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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; navio</title>
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		<title>No Dia Mundial do Meio Ambiente, velas abertas na Baía da Guanabara</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2022 15:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca belíssimas imagens de barcos com suas velas abertas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, produzidas entre as décadas de 1880 e 1930. Seu autores são os fotógrafos Alfredo Krausz (1902 - 1953), Guilherme Santos (1871 - 1966), Marc Ferrez (1843 - 1923) e Torres (18? -?) - provavelmente Eugenio Francisco Magarinos Torres. O portal lembra a seus leitores da ferramenta zoom. Com ela pode-se ver cada detalhe das fotografias, trazendo-as para mais perto e tendo acesso a uma diferente exploração e observação das imagens. Apreciem!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Brasiliana Fotográfica destaca belíssimas imagens de barcos com suas velas abertas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, produzidas entre as décadas de 1880 e 1930. Seu autores são os fotógrafos Alfredo Krausz (1902 &#8211; 1953), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> e Torres (18? -?) &#8211; provavelmente Eugenio Francisco Magarinos Torres. O portal lembra a seus leitores da ferramenta <em>zoom</em>. Com ela pode-se ver cada detalhe das fotografias, trazendo-as para mais perto e tendo acesso a uma diferente exploração e observação das imagens. Apreciem!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7179/0071824cx015a-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" /></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/307" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de barcos com as velas abertas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10447" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10447/002080Vol09Env0302.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="701" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10447" target="_blank">Guilherme Santos. Barco a vela na Baía de Guanabara, c. 1915. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6730" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6730/0071824cx016-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6730" target="_blank">Marc Ferrez. Barco a vela, c. 1885. Baía de Guanabara, Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10735" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10735/002008AV015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10735" target="_blank">Torres. Docas do Mercado da Praia do Peixe, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9678" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9678/002037AAK5018.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9678" target="_blank">Alfredo Krausz. Barcos na Baía de Guanabara; na região da Praça XV de Novembro, c. 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em dezembro de 1972, a Assembleia Geral da ONU designou o dia 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi  comemorado pela primeira vez em 1973, com o mote &#8220;Uma Só Terra&#8221;. A data foi escolhida em razão da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia, entre 5 e 16 de junho de 1972. Seu secretário-geral foi o canadense Maurice Strong (1929 – 2015). Considerada a iniciativa mais importante tomada até então no campo da conservação do meio ambiente e da luta contra a poluição, reuniu 1.200 delegados de 114 países e cerca de três mil observadores. Entre os acordos mais importantes selados durante a reunião estão a condenação das experiências nucleares, a proibição da pesca da baleia por dez anos e a redução da produção de materiais sintéticos aumentando paralelamente a manufatura de substitutivos degradáveis não poluentes (<a href="https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/sobre/dia-mundial-do-meio-ambiente" target="_blank">Site World Environment Day</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Artigos publicados na B</em></span><span style="color: #800000;"><em>rasiliana Fotográfic</em></span><span style="color: #800000;"><em>a no Dia Mundial do Meio Ambiente</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15070" target="_blank"><em>A Floresta da Tijuca no Dia Mundial do Meio Ambiente</em>, publicado em 5 de junho de 2019</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18420" target="_blank"><em>Bambus, por Marc Ferrez</em>, publicado em 5 de junho de 2020</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32049" target="_blank"><em>No Dia Mundial do Meio Ambiente, a potente imagem da Cachoeira de Paulo Afonso, por Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 5 de junho de 2023</a></p>
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		<title>O Cruzador Almirante Tamandaré</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Dec 2017 11:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Almirante Joaquim Marques Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos André Lopes da Silva]]></category>
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		<category><![CDATA[cruzador Almirante Tamandaré]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha do Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica selecionou registros do Cruzador Almirante Tamandaré que pertencem ao acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, um dos integrantes do portal. As fotografias foram produzidas por Marc Ferrez (1843-1923), agraciado por d.Pedro II como Fotógrafo da Marinha Imperial. Com um artigo do pesquisador da DPHDM, o Capitão de Corveta (T) Carlos André Lopes da Silva, os leitores poderão conhecer a história do navio e admirar suas imagens no dia de seu lançamento, em 20 de março de 1890.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica selecionou registros do Cruzador Almirante Tamandaré que pertencem ao acervo da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5002" target="_blank">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</a>, um dos integrantes do portal. As fotografias foram produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, agraciado por d.Pedro II como <em>Fotógrafo da Marinha Imperial.</em> Com um artigo do pesquisador da DPHDM, o Capitão de Corveta (T) Carlos André Lopes da Silva, os leitores poderão conhecer a história do navio e admirar suas imagens no dia de seu lançamento, em 20 de março de 1890 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/386"><em>O Paiz</em>, 21 de março de 1890, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">O Cruzador Almirante Tamandaré</span></strong></p>
<div style="text-align: center;"> Carlos André Lopes da Silva*</div>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4773"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4773/47179.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="527" /></a><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. Lançamento do cruzador <em>Almirante Tamandaré</em>. O Cruzador na carreira antes do lançamento ao mar, 20 de março de 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 20 de março de 1890, foi lançado ao mar da carreira nº 1 do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro o Cruzador Almirante Tamandaré. Era o segundo navio da Marinha do Brasil que levava o nome do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré. O primeiro tinha sido um couraçado que lutou por toda a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034">Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870)</a>, navio também construído no Arsenal, o estabelecimento mantido pela Marinha para a construção e reparo dos seus navios de guerra. Mesmo durante o Império, não era comum que navios da Marinha fossem batizados em deferência a personalidades vivas, ainda mais quando não pertenciam à Família Real. Já no início da República, o Almirante Tamandaré, no alto dos seus 82 anos e poucos meses, depois de deixar o serviço ativo da Marinha, era pela segunda vez homenageado do modo mais significativo para um marinheiro, tendo seu nome na popa de um navio de guerra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10722" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/almirante.jpg"><img class="wp-image-10722 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/almirante.jpg" alt="almirante" width="413" height="540" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão-postal com desenho do rosto do Almirante Tamandaré, Joaquim Marques Lisboa (Rio Grande, RS, 13/12/1807 &#8211; Rio de Janeiro, 20/03/1897) / Coleção Jose Ramos Tinhorão/ Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22cruzador+almte+tamandare%22&amp;submit=Ir"><strong>Acessando o link para as fotografias do cruzador disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Cruzador Almirante Tamandaré, do mesmo modo que seu antecessor, foi projetado e construído por brasileiros. Seu projetista foi o Engenheiro Naval João Cândido Brasil e sua construção teve início em 1884, já como o maior navio até então construído no Brasil, com mais de 4.500 toneladas de deslocamento e 96 metros de comprimento. Mesmo hoje, continua sendo o maior navio de guerra, considerando seu deslocamento, construído no País. Equipado com dez canhões com calibre de 150 milímetros em sua bateria principal, além de peças de artilharia menores, metralhadoras e torpedos, foi concebido como um navio bastante poderoso.</p>
<p>Quando o Almirante Tamandaré foi lançado ao mar, em 1890, ainda era um navio misto, isto é, contava com mastros e velas para os cruzeiros transoceânicos, visando à economia de combustível, o carvão, e à preservação de suas duas máquinas a vapor inglesas de 6.500 cavalos-vapor, levando o navio a desenvolver velocidades de até 17 nós (milhas por hora). O casco de estrutura e revestimento de aço foi recoberto, para maior proteção, com placas de 175 milímetros de peroba, um arranjo de blindagem típico da época. A rápida evolução dos projetos de navios de guerra levou ao abandono da mastreação e das velas logo após o seu lançamento ao mar, sendo instalados dois mastros de combate que possibilitavam melhor pontaria das baterias principais. Seguiram-se modificações no armamento e na ventilação forçada para seus compartimentos internos.</p>
<p>Ainda antes de finalizada a construção, o navio foi tomado pela parcela da Marinha que se revoltou contra o Governo do Marechal Floriano Peixoto no episódio conhecido como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375">Revolta da Armada</a> (1893-1894). Reparados os danos sofridos no embate entre revoltosos e florianistas na Baía de Guanabara, o Almirante Tamandaré só foi incorporado à Esquadra brasileira em 1897, já numa configuração bem diferente daquela idealizada por seu projetista, o então Capitão-Tenente (EN) Brasil mais de uma década atrás.</p>
<p>Devido às suas grandes dimensões foi utilizado como quartel para os novos marinheiros e, posteriormente, como sede das Escolas Profissionais, a primeira experiência da Marinha do Brasil na reunião de diversos cursos de especialização para oficiais e praças num mesmo local. Em 1906, passaram a funcionar no Cruzador Almirante Tamandaré a Escola de Artilharia, direcionada para oficiais e praças; a Escola de Foguistas e a Escola de Timoneiros, que formava, além destes, sondadores, sinaleiros e telegrafistas.Brasil</p>
<p>Em 27 de dezembro de 1915, a Administração Naval determinou sua Mostra de Desarmamento e consequente baixa do serviço ativo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*  Carlos André Lopes da Silva é pesquisador da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Pequena cronologia do Cruzador Almirante Tamandaré</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"> Andrea C. T. Wanderley**</p>
<div style="width: 410px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4776"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4776/47185.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="400" height="311" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4776">Marc Ferrez. Lançamento do cruzador <em>Almirante Tamandaré</em>, 20 de março de 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Batimento da quilha do futuro Cruzador Almirante Tamandaré.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1886</span></strong> &#8211; O cruzador, em construção no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, segundo os planos do CT (EN) João Cândido Brasil, foi batizado com o nome de Tamandaré (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2651"><em>O Paiz</em>, 3 de julho de 1886, sexta coluna</a>). Foi o segundo navio batizado com esse nome na Marinha do Brasil em homenagem ao Almirante Joaquim Marques Lisboa (1807 &#8211; 1897), o Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha,</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- O Almirante Tamandaré pediu ao ministro da Marinha, Eduardo Wandenkolk (1838 &#8211; 1902), segundo o jornal <em>O Paiz</em> num <em>requinte de modéstia</em>, que o cruzador fosse batizado com o nome de <em>Almirante Cochrane</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/346"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>O Cruzador <em>Tamandaré </em>foi<em> </em>lançado ao mar em 20 de março com a presença do chefe do governo provisório do Brasil, Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892), além de ministros e outras autoridades. A construção do cruzador custou 3.700:000$000 e seu primeiro comandante foi o Capitão-de-Mar-e-Guerra Frederico Guilherme Lorena (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/386"><em>O Paiz</em>, 21 de março de 1890, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; O Capitão-de-Fragata João Francisco Velho Junior foi designado para comandar provisoriamente o Cruzador Almirante Tamandaré (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/4278"><em>O Paiz</em>, 26 de novembro de 1891, sexta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; O ministro da Marinha mandou <em>ativar as obras do cruzador Almirante Tamandaré a fim de que esse vaso de guerra possa estar nos Estados Unidos na abertura da exposição de Chicago</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/5454"><em>O Paiz</em>, 15 de junho de 1892, sexta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1893</span> </strong>- Polêmica em torno da substituição nos mastros do Almirante Tamandaré (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/5454"><em>O Paiz</em>, 10 de fevereiro de 1893, penúltima coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/7055"><em>O Paiz</em>, 13 de fevereiro, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/7071"><em>O Paiz</em>, 14 de fevereiro, segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/7105"><em>O Paiz</em>, 19 de fevereiro de 1893, primeira coluna</a>).</p>
<p><em>Ficou montada toda a artilharia grossa das baterias cobertas do cruzador Almirante Tamandaré achando-se já, de há muito, montados os seus dois canhões de caça e retirada </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8300"><em>O Paiz</em>, 24 de agosto de 1893, quarta coluna</a>).</p>
<p>O cruzador içou suas duas chaminés, <em>quer isso dizer que já tem máquina para se mover</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8698"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1893,quinta coluna</a>).</p>
<p>O Cruzador Almirante Tamandaré foi usado pelos revoltosos da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375">Revolta da Armada</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8702"><em>O Paiz</em>, 18 de novembro de 1893, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8724"><em>O Paiz</em>, 23 de novembro de 1893, quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8782"><em>O Paiz,</em> 5 de dezembro de 1893, quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/8788"><em>O Paiz</em>, 6 de dezembro de 1893, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; O Almirante Tamandaré foi ocupado pelo governo, que nomeou o Capitão-de-Mar-e- Guerra Theotônio Coelho Cerqueira Carvalho para comandá-lo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/9367"><em>O Paiz,</em> 14 de março de 1894, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; O cruzador foi reformado, tendo sua armação em Galera, substituída por dois mastros modernos de combate. A ventilação foi mudada, recebendo no castelo novo ventilador metálico. Foram também retirados os canhões em bateria. Permaneceram, porém, muitas deficiências no navio, que passou a vida fundeado no porto do Rio de Janeiro, depois de realizar duas ou três comissões.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1901 / 1902</span></strong> &#8211; Serviu de quartel de Guardas-Marinha.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906/1914</strong></span> &#8211; Serviu de sede das Escolas Profissionais, dentre elas, a Escola de Timoneiros.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1913</strong> </span>- Entre 21 de julho e 14 de agosto, ficou atracado no Dique Guanabara da Ilha das Cobras, para a substituição de 145 folhas de latão do fundo.</p>
<p align="left">Por determinação do Aviso n.º 2612 de 16 de agosto, serviu provisoriamente de quartel da Escola de Grumetes, antes instalada no Cruzador Andrada. Foram embarcados 115 novos Grumetes provenientes da EAM do Rio de Janeiro. Nessa época o <em>Tamandaré</em> também era chamado de Cruzador-Escola.</p>
<p align="left"><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Continuava servindo como Quartel da Escola de Grumetes, fundeado em frente a Ilha das Enxadas, na Baía da Guanabara. Não desempenhou comissão alguma e necessitava de reparos.</p>
<p align="left"><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong> </span>- Em 27 de dezembro, deu baixa do serviço pelo Aviso nº 4525.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="left"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p align="left"><a href="https://www.marinha.mil.br/dphdm/historia/almirante-tamandare/navios-com-o-nome-tamandare"><span class="designation">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</span> </a></p>
<p align="left"><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p align="left"><a href="http://www.naval.com.br/ngb/T/T002/T002.htm">Poder Naval</a></p>
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