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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; marcha carnavalesca</title>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; III &#8211; A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 02:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[Série 1922]]></category>

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		<description><![CDATA[No 3º artigo da "Série 1922 - Hoje, há 100 anos A eleição de Artur Bernardes", a Brasiliana Fotográfica traz três fotografias de Artur Bernardes (1875 - 1955), da Coleção Presidentes da República, e oito de Nilo Peçanha (1867 - 1924), todas do acervo do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No 3º artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos,</em> <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha, </em>a Brasiliana Fotográfica traz três fotografias de Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), da Coleção Presidentes da República, e oito de Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924), todas do acervo do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal. Uma das imagens de Bernardes foi produzida pela Annunciato Photo e as outras duas são de autoria de fotógrafos ainda não identificados. Um dos registros de Nilo Peçanha, o candidato derrotado, é de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 -1897).</a> Há também a imagem do verso de um estojo de madeira que protege o álbum fotográfico da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18379" target="_blank">Escola de Aprendizes e Artífices do Estado de Alagoas</a>, que já foi tema de um artigo do portal, onde Nilo aparece desenhado entre as bandeiras do Brasil e de Alagoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O candidato vitorioso, Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8418" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8418/Artur%20Bernardes.%20PR04ab.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8418" target="_blank">Artur Bernardes, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/297   " target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Artur Bernardes disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mineiro de Viçosa, Artur Bernardes foi eleito pelo Partido Republicano Mineiro, em 1º de março de 1922, quando derrotou Nilo Peçanha, candidato do Movimento Reação Republicana, tornando-se o 12º presidente do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/9227" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 2 de março de 1922</a>).</p>
<p>No mesmo mês de março, foi fundado o Partido Comunista do Brasil, por iniciativa do Grupo Comunista de Porto Alegre, que realizou, no Rio e em Niterói, nos dias 25, 26 e 27 de março, um congresso. Abílio de Nequete (1888 &#8211; 1960) foi eleito secretário geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28233" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/pcb.jpg"><img class="size-full wp-image-28233" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/pcb.jpg" alt=" De pé, da esquerda para a direita: Manuel Cendon, Joaquim Barbosa, Astrogildo Pereira, João da Costa Pimenta, Luís Peres e José Elias da Silva; sentados, da esquerda para a direita: Hermogênio Silva, Abílio de Nequete e Cristiano Cordeiro / Nosso Século" width="519" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">De pé, da esquerda para a direita: Manuel Cendon, Joaquim Barbosa, Astrogildo Pereira, João da Costa Pimenta, Luís Peres e José Elias da Silva; sentados, da esquerda para a direita: Hermogênio Silva, Abílio de Nequete e Cristiano Cordeiro / Nosso Século</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando às eleições: foram 466.877 votos contra 317.714 e o pleito dividiu o país: Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul deram apoio a Nilo Peçanha enquanto Minas Gerais e São Paulo apoiaram a candidatura de Bernardes, que tomou posse em 15 de novembro de 1922 e ficou no cargo até 15 de novembro de 1926. Governou grande parte de seu mandato sob estado de sítio, decretado por ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8419" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8419/Artur%20Bernardes%20PR.09%281%29.ab.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="589" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8419" target="_blank">Anunciato. Artur Bernardes, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Formado em Direito, Bernardes foi vereador, deputado, secretário das Finanças e governador de Minas Gerais antes de chegar à presidência da República. Sua eleição para o governo de Minas representou a ascensão de uma nova geração de políticos no estado e durante seu mandato fez grande oposição às atividades do proprietário da Itabira Iron Ore Company, o empresário norte-americano Percival Farquhar (1865–1953).</p>
<p>Era o representante da política que ficou conhecida como <em>Café com Leite</em>, que alternava candidatos das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Durante a campanha presidencial houve o episódio das <em>cartas falsas: </em>ele foi acusado de ter escrito cartas ao senador Raul Soares (1877 &#8211; 1924), publicadas no jornal <em>Correio da Manhã</em>, atacando seu opositor, Nilo Peçanha, chamado de<em> moleque</em>, e o marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923) referido como um <em>sargentão sem compostura</em>, o que acirrou os ânimos dos militares contra sua candidatura. Bernardes chegou ao Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 1921, para apresentar sua plataforma de governo e foi recebido por uma multidão raivosa na avenida Rio Branco. Houve um quebra-quebra na cidade e seus retratos foram arrancados das vitrines das lojas e queimados (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/7966" target="_blank">9 de outubro, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_03/8013" target="_blank">13 de outubro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/8049" target="_blank">16 de outubro </a>de 1921).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26650" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/8049" target="_blank"><img class="size-large wp-image-26650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/cartas-1024x408.jpg" alt="Correio da Manhã, 16 de outubro de 1921" width="768" height="306" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/8049" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de outubro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os reponsáveis pelas cartas foram Jacinto Cardoso de Oliveira Guimarães, Oldemar Lacerda e Pedro Burlamaqui e, ainda durante a campanha, foi provado que haviam sido forjadas, mas a contestação a Bernardes nos meios militares já era irreversível. Apesar da importante crise política, Artur Bernardes se elegeu, mas, durante seu governo, enfrentou o movimento tenentista, que deu início a um processo de ruptura política que teria como consequência a Revolução de 1930. Seu governo foi fortemente marcado pela dura repressão a seus oposiocionistas e pela censura à imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8410" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8410/Artur%20Bernardes.%20PR.03.ab.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="509" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8410" target="_blank">Artur Bernardes, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Curiosidades: Freire Júnior (1881 &#8211; 1956) e Luiz Nunes Sampaio (1886 &#8211; 1953) compuseram a marcha carnavalesca conhecida como &#8220;<i>Ai, Seu Mé&#8221;</i>, em 1922. <em>Seu Mé</em> era um apelido dado pela oposição a Bernardes. Versos como <i>O queijo de Minas está bichado, seu Zé Não seu porquê é, não sei porquê é </i>e <i>Aí, seu Mé! Aí Mé, Mé Lá no Palácio das Águias, Olé Não hás de pôr o pé </i>ironizavam o candidato. Apesar de nas gravações da música não aparecer o nome dis compositores e sim o nome do conjunto <em>A Canalha das Ruas</em>, com a eleição de Bernardes, eles foram presos. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4UiP5U1Tr6c" target="_blank">Ouça aqui a músicas</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;">O compositor José Barbosa da Silva, conhecido pelo pseudônimo Sinhô (1888 &#8211; 1930), também compôs uma música alfinetando Artur Bernardes. Foi a marcha carnavalesca <em>Fala baixo</em>, cujo título denunciava a censura policial da época. Nos versos, as invocações de uma “rolinha”, que era o apelido injurioso dado a Artur Bernardes pelos jornais do Rio, complicaram a vida do artista que foi perseguido e teve que sumir por uns tempos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"> <em>Fala baixo (1919-1921)</em></span></strong></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Quero te ouvir cantar </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Vem cá, rolinha, vem cá </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Vem para nos salvar </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Vem cá, rolinha, vem cá </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Não é assim </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Não é assim </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Não é assim </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Que se maltrata uma mulher </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>És a minha paixão </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Vem cá, rolinha, vem cá </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>És o meu coração </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Vem cá, rolinha, vem cá </em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Não é assim&#8230;</em></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco sobre o candidato derrotado, Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924)</strong></em></span><em><strong> </strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 604px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8402" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8402/Nilo%20Pe%c3%a7anha%20NP74.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="594" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8402" target="_blank">Nilo Peçanha, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O candidato derrotado nas eleições presidenciais de 1922, Nilo Peçanha, era fluminense, de Campos de Goytacazes. Sua candidatura iniciou o movimento chamado de Reação Republicana que protestava contra as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Inaugurava-se, então, o nilismo &#8211; uma nova forma de fazer política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8404" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8404/Nilo%20Pe%c3%a7anha%20NP237.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="530" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8404" target="_blank">Juan Gutierrez, s/d / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/298" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Nilo Peçanha disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já havia sido presidente, o primeiro com um perfil popular, entre junho de 1909 e novembro de 1910, quando Afonso Pena (1847 &#8211; 1909) faleceu no exercício do cargo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/20122" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de junho de 1909, sétima coluna</a>). Quando assumiu a presidência, Peçanha declarou que as bases de seu governo seriam a paz e o amor<em>. </em>Era formado em Direito e antes de chegar à presidência participou das campanhas abolicionista e republicana e havia sido deputado, governador do Rio de Janeiro e vice-presidente da República. Depois foi ministro das Relações Exteriores e senador. Era um excelente orador, fazia frequentemente discursos em praças do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Gostava de andar pelas ruas da cidade, parando em bares e lojas para conversar.</p>
<p>Foi, muitas vezes, vítima de racismo. Segundo o diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras, Alberto Costa e Silva:</p>
<p><em>&#8220;Nilo Peçanha era mulato escuro, assim como diversos outros presidentes da república, a começar por Rodrigues Alves, que era mulato, e também Washington Luís. A questão é que nenhum desses políticos brasileiros era considerado mulato ou negro. Eles eram tidos como brancos, por terem uma posição social elevada. Faziam parte do “mundo dos brancos”, e não de uma minoria. A população dita “branca” no Brasil na realidade era composta por muitos mestiços&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17729-15254,00-O+BRASIL+JA+TEVE+SEU+OBAMA.html" target="_blank"><em>Revista Época</em>, 22 de novembro de 2008</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8406" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8406/Nilo%20Pe%c3%a7anha%20NP526.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="478" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8406" target="_blank">Nilo Peçanha. Niterói, Rio de Janeiro, 1915 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme já abordado pelo artigo publicado na Brasiliana Fotográfica, em 26 de março de 2020, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18379" target="_blank">Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas, 1910</a>,</em><strong><em> </em></strong>de Paulo Celso Corrêa, cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, as Escolas de Aprendizes e Artífices foram criadas durante o governo do presidente Nilo Peçanha, em 1909. Sob a responsabilidade do recém-criado Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, elas ofereciam ensino primário e profissional para menores de idade pobres, com a finalidade de formá-los em operários e contramestres para a indústria. Com o texto, estão disponibilizadas as 14 fotos de um álbum da Coleção Nilo Peçanha referentes ao tema. São cenas dos cinco primeiros meses de funcionamento da escola, com as crianças tendo aulas e participando de oficinas de marcenaria, funilaria, sapataria, entre outras. Em 1937, as Escolas de Aprendizes e Artífices foram transformadas em Liceus de Artes e Ofícios. Estas instituições de ensino técnico e profissionalizante deram origem às posteriores Escolas Técnicas, Centros Federais de Educação Tecnológica e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7902" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7902/Verso%20do%20estojo%20de%20madeira%20que%20serve%20de%20prote%c3%a7%c3%a3o%20ao%20%c3%a1lbum%20fotogr%c3%a1fico%20da%20Escola%20de%20Aprendizes%20e%20Art%c3%adfices%20do%20Estado%20de%20Alagoas%2c%20na%20qual%20aparece%20desenhado%20Nilo%20Pe%c3%a7anha%2c%20entre%20dua.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="569" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7902" target="_blank">Verso do estojo de madeira que serve de proteção ao álbum fotográfico da Escola de Aprendizes e Artífices do Estado de Alagoas, na qual aparece desenhado Nilo Peçanha, entre duas bandeiras, a do Brasil e a do Estado de Alagoas, 1910 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também criou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11970" target="_blank">Serviço de Proteção ao Índio (SPI)</a>, precursor da Funai, em 1910. O primeiro diretor do órgão foi o marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41122" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_02/1619" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41122" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/nilo.jpg" alt="Revista da Semana, 12 de novembro de 1921" width="349" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_02/1619" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de novembro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://atlas.fgv.br/verbetes/cartas-falsas" target="_blank">Atlas Histórico do Brasil</a></p>
<p>BARTZ, Frederico Duarte. <a href="https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/rhs/article/view/129/124" target="_blank"><em>Abílio de Nequete (1888-1960): os múltiplos caminhs de uma militância operária</em></a>. Dossiês Mundo do Trabalho, 14 de janeiro de 2011 in <em>História Social,</em> uma publicação semestral dos alunos do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.</p>
<div class="page" data-page-number="2" data-loaded="true"></div>
<p><a href="https://blogln.ning.com/profiles/blogs/sinho-80-anos-sem-o-rei-do" target="_blank">Blog do Luis Nassif</a></p>
<p><a href="https://acervo.casadochoro.com.br/cards/view/1076" target="_blank">Casa do Choro</a></p>
<p>CPDOC &#8211; <a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/biografias/artur_bernardes" target="_blank">Artur Bernardes</a>, <a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/PE%C3%87ANHA,%20Nilo.pdf" target="_blank">Nilo Peçanha</a>, <a href="http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-comunista-brasileiro-pcb">PCB</a> e <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SOARES,%20Raul.pdf" target="_blank">Raul Soares</a></p>
<p>FRANZINI, Fábio. <a href="https://www.anpocs.com/index.php/papers-26-encontro/gt-23/gt06-7/4375-ffranzini-no-campo/file" target="_blank"><em>No campo das ideias &#8211; Gilberto Freyre e a invenção da brasilidade futebolística</em></a>. Departamento de História da Unesp</p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/10/com-o-slogan-paz-e-amor-nilo-pecanha-foi-o-primeiro-presidente-de-perfil-popular-do-brasil.shtml?origin=folha" target="_blank"><em>Folha de São Paulo</em>, 18 de outubro de 2019</a></p>
<p><a href="https://jornalggn.com.br/memoria/ai-seu-me-uma-satira-ao-candidato-artur-bernardes/" target="_blank">GGN &#8211; O jornal de todos os Brasis</a></p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p>Nosso Século</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27715" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>V</em> – A Revolta do Forte de Copacabana, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 5 de julho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>A Confeitaria Colombo, um elo entre o Rio de Janeiro antigo e o atual</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 14:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Confeitaria Colombo, que hoje destacamos com a publicação de fotografias do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, é uma espécie de elo entre o Rio de Janeiro de antigamente e o atual, além de ser um marco na história da gastronomia e da vida social carioca. Fundada pelos portugueses Manoel Lebrão e Joaquim Borges de Meirelles, em 17 de setembro de 1894, na rua Gonçalves Dias, onde permance até hoje, é um símbolo da "Belle Époque" da cidade. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 466px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7824" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7824/Colombo%20-%20Fachada%20-1925053.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="456" height="710" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7824" target="_blank">Confeitaria Colombo, 1925. Rua Gonçalves Dias, Rio de Janeiro/ Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p style="text-align: left;">A Confeitaria Colombo, que hoje destacamos com a publicação de fotografias do Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é uma espécie de elo entre o Rio de Janeiro de antigamente e o atual, além de ser também um marco na história da gastronomia e da vida social carioca. Fundada pelos portugueses Manoel Lebrão e Joaquim Borges de Meirelles, em 17 de setembro de 1894, na movimentada rua Gonçalves Dias, no centro da cidade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/14013" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 18 de setembro de 1894, sexta coluna)</a>, onde permanece até hoje, é um símbolo da <em>Belle Epoque </em>carioca. Considerada uma casa <em>verdadeiramente parisiense,</em> a Colombo era vizinha dos ateliês dos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14095" target="_blank">Juan Gutierrez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães</a> e de vários outros importantes estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747x/5040" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, janeiro de 1895</a>).</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/215" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Confeitaria Colombo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Em pouco tempo a confeitaria tornou-se um dos pontos mais concorridos da cidade, tendo sido frequentada por escritores como Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918) e Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), por jornalistas como Emilio de Menezes (1866 &#8211; 1918), por artistas como Villa-Lobos (1887 &#8211; 1959) e Chiquinha Gonzaga  (1847-1935), e por políticos como os presidentes Washington Luís (1869 &#8211; 1957) e Juscelino Kubitschek (1902 &#8211; 1976). Algumas mesas trazem os nomes de alguns de seus clientes, como a em homenagem ao empresário e político Assis Chateubriand (1892 &#8211; 1968), fundador dos <em>Diários Associados</em>. Em estilo <em>art nouveau, </em>a confeitaria tem em sua decoração vitrais franceses, espelhos importados da Bélgica, cadeiras feitas de palhinha e jacarandá por Antonio Borsoi (1880 &#8211; 1953), mesas em opalina azul com os pés de ferro, posteriormente substituídas por tampos de mármore, continua sendo um reduto de elegância e sinônimo de tradição no Rio de Janeiro. Em 1922, foram inaugurados o salão de chá em estilo Luís XVI, no segundo andar, uma clarabóia vinda da França e um dos primeiros elevadores instalados na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 507px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7825" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7825/_DSC5749%20-%20brasiliana.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="497" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7825" target="_blank">Confeitaria Colombo, s/d. Rua Gonçalves Dias, Rio de Janeiro / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;<em>Estabelecimento perfeito no gênero, o primeiro da América do Sul, e quiçá da Europa</em>&#8221; </span>(<em>Illustração Brasileira</em>, 7 de julho de 1922).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18488" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28683" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18488" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/careta.jpg" alt="Careta, 9 de setembro de 1922" width="482" height="747" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/28683" target="_blank"><em>Careta</em>, 9 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi tombada, em 9 de fevereiro de 1983, como patrimônio material, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural; e, em 31 de outubro de 2017, como patrimônio imaterial, pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Ao longo de sua história foi um lugar de convergência, de comunhão entre os vários Rios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 877px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7830" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7830/Colombo%20-%20interior%20do%202%c2%ba%20pavimento054.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="867" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7830" target="_blank">Confeitaria Colombo, s/d. Rua Gonçalves Dias, Rio de Janeiro / AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17962" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/828564/38" target="_blank"><img class="wp-image-17962" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/propaganda-Revue-Franc-Bresiliene.jpg" alt="Revue Franco-Bresilienne, 14 de julho de 1898" width="408" height="522" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/828564/38" target="_blank"><em>Revue Franco-Bresilienne</em>, 14 de julho de 1898</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18453" style="width: 292px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/273" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18453" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/anuncio1.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1922" width="282" height="326" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/273" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na matriz da Colombo, na Gonçalves Dias, há o Espaço Memória, onde são mostradas imagens do Rio Antigo, além de fotografias da memorabilia que fez parte da história da confeitaria como <em>projetos, louças, cristais originais e embalagens antigas</em>. Atualmente, a confeitaria tem filiais no Forte de Copacabana, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e no Centro Cultural Banco do Brasil.<br />
.</p>
<div id="attachment_18471" style="width: 374px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/39930" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18471" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/anuncio11.jpg" alt="Jornal do Commercio, 1929" width="364" height="678" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_11/39930" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de dezembo de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Znd5N2Jv08" target="_blank">Ouça aqui a marchicha de carnaval &#8220;Sassaricando&#8221; (1951), interpertada por Virginia Lane, que menciona a Confeitaria Colombo.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18451" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/documento1.jpg"><img class="wp-image-18451" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/documento1.jpg" alt="documento1" width="416" height="576" /></a><p class="wp-caption-text">Requerimento feito por Manoel Lebrão à Prefeitura do Rio de Janeiro para reconstruir o prédio da Colombo datado de 10 de janeiro de 1912 / Acervo AGCRJ</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Acervo Digital de O Globo</p>
<p>BIANCHI, Silvia Soler. <em>Entre o café e a prosa : memórias da Confeitaria Colombo no início do século XX</em>. Rio de Janeiro : Terceira Margem, 2008.</p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo, vol 2</em>. Rio de Janeiro : Cia. Editora e Comercial F. Lemos, 1956.</p>
<p>FREIRE, Renato; RODRIGUES, Antônio Edmilson Martins. <em>Confeitaria Colombo: Sabores de uma cidade</em>. Rio de Janeiro : Edições de Janeiro, 2014.</p>
<div id="bylineInfo" class="a-section a-spacing-micro bylineHidden feature" data-cel-widget="bylineInfo"><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></div>
<p>LAZINHA, Luiz Carlos. <em>A &#8220;Colombo&#8221; na vida do Rio</em>. Rio de Janeiro : Gráfica Olímpica Editora, 1970.</p>
<p><a href="http://www.confeitariacolombo.com.br/" target="_blank">Site Confeitaria Colombo</a></p>
<p><a href="http://www.bcp.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/251" target="_blank">Site Inepac</a></p>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; II &#8211; O carnaval do Cordão da Bola Preta</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 13:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia do Cordão da Bola Preta no ano de seu centenário. A imagem, que pertence à Biblioteca Nacional, uma das parceiras do portal, revela a irreverência e a alegria dos componentes do bloco carnavalesco, último representante dos cordões carnavalescos cariocas do início do século XX e um dos mais antigos do Brasil. Possui uma marchinha muito conhecida, composta por Nelson Barbosa e Vicente Paiva: a Marcha do Cordão da Bola Preta, famosa pelo verso Quem não chora, não mama! Segura, meu bem, a chupeta.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4220" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4220/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4220" target="_blank">Anônimo. Salve! &#8220;Cordão da Bola Preta&#8221;, Penha de 1936, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma fotografia do Cordão da Bola Preta no ano do centenário do mais antigo bloco carnavalesco do Rio de Janeiro. A imagem, que pertence à Biblioteca Nacional, uma das parceiras do portal, revela a irreverência e a alegria dos componentes da agremiação, cuja criação tem origem em 1917, quando um grupo de ex-integrantes do tradicional Clube dos Democráticos se uniu sob a liderança de Álvaro Gomes de Oliveira, o Caveirinha, para formar o cordão <em>Só Bebe Água</em>, cujo logotipo trazia um barril de chope com 18 torneiras ligadas à boca de seus componentes.</p>
<p>O Bola Preta foi fundado em 31 de <span style="color: #333333;">dezembro de 1918, </span>por Caveirinha, Francisco Brício Filho, o Chico Brício, Eugênio Ferreira, João Torres, e pelos três irmãos Oliveira Roxo. Um dos ícones do carnaval carioca, o <span style="color: #333333;">Bola Preta tornou-se, pelo <a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/irph/patrimonio-imaterial">Decreto n° 27594 de 14 de fevereiro de 2007</a>, da Prefeitura do Rio de Janeiro, patrimônio cultural imaterial da cidade. Em 2014, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), entregou <em>ao bloco mais antigo da cidade a placa que o identifica como um lugar importante para a história e memória do patrimônio cultural carioca </em>(<a href="http://blogs.oglobo.globo.com/blog-de-bamba/post/cordao-da-bola-preta-reconhecido-como-patrimonio-cultural-do-rio-526159.html"><em>O Globo</em>, 28 de fevereiro de 2014</a>).</span></p>
<p>A versão popular da origem do nome do bloco carnavalesco conta que foi um de seus fundadores, o Caveirinha, que, no dia 31 de dezembro de 1918, confraternizando com outros amigos na Galeria Cruzeiro do Hotel Avenida, localizado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880">avenida Central</a>, avistou uma linda mulher trajada com um vestido branco com bolas pretas. Porém, o pesquisador André Diniz, organizador do livro <em>Vem pro Bola, meu bem: crônicas e histórias do Cordão da Bola Preta</em> revelou que, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som,  Caveirinha declarou que a origem do nome havia sido outra: os fundadores do bloco decidiam quem poderia ou não entrar no clube exibindo bolas pretas ou brancas.</p>
<p>Último representante dos cordões carnavalescos cariocas do início do século XX e um dos mais antigos do Brasil, possui uma marchinha muito conhecida, composta por Nelson Barbosa e Vicente Paiva (1908 &#8211; 1964): a <em>Marcha do Cordão da Bola Preta </em>(1935), famosa pelo verso <em>Quem não chora, não mama! Segura, meu bem, a chupeta</em>. É com essa música, considerada o hino da agremiação, que os desfiles do Bola Preta, nos sábados de carnaval, são abertos.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM" target="_blank"><em><span style="color: #800000;"><strong>Marcha do Cordão da Bola Preta </strong></span></em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(gravação de Carmen Costa para o carnaval de 1962)</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Compositores: Nelson Barbosa e Vicente Paiva</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Quem não chora não mama!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Segura, meu bem, a chupeta.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Lugar quente é na cama</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Ou então no Bola Preta.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Vem pro Bola, meu bem,</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Com alegria infernal!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Todos são de coração!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">Todos são de coração.</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(Foliões do carnaval).</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p3jvVnA5QHM">(Sensacional!)</a></p>
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<p><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes: </span></strong></p>
<p><a href="http://diariodorio.com/historia-do-cordao-da-bola-preta/">Diário do Rio.com</a></p>
<p><a href="http://guiaculturalcentrodorio.com.br/cordao-da-bola-preta/">Guia Cultural do Centro Histórico do Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>O Globo</em>, 19 de janeiro de 2018</p>
<p><a href="http://www.cordaodabolapreta.com/historia/">Site do Cordão da Bola Preta</a></p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/vicente-paiva/dados-artisticos">Site do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira</a></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
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