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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; José Ferreira Guimarães</title>
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		<title>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 12:50:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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		<description><![CDATA[Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo "O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz", que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 1924) e por J. Pinto (1884 - 1951), fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço, pesquisadores da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, são os autores do artigo <em><span style="font-family: 'Georgia',serif;">O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz,</span></em> que traz para os leitores do portal uma faceta pouquíssimo conhecida do cientista: ele era um entusiasta da fotografia e este interesse ocupou um lugar importante tanto em sua vida privada como na profissional. Atuou muitas vezes como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias ao longo de sua vida. Com a publicação de registros realizados por ele próprio, por fotógrafos ainda não identificados, pelo<em><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> </span></em>fotógrafo português</span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;"> José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;"> e por </span><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank"><span style="font-family: 'Georgia',serif;">J. Pinto (1884 &#8211; 1951)</span></a><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: #333333;">, fotógrafo baiano que atuou muitos anos na Fundação Oswaldo Cruz, vamos conhecer um pouco desta história.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11993/br_rj_coc_fo_01_02_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="369" height="487" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11993" target="_blank">Oswaldo Cruz com 20 anos, 1892 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/375" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas a este artigo disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Ricardo Augusto dos Santos, Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Gonçalves Cruz (1872 – 1917) era um apaixonado pela fotografia. O interesse na criação de imagens em suporte sensível ocupou um lugar de destaque em sua vida privada e no mundo do trabalho. Ele próprio atuou como fotógrafo e foi personagem central de inúmeras fotografias de conteúdos distintos ao longo de sua gloriosa existência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34026" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank"><img class="wp-image-34026 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo.jpg" alt="oswaldo" width="602" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12044" target="_blank">Photographia Guimarães. Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34027" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><img class="wp-image-34027 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo1.jpg" alt="oswaldo1" width="373" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank">Anúncio da Photographia Guimarães sobre a exibição de fotografia de Oswaldo Cruz / Gazeta de Notícias, 13 de abril de 1905</a></p></div>
<p><em> </em></p>
<p>É importante registrar que nem sempre foi possível a identificação dos profissionais que contribuíram para eternizar a imagem de Oswaldo Cruz com suas lentes, já que a maioria de seus nomes se perdeu no tempo. Nessa perspectiva, até mesmo as fotografias atribuídas a Oswaldo Cruz apresentam um quantitativo subestimado em virtude da carência de elementos descritivos, como datas, nomes e locais, que comprovem a sua autoria.</p>
<p>As raras fontes existentes indicam que Oswaldo Cruz demonstrou interesse pela fotografia quando morou em Paris, na França, com a família, entre 1897 e 1899, a fim de aprimorar seus conhecimentos médico-científicos. Em carta a Emília da Fonseca Cruz, a Miloca (1873 – 1952), sua esposa, retornando da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene de Dresden</a>, na Alemanha, em 1911, fez menção a um passeio turístico para Fontainebleau, em 1897. Nessa ocasião, retratou a esposa, filhos e monumentos históricos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34028" style="width: 642px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank"><img class="wp-image-34028 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo2.jpg" alt="oswaldo2" width="632" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">O<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12080" target="_blank">swaldo Cruz. Emília Cruz com os filhos Bento e Elisa, a Liseta, no Jardim dos Ingleses do Palácio de Fontainebleau, 1897. Fontainebleau, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Ezequiel Dias (1880 – 1922), cientista e cunhado de Oswaldo, este se dedicava tanto à fotografia que se tornou um perito na arte, passando os domingos envolvido com a prática. Essa narrativa também foi compartilhada nas memórias afetivas do professor Eduardo Oswaldo Cruz (1933 – 2015), que herdou verdadeiras “preciosidades documentais” deixadas por seu ilustre avô. O material encontra-se sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz.</p>
<p><em>“O interesse de Oswaldo pela fotografia é evidente pela presença em sua casa da Praia de Botafogo, número 406, de uma câmara escura, localizada ao lado de sua sala de estudo (que ele denominava ‘meu Palácio de Cristal’), o que assegurava condições ideais para seu entretenimento. Sabemos que o próprio executava todas as manipulações necessárias, incluindo a sensibilização das placas, sua revelação e preparo dos positivos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Eduardo Oswaldo Cruz. Anaglyphos, s.d.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34039" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34039" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo9.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="665" height="281" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12052" target="_blank">Oswaldo Cruz. Casa da família Oswaldo Cruz na praia de Botafogo, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34031" style="width: 488px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank"><img class="wp-image-34031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo5.jpg" alt="oswaldo5" width="478" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/23556" target="_blank">Casa de Oswaldo Cruz, acima, segunda à esquerda, projetada pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior, o mesmo dos prédios históricos de Manguinhos / <em>Revista da Seman</em>a, 12 de fevereiro de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, segundo a inscrição contida na imagem a seguir, Oswaldo Cruz possuía também em sua anterior residência, na rua Voluntários da Pátria, número 128, em Botafogo, um espaço para exercitar seu passatempo predileto, a fotografia. Em ambos os endereços registrou cenas do cotidiano familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34029" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"><img class="wp-image-34029 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo3.jpg" alt="oswaldo3" width="553" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank">Oswaldo Cruz. Sala de estudos de Oswaldo Cruz, na casa da rua Voluntários da Pátria, onde se observa, ao centro, um Taxiphote Richard, aparelho estereoscópico de visão múltipla, novembro de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12049" target="_blank"> </a></p>
<div id="attachment_34030" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg"><img class="wp-image-34030 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo4.jpg" alt="oswaldo4" width="394" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Taxiphote, aparelho similar ao pertencente a Oswaldo Cruz / stereoscopyhistory.net</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para embasar da melhor forma possível a execução de seu <em>hobby</em>, Oswaldo Cruz cercou-se de publicações sobre teoria e técnica fotográficas. Entre os títulos em alemão, francês e italiano da antiga biblioteca do cientista, hoje preservados no acervo da Casa de Oswaldo Cruz, destacam-se <em>La fotografia industriale. Fotocalchi economici per le riproduzioni di disegni, piani, carte, musica, negative fotografiche, ecc.</em> e <em>Les nouveautés photographiques, années 1904 et 1905. Complément annuel à la théorie, la pratique et l’art en photographie</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34033" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg"><img class="size-full wp-image-34033" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo6.jpg" alt="Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="517" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Coleção Bibliográfica Oswaldo Cruz / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As câmeras utilizadas por Oswaldo Cruz, que teriam sido adquiridas em Paris, foram a <em>Kodak Folding Pocket</em>, que empregava <em>Roll Film</em> tamanho 118, e a <em>Vérascope Richard</em>, a sua favorita, que produzia fotografias estereoscópicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Ainda que em alguns sentidos guarde semelhanças à prática amadora da fotografia plana, o amadorismo estereoscópico tem também suas especificidades, sobretudo no que diz respeito à sua capilarização. Estendendo-se pouco, ou quase nada, para além das elites, podemos perceber um perfil padrão dos fotógrafos amadores: profissionais liberais herdeiros de abastadas famílias brasileiras, homens de posses e/ou ocupantes de altos cargos da administração pública e sediado nos grandes centros urbanos”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Maria Isabela Mendonça dos Santos.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A estereoscopia e o olhar da modernidade, 2019.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34034" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34034" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo7.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="650" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12050" target="_blank">Oswaldo Cruz. Elisa e Bento, filhos do cientista, na casa da rua Voluntários da Pátria, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre as clássicas denominações atribuídas a Oswaldo Cruz – “mito na ciência brasileira”, “saneador do Rio de Janeiro” e “fundador da medicina experimental no Brasil” – houve uma de procedência totalmente informal, e que serviu de fio condutor para a concepção deste artigo. Sua origem se deu a partir de um episódio pitoresco envolvendo a figura de Oswaldo Cruz, que na ocasião foi chamado de “Dr. Photographo” por estudantes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34035" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg"><img class="size-full wp-image-34035" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo8.jpg" alt="Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922" width="337" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Ezequiel Caetano Dias. Traços biográficos de Oswaldo Cruz, 1922</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens que apresentamos no presente artigo pertencem à Coleção Família Oswaldo Cruz. Nela encontram-se, entre outras “preciosidades documentais”, fotografias, cartas e álbuns, de natureza e suportes diversos, que revelam aspectos até então desconhecidos da vida privada e da trajetória de Oswaldo Cruz como médico, cientista, sanitarista e administrador de instituições de ciência e saúde pública. Dito isso, vamos conhecer um pouco mais a respeito do nosso “Dr. Photographo”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"> <span style="color: #800000;"><strong><em>Oswaldo Cruz, a Saga de Um Herói Brasileiro</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Samba-enredo da Escola de Samba Em Cima da Hora, no carnaval de 2000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>“De São Luiz do Paraitinga</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>A saga de um herói vamos contar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Grande gênio da ciência</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Trouxe a experiência da Cidade-Luz</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>No Brasil está vivo na memória</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Um carnaval de epidemias combateu</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Saneando a cidade, o meu Rio tropical</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foi espelho de Paris</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Botaram abaixo o antigo</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Construindo um ideal e assim remodelaram a capital</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com seus feitos, muitas vidas preservou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foram ideias geniais e amor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Diretor pela saúde se tornou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Nos anais da nossa história o seu nome consagrou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas nem tudo eram flores</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E houve dissabores com a vacinação</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>E aí a imprensa com humor, malhou, malhou</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Em meio a tanta dor</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Lá no Pará,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Terra de Tapajós e Apiacás</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Com muita força e fé, livrou do mal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Operários da Madeira-Mamoré</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Pesquisador, tornou-se imortal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Prefeito da Cidade Imperial</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Oswaldo Cruz, a Fundação é você</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Batam palmas, eu quero ver</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Parabéns ao centenário</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Muito fez por merecer”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Natural de São Luiz do Paraitinga, cidade histórica do interior paulista, Oswaldo Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, filho do médico Bento Gonçalves Cruz (1845 – 1892) e Amália Taborda de Bulhões Cruz (1851 – 1921). Em 1877, quando Oswaldo tinha cinco anos de idade, sua família se transferiu para a capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12005/BR_RJ_COC_FO_01_01_01.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="642" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12005" target="_blank">Oswaldo Cruz com um ano de idade (ambrótipo), 1873-1874. São Luiz do Paraitinga, SP / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1889, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde se formou em 1892, aos vinte anos. Em relação ao período que Oswaldo Cruz realizou sua graduação, é necessária uma correção. A partir da consulta aos documentos sobre a vida estudantil do cientista na Faculdade de Medicina, verificamos ser 1889 o ano correto para a sua entrada no curso médico – e não 1887, como foi difundido por seus primeiros biógrafos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34040" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg"><img class="size-full wp-image-34040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo10.jpg" alt="Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ." width="578" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Certificado de provas da primeira série do curso médico, 9 de abril de 1889 / Acervo do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, casou-se com Emília, com que teve seis filhos: Elisa (1894 – 1965), Bento (1895 – 1941), Hercília (1898 – 1968), Oswaldo (1903 – 1977), Zahra (1907 – 1908) e Walter (1910 – 1967). Ainda nesse ano, Oswaldo Cruz montou um laboratório de análises clínicas em sua casa e deu início a uma diversificada atuação como médico no consultório que herdara de seu pai, na Fábrica de Tecidos Corcovado e na Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Além disso, auxiliou o Instituto Sanitário Federal no diagnóstico da epidemia de cólera que grassava no Vale do Paraíba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34041" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34041" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo11.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="656" height="284" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank">Oswaldo Cruz. Fábrica de Tecidos Corcovado, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas, no bairro do Jardim Botânico, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12045" target="_blank"> </a></p>
<p>Entre 1897 e 1899, conforme citado anteriormente, Oswaldo Cruz esteve em Paris estudando microbiologia, soroterapia e imunologia no Instituto Pasteur e medicina legal no Instituto de Toxicologia. Sua estadia com a família na “cidade-luz” foi financiada pelo sogro, o abastado comerciante português Manuel José da Fonseca (1842 – 1912).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34042" style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34042" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo12.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Bento e Elisa brincando em uma praça durante a belle époque parisiense, 1899. Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="617" height="436" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12081" target="_blank">Oswaldo Cruz. Filhos de Oswaldo Cruz, Bento e Elisa. 1899 Paris, França / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34043" style="width: 369px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34043" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo13.jpg" alt="Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="359" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12055" target="_blank">Photographia Guimarães. Comendador Manuel José da Fonseca, sogro de Oswaldo Cruz, s.d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>De volta ao Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz retomou suas funções como médico e fez parte da comissão que averiguou a crise de peste bubônica na cidade de Santos. Em seguida, recebeu o convite para exercer a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, que estava sendo criado na Fazenda de Manguinhos, localizada à beira mar, no subúrbio carioca. Seu funcionamento teve início em 1900, sob o comando do barão de Pedro Affonso (1845 – 1920). Dois anos depois, o barão foi destituído do cargo. Oswaldo Cruz, então, passou a dirigir sozinho os destinos do instituto – “célula mater” do que é, hoje, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p><em>“Embora as verbas permanecessem escassas, o Instituto, sob a direção exc</em><em>lusiva de Oswaldo, foi tendo maiores facilidades para a realização de pesquisas. Trabalhava-se o mais que se podia, despreocupadamente, com satisfação, com muito interesse pelas pesquisas científicas e com liberdade para investigar sobre os mais variados assuntos com aprovação ampla de Oswaldo, cujo maior objetivo era alargar o âmbito das atividades praticadas no Instituto”.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Henrique de Beaurepaire Aragão.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos), 1950.</em></p>
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<p>Sobre os primeiros tempos do Instituto Soroterápico Federal existem relatos de que o próprio Oswaldo Cruz documentou fotograficamente as atividades desenvolvidas nos improvisados ambientes de pesquisa e de preparo de soros e vacinas.</p>
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<div id="attachment_34044" style="width: 669px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34044" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo14.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos nos primórdios do Instituto Soroterápico Federal, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cru" width="659" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12048" target="_blank">Oswaldo Cruz. Primórdios do Instituto Soroterápico Federal . Cientista Henrique de Figueiredo Vasconcellos, 190?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em 1903, a partir da contratação do exímio e criativo fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 – 1951), foram ampliados os registros referentes aos funcionários, estudantes, eventos, expedições científicas, campanhas sanitárias e instalações físicas do que viria a ser, dentro de poucos anos, um dos principais centros de ciências biomédicas e saúde do país. As fotografias produzidas por J. Pinto e outros fotógrafos que serviram na instituição ao longo de sua história, também estão reunidas no acervo da Casa de Oswaldo Cruz. Muitas delas, inclusive, foram apresentadas como tema de artigos na própria Brasiliana Fotográfica.</p>
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<div style="width: 697px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11979/br_rj_coc_fo_01_02_04.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="687" height="948" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank">J. Pinto. <em>Os cientistas de Manguinhos fotografados no dia do aniversário de Oswaldo Cruz</em>. Em cima da árvore: Paulo Parreiras Horta, Henrique da Rocha Lima e Henrique Aragão. Sentados: Ezequiel Dias, Alcides Godoy, Rodolpho de Abreu Filho, Eduardo Borges Ribeiro da Costa e Affonso Mac-Dowell, 5 de agosto de 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11979" target="_blank"> </a></p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11980/br_rj_coc_fo_01_02_05.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="562" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11980" target="_blank">J. Pinto. Sessão científica do Instituto Soroterápico Federal no barracão que servia de biblioteca e sala de leitura e reuniões. Da esquerda para a direita: Affonso Mac-Dowell, Henrique Aragão, Paulo Parreiras Horta, Eduardo Borges Ribeiro da Costa, Rodolpho de Abreu Filho, Ezequiel Dias, Carlos Chagas, Alcides Godoy, Henrique Marques Lisboa, Oswaldo Cruz, Henrique da Rocha Lima e Antônio Cardoso Fontes, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34046" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank"><img class="wp-image-34046 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo15.jpg" alt="oswaldo15" width="458" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003069/1093" target="_blank">Oswaldo Cruz, de costas, à esquerda, reunido com seus discípulos no Pavilhão do Relógio em Manguinhos, entre eles Arthur Neiva, Carlos Chagas e Alcides Godoy, 190?. / <em>Ciência e Cultura</em>, janeiro e abril 1952</a></p></div>
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<p>Mesmo após a chegada de um fotógrafo profissional, Oswaldo Cruz continuou produzindo fotografias sobre o dia a dia de Manguinhos, bem como de suas viagens a trabalho dentro e fora do país. No edifício símbolo da instituição, o Pavilhão Mourisco, mandou instalar um moderno Gabinete Fotográfico. Essa iniciativa, inovadora para os padrões da época, vem comprovar o grande apreço que o cientista tinha pela elaboração de imagens, não somente fixas, mas também em movimento.</p>
<p><em>“Entre o 3° e o 4° andar estão os gabinetes de macro e microfotografia, cinematografia etc., onde são executados por profissional de real competência – o Snr. Pinto – todos os trabalhos desse gênero. Ao lado, se acha uma copiosa coleção catalogada de fotografias e microfotografias, todas elas referentes a estudos realizados pelo pessoal do Instituto”.</em><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Ezequiel Caetano Dias. O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918), 1918.</em></p>
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<div id="attachment_34047" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank"><img class="wp-image-34047 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo16.jpg" alt="oswaldo16" width="634" height="266" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12046" target="_blank">Oswaldo Cruz. Aspectos do campus de Manguinhos, tendo ao fundo as torres do Aquário e do Pavilhão do Relógio e partes da Cavalariça e do Pavilhão Mourisco, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz.</a></p></div>
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<div id="attachment_34048" style="width: 662px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34048" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo17.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Vista aérea de edificações do Instituto Oswaldo Cruz: Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="652" height="282" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12079" target="_blank">Oswaldo Cruz. Edificações do Instituto Oswaldo Cruz. Pavilhão Mourisco e Cavalariça, 191?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>A partir de 1903, Oswaldo Cruz também comandou a Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), tendo como desafio empreender uma campanha sanitária para debelar as principais doenças que assolavam o Rio de Janeiro: febre amarela, peste bubônica e varíola. Essa árdua tarefa se desenvolveu no contexto da reforma urbana orquestrada pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1836 – 1913), que recebeu plenos poderes do presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848 – 1919) para transformar a capital da República em uma metrópole tropical com ares parisienses.</p>
<p>Cabe ressaltar aqui o papel desempenhado pela fotografia no período da Primeira República ou República Velha. Graças a difusão da técnica, um farto material iconográfico foi publicado na imprensa brasileira. Consultando revistas ilustradas e jornais diários, encontramos fotografias – além de charges e caricaturas – que foram utilizadas para enaltecer ou criticar as campanhas sanitárias e atividades científicas sob a responsabilidade de Oswaldo Cruz.</p>
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<div style="width: 871px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11992/br_rj_coc_fo_01_02_06.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="861" height="662" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11992" target="_blank">Membros do Instituto Pasteur e integrantes da campanha contra a febre amarela no Rio de Janeiro (fotografia com pintura). Primeira fila, da esquerda para a direita: médicos Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Henrique da Rocha Lima, Émile Marchoux, Oswaldo Cruz, Paul Louis-Simond, Francisco Fajardo e Alberto Vieira da Cunha. Segunda fila: Zeferino Justino da Silva Meirelles, engenheiro Luiz de Moraes Júnior, Antonino Augusto Ferrari, Jayme Aben-Athar, Júlio José Monteiro, João Pedro Leão de Aquino, Carlos Seidl e os internos Américo Oberlaender, Octavio Lobato Ayres e Joaquim Francisco Torres Vianna. Terceira fila: interno Mario Piragibe, escrivão Raul Mendonça e ajudante Eduardo Aguiar. Na janela: farmacêuticos Martins e Imbús, 1905. Hospital de São Sebastião, Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz </a></p></div>
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<p>Os métodos empregados pelo diretor da DGSP para combater as epidemias de febre amarela e peste bubônica abordaram o isolamento dos doentes, a eliminação de mosquitos e ratos, a notificação compulsória dos casos positivos e a desinfecção de imóveis e ruas. Esses métodos, embora eficazes, não foram bem recebidos por vários segmentos da população, que desconfiavam da sua validade.</p>
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<div id="attachment_34049" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank"><img class="wp-image-34049 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo18.jpg" alt="oswaldo18" width="354" height="456" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/880" target="_blank">Charge sobre a “boa” relação de Oswaldo Cruz com Rodrigues Alves / <em>Tagarela</em>, 22 de outubro de 1903</a></p></div>
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<div id="attachment_34050" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><img class="wp-image-34050 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo19.jpg" alt="oswaldo19" width="345" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709689/1795" target="_blank"><em>Tagarela</em>, 15 de setembro de 1904</a></p></div>
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<p>O combate à varíola, por sua vez, não saiu conforme o planejado por Oswaldo Cruz. Em 1904, depois da aprovação da polêmica lei que tornou obrigatória a vacinação contra a varíola em todo o Brasil, eclodiu uma revolta popular, seguida da tentativa de golpe militar: a Revolta da Vacina. Ela durou sete dias e foi reprimida severamente pelo governo de Rodrigues Alves, que acabou suspendendo a obrigatoriedade da vacinação.</p>
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<div id="attachment_34051" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34051" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo20.jpg" alt="O Malho, 19 de novembro de 1904" width="241" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/3698" target="_blank"><em>O Malho</em>, 19 de novembro de 1904</a></p></div>
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<p>De 1905 a 1906, ainda como parte das atribuições da DGSP, Oswaldo Cruz realizou uma viagem a diversos portos marítimos e fluviais de norte a sul do Brasil em companhia de seu secretário, o médico João Pedroso Barreto de Albuquerque (1869 – 1936). O objetivo da viagem era estabelecer um código sanitário para o país de acordo com as normas internacionais. Por esse novo empreendimento, Oswaldo Cruz foi mais uma vez incompreendido e atacado pela imprensa.</p>
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<div id="attachment_34052" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34052" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo21.jpg" alt="Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / O Malho, 7 de outubro de 1905" width="462" height="361" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/5704" target="_blank">Comentário crítico sobre a viagem aos portos marítimos e fluviais do Brasil / <em>O Malho</em>, 7 de outubro de 1905</a></p></div>
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<div id="attachment_34053" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34053" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo22.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Viagem aos portos do sul: capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="666" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank">Oswaldo Cruz. Viagem aos portos marítimos e fluviais de Norte ao Sul do Brasil. Capitão de corveta Alberto Álvaro da Silva e João Pedroso Barreto de Albuquerque, 13 de fevereiro de 1906 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12047" target="_blank"> </a></p>
<p>Em 1907, durante o XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim (Alemanha), Oswaldo Cruz recebeu da imperatriz Augusta Vitória (1858 – 1921) a medalha de ouro em nome da seção brasileira presente na Exposição Internacional de Higiene. No evento foram exibidos os produtos e documentos referentes às ações do Instituto Soroterápico Federal e da DGSP, como, por exemplo, vacinas e soros, peças anatomopatológicas, coleções zoológicas, gráficos e fotografias de campanhas sanitárias e maquetes dos edifícios construídos para o instituto e a saúde pública no Rio de Janeiro. Quando ainda se encontrava no exterior, o governo brasileiro transformou o Instituto Soroterápico Federal em Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, um antigo anseio do cientista. Ao regressar ao Rio de Janeiro, em 1908, Oswaldo Cruz foi festivamente recebido como herói nacional após o retumbante sucesso alcançado pelo Brasil no evento de Berlim, que consagrou os trabalhos realizados sob seu comando em Manguinhos e contra as epidemias na capital federal, sobretudo a de febre amarela. A partir desse episódio, o comportamento da impressa em relação às atividades de Oswaldo Cruz se modificou, e as homenagens ao homem público, antes tão criticado, se tornaram rotineiras.</p>
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<div id="attachment_34055" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg"><img class="wp-image-34055 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo23.jpg" alt="oswaldo23" width="483" height="523" /></a><p class="wp-caption-text">Charge alusiva à conquista da medalha de ouro em Berlim / Edgard de Cerqueira Falcão. Oswaldo Cruz <em>monumenta histórica</em>, 1971</p></div>
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<p>Com o desenvolvimento e transformação do “Instituto de Manguinhos” no arrojado Instituto Oswaldo Cruz (IOC), assim batizado em 1908 para homenagear os feitos do cientista, fotografia e desenho passaram a ser serviços complementares indispensáveis às atividades de ensino e pesquisa. Os sucessores de Oswaldo na gestão do instituto continuaram a dedicar atenção a essas práticas.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11953/br_rj_coc_fo_04_01_006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="671" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11953" target="_blank">Fotomontagem por J.Pinto. Lembrança de J. Pinto &#8211; imagem satírica do fotógrafo dançando com anfíbios, 1927. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Oswaldo Cruz pediu exoneração da DGSP em 1909 e voltou a se dedicar exclusivamente ao seu instituto. Entre outras ações, promoveu o inventário das condições sanitárias do interior do Brasil através de expedições formadas por cientistas do IOC e médicos da DGSP. De 1910 a 1911, liderou importantes missões de combate à malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, a “ferrovia do diabo”, em Porto Velho, Rondônia, e à febre amarela em Belém, a convite do governador paraense João Coelho (1852 – 1926).</p>
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<div id="attachment_34058" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo24.jpg" alt="Oswaldo Cruz, com sua inseparável pasta de couro, visitou o Forte do Presépio no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="651" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12053" target="_blank">Oswaldo Cruz no Forte do Presépio com sua inseparável pasta de couro, no período de preparação da campanha de combate à febre amarela, 1910. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div id="attachment_34059" style="width: 659px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34059" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo25.jpg" alt="Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="649" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12051" target="_blank">Oswaldo Cruz. Expurgo de imóveis em Belém durante o combate à febre amarela, 1910 – 1911. Belém, Pará / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Nas duas ocasiões em que regressou ao Rio de Janeiro proveniente da região Norte do país, Oswaldo Cruz foi calorosamente recepcionado no Cais Pharoux, atual Praça XV, por autoridades, amigos e admiradores, que se deslocaram até o local para parabenizá-lo pela excelente condução dos trabalhos de saúde pública realizados no Pará e Rondônia.</p>
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<div id="attachment_34060" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34060" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo26.jpg" alt="Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / Careta, 3 de setembro de 1910" width="519" height="332" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/3173" target="_blank">Oswaldo Cruz, de chapéu branco, sendo calorosamente recebido no Cais Pharoux após a conclusão dos trabalhos na Madeira-Mamoré / <em>Careta</em>, 3 de setembro de 1910</a></p></div>
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<div id="attachment_34061" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34061" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo27.jpg" alt="O Malho, 11 de novembro de 1911" width="520" height="376" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/2017" target="_blank"><em>O Malho</em>, 11 de novembro de 1911</a></p></div>
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<p>Retornou à Alemanha em 1911 para participar da Exposição Internacional de Higiene de Dresden. O destaque da presença brasileira no evento foi, sem dúvida, a apresentação de peças anatomopatológicas, fotografias, moldes e bustos em gesso de doentes, entre outros itens, sobre a descoberta de Carlos Chagas (1879 – 1940), cientista do IOC, em 1909, da doença transmitida pelo barbeiro, a tripanossomíase americana ou doença de Chagas. A exibição dos filmes que documentam essa descoberta e as ações de combate à febre amarela no Rio de Janeiro também tiveram excelente aceitação entre os participantes da exposição. Muito provavelmente, o fotógrafo J. Pinto foi o responsável pelo filme <em>Chagas em Lassance</em>, o primeiro de caráter científico realizado no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34062" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank"><img class="size-full wp-image-34062" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo28.jpg" alt="Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="643" height="258" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12054" target="_blank">Oswaldo Cruz em frente ao belo Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Higiene de Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em carta ao fiel escudeiro João Pedroso, que ficou em seu lugar chefiando os trabalhos de combate à febre amarela em Belém, Oswaldo Cruz resumiu com alegria mais um triunfo da ciência brasileira em solo alemão:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“<em>Berlim, 28 de julho de 1911.</em></p>
<p><em>Caro Pedroso.</em></p>
<p><em>De passagem por aqui, de volta de Dresden e a caminho de Paris não quis deixar de te mandar algumas linhas, informando-te dos resultados de nossa Exposição. Quando o Vasconcelos me escrevia cheio de entusiasmo, julgava eu que era vibração exagerada de patriotismo hipertrofiado pelos ares estrangeiros; mas, felizmente, tive ocasião de verificar a realidade do fato: É um sucesso completo, no ponto de vista, que eu o encaro, i. é. como meio de tornar conhecido o Brasil científico. Com efeito, a Exposição tem tido uma verdadeira romaria de sábios de toda a Alemanha. Quando aqui se reuniu o Congresso de Microbiologia foram todos os membros à nossa Exposição, espontaneamente e sem prévio convite; examinaram cuidadosamente tudo e ficaram todos encantados pelos estudos do Chagas. Quando no cinematógrafo viram a fita dos doentes do Chagas, não se puderam conter e irromperam em palmas e vivas! [&#8230;] Os resultados da campanha do Pará têm pasmado a todos e com um interesse admirável estudam cuidadosamente os gráficos e mapas. Não havia, pois, exagero, e nossa reputação, já adquirida, de país civilizado que caminha na vanguarda do progresso científico, teve mais uma eloquente sanção, e vocês todos contribuíram para isso com enorme contingente, pelo que vivamente os felicito.</em></p>
<p style="text-align: right;">E Sales Guerra. <em>Osvaldo Cruz</em>, 1940.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1912, o cientista foi eleito “imortal” da Academia Brasileira de Letras na vaga do poeta Raimundo Correia (1859 – 1911). Em 1914, recebeu a condecoração de oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34063" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><img class="wp-image-34063 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo29.jpg" alt="oswaldo29" width="393" height="607" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/14735" target="_blank"><em>Revista da Seman</em>a, 8 de junho de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11994/br_rj_coc_fo_04_02_008.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="554" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11994" target="_blank">Oswaldo Cruz recebendo Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, no Instituto Oswaldo Cruz, 23 de outubro de 1913. Rio de Janeiro, Rj / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1914, Oswaldo Cruz presidiu a Conferência Sanitária realizada em Montevidéu (Uruguai), que contou com a participação de representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e do país anfitrião. O objetivo da conferência foi a elaboração de uma nova Convenção Sanitária para a região. Antes de voltar ao Rio de Janeiro, esteve na capital argentina visitando estabelecimentos científicos e de ensino superior. Na ocasião, recebeu o diploma de membro honorário da Academia de Medicina da Universidade Nacional de Buenos Aires.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34064" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><img class="wp-image-34064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo30.jpg" alt="oswaldo30" width="506" height="413" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/17944" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 16 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34065" style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank"><img class="wp-image-34065 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo31.jpg" alt="oswaldo31" width="475" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Os<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/11597" target="_blank">waldo Cruz por ocasião do regresso de Buenos Aires na companhia de João Pedroso, Henrique de Figueiredo Vasconcellos, Arthur Neiva, entre outros / <em>Careta</em>, 9 de maio de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34067" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481"><img class="wp-image-34067 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/oswaldo32.jpg" alt="oswaldo32" width="390" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/19481" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 20 de junho de 1914 </a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1916, por motivos de saúde, deixou a direção do IOC e foi morar em Petrópolis, região serrana fluminense. Lá, durante poucos meses, ocupou o cargo de primeiro prefeito da cidade, por nomeação de Nilo Peçanha (1867 – 1924), presidente do estado do Rio de Janeiro. No dia 11 de fevereiro de 1917, durante os festejos de Momo, Oswaldo Cruz morreu em sua casa, na rua Montecaseros, aos 44 anos, cercado por familiares e amigos. Seu enterro, realizado no dia seguinte, no Cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro, reuniu representantes de todas as camadas sociais, que formaram um cortejo solene para dar o último adeus ao grande cientista brasileiro – o “Dr. Photographo” Oswaldo Cruz –, que se tornou símbolo da ciência nacional e da saúde pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11962/br_rj_coc_fo_01_02_08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="605" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11962" target="_blank">Oswaldo Cruz, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>* Ricardo Augusto dos Santos é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz. Felipe Almeida Vieira e Francisco dos Santos Lourenço são pesquisadores do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAGÃO, Henrique de Beaurepaire. Notícia histórica sobre a fundação do Instituto Oswaldo Cruz (Instituto de Manguinhos). <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 48, p. 1-75, 1950.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry (coord.). <em>Manguinhos do sonho à vida: a ciência na belle époque</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1990.</p>
<p>BRITTO, Nara. <em>Oswaldo Cruz: a construção de um mito na ciência brasileira</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2006.</p>
<p>D’AVILA, Cristiane. <em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden, na Alemanha, em 1911</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 5 jan. 2022.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. <em>O Instituto Oswaldo Cruz: resumo histórico (1899-1918)</em>. Rio de Janeiro: Instituto Oswaldo Cruz, 1918.</p>
<p>DIAS, Ezequiel Caetano. Traços biográficos de Oswaldo Cruz. <em>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz</em>, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, p. 1-79, 1922.</p>
<p>FALCÃO, Edgard de Cerqueira (org.). <em>Oswaldo Cruz monumenta histórica. A incompreensão de uma época. Oswaldo Cruz e a caricatura</em>. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1971. tomo 1.</p>
<p>FONSECA FILHO, Olympio da. <em>A escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do </em><em>desenvolvimento da medicina experimental no Brasil</em>. São Paulo: EGTR, 1974.</p>
<p>FRAIHA NETO, Habib. <em>Oswaldo Cruz e a febre amarela no Pará</em>. 2 ed., rev. e ampl. Ananindeua: Instituto Evandro Chagas, 2012.</p>
<p>FRAGA, Clementina. <em>Vida e obra de Oswaldo Cruz</em>. 2 ed. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2005.</p>
<p>GUERRA, E. Sales. <em>Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Vecchi, 1940.</p>
<p>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>LIMA, Ana Luce Girão Soares de. <em>A bordo do República: diário pessoal da expedição de Oswaldo Cruz aos portos marítimos a fluviais do Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 158-167, 1997.</p>
<p>LIMA, Nísia Trindade; MARCHAND, Marie-Hélène (org.). <em>Louis Pasteur &amp; Oswaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; Banco BNP Paribas Brasil S.A., 2005.</p>
<p>LOPES, Myriam Bahia. <em>Corpos ultrajados: quando a medicina e a caricatura se encontram</em>. <em>História, Ciências, Saúde – Manguinhos</em>, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 257-275, 1999.</p>
<p>LOURENÇO-DE-OLIVEIRA, Ricardo; LOURENÇO, Francisco dos Santos.<em> Antonio Gonçalves Peryassú e o estudo dos mosquitos para sanear o Brasil: uma resenha biográfica</em>. <em>Revista Pan-Amazônica de Saúde</em>, Ananindeua, v. 13, p. 1-13, 2022.</p>
<p><em>Oswaldo Cruz: o médico do Brasil</em>. São Paulo: Fundação Odebrecht; Brasília: Fundação Banco do Brasil, 2003.</p>
<p>OSWALDO CRUZ, Eduardo. <em>Anaglyphos: Oswaldo Cruz como fotógrafo</em>. Inglaterra, s.d.</p>
<p>ROCHA LIMA, Henrique da. Com Oswaldo Cruz em Manguinhos. <em>Ciência e Cultura</em>, São Paulo, v. 4, n. 1/2, p. 15-38, 1952.</p>
<p>SANTOS, Maria Isabela Mendonça dos. <em>A estereoscopia e o olhar da modernidade</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 29 maio 2019.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos. <em>O fotógrafo Joaquim Pinto da Silva, o J. Pinto (1884 </em><em>– </em><em>1951) e a Fundação Oswaldo Cruz</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 16 nov. 2017.</p>
<p>SANTOS, Ricardo Augusto dos; LOURENÇO, Francisco dos Santos. <em>João Pedro ou </em><em>João Pedroso?</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 11 jan. 2019.</p>
<p>SERPA, Phocion. <em>A vida gloriosa de Osvaldo Cruz</em>. Rio de Janeiro, 1937.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela et al. <em>A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz em 1911 e 1912</em>. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 1991.</p>
<p>THIELEN, Eduardo Vilela. <em>Imagens da saúde do Brasil: a fotografia na institucionalização da saúde pública</em>. Dissertação (Mestrado em História) &#8211; Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1992.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C. T. <em>Breve perfil e cronologia do fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 – 30/01/1924)</em>. Brasiliana Fotográfica, Rio de Janeiro, 30 nov. 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cronologia de José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:20:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Cronologia de José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924) &#160; &#160; 1841 &#8211; Nascimento de José Ferreira Guimarães, em Guimarães, na região do Minho, em Portugal. c. 1852 &#8211; Aos 11 anos, emigrou sozinho para o Brasil, a bordo de um veleiro carregado de repolhos. 1860 &#8211; Guimarães radicou-se no Rio de Janeiro. 1862 &#8211; Provavelmente, nesse ano iniciou [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5391/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0020_001V.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="586" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank">José Ferreira Guimarães. Retrato de homem fardado, verso, 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; Nascimento de José Ferreira Guimarães, em Guimarães, na região do Minho, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1852</strong></span> &#8211; Aos 11 anos, emigrou sozinho para o Brasil, a bordo de um veleiro carregado de repolhos.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1860</span></strong> &#8211; Guimarães radicou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Provavelmente, nesse ano iniciou sua trajetória como fotógrafo, associando-se a Eduardo Isidoro Van Nyvel (18? &#8211; ?), na rua do Ouvidor, nº 75. Anunciaram que em seu estabelecimento fotográfico, <em>aberto há poucos dias</em>, executava-se retratos pelos sistemas do ambrótipo e cartões de visita (<em>Jornal do Commerci</em>o, 9 de setembro de 1862).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda do estabelecimento fotográfico de Van Nyvel e Guimarães no qual anunciaram ter recebido de Alexandre Ken, o<em> primeiro fotógrafo do globo</em>, o processo de cartões de visita, além de <em>uma máquina&#8230;para fazer oito retratos em um só vidro e outra que com um único tubo tira quatro posições diferentes em um vidro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10448" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><img class="wp-image-10448 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/nyvel.jpg" alt="nyvel" width="540" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>- Van Nyvel e Guimarães mudaram-se para a rua do Ourives, nº 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/6655"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de março de 1864, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong></span> &#8211; Guimarães ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Passou a anunciar-se sozinho no mesmo endereço, rua do Ourives, nº 40. Em outubro de 1866, Van Nyvel abriu um novo estabelecimento na Rua dos Ouvires, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10804" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de outubro de 1866, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi agraciado por d. Pedro II com o título de fotógrafo da Casa Imperial, em 13 de setembro.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na 2ª Exposição Nacional. Sobre ele, o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles</a>, representando o júri do quarto grupo, onde se incluía a fotografia, escreveu no relatório do evento:</p>
<p>&#8216;1ª Medalha de Prata – José Ferreira Guimarães (1841 – 1924):</p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.&#8217;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong> </span>- Produziu um retrato em tamanho natural no formato de 2 x 1,35 m, a maior fotografia realizada no Brasil até então.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p>Informava ter partido para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12285" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de julho de 1867, sexta coluna</a>).</p>
<p>De volta de Paris, anunciou uma exposição de retratos sobre placas de porcelana na casa do Sr. Bernasconi &amp; Moncada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/28377" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 5 de novembro de 1867, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10031" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><img class="wp-image-10031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda1.jpg" alt="propaganda" width="760" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Anunciou ter regressado da Europa, aonde havia ido pela terceira vez, e também a abertura de seu novo estabelecimento na rua do Ourives, nº 38, segundo andar <span style="color: #333333;">(<em>Jornal do Commercio</em>, 10 de outubro de 1869, página 3, Segunda Folha).  </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; Fotografou a pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"> Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, empregando seu sistema de ampliação para fazer reproduções de obras de arte de grande formato. Produziu a fotografia em <em>placa de porcelana pelo processo inalterável&#8230;Para execução dessa fotografia serviu-se o habilísssimo fotógrafo José Ferreira Guimarães de placa denominada pelos fotógrafos &#8220;negativo&#8221;&#8230;</em>Foram<em> tirados e distribuídos alguns &#8220;positivos&#8221; sobre papel albuminado&#8230;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de prata na 3ª Exposição Nacional.</p>
<p>Teria voltado, nesse ano, a sua cidade natal, Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Retratou Marie Caroline Lefebvre (c. 1849 – 1914), mulher do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>.</p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do músico e arquiteto Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20853" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D20853&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNF5LCK9oboG-r9zIFCCIwBw6n8oTQ">(1841 –1924)</a>, Joaquim  Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) e de Albert Henchel (1827 &#8211; 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNEP93TYm61AanNUeuzgQgjtxInvIg"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1880</strong> </span>- Durante esta década, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> trabalhou como assistente no estúdio do fotógrafo José Ferreira Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong> </span>- No <em>Almanack Laemmert</em>, foi veiculado um anúncio de Guimarães: <em>Retratos vitrificados fixados a fogo, como as porcelanas de Sèvres. Perpétua duração, constituindo por isso uma verdadeira e imorredoura relíquia de família</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/52163" target="_blank"><em>Almanaque Laemmert, </em>1882</a>).</p>
<p>Segundo relatório do diretor da Academia das Belas Artes, a instituição comprou a fotografia produzida por Guimarães da primeira versão da pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de Victor Meirelles, perdida durante a Exposição Internacional da Filadéfia, em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</p>
<p>Segundo consta em um de seus cartões, foi premiado com a medalha de ouro na <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf">Exposição Continental de Buenos Aires</a>, inaugurada em 15 de março de 1882 &#8211; a seção brasileira foi inaugurada no dia 1º de abril, ocupando uma área de 600 m2 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6097" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de julho de 1882, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Recebeu o título de Comendador da Ordem da Rosa.</p>
<p>Guimarães anunciou que Waldemar Lange executava fotografias de grupos de família pelo sistema americano de John Carbutt, da Filadélfia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884, na página 8</a>). Segundo Boris Kossoy, Lange havia sido associado na Bahia ao fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>. Na época, seu ateliê ficava na rua dos Ourives, nº 38.</p>
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<div id="attachment_10032" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><img class="  wp-image-10032" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/instantanea.jpg" alt="instantanea" width="756" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884</a></p></div>
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<p>Participou da Exposição da Academia de Belas Artes com<em> esmaltes, platinotipos e algumas fotografias instantâneas, obtidas pelo processo denominado gelatino bromureto de prata</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11337" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de setembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p>A fotografia produzida por Guimarães da turma do sexto ano dos doutorandos de medicina foi exposta na casa de Narciso &amp; Arthur Napoleão. <em>É um trabalho, como todos os deste artista, muito notável</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/173878/138" target="_blank"><em>Diario Portuguez</em>, 20 de dezembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Foi encomendado à casa Guimarães um retrato a óleo de Francisco de Assis Mascarenhas. Foi realizado por Victor Meirelles e exposto na galeria Moncada. Os dois artistas foram referidos, na nota do jornal, como comendadores (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10108" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><img class="wp-image-10108 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/victor1.jpg" alt="victor" width="361" height="132" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; A Casa Guimarães, na rua do Ourives, nº 38, foi substituída pela Photographia Americana, passando a pertencer a Roltgen, antigo retocador da Casa Guimarães, e do sr. Silva, antigo sócio-gerente da fotografia Carneiro &amp; Tavares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10092" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg"><img class="wp-image-10092 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg" alt="guimaraes" width="540" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886</a></p></div>
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<p>Guimarães inaugurou um <em>verdadeiro palácio da fotografia</em>, a maior casa fotográfica brasileira do século XIX, na rua Gonçalves Dias, nº 2, esquina com a rua da Assembleia. A casa, de 4 andares, foi durante algum tempo o mais alto prédio do Rio de Janeiro e foi construída expressamente para sediar o estabelecimento fotográfico de Guimarães. Os três primeiros pavimentos abrigavam as diversas seções de fotografia e o último servia de moradia do fotógrafo (<a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=3348" target="_blank"><em>Revista do Iphan</em>, 1946, p. 199</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/384976/17" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro</em>, 8 de agosto de 1886, quarta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5399/001GI004004v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="630" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399">José Ferreira Guimarães. Retrato de mulher (em pé) &#8211; verso, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Uma menina se acidentou quando passou em frente à casa fotográfica de Guimarães e uma tábua que servia de andaime caiu sobre sua cabeça. O fotógrafo prestou assistência à acidentada e responsabilizou-se pelo ocorrido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2835" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de agosto de 1886, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Guimarães participou com <em>fotografias das obras mais importantes da estrada de D. Pedro II </em>da Exposição Internacional de Caminhos de Ferro no Bois de Vincennes, em Paris, em comemoração ao cinquentenário das ferrovias na França. Essas fotografias e também outras, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, foram expostas no Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/4200" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de julho de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na casa Chameaux, exposição de uma pintura a óleo, de autoria do artista francês Battu, realizado com <em>muita suavidade</em> a partir de uma fotografia produzida pelo <em>distinto fotógrafo</em> Guimarães de uma menina vestida à moda das camponesas do norte de Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18292" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de julho de 1887, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; No salão do jornal <em>O Paiz</em>, exposição de um retrato do <em>apregoado atirador</em> Bento Moraes, produzido por Guimarães. Moraes era a primeira figura de uma companhia de variedades que se apresentaria no Polytheama (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/5184" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1888, sétima coluna</a>).</p>
<p>A Casa Guimarães, <em>na rua de Gonçalves Dias, canto da da Assembleia</em> foi enfeitada para participar dos festejos da cidade pelo retorno do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram ausentes do Brasil por quase um ano, na terceira viagem do soberano à Europa. Haviam partido em 30 de junho de 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10093" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><img class="wp-image-10093" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/iluminação.jpg" alt="iluminação" width="540" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Antes de cometer suicídio, o português e guarda-livros José Custódio de Oliveira enviou uma carta a Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7419" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de jumho de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong> </span>- A partir de janeiro, José Ferreira Guimarães estaria <em>até o fim da estação</em>, às segundas e terças-feiras, em seu ateliê de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/2926" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de janeiro de 1891</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava em Petrópolis, aos domingos, segundas e terças-feiras, em um chalé ao lado do Hotel Orleans (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/851" target="_blank"><em>Gazeta de Petrópolis</em>, 7 de março de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na casa Palais Royal um quadro com os retratos dos doutorandos de 1894, produzido pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/10782" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de novembro de 1894, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Alguns membros da comissão da República Oriental do Uruguai, em visita ao Brasil, iriam ser fotografados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/189" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de novembro de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Na primeira página do<em> Jornal do Brasil</em>, era noticiado que a Photographia Guimarães &amp; C continuava a <em>merecer o favor público pela excelência de seus trabalhos artísticos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/4134"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10161" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><img class="wp-image-10161 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/anunciopri.jpg" alt="anunciopri" width="540" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Na edição 36 de A<em> Bruxa</em>, foi publicada uma fotografia de F. Guimarães, <em>conhecido proprietário da Photographia Guimarães</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4373" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 13 de outubro de 1896, última coluna</a>). <em>A Bruxa</em> foi uma revista dirigida pelo poeta Olavo Bilac  (1865-1918) e pelo ilustrador português Julião Machado (1863 &#8211; 1930), entre 1896 e 1897.</p>
<p>Foi noticiado que a Photographia Guimarães produziria fotografias das salas do Club dos Repórteres com convidados <em>por um processo novo de notável sucesso na arte fotográfica cuja primeira experiência foi realizada ontem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2082" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 24 e 25 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na vitrine da casa Colussi, na rua do Ouvidor, uma fotografia do presidente Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), produzida pela Photographia Guimarães. De acordo com a notícia, poderia se dizer que <em>a obra é uma nova descoberta</em> da <em>photographia pois que o retrato&#8230;é feito em esmalte photográphico vitrificado a fogo, tão inalterável como as pinturas da porcelana de Sèvres e de Limoges&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/6938" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de novembro de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; O fotógrafo Alfredo Musso, irmão de Luis Musso, trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23830" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1897, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso, sócio da Photographia Guimarães, levou de presente à redação do Jornal do Brasil uma fotografia em platinotipia de um grupo de jornalistas que haviam assistido à inauguração da luz artificial para obter fotografias instantâneas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/7493" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de março de 1897, segunda coluna</a>). Luis Musso havia sido o primeiro operador da Companhia Photographica Brazileira, dirigida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, desde sua fundação, em 1892, até 31 de março de 1894 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">, 13 de fevereiro de 1898, na última coluna</a>). Em 1905, os irmãos Musso estavam estabelecidos na rua Uruguayana sob a razão social L. Musso &amp; C, que também se anunciava como Photographia Brazileira.</p>
<p>Foi encomendada à Photographia Guimarães um retrato do engenheiro e primeiro diretor da Estrada de Ferro Pedro II, Christiano Ottoni (1811 &#8211; 1896), que seria ofertado à Escola Naval por seu filho, o industrial Julio Ottoni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/8303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Herrero Vargas, empregado da Photographia Guimarães, retratou um grupo da Estudantina do Cassino Espanhol em excursão a Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/17800" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de fevereiro de 1898, primeira coluna</a>).</p>
<p>O presidente da República, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), presenteou o redator-chefe da Cidade do Rio, José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905), fotografias de sua família produzidas pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/8850" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 10 de novembro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Casa Merino, estavam expostas três fotografias em platinotipia produzidas pela Photographia Guimarães: do presidente e do vice-presidente da República, Campos Salles (1841 &#8211; 1913) e Rosa e Silva (1857 &#8211; 1929), respectivamente, e do novo ministério do governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/30287" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1898, sexta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1899</span></strong><span style="color: #333333;"> &#8211; O Sr. Musso, da Photografia Guimarães, registraria o cruzador italiano <em>Fieramosca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/5646" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 5 e 6 de agosto de 1899, segunda coluna</a>).</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e José Ferreira Guimarães foram nomeados para formar a comissão de propaganda da classe de fotografia da Exposição do Quarto Centenário do Brasil, em 1900, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/1616" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 31 de outubro de 1899, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Horacio Garcia Vidal trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/10323" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 24 de janeiro de 1900, na última coluna</a>).</p>
<p>Publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/79" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 22 de julho de 1900</a>, um instantâneo do Largo da Carioca, tirado do segundo andar da afamada Photographia Guimarães.</p>
<p>Apresentou na Exposição Universal de Paris o <em>Relâmpago Guimarães</em>, uma espécie de <i>flash</i> que permitia tirar fotografias em ambientes obscurecidos ou no período da noite.</p>
<p>&#8216;<em>A luz produzida por ele é exatamente a necessária para substituir a claridade do dia, suprindo-a em todo o seu vigor, mas permitindo respeitar as nuances do modelo, por mais delicado que seja.</em></p>
<p><em>O acolhimento que foi feito na Europa à invenção de nosso compatriota, proprietário da afamada Photographia Guimarães, deve ser muito lisonjeiro para os fotógrafos nacionais</em>&#8216; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/102" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de agosto de 1900</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10140" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank"><img class="wp-image-10140 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/estadao2.jpg" alt="estadao" width="540" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank">Propaganda do <em>Relâmpago Guimarães</em>, reproduzida no <em>O Estado de São Paulo</em> de 4 de dezembro de 1977</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Guimarães era sócio de Luis Musso e Julio D. Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20052" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1901</a>).</p>
<p>Julio Roltgen, da Photographia Guimarães, foi o autor do registro do &#8220;batismo da Salamina&#8221;, festa realizada no club de Regatas Botafogo. A imagem foi publicada na revista quinzenal Brasil Náutico, número 4, e foi considerada a <em>nota elegante</em> da edição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/7792" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de maio de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>Um retrato do senador do Império, Cândido Mendes de Almeida (1818 &#8211; 1881), executado pela Photographia Guimarães e emoldurado pela fábrica Martins Seabra &amp; C., foi ofertado ao <em>Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2436" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de maio de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que o <em>Relâmpago Guimarães</em> havia obtido a medalha de 1ª classe na Exposição Universal de Paris de 1900. A Photographia Guimarães foi referida como<em> admirável estabelecimento da rua Gonçalves Dias, esquina do largo da Carioca</em> e, devido ao <em>Relâmpago Guimarães</em> estava <em>executando trabalhos de inigualável perfeição. </em>Os retratos produzidos na Casa Guimarães eram <em>verdadeiras maravilhas de arte pela naturalidade da pose e pela incomparável nitidez</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/2546" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de julho de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Por encomenda do presidente da República, Campos Sales (1841 &#8211; 1913), a Photographia Guimarães produziu um quadro medindo 1 metro por 80 centímetros com as fotografias do governo provisório da República organizado em 15 de novembro de 1889. O quadro ficaria no salão de despachos do Palácio do Catete (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/8459" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 26 e 27 de novembro de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Na Igreja da Candelária, foi rezada uma missa pela turma de guardas-marinha de 1879. Nove deles estiveram presentes à cerimônia e depois foram retratados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/3699" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de março de 1902, sétima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso estava na direção da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4939" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de julho, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Em anúncio, a Photographia J.F. Guimarães &amp; C afirmava acreditar que nada devia à praça e pedia que, caso houvesse qualquer reclamação, que fosse levada a seu proprietário até o dia 10 de dezembro de 1903 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12866" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de dezembro de 1903, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Tendo deixado de trabalhar na Photographia Guimarães, Alfredo e Luis Musso e Julio D. Beltgen anunciaram a abertura de um novo estabelecimento fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 10 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Recém chegado da Europa, Guimarães anunciou a reabertura de seus <em>ateliers modelos </em>onde o<em> high life p</em>oderia encontrar<em> o chic da fotografia moderna</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> , 21 de fevereiro, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10154" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><img class="wp-image-10154" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/jb.jpg" alt="jb" width="540" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Estava exposta na Photographia Guimarães uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública, com um <em>tamanho que nunca se fez entre nós</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de abril, sexta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães continuava na rua Gonçalves Dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/11604" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 10 e 11 de junho de 1905, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava sob a direção de José Ferreira Guimarães e A. Pinto, na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13030" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 25 e 26 de outubro, segunda coluna</a>). Novo anúncio, no mês seguinte, só menciona Guimarães na direção do estabelecimento fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13079" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de novembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães informava não ter nem funcionários ambulantes nem filiais pelo Brasil. As encomendas deveriam ser feitas na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13371" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>A turma de formandos em Odontologia e Medicina encomendaram <em>quadros alegóricos</em> na Photographia Guimarães. Seriam feitos em Paris, sob a supervisão do comendador Guimarães, que mais uma vez daria <em>provas de seu bom gosto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13973" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 27 e 28 de julho de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães anunciou que o funcionário Augusto Cezar Osório não trabalhava mais no estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23824" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1907, sétima coluna</a>).</p>
<p>Exposição, na Photographia Guimarães de uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14339" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 4 e 5 de novembro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909 / 1910 / 1911 / 1912</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>/1913 </strong></span>- A Photographia Guimarães funcionava em um sobrado, na rua da Assembleia, 100 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/15016" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 22 e 23 de maio de 1909, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/45466" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Publicação na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/1179" target="_blank"><em>Careta</em>, 21 de agosto de 1909</a>, de duas fotografias do escritor Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), produzidas na Photographia Gumarães. Pouco antes de sua morte, o escritor havia oferecido ao jornalista Ernesto Senna (1858-1913) uma fotografia sua produzida na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16157" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1910</strong></span> &#8211; Provavelmente, durante essa década, mudou para a França, onde morou em Bois Colombe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Publicação de um retrato do cientista Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), produzido na Photographia Guimarães (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/76" target="_blank">8 de agosto</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/81" target="_blank"> 9 de agosto</a> de 1911).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Do terceiro andar da Photographia Guimarães, o comandante Souza Aguiar dirigia o trabalho dos bombeiros para debelar um <em>grande incêndio no coração da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11088" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1912, na última coluna</a>).</p>
<p>Proprietário e empregados de estabelecimentos fotográficos requisitaram que os mesmos não mais abrissem aos domingos. Dois empregados da Photographia Guimarães participaram do abaixo-assinado endereçado aos vereadores da cidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/15288" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 13 de abril de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Foi roubada uma mercadoria &#8211; papel sensibilizado &#8211; destinada a José Ferreira Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/12786" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p><em>Uma dúzia de retratos de Boudoir, última novidade, criação da afamada Photographia Guimarães</em>, seria o 2º Prêmio do Grande Concurso Extraordinário D, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/6446" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 4 de junho de 1913</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Pela última vez a Photographia Guimarães foi anunciada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/55480" target="_blank">Almanak Laemmert</a>.</p>
<p>Uma dúzia de retratos da Photographia Guimarães foi o 1º prêmio do Grande Concurso Extraordinário K, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/8555" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 7 de outubro de 1914</a>)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; A capa do <em>Jornal das Moças</em> foi ilustrada com uma imagem de Carolina Pereira dos Santos, filha de um empresário do Rio de Janeiro. O trabalho fotográfico foi da Casa Guimarães e a gravura foi realizada no ateliê de Alois Fabien (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_01/696" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 1º de março de 1915</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Um dos prêmios sorteados pelo semanário O Tico-Tico seriam retratos da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/10419" target="_blank"><em>O Tico-Tico</em>, 9 de fevereiro de 1916</a>).</p>
<p>Após longos anos na Europa, José Ferreira Guimarães voltou a dirigir seu estabelecimento fotográfico no<br />
Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10156" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><img class="wp-image-10156 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/volta.jpg" alt="volta" width="540" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Foi anunciado que o segundo andar da Photographia Guimarães poderia ser alugado para <em>dentista ou negócio de luxo</em>. O prédio, que possuia elevador, foi referido como <em>aristocrático</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38740" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de julho de 1917, quarta coluna</a>). Nesse mesmo ano, foi anunciado que A Photographia Huebner &amp; Amaral havia reaberto em 11 de setembro, na rua da Assembleia, 100, antigo endereço da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/36757"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de setembro de 1917)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Neste ano, Maria Aparecida, uma sobrinha neta de sua esposa, foi residir com eles, na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; O sobrinho neto de sua mulher, Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), viajou para Paris, tornando-se discípulo de Guimarães. Posteriormente, Benedito trabalhou na Seção de Fotografia do Departamento de Cultura de São Paulo a convite de Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), além de ter sido sócio-fundador do Foto Cine Clube Bandeirante.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; José Ferreira Guimarães faleceu na França, em 30 de janeiro, provavelmente, de infecção pulmonar. Foi enterrado no cemitério de Bois Colombe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
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<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
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<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
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<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
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<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
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<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
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<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
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<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
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<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
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<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
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<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
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<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
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<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
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<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
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<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
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<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
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<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; II &#8211; A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2018 15:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Joaquim Insley Pacheco]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais. Embora mais modesta do que outras mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires inseria-se nessa tendência. A historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, que o portal publica hoje para seus leitores.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais. Embora mais modesta do que outras mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires inseria-se nessa tendência. A historiadora Maria do Carmo Rainho, do Arquivo Nacional, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, é a autora do artigo <span style="color: #333333;"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>que o portal publica hoje para seus leitores.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882</span></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Maria do Carmo Rainho*</span></strong></p>
<p> <img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5513/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_011_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das marcas do período compreendido entre meados do século XIX e o início do século XX é a realização de exposições internacionais, que podem ser sintetizadas como espaços de fruição e exibição das mudanças nas técnicas, na ciência, na cultura, nos modos de produzir e consumir uma ampla gama de artigos, nas artes, na educação, bem como nas relações internacionais. Estas exposições evidenciam ainda, a tentativa de estabelecer uma espécie de ordem visual, cultural e política para o mundo. Inez Turazzi ressalta, também, para a grandiosidade dos números que cercam estes eventos.</p>
<p>“se incluirmos a primeira Grande Exposição Internacional de Londres de 1851 e a Exposição Universal de Paris de 1900, chegaram a ser realizadas dez grandes exposições internacionais e universais, com um público que atingiu a cifra impressionante de 172 milhões de visitantes, aproximadamente.”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>Estruturada em torno de pavilhões de países e regiões, as exposições exibiam, numa disposição particular, objetos que visavam representar economias e culturas. Nestes espaços criava-se uma atmosfera de progresso contínuo das nações, embora estas estivessem ali submetidas a uma hierarquia: cabiam às mais desenvolvidas os espaços centrais. Para Dussel, as nações eram elas próprias, <em>commodities</em>, prontas para serem consumidas.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> Cada espaço expositivo – com seus arranjos &#8211; criava narrativas nacionais reforçadas pela obtenção de medalhas e menções honrosas; a conquista desses prêmios concedidos aos governos, instituições públicas e empresas privadas, era devidamente capitalizada em matérias e anúncios publicados pela imprensa, nos rótulos e marcas dos produtos, nos versos das <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><em>carte de visite</em></a> e <em>carte cabinet</em>.</p>
<p>Embora mais modesta do que as mostras internacionais, no que se referia às dimensões e ao número de países participantes, a realização da Exposição Continental de Buenos Aires<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> era uma tentativa do governo argentino de difundir ideias como a superação da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra da Tríplice Aliança</a> envolvendo Argentina, Brasil e Uruguai contra o Paraguai e finalizada há pouco mais de um decênio; a aposta na paz interna e externa; o desenvolvimento das suas indústrias, para o qual concorria a presença maciça de imigrantes, com destaque para a produção do açúcar e do trigo. A própria instalação do pavilhão, um prédio em estilo <em>art-déco</em>, no lugar de um antigo mercado de frutas na Praça Onze de Setembro, situado no que era, até então, um subúrbio miserável, se insere no projeto de vender a imagem de uma nação moderna, desenvolvida e com uma capital que, desde o início da administração de Torcuato de Alvear (1868 &#8211; 1942), em 1880, primava pela intervenção urbana, com a expropriação de lojas, abertura de largas avenidas, e expulsão dos moradores de cortiços das áreas centrais de Buenos Aires.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22exposi%C3%A7%C3%A3o+continental+1882%22&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Exposição Continental de Buenos Aires de 1882 que estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>Inaugurada em 15 de março de 1882, no Palácio da Exposição,<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> o evento contou com a presença do presidente da República Argentina, Julio Roca (1843 &#8211; 1914), de ministros, do presidente da municipalidade da capital e de um grande contingente de visitantes,<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> ensejando um feriado, decoração com bandeiras e galhardetes e uma iluminação especial nas ruas do entorno, além da realização de parada militar. Lojas e estabelecimentos públicos e privados não funcionaram e coube à orquestra do Teatro Colón executar o hino nacional. Até 23 de julho daquele ano, cerca de 50 mil pessoas tiveram acesso a cem mil objetos, exibidos por 2 mil expositores estrangeiros e 1.200 argentinos. Do total de 27,370 m<sup>2</sup>, 18,240m<sup>2</sup> eram ocupados por galerias cobertas e 3,680 m<sup>2</sup> por quiosques. Quanto à utilização dos espaços pelos expositores, à cidade de Buenos Aires, por exemplo, cabiam 2.800m<sup>2</sup>, ao Uruguai, 1.500m<sup>2</sup>, ao Brasil, 500m<sup>2</sup>, ao Chile 300 m<sup>2</sup>, ao Paraguai 300m<sup>2</sup>, à Venezuela 100m<sup>2</sup>, e ao México 50 m<sup>2</sup>.</p>
<p>Com relação à afluência do público, dados publicados pela <em>Gazeta de Notícias</em> apontam que entre 2.000 e 4.000 pessoas visitaram a exposição nos dias de semana e de 8 a 9 mil aos domingos; quase 50% eram crianças em passeios promovidos pelas escolas.</p>
<p>A participação brasileira na Exposição ficou a cargo da Associação Industrial, órgão criado em 1880 e que teve como primeiro presidente o médico e empresário do setor têxtil Antônio Felício dos Santos (1843 &#8211; 1931). Dentre as primeiras pautas defendidas pela entidade estavam: a defesa de uma política alfandegária protecionista, a atração de mão de obra e capitais estrangeiros, o estímulo à criação de empregos, a necessidade de livrar o Brasil da dependência da economia agrícola e a busca pelo equilíbrio da balança comercial.</p>
<p>Com vistas a escolher os produtos a serem exibidos em Buenos Aires, a Associação organizou uma exposição preparatória<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>, no Rio de Janeiro, em dezembro de 1881, no edifício do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Para tanto, concedeu aos interessados das outras províncias o transporte gratuito do material bem como o espaço expositivo. Outra iniciativa do órgão, divulgada continuadamente no jornal <em>O Industrial</em>, era um chamado às “senhoras” para que concorressem com trabalhos que fossem “dignos de ser expostos” tanto na Exposição da Indústria Nacional, quanto na Exposição Continental de Buenos Aires.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>O diretor da Academia de Belas Artes, Antonio Nicolau Tolentino (1810 &#8211; 1888), e o diretor da Escola Politécnica,  Inácio da Cunha Galvão (1921 &#8211; 1906), também foram convocados a colaborar com os eventos, encaminhando a produção de alunos e professores nas áreas de pintura, estatuária e das ciências. No mesmo sentido, correspondências foram encaminhadas aos dirigentes de instituições como o Museu Nacional, a Imperial Academia de Medicina, o Instituto da Ordem dos Advogados, a Imperial Sociedade Tipográfica Fluminense, dentre outras.</p>
<p>Em 1º de abril de 1882, foi inaugurada a seção brasileira na Exposição de Buenos Aires. No discurso de abertura, um dos membros da Comissão Nacional, Manoel Diego dos Santos, ressaltou que, diferente da participação em exposições anteriores, pautada pela exibição de suas riquezas naturais, naquela ocasião, o Brasil visava a exibir a sua indústria.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
<p>Nessa direção, os registros do fotógrafo Samuel Boote (1844-1921)<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> sobre a participação brasileira são interessantes porque constituem uma espécie de síntese daquilo que os organizadores brasileiros – industriais – intentavam mostrar na Argentina, os modos como os produtos, máquinas e equipamentos, trabalhos manuais e fotografias foram expostos, mas, sobretudo, a memória que se desejou conformar. Embora não tenham sido localizados documentos acerca da contratação de Boote para a realização do trabalho, entende-se que ele foi comissionado para registrar as seções brasileiras, posto que organizou um álbum com 25 fotografias que foi entregue a autoridades brasileiras e estrangeiras; onze dessas imagens podem ser encontradas no Arquivo Nacional.<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a> O primeiro aspecto que chama a atenção é o fato das fotografias terem sido produzidas, em sua maioria, sem os visitantes ou expositores. Do mesmo modo, não são registradas as autoridades brasileiras nem os representantes das empresas e instituições participantes. Uma exceção é a fotografia dos <strong>Jardins onde se acha a Coleção de Plantas de Lourenço Hoyer</strong>. Nela, homens em grupos ou sozinhos – apenas homens – posam portando a indumentária típica daquela época e dos sujeitos das camadas médias e altas: casaca, cartola, coletes, cores, em sua maioria, escuras, o indefectível relógio de bolso. Barbas e bigodes complementam o parecer masculino tido como elegante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5065" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5065/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_001_m0001_TTO__REF.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="533" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5065" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Jardins onde se acha a Coleção de Plantas de Lourenço Hoyer, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se a exuberante natureza brasileira parece subsumida nas outras seções, face ao destaque dado à indústria, o jardim postado em frente ao <strong>quiosque de distribuição gratuita de café<a href="#_ftn11" name="_ftnref11"><strong>[11]</strong></a></strong>  em estilo mourisco é, ao mesmo tempo, moldura, cenário para a entrada nas salas do evento e também prova de uma natureza domesticada. Não à toa, a organização desse espaço coube a Lourenço Hoyer, experiente horticultor, premiado em 1876, com a medalha de ouro, por suas plantas ornamentais em exposição realizada em Petrópolis no local que daria origem ao Palácio de Cristal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5507/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_003_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="599" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5507" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Quiosque para a distribuição grátis do café do Brasil, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns outros espaços expositivos receberam vasos de plantas como o <strong>Troféu de cerâmica</strong>, com suas estatuetas, vasos, telhas, tijolos e um volume com o título de Bom Jardim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5512" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5512/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_010_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="601" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5512" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Troféu de cerâmica, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expectativa em torno daquilo que as indústrias brasileiras apresentariam, alimentada pela imprensa local, ganhou fôlego com o fato de o Brasil ter demorado a inaugurar sua participação. Com os itens em expostos, o periódico <em>La Patria Argentina</em>, por exemplo, ressaltava aqueles em ferro, madeira, além dos tecidos e produtos de higiene e farmacêuticos. Sabões, vidros com preparações e medicamentos ganharam destaque na imagem intitulada <strong>Vista do primeiro compartimento da esquerda. </strong>A qualidade das chamadas “elaborações químicas” brasileiras, como a Flora Brasileira, de Eugenio Marques de Holanda, aliás, mereceu a atenção dos jornalistas.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5064" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5064/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_008_m0001_TTO____tif.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5064" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Vista do primeiro compartimento da esquerda, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a produção industrial, as imagens registram tanto uma miscelânea de produtos como deixa claro o título de <strong>Compartimento geral – Várias indústrias</strong>, na qual são vistos de ferros de passar roupa a ferraduras, até os espaços integralmente dedicados aos transportes e a uma empresa específica, como a Companhia de Carris Urbanos,<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> na legenda identificada como <strong>Companhia de Carros Urbanos</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5509" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5509/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_005_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5509" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Compartimento geral – Várias indústrias, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5037" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5037/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_006_m0001___tto.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5037" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Exposição da Companhia de Carros Urbanos, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O espaço concedido ao <strong>fumo</strong>, ao café e aos tecidos, evidencia alguns dos mais relevantes produtos nacionais. Sobre os tecidos, em especial, é importante lembrar que, naquele ano de 1882, existiam, no Brasil, cerca de 50 fábricas, produzindo 20 milhões de metros anualmente.  Apesar disso, soa quase como uma ironia, que o Brasil dedicasse um lugar especial aos <strong>tecidos de lã</strong> justamente no país que era o seu principal produtor na América do Sul, embora possuísse apenas uma fábrica de lanifícios, que, aliás, nem integrava o evento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5510" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5510/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_007_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="602" height="803" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5510" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Troféu de fumos, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme prometido pela direção da Associação Industrial, na Exposição Continental de Buenos Aires, montou-se também uma <strong>seção específica para os trabalhos de senhoras,</strong> na qual se viam, entre outros, almofadas bordadas, lenços e toalhas com monogramas, arranjos florais expostos em caixas, fotografias emolduradas. Os sentidos do que se entendia por “trabalhos de senhoras” pode ser depreendido no texto publicado no jornal <em>O Industrial</em> sobre a Exposição do Rio de Janeiro: o termo aparece associado a adjetivos como “mimo de delicadeza, perícia e bom gosto, como só os sabem ter as senhoras”; “são a delicadeza dando mão à força, a graça mesclando-se aos artefatos da indústria. Tal o seu direito de presença na nossa Exposição.”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14">[14]</a> O “direito de presença” dos artefatos produzidos e escolhidos pelas senhoras da boa sociedade, ao mesmo tempo em que evidenciava que o trabalho para essas mulheres era sinônimo de lazer, sempre associado às atividades manuais e às habilidades que delas se esperavam, deixava claro o papel desempenhado por esses produtos nas exposições: eram enfeites, uma espécie de respiro face à seriedade dos aparelhos, máquinas, produtos agrícolas e a tudo o que relacionava ao universo masculino. Da mesma forma, deixava invisíveis as mulheres que efetivamente trabalhavam, desde as empregadas nas indústrias de calçados e ateliês de modas até os contingentes maciços nas indústrias têxteis, aquelas que forneciam para as senhoras, os linhos e algodões a serem bordados e expostos.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5508" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5508/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_004_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5508" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Vista dos trabalhos de senhoras, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p>A exposição se encerra com a concessão de 268 prêmios ao Brasil: 28 medalhas de ouro; 76 de prata; 94 de bronze; 70 menções honrosas: das fotografias registradas por Marc Ferrez e Guimarães às casacas da Imperial Alfaiataria Águia de Ouro; do Brasil Industrial, por seus tecidos de algodão ao Arsenal de Marinha da Corte pelos trabalhos de serraria; da cama de ferro da Casa de Correção aos fumos em pacotinhos de José Francisco Correa.</p>
<p>Como lembra Andermann, “frente às alegorias monumentais montadas nas exposições universais, nas quais Argentina e Brasil eram celebrados como depósitos exóticos de riqueza em um estado de disponibilidade pura e imaculada, as exposições nacionais inventaram uma linguagem material de revelações profanas que permitiam vislumbrar um modo de inserção diferente na emergente economia mundial capitalista.”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15">[15]</a> Nas palavras de Henrique Hargreaves, referindo-se à Exposição Continental de 1882, aquela era a “festa do progresso”, que colocava o Brasil num lugar de destaque na economia do continente e que, ainda segundo ele, valeu mais do que vinte anos de notas diplomáticas.<a href="#_ftn16" name="_ftnref16">[16]</a></p>
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<p><span style="color: #333333;">*Maria do Carmo Rainho é Doutora em História (UFF) | Pesquisadora do Arquivo Nacional e do Museu Histórico Nacional</span></p>
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<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839-1889). Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995, p. 37.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a>  DUSSEL, Inés. The spetacle of schooling and the construction of the nation in Argentina´s participation in world exhibitions (1867-1889). In: Modelling the future: exhibitions and the materiality of education, Martin Lawn (ed.). Oxford: Symposium Books, 2009, p. 130.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Esta exposição foi a segunda realizada na Argentina – antes dela, apenas a de Córdoba, em 1871 – e a quarta da América do Sul, após a mencionada de Córdoba, a de Lima (Peru, 1872) e a de Santiago (Chile, 1875).</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Demolido imediatamente após o término da Exposição, como era comum aos edifícios construídos para os eventos desta natureza.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Conforme a<em> Gazeta de Notícias</em>, de 15 a 20 mil pessoas teriam participado do evento de abertura da exposição, circundando o Palácio da Exposição para assistir à parada militar. <em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de março de 1882. Disponível em: <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 14 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Jorge Henrique Leuzinger, filho do fotógrafo e editor George Leuzinger, na qualidade de secretário da Associação e organizador da exposição, chegou a trabalhar com recursos próprios para o sucesso da iniciativa. Uma de suas iniciativas foi a manutenção do jornal <em>O Industrial</em>, bancado pela Casa Leuzinger. TURAZZI, Maria Inez, op. cit., p. 149.</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Para a escolha destes itens foi constituída uma Comissão integrada pela condessa da Estrela, a baronesa de Canindé, Maria Amanda Paranaguá Dória, Maria Ambrosina da Mota Resende e Ana Machado Pena <em>O Industrial</em>, órgão da Associação Industrial, ano 1, nº 18, 15 de setembro de 1881. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=308129&amp;PagFis=33&amp;Pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=308129&amp;PagFis=33&amp;Pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 16 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> <em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de abril de 1882. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 12 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> A escolha de Boote, aliás, merece atenção, pelo que ele viria a significar na história da fotografia na Argentina. Juntamente com seu irmão mais novo, Arturo (1861-1936), Samuel Boote (1844-1921) foi o proprietário do maior estúdio fotográfico de Buenos Aires e fez registros para álbuns e postais no período compreendido entre as últimas décadas do século XIX e o início do século XX. Seu trabalho era especialmente requerido por indústrias inglesas (do ramo das ferrovias) e agências governamentais. Ele foi também um dos maiores editores de álbuns fotográficos daquele país, com registros de paisagens, tipos e costumes, eventos, construção de estradas de ferro e investimentos em infraestrutura. Em 1884 Samuel Boote organizou o álbum fotográfico Vistas de Buenos Aires; entre 1885 e 1888, documentou as linhas férreas nas províncias de Santa Fé e Buenos Aires; posteriormente, em 1888, o Conselho Nacional de Educação contratou-o para registrar as escolas públicas recém-criadas em Buenos Aires com o objetivo de exibir as imagens em Paris, na Exposição Universal de 1889. Além do equipamento fotográfico, o ateliê de Boote possuía uma oficina de impressão onde eram produzidos os álbuns.</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Uma análise mais acurada do álbum deve levar em consideração, além dos elementos formais da produção das imagens, a escolha daquelas que o compõem e a hierarquia a que obedecem, em outras palavras, a ordem em que são apresentadas. Um estudo sobre a circulação mesma dessas imagens também se mostra fundamental. Contudo, as fotografias que se encontram no Arquivo Nacional não estão encadernadas, impossibilitando este tipo de abordagem.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> O Brasil era, então, o maior produtor mundial de café.  A iniciativa de oferecê-lo aos visitantes gratuitamente em um espaço especial teve início na Exposição de Buenos Aires e continuou nas exposições seguintes.</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Na edição de 4 de junho de 1882 a Gazeta de Notícias transcreve matéria de A Patria Argentina sobre  o farmacêutico que aponta quatro aspectos relevantes de sua seção na Exposição: a exibição de matérias primas do Brasil;  sua elaboração como indústria; sua aplicação à medicina e, a importação de um produto novo para aquele país. A empresa acabaria sendo agraciada com a Medalha de Honra pela exibição de seus produtos farmacêuticos no evento. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 16 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> A Companhia ligava a área central do Rio de Janeiro aos terminais de barca e ferrovias, ponto de embarque e desembarque de mercadorias. Atuava mais no serviço de cargas do que no de passageiros. WEID, Elizabeth von der. O bonde como elemento de expansão urbana no Rio de Janeiro.  Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa. Disponível em <a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/o-z/FCRB_ElisabethvonderWeid_Bonde_elemento_expansao_RiodeJaneiro.pdf">http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/o-z/FCRB_ElisabethvonderWeid_Bonde_elemento_expansao_RiodeJaneiro.pdf</a>  Acesso em 19 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> O Industrial, órgão da Associação Industrial, ano 1, nº 31, 15 de dezembro de 1881. Disponível em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=308129&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=se%C3%A7%C3%A3o%20de%20trabalhos%20de%20senhoras">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=308129&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=se%C3%A7%C3%A3o%20de%20trabalhos%20de%20senhoras</a>  Acesso em 14 de março de 2018.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> ANDERMANN, Jens. Contienda de valores: Argentina y Brasil em la edad de las exposiciones. Cadernos de Literatura, Bogotá, nº 13, jul-dez., 2008, (190-224) p. 220.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Discurso proferido por Hargreaves, membro da Associação Industrial em homenagem a Nicolau Avellaneda, presidente honorário da Exposição Continental de Buenos Aires, em evento realizado na mencionada Associação, no Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1882. Gazeta de Notícias, 12 de agosto de 1882. Disponível em  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental">http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=103730_02&amp;pasta=ano%20188&amp;pesq=Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Continental</a> Acesso em 12 de março de 2018.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <em><strong>Pequena cronologia da Exposição Continental de Buenos Aires</strong></em></span></p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5511" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5511/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0499_009_m0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5511" target="_blank">Samuel Boote. Exposição Continental 1882: seção brasileira. Seção de máquinas – lado esquerdo, 1882. Buenos Aires, Argentina / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Setembro</strong></span> &#8211; Transcrição de uma carta do naturalista e diretor do Museu Nacional do Brasil, Ladislau Neto (1838 &#8211; 1894), sobre a realização da Exposição Continental de Buenos Aires (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2628" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de setembro de 1881, primeira coluna</a>).</p>
<p>Uma comissão de senhoras brasileiras, dentre elas a baronesa de Loreto, Maria Amanda Paranaguá Dória (1849 &#8211; 1931), uma das maiores amigas da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, envolvem-se na organização da exposição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2675" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de setembro de 1881, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Dezembro</strong></span> &#8211; Visando a escolher os produtos a serem exibidos em Buenos Aires, a Associação organizou uma exposição preparatória no edifício do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Para tanto, concedeu aos interessados das outras províncias o transporte gratuito do material bem como o espaço expositivo.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Março</strong></span> &#8211; Notícia da inauguração da Exposição Continental de Buenos Aires, ocorrida em 15 de março. Na ocasião, discursaram o presidente da República, Julio Roca (1843 &#8211; 1914), e o presidente do Club Industrial, o ex-presidente da Argentina Nicolau Avellaneda (1837 &#8211; 1885). Foi decretado feriado nacional no país. A seção brasileira ainda não estava concluída (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3440"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de março de 1882, quarta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3485">26 de março de 1882, segunda coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3488">27 de março de 1882, última coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3497">29 de março de 1882</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3530">6 de abril de 1882, última coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Abril</strong></span> &#8211; A seção brasileira foi inaugurada em 1º de abril. Manoel Diego dos Santos, presidente da comissão brasileira fez o discurso de abertura:</p>
<p>&#8216;Os industriais do Brasil abrem as portas de sua seção que conservaram até hoje fechada por causas estranhas à sua vontade. Não encontrareis entre nossos produtos galas deslumbrantes, mas sim a expressão exata de nossa produção ordinária. Até agora o Brasil apareceu em todas as exposições ostentando suas riquezas naturais, hoje é a indústria brasileira que aparece com seus modestos produtos a submeter-se ao julgamento de seus irmão da América&#8230;&#8217; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3548"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de abril de 1882, sexta coluna</a>). O hino argentino foi tocado e o presidente da Exposição, sr. Urien, proferiu um discurso declarando aberta a seção brasileira e o hino brasileiro foi executado.</p>
<p>Houve um princípio de incêndio na seção brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3568"><em>Gazeta de Notícias,</em> 15 de abril de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p>O presidente da comissão brasileira, Manoel Diego dos Santos, voltou ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3620"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de abril de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que a indústria brasileira havia ficado em primeiro lugar na Exposição Continental de Buenos Aires (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/2108" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, abril de 1882</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Junho</strong></span> &#8211; Destaque na Casa Hollanda, de Eugênio Marques de Holanda, que exibiu matérias-primas do Brasil, sua elaboração industrial e sua aplicação à medicina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3790"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de junho d 1882, primeira coluna</a>). Ganhou a medalha de honra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3991"><em>Gazeta de Notícias</em>, 19 de julho de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Julho</strong></span> &#8211; Notícia sobre os prêmios conquistados por estabelecimentos brasileiros: medalha de prata para a Tipografia Nacional e prêmios de honra para o sr. Braga, pelos seus chapéus; para o Laboratório Pirotécnico, para a Imperial Fábrica de Ipanema, para a Brazil Imperial, por seus tecidos de algodão; para o Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro, para Guimarães por suas fotografias esmaltadas; e para a Repartição dos Telégrafos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3950"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de julho de 1882, segunda coluna</a>). Foram anunciados mais prêmios para estabelecimentos brasileiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3970"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de julho de 1882, sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3995">20 de julho de 1882, sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4009">23 de julho de 1882, primeira coluna</a>).</p>
<p>Além do fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, foram premiados, segundo informações dada em anúncio, o retratista português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) </a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923).</a> Este último participou com as fotografias apresentadas na Exposição da Indústria Nacional do ano anterior (1881) e foi agraciado com uma medalha de prata e com um prêmio ao mérito.</p>
<p>A Casa <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Leuzinger</a> participou do evento.</p>
<p>Em 23 de julho de 1882, a Exposição Continental foi encerrada. Foi vista por cerca de 50 mil visitantes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/4014"><em>Gazeta de Notícias</em>, 24 de julho de 1882, segunda coluna</a>). Ao Brasil foram concedidos 268 prêmios: 28 medalhas de ouro; 76 de prata; 94 de bronze; e 70 menções honrosas.</p>
<p>Em sinal de gratidão por seu empenho na realização da Exposição Continental, o cônsul do Brasil na capital argentina, João Adrião Chaves (18? &#8211; 1890), recebeu da comissão brasileira do evento, cujo presidente era José Pereira Rego Filho, um álbum com 25 fotografias das seções da mostra (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_02/4368" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 13 de outubro de 1882, terceira coluna</a>).</p>
<p>Henrique Leuzinger (1845 -1908), filho de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892</a>) e secretário da Associação Industrial, enviou à redação da <em>Revista Illustrada</em>, a <em>coleção de fotografias da seção brasileira da exposição continental de Buenos Aires dentro de uma rica pasta</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/2204" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, julho de 1882</a>),</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Obs</strong></span>: Na Biblioteca Nacional, há o livro <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf" target="_blank">Exposição Continental de Buenos Aires 1882 &#8211; Seção Brasileira</a>, com 24 fotografias de Samuel Boote (1844 &#8211; 1921).</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/samuel.jpg"><img class=" size-full wp-image-11667 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/samuel.jpg" alt="samuel" width="540" height="352" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Fontes:</strong></em></span></p>
<p>ANDERMANN, Jens.<em> </em><em><a href="http://www.bbk.ac.uk/ibamuseum/texts/Andermann03.htm">The History Show at the Continental Exhibition of 1882 and the National History Museum at Buenos Aires</a></em></p>
<p><a href="http://www.elarcondelahistoria.com/la-exposicion-continental-sudamericana-1531882/" target="_blank">El arcon de la historia argentina</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392"><em>O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 17 de agosto de 2017.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>O fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Nov 2017 13:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca a obra de um dos fotógrafos preferidos da corte brasileira, o português José Ferreira Guimarães (1841-1924), inventor do relâmpago Guimarães, que chegou ao Brasil, provavelmente, com 11 anos e começou sua carreira, no Rio de Janeiro, em 1862. Além disso, as historiadoras Maria do Carmo Rainho e Claudia Heynemann, do Arquivo Nacional, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, escreveram sobre as imagens produzidas pelo fotógrafo pertencentes ao acervo do Arquivo Nacional e que  estão disponíveis no portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>No Arquivo Nacional, o estúdio de José Ferreira Guimarães</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Claudia Beatriz Heynemann e Maria do Carmo Rainho*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma pequena e significativa série de retratos originados no prestigiado estúdio do fotógrafo José Ferreira Guimarães, instalado na rua dos Ourives ou no endereço da rua Gonçalves Dias, integra a coleção Fotografias Avulsas e o fundo Afonso Pena no Arquivo Nacional. O conjunto, resultado acidental da trajetória do ateliê até a incorporação em um arquivo público, é de todo modo significativo em face de outras séries de fotógrafos oitocentistas com número inferior de exemplares no acervo. Significativa também é a galeria de retratados em que figuram juristas, políticos do Império, alguns identificados na década de 1880, outros que passam aos quadros republicanos, e uma representante feminina, ligada ao declínio monárquico e ao exílio da família imperial. Nesse conjunto de imagens, não figuram crianças, tampouco casais. Os retratos etnográficos, como aqueles produzidos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371">Alberto Henschel</a> e Cristiano Junior, não eram foco de atenção de Guimarães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/131"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de José Ferreira Guimarães que pertencem ao acervo do Arquivo Nacional e estão disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em formato <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873"><em>carte de visite</em></a>, <em>carte cabinet</em>, as imagens deslizam entre os planos da vida pública e da esfera privada, transferidas de sua singularidade no estúdio do Guimarães até sua organização nos arquivos. Entre as funções cumpridas por esses artefatos, a representação social e os laços pessoais confundem-se em dedicatórias e cartas. Assim o retrato de Maria Amanda de Paranaguá Dória, a baronesa de Loreto, é um indexador do lugar da fotografia no âmbito da vida familiar, tal como descrito no estudo de caso desenvolvido pelos historiadores Ana Maria Mauad e Itan Cruz, no qual as cartas e os retratos trocados entre a dama de companhia da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797">princesa Isabel</a> e a imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">Tereza Cristina</a> nos permitem identificar a presença <em>da fotografia nas relações sentimentais do século XIX, sobretudo com o crescimento da produção da modalidade <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873">carte de visite</a>, a partir dos anos de 1870, na corte do Rio de Janeiro. No período em que as cartas foram trocadas, fotógrafos estabelecidos nas principais capitais do país eram responsáveis por uma produção significativa de retratos em estúdio voltados para a frequência da aristocracia imperial. </em><a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5402"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5402/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0067_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5402">José Ferreira Guimarães. Retrato da baronesa de Loreto, Maria Amanda de Paranaguá Dória, 1881 &#8211; 1884. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">O retrato de Maria Amanda, que se encontra no artigo citado, pertence à coleção da Fundação Joaquim Nabuco e foi realizado no estúdio de José Ferreira Guimarães no Rio de Janeiro, muito provavelmente na mesma sessão em que o exemplar ora apresentado; diferem pelo ângulo, aqui com a cabeça voltada para o lado, no outro, com o olhar dirigido às lentes, ambos nas características molduras em formato oval e com a mesma roupa e penteado.</span><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> Formava-se de modo mais ou menos evidente uma trama que passava por esse álbum de família estendido, caso de Domingos Farani, <span style="color: #333333;">outro retratado por Guimarães,</span> que chegou ao Brasil acompanhando a mudança da futura imperatriz, a napolitana <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798">d. Teresa Cristina</a>. Joalheiro da Casa Imperial, ele estava entre os amigos mais próximos dos Ribeiro Avelar, viscondessa e visconde de Ubá, na corte, como evidencia a troca de cartas e retratos que eram parte constitutiva dos vínculos mantidos entre esses atores. Como observa a historiadora Mariana Muaze <em>somente [fotos das] crianças pertencentes ao grupo familiar ou filhos de amigos muitíssimos próximos como Domingos Farani, por exemplo, foram colecionadas pela viscondessa</em>.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> Farani, como era comum no meio, se fez retratar também no endereço de Guimarães à rua Gonçalves Dias em um busto oval que excluía o cenário do estúdio, concentrando-se na fisionomia e expressão dos indivíduos e de insígnias, como a ostentada na lapela, provavelmente relacionada ao título de comendador, e mesmo o alfinete, que ostentava o ofício de origem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5406"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5406/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0273_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="524" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5406">José Ferreira Guimarães. Retrato de Domingos Farani, 1890 &#8211; 1900. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ateliê de Guimarães entraram obrigatoriamente bacharéis e políticos do Império e da República, personagens paradigmáticos da passagem do século XIX ao XX, como Saldanha Marinho, pernambucano formado na Faculdade de Direito de Olinda em 1836 e que, entre muitos cargos, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, presidente de província de Minas Gerais e de São Paulo, um dos fundadores do Clube Republicano no Rio de Janeiro, signatário do Manifesto Republicano, redator de <em>A Repúblic</em>a, firmando-se como um dos protagonistas dos momentos iniciais do novo regime.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> Saldanha Marinho, fotografado com barba exuberante, não aparada, seguia a tendência dos homens da segunda metade do oitocentos quando o rosto barbeado era visto com suspeição, denotando pouca seriedade. Conforme Gilda de Mello e Souza, <em>o fim do século XVII e o século XVIII talvez por causa das perucas, foram tempos de cara raspada, mas, no princípio do século XIX os bigodes e suíças se espalham pelos exércitos de Napoleão, e já em 1810 Tkackeray nos apresenta aos sensacionais moustachios de Jos Sedley. A moda, durante algum tempo privilégio dos militares e símbolo de ferocidade, difunde-se rapidamente, e em breve o homem se entrega a uma desenfreada decoração capilar</em>.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5404"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5404/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0177_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5404">José Ferreira Guimarães. Retrato de Joaquim Saldanha Marinho, 1885. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Roupas escuras, barba e bigode também compuseram o retrato de Carlos Augusto de Carvalho: formado na faculdade de Direito de São Paulo em 1873, responsável, como presidente de província no Paraná, pela eclosão da Revolta do Vintém, Carvalho iria se destacar como ministro das Relações Exteriores nos anos 1890 reivindicando a ilha de Trindade aos ingleses, contando então com o apoio de Raul Pompeia e de Joaquim Portela, que, na época, eram diretores da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3688">Biblioteca Nacional</a> e do Arquivo Público, provendo-o de informações. Em 1904 volta à cena, arbitrando o conflito entre o Brasil e a Bolívia.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> Nesse retrato, Carlos de Carvalho não se circunscreve ao oval delimitado: <span style="color: #ff6600;">está</span> cercado pela névoa indefinida que é também uma das marcas do período, a volta de um <em>tom crepuscular</em> ao qual se referiu Walter Benjamin, em um artifício utilizado para reviver a aura dos primeiros tempos da fotografia, partilhado nos ateliês fotográficos das grandes capitais, superando distâncias de diferentes ordens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5390"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5390/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0037_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="490" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5390">Retrato de Carlos Augusto Carvalho, 1896 &#8211; 19?. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pelo estúdio fotográfico de Guimarães também passaram militares como Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire Rohan, o visconde de Beaurepaire, entre outros não identificados, todos com suas fardas e condecorações. Em fotos de busto ou corpo inteiro, nas poses rígidas, como se espera desses retratados, evidencia-se o desejo de registrar para a posteridade o lugar social e, sobretudo, demarcar hierarquias. A fotografia de Beaurepaire, gentil-homem da Imperial Câmara, grã-cruz da Imperial Ordem de Avis, dignitário da Imperial Ordem da Rosa e comendador da Imperial Ordem de Cristo, uniformizado, portando algumas dessas condecorações, como a Imperial Ordem da Rosa e a Ordem de Cristo, nos anos 1890, é exemplar também de alguém que, sob o regime republicano, deixava clara a sua vinculação com o governo imperial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5409"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5409/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0304_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="516" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5409">José Ferreira Guimarães. Retrato do visconde de Beaurepaire, Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire Rohan, 1890 &#8211; 1894. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ana Mauad, observa que<em> o sucesso do retrato carte-de-visite deve-se justamente à capacidade de adaptar o cliente a moldes preestabelecidos e de possível escolha através de um catálogo de objetos e situações; o estúdio do fotógrafo passa a ser um depósito de complementos escolhidos para caracterizar diferentes papéis sociais que se quer fabricar. [&#8230;] O próprio cliente se converteu, ele mesmo, num acessório de estúdio, suas poses obedeciam a padrões estabelecidos e já institucionalizados de acordo com a sua posição social</em>.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> Nas imagens de busto, como a de Beaurapaire ou no &#8220;retrato de homem fardado<em>&#8220;</em>, dos anos 1880, o fotografado posiciona-se mais próximo da câmera; as expressões faciais ganham destaque, o tronco elevado revela mais claramente elementos como insígnias e condecorações. Já nos retratos de corpo inteiro, como a intitulada &#8220;fotografia homem fardado”, além das dragonas e das condecorações, da exibição do conjunto do uniforme, da pose altiva, alguns elementos chamam a atenção como a barretina com penacho apoiada em uma banqueta e a espada e seu fiador em uma das mãos. Os elementos cenográficos, comuns aos retratos de meio corpo ou corpo inteiro são acessórios; não roubam a centralidade do retratado.</p>
<p>Outro registro interessante produzido por Guimarães é a de Lúcio de Mendonça, em 1896. Advogado, jornalista, magistrado, escritor, idealizador da Academia Brasileira de Letras, seu retrato, a começar pelas roupas e pose, denota despojamento e uma despreocupação em perenizar a imagem de homem sofisticado. A ausência de elementos decorativos, adornos, a simplicidade mesma do paletó escuro e camisa branca estão sob medida para um republicano, um burguês que, diferente da aristocracia num passado recente, não necessitava fazer da moda um elemento de distinção. E a dedicatória à Ferreira do Araújo, fundador da <em>Gazeta de Notícias</em>, e por quem Lúcio possuía grande admiração, evidencia a inscrição do fotografado no círculo dos intelectuais da segunda metade do século XIX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5407/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0282_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407">José Ferreira Guimarães. Retrato de Lúcio Eugênio de Menezes e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça, 1896. Rio de Janeiro / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além das dedicatórias, algumas das imagens aqui apresentadas, trazem, no verso, dados referentes ao estúdio de Guimarães, sua participação em exposições, seus títulos – Fotógrafo da Casa Imperial, Cavaleiro da Ordem da Rosa – seus prêmios. Como era comum a fotógrafos da sua envergadura, essas informações, ao mesmo tempo em que o distinguia dos concorrentes, o aproximava da sua clientela, homens e mulheres da boa sociedade que aumentavam seu capital simbólico justamente por se darem a ver através das suas lentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> MAUAD, Ana Maria, RAMOS, Itan Cruz. <em>Fotografias de família e os itinerários da intimidade na História</em>. <em>Acervo</em>, Rio de Janeiro, v. 30, n. 1, p. 155-178, jan./jun. 2017, p. 159.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Outro retrato da baronesa de Loreto produzido por Insley Pacheco e igualmente parte da coleção do Arquivo Nacional, pode ser visto neste portal. Disponível em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5027">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5027</a></p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> MUAZE, Mariana de Aguiar F. <em>O império do retrato</em>: família, riqueza e representação social no Brasil oitocentista (1840-1889). Tese de doutorado. Programa de Pós graduação em História da Universidade Federal Fluminensse, 2006, p. 296.</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Cf. Alzira Alves de ABREU et al (coords.). <em>Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – Pós-1930</em>. Rio de Janeiro: CPDOC, 2010. In: <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/MARINHO,%20Saldanha.pdf">http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/MARINHO,%20Saldanha.pdf</a> Acesso em: 20/11/2017.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ver SOUZA, Gilda de Mello e. <em>O espírito das roupas: a moda no século XIX</em>, São Paulo: Cia. das Letras, 1087, p. 75.</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Cf. Alzira Alves de ABREU et al (coords.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – Pós-1930. Rio de Janeiro: CPDOC, 2010. In: <a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CARVALHO,%20Carlos%20Augusto%20de.pdf">http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CARVALHO,%20Carlos%20Augusto%20de.pdf</a> Acesso em: 20/11/2017</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> MAUAD, Ana. <em>Poses e flagrantes: ensaios sobre história e fotografia</em>s. Rio de Janeiro: EDUFF, 2008, p. 129-130.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Claudia Beatriz Heynemann – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>*Maria do Carmo Rainho – Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><b>Breve perfil e cronologia do fotógrafo português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 30/01/1924)</b></span></em></p>
<p style="text-align: center;">  Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10141" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6894" target="_blank"><img class="wp-image-10141" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/estadao11.jpg" alt="estadao1" width="501" height="710" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6894" target="_blank">José Ferreira Guimarães e sua esposa, Virginia Prata Guimarães. Fotografia reproduzida no <em>O Estado de São Paulo</em>, 4 de dezembro de 1977</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos fotógrafos preferidos da corte brasileira, amigo do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, o português José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924), nascido em Guimarães, chegou ao Brasil com 11 anos, a bordo de um veleiro carregado de repolhos. Foi lavador de pratos, servente em tascas na beira do porto e vendedor de armarinhos. Começou sua carreira de fotógrafo associando-se a Eduardo Isidoro Van Nyvel, no Rio de Janeiro, em 1862. Quatro anos depois, passou a anunciar-se sozinho no mesmo ateliê na Rua dos Ourives, 40. Em 13 de setembro de 1866, recebeu o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Fez, assim como o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, fortuna com seus retratos em foto-pintura &#8211; retrato ampliado pintado a óleo ou guache ou pastel por um pintor. Guimarães ia frequentemente à Europa e aos Estados Unidos para comprar equipamentos e se atualizar com o que havia de mais moderno no campo da fotografia. Além disso, inventou o <em>Relâmpago Guimarães</em>.</p>
<div id="attachment_10147" style="width: 179px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/102" target="_blank"><img class="wp-image-10147 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/revistadasemana.jpg" alt="revistadasemana" width="169" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_01/102" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de agosto de 1900</a></p></div>
<p>José Ferreira Guimarães foi comendador da Ordem de Cristo e da Ordem da Rosa. Foi premiado com a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial de 1865, 1866 e 1867; e na Exposição Nacional de 1866 e de 1873.  Após uma passagem pela rua do Ourives, 38, inaugurou, em 1886, um novo ateliê que, segundo Gilberto Ferrez, era um <em>verdadeiro palácio da fotografia. </em>Foi a maior casa fotográfica brasileira do século XIX e ficava na rua Gonçalves Dias, nº 2, esquina com a rua da Assembleia.</p>
<p>Passava temporadas na Europa mas, foi durante a década de 1910, que, provavelmente, transferiu-se definitivamente para a França, onde morou em um palacete nos arredores de Paris, na rue de La Paix, 21, em Bois Colombe. A casa enorme, apelidada pela esposa de Guimarães, Virginia Prata Guimarães, de <em>Little Castle</em>, foi construída em um estilo <em>acastelado</em>, que tornou-se moda entre os paulistas endinheirados pela cafeicultura, nas primeiras décadas do século XX.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jos%C3%A9+ferreira+guimar%C3%A3es%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de autoria de José Ferreira Guimarães disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jos%C3%A9+ferreira+guimar%C3%A3es%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"> </a></p>
<div style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5398"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5398/001GI004004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="490" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5398">José Ferreira Guimarães. Retrato de mulher em pé, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22jose+ferreira+guimaraes%22&amp;group_by=none&amp;etal=0"> </a></p>
<p>Nas palavras do fotógrafo Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), seu discípulo e sobrinho neto de sua esposa, José Ferreira Guimarães era <em>um tipo humano raro e versátil</em>, além de ter uma <em>invejável agilidade mental</em> e ser de uma <em>honestidade a toda prova</em>. Era muito bem relacionado e foi amigo íntimo do fotógrafo francês Félix Nadar(1820 &#8211; 1910) e também do peruano Léopold-Émile Reutlinger (1863 &#8211; 1937). Segundo Junqueira Duarte, Guimarães era vaidoso e tinha <em>longas barbas branquíssimas, sempre impecavelmente aparadas</em>, era <em>ereto e elegante, apesar da idade, </em>e tinha<em> um riso de tolerância e compreensão a esconder-se por detrás de fartos bigodes.</em></p>
<p>Sobre a obra de Guimarães e a invenção do <em>Relâmpago Guimarães</em>, Junqueira Duarte escreveu:</p>
<p>&#8216;<em>&#8230;Pela qualidade e refinamento de seu trabalho e rigor profissional que manipulava sua obra, do retoque a bico de lápis à apresentação formal de seus retratos, da viragem a ouro à técnica do esmalte a fogo dos medalhões que produzia &#8211; pareciam pequenos camafeus colorido a mão &#8211; desfrutou de grande prestígio na aristocracia brasileira e fez uma vultosa fortuna&#8230;Com José Ferreira Guimarães, desaparecia um homem de inteligência privilegiada, de espírito criador incomum, a quem deve a fotografia de todos os povos uma de suas grandes invenções &#8211; o engenho produtor de luz artificial em ambiente fechado, a partir da combustão instantânea do magnésio, própria para impressionar, em fração mínima de segundo, uma chapa fotográfica. A esse aparelho que encenava em si a luz do sol, deu ele o nome sugestivo e profético de Relâmpago Guimarães, apresentado com grande êxito na famosa Exposição Universal de Paris, em 1900. Muitos anos mais tarde, meio que por volta de 1935 ou 36, aperfeiçoado, miniaturizado e industrializado pelos norte-americanos, o engenho de José Ferreira Guimarães, surgiram no comércio fotográfico as lâmpadas (ou bulbos) em todo o mundo e em breve conhecidas sob o nome de Flash, ou seja, Relâmpago.</em></p>
<p><em>Não creio que algum historiador da fotografia, da arte e de sua técnica, tenha mencionado em seus livros, como legítimo inventor do processo flash o nome de José Ferreira Guimarães, o pequeno emigrante português que tronou grande sua arte, criador original da enorme gaiola de vidro, munido de grosso tubo exaustor para a saída da fumaça de magnésio e de um ventilador aspirante, destinado a apressar a evacuação dos pesados rolos de fumo produzidos pela incandescência da mistura química geradora de fortíssimo lampejo azulado&#8230;</em></p>
<p><em>&#8230;Que de benefícios trouxe a engenhosa invenção de José Ferreira Guimarães para a Humanidade, no estudo minucioso da Dinâmica dos corpos, na ilustração de variadas pesquisas científicas realizadas com a fotografia feita em curtíssima exposição, como a documentação endoscópica, ou a do fundo do olho, para apenas citar esses dois exemplos, colhidos por entre a incessante atividade dos documentaristas na Medicina e a Cirurgia!&#8230;</em>&#8216;</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de José Ferreira Guimarães</strong></span></em></p>
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<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5391/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0020_001V.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="586" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5391" target="_blank">José Ferreira Guimarães. Retrato de homem fardado, verso, 1886. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; Nascimento de José Ferreira Guimarães, em Guimarães, na região do Minho, em Portugal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1852</strong></span> &#8211; Aos 11 anos, emigrou sozinho para o Brasil, a bordo de um veleiro carregado de repolhos.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1860</span></strong> &#8211; Guimarães radicou-se no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Provavelmente, nesse ano iniciou sua trajetória como fotógrafo, associando-se a Eduardo Isidoro Van Nyvel (18? &#8211; ?), na rua do Ouvidor, nº 75. Anunciaram que em seu estabelecimento fotográfico, <em>aberto há poucos dias</em>, executava-se retratos pelos sistemas do ambrótipo e cartões de visita (<em>Jornal do Commerci</em>o, 9 de setembro de 1862).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda do estabelecimento fotográfico de Van Nyvel e Guimarães no qual anunciaram ter recebido de Alexandre Ken, o<em> primeiro fotógrafo do globo</em>, o processo de cartões de visita, além de <em>uma máquina&#8230;para fazer oito retratos em um só vidro e outra que com um único tubo tira quatro posições diferentes em um vidro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a>).</p>
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<div id="attachment_10448" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><img class="wp-image-10448 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/nyvel.jpg" alt="nyvel" width="540" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/5366" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1863</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>- Van Nyvel e Guimarães mudaram-se para a rua do Ourives, nº 40 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/6655"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de março de 1864, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong></span> &#8211; Guimarães ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Passou a anunciar-se sozinho no mesmo endereço, rua do Ourives, nº 40. Em outubro de 1866, Van Nyvel abriu um novo estabelecimento na Rua dos Ouvires, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10804" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de outubro de 1866, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi agraciado por d. Pedro II com o título de fotógrafo da Casa Imperial, em 13 de setembro.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na 2ª Exposição Nacional. Sobre ele, o pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles</a>, representando o júri do quarto grupo, onde se incluía a fotografia, escreveu no relatório do evento:</p>
<p>&#8216;1ª Medalha de Prata – José Ferreira Guimarães (1841 – 1924):</p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.&#8217;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong> </span>- Produziu um retrato em tamanho natural no formato de 2 x 1,35 m, a maior fotografia realizada no Brasil até então.</p>
<p>Ganhou a medalha de prata na Exposição Geral de Belas Artes da Academia Imperial.</p>
<p>Informava ter partido para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12285" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de julho de 1867, sexta coluna</a>).</p>
<p>De volta de Paris, anunciou uma exposição de retratos sobre placas de porcelana na casa do Sr. Bernasconi &amp; Moncada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/28377" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 15 de novembro de 1867, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10031" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><img class="wp-image-10031 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda1.jpg" alt="propaganda" width="760" height="274" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/12887" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Anunciou ter regressado da Europa, aonde havia ido pela terceira vez, e também a abertura de seu novo estabelecimento na rua do Ourives, nº 38, segundo andar <span style="color: #333333;">(<em>Jornal do Commercio</em>, 10 de outubro de 1869, página 3, Segunda Folha).  </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; Fotografou a pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank"> Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, empregando seu sistema de ampliação para fazer reproduções de obras de arte de grande formato. Produziu a fotografia em <em>placa de porcelana pelo processo inalterável&#8230;Para execução dessa fotografia serviu-se o habilísssimo fotógrafo José Ferreira Guimarães de placa denominada pelos fotógrafos &#8220;negativo&#8221;&#8230;</em>Foram<em> tirados e distribuídos alguns &#8220;positivos&#8221; sobre papel albuminado&#8230;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de prata na 3ª Exposição Nacional.</p>
<p>Teria voltado, nesse ano, a sua cidade natal, Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong> </span>- Retratou Marie Caroline Lefebvre (c. 1849 – 1914), mulher do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>.</p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do músico e arquiteto Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20853" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D20853&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNF5LCK9oboG-r9zIFCCIwBw6n8oTQ">(1841 –1924)</a>, Joaquim  Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) e de Albert Henchel (1827 &#8211; 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNEP93TYm61AanNUeuzgQgjtxInvIg"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1880</strong> </span>- Durante esta década, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> trabalhou como assistente no estúdio do fotógrafo José Ferreira Guimarães.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong> </span>- No <em>Almanack Laemmert</em>, foi veiculado um anúncio de Guimarães: <em>Retratos vitrificados fixados a fogo, como as porcelanas de Sèvres. Perpétua duração, constituindo por isso uma verdadeira e imorredoura relíquia de família</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/52163" target="_blank"><em>Almanaque Laemmert, </em>1882</a>).</p>
<p>Segundo relatório do diretor da Academia das Belas Artes, a instituição comprou a fotografia produzida por Guimarães da primeira versão da pintura <em>Combate Naval do Riachuelo</em>, de Victor Meirelles, perdida durante a Exposição Internacional da Filadéfia, em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/17261" target="_blank"><em>Relatório da Repartição dos Negócios do Império</em>, 1882</a>).</p>
<p>Segundo consta em um de seus cartões, foi premiado com a medalha de ouro na <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393009/icon393009.pdf">Exposição Continental de Buenos Aires</a>, inaugurada em 15 de março de 1882 &#8211; a seção brasileira foi inaugurada no dia 1º de abril, ocupando uma área de 600 m2 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/6097" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de julho de 1882, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Recebeu o título de Comendador da Ordem da Rosa.</p>
<p>Guimarães anunciou que Waldemar Lange executava fotografias de grupos de família pelo sistema americano de John Carbutt, da Filadélfia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884, na página 8</a>). Segundo Boris Kossoy, Lange havia sido associado na Bahia ao fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>. Na época, seu ateliê ficava na rua dos Ourives, nº 38.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10032" style="width: 766px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><img class="  wp-image-10032" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/instantanea.jpg" alt="instantanea" width="756" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10808" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição da Academia de Belas Artes com<em> esmaltes, platinotipos e algumas fotografias instantâneas, obtidas pelo processo denominado gelatino bromureto de prata</em>  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/11337" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de setembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p>A fotografia produzida por Guimarães da turma do sexto ano dos doutorandos de medicina foi exposta na casa de Narciso &amp; Arthur Napoleão. <em>É um trabalho, como todos os deste artista, muito notável</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/173878/138" target="_blank"><em>Diario Portuguez</em>, 20 de dezembro de 1884, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Foi encomendado à casa Guimarães um retrato a óleo de Francisco de Assis Mascarenhas. Foi realizado por Victor Meirelles e exposto na galeria Moncada. Os dois artistas foram referidos, na nota do jornal, como comendadores (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10108" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><img class="wp-image-10108 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/victor1.jpg" alt="victor" width="361" height="132" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_07/13402" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de agosto de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; A Casa Guimarães, na rua do Ourives, nº 38, foi substituída pela Photographia Americana, passando a pertencer a Roltgen, antigo retocador da Casa Guimarães, e do sr. Silva, antigo sócio-gerente da fotografia Carneiro &amp; Tavares (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10092" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg"><img class="wp-image-10092 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/guimaraes.jpg" alt="guimaraes" width="540" height="362" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2766" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 31 de julho de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guimarães inaugurou um <em>verdadeiro palácio da fotografia</em>, a maior casa fotográfica brasileira do século XIX, na rua Gonçalves Dias, nº 2, esquina com a rua da Assembleia. A casa, de 4 andares, foi durante algum tempo o mais alto prédio do Rio de Janeiro e foi construída expressamente para sediar o estabelecimento fotográfico de Guimarães. Os três primeiros pavimentos abrigavam as diversas seções de fotografia e o último servia de moradia do fotógrafo (<a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=3348" target="_blank"><em>Revista do Iphan</em>, 1946, p. 199</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/384976/17" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro</em>, 8 de agosto de 1886, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5399/001GI004004v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="386" height="630" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5399">José Ferreira Guimarães. Retrato de mulher (em pé) &#8211; verso, c. 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma menina se acidentou quando passou em frente à casa fotográfica de Guimarães e uma tábua que servia de andaime caiu sobre sua cabeça. O fotógrafo prestou assistência à acidentada e responsabilizou-se pelo ocorrido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/2835" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de agosto de 1886, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Guimarães participou com <em>fotografias das obras mais importantes da estrada de D. Pedro II </em>da Exposição Internacional de Caminhos de Ferro no Bois de Vincennes, em Paris, em comemoração ao cinquentenário das ferrovias na França. Essas fotografias e também outras, de autoria de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, foram expostas no Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/4200" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de julho de 1887, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na casa Chameaux, exposição de uma pintura a óleo, de autoria do artista francês Battu, realizado com <em>muita suavidade</em> a partir de uma fotografia produzida pelo <em>distinto fotógrafo</em> Guimarães de uma menina vestida à moda das camponesas do norte de Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18292" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de julho de 1887, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; No salão do jornal <em>O Paiz</em>, exposição de um retrato do <em>apregoado atirador</em> Bento Moraes, produzido por Guimarães. Moraes era a primeira figura de uma companhia de variedades que se apresentaria no Polytheama (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/5184" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de março de 1888, sétima coluna</a>).</p>
<p>A Casa Guimarães, <em>na rua de Gonçalves Dias, canto da da Assembleia</em> foi enfeitada para participar dos festejos da cidade pelo retorno do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>, que ficaram ausentes do Brasil por quase um ano, na terceira viagem do soberano à Europa. Haviam partido em 30 de junho de 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10093" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><img class="wp-image-10093" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/iluminação.jpg" alt="iluminação" width="540" height="260" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4738" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 23 de agosto de 1888</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Antes de cometer suicídio, o português e guarda-livros José Custódio de Oliveira enviou uma carta a Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/7419" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 22 de jumho de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong> </span>- A partir de janeiro, José Ferreira Guimarães estaria <em>até o fim da estação</em>, às segundas e terças-feiras, em seu ateliê de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/2926" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de janeiro de 1891</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava em Petrópolis, aos domingos, segundas e terças-feiras, em um chalé ao lado do Hotel Orleans (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/851" target="_blank"><em>Gazeta de Petrópolis</em>, 7 de março de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na casa Palais Royal um quadro com os retratos dos doutorandos de 1894, produzido pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/10782" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de novembro de 1894, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Alguns membros da comissão da República Oriental do Uruguai, em visita ao Brasil, iriam ser fotografados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/189" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de novembro de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Na primeira página do<em> Jornal do Brasil</em>, era noticiado que a Photographia Guimarães &amp; C continuava a <em>merecer o favor público pela excelência de seus trabalhos artísticos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/4134"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895, quarta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_10161" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><img class="wp-image-10161 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/anunciopri.jpg" alt="anunciopri" width="540" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_01/4134" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de março de 1895</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Na edição 36 de A<em> Bruxa</em>, foi publicada uma fotografia de F. Guimarães, <em>conhecido proprietário da Photographia Guimarães</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/4373" target="_blank"><em>Commercio de São Paulo</em>, 13 de outubro de 1896, última coluna</a>). <em>A Bruxa</em> foi uma revista dirigida pelo poeta Olavo Bilac  (1865-1918) e pelo ilustrador português Julião Machado (1863 &#8211; 1930), entre 1896 e 1897.</p>
<p>Foi noticiado que a Photographia Guimarães produziria fotografias das salas do Club dos Repórteres com convidados <em>por um processo novo de notável sucesso na arte fotográfica cuja primeira experiência foi realizada ontem</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2082" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 24 e 25 de outubro de 1896, segunda coluna</a>).</p>
<p>Estava exposto na vitrine da casa Colussi, na rua do Ouvidor, uma fotografia do presidente Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), produzida pela Photographia Guimarães. De acordo com a notícia, poderia se dizer que <em>a obra é uma nova descoberta</em> da <em>photographia pois que o retrato&#8230;é feito em esmalte photográphico vitrificado a fogo, tão inalterável como as pinturas da porcelana de Sèvres e de Limoges&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/6938" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de novembro de 1896, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; O fotógrafo Alfredo Musso, irmão de Luis Musso, trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23830" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 1º de fevereiro de 1897, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso, sócio da Photographia Guimarães, levou de presente à redação do Jornal do Brasil uma fotografia em platinotipia de um grupo de jornalistas que haviam assistido à inauguração da luz artificial para obter fotografias instantâneas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/7493" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de março de 1897, segunda coluna</a>). Luis Musso havia sido o primeiro operador da Companhia Photographica Brazileira, dirigida pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</a>, desde sua fundação, em 1892, até 31 de março de 1894 <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank">, 13 de fevereiro de 1898, na última coluna</a>). Em 1905, os irmãos Musso estavam estabelecidos na rua Uruguayana sob a razão social L. Musso &amp; C, que também se anunciava como Photographia Brazileira.</p>
<p>Foi encomendada à Photographia Guimarães um retrato do engenheiro e primeiro diretor da Estrada de Ferro Pedro II, Christiano Ottoni (1811 &#8211; 1896), que seria ofertado à Escola Naval por seu filho, o industrial Julio Ottoni (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/8303" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 17 de setembro, sétima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Herrero Vargas, empregado da Photographia Guimarães, retratou um grupo da Estudantina do Cassino Espanhol em excursão a Santa Teresa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/17800" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de fevereiro de 1898, primeira coluna</a>).</p>
<p>O presidente da República, Prudente de Morais (1841 &#8211; 1902), presenteou o redator-chefe da Cidade do Rio, José do Patrocínio (1854 &#8211; 1905), fotografias de sua família produzidas pela Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/8850" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 10 de novembro de 1898, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Casa Merino, estavam expostas três fotografias em platinotipia produzidas pela Photographia Guimarães: do presidente e do vice-presidente da República, Campos Salles (1841 &#8211; 1913) e Rosa e Silva (1857 &#8211; 1929), respectivamente, e do novo ministério do governo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/30287" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de novembro de 1898, sexta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1899</span></strong><span style="color: #333333;"> &#8211; O Sr. Musso, da Photografia Guimarães, registraria o cruzador italiano <em>Fieramosca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/5646" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 5 e 6 de agosto de 1899, segunda coluna</a>).</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e José Ferreira Guimarães foram nomeados para formar a comissão de propaganda da classe de fotografia da Exposição do Quarto Centenário do Brasil, em 1900, promovida pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/1616" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 31 de outubro de 1899, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Horacio Garcia Vidal trabalhava na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/10323" target="_blank"><em>Cidade do Rio</em>, 24 de janeiro de 1900, na última coluna</a>).</p>
<p>Publicada na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/79" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 22 de julho de 1900</a>, um instantâneo do Largo da Carioca, tirado do segundo andar da afamada Photographia Guimarães.</p>
<p>Apresentou na Exposição Universal de Paris o <em>Relâmpago Guimarães</em>, uma espécie de <i>flash</i> que permitia tirar fotografias em ambientes obscurecidos ou no período da noite.</p>
<p>&#8216;<em>A luz produzida por ele é exatamente a necessária para substituir a claridade do dia, suprindo-a em todo o seu vigor, mas permitindo respeitar as nuances do modelo, por mais delicado que seja.</em></p>
<p><em>O acolhimento que foi feito na Europa à invenção de nosso compatriota, proprietário da afamada Photographia Guimarães, deve ser muito lisonjeiro para os fotógrafos nacionais</em>&#8216; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/102" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 12 de agosto de 1900</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10140" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank"><img class="wp-image-10140 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/estadao2.jpg" alt="estadao" width="540" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6891" target="_blank">Propaganda do <em>Relâmpago Guimarães</em>, reproduzida no <em>O Estado de São Paulo</em> de 4 de dezembro de 1977</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Guimarães era sócio de Luis Musso e Julio D. Roltgen (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/20052" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1901</a>).</p>
<p>Julio Roltgen, da Photographia Guimarães, foi o autor do registro do &#8220;batismo da Salamina&#8221;, festa realizada no club de Regatas Botafogo. A imagem foi publicada na revista quinzenal Brasil Náutico, número 4, e foi considerada a <em>nota elegante</em> da edição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/7792" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 8 e 9 de maio de 1901, terceira coluna</a>).</p>
<p>Um retrato do senador do Império, Cândido Mendes de Almeida (1818 &#8211; 1881), executado pela Photographia Guimarães e emoldurado pela fábrica Martins Seabra &amp; C., foi ofertado ao <em>Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/2436" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de maio de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que o <em>Relâmpago Guimarães</em> havia obtido a medalha de 1ª classe na Exposição Universal de Paris de 1900. A Photographia Guimarães foi referida como<em> admirável estabelecimento da rua Gonçalves Dias, esquina do largo da Carioca</em> e, devido ao <em>Relâmpago Guimarães</em> estava <em>executando trabalhos de inigualável perfeição. </em>Os retratos produzidos na Casa Guimarães eram <em>verdadeiras maravilhas de arte pela naturalidade da pose e pela incomparável nitidez</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/2546" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de julho de 1901, sétima coluna</a>).</p>
<p>Por encomenda do presidente da República, Campos Sales (1841 &#8211; 1913), a Photographia Guimarães produziu um quadro medindo 1 metro por 80 centímetros com as fotografias do governo provisório da República organizado em 15 de novembro de 1889. O quadro ficaria no salão de despachos do Palácio do Catete (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/8459" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 26 e 27 de novembro de 1901, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Na Igreja da Candelária, foi rezada uma missa pela turma de guardas-marinha de 1879. Nove deles estiveram presentes à cerimônia e depois foram retratados na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/3699" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de março de 1902, sétima coluna</a>).</p>
<p>Luis Musso estava na direção da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/4939" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de julho, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Em anúncio, a Photographia J.F. Guimarães &amp; C afirmava acreditar que nada devia à praça e pedia que, caso houvesse qualquer reclamação, que fosse levada a seu proprietário até o dia 10 de dezembro de 1903 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/12866" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de dezembro de 1903, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Tendo deixado de trabalhar na Photographia Guimarães, Alfredo e Luis Musso e Julio D. Beltgen anunciaram a abertura de um novo estabelecimento fotográfico, na rua Uruguaiana, nº 10 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 21 de fevereiro de 1904, terceira coluna</a>).</p>
<p>Recém chegado da Europa, Guimarães anunciou a reabertura de seus <em>ateliers modelos </em>onde o<em> high life p</em>oderia encontrar<em> o chic da fotografia moderna</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/7203" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> , 21 de fevereiro, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10154" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><img class="wp-image-10154" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/jb.jpg" alt="jb" width="540" height="248" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_02/13294" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de fevereiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Estava exposta na Photographia Guimarães uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública, com um <em>tamanho que nunca se fez entre nós</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9563" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de abril, sexta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães continuava na rua Gonçalves Dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/11604" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 10 e 11 de junho de 1905, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães funcionava sob a direção de José Ferreira Guimarães e A. Pinto, na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13030" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 25 e 26 de outubro, segunda coluna</a>). Novo anúncio, no mês seguinte, só menciona Guimarães na direção do estabelecimento fotográfico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13079" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 6 e 7 de novembro de 1906, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; A Photographia Guimarães informava não ter nem funcionários ambulantes nem filiais pelo Brasil. As encomendas deveriam ser feitas na rua da Assembleia, 78 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13371" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 1907, segunda coluna</a>).</p>
<p>A turma de formandos em Odontologia e Medicina encomendaram <em>quadros alegóricos</em> na Photographia Guimarães. Seriam feitos em Paris, sob a supervisão do comendador Guimarães, que mais uma vez daria <em>provas de seu bom gosto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/13973" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 27 e 28 de julho de 1907, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Guimarães anunciou que o funcionário Augusto Cezar Osório não trabalhava mais no estabelecimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/23824" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de setembro de 1907, sétima coluna</a>).</p>
<p>Exposição, na Photographia Guimarães de uma fotografia de Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917), diretor da Saúde Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14339" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 4 e 5 de novembro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909 / 1910 / 1911 / 1912</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>/1913 </strong></span>- A Photographia Guimarães funcionava em um sobrado, na rua da Assembleia, 100 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/15016" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 22 e 23 de maio de 1909, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/45466" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Publicação na revista <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/083712/1179" target="_blank"><em>Careta</em>, 21 de agosto de 1909</a>, de duas fotografias do escritor Euclides da Cunha (1866 &#8211; 1909), produzidas na Photographia Gumarães. Pouco antes de sua morte, o escritor havia oferecido ao jornalista Ernesto Senna (1858-1913) uma fotografia sua produzida na Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/16157" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 17 de agosto de 1909, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1910</strong></span> &#8211; Provavelmente, durante essa década, mudou para a França, onde morou em Bois Colombe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Publicação de um retrato do cientista Carlos Chagas (1879 &#8211; 1934), produzido na Photographia Guimarães (<em>A Noite</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/76" target="_blank">8 de agosto</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/81" target="_blank"> 9 de agosto</a> de 1911).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Do terceiro andar da Photographia Guimarães, o comandante Souza Aguiar dirigia o trabalho dos bombeiros para debelar um <em>grande incêndio no coração da cidade</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11088" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de março de 1912, na última coluna</a>).</p>
<p>Proprietário e empregados de estabelecimentos fotográficos requisitaram que os mesmos não mais abrissem aos domingos. Dois empregados da Photographia Guimarães participaram do abaixo-assinado endereçado aos vereadores da cidade do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/15288" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 13 de abril de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Foi roubada uma mercadoria &#8211; papel sensibilizado &#8211; destinada a José Ferreira Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/12786" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de janeiro de 1913, segunda coluna</a>).</p>
<p><em>Uma dúzia de retratos de Boudoir, última novidade, criação da afamada Photographia Guimarães</em>, seria o 2º Prêmio do Grande Concurso Extraordinário D, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/6446" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 4 de junho de 1913</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong> </span>- Pela última vez a Photographia Guimarães foi anunciada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/55480" target="_blank">Almanak Laemmert</a>.</p>
<p>Uma dúzia de retratos da Photographia Guimarães foi o 1º prêmio do Grande Concurso Extraordinário K, promovido pelo semanário <em>O Tico-Tico: Jornal das Crianças</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/8555" target="_blank"><em>O Tico-Tico,</em> 7 de outubro de 1914</a>)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; A capa do <em>Jornal das Moças</em> foi ilustrada com uma imagem de Carolina Pereira dos Santos, filha de um empresário do Rio de Janeiro. O trabalho fotográfico foi da Casa Guimarães e a gravura foi realizada no ateliê de Alois Fabien (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/111031_01/696" target="_blank"><em>Jornal das Moças</em>, 1º de março de 1915</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1916</strong></span> &#8211; Um dos prêmios sorteados pelo semanário O Tico-Tico seriam retratos da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/153079/10419" target="_blank"><em>O Tico-Tico</em>, 9 de fevereiro de 1916</a>).</p>
<p>Após longos anos na Europa, José Ferreira Guimarães voltou a dirigir seu estabelecimento fotográfico no<br />
Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10156" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><img class="wp-image-10156 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/volta.jpg" alt="volta" width="540" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/348970_01/9008" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de agosto de 1916</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Foi anunciado que o segundo andar da Photographia Guimarães poderia ser alugado para <em>dentista ou negócio de luxo</em>. O prédio, que possuia elevador, foi referido como <em>aristocrático</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/38740" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 28 de julho de 1917, quarta coluna</a>). Nesse mesmo ano, foi anunciado que A Photographia Huebner &amp; Amaral havia reaberto em 11 de setembro, na rua da Assembleia, 100, antigo endereço da Photographia Guimarães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/36757"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de setembro de 1917)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- Neste ano, Maria Aparecida, uma sobrinha neta de sua esposa, foi residir com eles, na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; O sobrinho neto de sua mulher, Benedito Junqueira Duarte (1910 &#8211; 1995), viajou para Paris, tornando-se discípulo de Guimarães. Posteriormente, Benedito trabalhou na Seção de Fotografia do Departamento de Cultura de São Paulo a convite de Mário de Andrade (1893 &#8211; 1945), além de ter sido sócio-fundador do Foto Cine Clube Bandeirante.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; José Ferreira Guimarães faleceu na França, em 30 de janeiro, provavelmente, de infecção pulmonar. Foi enterrado no cemitério de Bois Colombe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>AULER, Guilherme, sob o pseudônimo de Ricardo Martim, em dois artigos publicados na <em>Tribuna de Petrópolis. </em>Petrópolis, 1º e 8 de abril de 1956.</p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>DUARTE, Benedito J. <a href="http://memoria.bn.br/docreader/098116x/6893" target="_blank"><em>José Ferreira Guimarães, fotógrafo da Corte Imperial</em></a>. <em>O Estado de São Paulo</em>. São Paulo, 4 dez, 1977 (Suplemento Cultural).</p>
<p>FERNANDES JUNIOR, Rubens. <a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0864-1.pdf" target="_blank"><em>B.J. Duarte Invenção e modernidade na fotografia documental</em></a>.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A fotografia no Brasil:</em> 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21639/jose-ferreira-guimaraes" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985. 243 p.</p>
<section id="como-citar" class="how-mention">
<header></header>
</section>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; I &#8211; O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2017 15:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 - 1903), na ocasião em que foi jurado da seção "Fotografia", da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"> Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), na ocasião em que foi jurado da seção &#8220;Fotografia&#8221;, da II Exposição Nacional de 1866. Segundo Tadeu Chiarelli, com esse texto, o pintor traçou<em> &#8230;aquela que talvez seja a primeira história da fotografia escrita no Brasil (talvez a primeira em língua portuguesa)&#8230;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8216;A descoberta da fotografia, importante auxiliar das artes e ciências, e que há mais de meio século preocupava o espírito de doutos tornando-se objeto de estudo de alguns sábios da Inglaterra e da França, só nesses últimos tempos atingiu ao grande aperfeiçoamento que apresenta e que bem pouco deixa a desejar&#8217;.</em></span></p>
<p>Foi com essas palavras que Victor Meirelles iniciou o capítulo &#8220;Fotografia&#8221;, que constou no Relatório sobre a II Exposição Nacional de 1866, realizada no Palácio da Moeda do Rio de Janeiro entre 19 de outubro e 16 de dezembro de 1866. O pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Mostrou-se também entusiasmado com as aplicações da fotografia. Seu julgamento das obras expostas expressava rigor crítico e admiração. Usou em sua avaliação valores e parâmetros que eram, tradicionalmente, utilizados na crítica de pinturas como, por exemplo, os efeitos de luz e a nitidez das imagens. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.</p>
<p>Na opinião do pintor, os quinze fotógrafos que participaram da exposição equiparavam-se <em>pouco mais ou menos em perfeição.</em> Mas os registros do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> foram os que mais elogiou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5263/icon1513880.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="618" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank">Vitor Meireles, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Victor Meirelles (Santa Catarina, 18 de agosto de 1832 &#8211; Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1903)</a> é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros do século XIX (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/6013" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de fevereiro de 1903, na terceira coluna</a>). São de sua autoria quadros icônicos da história das artes plásticas no Brasil como <em>A Batalha dos Guararapes, </em><em>A Primeira Missa do Brasil</em>, <em>Juramento de Princesa Isabel, </em><em>Moema</em> e<em> Passagem do Humaitá.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><img src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/09/primeira-missa-550x409.jpg" alt="" width="550" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><em>A Primeira Missa do Brasil</em> (1861), óleo de Victor Meirelles / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/122" target="_blank"><strong>Acessando o link para alguns registros realizados por fotógrafos que participaram da II Exposição Nacional de 1866 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A II Exposição Nacional foi realizada no Rio de Janeiro no palácio que abriga atualmente o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Sua abertura foi anunciada como uma demonstração de coragem e patriotismo dos brasileiros já que o evento aconteceu em meio a <em>dolorosas preocupações de uma guerra formidável</em> &#8211; a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/10878" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866, na primeira coluna</a>). O evento foi visto por de cerca de 52.000 pessoas, inclusive por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, que a visitou diversas vezes e compareceu às cerimônias de inauguração e de encerramento (<em>Semana Ilustrada</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2449" target="_blank">21 de outubro de 1866, na primeira coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2521" target="_blank">23 de dezembro de 1866, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21095" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de outubro de 1866, na terceira coluna</a> e <a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21167" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de novembro de 1866, na última coluna</a>).</p>
<p>Pela primeira vez a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. A importância conferida à fotografia na II Exposição Nacional e a qualidade do material exposto fica evidente na publicação da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2482" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em> de 18 de novembro de 1866.</a> :</p>
<p><em>&#8216;Na sala imediata a das pinturas acham-se colocadas as fotografias que formam uma parte bem distinta da atual exposição&#8230; Não há dúvida que a fotografia entre nós é exercida com uma perfeição que não deve temer a confrontação com os trabalhos europeus&#8230;&#8217;</em></p>
<p>Porém, ainda se discutia se a fotografia deveria ser incluída como uma das belas-artes, como pode-se ler em uma carta enviada pelo conde de La Hure, erudito francês que residia no Brasil e autor de várias obras sobre temas brasileiros, a Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira coluna</a>, na época dirigido pelo escritor. De La Hure também fez uma apreciação das fotografias expostas:</p>
<p>&#8216;<em>Deve-se por a fotografia entre as belas-artes? A questão tem sido e está sendo debatida&#8230;Adhue sub judice est. Não serei eu quem a resolva. Não posso deixar a sala de produtos dessa arte sem mencionar os retratos de tamanho notável, a fumo ou coloridos, e outros muitos dos senhores Guimarães &amp; C, Stahl &amp; Wahnschaffe, Gaspar &amp; Guimarães, e Pacheco. Os retratos de Suas Majestades o Imperador e a Imperatriz do sr. Stahl &amp; Wahnschaffe são de boa e bela execução. O sr. Leuzinger expõe panoramas, paisagens, reproduções de gravuras ou litografias, em que a fotografia trabalha com perfeita fidelidade, igualando o que se faz de melhor atualmente. Diante da fotografia do sr. Leuzinger, indico-lhe como perfeição tipográfica a página dos preços correntes desse expositor, impressa na mesma casa dele, com tinta de diversas cores, tudo de um lindo gosto e de um belo efeito. </em></p>
<p><em>O sr. Guimarães, como artista que é, quis que a tabuleta de sua exposição de fotografias não fosse uma obra vulgar, e pediu que outro artista a fizesse (o sr. A. James). O escudo do Brasil e a coroa que lhe está sobreposta são do melhor efeito e execução; as folhagens que servem de moldura à tabuleta toda são lindíssimas, graciosas e de gosto&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira e quarta colunas</a>)&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9436" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank"><img class="wp-image-9436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/tracado.jpg" alt="tracado" width="716" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank">Parte do traçado do edifício da Exposição e Jardins Anexos, <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A classe de “Fotografia” foi dividida entre “panoramas”, “panoramas  diversos para álbuns”, “estereoscópios”, “álbuns” e “retratos”. Foram premiados com medalha de prata <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, Carneiro &amp; Gaspar, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 – 1877)</a> &amp; Germano Wanchaeffer (1832 – ?) e E.J. Van Nyvel; com medalha de bronze <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>, Modesto e Jacy Monteiro &amp; Lobo. Finalmente, obtiveram menções honrosas José de Melo Arguelles, Luiz Terragno ( c. 1831 &#8211; 1891), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) </a>e Leon Chapelin (18? -?). Na categoria “Paisagem”, a medalha de prata foi obtida por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>.</p>
<p>O relatório do evento foi realizado por Antônio José de Souza Rego (1829 &#8211; 1889), 1º secretário da comissão diretora da exposição, e foi publicado pela Tipografia Nacional, em 1869. Em 20 de novembro de 1866, Victor Meirelles o assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia. O quarto grupo era presidido por Antônio Félix Martins (1812 &#8211; 1892).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9403" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank"><img class="wp-image-9403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/charge1.jpg" alt="charge" width="623" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank">Charge sobre a popular II Exposição Nacional, publicada na Semana Ilustrada, 21 de outubro de 1866.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre os premiados, Meirelles escreveu:</strong></p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>:</span></p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>:</span></p>
<p><em>Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Prata &#8211; Carneiro &amp; Gaspar:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos, que reúnem em geral as condições e qualidades que constituem o verdadeiro merecimento da arte fotográfica, são ainda muito recomendáveis e de incontestável merecimento. As provas de grandes dimensões, que são obtidas pelo sistema conhecido de amplificação, teriam para nós outro valor e delas formaríamos mais acertados juízo, se em vez de terem sido apresentadas com retoques, tivéssemos de julgar unicamente o trabalho puro e propriamente dito fotográfico.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">4ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877</a>) &amp; Germano Wahnschaffe (1832 &#8211; ?)</span></p>
<p><em>São ainda dignos de toda atenção os trabalhos fotográficos destes senhores. As provas que representam diversos tipos da raça africana reúnem as qualidades essenciais, que sem elas a fotografia seria imperfeita. As de grandes dimensões, dos retratos de SS. MM. Imperiais obtidos também pelo sistema de amplificação pecam um pouco por não serem mais firmes e caírem excessivamente no efeito oposto, que os artistas chamam mole. Bem sabemos quanto é difícil em uma prova dessa dimensão obter-se melhor resultado. Acreditamos que essas provas foram antes ali representadas para que o público julgue o quanto são suscetíveis de serem depois coloridas a guache ou retocadas a óleo, como as que se acham expostas. As vistas do panorama da cidade do Rio de Janeiro e de algumas outras localidades pitorescas dos nosso subúrbios são trabalhos que ficam recomendados também por sua perfeição&#8221;.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">5ª Medalha de Prata &#8211; E. J. Van Nyvel:</span></p>
<p>Sentimos que os limitados trabalhos fotográficos deste senhor não nos fornece mais ampla comparação entre os seus companheiros. Não podemos entretanto deixar de reconhecer por alguns de seus retratos ditos cartões de visita que seu autor sustem-se dignamente no ponto de honra que seguramente o induziu a vir apresentar-se nesta festa da indústria.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Bronze &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho &#8211; Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.        </em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Bronze &#8211; Modesto Ribeiro:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos não estão longe de atingirem a perfeição que seu autor se esforça para obter. Nos trabalhos que expôs em cartões de visita, prima um retrato de meio corpo que se encontra colocado no centro do quadro grande, no qual estão expostas diversas provas; notando-se ainda o de uma criança que está deitada sobre uma cadeira de encosto, pela nitidez, vigor das sombras e beleza das meias tintas. Grande número das outras provas de grandes dimensões deixam a desejar pela falta de firmeza, nitidez e transparência das sombras.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Bronze &#8211; Jacy Monteiro &amp; Lobo:</span></p>
<p><em>Apesar de serem ainda suscetíveis de aperfeiçoamento os trabalhos fotográficos destes senhores, vê-se entretanto algumas provas que não são sem merecimento, reunindo as qualidades desejáveis. Quero crer que a falta de melhor efeito nas menos felizes, provenha o defeito do clichê.</em></p>
<p><em>Os fotógrafos sabem bem pela prática quanto é pernicioso ao bom resultado da prova positiva obter-se a prova negativa com muito custo, e a poder de reforços, e quanto esta perde de sua transparência, por ser impossível evitar-se aquela espécie de véu, que se forma sobre a imagem e que é proveniente da acumulação dos diversos precipitados que se aderem na camada do colódio e por isso quanto deve influir na nitidez e vigor das provas positivas; mais alguma atenção nesta parte influirá certamente para que se obtenham melhores resultado</em>s.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Menção Honrosa &#8211; José de Melo Arguelles:</span></p>
<p><em>Este senhor expôs alguns retratos em cartões de visita que não são absolutamente privados de alguma boa qualidade não obstante pequem principalmente pelo efeito de luz, que dão a seu trabalho um aspecto de dureza, proveniente da falta de meias tintas suaves que ligando-se mais harmoniosamente com os claros e as sombras, tanto contribuem para a beleza das formas, dando-lhes perfeito relevo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Menção Honrosa &#8211; Luiz Terragno em Porto Alegre ( c. 1831 &#8211; 1891):</span></p>
<p><em>Não são inteiramente privadas de merecimento as provas fotográficas enviadas por este senhor. Nota-se o retrato de uma senhora que foi também reproduzido sobre fino tecido de um lenço; bem como as outras provas, representando algumas vistas.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Menção Honrosa &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela</a> e Leon Chapelin de Pernambuco:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Medalha de Prata na categoria &#8220;Paisagem&#8221; &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos desse senhor primam pela nitidez, vigor e fineza dos tons e também por uma cor muito agradável. Pode-se dizer desses trabalho, que são perfeitos, pois que representam fielmente com todas as minudências os diversos lugares pitorescos de nosso característico país. Algumas provas são obtidas com tanta felicidade que parece antes um trabalho artisticamente estudado e que neste ponto rivalizam com a mais perfeita gravura em talhe doce; direi que estas provas poderiam perfeitamente servir de estudo aos artistas que se dedicam a arte bela da pintura de paisagens. As formas são ali reproduzidas com toda a fidelidade da perspectiva linear, e o que sobretudo torna-se ainda mais digno de atenção é a perspectiva aérea, tão difícil de obter-se na fotografia sem grande alteração.</em></p>
<p><em>Aquela gradação dos planos que tão bem se destacam entre si e vão gradualmente desaparecendo no horizonte até o último é obtida de modo a não ter-se mais que desejar, sendo nesta parte notáveis as seguintes vistas:</em></p>
<p><em>Gavia do lado da Tijuca</em></p>
<p><em>Vale do Andarahy</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos vista da barreira</em></p>
<p><em>Vista da Praia Grande</em></p>
<p><em>A planície abaixo da cascata na Tijuca         </em></p>
<p><em>O rochedo de Quebra Cangalhas</em></p>
<p><em>Panorama da cidade do Rio de Janeiro</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos do lado de Teresópolis</em></p>
<p><em>O Garrafão, e muitas outras que deixaremos de mencionar&#8217;</em></p>
<div style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4442/SAm52-0066.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="786" height="622" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank">Georges Leuzinger. O Dedo de Deus na Serra dos Órgãos, c. 1867. Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ASSIS, Machado de, 1839-1908. <a href="http://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/correspondencia_machado_de_assis_-_tomo_ii-1870-1889_-_para_internet.pdf" target="_blank"><em>Correspondência de Machado de Assis : tomo II, 1870-1889</em> </a>/ coordenação e orientação Sergio Paulo Rouanet ; reunida, organizada e comentada por Irene Moutinho e Sílvia Eleutério. – Rio de Janeiro : ABL, 2009. (Coleção Afrânio Peixoto ; v. 92). 560 p. ; 21 cm.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202005000200006" target="_blank">História da arte / história da fotografia no Brasil &#8211; século XIX: algumas considerações</a>. </em>ARS (São Paulo) vol.3 no.6. São Paulo, 2005.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Para ter algum merecimento: Victor Meirelles e a fotografia</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p 14-23.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. <em><a href="https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924019972011;view=1up;seq=106" target="_blank">Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1º secretário da Comissão Diretora</a></em>. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MEIRELLES, Victor. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Relatório da II Exposição Nacional de 1866</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p. 6-13.</p>
<p>SILVA, Maria Antonia Couto da. <a href="http://www.revistafenix.pro.br/PDF11/ARTIGO.6.SECAO.LIVRE-Maria.Antonia.Couto.da.Silva.pdf" target="_blank"><em>As relações entre pintura e fotografia no Brasil do século XIX: considerações acerca do álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond.</em></a> Fênix : Revista de História e Estudos Culturais (Uberlândia), v. 04, p. 01-18, 2007.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento339466/exposicao-nacional-2-1866-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/marantfel.htm" target="_blank">Site do Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil </a></p>
<p><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Site do Museu Histórico Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2000, p. 12. (Espaços da Arte Brasileira)</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>XEXEO, Monica. Victor Meirelles: um desenhista singular. In: TURAZZI, M.I. (org) Victor Meirelles: novas leituras. São Paulo: Studio Nobel, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; III &#8211; Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 13:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Porém sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. São imagens de autoria de Agostinho Forni, Carlos Cesar, Bate &#038; CA, Frederico Trebbi, José Ferreira Guimarães e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção e Humaitá, a batalha de 18 de julho, casas de militares, a casa de Elisa Lynch (1835 - 1886), acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870) *</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4183/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank">Anônimo. Capitania em Humaitá : vista do lado de terra, 1868. Humaitá, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. Porém, segundo o historiador André Toral: <em>O registro fotográfico da guerra do Paraguai contra a Tríplice Aliança (1864-1870) foi, em termos gerais, uma continuidade do tipo de fotografia que se fazia na época. Mas foi, também, mais do que isso. A cobertura in loco e a força do assunto trouxeram maneiras inovadoras de se representar o conflito, o que colaborou para a constituição de uma linguagem fotográfica com características próprias em relação à pintura ou gravura do período dedicadas à guerra.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22paraguai%2C+guerra%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de aspectos da Guerra do Paraguai disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">A <span class="il">Guerra</span> <span class="il">do</span> <span class="il">Paraguai </span>abriu um lucrativo mercado para os fotógrafos itinerantes. Eles retratavam os soldados tanto nos acampamentos como em casa, antes da partida, tirando-os do anonimato, dando a eles um rosto, o que aumentava o custo humano dos combates. Os registros ainda não eram publicados nos jornais, devido à falta de arcabouço técnico, mas circulavam de mão em mão a partir de álbuns vendidos ao público. As capitais dos países envolvidos no conflito e algumas das províncias foram visitadas por esses profissionais, que também registravam os locais e seus costumes.</div>
<p>As imagens do acervo do portal sobre o assunto são de autoria de Agostinho Forni, de Carlos Cesar, do estúdio Bate &amp; CA, de Frederico Trebbi, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, de Luiz Terragno (c.1831-1891) e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção, Humaitá, Lambaré e Luque; a batalha de 18 de julho, casas de militares como os generais José Antônio Correia da Câmara (1824-1893) e Joaquim Andrade Neves (1807 &#8211; 1869), a casa de Elisa Lynch (1835 &#8211; 1886), mulher do presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870); acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros. Há também uma fotografia do quadro <em>Passagem de Humaitá</em>, do pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, produzida por José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3637/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="671" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank">José Ferreira Guimarães e Victor Meirelles. Passagem de Humaitá: pintura de Victor Meirelles, 1872 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Guerra do Paraguai, primeiro conflito a receber uma cobertura visual na imprensa sul-americana e um de seus assuntos preponderantes entre 1864 e 1870, foi um importante marco da fotorreportagem no Brasil, tema central da tese de doutorado <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil, </em><span class="a">de autoria de Joaquim Marçal de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica. </span>Diversas ilustrações de episódios da guerra e de alguns de seus participantes foram publicadas. A litografia propiciava a reprodução de fotografias, daguerreótipos e pinturas levando as imagens da guerra a um público maior. No início do conflito ainda não havia tecnologia capar de realizar a reprodução direta da fotografia pela prensa, então as fotografias foram largamente utilizadas como base para as ilustrações produzidas pelos litógrafos e publicadas pela imprensa.</p>
<p>O engenheiro militar, historiador, teatrólogo e músico Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (1843 &#8211; 1899), futuro visconde de Taunay, título que recebeu de D. Pedro II em 6 de setmbro de 1889, participou da cobertura da Guerra do Paraguai. Integrou as expedições militares entre 1865 e 1867 e entre 1869 e 1870 e seus escritos circularam na <em>Semana Ilustrada</em>. Parte dos textos jornalísticos do visconde de Taunay foram reunidos por Affonso Taunay (1876 &#8211; 1958) na coletânea<a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank"> </a><em><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank">Recordações de Guerra e de Viagem</a>.</em> Entre suas obras está o clássico <em><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=17499" target="_blank">A Retirada da Laguna</a>, </em>sobre um dos episódios da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira, adoecida por beribéri, cólera e tifo foi forçada a se retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg"><img class="  wp-image-19593 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg" alt="taunay" width="312" height="382" /></a></p>
<p>Destacamos no periódico <em>Semana Illustrada</em>, do alemão Henrique Fleuiss (1824 &#8211; 1882), edição de 10 de setembro de 1865, as publicações de ilustrações da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank">Batalha Naval de Riachuelo</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank">dom Pedro II e do duque de Saxe em traje de campanha</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19584" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai2.jpg" alt="Semana Ilustrada, 10 de setembro de 1865" width="739" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<div id="attachment_19585" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><img class="wp-image-19585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai11.jpg" alt="paraguai1" width="739" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segunda antropóloga Lúcia Stumpf que em 2019 defendeu a tese de doutorado <em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Além de sua importância histórica, a guerra contra o Paraguai se apresenta como um estudo de caso muito interessante para pesquisas de cultura visual&#8230; Isso porque a eclosão da guerra coincidiu, no Brasil, com o auge do desenvolvimento de novas tecnologias óticas e de impressão, que impactavam as artes e a indústria, no que chamamos, em referência ao famoso ensaio de Walter Benjamin, de era da reprodutibilidade técnica</em>.</span></p>
<p>Grande parte da documentação fotográfica do conflito constitui-se por de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><i>cartes-de-visite</i></a> de generais, soldados, governantes e outros envolvidos na guerra, produzidos entre 1864 e 1870. A guerra rendeu aos fotógrafos uma nova clientela de militares. Eram fotografados nos ateliês de suas cidades antes de irem para os combates.</p>
<p>Durante a Guerra do Paraguai, em 1865,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II </a> esteve no Rio Grande do Sul e foi retratado pelo fotógrafo italiano Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891 ), um dos fotógrafos pioneiros do Rio Grande do Sul.</p>
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<div style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="408" height="681" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank">Luiz Terragno. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1865. RS/ Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terragno fotografou, entre 1865 e 1867, outros personagens envolvidos no conflito como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922) </a>e o Duque de Saxe (1845 &#8211; 1907). Algumas dessas fotos e outras também de autoria de Terragno, de vistas de Porto Alegre, foram exibidas na Exposição de História do Brasil realizada pela Biblioteca Nacional e aberta por Pedro II, em 2 de dezembro de 1881, dia em que o monarca completava 56 anos. A exposição foi um dos mais importantes eventos da historiografia nacional.  Foi organizada por Benjamin Franklin de Ramiz Galvão (1846 – 1938), diretor da Biblioteca Nacional de 1870 a 1882.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">O conde d´Eu (1842-1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, assumiu a chefia das tropas, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 &#8211; 1880).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="616" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bartolomeu Mitre (1821 &#8211; 1906) foi presidente da Argentina durante a Guerra do Paraguai.</p>
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<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4937/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0181_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank">Francisco Benque e Alberto Henschel. Bartolomeu Mitre, 1874. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Guerra do Paraguai</em></strong></span></p>
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<p>Travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, &#8211; cujo tratado foi assinado <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/invasao_uruguai.html" target="_blank">em 1º de maio de 1865 entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai </a>-, a Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e foi, como já mencionado, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul.  O Uruguai estava em guerra civil e cidadãos brasileiros foram perseguidos e tiveram suas fazendas atacadas. Apesar dos esforços do Brasil, da Argentina e da Inglaterra para pôr fim à crise, com representantes reunindo-se tanto com o presidente Aguirre e o chefe da rebelião, Venâncio Flores, a guerra civil continuou, e com ela os ataques aos brasileiros. Em agosto, o governo brasileiro ameaçou intervir militarmente no Uruguai e o Paraguai protestou. O Uruguai rompeu relações com o Brasil, que invadiu o país em 12 de outubro de 1864. Como retaliação, o Paraguai sequestrou, em 12 de novembro de 1864, o vapor brasileiro <em>Marquês de Olinda</em>, que havia partido de Buenos Aires, em 3 de novembro, e transportava o novo presidente do Mato Grosso, o coronel Frederico Carneiro de Campos (1800 &#8211; 1867).</p>
<p>O presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870), declarou guerra ao Brasil em 13 de dezembro de 1864 e, à Argentina, em 18 de março do ano seguinte. O conflito, durante o qual cerca de de 280 mil paraguaios, na época a metade da população do país, e 120 mil soldados argentinos, uruguaios e brasileiros morreram, terminou em 1870<a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=704369&amp;PagFis=855" target="_blank">,</a> com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai. A origem do conflito é motivo de divergência entre historiadores, mas algumas de suas causas foram as questões de fronteiras entre os países, rivalidades históricas e a navegação nos rios platinos.</p>
<p>No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo da Aclamação</a>, atual Praça da República, foi construído um monumento, o Templo da Vitória, um pavilhão de madeira onde foi celebrada, em 10 de julho de 1870, o Te Deum em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, com a presença de dom Pedro II e de outros membros da família real e de ministros do império. A data foi escolhida devido à chegada de dom Pedro II, cinco anos antes, à cidade de Uruguaiana, local da primeira rendição paraguaia.</p>
<p>A construção do templo teria que ser feita rapidamente e como os cofres públicos estavam depauperados foi criado um impoto extraordinário para financiá-la. A obra e sua concepção foram de Fachinetti e a decoração das ruas do entorno foram entregues ao escritório de arquitetura ligado a Pietro Bosisio, genro do ministro da Fazenda, o visconde de Itaboraí (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1187" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 17 de maio de 1870, sugunda coluna</a>). Anteriomente, havia se informado que a obra havia ficado a cargo do próprio Bosisio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1183" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 15 de maio de 1870, quarta coluna</a>). O empreendimento foi muito criticado e ele foi apelidado na imprensa como o <em>templo de papelão,</em> já que apesar de uma aparência sólida<em>, </em>o edifício foi feito com papelão, lona, gesso e sarrafo.<em> </em>A missa foi um fiasco, com cerca de 200 pessoas nas arquibancadas quando cerca de 8 mil convites haviam sido enviados pelo ministro da Guerra. No mesmo mês de sua inauguração foi <em>desmanchado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1358" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 10 de julho de 1870, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1359" target="_blank">quarta coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1362" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de julho de 1870, quarta coluna; <em>A Reforma</em>, 12 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/277" target="_blank"><em>Correio Nacional</em>, 13 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1418" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 29 de julho de 1870, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1427" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 31 de julho de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3991/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank">Anônimo. Templo da Vitória, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/279" target="_blank"><em>Correio Nacional</em> de 13 de julho de 1870,</a> há uns versos sob o título &#8220;Cousas do Crispim&#8221;, onde foram comentados os eventos envolvendo o Templo da Vitória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/180045" target="_blank">Acesse a reportagem <em>A Guerra do Paraguai vista por um pintor suíco</em>, de Theofilo Andrade, publicada na revista <em>O Cruzeiro</em>, 14 de abril de 1971.</a></p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20262/edoardo-de-martino-pintor-dos-tempos-de-guerra" target="_blank">Acesse o artigo <em>Edoardo de Martino, pintor dos tempos de guerra</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica em 19 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">* O texto desse artigo foi atualizado em 18 de maio de 2020.</span></p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil.</em><i> </i>Rio de Janeiro : Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; Tese de doutorado, 2011.</p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>História da fotorreportagem no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CHIAVENATO, Júlio José. <em>Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Editora Guanabara, 1979.</p>
<p>CUARTEROLO, Miguel Angel. <em>Soldados de la memoria: imágenes y hombres de la Guerra del Paraguay. </em>Argentina : Planeta<em>,em 2000.</em></p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em><em>Maldita Guerra</em>.São Paulo:Companhia das Letras, 2002<em>.</em></em></p>
<p>FAUSTO, Boris. <em>História do Brasil.São Paulo:Editora Universidade de São Paulo, 1998.</em></p>
<p>FRAGOSO, Augusto Tasso.<em>História da guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército, 2012.</p>
<p>GOMES, Laurentino<em>. <em>1889</em>. Rio de Janeiro : Globo Editora, 2013.</em></p>
<p><a href="https://historiamilitaremdebate.com.br/coronel-frederico-carneiro-de-campos-e-o-apresamento-do-marques-de-olinda/" target="_blank">História Militar em debate</a></p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do.<em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro : Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>MAESTRI, Mário. <em>Guerra no Papel: história e historiografia da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</em>. Passo Fundo:PPGH/UPF, 2013.</p>
<p>MORENO, Leila Yaeko Kiyomura. <em><a href="https://jornal.usp.br/cultura/na-guerra-do-paraguai-a-imprensa-inova-com-reportagens-visuais/" target="_blank">Na Guerra do Paraguai, a imprensa inovou em reportagens visuais</a></em>. Jornal da USP, 2020</p>
<p>MOTA, Isabela; PAMPLONA, Patricia. <em>Vestígios da Paisagem Carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019.</em></p>
<p>QUEIROZ, Silvânia de.<em> <em>Revisando a Revisão: Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Porto Alegre: FCM Editora, 2014.</em></p>
<p>SALLES, Ricardo.<em> <em>Guerra do Paraguai &#8211; Memórias e Imagens.</em> Rio de Janeiro:Biblioteca Nacional, 2003.</em></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/search?q=%22templo+da+vit%C3%B3ria%22" target="_blank">Site As histórias dos monumentos</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>STUMPF, Lúcia Klück. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-20082019-112907/publico/2019_LuciaKluckStumpf_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em></a>. Tese de doutorado. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 2019.</p>
<p>TORAL, André<em>. <em><a href="http://fortalezas.org/midias/arquivos/2736.pdf" target="_blank">Imagens em desordem: a iconografia da Guerra do Paraguai</a>. </em></em>São Paulo : Universidade de São Paulo, 2001.</p>
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