"><em>Jornal Pequeno (PE)</em>, 14 de novembro de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que um retrato do poeta Aristheu de Andrade (1878 &#8211; 1905) e duas fotografias de Maceió, de autoria de Lavenère haviam sido publicadas na revista <em>Mundo Elegante de Paris</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1134" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 18 de dezembro de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Foi listado como fotógrafo no <em>Almanak Laemmert de 1906 </em>e seu endereço era rua do Commercio, 40. Em 1907, continuava no mesmo endereço <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/32709" target="_blank">(<em>Almanak Laemmert</em>, 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/fotogra.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-17727" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/fotogra.jpg" alt="fotogra" width="574" height="223" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi referido como diretor do <em>Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1177" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 1º de janeiro de 1906</a>).</p>
<p>Em fevereiro, nascimento dos gêmeos Túlio e Carmem, filhos de Lavenère e Túlia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1362" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 28 de fevereiro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi distribuída a herança de sua mãe entre ele e seus dois irmãos, Rachel (1869 &#8211; 1952) e Alberto (1870 &#8211; 1930), que residia em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1386" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 7 de março de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em Paris,  falecimento de seu cunhado, o comerciante Gustavo Augusto dos Santos, casado com sua irmã Rachel (1869 &#8211; 1952) &#8211; tinham 7 filhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/6542" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 27 de maio de 1906, quarta coluna</a>).</p>
<p>Recepcionou na Câmara dos Deputados o político Afonso Pena (1847 &#8211; 1909), que se tornaria presidente da República em novembro de 1906. Em nome da Associação Comercial visitou Afonso Pena e em nome do jornal <em>Evolucionista</em> lhe ofertou um álbum de fotografias de Maceió de sua autoria, impresso e encadernado pela Livraria Fonseca (<em>Evolucionista</em>,  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1574" target="_blank">30 de maio de 1906, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank">31 de maio de 1906, primeira coluna</a>). Lavenère fotografou a recepção a Afonso Pena no Palácio dos Martírios, em 28 de maio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17753" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/album.jpg" alt="Evolucionista, 31 de maio de 1906" width="294" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1578" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 31 de maio de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Denunciou que um <em>canalha qualquer</em> havia assinado um soneto em seu nome na revista <em>O Malho</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/7581" target="_blank"><em>O Malho</em>, 7 de julho de 1906, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1662" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 18 de julho de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na edição de 17 de julho de 1906 do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219037/1653" target="_blank"><em>Evolucionista</em></a>, seu nome constava no expediente com a atribuição de redator do jornal com Raymundo de Miranda. O jornal deixou de ser publicado em dezembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17762" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/1902" target="_blank"><img class="wp-image-17762 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/evocação.jpg" alt="Evolucionista, 20 de outubro de 1906" width="290" height="250" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219037/1902" target="_blank"><em>Evolucionista</em>, 10 de outubro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos 30 candidatos a deputado de Alagoas pelo Partido Republicano e foi eleito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/6985" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de outubro de 1906, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7467" target="_blank">27 de abril de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong> </span>- A casa editora da Livraria Fonseca publicou pela primeira vez imagens de autoria de Lavenère como cartões-postais.</p>
<p>Foi constituída uma empresa, da qual Lavenère fazia parte, para <em>fazer reaparecer o Diário das Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/50084" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 15 de janeiro de 1907, sexta coluna</a>).</p>
<p>Participou do desfile carnavalesco do Club dos Antigos, organizado por profissionais da imprensa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7242" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 10 de fevereiro de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Aposentou como telegrafista de 2ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7406" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 7 de abril de 1907, última coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada na revista <em>Tico-Tico</em> uma fotografia de Edith (1896-1916). Será de autoria de seu pai, Luiz Lavenère? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 5 de junho de 1907</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17725" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><img class="wp-image-17725 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/edith.jpg" alt="edith" width="461" height="840" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/1054" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 5 de junho de 1907</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era redator do <em>Diário de Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7586" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de junho de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p>Mudou-se para rua Macena nº 42 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/7895" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 12 de setembro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>Realização do casamento de sua filha Albertina (1889-1914) com Manoel Gomes Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/8035" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 27 de outubro de 1907, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1908</span> &#8211; </strong> Uma fotografia de autoria de Lavenère de sua filha Edith (1896-1916) foi descrita no jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9179" target="_blank"><em>Gutenberg</em> de 30 de outubro de 1908</a>. Na notícia, foi mencionado que ele havia sido elogiado pelo diretor da revista parisiense Photo Magazine, Charles Mendel. A foto foi publicada no ano seguinte na revista <em>Tico-Tico</em>. Outras fotografias de sua autoria foram expostas no jornal Gutenberg durante o ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17726" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/153079/2269" target="_blank"><img class=" wp-image-17726" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/edith1.jpg" alt="Tico-Tico, 18 de agosto de 1909" width="499" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/153079/2269" target="_blank"><em>Tico-Tico</em>, 18 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17737" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo1.jpg"><img class="size-full wp-image-17737" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo1.jpg" alt="Gutenberg, 30 de outubro de 1908" width="288" height="613" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9179" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 30 de outubro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17738" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9275" target="_blank"><img class="wp-image-17738 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo11.jpg" alt="Gutenberg, 28 de novembro de 1908" width="294" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9275" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 28 de novembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enviou um cartão de Boas Festas e um de Ano Novo usando fotografias de sua autoria. No de Boas Festas retratou sua filha, que aparecia no meio dos quatros jornais de Alagoas. No de Ano Novo, disfarçou-se e fotografou-se para representar o Ano Velho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17739" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9315" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17739" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo2.jpg" alt="Gutenberg, 11 de novembro de 1908" width="293" height="262" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9315" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 11 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17740" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9348" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17740" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo3.jpg" alt="Gutenberg, 22 de dezembro de 1908" width="291" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9348" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 22 de dezembro de 1908</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong> </span>- Foi listado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39132" target="_blank"><em>Almanak Laemmert de 1909</em></a> como professor particular e também como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39140" target="_blank">intérprete juramentado</a>.</p>
<p>Recebeu 100 votos no concurso do <em>oficial ou praça mais garboso</em> do Tiro Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/9560" target="_blank"><em>Guternberg</em>, 4 de março de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17744" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9808" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo7.jpg" alt="Gutenberg, 29 de maio de 1909" width="319" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9808" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 23 de maio de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17743" style="width: 289px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9832" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17743" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo6.jpg" alt="Gutenberg, 2 de junho de 1909" width="279" height="283" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9832" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 2 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17742" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9869" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17742" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo5.jpg" alt="Gutenberg, 15 de junho de 1909" width="335" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/9869" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de junho de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17741" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/10332" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17741" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/photo4.jpg" alt="Gutenberg, 18 de novembro de 1909" width="247" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809250/10332" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 18 de novembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma fotografia de Aurora Silva, primeira farmacêutica alagoana, de autoria de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de dezembro de 1909</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17723" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><img class="wp-image-17723 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/feminismo.jpg" alt="feminismo" width="539" height="636" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/14876" target="_blank"><em>O Malho</em>, 4 de dezembro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Ainda era diretor do jornal <em>Evolucionista</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/42780" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1910</a>).</p>
<p>Publicação de uma carta de sua autoria onde ele explicava o significado do termo <em>boycottage</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/10476" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 15 de janeiro de 1910, sexta coluna</a>).</p>
<p>Passou a dar aulas de inglês no Instituto de Humanidades, dirigido por Anisio Jobim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/10488" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 20 de janeiro de 1910, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava em exposição na loja <em>Lauria</em>, em Maceió, um quadro retratando Lavenère de autoria do pintor baiano Olavo Baptista (1879-1953) (<em>Gutenberg</em>, 5 de fevereiro de 1910, quinta coluna).</p>
<p>Foi publicada na revista <em>O Malho</em> uma fotografia de autoria de Laverène suas filhas Edith e Jessie com uma amiga. Elas desfilaram no Club das Japonezas fantasiadas de gueishas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de abril de 1910</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17674" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><img class="wp-image-17674 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/japas.jpg" alt="O Malho, 1910" width="501" height="836" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/16020" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de abril de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou do primeiro concerto que o Círculo Musical de Alagoas, associação de musicistas de Maceió, apresentou no Teatro Maceioense. O Círculo Musical, do qual se tornou associado, foi fundado em 14 de julho de 1910 sob a presidência do músico e juiz Manoel Lopes Ferreira Pinto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809250/11096" target="_blank"><em>Gutenberg</em>, 6 de setembro de 1910, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 </strong></span>- Foi identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/46389" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1911</a>).</p>
<p>Foi editada uma série de 24 cartões-postais de autoria de Lavenère.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17811" style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/serie.jpg"><img class="wp-image-17811 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/serie.jpg" alt="serie" width="689" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Série de cartões-postais Phot. L. Lavenère. Jami Abib, Elysio de Oliveira Belchior, Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e Josebias Bandeira de Oliveira.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi premiado na Exposição Universal de 1911 em Turim, na Itália, na qual expôs trabalhos fotográficos executados em porcelana, madeira e papelão. Os diplomas de suas medalhas estão no Instituto Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17768" style="width: 482px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-17768 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/turim.jpg" alt="turim" width="472" height="557" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348074/9843" target="_blank"><em>Leituras para todos</em>, janeiro de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; No mesmo ano em que o fotógrafo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank"> Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> começou a fazer suas experiências com fotografias em cores utilizando as placas autocromos Lumière, Lavenère  introduziu a fotografia em cores em Alagoas com a imagem de um trecho da rua Barão de Anadia. Segundo o <em>Jornal de Alagoas</em> a respeito da chapa autocromo: <em>&#8220;A fotografia das cores naturais, onde sobressai o efeito da luz do sol sobre o solo e o mar, com esse brilho misterioso que o pincel dos mais afamados pintores não pode ainda levar à tela, foi conseguido pelo hábil amador (L. Lavenère) em placas diretamente importadas da Europa. É um deslumbramento&#8221;</em> (<em>Jornal de Alagoas</em>, 10 de setembro de 1912).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Continuava dirigindo o <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/50814" target="_blank"><em>Almanach Alagoano das Senhoras</em></a> e foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/50821" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1913</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/55675" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17766" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/19055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17766" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/filhas.jpg" alt="Fon-Fon, 29 de agosto de 1914" width="413" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/19055" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 29 de agosto de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 25 de setembro, falecimento de sua filha Albertina, 25 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/5761" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de setembro de 1914, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/60051" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1915</a>).</p>
<p>Publicação do livro <em>O bonde elétrico</em>, de sua autoria.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1916</span> </strong><span style="color: #333300;">- Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/64261" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1916</a>).</span></p>
<p>Em 19 de maio, falecimento de sua filha Edith, com 20 anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/11352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de maio de 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era o proprietário da Livraria Americana, em Jaraguá, bairro de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><em>Diário do Povo(AL)</em>, 19 de setembro de 1916</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17763" style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria.jpg" alt="Diário do Povo (AL), 19 de setembro de 1916" width="240" height="831" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/215414/4" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 19 de setembro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era o agente das revistas<em> Fon-Fon</em> e <em>Selecta</em> em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/78" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 19 de novembro de 1916, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917 </strong></span><span style="color: #333300;">- Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/66711" target="_blank"><em>Almack Laemmert</em>, 1917</a>).</span></p>
<p>Importou da Europa papel para impressão (<em>Diário do Povo (AL)</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/231" target="_blank">31 de janeiro de 1917, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/235" target="_blank"> 1º de fevereiro, quarta coluna)</a>.</p>
<p>Foi nomeado encarregado da Agência Consular da França em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/350" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 18 de março de 1917, primeira coluna</a>).</p>
<p>Era árbitro da Alfândega de Maceió por parte do comércio e da indústria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215414/374" target="_blank"><em>Diário do Povo (AL)</em>, 25 de março de 1917, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Foi de novo identificado como guarda-livros e tradutor juramentado em Alagoas, mas desta vez também como proprietário da Livraria Americana e como litógrafo, zincógrafo e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74592" target="_blank">tipógrafo</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74591" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17765" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria1.jpg"><img class="size-full wp-image-17765" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/livraria1.jpg" alt="Almanak Laemmert, 1918" width="519" height="751" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74591" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1918</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pediu exoneração do cargo de gerente da Agência Consular da França em Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_09/18727" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Foi identificado como guarda-livros e proprietário da Livraria Americana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74704" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1919</a>).</p>
<p>Foi um dos fundadores, em 1º de novembro, da Academia Alagoana de Letras.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Editada pela Livraria Machado uma série de cartões-postais de autoria de Lavenère.</p>
<p>Lançamento em 14 de março , de <em>A Conquista</em>, o primeiro periódico ilustrado com a técnica da fotogravura, preparado totalmente em Maceió.  Lavenère era seu proprietário.</p>
<p>&#8220;<em>Semanário publicado em Maceió de 14 de março a 25 de dezembro de 1920. O primeiro, em Alagoas, a ter clichê de zinco. Confeccionado pelo dono do periódico &#8211; L. L. Lavenère -, o clichê intitulado “O Paurílio”, reproduz a figura de Hipólito Paurílio, tendo sido publicado no segundo número, a 21/3/1920. Em 14/7/1920 publicou um número dedicado à França, inclusive com a música da Marselhesa. Lavenère nele usava o pseudônimo de Marie Pambrun</em>&#8221; (<a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/739030_vI.pdf?sequence=7&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em>ABC das Alagoas</em></a>).</p>
<p>Ao longo dos anos 20 continuou a atuar como guarda-livros, intérprete juramentado e dono da Livraria Americana.</p>
<p>Denunciou que um homem chamado Guedes Alcoforado estava recebendo<em> criminosamente</em> dinheiro <em>por conta da Livraria Machado</em> <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/401" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/401" target="_blank">, 17 de fevereiro de 1920, segunda coluna</a>).</p>
<p>Instalação, em 17 de julho, da Academia Alagoana de Letras, no salão nobre do Teatro Deodoro. Lavenère foi o primeiro ocupante da cadeira número 36.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Foi anunciado o lançamento de um novo livro de Lavenère, identificado como jornalista e fotógrafo premiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/3821" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de maio de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17782" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-17782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/diario.jpg" alt="diario" width="300" height="648" /><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/3821" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de maio de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro se chamava <em>Zefinha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=4493" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de agosto de 1921, primeira coluna</a>). Os srs. Monteiro Lobato e C. propuseram a edição da continuação da obra, que se chamaria<em> O Padre Cornélio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/4808" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de setembro de 1921, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=4493" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/zefinha.jpg" alt="zefinha" width="249" height="292" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>- Publicou o livro <em>Mostruário de gravuras de zinco.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Lançamento do livro <em>Novo método de escrituração</em>, de autoria de Lavenère, identificado como <em>verdadeira competência em assuntos comerciais,</em> editado pela Livraria Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/12873" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de setembro de 1924, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Foi pela última vez listado como dono de uma livraria na rua da Alfândega, 115, no<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/94968" target="_blank"> <em>Almanak Laemmert</em> de 1926</a>.</p>
<p>Em um artigo elogioso em torno da obra literária de Lavenère foi mencionado que ele teria sido um fotógrafo <em>emérito</em> e responsável por um<em> processo prático, original, rápido e barato de preparo de &#8220;clichês&#8221;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_10/19202" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=19202" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/lave.jpg" alt="lave" width="254" height="760" /></a><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_10&amp;pagfis=19202" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-17785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/lave1.jpg" alt="lave1" width="254" height="278" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi eleito um dois membros da comissão da revista do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/21474" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de dezembro de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1927</strong> </span>- Lançamento de um <em>Compêndio de Teoria Musical </em>de autoria de<em> </em>Lavenère e publicado pela Livraria Machado de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/21051" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de julho de 1927, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/21240" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de agosto de 1927, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Lavenère escreveu vários artigos contra o aumento dos impostos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/24479" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de dezembro de 1927, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929</strong></span> &#8211; Lançou <em>Musicologia</em>, continuação do <em>Compêndio de Teoria Musical </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/26626" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de julho de 1929, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Continuou a ser identificado no <em>Almanak Laemmert</em>  de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/105355" target="_blank">1930</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/110289" target="_blank">1931</a> como guarda-livros e tradutor juramentado.</p>
<p>O livro <em>Compêndio de Teoria Musical </em>de autoria de<em> </em>Lavenère foi adotado no ensino primário de Alagoas por recomendação do Conselho de Ensino do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/761559/1207" target="_blank"><em>Revista de Ensino</em>, 1930</a>).</p>
<p>Falecimento de seu irmão Alberto, na época general de brigada, em 4 de outubro de 1930. Ele era desde 1929 comandante da 7ª Região Militar, em Recife. Com o assassinato de João Pessoa em fins de julho de 1930  o comando da 7ª RM foi transferido para o 22º Batalhão de Caçadores, na capital paraibana. Em 4 de outubro, revoltosos militares e civis que apoiavam a Revolução de 30 atacaram p 22º BC e controlaram, apo´s alguns combates, a situação. Houve troca de tiros e o general Alberto foi atingido. Foi operado mas faleceu à noite. Foi promovido post mortem a general de divisão no dia 15 de outubro de 1930. Alberto Lavenère Wanderley era pai de Nélson Lavenère Wanderley (1909 &#8211; 1985), que foi ministro da Aeronáutica em 1964 e chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de 1966 a 1968.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>- Era 2º vice-presidente do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/110282" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1931</a>).</p>
<p>Era um dos colaboradores de<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/2" target="_blank"><em> Novidade Semanário Illustrado</em></a>, lançado em 11 abril de 1931. Publicou um artigo na seção de Música na oitava edição da revista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/122" target="_blank"><em>Novidade</em>, 30 de maio de 1931</a>).</p>
<p>Foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721158/227" target="_blank"><em>Novidade</em>, 18 de julho de 1931, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong> </span>- No Teatro Deodoro, instalação em 6 de abril, da Liga Alagoana Pró-Pensamento Livre, sob a presidência de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/118340" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1933, segunda coluna</a>). Fundada em</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong> </span>- Em 24 de fevereiro de 1934, a Liga Alagoana Pró-Pensamento Livre realizou um ato em comemoração ao aniversário da promulgação da constituição de 1891, sob a presidência de  Lavenère com a participação dos oradores Levy Pereira, Barbosa Júnior, Sebastião da Hora, Esdras Gueiros e Américo Mello, “que expressaram seus veementes protestos contra a intromissão da igreja católica na política nacional, tendente a coarctar a liberdade de pensamento no que concerne ao ensino religioso nas escolas”.</p>
<p>Foi entre esse ano e 1943 secretário do Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/12349" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>Passou a lecionar Escrituração Mercantil na sede da Federação Alagoana para o Progresso Feminino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/11125" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>Seu livro <em>Compêndio de Teoria Musical </em>foi adotado<em> </em>pelo Instituto Português de Música de Lisboa<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/12175" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de julho de 1934, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 811px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5045" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5045/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_00059_017_TTO_.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="801" height="565" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5045" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió/[Paço episcopal], 1905-1906. Maceió, Alagoas / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Publicou o livro <em>Nigumba, conto africano.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span> &#8211; Foi o vereador mais votado de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_11/18100" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de janeiro de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p>Apresentou um projeto de lei criando um serviço de Assistência à Infância Desvalida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/28109" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 21 de agosto de 1936, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong> </span>- Como vereador por Maceió aderiu à candidatura de Armando Salles (1887 &#8211; 1945) à presidência da República e foi eleito membro da União Democrática Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/40323" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de setembro de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong> </span>- Foi nomeado representante da Casa dos Artistas em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/35579" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de abril de 1938, terceira coluna</a>).</p>
<p>Contribuiu financeiramente para a confecção do busto do presidente Getulio Vargas na Casa dos Artistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_03/13320" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 25 de junho de 1938, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1939</strong> </span>- Mantinha uma seção diária na <em>Gazeta de Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/64414" target="_blank"><em>A Noite</em>, 12 de junho de 1939, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma poesia de Lavenère (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/52680" target="_blank"><em>Correio de Manhã</em>, 15 de junho de 1939</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17788" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/52680" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17788" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/ironia.jpg" alt="Correio, de 1939" width="572" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_04/52680" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 15 de junho de 1939</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1941 </strong></span>- Na inauguração do Sindicato dos Jornalistas Profissionais em Maceió, foi eleito um dos membros da comissão fiscal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/4026" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 3 de janeiro de 1941, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi o orador do encerramento da Semana da Siderurgia no Teatro Deodoro, em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/10134" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1941, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong></span> &#8211; Escreveu contra as<em> indecências de cantigas carnavalescas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/764051/7643" target="_blank"><em>A Ordem (RN)</em>, 13 de fevereiro de 1942, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1944</strong> </span>- Instalação em 8 de março do Centro de Estudos Econômicos e Sociais de Alagoas<b>,</b> no auditório da Faculdade de Direito, por iniciativa do Rotary Clube de Maceió. Sua primeira diretoria: presidente, Diegues Júnior; vice-presidentes, Sebastião da Hora e Barreto Falcão; secretários, Ruy de Almeida, Aurélio Viana e Luiz Lavenère; tesoureiros, Ismael Brandão e Luiz Calheiros; diretor da Biblioteca, Afrânio Melo; e diretor de Publicidade, Carvalho Veras. Tinha por finalidade discutir a realidade alagoana e os problemas regionais, dentro de uma visão interdisciplinar: econômica, social, histórica, sociológica, antropológica, sem exclusão da visão política ou ideológica.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1945</strong></span> &#8211; Foi candidato ao senado por Alagoas concorrendo pelo Partido Republicano Progressista mas foi o candidato menos votado: só obteve 194 votos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/30892" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 20 de dezembro de 1945, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Foi eleito para integrar a Comissão de História do Instituto Histórico de Alagoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_04/45883" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de abril de 1946, quinta coluna</a>).</p>
<p>Publicou o livro <em>Meu Waterloo na imprensa de Maceió</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1948</strong></span> &#8211; Publicou o livro <em>Ad memoriam</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1949</strong></span> &#8211; Publicou, pela Livraria Machado,<em> Conversas com o reverendo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; Era o diretor do Teatro Deodoro, em Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/1116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de março de 1950, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito tesoureiro da Academia Alagoana de Letras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_05/5008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de dezembro de 1950, sexta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong></span> &#8211; O Arquivo Público de Alagoas, criado em dezembro de 1961, adquiriu para sua Fototeca a coleção de negativos fotográficos de vidro de Luiz Lavenère, composta de cerca de 350 chapas, em vidro, na sua maioria de trechos desaparecidos da cidade de Maceió e seus arrabaldes no princípio do século XX. Na época era dirigido por Moacir Medeiros de Santana.</p>
<p>Publicação, na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, do artigo pioneiro sobre a história da fotografia na capital alagoana desde seus primórdios intitulado <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1966</strong></span> &#8211; Falecimento de Luiz Lavenère Wanderley, em 29 de outubro de 1966, em Maceió.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/foto.jpg"><img class=" size-full wp-image-17672 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/foto.jpg" alt="foto" width="256" height="341" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1985 </strong><span style="color: #333333;">- Foi escolhido para ser o patrono da cadeira número 41 do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong> </span>- Início dos trabalhos de conservação e reprodução da coleção de imagens de Lavenère adquiridas pelo Arquivo Público de Alagoas em 1961.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong> </span>-  Foi lançado, em dezembro de 2018, o livro <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère</em>, com 220 fotografias de Maceió, a maioria inédita e rara, organizado por Gian Carlos de Melo Silva e Wilma Maria Nóbrega Lima e editado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos em parceria com o Arquivo Público Alagoano. As fotografias foram separadas em grupos: <em>Águas</em>, <em>Construções</em>, <em>Cotidiano</em> e <em>Lavenère</em>. São registros, dentre outros, do antigo farol, de atletas, avenidas, bairros, barcos, do carnaval de rua, de casas, cenas de teatro, engraxates, escolas, estação de trem, fábricas, festas, do folguedo Barca da Chegança, de hospital, hotéis, igrejas, inundações, da Livraria Fonseca ao lado do jornal <em>Evolucionista</em>, de lojas, do mercado público, de paisagens, pescadores, pessoas, praças, do prado, de praias, prédios governamentais, do primeiro avião em Maceió, de procissão, quartel, da recepção ao presidente da República Afonso Pena no Palácio dos Martírios, de ruas, do Teatro Deodoro e do Teatro Polytheama, além de imagens do próprio Lavenère. Também está reproduzido no livro o artigo <em>A fotografia em Maceió: 1858- 1918</em>, de Luiz Lavenère e Moacir Medeiros de Sant’Ana, publicado na primeira revista do Arquivo Público de Alagoas, 1962 (<a href="http://www.agendaa.com.br/vida/gente/7604/2018/12/28/maceio-ha-quase-100-anos-livro-revela-um-dos-mais-importantes-acervos-fotograficos-de-alagoas" target="_blank"><em>Agenda &#8220;a&#8221;</em> (AL) , 28 de dezembro de 2020</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/livro.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-17813" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/livro.jpg" alt="livro" width="930" height="698" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes: </strong></span></p>
<p><a href="http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/28900-com-apoio-da-fapeal-livro-do-arquivo-publico-narra-a-alagoas-do-inicio-do-seculo-xx" target="_blank">Agência Alagoas</a></p>
<p>BARROS, Francisco Reinaldo Amorim de. <em><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1104/739030_vI.pdf?sequence=7&amp;isAllowed=y" target="_blank">ABC das Alagoas: dicionário biobibliográfico, histórico e geográfico de Alagoas</a>. </em>Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação, 2005.</p>
<p>CAMPELLO, Maria de Fátima de Melo Barreto. <a href="http://www.anparq.org.br/dvd-enanparq-3/htm/XFramesSumarioST.htm" target="_blank"><em>A cidade de papel e a cidade de vidro: Maceió na Coleção de fotografias de Luiz Lavenère</em></a>. In: ENANPARQ &#8211; arquitetura, cidade e projeto: uma construção coletiva. III, 2014, São Paulo, SP. <strong>Anais eletrônicos</strong>. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie; Campinas: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2014.</p>
<p>CAMPELLO, Maria de Fátima de Melo Barreto; CABRAL, Renata Campello; DUARTE, Jaianne Fernandes; SILVA. Thaysa de Oliveira. <em><a href="file:///C:/Users/a466734/Downloads/8648846-Texto%20do%20artigo-41041-1-10-20180713.pdf" target="_blank">Cartões-postais: entre as práticas visuais e a conservação do patrimônio urbano. Postcards: betweeen visual practices and the conservation of urban heritage.</a> </em>Urbana: Rev. Eletrônica Cent. Interdiscip. Estud. Cid. Campinas, SP v.9, n.3 [17] p.659-676 set./dez. 2017</p>
<p>DUARTE, Jaianne Fernandes. <a href="http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/5852/1/Quando%20se%20olha%20para%20o%20escuro%20a%20Macei%c3%b3%20de%20Luis%20Laven%c3%a8re%20Wanderley%20atrav%c3%a9s.pdf" target="_blank"><em>Quando se olha para o escuro: A Maceió de Luiz Lavenère Wanderley através de seus negativos de vidro</em></a>. 2019. 196f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura: Dinâmica do Espaço Habitado). Faculdade de Arquitetura, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Alagoas, 2018.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://ihgal.com.br/?page_id=223" target="_blank">Instituto Geográfico e Histórico de Alagoas</a></p>
<p>LAVENÈRE, Luiz; SANT’ANA, Moacir Medeiros de (1962). <em>A fotografia em Maceió (1858-1918)</em>. Revista do Arquivo Público de Alagoas, nº 1.</p>
<p>LIMA, Mariana. <a href="http://www.cedu.ufal.br/grupopesquisa/gephecl/livros-fragmentos/" target="_blank"><em>Luís Wanderley Lavenère</em></a>. Universidade Federal de Alagoas, fevereiro de 2019.</p>
<p>MACIEL, Osvaldo Batista Acioly. <em><a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7839" target="_blank">Filhos do trabalho, apóstolos do socialismo: os tipógrafos e a construção de uma identidade de classe em Maceió (1895 &#8211; 1905)</a>. </em>Dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco, 2004.</p>
<p>SANTOS, José Fabino Cassiano dos. <a href="http://www.sbpcnet.org.br/livro/70ra/trabalhos/resumos/3081_1939c2fc8af9a9207f96186c2860a9f74.pdf" target="_blank"><em>HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO LITERÁRIA NAS NOVELAS ZÉFINHA (1921) E PADRE CORNÉLIO (1921) DE LUIS LAVENÈRE</em> </a>.  Trabalho apresentado na 70ª Reunião Anual da SBPC &#8211; 22 a 28 de julho de 2018 &#8211; UFAL &#8211; Maceió.</p>
<p>SILVA, Gian Carlos de Melo; LIMA, Wilma Maria Nóbrega (organizadores). <em>Olhares de Maceió por Luiz Lavenère. </em>Maceió : Imprensa Oficial Ramos, 2018.</p>
<p><a href="https://www.geni.com/people" target="_blank">Site Geni</a></p>
<p><a href="http://abcdasalagoas.com.br/verbetes.php" target="_blank">Site O ABC das Alagoas</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Manguinhos e os sertões</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Oct 2017 13:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz a seus leitores fotografias relativas ao tema Manguinhos e os sertões, do acervo de um de dos parceiros do portal, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. As imagens correspondentes às viagens - produzidas por fotógrafos especialmente contratados para tais missões - registram a associação do Instituto Oswaldo Cruz aos esforços governamentais de interiorização do Estado brasileiro nas primeiras décadas do século XX. Cobrindo as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do país, as imagens construíram um inventário pioneiro do interior do Brasil.  Foram cinco as expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica traz a seus leitores fotografias relativas ao tema <em>Manguinhos e os sertões</em>, do acervo de um dos parceiros do portal, a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Manguinhos é o bairro onde se situa a instituição. As imagens correspondentes às viagens &#8211; produzidas por fotógrafos especialmente contratados para tais missões &#8211; registram a associação do Instituto Oswaldo Cruz aos esforços governamentais de interiorização do Estado brasileiro nas primeiras décadas do século XX. Cobrindo as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, as imagens construíram um inventário pioneiro do interior do Brasil.</p>
<p>As cinco expedições realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz foram:</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Expedição aos Vales dos Rios São Francisco e Tocantins</p>
<p>Entre setembro de 1911 e fevereiro de 1912, o médico e pesquisador Astrogildo Machado (1885 &#8211; 1945) e o farmacêutico Antônio Martins forneceram suporte médico aos engenheiros da Estrada de Ferro Central do Brasil, que tinham por missão estabelecer o traçado definitivo da linha ferroviária que, partindo de Pirapora, no noroeste mineiro, deveria chegar até Belém do Pará. Percorreram os vales do São Francisco e do Tocantins e, após alcançarem a capital paraense, retornaram ao Rio de Janeiro por via marítima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 788px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5102" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5102/IOC%28AC-E%2911-114%20%281%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="778" height="542" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5102" target="_blank">João Stamato. Expedição aos vales dos rios São Francisco e Tocantins. Membros da Expedição, 1911. Vale do Tocantins / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span>-  Expedições ao Nordeste e Centro-Oeste</p>
<p>Ocorreram nesse ano três viagens de cientistas do Instituto, patrocinadas pela Inspetoria de Obras contra as Secas, para realizar pesquisas sobre a geografia, fauna, flora e as condições sanitárias da região. Arthur Neiva (1885 &#8211; 1945) e Belisário Penna (1868-1939) percorreram o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul, enquanto João Pedro de Albuquerque (c. 1874 &#8211; 1934) e José Gomes de Faria (1887 &#8211; 1962). Seguiram para o Ceará e para o norte do Piauí.  A terceira expedição, conduzida por Astrogildo Machado (1885 &#8211; 1945) e Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940), atravessou o trajeto de Pirapora até Juazeiro, a bordo de uma gaiola pelo rio São Francisco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 784px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5094/IOC_V_ii_0227.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="774" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5094" target="_blank">José Teixeira. Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Nordeste e Centro Oeste : acampamento dos membros da expedição, entre eles Belisário Penna e Arthur Neiva (2° e 3° à esquerda), 1912. Piauí / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912/1913</strong></span> &#8211; Expedição à Região Amazônica</p>
<p>Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931) e João Pedroso Barreto de Albuquerque (18? &#8211; 1936)<strong> </strong>realizaram a última grande expedição do período, a serviço da Superintendência da Defesa da Borracha. Percorreram parte da Bacia Amazônica, em especial o trecho acima de Manaus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 808px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5096/IOC_V_II_0330.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="798" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5096" target="_blank">Anônimo. Expedição do Instituto Oswaldo Cruz ao Amazonas e Acre: Carlos Chagas e Pacheco Leão na Amazônia, 1913. São Gabriel da Cachoeira, Rio Negro, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/118" target="_blank">Acessando o link para as fotografias das expedições realizadas pelo do Instituto Oswaldo Cruz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotografias e negativos remanescentes dessas expedições, com aproximadamente 1700 itens, foram produzidos por câmeras grandes, pesadas, que utilizavam negativos de gelatina seca sobre base de vidro no formato 13 x 18 centímetros. Sobre os fotógrafos conhecemos apenas dois, José Teixeira, que acompanhou a expedição chefiada por Arthur Neiva (1885 &#8211; 1945) e Belisário Penna (1868-1939), e João Stamato (1886-1951), cinegrafista do Rio de Janeiro na década de 1910, que documentou a expedição aos Vales dos Rios São Francisco e Tocantins, em 1911.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Para saber mais sobre as expedições do Instituto Oswaldo Cruz, acesse o artigos publicados na Brasiliana Fotográfica:</strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13880" target="_blank"><em><span style="color: #800000;">As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913, </span></em><span style="color: #800000;">publicado em 14 de março de 2019</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19524" target="_blank"><em>Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil entre 1911 e 1913</em>, publicado em 25 de maio de 2020</a></span></p>
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		<title>Marco no fotojornalimo brasileiro: a seca no Ceará é documentada com fotografias</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2015 19:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Besouro (revista)]]></category>
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		<category><![CDATA[Rafael Bordalo Pinheiro (1846 - 1905)]]></category>
		<category><![CDATA[Rosângela Logatto]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo o trabalho "Imagens da Seca de 1877-78 - Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira", dos pesquisadores Joaquim Marçal Ferreira de Andrade e Rosângela Logatto, a publicação de fotos de vítimas da maior seca nordestina do século XIX foi uma das iniciativas pioneiras da imprensa brasileira na utilização de fotografias como documentos de prova de um fato (Anais da Biblioteca Nacional, vol 114, de 1994, p.71-83).

Para denunciar a tragédia, o chargista português Rafael Bordalo Pinheiro publicou, em 20 de julho de 1878, em uma ilustração da revista O Besouro, duas fotos que fazem parte de um conjunto de 14 registros de vítimas da seca ocorrida entre 1877 e 1878. Porém, não foi dado crédito para o autor das fotos, Joaquim Antonio Corrêa, cujo ateliê ficava em Fortaleza, no Ceará.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1098" style="width: 198px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/496" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1098" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/icon838854-188x300.jpg" alt="J.A. Correia. Secca de 1877-78, 1877-1878. Ceará / Acervo FBN" width="188" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">J.A. Correia. Secca de 1877-78, 1877-1878. Ceará / Acervo FBN</p></div>
<p>Segundo o trabalho &#8220;Imagens da Seca de 1877-78 &#8211; Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira&#8221;, dos pesquisadores Joaquim Marçal Ferreira de Andrade e Rosângela Logatto, a publicação de fotos de vítimas da maior seca nordestina do século XIX foi uma das iniciativas pioneiras da imprensa brasileira na utilização de fotografias como documentos comprobatórios de um fato (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/533" target="_blank">Anais da Biblioteca Nacional, vol 114, de 1994, p.71-83</a>).</p>
<p>Para denunciar a tragédia, o chargista português Rafael Bordalo Pinheiro (1846 &#8211; 1905) publicou, em 20 de julho de 1878, em uma ilustração da revista <em>O</em> <em>Besouro,</em> duas fotos que fazem parte de um conjunto de 14 registros fotográficos de vítimas da seca ocorrida entre 1877 e 1878. Porém, não foi dado crédito para o autor das fotos, Joaquim Antônio Correia, cujo ateliê ficava em Fortaleza, no Ceará.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Link para <em>O</em> <em>Besouro</em> de 20 de julho de 1878, ano I, n.16</span></a></p>
<p>Esse conjunto de fotografias pertence, atualmente, ao acervo da Biblioteca Nacional.  São imagens chocantes, em formato de <em>cartes de visite, </em>e<em> </em>retratam<em> </em>crianças, homens e mulheres desnutridos e maltrapilhos, de aparência doentia, e, muitas vezes, as fotos, feitas em estúdio, trazem textos rimados que se referem à miséria.</p>
<p><span style="color: #000080;"><a style="color: #000080;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Corr%C3%AAa%2C+J.+A.&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Joaquim Antônio Correia sobre a seca nordestina de 1877/1878 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></p>
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<p>A publicação da ilustração litográfica das duas fotos sendo seguradas por um esqueleto vestindo paletó, sob o título “Páginas tristes – Scenas e aspectos do Ceará (para S. Majestade, o Sr. Governo e os Senhores Fornecedores verem)”, tinha o objetivo de reforçar denúncias feitas pelo escritor e jornalista José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905) em artigos publicados no periódico de texto <em>Gazeta de Notícias</em>. Patrocínio fazia, na época, a cobertura jornalística da seca com o principal objetivo de acompanhar a aplicação dos recursos governamentais em seu combate. Partiu em 10 de maio de 1878 e retornou ao Rio de Janeiro, em 12 de agosto do mesmo ano. As matérias foram publicadas, na coluna <em>Folhetim</em>, na primeira página da <em>Gazeta de Notícias,</em> sob o título “Viagem ao Norte” (1).</p>
<p>Mas só o texto não era suficiente. Então, Patrocínio enviou as fotos para a redação da revista <em>O</em> <em>Besouro, </em>para a qual já havia mandado, antes da viagem, o artigo “Sermão de Lágrimas” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=52" target="_blank"><em>O</em> <em>Besouro</em>, edição de 4 de maio de 1878</a> ), em que tratava, com preocupação, a seca e a situação dos retirantes.</p>
<p>A publicação da ilustração com as fotos de Joaquim Antônio Correia, na revista <em>O Besouro,</em> foi um verdadeiro “anticartão de visita, veemente panfleto que denuncia uma realidade que muitos membros da corte se negavam a enxergar”(&#8220;Imagens da Seca de 1877-78 &#8211; Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira&#8221;).</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=176" target="_blank">Abaixo, está reproduzido o texto publicado no <em>O Besouro</em>, na página seguinte à ilustração com as fotografias:</a></p>
<p>“O Ceará</p>
<p>O nosso amigo José do Patrocínio, em viagem por aquela provincia, enviou-nos as duas photographias por que foram feitos os desenhos da nossa primeira página.</p>
<p>São dois verdadeiros quadros de fome e miséria. E´ n´aquelle estado que os retirantes chegam á capital, aonde quasi sempre morrem, apezar dos apregoados soccorros, que segundo informações exactas são distribuídos de maneira improficua.</p>
<p>A nossa estampa da primeira pagina é uma prova cabal áquelles que accusavam de exageração, a pintura que se fazia do estado da infeliz província.</p>
<p>Repare o governo e repare o povo, na nossa estampa, que é a cópia fiel da desgraça da população cearense.</p>
<p>Continuaremos a reproduzir o que o nosso distincto collega nos enviar a tal respeito.”</p>
<p>Uma curiosidade: também dessa viagem ao norte do país originou-se o romance de José do Patrocinio, <em>Os Retirantes</em>, publicado na <em>Gazeta de Notícias,</em> em estilo de folhetim, entre 29 de junho e 10 de dezembro de 1879.</p>
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<p>(1) &#8211; Links para os artigos escritos por José do Patrocínio sob o título &#8220;Viagem ao Norte&#8221;.</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4098">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 1º de junho de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4118">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 6 de junho de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4312">Coluna <em>Folhetim</em>, &#8220;Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 20 de julho de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4326">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 23 de julho de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4372">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 3 de agosto de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4422">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 15 de agosto de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4454">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 22 de agosto de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4486">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 30 de agosto de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4522">Coluna <em>Folhetim</em>, &#8220;Viagem ao Norte&#8221;, <em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 7 de setembro de 1878.</a></p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=4544">Coluna <em>Folhetim</em>, “Viagem ao Norte”, <em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 12 de setembro de 1878.</a></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Breve cronologia de Joaquim Antônio Correia (18? &#8211; ?)</em></span></p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-27758" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/seca1.jpg" alt="seca1" width="230" height="279" /></a></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Até este ano, o nome de Joaquim Antônio Correia apareceia no cadastro de contribuintes como dono de uma casa comercial especializada em produtos manufaturados fora da província,que ficava na rua da Palma , nº 17.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Estabeleceu como fotógrafo na rua Formosa, n° 31. Atuou como retratista por não menos de dez anos e foi contemporâneo de Agio Pio, do prussiano Carlos Frederico Johann Reeckell, do dinamarquês Niels Olsen (1843 &#8211; 1911) associado ao austríaco Constantino Barza, do francês Baubrier e de Francisco Brandão, dentre outros.</p>
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<div id="attachment_27762" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/11536" target="_blank"><img class="wp-image-27762 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/seca3.jpg" alt="seca3" width="295" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/11536" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 28 de janeiro de 1877</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> &#8211; Defendeu-se da acusação de comercializar indevidamente retratos que produzia de moças de família e ameaçou pendurar de cabeça para baixo os retratos de seus devedores (<em>O Cearense</em>, 12 de maio de 1878).</p>
<p>Em maio, conheceu o escritor José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), que havia ido para o Ceará para conhecer mais de perto a tragédia da seca. Voltando para o Rio de Janeiro, publicou duas fotos da seca no Ceará de autoria de Correia, na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=175" target="_blank"><em>O</em> <em>Besouro</em>, de 20 de julho de 1878</a>, do chargista português Rafael Bordallo Pinheiro (1846 &#8211; 1905). Foi uma das iniciativas pioneiras da imprensa brasileira na utilização de fotografias como documentos comprobatórios de um fato. Foi um marco na história do fotojornalismo brasileiro.</p>
<p>A publicação da ilustração litográfica das duas fotos sendo seguradas por um esqueleto vestindo paletó, sob o título “Páginas tristes – Scenas e aspectos do Ceará (para S. Majestade, o Sr. Governo e os Senhores Fornecedores verem)”, tinha o objetivo de reforçar denúncias feitas por do Patrocínio em artigos publicados no periódico de texto <em>Gazeta de Notícias</em>. Patrocínio fazia, na época, a cobertura jornalística da seca com o principal objetivo de acompanhar a aplicação dos recursos governamentais em seu combate. Partiu em 10 de maio de 1878 e retornou ao Rio de Janeiro, em 12 de agosto do mesmo ano. As matérias foram publicadas, na coluna <em>Folhetim</em>, na primeira página da <em>Gazeta de Notícias,</em> sob o título “Viagem ao Norte”. Mas só o texto não era suficiente. Então, Patrocínio enviou as fotos para a redação da revista <em>O</em> <em>Besouro, </em>para a qual já havia mandado, antes da viagem, o artigo “Sermão de Lágrimas” (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749915&amp;PagFis=52" target="_blank"><em>O</em> <em>Besouro</em>, edição de 4 de maio de 1878</a> ), em que tratava, com preocupação, a seca e a situação dos retirantes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Seu estúdio fotográfico dispunha de um <em>grande sortimento de quadros de gosto&#8230;máquinas de 4 objetivas&#8230;e tudo por preço tão diminuto que admira</em>.</p>
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<div id="attachment_27763" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/14421" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27763" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/seca4.jpg" alt="O Cearense, 15 de março de 1881" width="231" height="358" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/14421" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 15 de março de 1881</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1883 / 1884</strong></span> &#8211; Antes da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, Fortaleza, em 24 de maio de 1883, tornou-se a primeira capital brasileira a libertar todos os escravizados. No ano seguinte, em 25 de março de 1884, o Ceará passou a ser o primeiro estado brasileiro a extinguir a escravidão. Correia documentou os líderes da luta escravagista em fotos chamadas de <em>Retratos Libertadores</em> e, em 1883, as comercializava.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27764" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/seca5.jpg"><img class="wp-image-27764 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/seca5.jpg" alt="O Libertador, de 1887" width="295" height="165" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Libertador</em>,  9 de maio de 1883 / <em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Correia anunciou que havia adquirido, em Paris, uma nova máquina para retratos instantâneos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/17537" target="_blank"><em>O Cearense</em>, de 28 de julho de 1885, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Anunciava que em seu estabelecimento fotográfico tirava-se <em>retratos pelos processos mais aperfeiçoados </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/229865/2228" target="_blank"><em>O Libertador</em>, 8 de junho de 1886, última coluna).</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Provavelmente continuou trabalhando como fotógrafo até este ano.</p>
<p>Em 29 de dezembro, inaugurou a primeira fábrica de louças do Ceará, no Boulevard da Conceição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/801399/784" target="_blank"><em>A República</em>, 28 de dezembro de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Anunciou a venda de seu estúdio fotográfico:</p>
<p><em>&#8220;Joaquim Antonio Correia vende a sua fotografia constando de boas lentes, drogas, punsas, etc. A tratar: Rua Formosa, nº 31&#8243;</em> (<em>A República</em>, 30 de maio de 1893). Residia na rua Floriano Peixoto, nº 95.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de; LOGATTO, Rosângela. <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/533" target="_blank"><em>Imagens da Seca de 1877-78 &#8211; Uma contribuição para o conhecimento do fotojornalismo na imprensa brasileira</em>.  </a>Anais da Biblioteca Nacional, vol 114, de 1994, p. 71-83.</p>
<p>BEZERRA, Ari Leite. <a href="https://issuu.com/bdlf/docs/2019_historia_da_fotografia_no_ceara_do_seculo_xix" target="_blank"><em>História da fotografia no Ceará do século XIX</em></a>. Edição do autor, 2019.</p>
<p><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=53715" target="_blank">Fundação Palmares</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-5ef8617a-d045-4f5e-932d-d41d9292ee51" target="_blank">Link para o artigo <em>500 mil mortos: a tragédia esquecida que dizimou brasileiros durante 3 anos no século 19</em>, de Camilla Veras Mota, Camila Costa e Cecilia Tombesi publicada no site da BBC, em 18 de junho de 2021, com as fotografias de Joaquim Antonio Corrêa.<span style="color: #800000;"><strong>*</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">*</span>Esse link foi acrescentado no artigo em 19 de junho de 2021.</p>
<p>**Essa breve cronologia foi inserida em 19 de abril de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
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