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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; manobras navais</title>
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		<title>Exercícios da Esquadra Brasileira no Centenário da Independência</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2022 12:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Almirante Thomas Cochrane]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos André Lopes da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Centenário da Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Esquadra brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[José Carlos Mathias]]></category>
		<category><![CDATA[Luís da Cunha Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[manobras navais]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Antônio Farinha]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[A Esquadra Brasileira nasceu há exatos 200 anos, em 10 de novembro de 1822, ano da Proclamação da Independência do Brasil, quando a bandeira nacional foi, pela primeira vez, içada em um navio de guerra brasileiro, a Nau Martim de Freitas, posteriormente rebatizada de Nau D. Pedro I, o primeiro navio Capitânia. A Esquadra foi criada para combater as forças navais portuguesas que se opunham à independência do país. A equipe do Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu o artigo “Exercícios da Esquadra Brasileira no Centenário da Independência” sobre as manobras realizadas pela esquadra em 1922, ano em que se comemoraram os 100 anos independência brasileira.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Esquadra Brasileira nasceu, em 10 de novembro de 1822, ano da Independência do Brasil. Para celebrar a data, a equipe do Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, escreveu o artigo <em>Exercícios da Esquadra Brasileira no Centenário da Independência </em>sobre as manobras realizadas pela esquadra em 1922, ano em que foram comemorados os 100 anos da independência do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11307" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11307/51187.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11307" target="_blank">O Presidente da República Epitácio Pessoa, o Ministro da Marinha Veiga Miranda, o Almirante Pedro de Frontin e outras autoridades observam os tiros a bordo do Encouraçado &#8220;Minas Gerais&#8221;, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/343" target="_blank">Acessando o link para as fotografias dos exercícios da Esquadra Brasileira no Centenário da Independência disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11300" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11300/51180.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11300" target="_blank">1ª Divisão demandando a zona de exercícios, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DHPDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o Vice-Almirante José Carlos Mathias, Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha,“<em>os bicentenários da Independência e da Esquadra são faces de uma mesma moeda; são histórias que se entrecruzam no mar e nele continuam e continuarão sendo escritas. Portanto, celebrar os 200 anos da Esquadra, é memorar e homenagear a rica história do Brasil</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Exercícios da Esquadra Brasileira no Centenário da Independência</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Equipe do Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11285" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11285/51176.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11285" target="_blank">O Encouraçado &#8220;Minas Gerais&#8221; saindo a barra durante os exercícios da Esquadra, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As manobras da Esquadra Brasileira de janeiro e fevereiro de 1922 ganharam um aparato especial naquele ano em que se comemorou o centenário da Independência do Brasil. Contaram, no seu encerramento, em 21 de fevereiro, com a presença do Presidente da República Epitácio Pessoa, que foi recebido, a bordo do navio capitania, o Encouraçado <em>Minas Gerais</em>, pelo Almirante Pedro Max Frontin, o então chefe do Estado-Maior da Armada, e pelo comandante do navio, o Capitão de Mar e Guerra Damião Pinto da Silva, reunindo-se aos demais convidados como o Ministro da Marinha Dr. Veiga Miranda e diversos representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11287" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11287/51167.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11287" target="_blank">Grupo de oficiais do Exército e da Armada a bordo do Encouraçado &#8220;Minas Gerais&#8221; durante os exercícios da Esquadra, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O início das manobras deu-se na altura das ilhas Maricás, com a participação do <em>Minas Gerais</em>, sendo acompanhado pelos Encouraçados <em>São Paulo</em> e <em>Floriano</em> e pelo Contratorpedeiro <em>Pará</em>, seguindo em coluna reta cruzando a barra da Baía de Guanabara. Aproximadamente às 13 horas do dia 21 de fevereiro de 1922, foram iniciados os exercícios de tiro em alvo flutuante com os disparos com os maiores canhões das torres dos encouraçados. Aos convidados a bordo foram distribuídos cópias do programa de exercícios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11292" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11292/51172.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11292" target="_blank">Convés do Encouraçado &#8220;Minas Gerais&#8221;, vendo-se o Encouraçado &#8220;Floriano&#8221; e o Encouraçado &#8220;São Paulo&#8221;, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11291" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11291/51171.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11291" target="_blank">CT &#8220;Pará&#8221; durante os exercícios da Esquadra, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DHPDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8845" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 22 de fevereiro de 1922</a>, “foi grande a emoção que se apoderou dos convidados no momento em que se anunciou que o <em>Minas</em> ia romper o fogo com as torres. Todos colocaram algodões aos ouvidos e ficaram atentos para o alvo, que se achava a mais de 12 kilometros de distância<em>&#8220;</em>.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30228" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=152028" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30228" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/esquadra.jpg" alt="Fon-fon, 25 de fevereiro de 1922" width="249" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&amp;pagfis=152028" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 25 de fevereiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os disparos dos canhões de calibre 120 mm, feitos pelas baterias secundárias (de menor poder de fogo), dos Encouraçados <em>São Paulo</em> e <em>Minas Gerais</em>, embora não colocando a pique o alvo flutuante, foram considerados positivos como prática de enquadramento do alvo a grande distância, pois tais exercícios não eram realizados há muito tempo por falta de recursos.</p>
<p>Curiosamente, o alvo utilizado foi o casco do desativado Paquete <em>Alagoas</em>, navio de transporte de passageiros da Companhia Brasileira de Navegação a Vapor, que foi empregado para transportar o imperador deposto <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a> e sua família para o exílio na Europa em 1889.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11294" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11294/51173.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11294" target="_blank">O alvo &#8211; ex Paquete &#8220;Alagoas&#8221; nos exercícios da Esquadra, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, incorporado à Marinha do Brasil, serviu por um período de quartel flutuante para a Escola de Aprendizes -Marinheiros do Rio de Janeiro até ser alocado para seu destino final como alvo para os exercícios de tiro da Esquadra. Mesmo não atingido pelos tiros dos encouraçados, o casco afundou no fim dos exercícios quando rebocado pelo Rebocador <em>Laurindo Pitta</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30229" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152029" target="_blank"><img class="size-full wp-image-30229" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/esquadra1.jpg" alt="Fon-Fon, 25 de fevereiro de 1922" width="250" height="388" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152029" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 25 de fevereiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fato não menos importante foi a presença do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7817" target="_blank">Navio-Escola <em>Benjamim Constant</em></a> no local onde se realizaram os exercícios de tiro, a cujo bordo estavam os alunos da Escola Naval,  aspirantes a guarda-marinha, em viagem de treinamento. A tripulação do <em>Benjamim Constant</em> também honrou a grandeza do evento, prestando salvas e postos de continência ao pavilhão presidencial içado no <em>Minas Gerais</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4782" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4782/57414.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4782" target="_blank">H&amp;J Tourte Éditeurs. Faina de arriar um escaler no Cruzador Benjamin Constant, 1906. Paris, França / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os exercícios da Esquadra realizados eram muito esperados pelo Estado-Maior da Armada, contribuindo com o treinamento das tripulações em evoluções táticas e instrução de tiro com os diversos canhões que equipavam os navios. Durante praticamente um mês no início de 1922, tais exercícios envolveram diversos navios das duas divisões navais que compunham a Esquadra nacional, contribuindo para o treinamento de cerca de quatro mil militares da Marinha do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11297" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11297/51178.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11297" target="_blank">1ª Divisão demandando a zona de exercícios, 21 de fevereiro de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DHPDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A presença do presidente da República demonstrou a importância do evento, sendo registrada por diversos jornais da época a robustez do poderio bélico da Esquadra e o aprestamento da marujada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30224" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152030" target="_blank"><img class="wp-image-30224 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/notasnavaesfonfon.jpg" alt="notasnavaesfonfon" width="251" height="387" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152030" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 25 de fevereiro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/8845" target="_blank">Jornal <em>O Paiz</em>, 22 de fevereiro de 1922, pág. 3-4.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Um pouco da história do surgimento da primeira Esquadra brasileira</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_30231" style="width: 629px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/45274/200-anos-de-Independencia-do-Brasil-e-da-Esquadra-brasileira/" target="_blank"><img class="wp-image-30231 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/esquadra2.jpg" alt="esquadra2" width="619" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/45274/200-anos-de-Independencia-do-Brasil-e-da-Esquadra-brasileira/" target="_blank">Nau Pedro I, a primeira capitânea da Esquadra brasileira pelo italiano Edoardo Martino (1836 &#8211; 1912) / Portal Defesa.net</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já mencionado, em 10 de novembro de 1822, há exatos 200 anos, nascia a primeira Esquadra Brasileira, quando a bandeira nacional foi, pela primeira vez, içada em um navio de guerra brasileiro, a Nau Martim de Freitas, posteriormente, rebatizada de Nau Pedro I, o primeiro navio Capitânia da Esquadra, criada para combater as forças navais portuguesas que se opunham à Independência do Brasil.</p>
<p>O primeiro ministro da Marinha, brasileiro nato, nomeado após a Proclamação da Independência do Brasil foi o então Capitão de Mar e Guerra Luís da Cunha Moreira, Visconde de Cabo Frio (1777 &#8211; 1865), que substituiu o almirante Manoel Antônio Farinha ( 17? &#8211; 1842), em 22 de outubro de 1822 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/7604" target="_blank"><em>Gazeta do Rio</em>, 7 de novembro de 1822, primeira coluna</a>).</p>
<p>Para o estabelecimento da Marinha Imperial os navios portugueses deixados nos portos foram incorporados a ela, dentre eles as fragatas <em>Real Carolina</em>, <em>Sucesso</em> e <em>União</em>, rebatizadas <em>Paraguaçu</em>, <em>Niterói</em> e <em>Piranga</em>, respectivamente. As corvetas <em>Liberal</em> e <em>Maria da Glória</em> também foram incorporadas assim como o Brigue <em>Reino Unido</em>, renomeado como <em>Cacique</em>. O governo adquiriu os brigues <em>Maipu</em> e <em>Nightingale</em>, rebatizados como <em>Caboclo</em> e <em>Guarani</em>. Formava-se, então, a primeira Esquadra Brasileira.</p>
<p>De acordo com o Chefe do Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Capitão de Fragata (T) Carlos André Lopes da Silva, era pequeno número de militares de origem brasileira na ocasião e havia a necessidade de aumentar o efetivo militar. Houve então uma negociação: “<em>Dentre os cerca de 160 oficiais da Marinha portuguesa servindo no Brasil, 94 declararam lealdade a Dom Pedro. No entanto, o que pode parecer uma extensa adesão, na prática, não forneceu oficiais suficientes para tripular os navios da nova Esquadra. Com isso, a contratação de europeus, sobretudo britânicos, foi a solução. Foram mais de 450 estrangeiros contratados, cerca de 30 deles exercendo a função de oficiais, inclusive o então Comandante em Chefe da incipiente Esquadra brasileira, o Almirante Thomas Cochrane</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Cochrane,_10.%C2%BA_Conde_de_Dundonald#/media/Ficheiro:Lord_Cochrane_1807.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0f/Lord_Cochrane_1807.jpg/270px-Lord_Cochrane_1807.jpg" alt="" width="270" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Cochrane,_10.%C2%BA_Conde_de_Dundonald#/media/Ficheiro:Lord_Cochrane_1807.jpg" target="_blank">Retrato de Lorde Cochrane (1775 &#8211; 1860), em 1807, por Peter Edward Stroehling.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/agenciadenoticias/conheca-os-principais-eventos-da-marinha-em-comemoracao-aos-200-anos-da" target="_blank">Agência Marinha de Notícias</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://portalbids.com.br/2022/09/07/esquadra-200-anos/" target="_blank">Portal Base Industrial de Defesa e Segurança</a></p>
<p><a href="https://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/45274/200-anos-de-Independencia-do-Brasil-e-da-Esquadra-brasileira/" target="_blank">Portal Defesa.net</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias-2/09/marinha-do-brasil-promove-revista-naval-em-comemoracao-ao-bicentenario-da-independencia" target="_blank">Portal Presidência da República</a></p>
<p><a href="https://www.naval.com.br/blog/2019/11/10/esquadra-brasileira-completa-197-anos/" target="_blank">Portal Poder Naval</a></p>
<p><a href="https://dspace.stm.jus.br/bitstream/handle/123456789/50440/031biog%20Manuel%20Antonio%20Farinha.pdf?sequence=3&amp;isAllowed=y" target="_blank">Portal Superior Tribunal Militar</a></p>
<p>VIDIGAL, Amorim Ferreira. <a href="file:///C:/Users/Andrea%20Wanderley/Downloads/638-Texto%20do%20artigo-1019-1-10-20171030%20(1).pdf" target="_blank"><em>A evolução da Marinha Brasileira</em></a>. Revista da Escola Superior de Guerra, 1997.</p>
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