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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Leon Chapelin</title>
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		<title>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 13:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para comemorar a independência do estado de Sergipe ocorrida há exatos 200 anos, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens", da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta da do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro e sua última residência foi Sergipe.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para comemorar a independência do estado de Sergipe, ocorrida há 200 anos, seguida pela nomeação como seu primeiro governador de Carlos Cesar Burlamaqui (1775 &#8211; 1844) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749664/5994" target="_blank"><em>Gazeta do Rio de Janeiro</em>, 26 de julho de 1820, segunda coluna</a>), a Brasiliana Fotográfica publica o artigo &#8220;<em>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens&#8221;, </em>da historiadora e museóloga sergipana Sayonara Viana, leitora e entusiasta do portal. O italiano Giovanni Firpo chegou no Recife, em 1866, e três anos depois naturalizou-se brasileiro e adotou o nome João. Como fotógrafo itinerante percorreu diversas províncias do Nordeste brasileiro: Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, estado que foi sua última residência. Sua obra fotográfica registrou cidades e paisagens e documentou a construção de ferrovias. Além disso, teve uma grande produção de retratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=sergipe" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Sergipe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19779" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg"><img class="size-full wp-image-19779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/sergipe.jpg" alt="Bandeira e brasão de Sergipe" width="358" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Bandeira e brasão de Sergipe</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Carta Régia que desanexou da Capitania da Bahia o território de Sergipe, emancipando-o politicamente</em></span></p>
<p><i>&#8220;Isenta a Capitania de Sergipe da sujeição ao Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente.<br />
Convido muito ao bom regimen deste Reino do Brasil, e a prosperidade a que me proponho elevá-lo, que a Capitania de Sergipe de El Rei tenha um Governo independente do da Capitania da Bahia.<br />
Hei por bem isentala absolutamente da sugeição em que até agora tem estado do Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente para que o Governador della a governe na forma praticada nas mais Capitanias independentes, communicando-se directamente com as Secretarias de Estado competentes, e podendo conceder sesmarias na forma das Minhas Reaes Ordens.<br />
Thomas Antonio de Villanova Portugal, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino, o tenha assim entendido, e faça executar com as participações convenientes às diversas estações. Palácio do Rio de Janeiro e 8 de julho de 1820. (Com a rubrica de S.M.)”</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>De Gênova, Itália, a Maruim, Sergipe: João Firpo, um artífice de imagens</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em> </em></span>                                                                                       <em>Sayonara Viana*</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3938/014AVA012074.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="291" height="464" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3938" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança, c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O movimento das imagens evidencia seus diferentes contornos, revelando sentidos e significados produzidos pela arte fotográfica de João Firpo, que deixou vestígios documentais para a história da fotografia no Brasil ao registrar e elucidar traços peculiares de algumas cidades do país. Giovanni Firpo nasceu em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi. O registro encontra-se no Livro de Registro n°. 93, linha 422, do ano de 1839, na Lista Di Leva da cidade de Gênova. Até o momento são poucos os dados que conseguimos obter sobre esse fotógrafo. Existem muitas lacunas entre o seu nascimento e o ano em que imigrou para a América. O que se sabe é que Firpo foi proprietário de um laboratório fotográfico na cidade de Gênova.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19638" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg"><img class="wp-image-19638 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-1.jpg" alt="figura 1" width="451" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do livro de registro de nascimento em 1839 / Acervo Aroldo A. Firpo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotógrafo profissional e itinerante, viajou de Gênova com destino ao Brasil em 13 de agosto de 1866 e aportou no Recife, em Pernambuco, em 18 ou 19 de outubro desse mesmo ano. As informações contidas em seu passaporte permitem-nos construir a imagem de um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;. Veio acompanhado da esposa Maria Lydia Firpo e dos seus três filhos menores: Domenico, de cinco anos; Giulio, de três anos; e Antônio, com oito meses. Viajaram na polaca italiana <em>Linda</em><em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19639" style="width: 342px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg"><img class="  wp-image-19639" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-2.jpg" alt="figura 2" width="332" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Cópia do passaporte utilizado na viagem para o Brasil em 1866 / Acervo Aroldo A. Firpo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Brasil, Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Em 1867, fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14, conforme anúncio publicado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19650" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19650" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/anuncio.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 23 de abril de 1867" width="242" height="122" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 23 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19651" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19651" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/publicador.jpg" alt="O Publicador, 16 de dezembro de 1867" width="393" height="241" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador,</em> 16 de dezembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse período, os fotógrafos itinerantes anunciavam seus serviços nos periódicos locais informando que estavam vendendo material fotográfico e fotografando nas residências e fazendas das vilas e cidades. Sobre a itinerância fotográfica no Brasil, Segala (1998) descreve:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Placas de vidro, frascos e drogas amarrados nas caixas, nos balaios das mulas. Os panos negros, os alaranjados, feitios da tenda fotográfica, cobrem das poeiras e dos ciscos a câmera escura. A viagem começa cedo, protegendo as águas e as químicas do sol alto&#8221;.         </em></span>                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       (SEGALA, 1998, p.62).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>João Firpo, como fotógrafo itinerante, viajou pelas Províncias do Norte do Brasil &#8211; Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe -, documentando famílias, personagens ilustres e paisagens urbanas, preservadas por instituições de memória desses estados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19675" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg"><img class="size-full wp-image-19675" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/mapa1.jpg" alt="Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou" width="443" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa das províncias por onde João Firpo itinerou</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destacou-se pela densidade e intensidade de capturar &#8220;as vistas&#8221; da cidade da Parahyba ao fotografar prédios públicos, vistas, ruas e as mudanças na paisagem urbana. Residiu em vários locais da cidade procurando sempre se instalar próximo a uma potencial clientela e sempre buscando fixar as imagens em outro suporte para atingir a um público maior. Como informa  Lira (1997):</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8221; No ano de 1876, já atuava na rua da Viração 17, o fotógrafo João Firpo com sua &#8220;Photographia Italiana&#8221;, oferecendo ao público, através de anúncio no Jornal da Paraíba de 09 de junho, seus &#8220;cartões sobre sistema de porcelana e photographia simples&#8221;. No ano seguinte, Firpo encontra-se instalado na rua Barão da Passagem (atual Rua da Areia), n° 92&#8243;.</em></span></p>
<p>Provavelmente por ter grande aceitação junto ao público, continuou atuando na cidade, acompanhando as mudanças na sua paisagem e Há indícios da sua atuação na Rua Direita n° 62 e, em 1885, na rua Duque de Caxias, n° 62, indicando a sua atividade na cidade entre 1877 e 1885 (BECHARA FILHO, 1983).</p>
<p>Sobre esses registros históricos, Azevedo (2017), assinala que:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Em 1878, quando, provavelmente, o fotógrafo João Firpo tomou as primeiras imagens do Largo do Colégio, ele iniciou o registro uma série de informações sobre o ambiente construído que chegaram até os nossos dias em uma espécie de testemunho da conformação física de como já foi a paisagem urbana da cidade da Parahyba. De modo particular, essas fotografias nos contam o percurso histórico de como o Largo do Colégio e o seu entorno foram sendo construídos e, também, desconstruídos, ao longo de sete décadas, entre 1870 e 1930&#8242;.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;">(AZEVEDO, 2011, p. 2027).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra atuação que marcou a sua trajetória fotográfica foi o trabalho sistemático de documentação fotográfica da expansão ferroviária da Parahyba, muito comum no final do século XIX e utilizada pela administração pública para compor os relatórios das obras e as reportagens dos periódicos. João Firpo foi contratado  para acompanhar o progresso da ferrovia da Companhia Inglesa <em>Conde D’Eu Railway Company Limited,</em> responsável pela construção da primeira etapa do trecho entre Natal e Recife.</p>
<p>João Firpo deixou importante legado iconográfico pelas cidades e vilas por onde andou. Entretanto, várias imagens atribuídas a ele estão sem identicação porque durante um período da sua atuação nem sempre as fotografias eram carimbadas. No que diz respeito aos retratos, principalmente o modelo <em>‘<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">carte de visite</a>’,</em>  ao longo da sua produção ele utilizou diversas vinhetas.</p>
<p>Uma curiosidade: na primeira figura abaixo, que é o verso da fotografia &#8220;Retrato de criança&#8221;, destacada nessa publicação, estão impressos à esquerda, o brasão do Segundo Império, e, à direita, o do Reino da Itália.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3939/014AVA012074v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="347" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3939" target="_blank">João Firpo. Retrato de criança (verso), c. 1880. João Pessoa, Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19640" style="width: 207px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg"><img class="  wp-image-19640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-3.jpg" alt="figura 3" width="197" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19641" style="width: 231px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg"><img class="wp-image-19641 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-4.jpg" alt="figura 4" width="221" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de fotografia de João Firpo / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, provavelmente atraído pela prosperidade econômica da Província de Sergipe, cuja região da Cotinguiba era o centro da produção açucareira, escolheu a Villa de Maruim para residência de sua família e instalação do seu laboratório fotográfico e continuou a viajar pelo Norte anunciando nos periódicos locais o seu ofício.</p>
<p>João Firpo faleceu em Maruim, em 1899, aos 61 anos. Está sepultado no cemitério Cruzeiro do Novo Século. Deixou nove filhos: três nascidos na Itália, três nascidos no Rio Grande do Norte e três nascidos na cidade da Parahyba.</p>
<ul>
<li>Domenico Firpo (Gênova &#8211; 1861 -?).</li>
<li>Giulio Firpo (Gênova &#8211; 1863 &#8211; ?)).</li>
<li>Antônio Firpo (Gênova &#8211; 1865- ?).</li>
<li>João Firpo Júnior (RN &#8211; 1869 -?).</li>
<li>Eládio Firpo (RN &#8211; 1874- ?).</li>
<li>Arthur Firpo (RN &#8211; 1876 -?).</li>
<li>Maria Augusta Firpo (Parahyba &#8211; 1877 &#8211; ?).</li>
<li>Leopoldina Firpo (Parahyba &#8211; 1878 &#8211; ?).</li>
<li>José Firpo (Parahyba &#8211; 1883 -?).</li>
</ul>
<p>O seu falecimento está registrado no Livro de Óbitos de 1893 a 1948, da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Passos. De acordo com as palavras escritas pelo vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas:</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;</span><span style="color: #800000;">No dia 10 de outubro de 1899, encomendei o cadáver de João Firpo, natural de Gênova, de 61 anos de idade, filho legítimo de Domenico Firpo e Catharina Corse (sic), casado com D. Maria Lydia Firpo, fallecido de ontem de moléstia cardíaca. Vigário Antônio Leonardo da Silveira Dantas&#8221;. </span></em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_19642" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg"><img class="wp-image-19642 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/figura-5.jpg" alt="figura 5" width="478" height="96" /></a><p class="wp-caption-text">Livro de Óbitos de 1893 a 1948. / Acervo Paróquia de Senhor Bom Jesus dos Passos. Maruim/SE</p></div>
<p><em> </em></p>
<p>Seus filhos Arthur e Antônio Firpo deram continuidade ao ofício do pai, documentando indivíduos e grupos familiares através dos retratos: suas fisionomias, seus eventos mais representativos e suas celebrações, que foram registrados em suportes fotográficos por esses <em>&#8220;artífices de imagens&#8221; </em>e estão presentes nos acervos do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e na Biblioteca Pública Epifânio Dória/SE  &#8220;<em>como vestígios documentais de múltiplas existências: deles próprios enquanto retratistas e dos seus retratados&#8221;</em>.</p>
<p>As dimensões poéticas do passado materializadas na obra fotográfica de João Firpo produzem as rimas, as harmonias e as sintonias necessárias para que os versos e a consonâncias das imagens/palavras possam consolidar a impressão de quem as observam e interpretam, buscando nos aproximar dos caminhos percorridos e das realidades registradas e eternizadas que se perderiam ao longo de tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>*</strong>A historiadora e museóloga Sayonara Viana é pesquisadora do campo das Artes Visuais, no Patrimônio Cultural e História da Fotografia em Sergipe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de João Firpo (1839 &#8211; 1899)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1839</strong> </span>- Meses antes do anúncio da invenção do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank">daguerreótipo</a>, feito por François Arago (1786 – 1853), secretário da Academia de Ciências da França, em 19 de agosto de 1839 , nascimento de Giovanni (João) Firpo em Nervi, Gênova, na Itália, em 20 de fevereiro de 1839, filho de Domenico Firpo e Catterina Corsi.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Em Gênova, nascimento de seu primeiro filho, Domenico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong> </span>- Em Gênova, nascimento de seu segundo filho, Giulio</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865 </span>- </strong>Em Gênova, nascimento de seu terceiro filho, Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Firpo viajou para o Brasil 13 de agosto de 1866, na polaca <em>Linda,</em> em companhia de sua mulher, Maria Lydia Firpo, e de seus três filhos genoveses. Aportaram no Recife, em Pernambuco, em meados de outubro desse mesmo ano. Segundo informações de seu passaporte, era um jovem de 27 anos com &#8220;<em>cabelo negro, sobrancelha escura, olhos castanhos, barba curta e cicatriz na testa</em>&#8220;<em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">Diário de Pernambuco</a></em><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176" target="_blank">, 20 de outubro de 1866, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19662" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><img class="size-full wp-image-19662" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/polaca.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 20 de outubro de 1866" width="490" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17176"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Fixou residência na cidade do Recife comprando o estabelecimento comercial de fotografia do Sr. Leon Chapelin, à Rua da Imperatriz, n° 14. Chapelin havia sido o sucessor do estabelecimento do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877 )</a> no endereço mencionado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18320" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 23 de abril de 1867;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18343" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de abril de 1867, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 28 de abril, Firpo inaugurou, no Recife, a Photographia Italiana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19664" style="width: 495px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19664" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/italiana.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 27 de abril de 1867" width="485" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/18353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que todas as chapas de Augusto Stahl e Leon Chapellin estavam com ele e que reproduções das mesmas poderiam ser encomendadas. Oferecia também vistas de Pernambucos e seus arrebaldes (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 23 de julho de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19665" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19665" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/stahl1.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 26 de julho de 1867" width="490" height="252" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/18912" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve uma confusão entre João Firpo, uma senhora e o delegado Martins Pereira(<em>O Conservador</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/83" target="_blank"> 2 de novembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705365/92" target="_blank">9 de novembro </a>de 1867).</p>
<p>Nesse mesmo ano, inaugurou um ateliê fotográfico, à Rua Nova n° 29, na cidade da Parahyba, onde estaria <em>de passagem</em><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/3938" target="_blank"><em>O Publicador</em>,  16 de dezembro de 1867</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Firpo e sua mulher embarcaram em João Pessoa no vapor <em>Ipojuca</em> com destino a Natal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215481/4256" target="_blank"><em>O Publicador</em>, 26 de junho de 1868, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que em um dos armazéns da Alfândega de Pernambuco havia para João Firpo, dentre outros produtos, 70 libras de massas alimentícias. A mercadoria havia chegado em 10 de janeiro de 1868, no vapor <em>Bourgogne</em>, de Marseille, na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/3290" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de julho de 1868, quinta coluna</a>). Fica a questão: teria ele pensado em ser importador de massas italianas para o Brasil?</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu primeiro filho brasileiro, João Firpo Júnior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211;  Giovanni Firpo adotou o nome de João Firpo, aprovado em sessão do Parlamento Brasileiro no Rio de Janeiro, em 25 de agosto de 1870, quando naturalizou-se brasileiro. Na época, ele residia no Rio Grande do Norte (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/132489/52327" target="_blank"><em>Annaes do Parlamento Brasileiro</em>, Tomo 4, 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong> </span>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu segundo filho brasileiro, Eládio.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876</span> </strong>- No Rio Grande do Norte, nascimento de seu terceiro filho brasileiro, Arthur.</p>
<p>Nesse ano, possuia um ateliê fotográfico, a Photographia Italiana, na rua da Viração, nº 17, em João Pessoa (Diário da Prahyba, 9 de junho de 1876).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Nascimento de sua primeira filha, Maria Augusta, na Paraíba.</p>
<p>Transferiu seu ateliê fotográfico para a rua Barão da Passagem, 92, em João Pessoa. Anunciou que iria &#8220;a qualquer parte mediante prévia convenção&#8221; e que também dava lições de fotografia. Na época,já comercializa retratos de homens públicos (<em>A Opinião</em>, 12 de julho de 1877 e 28 de outubro de 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Nascimento de sua segunda filha, Leopoldina, na Paraíba.</p>
<p>Esteve No Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/19704" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1878, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong> </span>- Nascimento de seu filho caçula, José, na Paraíba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Anunciou a Grande Fotografia, na rua Duque de Caxias, 52, em João Pessoa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19669" style="width: 486px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/970" target="_blank"><img class="wp-image-19669 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande.jpg" alt="Diário da Parahyba, 24 de maio de 1885" width="476" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/970" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 24 de maio de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19671" style="width: 252px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande1.jpg" alt="Diário da Parahyba, 12 de junho de 1885" width="242" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1028" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 12 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um dos compatriotas que se solidarizou com o comerciante italiano F. de Angelo, preso, acusado de tramar uma fuga e de se esconder de credores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/809144/1041" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 16 de junho de 1885, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos de Joaquim Nabuco e de Victor Hugo no seu estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19672" style="width: 242px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/grande2.jpg" alt="Diário da Parahyba, 27 de outubro de 1885" width="232" height="324" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/809144/1088" target="_blank"><em>Diário da Parahyba</em>, 27 de outubro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; João Firpo estava em Taquaretinga, vindo da Paraíba. Segundo o jornal, havia <em>armado sua tenda para aumentar sua galeria</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15455" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Pirapama</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24431" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de outubro de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211;  Partiu do Recife rumo aos portos do Norte no vapor <em>Espírito Santo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27106" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Mudou-se com sua família para a Villa de Maruim, em Sergipe, e lá instalou seu ateliê fotográfico.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong> </span>- Esteve no Rio de Janeiro e  uma nota no jornal<em> O Paiz</em> se referiu a ele como <em>um cavalheiro geralmente estimado e conceituado na cidade de Maruim, onde é comerciante e conselheiro municipal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/16377" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de agosto de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Esteve de novo no Rio de Janeiro, de onde embarcou para Aracaju no vapor <em>Penedo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/26339" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de outubro de 1897, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; João Firpo faleceu em Maruim, em 9 de outubro de 1899, aos 61 anos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2018</strong></span> &#8211; Em 18 de agosto, familiares de João Firpo reuniram-se em Maruim para a comemoração dos 152 nos da migração do patriarca da Itália para o Brasil. Foi reinaugurado o mausoléu de João Firpo e depois foi celebrada uma missa em ação de graças na Igreja Matriz Senhor dos Passos (<a href="https://www.facebook.com/GovernodeMaruim/posts/1043402885806642" target="_blank">Facebook</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">**Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Link para o artigo  <em>Aracaju &#8211; 160 anos de fundação</em>, publicado em 25 de setembro de 2015 na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span><strong> </strong></p>
<p>AZEVEDO, Maria Helena. <em>De Largo do Colégio a Praça João Pessoa: a transformação de uma paisagem urbana vista em fotografias</em>. Disponível em: <a href="http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf">http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Maria%20Helena%20Azevedo.pdf</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Os Primórdios da Fotografia na Paraíba</em>. Correio das Artes. Jornal A União,  João Pessoa. 27. Nov. 1983</p>
<p>FIRPO, Aroldo Andrade.  <em>Folder Comemorativo aos 152 anos da migração da Família João Firpo de Gênova para o Nordeste do Brasil.</em> Agosto/2018.</p>
<p>GONÇALVES, Eveline Filgueiras. <em>A fotoautobiografia como espaço de recordação: fragmentos em álbuns de memórias sobre a Universidade Federal da Paraíba no arquivo Afonso Pereira.</em>  Disponível em: <a href="https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR">https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/8846?locale=pt_BR</a>. Acesso em 31.05.2020.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LIRA, Bertrand de Souza. <em>Fotografia na Paraíba: um inventário dos fotógrafos através do retrato (1850 a 1950)</em>. João Pessoa: Editora Universitária, 1997.</p>
<p>SEGALA, Lygia. <em>Itinerância fotográfica e Brasil pitoresco.</em> Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, 1998, v. 27, p. 62-87.</p>
<p><a href="http://bibliotecaclodomirsilva.blogspot.com/2012/07/emancipacao-politica-de-sergipe.html" target="_blank">Site Biblioteca Clodomir Silva</a></p>
</div>
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		<title>Pernambuco e a fotografia no século XIX</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), o francês Alfred Ducasble (18-? – 19?), o francês nascido na Itália Augusto Stahl (1828-1877), o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português Francisco du Bocage (1860-1919), os pernambucanos João Ferreira Villela (18?-1901) e Manoel Tondella (1861 – 1921), o português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e o europeu Moritz Lamberg (18?-?). O portal traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-? – 19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?).</a></p>
<p>Outros importantes fotógrafos estrangeiros e brasileiros produziram imagens do Recife e de Pernambuco. Tudo indica que o primeiro teria sido o, provavelmente, norte-americano Joseph Evans, vindo do Rio de Janeiro, que instalou seu estabelecimento na rua Nova nº 14 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1843, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28968" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/evans.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 18 de março de 1843" width="312" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,21 de fevereiro de 1843</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros fotógrafos que retrataram Pernambuco foram o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843-1928)</a> e o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, também representados no acervo do portal, que traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2655/014ALAM00214.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova (Antiga rua Barão da Vitória e João Pessoa), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/187" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife, de Olinda, de paisagens pernambucanas e de retratos produzidos no estado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Registros realizados em Pernambuco por Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e também por fotógrafos ainda não identificados</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em julho de 1875, o chefe da Comissão Geológica do Império**, importante missão científica que entre 1875 e 1878 percorreu diversos estados do Brasil, Charles Frederick Hartt, Marc Ferrez e outros membros da Comissão Elias Fausto Pacheco Jordão e Francisco José de Freitas embarcaram no paquete <em>Pará </em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Poucos meses depois, na residência do inspetor do arsenal de Marinha, no Recife, Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna. sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c, 1875. Recife, Pernambuco /Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O suíço Guilherme Gaensly, que possuiu estabelecimentos fotográficos em Salvador e em São Paulo, além de ter trabalhado para Henschel, e seu sócio Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) produziram entre fins da década de 1880 e a década de 1890 fotografias do Recife.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A seguir, algumas fotografias produzidas em Pernambuco por fotógrafos ainda não identificados:</p>
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<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4409/SAm40-0003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="734" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank">Entrada do Porto, c. 1875. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Instituto für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2367/007A5P3FG6P-55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="739" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank">Basílica de Nossa Senhora da Penha, c. 1859. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/54/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank">[Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco] : [construção], 1858-1860. Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos que tiveram ateliês fotográficos no Recife</strong></em></span></p>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank"><em>João Ferreira Villela, o primeiro fotógrafo pernambucano</em>, publicada em 5 de julho de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c. 1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299"><i>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</i>, publicada em 7 de maio de 2019</a></span></div>
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<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"><i>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919)</i>, publicada em 30 de outubro de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="783" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008"><i>“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez</i>, publicada em 29 de junho de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2669/014ALAM00227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte Princesa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150"><i>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 – França, 30/10/1877)</i>, publicada em 30 de outubro de 2016</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2322/007A5P3FG6P-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank">Augusto Stahl. Os arrecifes, 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</em>, publicada em 13 de junho de 2015</a></span></div>
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<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4499/SAm21-0069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="466" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, c. 1869 . Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3936/014AVA012097v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank">Photographia Allemã; Barza, Constantino. Retrato de menina na primeira comunhão (verso), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Novos Acervos: Fundação Joaquim Nabuco, publicado em 10 de outubro de 2019</span></em></p>
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<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
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<p>Outros fotógrafos que atuaram no estado no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, A. Lettarte, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Charles Fredericks, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada a primeira fotógrafa pernambucana; João José de Oliveira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo,</a> J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck</a>, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
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<div>Andrea C. T. Wanderley</div>
<div></div>
<div>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contemporâneo no Recife dos estrangeiros Augusto Stahl (1828 - 1877) e Alberto Henschel (1827 - 1882), João Ferreira Villela é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos. Sua biografia ainda é bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Afirmava ser o único discípulo do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco ( 1830- 1912) e sempre dedicou-se para alcançar a perfeição em seu trabalho fotográfico. Participou e foi premiado em diversas exposições no Brasil e no exterior.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>João Ferreira Villela, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos* </em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contemporâneo no Recife dos estrangeiros <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) é considerado, até hoje, um dos primeiros fotógrafos pernambucanos, tendo sido antecedido por Cincinato Mavignier (1826 &#8211; 1868), <em>pensionista de S.M. o Imperador</em>, que anunciou, em 9 de junho de 1854, uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares, em 1854, um ano antes de Villela <span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span>.</p>
<p>A biografia de Villela é ainda bastante desconhecida. Iniciou sua vida profissional como taquígrafo mas foi como retratista e paisagista que se notabilizou. Seu primeiro ateliê, aonde permaneceu de 1855 a 1858, ficava no Aterro da Boa Vista nº 4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>. Desse último, Villela afirmava ser o único discípulo. Sempre demonstrou interesse em ter máquinas modernas para a realização dos trabalhos de seu estabelecimento e prometia, como resultado, a perfeição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c.1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em fins de 1858, transferiu-se para a rua Nova, nº 18, primeiro andar. <em> </em>No ano seguinte, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> visitou Recife, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas. Na ocasião, o monarca encomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido durante sua viagem pelo nordeste. Em 18 de setembro de 1860, Villela tornou-se o único pernambucano a ser agraciado por dom Pedro II com o título de Fotógrafo Imperial. No fim de 1860, o casal real foi padrinho de uma de suas filhas. Na cerimônia, realizada na Igreja Paroquial de Santo Antônio, fizeram-se representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha, o Barão de Mamoré (1825 &#8211; 1898), e sua esposa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/175" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias de João Ferreira Villela disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3552/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="491" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3552" target="_blank">João Ferreira Villela. Homem, c. 1866. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Inaugurou seu novo ateliê na rua do Cabugá, nº 18, em 1861. Oferecia retratos por<em> ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeter dentro de cartas ou sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco, além de retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas. Nesse mesmo ano, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário.</em></p>
<p>Em 7 de abril de 1870, após 10 meses de obras, o estabelecimento de Villela na rua do Cabugá, agora denominado Photographia Imperial, foi reinaugurado. A reforma teve como modelo o ateliê do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela havia visitado em 1868. A partir de 1870, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela como encarregado de colorir as cópias fotográficas. A última notícia sobre seu estabelecimento fotográfica é de 1873. Acredita-se que depois dessa data ele tenha se dedicado exclusivamente à produção de tintas de escrever indeléveis e produtos farmacêuticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6537/007A5P4FP05-015.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6537" target="_blank">João Ferreira Villela. A Rua Nova, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Ferreira Villela participou de diversas exposições, dentre elas as Exposições Provinciais de Pernambuco de 1861, 1866 e 1872; da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro de 1866, quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa; da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro de 1873, expondo produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze; e da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro de novo com tintas de escrever, quando ganhou uma medalha de mérito. No exterior, participou da Exposição Universal de Viena de 1873 com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa; dois anos depois, da Exposição Internacional de Santiago do Chile, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio; e, finalmente da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, também com tintas de escrever, quando conquistou a medalha de honra. Dessas duas últimas constou como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
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<div style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4007/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="392" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4007" target="_blank">João  Ferreira Villela. Mausoleo à Sereníssima Princeza do Brazil e Duqueza de Saxe a Senhora D. Leopoldina de Coburgo e Gotha, c. 1871. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de João Ferreira Villela (18? &#8211; ?)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1840</span></strong> &#8211; O aluno João Ferreira Villela, do Colégio Pernambucano, foi aprovado na prova geral de <em>primeiras letras e gramática nacional </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1226" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1840, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela foi aprovado na prova de História, seção de História Sagrada, do Colégio Pernambucano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/2399" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1841, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela requereu à Assembleia Provincial de Pernambuco uma gratificação para que ele pudesse concluir o curso de taquigrafia. Ele e outro aluno, Joaquim Izidoro Simões, receberam uma gratificação de  400 mil réis cada um, e o professor de <em>arte</em> recebeu 800 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11645" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de maio de 1849, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/11742" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1849, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Fez outro requerimento à Assembleia Provincial de Pernambuco em relação a financiamento para seu curso de taquigrafia e passou a ser adido da secretaria da assembleia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/475" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de maio de 1850, primeira coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/587" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de julho de 1850, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; João Ferreira Villela e Joaquim Izidoro Simões solicitaram a criação de <em>lugares de taquígrafos</em> na Assembleia Provincial de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1429" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de março de 1851, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1852</strong></span> &#8211; Foi concedida uma licença de um mês e 24 dias para João Ferreira Villela, <em>praticante de taquigrafia</em>, ir à Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/2789" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de maio de 1852, quinta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No dia 13 de novembro, a bordo do vapor brasileiro <em>Mucury</em>, Villela chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/749974/300" target="_blank"><em>O Globo</em>, 20 de novembro de 1852, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; O então taquígrafo João Ferreira Villela voltou para Pernambuco, em 12 de novembro, no vapor <em>Guanabara</em> e informou que não devia <em>nada nesta praça</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39165" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de novembro de 1853, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/39184" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de novembro de 1853, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Inicialmente, segundo Boris Kossoy, sem anunciar seu nome, João Ferreira Villela possuía um ateliê de fotografia no Aterro da Boa Vista, nº4, mesmo endereço onde anteriormente trabalharam os fotógrafos norte-americanos Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894), em 1851 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/1846" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de julho de 1851, última coluna</a>), e, em 1854, Augustin Lettarte (18? &#8211; ?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/4880" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de fevereiro de 1854, segunda coluna</a>) e o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">português Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5056" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1854, na terceira coluna</a>). O ateliê de Villela oferecia retratos de pessoas idosas, de crianças e anunciava que iria a qualquer lugar para tirar retratos de pessoas mortas. Anunciava também tirar retratos em <em>stereoscopo, isto é de maneira a apresentar a pessoa em relevo e ao natural</em> e incumbiam-se de tirar cópias em daguerreótipo (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855, penúltima coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14962" style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><img class="wp-image-14962 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/primeira.jpg" alt="primeira" width="249" height="279" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_03/7135" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Vendia-se no estabelecimento de Villela um grande sortimento de objetos para a colocação de retratos que lá se tiravam com<em> a maior perfeição</em> tanto pelo sistema francês como pelo norte-americano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856, primeira coluna</a>).</p>
<div id="attachment_14884" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><img class="wp-image-14884 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="427" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1856</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Publicação de propaganda da Grande Oficina de Galeria de Daguerreótipo informando a chegada de produtos de Nova York e também informando os preços dos retratos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/8995" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1857, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong></span> &#8211;  Recém chegado à cidade, no vapor Oyapock, o retratista J. Villela abriu seu novo estabelecimento de daguerreotipia à rua Nova, nº 18, primeiro andar. Anunciava possuir o mais <em>completo sortimento de caixinhas, molduras pretas, douradas e jóias para a colocação dos retratos</em>. Anunciava também que iria a <em>qualquer parte tirar retrato de família ou de pessoa morta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/10802" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de dezembro de 1858, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1859</strong></span> &#8211;  Em uma propaganda de seu estabelecimento, Villela divulgou sua habilidade como restaurador de daguerreótipos (<em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de setembro de 1859).</p>
<p>Quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> visitou Recife, em outubro, Villela ofereceu a ele seis molduras douradas com imagens obtidas sobre chapas metálicas: do Pavilhão construído a mando da Câmara Municipal para a recepção do imperador, do porto de desembarque do imperador com quiosque, dois barracões, chafariz e cais do Colégio; da continuação da citada vista com o mastro norte do pavilhão da Câmara e mosqueiro com todas as embarcações ali fundeadas; de uma marinha, do Templo dos Ingleses, na rua da Aurora; e do fim da rua da Cruz com o princípio do arsenal de Marinha. <em>S. Majestade, com a bondade que todos conhecem, dignou-se receber o mimo, declarar que conhecia todas as vistas e achava bom o trabalho. </em>O monarca<em> e</em>ncomendou a Villela vistas de locais no interior de Pernambuco que havia conhecido. Ficou combinado que seriam remetidas para o Rio de Janeiro. <em>É mais uma prova do quanto nosso adorado monarca aprecia e anima as artes assim como do valor e importância que dá ao que é nosso</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/11528" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de dezembro de 1859, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/17089" target="_blank"><em>Correio Mercantil (RJ)</em>, 7 de janeiro de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Sobre a foto abaixo, produzida por Villela em torno de 1860, Luis Felipe de Alencastro comentou no livro <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a </em><em>modernidade nacional,</em> publicado pela Companhia das Letras, em 1998:</p>
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<div style="width: 259px" class="wp-caption aligncenter"><img src="http://d3swacfcujrr1g.cloudfront.net/img/uploads/2000/01/013302002139.jpg" alt="Imagem representativa da obra" width="249" height="400" /><p class="wp-caption-text">João Ferreira Villela. Augusto Gomes Leal com a Ama-de-Leite Mônica, c. 1860. Recife. Pernambuco / Acervo da Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>&#8216;<em>A fotografia feita no Recife por volta de 1860. Na época era preciso esperar no mínimo um minuto e meio para se fazer uma foto. Assim, preferia-se fotografar as crianças de manhã cedo, quando elas estavam meio sonolentas, menos agitadas. O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou-a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade. O olhar do menino voa no devaneio da inocência e das coisas postas em seu devido lugar. Ela, ao contrário, não se moveu. Presa à imagem que os senhores queriam fixar, aos gestos codificados de seu estatuto. Sua mão direita, ao lado do menino, está fechada no centro da foto, na altura do ventre, de onde nascera outra criança, da idade daquela. Manteve o corpo ereto, e do lado esquerdo, onde não se fazia sentir o peso do menino, seu colo, seu pescoço, seu braço escaparam da roupa que não era dela, impuseram à composição da foto a presença incontida de seu corpo, de sua nudez, de seu ser sozinho, da sua liberdade. O mistério dessa foto feita há 130 anos chega até nós. A imagem de uma união paradoxal mas admitida. Uma união fundada no amor presente e na violência pregressa. A violência que fendeu a alma da escrava, abrindo o espaço afetivo que está sendo invadido pelo filho do senhor. <span style="color: #800000;">Quase todo o Brasil cabe nessa foto</span></em>&#8216;.</p>
<p>Em propaganda de sua oficina e galeria da rua Nova, 18, anúncio de que Ferreira Villela já havia tirado mais de cinco mil retratos em quatro anos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14919" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><img class="  wp-image-14919" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/villela.jpg" alt="villela" width="488" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=140" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de maio de 1860</a></p></div>
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<p>Lado a lado, propagandas dos estabelecimentos fotográficos de Villela e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a>).</p>
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<div id="attachment_14920" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><img class="wp-image-14920 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/stahlevillela.jpg" alt="stahlevillela" width="498" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/213" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de fevereiro de 1860</a></p></div>
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<p>Embarcou no vapor <em>Oyapock</em> rumo aos portos do sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2053" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de agosto de 1860, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou, no Rio de Janeiro, no paquete<em> Cruzeiro do Sul</em>, rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/18115" target="_blank"><em>Correio Mercantil(RJ)</em>, 13 de setembro de 1860, penúltima coluna</a>). Anunciou seu retorno, a iminência da inauguração de seu novo estabelecimento fotográfico, na rua do Cabugá, nº 18, e identificou-se como único discípulo de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>. Oferecia retratos por ambrótipo, daguerreótipo e ambrocromótipo. <em>Este último sistema, invenção do distinto professor Insley Pacheco, de quem o anunciante é o único discípulo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14901" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><img class="wp-image-14901 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ambrotipista.jpg" alt="ambrotipista" width="479" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;pagfis=2446" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de outubro de 1860</a></p></div>
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<p>De acordo com Guilherme Auler (6/1/1914 &#8211; 27/12/1965), sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis,</em> em 1º e 8 de abril de 1956, segundo o livro <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>, de Pedro Vasquez, João Ferreira Villela, teve seu título de Fotógrafo Imperial concedido por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a>, em 18 de setembro de 1860. Foi o primeiro e único pernambucano agraciado. Antes dele, os fotógrafos Buvelot &amp; Prat e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco</a>, ambos da província do Rio de Janeiro, haviam recebido o título em 8 de março de 1851 e em 22 de dezembro de 1855, respectivamente.</p>
<p>Os padrinhos de uma de suas filhas foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II</a> e dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 – 1889)</a>, que se fizeram representar pelo Presidente da Província de Pernambuco, Ambrósio Leitão da Cunha (1825 &#8211; 1898) e sua esposa. Muitas autoridades estavam presentes à cerimônia, na Igreja Paroquial de Santo Antônio, e também à festa na casa de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/2940" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/14242" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 29 de dezembro de 1860, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211;  <em>No Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de Pernambuco de 1861</em> , Villela foi listado como <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank">taquígrafo</a> e, com <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/592" target="_blank">Augusto Stahl</a>, como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706345/590" target="_blank"><img class=" size-large wp-image-14975 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo1-1024x236.jpg" alt="taquigrafo" width="768" height="177" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706345/592" target="_blank"><img class="alignnone size-large wp-image-14976" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/AUGUSTO-1024x179.jpg" alt="AUGUSTO" width="768" height="134" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apresentou-se como <em>Retratista da Augusta Casa Imperial</em> em anúncio de seu estabelecimento fotográfico na rua do Cabugá, nº 18 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14922" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><img class="wp-image-14922" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga.jpg" alt="cabuga" width="295" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/3702" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de abril de 1861</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oferecia retratos por <em>ambrótipos e por melainótipos sobre panos encerados próprios para remeterem-se dentro de cartas </em>ou<em> sobre malacacheta ou talco especiais para alfinetes ou cassoletas</em>, além de <em>retratos transparentes, oferecendo o mesmo retrato em duas vistas, uma colorida e outra em preto e branco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4159" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1861</a>).</p>
<p>Durante 1861, assinou alguns artigos da coluna &#8220;Palestra sobre o Theatro&#8221;, do jornal pernambucano <em>O Constitucional</em><em>: jornal político, religioso, científico e literário: </em>em<em> </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/417" target="_blank">31 de julho</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/441" target="_blank">7 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/465" target="_blank">14 de agosto</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/485" target="_blank"> 21 de agosto</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/533" target="_blank">4 de setembro,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720712/581" target="_blank">18 de setembro,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/720712/605" target="_blank">25 de setembro</a>.</p>
<p>Abaixo, uma reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel sobre Ferreira Villela que identificou como <em>hábil em daguerreotipar os defeitos alheios</em>. Há também uma resposta do diretor e regente da orquestra, Francisco Libânio Colás ( 1827 &#8211; 1885) a crítica feita a ele no <em>O Constitucional</em> de 7 de agosto de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14977" style="width: 304px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><img class="wp-image-14977 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/musica.jpg" alt="musica" width="294" height="520" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/4462" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de agosto de 1861</a></p></div>
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<p>Villela deu um esclarecimento sobre a reclamação do bilheteiro do Teatro de Santa Isabel, o <em>Cunha</em>  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4470" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de agosto de 1861, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em seu estabelecimento eram oferecidos retratos dos <em>principais personagens da Europa,</em> vistas estereoscópicas, vidros para ambrótipos e químicas fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/4999" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de outubro de 1861, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou com uma coleção de retratos pelo sistema ambrótipo da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 16 de novembro de 1861, no Palácio do Governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5142" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de novembro de 1861, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a>). Sua esposa, Idalina Teixeira Leal Ferreira Villela, participou expondo uma<em> caixa envidraçada contendo um grupo de frutas de cera</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/796" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, primeira coluna)</a>.</p>
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<div id="attachment_14943" style="width: 414px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><img class="wp-image-14943 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo1.jpg" alt="expo1" width="404" height="166" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/791" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de novembro de 1861</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Villela ofereceu <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2499" target="_blank">retratos a dom Pedro II</a>, que haviam sido exibidos na Exposição Nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2610" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, janeiro de 1862</a>).</p>
<p>Foi qualificado como juiz de fato (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/5699" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a decoração de seu estabelecimento fotográfico com retratos dos imperadores, das princesas imperiais e de pessoas importantes do Recife. Afirmava que os preços dos retratos eram<em> os mais razoáveis da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6770" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de julho de 1862, última coluna</a>).</p>
<p>Nessa mesma época, atuava no Recife o retratista norte-americano Augusto W. Osborn, na rua do Imperador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/6910" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de agosto de 1862</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/491/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/491" target="_blank">João Ferreira Villela. Ponte Santa Isabel: construção, 1862. Recife , Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Candidatou-se a vereador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14930" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><img class="wp-image-14930 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/vereador.jpg" alt="vereador" width="247" height="229" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/11892" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de agosto de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Participou com uma coleção de retratos da Exposição Provincial de Pernambuco e ganhou a medalha de cobre. Era na época o único fotógrafo brasileiro no Recife. Os outros eram estrangeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de dezembro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14931" style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><img class="wp-image-14931 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/expo.jpg" alt="expo" width="362" height="407" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17422" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 5 de dezembro de 1866</a></p></div>
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<p>Participou da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro quando recebeu com Leon Chapelin a 3ª menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última coluna</a>).</p>
<p>Sobre eles, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo&#8217;.</em></p>
<p>Seu ateliê fotográfico continuava funcionando na rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a>).</p>
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<div id="attachment_14932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><img class="wp-image-14932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/cabuga1.jpg" alt="cabuga1" width="415" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/17522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de dezembro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Villela informou que havia comprado o material fotográfico do estabelecimento fotográfico de Eugênio &amp; Maurício que ficava na rua Nova, 25 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/17978" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 1º de março de 1867</a>).</p>
<p>Na coluna &#8220;Revista Diária&#8221;, muitos elogios foram feitos ao trabalho de Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19045" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de agosto de 1867, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Publicação de anúncios dos estabelecimentos fotográficos de Ferreira Villela e do berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14937" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/19551" target="_blank"><img class="wp-image-14937 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/hen1.jpg" alt="hen" width="241" height="532" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/19551" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de outubro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Ferreira Villela publicou um convite para a missa de sétimo dia de sua mãe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20310" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Em propaganda anunciava seus cartões de visita <em>sem o menor retoque de lápis ou de nanquim </em>e chamava a atenção do público<em> para os retratos expostos no salão de cortar cabelos do sr. José Ricardo Coelho e na livraria do sr. Nogueira de Souza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20390" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de fevereiro de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou uma liquidação de vistas estereoscópicas de países da Europa e também de estereoscopos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/20598" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de março de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Anunciou a venda de retratos do bispo dom Francisco Cardoso Ayres (1821 &#8211; 1870). Anunciou também a utilização sem economia de uma lavagem sobre os retratos para extrair todo o <em>hipossulfito de soda</em>, <em>causa da alteração das provas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21023" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 4 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>Após uma temporada no Rio de Janeiro, para onde havia ido a fim de conhecer e examinar os melhores estabelecimentos fotográficos da corte, tendo passado <em>um mês estudando e aproveitando as lições</em> do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, retornou ao Recife no dia 7 de dezembro e retomou a direção de seu ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/22353" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de dezembro de 1868, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; <a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank">No Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola de Pernambuco de 1869</a> , Villela foi listado como taquígrafo e, com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>), como fotógrafo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/706060/216" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-14941 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/taquigrafo.jpg" alt="taquigrafo" width="417" height="463" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anunciou que estava sempre<em> em dia com os melhoramentos e progressos que na América do Norte, na Europa ou no Rio de Janeiro se consegue na arte fotográfica e para alcançarmos tal fim nunca poupamos despesas nem sacrifícios de sorte que nossos numerosos fregueses podem ter a certeza de que sempre encontrarão em nosso estabelecimento tudo quanto a arte e a moda oferecer de bom no novo e velho mundo aos amantes da fotografia </em>(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14938" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><img class="wp-image-14938 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/uptodate.jpg" alt="uptodate" width="206" height="422" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/22520" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de janeiro de 1869</a></p></div>
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<p>Após 10 meses de reforma em seu estabelecimento, anunciou o fim das obras para a primeira quinzena do mês de dezembro de 1869. A reforma teve como modelo o ateliê fotográfico de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Insley Pacheco</a>, na rua do Ouvidor, 102, no Rio de Janeiro, que Villela visitou em 1868. Em 16 de dezembro, informou um novo prazo para a conclusão das obras: 7 de janeiro de 1870 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24689" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de dezembro de 1869, terceira coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/24545">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14940" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><img class="wp-image-14940 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/reforma.jpg" alt="reforma" width="209" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/24545" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de novembro de 1869</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Em 7 de abril, após uma grande reforma, abertura da Photographia Imperial e Galeria de Pintura de João Ferreira Villela, no mesmo endereço, rua do Cabugá, 18 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1870, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1124" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de junho de 1870, terceira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14960" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><img class="wp-image-14960" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/pagina.jpg" alt="pagina" width="578" height="837" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/709611/1340" target="_blank"><em>O Liberal</em>, 2 de setembro de 1870</a></p></div>
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<p>A partir desse ano, o pintor alemão Jorge Augusto Roth (18? &#8211; ?), no Brasil desde 1868, quando desembarcou do vapor francês <em>Extremadure</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21077" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de junho de 1868, penúltima coluna</a>) passou a colaborar no ateliê de Ferreira Villela, como encarregado de colorir as cópias fotográficas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/988" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de junho de 1870, segunda coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1500" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Na livraria francesa dos srs. Lalhacar &amp; C., na rua do Crespo, exposição de quatro retratos produzidos no estabelecimento de Ferreira Villela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/1330" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de julho, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava os <em>Retratos Timbre-posts, excelentes para circulares, convites, ou simplesmente para cartas a amigos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4367" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 14 de novembro de 1871, terceira coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciava retratos de grupos de cinco a 100 pessoas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4456" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de novembro de 1871, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; A Photographia Imperial anunciava a<em> grande novidade</em> dos cartões de visita e afirmava ser o único estabelecimento que possuía <em>as máquinas e os aparelhos precisos para preparar esses cartões</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1872, segunda coluna</a>).</p>
<p>Villela participou da Exposição Provincial de Pernambuco, inaugurada em 20 de outubro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/6618" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1872, primeira coluna)</a>, com um quadro a óleo (fotopintura?), dois quadros com fotografias no formato carte de visite e 3 quadros de retratos a óleo (fotopinturas?). O fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882</a>) também participou com 2 quadros de fotografias. Ambos ganharam medalhas de prata. Villela expôs também <em>uma variada coleção de produtos químicos de seu fabrico que revelam uma capacidade artística congênita e de uma força de vontade digna de toda animação</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7426" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de fevereiro de 1873, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7433" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1873, última coluna)</a>.</p>
<p>Como relator da Comissão da Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, fez o discurso na sessão fúnebre que o Club Popular do Recife celebrou em homenagem à memória de Antônio Rangel de Torres Bandeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7072" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de dezembro de 1872, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873 &#8211; </strong></span>Ele e o fotógrafo Leon Chapelin eram integrantes <em>avulsos</em> da loja Capitular União e Beneficência da maçonaria de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7139" target="_blank"><em>Diário de Pernambuc</em>o, 9 de janeiro de 1873, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">Participou da III Exposição Nacional no Rio de Janeiro com produtos farmacêuticos e tintas de escrever, tendo sido premiado com as medalhas de prata e de bronze.</span></span></p>
<p>Participou da Exposição Universal de Viena com produtos farmacêuticos, tendo sido premiado com a medalha de mérito e com uma menção honrosa.</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou ter cartões de visitas coloridos ao natural (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/8197" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de junho de 1873, última coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Imperial anunciou possuir retratos do papa Pio IX (1792 &#8211; 1878), de outros religiosos e da <em>infeliz Maria da Conceição, assassinada pelo desembargador Pontes Visgueiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/9173" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de novembro de 1873, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Estava na lista de devedores de um imposto de 4% cobrados a alguns estabelecimentos comerciais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10107" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de abril de 1874, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 8 de abril de 1874, foi veiculado uma propaganda do estabelecimento de Lopes &amp; C, na rua do Barão da Vitória, 14, denominado Photographia Imperial, mesmo nome do estabelecimento de Villela. Note-se que a última propaganda da Photographia Imperial de Villela foi veiculada em novembro de 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10118" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de abril de 1874</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/10122" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou de uma reunião do Instituto Arqueológico e Geográfico e na ocasião ofertou à entidade duas fotografias: da fortaleza do Brum e do porto de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/11002" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1874, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9594" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 21 de agosto de 1874, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete a vapor <em>Pará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/106" target="_blank"><em>O Globo</em>, 2 de setembro de 1874, última coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1875 -</span> </strong>Participou da IV Exposição Nacional no Rio de Janeiro com tintas de escrever e ganhou uma medalha de mérito (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2141" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de fevereiro de 1876, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/14564" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de fevereiro de 1876, terceira coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Santiago do Chile, ocorrida entre 16 de setembro de 1875 e 16 de janeiro de 1876, com tintas de escrever, tendo conquistado o segundo prêmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/2486" target="_blank"><em>O Globo</em>, 4 de maio de 1876, primeira coluna</a>). Na listagem dos premiados, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria se mudado para a corte?</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1876 &#8211; </span></strong>Participou da Exposição Universal da Filadélfia, ocorrida entre 10 de maio e 10 de novembro de 1876, com tintas de escrever, e conquistou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1405" target="_blank"><em>O Novo Mund</em>o, setembro de 1876, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/122815/1449" target="_blank"><em>O Novo Mundo</em>, janeiro de 1877, quarta colun</a>a). Da mesma forma como na listagem dos premiados na Exposição Internacional de Santiago do Chile, apareceu como expositor do Rio de Janeiro. Teria ido viver na corte?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4006/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4006" target="_blank">Palácio da Presidência da Província, c. 1870. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>(1)</strong></span> Em 1845, há o registro da atuação de um daguerreotipista no Recife, que se anunciava como Mr. Roberto, provavelmente estrangeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/6825" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de setembro de 1845, terceira coluna</a>). Os outros, de quem se têm notícia até  hoje e que também atuaram na cidade na década de 1840, eram com certeza estrangeiros: os norte-americanos Joseph Evans (? -18?) e Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894). Na década de 1850, quando Villela começou a trabalhar como fotógrafo, foi o segundo pernambucano na profissão. O primeiro foi Cincinato Mevignier que, em junho de 1854, identificava-se-se como <em>retratista e pensionista de S.M. o Imperador</em> e possuía uma <em>Galeria de retratos a óleo e daguerreótipo</em>, no Aterro da Boa Vista, nº 82, primeiro e segundo andares. Anunciava ter encomendado da Europa <em>uma máquina extraordinária daguerreótipo&#8230;será sem dúvida maior que tem de se apresentar-se nessa capital e mesmo em todas as outras províncias do império&#8230;</em>Também, na mesma propaganda, afirmou ser pernambucano o que o torna o primeiro daguerreotipista nascido no referido estado conhecido até os dias de hoje: &#8220;<em>Pernambucanos! a <strong>nossa província</strong> tão bela e tendo em si os melhores golpes de vista pra os astistas que sabem apreciar a natureza</em>&#8230;&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_03/5297" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de junho de 1854, segunda coluna</a>). O primeiro registro de Villela como daguerreotipista é de 1855.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em 25 de julho de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ALENCASTRO, Luis Felipe de. <em>História da vida privada no Brasil Império: a corte e a modernidade nacional</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21634/joao-ferreira-villela" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; I &#8211; O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2017 15:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 - 1903), na ocasião em que foi jurado da seção "Fotografia", da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"> Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), na ocasião em que foi jurado da seção &#8220;Fotografia&#8221;, da II Exposição Nacional de 1866. Segundo Tadeu Chiarelli, com esse texto, o pintor traçou<em> &#8230;aquela que talvez seja a primeira história da fotografia escrita no Brasil (talvez a primeira em língua portuguesa)&#8230;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8216;A descoberta da fotografia, importante auxiliar das artes e ciências, e que há mais de meio século preocupava o espírito de doutos tornando-se objeto de estudo de alguns sábios da Inglaterra e da França, só nesses últimos tempos atingiu ao grande aperfeiçoamento que apresenta e que bem pouco deixa a desejar&#8217;.</em></span></p>
<p>Foi com essas palavras que Victor Meirelles iniciou o capítulo &#8220;Fotografia&#8221;, que constou no Relatório sobre a II Exposição Nacional de 1866, realizada no Palácio da Moeda do Rio de Janeiro entre 19 de outubro e 16 de dezembro de 1866. O pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Mostrou-se também entusiasmado com as aplicações da fotografia. Seu julgamento das obras expostas expressava rigor crítico e admiração. Usou em sua avaliação valores e parâmetros que eram, tradicionalmente, utilizados na crítica de pinturas como, por exemplo, os efeitos de luz e a nitidez das imagens. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.</p>
<p>Na opinião do pintor, os quinze fotógrafos que participaram da exposição equiparavam-se <em>pouco mais ou menos em perfeição.</em> Mas os registros do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> foram os que mais elogiou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5263/icon1513880.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="618" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank">Vitor Meireles, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Victor Meirelles (Santa Catarina, 18 de agosto de 1832 &#8211; Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1903)</a> é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros do século XIX (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/6013" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de fevereiro de 1903, na terceira coluna</a>). São de sua autoria quadros icônicos da história das artes plásticas no Brasil como <em>A Batalha dos Guararapes, </em><em>A Primeira Missa do Brasil</em>, <em>Juramento de Princesa Isabel, </em><em>Moema</em> e<em> Passagem do Humaitá.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><img src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/09/primeira-missa-550x409.jpg" alt="" width="550" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><em>A Primeira Missa do Brasil</em> (1861), óleo de Victor Meirelles / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/122" target="_blank"><strong>Acessando o link para alguns registros realizados por fotógrafos que participaram da II Exposição Nacional de 1866 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A II Exposição Nacional foi realizada no Rio de Janeiro no palácio que abriga atualmente o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Sua abertura foi anunciada como uma demonstração de coragem e patriotismo dos brasileiros já que o evento aconteceu em meio a <em>dolorosas preocupações de uma guerra formidável</em> &#8211; a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/10878" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866, na primeira coluna</a>). O evento foi visto por de cerca de 52.000 pessoas, inclusive por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, que a visitou diversas vezes e compareceu às cerimônias de inauguração e de encerramento (<em>Semana Ilustrada</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2449" target="_blank">21 de outubro de 1866, na primeira coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2521" target="_blank">23 de dezembro de 1866, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21095" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de outubro de 1866, na terceira coluna</a> e <a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21167" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de novembro de 1866, na última coluna</a>).</p>
<p>Pela primeira vez a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. A importância conferida à fotografia na II Exposição Nacional e a qualidade do material exposto fica evidente na publicação da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2482" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em> de 18 de novembro de 1866.</a> :</p>
<p><em>&#8216;Na sala imediata a das pinturas acham-se colocadas as fotografias que formam uma parte bem distinta da atual exposição&#8230; Não há dúvida que a fotografia entre nós é exercida com uma perfeição que não deve temer a confrontação com os trabalhos europeus&#8230;&#8217;</em></p>
<p>Porém, ainda se discutia se a fotografia deveria ser incluída como uma das belas-artes, como pode-se ler em uma carta enviada pelo conde de La Hure, erudito francês que residia no Brasil e autor de várias obras sobre temas brasileiros, a Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira coluna</a>, na época dirigido pelo escritor. De La Hure também fez uma apreciação das fotografias expostas:</p>
<p>&#8216;<em>Deve-se por a fotografia entre as belas-artes? A questão tem sido e está sendo debatida&#8230;Adhue sub judice est. Não serei eu quem a resolva. Não posso deixar a sala de produtos dessa arte sem mencionar os retratos de tamanho notável, a fumo ou coloridos, e outros muitos dos senhores Guimarães &amp; C, Stahl &amp; Wahnschaffe, Gaspar &amp; Guimarães, e Pacheco. Os retratos de Suas Majestades o Imperador e a Imperatriz do sr. Stahl &amp; Wahnschaffe são de boa e bela execução. O sr. Leuzinger expõe panoramas, paisagens, reproduções de gravuras ou litografias, em que a fotografia trabalha com perfeita fidelidade, igualando o que se faz de melhor atualmente. Diante da fotografia do sr. Leuzinger, indico-lhe como perfeição tipográfica a página dos preços correntes desse expositor, impressa na mesma casa dele, com tinta de diversas cores, tudo de um lindo gosto e de um belo efeito. </em></p>
<p><em>O sr. Guimarães, como artista que é, quis que a tabuleta de sua exposição de fotografias não fosse uma obra vulgar, e pediu que outro artista a fizesse (o sr. A. James). O escudo do Brasil e a coroa que lhe está sobreposta são do melhor efeito e execução; as folhagens que servem de moldura à tabuleta toda são lindíssimas, graciosas e de gosto&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira e quarta colunas</a>)&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9436" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank"><img class="wp-image-9436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/tracado.jpg" alt="tracado" width="716" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank">Parte do traçado do edifício da Exposição e Jardins Anexos, <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A classe de “Fotografia” foi dividida entre “panoramas”, “panoramas  diversos para álbuns”, “estereoscópios”, “álbuns” e “retratos”. Foram premiados com medalha de prata <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, Carneiro &amp; Gaspar, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 – 1877)</a> &amp; Germano Wanchaeffer (1832 – ?) e E.J. Van Nyvel; com medalha de bronze <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>, Modesto e Jacy Monteiro &amp; Lobo. Finalmente, obtiveram menções honrosas José de Melo Arguelles, Luiz Terragno ( c. 1831 &#8211; 1891), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) </a>e Leon Chapelin (18? -?). Na categoria “Paisagem”, a medalha de prata foi obtida por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>.</p>
<p>O relatório do evento foi realizado por Antônio José de Souza Rego (1829 &#8211; 1889), 1º secretário da comissão diretora da exposição, e foi publicado pela Tipografia Nacional, em 1869. Em 20 de novembro de 1866, Victor Meirelles o assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia. O quarto grupo era presidido por Antônio Félix Martins (1812 &#8211; 1892).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9403" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank"><img class="wp-image-9403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/charge1.jpg" alt="charge" width="623" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank">Charge sobre a popular II Exposição Nacional, publicada na Semana Ilustrada, 21 de outubro de 1866.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre os premiados, Meirelles escreveu:</strong></p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>:</span></p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>:</span></p>
<p><em>Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Prata &#8211; Carneiro &amp; Gaspar:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos, que reúnem em geral as condições e qualidades que constituem o verdadeiro merecimento da arte fotográfica, são ainda muito recomendáveis e de incontestável merecimento. As provas de grandes dimensões, que são obtidas pelo sistema conhecido de amplificação, teriam para nós outro valor e delas formaríamos mais acertados juízo, se em vez de terem sido apresentadas com retoques, tivéssemos de julgar unicamente o trabalho puro e propriamente dito fotográfico.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">4ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877</a>) &amp; Germano Wahnschaffe (1832 &#8211; ?)</span></p>
<p><em>São ainda dignos de toda atenção os trabalhos fotográficos destes senhores. As provas que representam diversos tipos da raça africana reúnem as qualidades essenciais, que sem elas a fotografia seria imperfeita. As de grandes dimensões, dos retratos de SS. MM. Imperiais obtidos também pelo sistema de amplificação pecam um pouco por não serem mais firmes e caírem excessivamente no efeito oposto, que os artistas chamam mole. Bem sabemos quanto é difícil em uma prova dessa dimensão obter-se melhor resultado. Acreditamos que essas provas foram antes ali representadas para que o público julgue o quanto são suscetíveis de serem depois coloridas a guache ou retocadas a óleo, como as que se acham expostas. As vistas do panorama da cidade do Rio de Janeiro e de algumas outras localidades pitorescas dos nosso subúrbios são trabalhos que ficam recomendados também por sua perfeição&#8221;.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">5ª Medalha de Prata &#8211; E. J. Van Nyvel:</span></p>
<p>Sentimos que os limitados trabalhos fotográficos deste senhor não nos fornece mais ampla comparação entre os seus companheiros. Não podemos entretanto deixar de reconhecer por alguns de seus retratos ditos cartões de visita que seu autor sustem-se dignamente no ponto de honra que seguramente o induziu a vir apresentar-se nesta festa da indústria.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Bronze &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho &#8211; Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.        </em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Bronze &#8211; Modesto Ribeiro:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos não estão longe de atingirem a perfeição que seu autor se esforça para obter. Nos trabalhos que expôs em cartões de visita, prima um retrato de meio corpo que se encontra colocado no centro do quadro grande, no qual estão expostas diversas provas; notando-se ainda o de uma criança que está deitada sobre uma cadeira de encosto, pela nitidez, vigor das sombras e beleza das meias tintas. Grande número das outras provas de grandes dimensões deixam a desejar pela falta de firmeza, nitidez e transparência das sombras.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Bronze &#8211; Jacy Monteiro &amp; Lobo:</span></p>
<p><em>Apesar de serem ainda suscetíveis de aperfeiçoamento os trabalhos fotográficos destes senhores, vê-se entretanto algumas provas que não são sem merecimento, reunindo as qualidades desejáveis. Quero crer que a falta de melhor efeito nas menos felizes, provenha o defeito do clichê.</em></p>
<p><em>Os fotógrafos sabem bem pela prática quanto é pernicioso ao bom resultado da prova positiva obter-se a prova negativa com muito custo, e a poder de reforços, e quanto esta perde de sua transparência, por ser impossível evitar-se aquela espécie de véu, que se forma sobre a imagem e que é proveniente da acumulação dos diversos precipitados que se aderem na camada do colódio e por isso quanto deve influir na nitidez e vigor das provas positivas; mais alguma atenção nesta parte influirá certamente para que se obtenham melhores resultado</em>s.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Menção Honrosa &#8211; José de Melo Arguelles:</span></p>
<p><em>Este senhor expôs alguns retratos em cartões de visita que não são absolutamente privados de alguma boa qualidade não obstante pequem principalmente pelo efeito de luz, que dão a seu trabalho um aspecto de dureza, proveniente da falta de meias tintas suaves que ligando-se mais harmoniosamente com os claros e as sombras, tanto contribuem para a beleza das formas, dando-lhes perfeito relevo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Menção Honrosa &#8211; Luiz Terragno em Porto Alegre ( c. 1831 &#8211; 1891):</span></p>
<p><em>Não são inteiramente privadas de merecimento as provas fotográficas enviadas por este senhor. Nota-se o retrato de uma senhora que foi também reproduzido sobre fino tecido de um lenço; bem como as outras provas, representando algumas vistas.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Menção Honrosa &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela</a> e Leon Chapelin de Pernambuco:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Medalha de Prata na categoria &#8220;Paisagem&#8221; &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos desse senhor primam pela nitidez, vigor e fineza dos tons e também por uma cor muito agradável. Pode-se dizer desses trabalho, que são perfeitos, pois que representam fielmente com todas as minudências os diversos lugares pitorescos de nosso característico país. Algumas provas são obtidas com tanta felicidade que parece antes um trabalho artisticamente estudado e que neste ponto rivalizam com a mais perfeita gravura em talhe doce; direi que estas provas poderiam perfeitamente servir de estudo aos artistas que se dedicam a arte bela da pintura de paisagens. As formas são ali reproduzidas com toda a fidelidade da perspectiva linear, e o que sobretudo torna-se ainda mais digno de atenção é a perspectiva aérea, tão difícil de obter-se na fotografia sem grande alteração.</em></p>
<p><em>Aquela gradação dos planos que tão bem se destacam entre si e vão gradualmente desaparecendo no horizonte até o último é obtida de modo a não ter-se mais que desejar, sendo nesta parte notáveis as seguintes vistas:</em></p>
<p><em>Gavia do lado da Tijuca</em></p>
<p><em>Vale do Andarahy</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos vista da barreira</em></p>
<p><em>Vista da Praia Grande</em></p>
<p><em>A planície abaixo da cascata na Tijuca         </em></p>
<p><em>O rochedo de Quebra Cangalhas</em></p>
<p><em>Panorama da cidade do Rio de Janeiro</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos do lado de Teresópolis</em></p>
<p><em>O Garrafão, e muitas outras que deixaremos de mencionar&#8217;</em></p>
<div style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4442/SAm52-0066.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="786" height="622" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank">Georges Leuzinger. O Dedo de Deus na Serra dos Órgãos, c. 1867. Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ASSIS, Machado de, 1839-1908. <a href="http://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/correspondencia_machado_de_assis_-_tomo_ii-1870-1889_-_para_internet.pdf" target="_blank"><em>Correspondência de Machado de Assis : tomo II, 1870-1889</em> </a>/ coordenação e orientação Sergio Paulo Rouanet ; reunida, organizada e comentada por Irene Moutinho e Sílvia Eleutério. – Rio de Janeiro : ABL, 2009. (Coleção Afrânio Peixoto ; v. 92). 560 p. ; 21 cm.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202005000200006" target="_blank">História da arte / história da fotografia no Brasil &#8211; século XIX: algumas considerações</a>. </em>ARS (São Paulo) vol.3 no.6. São Paulo, 2005.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Para ter algum merecimento: Victor Meirelles e a fotografia</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p 14-23.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. <em><a href="https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924019972011;view=1up;seq=106" target="_blank">Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1º secretário da Comissão Diretora</a></em>. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MEIRELLES, Victor. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Relatório da II Exposição Nacional de 1866</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p. 6-13.</p>
<p>SILVA, Maria Antonia Couto da. <a href="http://www.revistafenix.pro.br/PDF11/ARTIGO.6.SECAO.LIVRE-Maria.Antonia.Couto.da.Silva.pdf" target="_blank"><em>As relações entre pintura e fotografia no Brasil do século XIX: considerações acerca do álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond.</em></a> Fênix : Revista de História e Estudos Culturais (Uberlândia), v. 04, p. 01-18, 2007.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento339466/exposicao-nacional-2-1866-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/marantfel.htm" target="_blank">Site do Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil </a></p>
<p><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Site do Museu Histórico Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2000, p. 12. (Espaços da Arte Brasileira)</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>XEXEO, Monica. Victor Meirelles: um desenhista singular. In: TURAZZI, M.I. (org) Victor Meirelles: novas leituras. São Paulo: Studio Nobel, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<item>
		<title>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2016 13:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Théophile Auguste Stahl é considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX, tendo se dedicado tanto aos retratos como às paisagens, sempre com uma alta qualidade técnica e estética. Nascido em Bergamo, na Itália, era originário de uma família da Alsácia, na França, pouco se sabe sobre sua vida na Europa antes de vir para o Brasil, onde desembarcou do vapor inglês Thames, na cidade do Recife, em 1853. Não se sabe com quem e onde aprendeu a fotografar.  É autor de uma obra importante e abrangente e foi um dos primeiros fotógrafos a produzir cartões de visita, os cartes de visite, no país. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Théophile Auguste Stahl é considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX, tendo se dedicado tanto aos retratos como às paisagens &#8211; rurais e urbanas -, sempre com uma alta qualidade técnica e estética. Também destacou-se na reportagem etnográfica. Nascido em Bergamo, na Itália, em 23 de maio de 1828, originário de uma família da Alsácia, na França, pouco se sabe sobre sua vida na Europa antes de vir para o Brasil, onde desembarcou do vapor inglês<em> Thames</em>, na cidade do Recife, em 31 de dezembro de 1853. Não se sabe com quem e onde aprendeu a fotografar.  É autor de uma obra importante e abrangente e foi um dos primeiros fotógrafos a produzir <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">cartões de visita, os <em>cartes de visite</em></a>, no país. Teve estúdios no Recife e, a partir de 1862, estabeleceu-se no Rio de Janeiro. Foi agraciado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> com o título de &#8220;Fotógrafo de S.M , o Imperador&#8221;. O ex-curador de fotografia do Museu Getty, na Califórnia, e do Museu Metropolitano de Nova York, Weston Naef (1942 &#8211; ), no livro <em>Pioneer photographers of Brazil</em>, de 1976, referiu-se a Stahl como um dos <em>fotógrafos da vanguarda dos anos 1850 &#8230; a acuidade de sua visão e notável aptidão para descobrir o ângulo mais apropriado para fotografar um tema o coloca entre os 12 mais importantes fotógrafos de todos os tempos&#8230;</em>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=stahl&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Augusto Stahl disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1790" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1790/014SECXIXFB-47.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="643" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1790" target="_blank">Augusto Stahl. Mina Nagô, c. 1865 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Recife, onde ficou de 1853 a 1861, teve três estúdios: na rua do Crespo, na rua Nova e no Aterro da Boa Vista, posteriormente rebatizada como rua da Imperatriz. Além de produzir retratos, fotografou as paisagens do Recife, de Olinda, de Goiana e do interior de Pernambuco. Também registrou a estrada de ferro Recife &#8211; São Francisco. Em 1858, associou-se ao <em>químico fotógrafo</em> Adolpho Schmidt e ao <em>artista pintor</em> Germano Wahnschaffe, alemão de Hamburgo<a href="http://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">.</a> Uma das pinturas de Germano, a <em>Cachoeira de Paulo Afonso</em>, foi publicada no artigo <em><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">O interesse de d. Pedro II pelo rio São Francisco</a>,</em> da Brasiliana Iconográfica.</p>
<p>Em 1859, mesmo ano em que Schmidt deixou a sociedade, dom Pedro II e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram o norte do país. No Recife, Stahl fotografou o evento e o próprio casal real, em 1º de dezembro. Stahl inovou registrando a chegada e o desembarque dos monarcas na direção contrária, ou seja, do mar para a terra. Stahl &amp; C. receberam de Pedro II a licença de usar o título de <em>Fotógrafo de Sua Majestade Imperial</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2324" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2324/007A5P3FG6P-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2324" target="_blank">Augusto Stahl. Desembarque da Família Imperial, 1850. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O imperador sugeriu que ele fotografasse as quedas de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Uma imagem que ele produziu de Paulo Afonso é considerada muito importante na história da fotografia no Brasil. Segundo Bia Correa do Lago, no livro <em>Os fotógrafos do império</em>:<em> .</em>..J<em>ustapõe dois negativos para transmitir plenamente &#8211; dentro dos limites técnicos da época &#8211; toda a monumentalidade do fenômeno natural , e escolhe deliberadamente como personagem central, para aumentar a escala, uma criança negra</em><em>.</em></p>
<p>Stahl participou de diversas mostras, tendo sido premiado com uma menção honrosa na Primeira Exposição Nacional, em 1861. Na Segunda Exposição Nacional, em 1866, participou com fotografias, retratos da família real em fotopintura por Ulrich Steffen, retratos de negros, vistas de subúrbios e um panorama do Rio de Janeiro. Foi premiado com a medalha de prata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2319" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2319/007A5P3FG6P-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="740" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2319" target="_blank">Augusto Stahl. Panorama da cidade de Recife, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em 4 de fevereiro de 1862, embarcou para o Rio de Janeiro a bordo do vapor <em><span style="font-family: Georgia;">Paraná</span></em> e deixou como sucessor, no Recife, Leon Chapelin. Estabeleceu-se na rua do Ouvidor, 117 , e, nos cerca de oito anos durante os quais possuiu estúdio no Rio de Janeiro, fez inúmeros e importantes registros da cidade, sendo o <em><span style="font-family: Georgia;">Panorama em cinco partes da cidade do Rio de Janeiro vista da Ilha das Cobras</span></em>, produzida em torno de 1863, considerada uma de suas obras-primas. Stahl &amp; Wahnschaffe foram agraciados, em 21 de abril de 1862, com o título de &#8220;Fotógrafos da Casa Imperial&#8221;. Entre 1862 e 1863, Stahl voltou à Europa, onde se casou com Marie Julie Bing (1835 &#8211; 1921), nascida em Ostheim, na Alsácia. O casal teve dois filhos, Olga Marie e Paul Theodor Waldemar, ambos nascidos no Rio de Janeiro, em 1864 e 1865, respectivamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://i.pinimg.com/736x/be/2f/c9/be2fc941df0ff7fde3c3d8bfb5e0c659.jpg" alt="Pin page" width="471" height="700" /><p class="wp-caption-text">Augusto Stahl e sua esposa Marie Julie Bing, c. 1863 /<i> </i>Site Family Search</p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/a466734/AppData/Local/Temp/%7BA8BD5FC0-C76C-4553-89F7-370A57E5ADA2%7D.tmp" alt="" /></p>
<p>Em 1865, Stahl produziu para a missão científica <em>Thayer,</em> chefiada pelo naturalista suíço naturalizado norte-americano Louis Agassiz (1807 &#8211; 1873), retratos de &#8220;tipos&#8221; do país: <em>portraits e </em>fotografias antropométricas de<em> </em>chineses que residiam no Rio de Janeiro e de escravizados negros. A obra <span style="color: #333333;"><em>Voyage au Brésil &#8211; 1865 &#8211; 1866</em> foi resultado dessa missão, realizada sob os auspícios de dom Pedro II. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">P</span>rovavelmente, as atividades do estúdio de Stahl &amp; Wahnschaffe terminaram em 1870, já que o estabelecimento não foi anunciado pelo <em>Almanaque Laemmert</em> de 1871. Os equipamentos foram vendidos para os fotógrafos Cypriano &amp; Silveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/676" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1870</a>). A família de Stahl retornou à Europa. Em 1875, ele partiu do Rio de Janeiro no paquete francês <em>Senegal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/1381" target="_blank"><em>O Globo</em>, 26 de julho de 1875, na primeira coluna</a>). Augusto Stahl faleceu em 30 de outubro de 1877, no Estabelecimento Público de Saúde Alsace Nord.</p>
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<div style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2154/007A5P3F05-16.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="648" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank">Augusto Stahl. Nossa Senhora da Glória do Outeiro, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20972" target="_blank"><em><strong><span style="color: #800000;">Link para a Cronologia de Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</span></strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="http://www.e-rara.ch/zut/collections/content/titleinfo/4936285" target="_blank">Catalogue de la troisième exposition de la Société Française de Photographie</a></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl: obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Brasiliana Itaú: uma grande coleção dedicada ao Brasil</em> / curadoria da coleção: Pedro Corrêa do Lago, Ruy Souza e Silva. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.</p>
<p>MARTIM, Ricardo (pseudônimo de Guilherme Auler). <em>Dom Pedro II e a fotografia</em>. Tribuna de Petrópolis. Petrópolis, 1 de abril de 1956.</p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1o secretário da Commissão Directora. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MELLO, José Antonio Gonsalves de. <em>Diário de Pernambuco: arte e natureza no Segundo Reinado</em>. Recife:Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, 1985.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21612/auguste-stahl" target="_blank">Site Encilopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/augusto-stahl" target="_blank">Site Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://www.sfp.asso.fr/fr/" target="_blank">Site Société Française de Photographie</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil</em>. Centro Cultural do Banco do Brasil Rio de Janeiro, 1995.</p>
<p>&nbsp;</p>
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