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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Louis Arago</title>
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		<title>Autorretratos de fotógrafos &#8211; Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão Christoph Albert Frisch (1840 - 1918), o carioca Marc Ferrez (1843 - 1923), o francês Revert Henrique Klumb (c.1826 - c.1886) e o italiano Vincenzo Pastore (1865 - 1918). A data escolhida para a comemoração do Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839 quando, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, o processo da daguerreotipia, invento que havia sido anunciado em 7 de janeiro do mesmo ano, foi explicado pelo cientista François Arago (1786 - 1853). A daguerreotipia foi desenvolvida por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia o Dia Mundial da Fotografia com a publicação de quatro autorretratos de importantes fotógrafos que atuaram no Brasil entre os séculos XIX e XX: o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), </a>o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c.1826 &#8211; c.1886)</a> e o italiano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>. Interessante observar que o único autorretrato produzido fora de um estúdio fotográfico foi o de Frisch, que se fotografou, entre 1967 e 1868, em um barco em um rio na Amazônia, quando produziu os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Os quatro fotógrafos já foram temas de artigos publicados no portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=autorretrato" target="_blank"><strong>Acessando o link para os autorretratos de fotógrafos disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago (1786 &#8211; 1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o “mundo inteiro” tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p>A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto – apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 – 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839 para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="518" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A obra do fotógrafo italiano Vincenzo Pastore, importante cronista visual de São Paulo da segunda metade do século XIX e do início do século XX, ficou, durante décadas, em uma caixa de charutos, sem negativos. As ampliações foram produzidas pela própria mulher do fotógrafo, Elvira, que o ajudava no estúdio. Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres e brincadeiras de crianças. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a></strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2575/007NGBMF1824cxrep03-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="532" height="699" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2575" target="_blank">Marc Ferrez aos 33 anos de idade, c. 1876. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes cariocas da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22ferrez%2C+marc%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a></strong></em></span></p>
<p><strong>  </strong></p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Albert Frisch. Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele foi o fotógrafo que acompanhou a expedição pela Amazônia liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e pelo fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 – 1890). Este último era genro de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em><strong>Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886)</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4225/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="818" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4225" target="_blank">[Revert Henrique Klumb] : autorretrato], 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Um dos primeiros fotógrafos estrangeiros a se estabelecer no Brasil, o francês Revert Henrique Klumb (c. 1826 – c. 1886) foi o fotógrafo preferido da família imperial brasileira, tendo sido agraciado com o título de “Fotógrafo da Casa Imperial”, em 1861. Um dos pioneiros na produção comercial de imagens sobre papel fotográfico e uso de negativo de vidro em colódio no Brasil, inaugurou seu estabelecimento fotográfico em 1855 (<em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank">Correio Mercantil ,</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=217280&amp;PagFis=11090" target="_blank"> de 4 de novembro de 1855, na última coluna</a> ). Foi professor de fotografia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel</a> e, provavelmente, o introdutor da técnica estereoscópica no Brasil, com a qual entre os anos de 1855 e 1862 produziu ampla documentação sobre o Rio de Janeiro.</p>
<p>Foi também o autor do livro <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/or1379801/or1379801.pdf" target="_blank"><em>Doze horas em diligência. Guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora</em>,</a> única obra do Brasil do século XIX a ser idealizada, fotografada, escrita e publicada por uma só pessoa. Também foi o primeiro livro de fotografia inteiramente litografado e produzido no país. Dois exemplares estão conservados na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=klumb&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Revert Henrique Klumb disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
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