 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Joseph Albert</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=joseph-albert" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 12:03:09 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 May 2016 14:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[A Journey in Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[bolivianos]]></category>
		<category><![CDATA[Charles DeForest Fredricks]]></category>
		<category><![CDATA[Christoph Albert Frisch]]></category>
		<category><![CDATA[Colotipia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[cronologia de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Expedição Thayer]]></category>
		<category><![CDATA[fauna]]></category>
		<category><![CDATA[flora]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo alemão]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Franz Keller]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Leuzinger]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[índios]]></category>
		<category><![CDATA[Johannes Nöhring]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Albert]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Agassiz]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira-Mamoré]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
		<category><![CDATA[perfil de fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução fotomecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Resultat d'une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Von Amazonas und Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Hunnewell]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=5045</guid>
		<description><![CDATA[Christoph Albert Frisch (31/05/1840 - 30/05/1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Essas imagens foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, "Resultat d'une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro", em 1869.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 668px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/484/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="658" height="609" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank">Christoph Albert Frisch; Casa Leuzinger. Alto Amazonas ou Solimões (du Brésil): la cuisine de la malocca : qui se trouve toujours à une petite distance de l&#8217;habitation, 1867. Alto Amazonas ou Solimões, Amazonas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele seguiu, comissionado pelo editor e fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892),</a> considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país, para quem trabalhava, com os engenheiros alemães Joseph e Franz Keller (1835 &#8211; 1890), pai e filho, respectivamente. Este último casou-se, em 1867, com Sabine (1842 -1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Partiram em 15 de novembro de 1867, a bordo do paquete <em>Paraná</em>. Frisch levou um escravizado, e a esposa de Franz e a filha de Joseph também estavam no navio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4366/SAm21-0017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank">Albert Frisch. Canoa no rio Japurá leva produtos ao mercado de Coari, c. 1867. Rio Japurá, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos.</p>
<p>Seu retorno ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em>, está registrado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, quarta coluna</a>.</p>
<p>As imagens produzidas por Frisch durante a viagem à Amzônia, copiadas em papel albuminado, foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir do catálogo <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-25886 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/frisch3.jpg" alt="frisch3" width="460" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi Frisch o autor das primeiras fotografias dos tipos indígenas brasileiros em seu próprio habitat conhecidas até hoje e, em sua produção fotográfica, reforçava a ideia de uma Amazônia selvagem e exótica. Ele anexava às imagens informações tais como relações de parentesco e status social dos líderes indígenas fotografados. Na época, esses registros eram muito valorizados por estudiosos de etnografia europeus e por viajantes estrangeiros em geral.</p>
<p>Segundo Pedro Karp Vasquez (1954 &#8211; ), Frisch tinha uma grande habilidade técnica, que usou para contornar problemas impossíveis de serem solucionados com o equipamento de que dispunha na época: obter exposição e focos simultaneamente perfeitos tanto do retratado no primeiro plano quanto da paisagem ribeirinha ao fundo. Segundo Karp, empregando “&#8230; <em>um astucioso estratagema para realizar os retratos de índios na região do Alto Solimões</em>&#8230;”,  Frisch fotografava seus modelos diante de um fundo neutro e produzia separadamente algumas vistas para compor o segundo plano. Para produzir as cópias fotográficas, combinava os dois negativos, alcançando assim o resultado desejado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4518/SAm21-0014.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="742" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank">Albert Frisch. Índio Umauá na antiga Província do Alto Amazonas, região do rio Solimões (fotomontagem), c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região do rio Solimões, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como mencionado anteriormente, até hoje as fotografias dos índios da região norte do Brasil produzidas por Frisch são consideradas as primeiras que se conhece, apesar de antes dele, em 1843,  o fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894) ter viajado pelos rios Orenoco e Amazonas. Nessa expedição, alguns daguerreótipos teriam sido produzidos, porém perdidos. Segundo Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, &#8220;&#8230; houve ainda o trabalho de fotografia antropométrica, em sua maioria de mestiços da região amazônica, realizado em 1865 &#8211; 1866 por Walter Hunnewell em Manaus, a pedido de Louis Agassiz, da Expedição Thayer, hoje arquivados num museu da Universidade de Harvard. O casal Agassiz publicou sua obra <em>A Journey in Brazil</em> em 1868 e dela constam reproduções xilográficas de algumas fotografias de Leuzinger, duas fotos de índios feitas pelo ‘Dr. Gustavo, of Manaos’, mas nenhuma de Frisch&#8221;.</p>
<p>Até o final do século XX, o alemão Albert Frisch, que nasceu em Augsburgo, em 31 de maio de 1840, e faleceu em Berlim, em 30 de maio de 1918, era um personagem misterioso na história da fotografia. Segundo o site do Instituto Moreira Salles, &#8220;&#8230;o estudo dos documentos reunidos pela família Leuzinger, doados ao IMS em 2000, e a posterior localização de Klaus Frisch, neto do fotógrafo, pelo pesquisador Frank Stephan Kohl, permitiram reconstituir a trajetória de Frisch&#8221;. Antes de vir para o Rio de Janeiro, em torno de 1864, havia estado em Buenos Aires, na Argentina, e em Asunção, no Paraguai. Voltou definitivamente para a Alemanha, após passagens pela França e pelos Estados Unidos, em 1872.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 385px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, Amazonas / Acervo IMS</a></strong></p></div>
<p><strong><span style="color: #800000;">1840</span> &#8211; </strong>Christoph Albert Frisch nasceu em Augsburgo, na Baviera, na região sul da Alemanha, em 31 de maio, filho de Johanes Nepomuk Frisch e Auguste Korber. Seu pai possuia uma tecelagem e vários imóveis e era sócio de Eberhard Rugendas, possivelmente parente do desenhista Moritz Rugendas (1802 &#8211; 1858), também nascido em Augsburgo, que esteve no Brasil e produziu uma importante obra iconográfica do país.</p>
<p>Nos anos 1840, as empresas de seu pai foram à falência.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; Devido à morte de sua mãe, foi criado, assim como seus irmãos homens, em um orfanato na Francônia. As irmãs foram entregues pelo pai a uma tia materna.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Final da década de 1850</span></strong> &#8211; Foi trabalhar como confeiteiro.</p>
<p>Frisch partiu para Munique, capital da Bavária, onde começou a trabalhar no comércio de arte, na loja de Friedrich Gypen.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Com o apoio de seu empregador, trabalhou como aprendiz na litografia do impressor e editor Adolphe Goupil (1803 &#8211; 1893), em Paris.</p>
<p>Partiu para Buenos Aires, capital da Argentina, onde chegou por volta de 13 de dezembro. Tentou, sem sucesso, se estabelecer como comerciante de estampas de imagens religiosas, inspirado pela grande quantidade de imagens religiosas que goupil exportava para a América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25145" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank"><img class=" wp-image-25145" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/goupil.jpg" alt="Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris" width="238" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank">Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhou, então, na região dos Pampas, como professor particular e gerente de um criador de gado alsaciano.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Frisch retornou a Buenos Aires onde, aos 23 anos, começou sua carreira de fotógrafo, quando o alemão W. Raabe, que ele havia conhecido em uma taverna, o recomendou para seu empregador, o norte-americano Arthur Therry, dono de um renomado estúdio fotográfico, na <em>calle</em> Florida, 70,onde a alta sociedade argentina era retratada. As fotografias produzidas por Frisch nesse período não são conhecidas, mas segundo ele, teria retratado as sobrinhas do ditador argentino Juan Manuel Rozas (1793 &#8211; 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1863</strong></span> &#8211; Poucos meses depois, Frisch foi para o Paraguai abrir um estúdio fotográfico, em Assunção, a pedido do próprio presidente do país, Solano Lopez (1827- 1870), que havia estado em Buenos Aires, no ano anterior, com sua esposa, a irlandesa Elisa Lynch (1833 &#8211; 1866), e seus dois filhos. Na ocasião, havia visitado o estúdio de Terry, onde conheceu Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1864</strong></span> &#8211; Provavelmente, devido à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, Frisch foi para o Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865</span> </strong>- Começou a trabalhar no recém-inaugurado setor de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, cujo proprietário era o editor e fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong> </span>- Encontrava-se na Europa.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Viajou ao Pará, comissionado por Leuzinger para acompanhar uma expedição liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e por seu filho, o fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 &#8211; 1890) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo, </em>15 de novembro de 1867, na primeira coluna).</a>  Este último era casado com Sabine Christine (1842 &#8211; 1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Transitaram pela região dos rios <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira e Mamoré</a>, onde o governo imperial pretendia construir uma estrada de ferro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25086" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><img class="wp-image-25086 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia3.jpg" alt="Diário do Povo, de 15 de novembro de 1867" width="386" height="95" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, <em>O velho commercio do Rio de Janeiro</em>, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.</p>
<p>&#8220;<em>Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo da casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de graande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros&#8221;</em>.</p>
<p>Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro <em>A journey in Brazil, </em>editado em Boston, em 1868. A comissão foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard.</p>
<p>Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, integrada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, participou da Comissão ou Expedição Thayer &#8211; foi a primeira vez que esteve no Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=216828&amp;PagFis=9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, na quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1869</span></strong> &#8211; As imagens produzidas por Frisch durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25139" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/resultat1.jpg" alt="Acervo FBN" width="402" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1870</strong></span> &#8211; Foi para Montevidéu e depois para Paris, onde trabalhou na litografia de Lemercier &amp; Cie. Foi expulso do país, devido à guerra entra França e Alemanha (1870-1871), e perdeu tudo.</p>
<p>Retornou à Alemanha e passou a trabalhar com o fotógrafo alemão Joseph Albert (1825 &#8211; 1886), que aperfeiçoou a técnica da colotipia, e com quem aprendeu as mais novas tecnologias de impressão fotomecânica da época. Verveer Den Haag, fotógrafo da corte da Holanda, e o mestre da litogravura, o francês Lemercier (1803 &#8211; 1887), também eram aprendizes de Joseph Albert.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25148" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25148" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/joseph-albert.jpg" alt="O fotógrafo Joseph Albert  / HIstoric Camera" width="222" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank">O fotógrafo Joseph Albert / Historic Camera</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong> </span>- Chegou, em 14 de março, a Nova York, onde instalou o processo de colotipia na empresa Bierstadt &amp; Co. Trabalhando foi envenenado por cromo, tendo que ficar um tempo afastado da colotipia para cuidar da saúde.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1872</span></strong> &#8211; Voltou para a Alemanha, e foi funcionário numa fábrica de água mineral em Bad Homburg vor der Hohe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Em Bad Homburg vor der Hohe, abriu a empresa Frisch &amp; Co, que trabalhava com albertotipia, colotipia e fotografia.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1874</span></strong> &#8211; Durante esse ano, Frisch trabalhou por um curto período com o fotógrafo Johannes Nöhring (1834 &#8211; 1913), de Lübeck, na empresa Nöhring &amp; Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Frisch mudou-se para Berlim e abriu o Kunstanstalt Albert Frisch, especializado na produção de reproduções fotomecânicas de alta qualidade. Depois de sua morte, seu filho, também Albert, continuou o negócio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Faleceu em Berlim, em 30 de maio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Lançamento de um livro em comemoração dos 50 anos da Casa Frisch, em Berlim, com textos escritos pelo filho do fotógrafo, Albert Frisch Junior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Edição de um álbum raríssimo com 109 reproduções de fotografias, sendo 106 imagens de Albert Frisch Senior.</p>
<p>&#8220;<em>As 106 fotografias reunidas neste álbum são reproduções dos originais, feitos por Albert Frisch sênio (nascido em 13 de maiode 1840 em Augsburg) no Brasil nos anos 60. Elas restaram de um número muito maior de fotografias que foram tiradas por Albert Frisch sênior depois que ingressou na empresa Keller &amp; Leuzinger, Rio de Janeiro. Elas foram feias durante muitos anos em diversas excursões na região do rio Amazonas e em outras regiões do Brasil</em>.&#8221;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong> </span>- Impressão de uma história da família Frisch escrita por Eberhard, filho de Frisch. Nele há um esboço de uma autobiografia redigida pelo próprio Frisch, que revela que ele havia escrito uma autobiografia completa, destuída por ele mesmo no início da Primeira Guerra Mundial (1914 &#8211; 1918).</p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 &#8211; 1945), o acervo da Casa Frisch, em Berlim, foi totalmente destruído.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2019</strong></span> &#8211; Em outubro de 2019, o Instituto Moreira Salles, que já abrigava em seu acervo aproximadamente 40 imagens de Frisch, algumas delas pertencentes à série da Amazônia, arrematou, num leilão da Sotheby&#8217;s, em Nova York, um conjunto completo das 98 imagens, tal como editadas e comercializadas por Geroges Leuzinger*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse parágrafo foi acrescentado em dezembro de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/os-miranha-e-as-fotografias-de-albert-frisch-maria-luisa-lucas/" target="_blank">Link para o artigo <em>Os Miranhas e as fotografias de Albert Frish</em>, de Maria Luísa Lucas, publicado no site do Instituto Moreira Salles, em 17 de dezembro de 2019</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em><a href="https://bndigital.bn.gov.br/artigos/preciosidades-do-acervo-as-primeiras-fotografias-da-amazonia-resultado-de-uma-expedicao-fotografica-pelo-solimoes-ou-alto-amazonas-e-rio-negro-realizada-por-conta-de-g-leuzingerrua-do-ouvidor-33/" target="_blank">As primeiras fotografias da Amazônia</a></em>. BN Digital, 2013.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>FRANCESCHI, Antonio Fernando de. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger. Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia</em> in Cadernos de Fotografia: Georges Leuzinger: um pioneiro do século XIX(1813-1892). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>GÂMBERA, José Leonardo Homem de Mello. <em><a href="http://www.revistas.usp.br/posfau/article/view/81051" target="_blank">Fotografia na Amazônia Brasileira: considerações sobre o pioneirismo de Christoph Albert Frisch (1840-1918)</a></em>. Revista de Programa da Pós-Graduação em Arquitetur ae Urbanismo da FAUUSP,dez de 2013</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <a href="http://www.iai.spk-berlin.de/fileadmin/dokumentenbibliothek/Ausser_der_Reihe/Fotoband_ENGL_f%C3%BCr_Web.pdf" target="_blank"><em>Albert Frisch and the first images of the Amazon to go around the world</em>  in Explorers and Entrepreneurs behind the Camera The Stories behind the pictures and photographs from the image archive of the Ibero-American Institute</a>. Berlim: Ibero-American Instituto, 2015.</p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger: Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia.</em> In: Cadernos de fotografia brasileira, 3. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>MARCOLIN, Neldson. <em><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/09/16/retratos-na-selva/" target="_blank">Retratos na Selva</a></em>, Revista Pesquisa Fapesp, setembro de 2014.</p>
<p>MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. <em>Estou aqui. Sempre estive. Sempre estarei.</em> <em>Indígenas do Brasil. Suas imagens (1505/1955).</em> São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.</p>
<p>SENNA, Ernesto. <em>O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em>. 2ª edição. Rio de Janeiro: G Ermakoff, 2006.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21608/albert-frisch" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/albert-frisch" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/albert-frisch/" target="_blank">Site O Índio na Fotografia Brasileira</a></p>
<p>TACCA, Fernando de<strong>.</strong><em><span style="text-decoration: underline;"> <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702011000100012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</a></span></em>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e Trejeitos: a fotografia na era do espetáculo (1839 &#8211; 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A. Frisch, ladrão de almas na Amazônia Imperial</em>. Piracema – arte e cultura. Rio de Janeiro, nº1, ano 1, p.90-95, 1993</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX / Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien</em>. São Paulo: Metalivros, 2000</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=5045</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
