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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Jorge Olinto</title>
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		<title>Retratos de escravizados pelo fotógrafo Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 15:43:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
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		<description><![CDATA[No Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo "As fotografias de escravizados de Christiano Junior conservadas no Museu Histórico Nacional", da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi. No século XIX, imagens de escravizados eram produzidas por artistas e fotógrafos e vendidas para os estrangeiros de passagem pelo Rio de Janeiro.  O fotógrafo açoriano Christiano Junior (1832 - 1902), aproveitando o filão, produziu “variada coleção de costumes e tipos de pretos, coisa muito própria para quem se retira para a Europa”. O álbum “Photographias de costumes brazileiros”, com 24 imagens, foi apresentada na Exposição Internacional do Porto de 1865. Pertenceu ao rei D. Fernando, de Portugal, e, em 1933,  foi doada por Jorge Olinto ao Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, a Brasiliana Fotográfica publica o artigo <em>As fotografias de escravizados de Christiano Junior conservadas no Museu Histórico Nacional</em>,<em> </em>da historiadora Maria Isabel Ribeiro Lenzi. No século XIX, imagens de escravizados eram produzidas por artistas e fotógrafos e vendidas para os estrangeiros de passagem pelo Rio de Janeiro.  O fotógrafo açoriano <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902),</a> aproveitando o filão, produziu “variada coleção de costumes e tipos de pretos, coisa muito própria para quem se retira para a Europa”. O álbum “Photographias de costumes brazileiros”, com 24 imagens, foi apresentada na Exposição Internacional do Porto de 1865. Pertenceu ao rei D. Fernando, de Portugal, e, em 1933,  foi doada por Jorge Olinto ao Museu Histórico Nacional, uma das instituições parceiras do portal.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>As fotografias de escravizados de Christiano Junior conservadas no Museu Histórico Nacional</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Maria Isabel Ribeiro Lenzi *</p>
<div style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6490" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6490/IMG_4994.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="542" height="799" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6490" target="_blank">Christiano Junior. Escrava de ganho vendedora, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O Brasil durante mais de 300 anos teve a escravidão na base da produção da economia. Escravizaram-se índios nos primeiros anos da colonização portuguesa e, posteriormente, verificou-se que o comércio negreiro era tão ou mais lucrativo do que a transação com o açúcar que era produzido nos engenhos, cuja mão de obra negra marcava a participação africana na política mercantilista.</p>
<p>No Império do Brasil, a escravidão continua sendo a principal fonte de renda, como nos é lembrado quando vemos fotografias de colheitas de café ou da mineração, onde os escravizados são protagonistas. O tráfico negreiro, até 1850, é um grande negócio para o capitalista brasileiro. A escravidão estava em toda parte e mesmo uma pessoa de pequenas posses possuía um escravo de ganho que lhe trazia diariamente o sustento. Deste modo, na capital do Império, circulavam pelas ruas diversos tipos de trabalhadores, a maioria absoluta, negra. Eram carregadores, aguadeiros, vendedores de frutas, cesteiros, barbeiros ambulantes, quituteiras, etc.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/173" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados de Christiano Junior conservadas no MHN disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6495" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6495/IMG_5013.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6495" target="_blank">Christiano Junior. Escravo de ganho carregando cadeiras, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O que é muitas vezes esquecido é que da escravidão também advinham recursos indiretos: o comprador de escravizados pagava imposto ao município referente àquela compra; o senhor que gastou dinheiro para adquirir escravizados possuía uma apólice de seguro que garantia o investimento de seu capital; finalmente, devemos lembrar as imagens que eram produzidas por artistas e fotógrafos e vendidas para os estrangeiros de passagem pelo Rio de Janeiro. Provavelmente a pessoa retratada não recebia por direito de imagem, mas seu retrato, vendido como <em>souvenir</em> dos trópicos, respondia à demanda do consumo do exótico e enriquecia algumas pessoas.</p>
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<div style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6500" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6500/IMG_5033.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="413" height="690" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6500" target="_blank">Christiano Junior. Escrava-Crioula, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O fotógrafo português Christiano Jr. aproveitou esse filão e produziu “variada coleção de costumes e tipos de pretos, coisa muito própria para quem se retira para a Europa”(1) . A coleção era composta de cerca de 77 fotografias tamanho cartes de visites com retratos de trabalhadores de corpo inteiro e retratos de rostos de pessoas de diferentes sociedades africanas – a função e o tipo de escravizados. Eram vendidas no estabelecimento de Christiano Jr. à Rua da Quitanda e também na Casa Leuzinger. As fotografias tomadas no estúdio de Christiano Jr., feitas para os estrangeiros, não mostram a paisagem, nem a cidade, nem as estradas. Exibem os escravizados. Provavelmente, essas pessoas, ao posarem com seus instrumentos de trabalho, ganharam algum trocado do fotógrafo. Com certeza eram escravizados, pois aqueles que aparecem de corpo inteiro estão, todos, descalços, o que marcava a condição escrava do trabalhador.</p>
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<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6497" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6497/IMG_5021.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6497" target="_blank">Christiano Junior. Escravo de ganho com caixa em cima da cabeça, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Em 1865, Christiano Jr. apresenta “Photographias de costumes brazileiros” na Exposição Internacional do Porto. São duas molduras, cada uma com 12 fotografias de escravizados das ruas do Rio de Janeiro. Essas 24 imagens foram, depois de expostas, oferecidas a D. Fernando, rei de Portugal pelo fotógrafo e podemos ler nas molduras a dedicatória: “a. s. m. El Rei D. Fernando, Christiano Junior, rua da Quitanda, 45, 2º andar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14683" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/molduras.jpg"><img class="  wp-image-14683" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/molduras.jpg" alt="molduras" width="701" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Molduras para as imagens do álbum <em>Photografias de costumes brazileiros</em>, de 1865</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Das 24 fotografias escolhidas para a exposição, 12 são retratos de rostos africanos e as outras 12 são de trabalhadores de ganho. São cenas de trabalho recriadas no ateliê do fotógrafo, cujo objetivo é mostrar a atividade, não representar o indivíduo. Deste modo, encontramos cesteiros, quitandeiras, barbeiros, carregadores, vendedores de frutas, vendedores de cadeira. Quanto aos tipos, do mesmo modo não buscavam representar a pessoa em si, mas sua origem: Christiano Junior escreveu em baixo de cada rosto, a nação ou o porto africano que os embarcou: Mina Nagô, Cabinda, Angola, Moçambique, Monjolo, Congo.</p>
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<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6493" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6493/IMG_5006.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6493" target="_blank">Christiano Junior. Escravo de ganho barbeiro, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6505/IMG_5054.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="280" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank">Christiano Junior. Escravo &#8211; Moçambique, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>Esta coleção que pertenceu ao rei D. Fernando foi doada ao Museu Histórico Nacional – MHN – em 1933, por Jorge Olinto, estando, desde então, sob a guarda do museu. Passou pelos cuidados do Centro de Conservação e Preservação da Funarte – CCPF, no final da década de 1980, quando, para melhor conservá-las, as fotografias foram retiradas das molduras (foram higienizadas, estabilizadas, acondicionadas e reproduzidas em negativo). Todavia, foram as molduras preservadas, pois além de guardarem a dedicatória do fotógrafo a D. Fernando revelando por onde essas fotografias passaram antes de vir para o museu, elas trazem consigo a estética de uma época em que as exposições internacionais eram o must no mundo ocidental, ávido para conhecer o exótico e o pitoresco sem precisar viajar para tão longe, o que era possibilitado pela fotografia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) Almanaque Laemmert. Apud Gorender, Jacob, <em>A face escrava da corte imperial brasileira</em>. In Azevedo, Paulo César;Lissovsky, Maurício. Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr. São Paulo: Ex Libres, 1988.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>*Maria Isabel Ribeiro Lenzi é Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (IBRAM/MinC)</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>CUNHA, Manoela Carneiro da. <em>Olhar Escravo, Ser Olhado</em>. In: Lissovisky, Maurício; Azevedo, Paulo Cesar. Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr., São Paulo: Ex-Libris, 1988</p>
<p>GORENDER, Jacob. <em>A Face Escrava na Corte Imperial Brasileira</em>. In: Lissovisky, Maurício; Azevedo, Paulo Cesar. Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr., São Paulo: Ex-Libris, 1988</p>
<p>LEITE, Marcelo Eduardo. <em>Typos de pretos: escravos na fotografia de Christiano Jr</em>. Visualidade, Goiânia, V.9, jan-jun, 2011.</p>
<p>LISSOVISKY, Maurício; AZEVEDO, Paulo Cesar. <em>Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr</em>., São Paulo: Ex-Libris, 1988</p>
<p>MAGALHÃES, Manuel. <em>Christiano Junior, um açoriano, fotógrafo, na América do Sul.</em> Revelar, Revista de Estudo de Fotografia e Imagem, Porto: Universidade do Porto, V. 1, out. 2016.</p>
<p>SODRÉ, Muniz.<em> À Sombra do Retrato</em>. In: Lissovisky, Maurício; Azevedo, Paulo Cesar. Escravos Brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr., São Paulo: ExLibris, 1988</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6489" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6489/IMG_4990.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6489" target="_blank">Christiano Junior. Escravos de ganho, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cronologia de Christiano Júnior </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C.T. Wanderley**</p>
<div style="width: 250px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://buenosaireshistoria.org/juntas/christiano-junior-fotografo-pionero-de-la-sociedad-rural-argentina/" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/08/01_christiano_jr.jpg" alt="" width="240" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://buenosaireshistoria.org/juntas/christiano-junior-fotografo-pionero-de-la-sociedad-rural-argentina/" target="_blank">Retrato de Christiano Junior, c. 1872/ Site Buenos Aires História</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1832</strong></span> – O português José Christiano de Freitas Henriques Junior nasceu na Ilha das Flores, no Arquipélago dos Açores, em 21 de julho de 1832.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong></span> &#8211; Chegou ao Brasil com sua esposa, Maria Jacinta Fraga, e com os dois filhos do casal: os futuros fotógrafos José Virgílio (1851 -?) e Frederico Augusto (1853-?).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> – Christiano Junior anunciava, em Maceió, em Alagoas, seus <em>retratos fotográficos sobre vidro, papel, pano e encerado.</em></p>
<p style="text-align: left;">Chegou no Rio de Janeiro e em anúncio ofereceu seus serviços de fotógrafo. Seus trabalhos estariam expostos na casa do sr. Bernasconi e chamados escritos deveriam ser enviados para o Hotel Brysson, na rua d´Ajuda, 57 B. Também aceitava pedidos de <em>quadros e cestas de flores e frutas de cera, imitando perfeitamente o natural</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/21248" target="_blank"><em>Correio Mercantil, e Instrutivo, Político, Universal</em>, 2 de dezembro de 1862, quinta coluna</a>).</p>
<div id="attachment_11954" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/21248"><img class="wp-image-11954 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio2.jpg" alt="anuncio2" width="540" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/217280/21248" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, e Instrutivo, Político, Universal, 2 de dezembro de 1862</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>- Era um dos proprietários da Photographia do Commercio, na rua São Pedro, 69. Seu sócio era Fernando Antônio de Miranda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/7240" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1864</a>).</p>
<div id="attachment_11956" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/7240" target="_blank"><img class="wp-image-11956 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio3.jpg" alt="anuncio3" width="540" height="438" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/7240" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de julho de 1864</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11964" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio6.jpg"><img class="wp-image-11964 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio6.jpg" alt="anuncio6" width="540" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/22658" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1864</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong> </span>- O endereço do estabelecimento fotográfico de Christiano e Miranda mudou para rua da Quitanda, 53 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23372" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1865</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Christiano mudou-se sozinho para a rua da Quitanda, 45. Anunciou que em seu estabelecimento, a Photographia e Pintura, fazia cartões de visita, ambrótipos, cenótipos, fotografias coloridas a óleo, aquarela ou pastel, além de retratos para broches e medalhas. Também anunciou a venda de <em>coleções dos costumes dos pretos nessa corte e no interior da província, em cartões para álbuns, coisa muito própria para quem se retira para a Europa </em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/8422" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 2 de abril de 1865</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25063" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1866</a>).</p>
<div id="attachment_11958" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/8422"><img class="wp-image-11958 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio4.jpg" alt="anuncio4" width="540" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/8422" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 2 de abril de 1865</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Exposição na Casa Bernasconi de quatro molduras contendo 48 fotografias de autoria de Christiano. <em>Delas 12 costumes de pretos de ganho, vendilhões e outras 12 representam tipos de diferentes nações da raça africana</em>. Essas 24 imagens foram oferecidas a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>. As outras 24 foram enviadas à eExposição Internacional do Porto e oferecidas a d. Fernando, rei de Portugal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/25044" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 22 de julho de 1865, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da Exposição Internacional do Porto e suas obras, assim como as do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, foram expostas na seção de Belas-Artes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/9213" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1865, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Christiano Jr, identificado como <em>fotógrafo bastante conhecido pelos excelentes trabalhos executados em sua oficina, </em>doou 400 fotografias do falecido cônsul de Portugal, Antonio Emilio Machado Reis, para ajudar à família do diplomata. Houve uma exposição das fotos na sociedade Madrepora, instituída por Machado Reis<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/25441" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de novembro de 1865, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong> </span>- Publicação de anúncio da Galeria Photographica e de Pintura na seção de &#8220;Notabilidades&#8221; do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25764" target="_blank">Almanaque Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</a>. Christiano Junior anunciava que havia reaberto seu estabelecimento fotográfico após uma reforma e oferecia <em>timbres-postes</em>, fotografias em diversas dimensões &#8211; até a natural -, podendo ser coloridas por várias técnicas, retratos em cenótipos, fotografias de homens célebres, além de uma <em>variada coleção de costumes e tipos de pretos, coisa muito própria para quem se retira para a Europ</em>a.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/25764" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-12097 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio11.jpg" alt="anuncio11" width="384" height="540" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Estabelecido na rua da Quitanda, 45, Christiano fez uma exibição de retratos para cartas, <em>uma nova e interessante aplicação da fotografia</em>, realizada a partir de um <em>instrumento que em 15 segundos dá 12 e 24 retratos, pequenos, mas nem por isso menos parecidos</em>. Os retratos seriam usados para marcar o papel de carta, o que anteriormente era feito com a iniciais do remetente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/548" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 4 de fevereiro de 1866, segunda coluna</a>).</p>
<div id="attachment_11948" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/548"><img class="wp-image-11948 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/carta.jpg" alt="carta" width="540" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/548" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 4 de fevereiro de 1866</a></p></div>
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<p>No verso de uma de suas cartas de visita oferecia retratos em lenço, costumes e tipos de índios, cópias de gravuras de Morgado de Mateus reproduzidas de uma rara edição de <em>Os Lusíadas</em>, retratos em porcelana, e em marfim, retratos em vidro para ver por transparências, vistas para estereoscópios, retratos de homens célebres, monarcas, guerreiros, literatos, etc.</p>
<p>Participou da II Exposição Nacional e o que apresentou foi saudado como <em>excelentes retratos e perfeitíssimas reproduções de uma dúzia de gravuras. </em>Conquistou a medalha de bronze<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2482" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 18 de novembro de 1866, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21444" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 1º de fevereiro de 1867, última colun</a>a).</p>
<p>Sobre ele, o pintor Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), que assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia &#8211; comentou no Relatório da II Exposição Nacional do Rio de Janeiro:</p>
<p><em>&#8216;Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho &#8211; Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.       </em></p>
<p>Christiano Junior participou que, a partir do dia 1º de dezembro de 1866, seu amigo Bernardo José Pacheco passaria a ser seu sócio em seu estabelecimento fotográfico, na rua da Quitanda, 45, que passaria a funcionar <em>com a razão Christiano Junior &amp; Pacheco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/11098" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de dezembro de 1866, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/26624" target="_blank">Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, 1867</a>).</p>
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<div id="attachment_11961" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/11098" target="_blank"><img class="wp-image-11961" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio5.jpg" alt="anuncio5" width="540" height="410" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/11098" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 3 de dezembro de 1866</a></p></div>
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<p>Em torno desse ano, realizou uma série de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6720" target="_blank">fotografias médicas</a>.</p>
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<div style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4735" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4735/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="530" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4735" target="_blank">Christiano Junior. Elephantiasis : [homem nu com deformidade nos órgãos genitais, pernas e pés: retrato, c. 1866. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Christiano Junior estava em Desterro, atual Florianópolis, e abriu um ateliê fotografico na rua Augusta, 26. Anunciou sua pretensão de fazer algumas<em> vistas da cidade </em>e também de <em>vistas para estereoscopos, </em>além de informar que pretendia ficar apenas por um mês na cidade porque estaria de passagem para o rio da Prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/1613" target="_blank"><em>O Despertador</em>, 1º de fevereiro de 1867</a> e <a href="Acessando o link para as fotografias de Christiano Júnior disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas." target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 28 de fevereiro de 1867</a>).</p>
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<div id="attachment_12053" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/1613" target="_blank"><img class="wp-image-12053 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio10.jpg" alt="anuncio10" width="289" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709581/1613" target="_blank"><em>O Despertador,</em> 1º de fevereiro de 1867</a></p></div>
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<div id="attachment_11947" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=711667&amp;pagfis=2311"><img class="wp-image-11947 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="419" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=711667&amp;pagfis=2311" target="_blank"><em>O Mercantil</em>, 28 de fevereiro de 1867</a></p></div>
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<p>Abriu um ateliê fotográfico, em Mercedes, no Uruguai.</p>
<p>Christiano Junior começou a tentar expandir suas atividades na Argentina. Em 1º de dezembro, em Buenos Aires, inaugurou um bem sucedido estúdio de fotografia, na rua Florida, nº 159. Iniciou uma significativa produção de retratos e, segundo os pesquisadores argentinos Abel Alexander e Luis Priano, que examinaram os álbuns relativos ao seu trabalho que estão depositados no <i>Archivo General de la Nación</i>, estima-se que foram produzidos por ele mais de 4 mil retratos entre 1873 e 1875.</p>
<p>No censo de 1869 de Buenos Aires, constavam os nomes de Christiano e de seus dois filhos. O de sua esposa não, o que indica que provavelmente estavam separados ou ele tinha enviuvado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong> </span>- Em um anúncio, Christiano Junior &amp; Pacheco avisavam que <em>à vista dos mesquinhos preços a que alguns de nossos colegas têm reduzido a fotografia, vemo-nos também obrigados a baixar nossos preços. </em>Informava ainda que Christiano Junior havia trazido de sua casa, em Buenos Aires, um novo sistema, a imitação porcelana, por ele introduzida lá e aqui (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/246875/739" target="_blank"><em>Jornal da Tarde</em>, 18 de agosto de 1870</a>).</p>
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<div id="attachment_12046" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/246875/739" target="_blank"><img class="wp-image-12046 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio9.jpg" alt="anuncio9" width="540" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/246875/739" target="_blank"><em>Jornal da Tarde</em>, 18 de agosto de 1870</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em francês, anúncio da venda de um produto de combate à umidade na Maison Christiano Junior &amp; Cia. O produto teria sido descoberto por um associado de Christiano em Paris, o pintor químico M. Regnault. A propaganda foi publicada outras vezes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/700029/889" target="_blank"><em>Ba-Ta-clan</em>, 27 de agosto de 1870</a>).</p>
<p>Christiano Junior &amp; Pacheco anunciavam uma <em>novidade fotográfica</em>, a imitação da porcelana &#8211; <em>unicamente se fazem na rua da Quitanda, 45</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/1195" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 28 de agosto de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>Christiano Junior montou um estúdio fotográfico voltado ao público infantil, a <em>Fotografia de la Infancia, </em>na rua de Las Artes, n. 118, em Buenos Aires.</p>
<p>Em torno desse ano, fotografou o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu(1842 &#8211; 1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>.</p>
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<div style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5522" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5522/P005DJ0782.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="442" height="700" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5522" target="_blank">Christiano Junior. Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> &#8211; Recebeu a medalha de ouro na primeira Exposição Nacional da Argentina, na cidade de Córdoba, com a série de fotos <em>Vistas y costumbres de la Republica Argentina. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong> </span>- Publicação de um anúncio da Photographia de Christiano Junior &amp; Pacheco no<a href="http://memoria.bn.br/docreader/313394x/36043" target="_blank"> <em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1873</a> .</p>
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<div id="attachment_11968" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href=" http://memoria.bn.br/docreader/313394x/36043" target="_blank"><img class="wp-image-11968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio7.jpg" alt="anuncio7" width="540" height="304" /></a><p class="wp-caption-text"><a href=" http://memoria.bn.br/docreader/313394x/36043" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1873</a></p></div>
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<p><strong><span style="color: #800000;">1874</span></strong> &#8211; Christiano Junior &amp; Pacheco eram réus em uma ação movida por Olímpio Militão Vieira na Primeira Vara Cível (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/32471" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de dezembro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; O estabelecimento fotográfico de Christiano Junior &amp; Pacheco foi anunciado pela última vez no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/38655" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1875,</a> no endereço rua da Quitanda, 39 a 41.</p>
<p>Seu ateliê fotográfico voltado ao público infantil, a <i>Fotografia de La Infância, </i>era, segundo anúncio publicado no jornal <i>La Prensa</i> de 04 de fevereiro de 1875, possuidor de <em>máquinas instantâneas que permitem tirar retratos de criaturas inquietas e travessas</em>. O ateliê foi destruído por um incêndio em março de 1875, e foi reaberto pouco depois, à rua Victoria 296, agora gerenciado por seu filho José Virgílio, que havia sido seu ajudante.</p>
<p>Manoel Garcia Vidal, ex-sócio de Christiano Junior &amp; Pacheco, anunciou a abertura de um estabelecimento fotográfico na rua Sete de Setembro, 76, esquina com Gonçalves Dias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10654" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de março de 1875, sexta coluna</a>).</p>
<p>Um incêndio destruiu o prédio número 41 da rua da Quitanda, de propriedade da Santa Casa de Misericórdia. No segundo andar ficava o estabelecimento Christiano Junior &amp; Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/10419" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 29 de março de 1875, segunda coluna</a>). Eles passaram a atender no ateliê do renomado fotógrafo português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, na rua do Ourives, 38 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/10689" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de março de 1875</a>).</p>
<p>A Photographia de Pacheco, Menezes e Irmão era anunciada como sucessora de Christiano Junior &amp; Pacheco, na rua da Quitanda, 39 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/37" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de agosto de 1875, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_12027" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/37" target="_blank"><img class="wp-image-12027" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio8.jpg" alt="anuncio8" width="540" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_01/37" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 10 de agosto de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Christiano tornou-se fotógrafo oficial da Sociedade Rural Argentina<i> </i>e realizou sua primeira exposição pela entidade, da qual se desligaria em 1878.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Lançou o primeiro volume da coleção intitulada <i><a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/10/chris_jr/09/index.html" target="_blank">Album de Vistas e Costumes de La Republica Argentina,</a> </i>que trazia 16 imagens de Buenos Aires acompanhadas por textos explicativos em quatro idiomas. Primeiro trabalho com essas características produzido na Argentina, o material foi, em parte, <em>formado pelo aproveitamento de vistas anteriormente colocadas à venda em seu ateliê</em>. Christiano Júnior nesse trabalho mesclou <em>imagens da Argentina colonial e pastoril com as de uma nova nação, representada sobretudo pelas novas construções</em>.</p>
<p>Para introduzir o álbum afirmou: &#8216;<em>Meu plano é vasto e quando estiver completo a República Argentina não haverá nem pedra nem árvore histórica, do Atlântico até os Andes, que não tenha sido submetido ao foco vivificador da câmara escura</em>.&#8217;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c8/Vistas_costumbres_arg_cover.jpg/1280px-Vistas_costumbres_arg_cover.jpg" alt="" width="1043" height="754" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ganhou a medalha de ouro na segunda exposição anual da Sociedade Científica Argentina.</p>
<p>Participou da Exposição Universal da Filadélfia de 1876.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi lançado o segundo volume de seu trabalho, contando com doze retratos de <a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/10/chris_jr/10/index.html" target="_blank">tipos populares </a>urbanos<b> </b>e com vistas de construções modernas e históricas.</p>
<p>Produziu uma série que retratava a nova penitenciária de Buenos Aires, trabalho que foi vendido de forma avulsa e em álbum encadernado.</p>
<p>No catálogo da primeira exposição do Club Industrial de Buenos Aires, em 1877, na qual participou, Christiano Junior escreveu acerca de suas fotos médicas, realizadas no Brasil, que <em>segundo o parecer dos médicos nacionais e estrangeiros, nenhum fotógrafo, até aquela data [1866] havia tirado do natural um trabalho semelhante</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Vendeu seu estúdio em Buenos Aires para Witcomb &amp; Mackern. Deixou no arquivo do ateliê um acervo de mais de 170 vistas.</p>
<p>Participou da Exposição Universal de Paris de 1878.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1879 a 1883</span></strong> &#8211; Viajou pelo interior da Argentina, fotografando várias províncias do país, continuando a série de álbuns de Vistas e Costumes da República Argentina. Passou pelas cidades de Rosário, Córdoba, Río Cuarto, Mendoza, San Juan, San Luis, Catamarca, Tucumán, Salta e Jujuy. Antes de chegar às cidades, anuncia nos jornais<a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/10/chris_jr/index.html#"> </a>locais que ali prestará seus serviços. Monta seu estúdio associado a um fotógrafo local e, em alguns casos, acompanhado de seu  filho. Uma vez instalado na localidade, dá início ao trabalho no ateliê e, paralelamente, desenvolve seu projeto maior: os álbuns de vistas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da<a href="http://https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486" target="_blank"> Exposição Continental de Buenos Aires em 1882</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Anúncio do estabelecimento fotográfico de Menezes &amp; Irmão, sucessores de Christiano Junior &amp; Pacheco (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/226688/2969" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 5 de junho de 1883, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10830" target="_blank">)</a>.</p>
<p>Christiano Junior desvinculou-se de seu último ateliê, localizado na cidade de Corrientes. Abandonou temporariamente a fotografia, dedicando-se à produção e comércio de vinhos e licores, os quais vendia ao Brasil, à Argentina e ao Paraguai.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; De Buenos Aires, Christiano Junior importou 382 fardos feno, que chegaram no vapor francês <em>Bearn</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/184" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 28 de janeiro de 1890, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>De Buenos Aires, Christiano Junior importou quatro sacos de alpiste, 10 de cevada, 10 de linhaça, seis de milho e 40 caixas de passas e nove de vinho que chegaram no vapor francês <em>Bretagne</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/778" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de abril de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Pelo decreto de 21 de dezembro de 1892, foi concedida, por 15 anos, a Christiano Junior, a patente da invenção do<em> processo aperfeiçoado de fabricar vinho de cana (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/291536/1386" target="_blank">Minas Gerais, Órgão Oficial dos Poderes do Estado, 24 de dezembro de 1992, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2513" target="_blank">Jornal do Brasil</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2513" target="_blank">, 26 de dezembro de 1892, quarta coluna</a>, e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/873730/1613" target="_blank">Relatório do Ministério da Agricultura de 1993</a></em><em>).</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Publicação do livro de sua autoria,  Tratado prático de vinicultura, destilaria e licoreria, com prólogo do escritor argentino Eduardo L. Holmberg (1852 &#8211; 1937).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901/1902</strong></span> &#8211; Entre esses anos, Christiano Júnior escreveu ainda oito textos autobiográficos publicados no jornal La Provincia: <em>Sueños raros</em> (14/12/1901); <em>Recuerdos de mi tierra</em>, dedicado a seu neto Augusto (1/1/1902), <em>Tempora mutantur</em> (Buenos Aires de 1866 a 1900), dedicado a sua neta Telma (15, 18, 21, 25/1/1902);<em> Un carnaval en mi tierra</em>, dedicado a Pedro Benjamín Serrano ( 8/2/1902); <em>En los Andes</em>, dedicado a Félix M Gómez (1/3/1902); <em>Informalidad y mentira</em>, dedicado a Manuel V. Figuerero (26/3/1902); Brasil de 1855 a 1870, dedicado a Guillermo Rojas ( 5/4/1902), e <em>De Corrientes (</em>17/5/1902) (<a href="http://www.oocities.org/abelalexander/chjunior2.htm" target="_blank"><em>Recordando Christiano</em></a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Christiano Junior faleceu em 19 de novembro, em Assunção, no Paraguai. <a href="http://hemerotecadigital.bne.es/issue.vm?id=0004144696&amp;search=&amp;lang=es" target="_blank">Seu necrológio foi publicado, em 13 de dezembro de 1902, na revista argentina <em>Caras Y Caretas,</em> página 28</a><em> </em>:</p>
<p>&#8216;<em>Em Assunção do Paraguai, onde vivia retirado há muitos anos pintando fotografias, faleceu na semana passada o velho fotógrafo don Christiano Junior, cuja arte para retratar a antiga família portenha era famosa em seu tempo. Junior foi o antecessor de Witcomb e diante de sua objetiva desfilaram as mais conhecidas damas e cavalheiros daquela época. Morreu pobre, privado quase por completo de sua visão, e deixa uma lembrança agradável em todos os que conheceram</em>.&#8217;</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio12.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-12101 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/anuncio12.jpg" alt="anuncio12" width="540" height="402" /></a> <a href="http://hemerotecadigital.bne.es/issue.vm?id=0004144696&amp;search=&amp;lang=es" target="_blank"><em>Caras y Caretas</em>, 13 de dezembro de 1902</a></p>
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<p>Posteriormente, seus restos mortais foram levados para Buenos Aires e sepultados no cemitério de Olivos.</p>
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<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><em><strong>Seguem os links dos artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre a Abolição da Escravatura:</strong></em></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888</em></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Novas identificações</em></a></p>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark">(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</a></p>
<p><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank">Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Mais identificações</a></em></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179" target="_blank"><em>A Brasiliana Fotográfica, o Dia da Abolição da Escravatura e Machado de Assis na Missa Campal</em></a></p>
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