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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Lunara</title>
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		<title>Dia Internacional das Pessoas Idosas e Dia Nacional do Idoso</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Oct 2023 13:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dia Internacional das Pessoas Idosas]]></category>
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		<description><![CDATA[O dia 1º de outubro é o Dia Internacional das Pessoas Idosas e também o Dia Nacional do Idoso. Para homenagear as datas, a Brasiliana Fotográfica destaca a imagem "As cantigas do vovô", produzida, em torno de 1900, pelo fotógrafo amador e fotoclubista gaúcho Lunara (1864 - 1937). O registro mostra um idoso cantando e tocando violão alegremente para duas crianças, que o olham com admiração. A foto exprime a ternura de um momento de interação entre um vovô e seus netos, entre a terceira idade e a infância, nos envolvendo numa atmosfera amorosa, respeitosa e, até, nostálgica. A fotografia faz parte do álbum "Vistas de Porto Alegre – Fotografias Artísticas", produzido pelos Editores Krahe &#038; Cia com 20 imagens assinadas por Lunara.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O dia 1º de outubro é o Dia Internacional das Pessoas Idosas e também o Dia Nacional do Idoso. Para homenagear as datas, a Brasiliana Fotográfica destaca a imagem <em>As cantigas do vovô, </em>produzida, em torno de 1900, pelo fotógrafo amador e fotoclubista gaúcho Lunara (1864 &#8211; 1937). O registro mostra um idoso cantando e tocando violão alegremente para duas crianças, que o olham com admiração e atenção. A foto exprime a ternura de um momento de interação entre um <em>vovô</em> e seus <em>netos, </em>entre a terceira idade e a infância<em>, </em>nos envolvendo numa atmosfera amorosa, respeitosa e, até, nostálgica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5620" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5620/014ALUN01010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5620" target="_blank">Lunara, As cantigas do vovô, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A fotografia faz parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre – Fotografias Artísticas,</em> produzido pelos Editores Krahe &amp; Cia com 20 imagens assinadas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264" target="_blank">Lunara</a>, um dos pseudônimos de Luiz Nascimento Ramos &#8211; formado a partir das primeiras sílabas de seus três nomes e que ele usava para expor suas fotos e também para participar de concursos fotográficos. Ele foi um participante ativo da vida cultural e econômica de Porto Alegre e adotou a fotografia como um <em>hobby</em>.</p>
<p>As imagens deste álbum fotográfico nos revelam uma Porto Alegre bucólica de fins do século XIX, início do século XX. Segundo  Denise Burges Stumvoll, mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autora da dissertação <em>Fotografia e aproximações com a arte no início do século xx : um olhar para as narrativas visuais de Lunara, </em>o álbum <em>Vistas de Porto Alegre</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;">…<em>propõe um percurso realizado pelo fotógrafo, em que somos conduzidos pelas bordas e margens da cidade, bem como aos lugares e às pessoas que ali viveram, como se interessasse, ao autor das imagens, produzir uma metáfora da marginalidade, social e cultural, revelando o que geralmente ficava à sombra da memória visual sobre a modernidade na paisagem urbana</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=lunara&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Lunara disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns dos temas mais abordados nas fotografias de Lunara foram os ex-escravizados, cenas de família, os carreteiros, as aguadeiras e os viajantes. Seus registros eram influenciados pelo movimento pictorialista internacional, movimento que se desenvolveu a partir do surgimento dos fotoclubes e que caracterizava-se pelo resultado da fotografia, que se aproximava da pintura. Em suas imagens, Lunara, com um olhar artístico que acentuava aspectos bucólicos, mostrava seu universo familiar com sensibilidade e humor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre o Dia Internacional das Pessoas Idosas e do Dia Nacional do Idoso</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dia 1º de outubro foi designado como o Dia Internacional das Pessoas Idosas pela Assembleia das Nações Unidas, em 14 de dezembro de 1990. <em>Isso foi precedido por iniciativas como o Plano de Ação Internacional de Viena sobre o Envelhecimento, que foi adotado pela Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento de 1982 e endossado mais tarde naquele ano pela Assembleia Geral da ONU. Em 1991, a Assembléia Geral adotou os Princípios das Nações Unidas para Pessoas Idosas (resolução 46/91). Em 2002, a Segunda Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento adotou o Plano de Ação Internacional de Madri sobre o Envelhecimento, para responder às oportunidades e desafios do envelhecimento da população no século XXI e promover o desenvolvimento de uma sociedade para todas as idades </em>(<a href="https://www.un.org/en/observances/older-persons-day" target="_blank"><em>Site da ONU</em>)</a>.</p>
<p>Em 1º de outubro de  2003, foi criado, no Brasil, o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank">Estatuto do Idoso, pela Lei nº 10.741 </a>para viabilizar políticas públicas às pessoas idosas. Três anos depois, em 2006, a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11433.htm">Lei nº 11.433</a> instituiu, no país, o Dia Nacional do Idoso. Anteriormente, a data, estabelecida, em 1999, pela Comissão pela Educação, do Senado Federal, era comemorada no dia 27 de setembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional do Idoso, a ser celebrado no dia 1º de outubro de cada ano.</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Parágrafo único. Os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional do Idoso ficam incumbidos de promover a realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa do idoso na sociedade.</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.</em></span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Brasília, 28 de dezembro de 2006; 185º da Independência e 118º da República.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Assembleia Geral da ONU proclamou, em 14 de dezembro de 2020, os anos entre 2021 e 2030 como a <em>Década do Envelhecimento Saudável das Nações Unidas,</em> <em>uma colaboração global, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúne governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e iniciativa privada, </em>em prol de melhorias para a vida dos idosos, de suas famílias e das comunidades onde vivem<em> </em>(<a href="https://bvsms.saude.gov.br/01-10-dia-internacional-das-pessoas-idosas-e-dia-nacional-do-idoso/" target="_blank"><em>Biblioteca Virtual em Saúde</em></a>).</p>
<p>A composição da população mundial mudou significativaamente nas últimas décadas e a expectativa de vida em todo o mundo subiu de 46 para 68 anos. Mais de 8% da população tinha 65 anos ou mais em 2020. Em 2050, a população de idosos deverá atingir mais de 1,5 bilhão de pessoas, sendo que <span class="Y2IQFc" lang="pt">80% delas viverão em países de baixa e média renda. </span>O Dia Internacional das Pessoas Idosas tem como objetivo prestar uma homenagem aos idosos e também conscientizar e sensibilizar a sociedade sobre as necessidades destas pessoas.</p>
<p>Esta foi a mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, o português António Manuel de Oliveira Guterres (1947-) na última celebração do Dia Internacional de Pessoas Idosas, em 1º de outubro de 2022:</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Neste Dia Internacional das Pessoas Idosas, focamos a atenção na resiliência de mais de mil milhões de mulheres e homens idosos num mundo em mudança.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Os últimos anos testemunharam reviravoltas dramáticas – e as pessoas idosas estão muitas vezes no epicentro das crises. Eles são particularmente vulneráveis ​​a uma série de desafios, incluindo a pandemia da Covid -19, o agravamento da crise climática, a proliferação de conflitos e a pobreza crescente.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>No entanto, perante estas ameaças, os idosos inspiraram-nos com a sua notável resiliência. Em 2030, 1,4 mil milhões de pessoas terão pelo menos 60 anos.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>A nossa tarefa enquanto sociedades e enquanto comunidade global é enfrentar os desafios da longevidade – e promover o seu potencial. Devemos promover a inclusão social, económica e política de todas as pessoas em todas as idades.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Esta promessa está consagrada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Aprendizagem ao longo da vida, proteção social forte, cuidados de saúde a longo prazo acessíveis e de qualidade, redução do fosso digital, apoio intergeracional, dignidade e respeito são essenciais.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Os idosos são uma tremenda fonte de conhecimento e de experiência. Devemo-nos esforçar para garantir o seu envolvimento ativo, participação plena e contribuições essenciais.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Juntos, vamos construir sociedades mais inclusivas e amigas dos idosos e um mundo mais resiliente.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="https://bvsms.saude.gov.br/01-10-dia-internacional-das-pessoas-idosas-e-dia-nacional-do-idoso/#:~:text=IN%C3%8DCIO-,01%2F10%20%E2%80%93%20Dia%20Internacional%20das%20Pessoas%20Idosas,e%20Dia%20Nacional%20do%20Idoso" target="_blank">Site Biblioteca Virtual em Saúde &#8211; Ministério da Saúde</a></p>
<p><a href="https://www.un.org/en/observances/older-persons-day" target="_blank">Site ONU</a></p>
<p><a href="https://www.paho.org/pt/decada-do-envelhecimento-saudavel-nas-americas-2021-2030#:~:text=A%20D%C3%A9cada%20do%20Envelhecimento%20Saud%C3%A1vel,sociedade%20para%20todas%20as%20idades." target="_blank">Site Organização Pan-Americana da Saúde &#8211; Opas</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264" target="_blank"><em>Lunara (1864 – 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 5 de setembro de 2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cronologia de Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cronologia de Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937) &#160; &#160; 1864 - Luiz do Nascimento Ramos nasceu, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 1883 - Passou a integrar a comissão editorial do jornal O Athleta (1883-1889), vinculado ao Club Caixeiral Porto Alegrense. No período de existência do jornal, escrevia e publicava crônicas bem-humoradas sob os pseudônimos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12518" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496"><img class="wp-image-12518 alignleft" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara.jpg" alt="lunara" width="425" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 maio de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1864 </strong></span>- Luiz do Nascimento Ramos nasceu, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1883 -</strong></span> Passou a integrar a comissão editorial do jornal <em>O Athleta </em>(1883-1889), vinculado ao Club Caixeiral Porto Alegrense. No período de existência do jornal, escrevia e publicava crônicas bem-humoradas sob os pseudônimos Bitu ou Sancho. O Club Caixeiral Porto Alegrense foi fundado, em 1882, por imigrantes alemães vinculados ao comércio.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Era um dos integrantes do Club Caixeral que seria homenageado com um <em>espetáculo de gala em honra da simpática e brisosa classe caixeiral, </em>no Theatro São Pedro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/2688" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 17 de maio de 1886</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; De novo os comerciários foram homenageados com um espetáculo de ópera no Theatro São Pedro e os integrantes do Club Caixeral, dentre eles Lunara, representaram a classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/4261" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de março de 1888</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1890</strong></span> &#8211; Em fins dessa década, sua fotografia intitulada <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank">Aguadeira</a> </em>foi publicada na revista francesa <em>Photo-Gazette .</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5634/014ALUN01006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="523" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank">Lunara. Aguadeira, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Trabalhava na firma Caetano Pinto &amp; Franco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/5973" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 17 de fevereiro de 1891</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Contratou casamento com Maria Isabel Borges Ramos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/9191" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de maio de 1894, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Associou-se a Adwaldo Franco e abriu a firma de importações Franco, Ramos &amp; Cia. Também trabalhava como contador contábil em outras empresas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1899</strong></span>- Registrava a periferia da cidade aos domingos e utilizava o pseudônimo Lunara para expor suas imagens.</p>
<p style="text-align: left;">Como fotógrafo amador passou a integrar a associação Sploro Photo-Club, em Porto Alegre, um dos fotoclubes pioneiros do Brasil. Funcionava na Drogaria Ingleza , que pertencia a Sépia, também fotógrafo amador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12541" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara2.jpg"><img class="wp-image-12541 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara2.jpg" alt="lunara2" width="540" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211;  Ele fotografou as festas da inauguração do velódromo da União Velocipédica e algumas ficaram expostas nas vitrines da Drogaria Ingleza, em Porto Alegre. Seu amigo, o fotógrafo Virgílio Callegari (1868 &#8211; 1937) faria as ampliações (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11163" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 23 de novembro de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lunara participou de um evento promovido pela associação Sploto Photo-Club, na Drogaria Ingleza. O júri do evento era formado por Augusto Daisson, Miguel Weingartner e Virgilio Callegari.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1900</strong> </span>- Foi editado e publicado o álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Fotografias Artísticas, </em>com 20 imagens assinadas pelo fotógrafo amador gaúcho Lunara (1864 &#8211; 1937), e produzido pelos Editores Krahe &amp; Cia, cuja loja e livraria ficavam na rua dos Andradas, em Porto Alegre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12540" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara3.jpg"><img class="wp-image-12540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara3.jpg" alt="lunara3" width="358" height="540" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Endereçou à Repartição Central da Secretaria de Estado de Negócios do interior e exterior em Porto Alegre uma carta sugerindo a adoção de um novo método marcas e sinais para gado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12068" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 27 de agosto de 1900</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nascimento de seu filho, Áureo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Lunara já era um próspero comerciante e membro da diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;">Recebeu a medalha de bronze no segundo concurso para amadores da fotografia realizado nos salões da fotografia Leterre, na rua da Carioca, com um registro do busto de perfil da filha de um amigo. Fazia parte do júri o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, além do escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931) e do pintor Hilarião Teixeira (1860 &#8211; 1952). Nos dois primeiros lugares ficaram o carioca Narciso Braga e o gaúcho Luiz Manuel de Souza Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2007" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 2 de março de 1901, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12685" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 9 de março de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Realização da Exposição Estadual no Campo da Redenção, quando foi exibido o desenvolvimento da indústria e do comércio do Rio Grande do Sul. Luiz do Nascimento Ramos foi membro do júri do concurso de fotografias que integrava o evento. Os outros membros do júri foram Balduíno Rohrig e Luiz Manuel de Souza Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12712" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de março de 1901, quinta coluna</a>). Na ocasião, fotografou todos os pavilhões da exposição. Forneceu as fotografias publicadas na  <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496"><em>Revista da Semana</em>, 5 de maio de 1901,</a> uma edição especial comemorativa da Exposição Estadual Riograndense.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1902 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Publicação do artigo intitulado “Artigo Infamante – Aos Amadores de Fotografia no Brasil – Aos profissionais e a meus clientes e amigos “, de autoria de A. Laterre  em resposta a uma publicação de 5 de abril d e 1902 na <em>Gazeta do Commercio</em>, em Porto Alegre, que relatava que durante uma reunião do Sploro Photo-Club, da qual Lunara participou, haviam sido feitos protestos contra um artigo publicado pela revista<em> </em>parisiense<em> Photographie Française, </em>de janeiro de 1902, e também protestos contra o fotógrafo sr. A. Leterre, acusado de prejudicar os fotógrafos amadores do Rio Grande nos concursos que promovia. Nele o fotógrafo Joaquim Insley Pacheco, um dos juízes dos concursos, era mencionado (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4357" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de abril de 1902</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Publicação da fotografia &#8220;Sono Pesado&#8221;, de sua autoria, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/1448" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 16 de novembro de 1902</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Conquistou medalha de ouro na Mostra Grupal de Artes Plásticas, promovida pelo jornal <em>Gazeta do Comércio. </em>Concorreu com diversas fotografias, dentre elas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank"><em>Águas correntes</em></a>, <em>Dois Filósofos e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Nhô João, deixa disso&#8230;</a>, que fazem parte do álbum<em> Vistas de Porto Alegre.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 325px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5626/014ALUN01016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="315" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank">Lunara. Águas correntes, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nascimento de sua filha, Zaida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12712" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 28 de julho de 1901</a>, terceira coluna).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Foi eleito para integrar o conselho fiscal da companhia de seguros marítimos e terrestre Phenix de Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/15129" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 11 de março de 1904, terceira coluna).</a></p>
<p style="text-align: left;">Foi eleito em 9 de outubro, conselheiro fiscal do Club Caixeiral Porto Alegrense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27896" target="_blank">Almanak Laemert, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Recebeu 1 voto na eleição municipal para intendente e conselheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/15828" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 11 de outubro de 1904, terceira coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1904 /1905</strong></span> &#8211; Foram publicados cartões-postais colorizados de Lunara. A maioria pelos Editores Krahe &amp;  Cia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Foi eleito diretor da Praça do Comércio de Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/16101" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 1 de janeiro de 1905, quinta coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Foi noticiada a chegada do negociante Luiz Nascimento Ramos ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/2571" target="_blank"><em>O Século</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 10</strong></span> &#8211; Publicava regularmente seu trabalho na revista <em>Máscara</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Fotografou uma excursão automobilística (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/23373" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 14 de novembro de 1910, primeira coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Lunara foi o testamenteiro do pintor Pedro Weingartner (1853 &#8211; 1929).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>-Recebeu o prêmio da publicação La <em>Revue de Photographie</em>, de Paris, pela fotografia <em>O Lago</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/5659" target="_blank"><em>Illustração Brasileira, </em>24 de junho de 1922)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Publicação da fotografia <em>Sono pesado</em>, de autoria de Lunara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/5839" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 15 de agosto de 1922</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1937</span></strong> &#8211; Faleceu em Porto Alegre e, durante décadas, sua obra permaneceu guardada por familiares.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong></span> &#8211; A jornalista e fotógrafa gaúcha Eneida Serrano (1952 &#8211; ) entrou em contato com o filho de Lunara, Áureo, de 76 anos, que mostrou a ela o acervo de seu pai: uma máquina fotográfica, recortes de jornais, 15 chapas de vidro, 13 x 18cm, e dois álbuns com 60 fotografias de sua autoria.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong></span> &#8211; Eneida Serrano realizou a exposição <em>Lunara &#8211; Amador 1900</em>, no Museu de Comunicação Hypólito José da Costa, em Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> &#8211; Em homenagem ao fotógrafo, foi inaugurado no centro cultural Usina do Gasômetro, na capital gaúcha, a Galeria Lunara, espaço especializado em fotografias.</p>
<p style="text-align: left;">Suas fotos foram reunidas no livro <em>Lunara Amador 1900,</em> de Eneida Serrano.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; Exposição, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, de 20 fotografias de autoria de Lunara na 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre e Pelotas. As imagens fazem parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre – Photographias Artísticas</em>, do acervo fotográfico do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa.</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Dia Internacional da Música</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 16:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lunara]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Internacional da Música e os músicos de todos os ritmos e estilos destacando a imagem de uma banda, produzida pelo fotógrafo mineiro Chichico Alkmim (1886 - 1978), na década de 1910; e outra, intitulada "As cantigas do vovô", realizada pelo gaúcho Lunara (1864 - 1937), em torno de 1900. Nestas duas fotografias fica evidente a relação da música, a arte das musas, com o prazer e também seu aspecto gregário. Estão reunidas em um link uma seleção de outras imagens ligadas ao tema disponíveis no portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Internacional da Música e os músicos de todos os ritmos e estilos destacando a imagem de uma banda, produzida pelo fotógrafo mineiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8890" target="_blank">Chichico Alkmim (1886 &#8211; 1978)</a>, na década de 1910; e outra, intitulada &#8220;As cantigas do vovô&#8221;, realizada pelo gaúcho <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12264" target="_blank">Lunara (1864 &#8211; 1937)</a>, em torno de 1900. Nestas duas fotografias fica evidente a relação da música, <i>a arte das musas, </i>do<i> </i>grego <em>μουσική τέχνη</em> &#8211; <em>musiké téchne -</em>,<i><i> </i></i>com o prazer e também seu aspecto gregário. A música está presente em todas as civilizações conhecidas até hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5234" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5234/P011G00630.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="705" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5234" target="_blank">Chichico Alkmim. A banda, década de 1910. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/249" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relacionadas à música disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5620" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5620/014ALUN01010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5620" target="_blank">Lunara. As cantigas do vovô, c. 1910. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia Internacional da Música foi criado, em 1973, por uma iniciativa do Conselho Internacional de Música, e foi comemorado, pela primeira vez, em 1975. Fundado em 1949, o Conselho Internacional de Música é o órgão consultivo da UNESCO para questões relacionadas à música. O Dia Internacional da Música foi criado para encorajar a promoção da arte musical em todos os setores da sociedade, para aplicar os ideais da UNESCO de paz e amizade entre os povos; e, finalmente, para promover as atividades do Conselho Internacional de Música.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="http://www.imc-cim.org/programme/international-music-day.html" target="_blank">Site International Music Council</a></p>
<p><a href="https://www.ritmoesom.com/dia-internacional-da-musica/" target="_blank">Site Ritmos e Som</a></p>
<p><a href="https://www.significados.com.br/musa/" target="_blank">Site Significados</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Lunara (1864 &#8211; 1937), um fotógrafo amador e fotoclubista de Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Sep 2018 15:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[álbum fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Artur Pinto da Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[fotoclubismo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo amador]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz do Nascimento Ramos]]></category>
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		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
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		<category><![CDATA[pseudônimo]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Virgílio Calegari]]></category>
		<category><![CDATA[Vistas de Porto Alegre - Fotografias Artísticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica apresenta o álbum Vistas de Porto Alegre - Fotografias Artísticas, com 20 imagens assinadas pelo fotógrafo amador gaúcho Lunara (1864 - 1937), e produzido pelos Editores Krahe &#038; Cia. As fotografias nos revelam uma Porto Alegre bucólica de fins do século XIX, início do século XX.  Lunara era um dos pseudônimos do comerciante Luiz do Nascimento Ramos (1864 - 1937).  Em torno de 1899, como fotógrafo amador passou a integrar a associação Sploro Photo-Club, em Porto Alegre, um dos fotoclubes pioneiros do Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica apresenta o álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Fotografias Artísticas, </em>com 20 imagens assinadas pelo fotógrafo amador gaúcho Lunara (1864 &#8211; 1937), e produzido pelos Editores Krahe &amp; Cia. As fotografias nos revelam uma Porto Alegre bucólica de fins do século XIX, início do século XX. <em> </em>Lunara era um dos pseudônimos do comerciante Luiz do Nascimento Ramos (1864 &#8211; 1937). Pseudônimo composto a partir das primeiras sílabas de seus três nomes e que ele usava para expor suas fotos e também para participar de concursos fotográficos. Mas Lunara não foi seu único pseudônimo: quando escrevia crônicas para <em>O Athleta </em>(1883 &#8211; 1889), semanário do Clube Caixeiral Porto Alegrense, assinava com os pseudônimos Bitu ou Sancho.  Em torno de 1899, como fotógrafo amador passou a integrar a associação Sploro Photo-Club, em Porto Alegre, um dos fotoclubes pioneiros do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5635" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5635/014ALUN010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="585" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5635" target="_blank">Lunara. Vistas de Porto Alegre, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo Denise Burges Stumvoll, mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autora da dissertação <em>Fotografia e aproximações com a arte no início do século xx : um olhar para as narrativas visuais de Lunara, </em>o álbum Vistas de Porto Alegre &#8220;&#8230;propõe um percurso realizado pelo fotógrafo, em que somos conduzidos pelas bordas e margens da cidade, bem como aos lugares e às pessoas que ali viveram, como se interessasse, ao autor das imagens, produzir uma metáfora da marginalidade, social e cultural, revelando o que geralmente ficava à sombra da memória visual sobre a modernidade na paisagem urbana.&#8221;</p>
<p>Participante ativo da vida cultural e econômica da cidade, adotou a fotografia como um hobby. Aos domingos, Lunara costumava sair com sua máquina fotográfica, um tripé e várias chapas de vidro 13 x 18cm. Uma de suas companhias mais constantes nesses passeios por Porto Alegre era seu amigo, o pintor Pedro Weingartner (1853 &#8211; 1929), um dos mais importantes artistas do sul do Brasil. Seus destinos favoritos eram as margens do rio Guaíba ou dos arroios Cascatinha e Dilúvio. A convivência entre Weingartner e Lunara é um exemplo de uma relação estreita entre fotógrafos e pintores, o que ajudou a sedimentar &#8220;o papel de vanguarda dos estúdios fotográficos na disseminação da arte moderna&#8221; (1).  Ainda sobre a a proximidade dos dois: &#8220;Suas pinceladas minuciosas e cheias de detalhes assemelham-se , em seu estilo, à precisão realista das imagens de Lunara, que reitera as qualidades miméticas da linguagem fotográfica para constituir um registro histórico de grande relevância para sua cidade&#8221;. Outros exemplos da interação entre fotógrafos e pintores são o apoio do fotógrafo francês Félix Nadar (1820 &#8211; 1910) à exposição dos pintores impressionistas em 1874, em Paris; e o trabalho do fotógrafo norte-americano Alfred Stieglitz (1864 &#8211; 1946) na realização das mostras de artistas como o espanhol Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973) e o francês Georges Braque (1882 &#8211; 1966), em Nova York</p>
<p>Alguns dos temas mais abordados nas fotografias de Lunara foram os ex-escravizados, cenas de família, os carreteiros, as aguadeiras e os viajantes. Seus registros eram influenciados pelo movimento pictorialista internacional, movimento que se desenvolveu a partir do surgimento dos fotoclubes e que caracterizava-se pelo resultado da fotografia, que se aproximava da pintura. Em suas imagens, Lunara, com um olhar artístico que acentuava aspectos bucólicos, mostrava seu universo familiar com sensibilidade e humor. Suas fotografias revelavam também a incipiente modernização da capital gaúcha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12518" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496"><img class="wp-image-12518" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara.jpg" alt="lunara" width="425" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 5 maio de 1901</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na <em>Gazeta do Comércio</em> de Porto Alegre, de 25 de março de 1903, o jornalista Artur Pinto da Rocha (1864 &#8211; 1930) escreveu sobre o fotógrafo:</p>
<p>&#8216;<em>Lunara é outro incorrigível amador da fotografia, que trata simultaneamente de açúcar e de tudo quanto passa&#8230; na Praça. Laureado nos concursos a que tem comparecido, é um artista que faz honra ao nosso meio. Tem sobre todos os seus brilhantes colegas a qualidade superior de descobrir na natureza os melhores assuntos e de saber vê-los através da objetiva com uma perfeição inexcedível de arte. E, vistos os motivos e interpretadas as cenas e observada a perspectiva e encantadoramente preparado o conjunto com uma empolgante sobriedade de elementos, Lunara tem ainda o soberbo dom de aplicar a seus trabalhos o título preciso e flagrante, com verve, com verdade e com justeza de conceito</em>&#8216;.</p>
<p>Nas fotografias selecionadas pela Brasiliana Fotográfica, alguns desses títulos inspirados, que ajudam a exprimir a visão e o objetivo do fotógrafo, podem ser apreciados, dentre eles <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Nhô João deixa disso</a></em>, <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5620" target="_blank">As cantigas do vovô</a></em> e <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5630" target="_blank">Mourejando</a></em>.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=lunara&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Lunara disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5625" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5625/014ALUN01015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5625" target="_blank">Lunara. Dois filósofos, c. 1910. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro amigo de Lunara, Geraldino Silveira, publicou no <em>O Athleta</em> , em 1886, um pequeno perfil de Lunara, no qual fica evidente seu bom temperamento e gosto pelas mulheres. Revela também que ele tinha um problema de vista:</p>
<p>&#8216;<em>Luiz Ramos. Acanho-me em tratar deste bom amigo. Eu quisera dizer aqui tudo que sei a seu respeito; descobrir-lhe os segredos que povoam-lhe o coração. Um coração afeito a todas as doçuras do amor, moldado para a conquista dos sorrisos castos. Mas para quê?; prefirom guardar comigo a história de nossas confidências, a história de suas aventuras, como ele guarda consigo a ventura de seus afetos, o juramento de suas belas. É o fraco do Luiz; morre por um olhar de mulher, que é para ele o supremo ideal da vida. Se depois de um jejum de oito dias pusessem diante do Ramos um bife ensanguentado e uma mulher formosa, ele jamais olharia para o bife enquanto a deusa olhasse para ele.</em></p>
<p><em>Alimenta-se do belo; arrebatasse ante a plástica de uns contornos lânguidos e abundantes de carne. Jesus foi sacrificado sobre o Calvário; o Luiz também há de ter um dia o seu Calvário sobre a montanha azul de um amor imenso. Seria esse o ponto mais saliente da vida do Ramos, se ela não gostasse de literatura; se ele também já não tivesse produzido belas páginas de prosa; uma prosa temperada de verve e de elegância. Quem não tgerá aí lido o Bitu ou o Sancho?</em></p>
<p><em>Tem talento; mas um talento abandonado à fantasia dos diálogos romanescos dos salões de baile. Pouco estuda; um incômodo de olhos privou-o dos livros e o vidro azul dos óculos que traz sobre o nariz, enche-lhe a imaginação de volúpia e a alma de ternura. Tem facilidade admirável para o estudo das línguas; poderia vir a ser um filólogo se não estivesse diariamente debruçado sobre a escrivaninha de um escritório comercial. Gosta de preferência de falar o italiano; pudera, se o italiano é a língua dos amores, da música e das paixões enormes.</em></p>
<p><em>Nunca vi o Ramos incomodado; é um todo de bondade e de indulgênica. Se alguma vez o spleen o assoberba, embriaga-se à fumaça de um caporal e pouco fala. Nesse estado finge sorrir, mas nem mesmo ri. O céu do coração também tem suas tormentas&#8230;</em></p>
<p><em>É este o Luiz de que vos falo, e que agora desfruta a primavera de seus vinte e dois anos. No mais, um bom amigo, sincero, delicado e simpático.&#8217;</em></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5627" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5627/014ALUN01018.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="521" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5627" target="_blank">Lunara. Carga miuda &#8211; Jacuhy, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Cronologia do fotógrafo Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937)</em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1864 </strong></span>- Luiz do Nascimento Ramos nasceu, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1883 -</strong></span> Passou a integrar a comissão editorial do jornal <em>O Athleta </em>(1883-1889), vinculado ao Club Caixeiral Porto Alegrense. No período de existência do jornal, escrevia e publicava crônicas bem-humoradas sob os pseudônimos Bitu ou Sancho. O Club Caixeiral Porto Alegrense foi fundado, em 1882, por imigrantes alemães vinculados ao comércio.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Era um dos integrantes do Club Caixeral que seria homenageado com um <em>espetáculo de gala em honra da simpática e brisosa classe caixeiral, </em>no Theatro São Pedro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/2688" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 17 de maio de 1886</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; De novo os comerciários foram homenageados com um espetáculo de ópera no Theatro São Pedro e os integrantes do Club Caixeral, dentre eles Lunara, representaram a classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/4261" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de março de 1888</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1890</strong></span> &#8211; Em fins dessa década, sua fotografia intitulada <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank">Aguadeira</a> </em>foi publicada na revista francesa <em>Photo-Gazette .</em></p>
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<div style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5634/014ALUN01006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="523" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5634" target="_blank">Lunara. Aguadeira, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Trabalhava na firma Caetano Pinto &amp; Franco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/5973" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 17 de fevereiro de 1891</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Contratou casamento com Maria Isabel Borges Ramos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/9191" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de maio de 1894, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Associou-se a Adwaldo Franco e abriu a firma de importações Franco, Ramos &amp; Cia. Também trabalhava como contador contábil em outras empresas.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1899</strong></span>- Registrava a periferia da cidade aos domingos e utilizava o pseudônimo Lunara para expor suas imagens.</p>
<p style="text-align: left;">Como fotógrafo amador passou a integrar a associação Sploro Photo-Club, em Porto Alegre, um dos fotoclubes pioneiros do Brasil. Funcionava na Drogaria Ingleza , que pertencia a Sépia, também fotógrafo amador.</p>
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<div id="attachment_12541" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara2.jpg"><img class="wp-image-12541 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara2.jpg" alt="lunara2" width="540" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901</p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211;  Ele fotografou as festas da inauguração do velódromo da União Velocipédica e algumas ficaram expostas nas vitrines da Drogaria Ingleza, em Porto Alegre. Seu amigo, o fotógrafo Virgílio Callegari (1868 &#8211; 1937) faria as ampliações (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/11163" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 23 de novembro de 1899, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Lunara participou de um evento promovido pela associação Sploto Photo-Club, na Drogaria Ingleza. O júri do evento era formado por Augusto Daisson, Miguel Weingartner e Virgilio Callegari.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1900</strong> </span>- Foi editado e publicado o álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Fotografias Artísticas, </em>com 20 imagens assinadas pelo fotógrafo amador gaúcho Lunara (1864 &#8211; 1937), e produzido pelos Editores Krahe &amp; Cia, cuja loja e livraria ficavam na rua dos Andradas, em Porto Alegre.</p>
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<div id="attachment_12540" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara3.jpg"><img class="wp-image-12540 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara3.jpg" alt="lunara3" width="358" height="540" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo de Imprensa da Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, 1901</p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Endereçou à Repartição Central da Secretaria de Estado de Negócios do interior e exterior em Porto Alegre uma carta sugerindo a adoção de um novo método marcas e sinais para gado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12068" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 27 de agosto de 1900</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Nascimento de seu filho, Áureo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1901</span></strong> &#8211; Lunara já era um próspero comerciante e membro da diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;">Recebeu a medalha de bronze no segundo concurso para amadores da fotografia realizado nos salões da fotografia Leterre, na rua da Carioca, com um registro do busto de perfil da filha de um amigo. Fazia parte do júri o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, além do escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931) e do pintor Hilarião Teixeira (1860 &#8211; 1952). Nos dois primeiros lugares ficaram o carioca Narciso Braga e o gaúcho Luiz Manuel de Souza Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2007" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, de 2 de março de 1901, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12685" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 9 de março de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Realização da Exposição Estadual no Campo da Redenção, quando foi exibido o desenvolvimento da indústria e do comércio do Rio Grande do Sul. Luiz do Nascimento Ramos foi membro do júri do concurso de fotografias que integrava o evento. Os outros membros do júri foram Balduíno Rohrig e Luiz Manuel de Souza Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12712" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 10 de março de 1901, quinta coluna</a>). Na ocasião, fotografou todos os pavilhões da exposição. Forneceu as fotografias publicadas na  <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/496"><em>Revista da Semana</em>, 5 de maio de 1901,</a> uma edição especial comemorativa da Exposição Estadual Riograndense.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1902 &#8211; </strong><span style="color: #333333;">Publicação do artigo intitulado “Artigo Infamante – Aos Amadores de Fotografia no Brasil – Aos profissionais e a meus clientes e amigos “, de autoria de A. Laterre  em resposta a uma publicação de 5 de abril d e 1902 na <em>Gazeta do Commercio</em>, em Porto Alegre, que relatava que durante uma reunião do Sploro Photo-Club, da qual Lunara participou, haviam sido feitos protestos contra um artigo publicado pela revista<em> </em>parisiense<em> Photographie Française, </em>de janeiro de 1902, e também protestos contra o fotógrafo sr. A. Leterre, acusado de prejudicar os fotógrafos amadores do Rio Grande nos concursos que promovia. Nele o fotógrafo Joaquim Insley Pacheco, um dos juízes dos concursos, era mencionado (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4357" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 20 de abril de 1902</a>).</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Publicação da fotografia &#8220;Sono Pesado&#8221;, de sua autoria, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/1448" target="_blank"><em>Revista da Semana</em> de 16 de novembro de 1902</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong> </span>- Conquistou medalha de ouro na Mostra Grupal de Artes Plásticas, promovida pelo jornal <em>Gazeta do Comércio. </em>Concorreu com diversas fotografias, dentre elas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank"><em>Águas correntes</em></a>, <em>Dois Filósofos e </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Nhô João, deixa disso&#8230;</a>, que fazem parte do álbum<em> Vistas de Porto Alegre.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 325px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5626/014ALUN01016.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="315" height="423" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5626" target="_blank">Lunara. Águas correntes, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Nascimento de sua filha, Zaida (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/12712" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 28 de julho de 1901</a>, terceira coluna).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Foi eleito para integrar o conselho fiscal da companhia de seguros marítimos e terrestre Phenix de Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/15129" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 11 de março de 1904, terceira coluna).</a></p>
<p style="text-align: left;">Foi eleito em 9 de outubro, conselheiro fiscal do Club Caixeiral Porto Alegrense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27896" target="_blank">Almanak Laemert, 1905</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Recebeu 1 voto na eleição municipal para intendente e conselheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/15828" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 11 de outubro de 1904, terceira coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1904 /1905</strong></span> &#8211; Foram publicados cartões-postais colorizados de Lunara. A maioria pelos Editores Krahe &amp;  Cia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Foi eleito diretor da Praça do Comércio de Porto Alegre (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/16101" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 1 de janeiro de 1905, quinta coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Foi noticiada a chegada do negociante Luiz Nascimento Ramos ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/2571" target="_blank"><em>O Século</em>, 19 de setembro de 1908, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Década de 10</strong></span> &#8211; Publicava regularmente seu trabalho na revista <em>Máscara</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Fotografou uma excursão automobilística (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/23373" target="_blank"><em>A Federação</em>, <em>Orgam do partido Republicano</em>, 14 de novembro de 1910, primeira coluna)</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Lunara foi o testamenteiro do pintor Pedro Weingartner (1853 &#8211; 1929).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong> </span>-Recebeu o prêmio da publicação La <em>Revue de Photographie</em>, de Paris, pela fotografia <em>O Lago</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/5659" target="_blank"><em>Illustração Brasileira, </em>24 de junho de 1922)</a>.</p>
<p style="text-align: left;">Publicação da fotografia <em>Sono pesado</em>, de autoria de Lunara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/5839" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 15 de agosto de 1922</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1937</span></strong> &#8211; Faleceu em Porto Alegre e, durante décadas, sua obra permaneceu guardada por familiares.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong></span> &#8211; A jornalista e fotógrafa gaúcha Eneida Serrano (1952 &#8211; ) entrou em contato com o filho de Lunara, Áureo, de 76 anos, que mostrou a ela o acervo de seu pai: uma máquina fotográfica, recortes de jornais, 15 chapas de vidro, 13 x 18cm, e dois álbuns com 60 fotografias de sua autoria.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1979</strong></span> &#8211; Eneida Serrano realizou a exposição <em>Lunara &#8211; Amador 1900</em>, no Museu de Comunicação Hypólito José da Costa, em Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> &#8211; Em homenagem ao fotógrafo, foi inaugurado no centro cultural Usina do Gasômetro, na capital gaúcha, a Galeria Lunara, espaço especializado em fotografias.</p>
<p style="text-align: left;">Suas fotos foram reunidas no livro <em>Lunara Amador 1900,</em> de Eneida Serrano.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; Exposição, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, de 20 fotografias de autoria de Lunara na 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre e Pelotas. As imagens fazem parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre – Photographias Artísticas</em>, do acervo fotográfico do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em> <strong>Duas crônicas de Lunara com os pseudônimos Bitu e Sancho </strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #333333;">(transcritas do livro<em> Lunara Amador 1900</em>, de Eneida Serrano)</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>É moda </strong></span></em></p>
<p style="text-align: left;">Tudo é moda, até dizer-se o que não se sente e sentir-se o que não se diz.</p>
<p style="text-align: left;">Não sei quem disse isto; mas quem disse tinha razão.</p>
<p style="text-align: left;">Uma moça conversando com um rapaz bem desempenado, de fácil verbiagem, dizia-lhe com o ar todo afetado:</p>
<p style="text-align: left;">- Sr. F&#8230; pelo o que o sr. acaba de dizer-me, detesta a maneira exagerada de usarem as modas hoje em dia?&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Na verdade, minha senhora: e mil vezes bem digo a sorte por ter nascido homem, quando vejo passar-me pela frente essas moças, todas cheia de barbatanas, polvilhos, tintas, algodões e de tantas outras composições, que as francesas têm inventado para fazer do feio belo, do gordo magro, do pardo branco&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Pois pensa inteiramente como eu&#8230; são coisas estas, que não só aborreço como também detesto.</p>
<p style="text-align: left;">- Pois então somos dois a pensar da mesma forma?!&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Oh! naturalmente&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">-Pois creia minha senhora&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Nisto entra o moleque da casa com um embrulho, e depositando-o sobre uma cadeira, diz todo vitorioso: &#8220;nhnhãsinha, o seu Juca deu a anquinha por um patacão, e mandou dizer prá nhanhãsinha que recebeu daqueles pós que nhanhãsinha&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Minha senhora, sente-se incomodada? está vermelha&#8230;o que tem&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Não é nada, costumo&#8230; sim&#8230; a enxaqueca&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Queira receber as minhas despedidas e permita-me vir amanhã, saber de sua apreciável saúde&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">- Pois não&#8230;quero dizer, queira não incomodar-se&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Saiu o homem&#8230; atravessou a rua&#8230; quis fazer um cumprimento ainda à moça da anquinha e teve a decepção de ver a sua cabeleira descolar-se do seu caco nu e descrever um semicírculo na sua frente&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Oh! malditas anquinhas!&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Impagabilíssimos chinós!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Publicado no O Athleta de 14 de julho de 1886 e assinado Sancho (um dos pseudônimos de Luiz Nascimento Santos)</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">No baile do recreio</span></strong></em></p>
<p style="text-align: left;"> Vi-a pela primeira vez, ainda me lembro bem, foi numa quinta-feira. Ela negociava uma caixinha de pós de arroz, com o Gama, na loja do Felizardo. Pisquei-lhe um olho, ela compreendeu.</p>
<p>A negrita que acompanhava a família estava à porta. Dei-lhe um níquel e fiquei logo ciente que Iaiá ia ao baile do Recreio.</p>
<p>Chegara o sábado. O Cosmopolita estava repleto das mais esplêndidas flores do nosso jardim.</p>
<p>Magnífica <em>soirée</em>.</p>
<p>Dançava-se com frenesi.</p>
<p>Fazia as honras da sala o simpático diretor, o roliço Guilherme.</p>
<p>Iaiá lá estava. Cumprimentei-a e tirei-a para uma valsa.</p>
<p>Ressoaram no salão as notas brilhantes de uma composição de Strauss. Cingindo aquela cinturinha breve, quis falar-lhe do meu amor. Pela primeira vez achei-me acanhado e senti que a amava deveras.</p>
<p>Guardaria-me para a quinta quadrilha. Armaria-me de coragem e estabeleceríamos as bases do nosso casamento.</p>
<p>Passeávamos na sala acalentando eu essa ideia, que me viera tirar de uma crítica posição.</p>
<p>Chega-se a nós, choramingas a morder um esquecido, uma encantadora criancinha. Agarra-se ao vestido da Iaiá, e com a mão esquerda a coçar-lhe o canto da vista repete-lhe três vezes:</p>
<p>&#8211; Eu quero ir pra casa, eu tô cum sono.</p>
<p>&#8211; Que belo irmãozinho</p>
<p>&#8211; Não tenho irmãos. Este é o meu filhinho mais velho.</p>
<p>Fiquei enfiado e viria para casa sem chapéu se o marido de Iaiá não me dissesse a chacotear.</p>
<p>&#8211; O Sr, vai sem cabeça?!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Publicado no O Athleta de 24 de outubro de 1886 e assinado Bitu (um dos pseudônimos de Luiz Nascimento Santos)</em></p>
<p style="text-align: left;">A fotografia abaixo, <em>Nhô João, deixa disso</em>!,  inspirou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11605" target="_blank">texto homônimo de Elvia Bezerra,</a> coordenadora de Literatura do IMS, que foi publicado na Brasiliana Fotográfica, no Dia dos Namorados, 12 de junho de 2018.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5619/014ALUN01012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Lunara. Nhô João, deixa disso, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Links para artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos amadores:</span></strong></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4924" target="_blank">Ipanema, que completa 122 anos, pelas lentes de José Baptista Barreira Vianna (1860 &#8211; 1925)</a>, publicado em 26 de abril de 2016</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5545" target="_blank">O fotógrafo amador Guilherme Santos (1871 &#8211; 1966)</a>, publicado em 28 de julho de 2016</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1)  PEREGRINO, Nadja Fonseca; MAGALHÃES, Ângela. <em>Fotoclubismo no Brasil: o legado da Sociedade Fluminense de Fotografia, pág. 119.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeretoteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <i>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</i>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>PEREGRINO, Nadja Fonseca; MAGALHÃES, Ângela. <em>Fotoclubismo no Brasil: o legado da Sociedade Fluminense de Fotografia</em>. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2012, 336 p.II.</p>
<p>SANTOS, Alexandre. <em>O gabinete do Dr. Cellegari: considerações sobre um bem-sucedido fabricante de imagens</em>. In: ACHUTTI, Luiz (org). Ensaios sobre o fotográfico. Porto Alegre: Unidade Editorial, 1998.</p>
<p>SERRANO, Eneida. Lunara amador 1900. Porto Alegre: E.S..,2002.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22098/lunara" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/artes/noticia/2018/04/porto-alegre-de-1900-fotos-de-lunara-revelam-peculiaridades-da-velha-provincia-cjggv1suw002t01pa821l7it2.html" target="_blank">Site GaúchaZH Artes</a></p>
<p><a href="https://www.metmuseum.org/art/collection/search/269443" target="_blank">Site Metropolitan Museum of New York</a></p>
<p><a href="http://www.ufrgs.br/secom/ciencia/fotografia-e-arte-porto-alegre-sob-a-otica-de-lunara/" target="_blank">Site UFRGS Ciência</a></p>
<p>STUMVOLL, Denise Bujes. <a href="http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/114657" target="_blank"><em>Fotografia e aproximações com a arte no início do século xx : um olhar para as narrativas visuais de Lunara.</em></a> Dissertação de mestrado, 2014. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Artes. Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12524" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara1.jpg"><img class="wp-image-12524 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/lunara1.jpg" alt="lunara1" width="540" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Virgilio Calegari. Retrato de Luis do Nascimento Santos, c. 1900. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Fototeca Sioma Breitman / Museu Joaquim Felizardo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fotografia e namoro</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 11:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 - 1937). O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por dom Pedro II (1825 - 1891) e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) e pela princesa Isabel (1846 - 1921) e Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 - 1922). Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por Alberto Henschel (1827 - 1882), Byrne &#038; Co, Vincenzo Pastore (1865 - 1918) e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens de casais enamorados como nos habituamos a ver ao longo do século XX até nossos dias não são frequentes na história da fotografia do século XIX e do início do novecentos. A Brasiliana Fotográfica convidou Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles, para escrever sobre uma imagem de um casal de camponeses produzida pelo fotógrafo gaúcho Luiz do Nascimento Ramos, conhecido como Lunara (1864 &#8211; 1937). O registro faz parte do álbum <em>Vistas de Porto Alegre &#8211; Photographias artísticas &#8211; Editores Krahe &amp; Cia. Porto Alegre</em>, que traz outras 18 fotografias de Lunara de circa 1910. O portal também selecionou mais uma fotografia de um casal de camponeses e outras dos casais reais formados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> e pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>. Todas revelam, em maior ou menor grau, afeto, cumplicidade e companheirismo. Foram produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, Byrne &amp; Co, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a> e por fotógrafos ainda não identificados. E assim a Brasiliana Fotográfica celebra o Dia dos Namorados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Nhô João, deixa disso!</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #333399;"><span style="color: #800000;">Elvia Bezerra*</span></span></p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5619/014ALUN01012.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5619" target="_blank">Lunara. Nhô João deixa disso, c. 1910. Porto Alegre, Rio Grande do Sul / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É sabido que Lunara, nome artístico de Luiz do Nascimento Ramos, montava e dirigia cenas para fotos que fez na periferia da capital gaúcha, nas primeiras décadas do século XX. Não se pode, no entanto, saber o que esse método de trabalho foi capaz de desencadear nos coadjuvantes da composição. Como terá o casal, aqui retratado, voltado à intimidade da sua tosca torre de Pisa? Terá a senhora repetido o “nhô João, deixa disso!”, como informa a legenda, quando ficaram a sós? Seu recato terá se mantido dentro de quatro paredes? Terão os dois sido os mesmos? Haverá o clique do fotógrafo amador, nascido em Porto Alegre, em 1864, lhes restituído o gosto antigo do namoro?</p>
<p>Afinal, não é preciso ser nenhum André Gorz, filósofo austro-francês que só se deu conta da dimensão de seu amor pela mulher, com quem era casado havia décadas, depois que ela passou a sofrer de doenças incuráveis: &#8220;Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca&#8221;, escreveu ele em <em>Carta a D</em>., documento de amor em que tornou pública a importância de Dorine na sua vida, confessando, aos 82 anos, que a amava e a desejava como na juventude.</p>
<p>Mas não é preciso tal situação dramática para acelerar um coração que bate devagar. Um clique precedido de uma arrumação de cena romantizada pode contagiar os personagens e fazê-los namorados de novo, ainda que seja por um dia.</p>
<p>Certamente não foi apenas a arquitetura dessa casa pobre que chamou a atenção de Lunara na cena registrada em um dos fins de semana em que saía para fotografar– consta que exercia o ofício especialmente aos domingos. A imagem de declínio, realçado pelo teto de telha vã da construção de taipa, se prolonga na do casal maduro, sentado entre a lateral e a frente da casa. A porta, inclinada para a esquerda, segue o movimento do telhado, deixando-se ver ladeada também pela irregularidade das varas de bambu, recheadas de barro. A decadência aqui é questionável.</p>
<p>A assimetria dos elementos da imagem resulta em harmonia: o telhado, decaído para a esquerda, compõe o fundo em que sobressai o casal de meia-idade, naquela fase da vida em que, como no poema de Manuel Bandeira, “o fogo já era frio”. Contrariamente à ideia de fragilidade que pode passar a milenar técnica construtiva da casa de taipa, ou pau a pique, como também é conhecida, o método está entre os mais resistentes. Na foto de Lunara, a solidez da construção é comprometida por um provável erro no momento da fixação da madeira no solo, talvez a causa do tombamento para o lado esquerdo. Ainda assim, não há dúvida com relação à firmeza que a imagem inspira.</p>
<p>Faz todo o sentido saber que Lunara fotografava nos fins de semana. Só assim poderia fixar um momento de ternura domingueira, ao ar livre, de um casal cuja labuta diária o impediria de vivenciá-la em outro dia que não fosse este, consagrado ao descanso e à oração.</p>
<p>Se atendem ao pedido de posar, é o homem quem incorpora o papel do cavalheiro, em atitude de devoção à dama. A figura dele é enternecida, mas sólida: pés paralelos fincados na terra, posta-se de frente para a companheira, que, sem encará-lo, coloca-se de lado e olha na direção oposta. Digno, ele segura as mãos da mulher; ela não as entrega. Recua, numa espécie de rejeição não totalmente desprovida de dengo, quem sabe provocada pelo desconforto da manifestação de carinho a céu aberto.</p>
<p>A fachada da casa é dignificada pelo chapéu que encima a porta, indicando que, ao deixá-lo à entrada, é com reverência que nhô João entra na sua moradia. A simplicidade do detalhe está longe da ironia presente no conto “Capítulo dos chapéus”, de Machado de Assis, em que o bacharel Conrado Seabra é instado pela mulher, Mariana, a trocar o chapéu por um mais moderno. Machado, impiedoso, começa por dizer que “o princípio metafísico é este: ‒ o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento decretado <em>ab æterno</em>; ninguém o pode trocar sem mutilação”. Ao longo da narrativa, entretanto, sem poupar a mulher de humilhação, conclui com esta ironia arrasadora: “Mas você reflita consigo, e verá&#8230; Quem sabe? Pode ser até que nem mesmo o chapéu seja complemento do homem, mas o homem do chapéu&#8230;”</p>
<p>A atmosfera pacífica da foto de Lunara opõe-se à tensão do conto de Machado. Na cena franciscanamente endomingada do gaúcho, reina a serenidade; quase se ouve &#8220;o silêncio que tem voz&#8221;. E o chapéu de palha, no alto, longe de ser objeto de discórdia ou de prestígio social, como acontece no conto, reafirma seu inquestionável caráter de dignidade na frente da casa. De resto, fica aqui a deixa para que, ainda recorrendo ao <em>sombrero</em>, nhô João encante sua mulher com os versos de Federico García Lorca, que, em &#8220;Por tu amor me duele el aire&#8221;, eleva o adereço ao patamar do ar e do coração, todos passíveis de serem sacrificados por amor:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">&#8220;¡Ay, qué trabajo</span><br />
<span style="color: #800000;"> me cuesta quererte como te quiero!</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Por tu amor me duele el aire,</span><br />
<span style="color: #800000;"> el corazón</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">y el sombrero&#8221;.</span></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>*Elvia Bezerra é coordenadora de Literatura do Instituto Moreira Salles</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Mais fotografias e a história do Dia dos Namorados no Brasil</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data dedicada aos namorados foi criada, no Brasil, pelo publicitário João Doria (1919 – 2000), e é comemorada no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio, que por tradição é considerado o santo casamenteiro. Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas, iniciando, em junho de 1949, uma campanha com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor” (<em>Diário da Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51438" target="_blank">27 de maio de 1949, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_02/51693" target="_blank">9 de junho de 1949</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_04/28022" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 18 de junho de 1949</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213535/13220" target="_blank"> <em>Il Moscone</em>, 25 de junho de 1949</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2118/004VP025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="700" height="497" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2118" target="_blank">Vincenzo Pastore. Casal trabalhando em plantação de milho, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/116">Acessando o link para as fotografias de casais disponíveis no acervo da Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.<br />
</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5519/P005DJ0766.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="498" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5519" target="_blank">Byrne &amp; Cº. Princesa Isabel e Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, 1870. Londres, Reino Unido / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Outras publicações da Brasiliana Fotográfica no Dia dos Namorados:</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18767" target="_blank">Série <em>“O Rio de Janeiro desaparecido” X – No Dia dos Namorados, um pouco da história do Pavilhão Mourisco em Botafogo</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2020.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32074" target="_blank"><em>No Dia dos Namorados, o álbum &#8220;Vistas de Petrópolis&#8221; e o fotógrafo alemão Pedro Hees (1841-1880)</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 12 de junho de 2023.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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