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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; guerra</title>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; V &#8211; Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2018 16:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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		<category><![CDATA[século XX]]></category>
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		<description><![CDATA["Na Coleção Cristóvão Barcellos, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é possível encontrar alguns raros registros fotográficos da participação militar brasileira na I Guerra Mundial. Cristóvão de Castro Barcellos (1883-1946) foi um militar do Exército brasileiro nascido em Campos, norte do estado do Rio de Janeiro. Quando 1º tenente, ele foi chamado a integrar a Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material, criada em dezembro de 1917 e enviada à França em janeiro de 1918". O cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, é o autor do artigo que hoje a Brasiliana Fotográfica publica sobre "A participação militar brasileira na I Guerra Mundial - Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material (1918)".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Registros raros da participação militar brasileira na I Guerra Mundial</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Na Coleção Cristóvão Barcellos, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é possível encontrar alguns raros registros fotográficos da participação militar brasileira na I Guerra Mundial. Cristóvão de Castro Barcellos (1883-1946) foi um militar do Exército brasileiro nascido em Campos, norte do estado do Rio de Janeiro. Quando 1º tenente, ele foi chamado a integrar a Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material, criada em dezembro de 1917 e enviada à França em janeiro de 1918&#8243;. O cientista político Paulo Celso Corrêa, do Museu da República, uma das instituições parceiras do portal, é o autor do artigo que hoje a Brasiliana Fotográfica publica sobre &#8220;A participação militar brasileira na I Guerra Mundial &#8211; Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material (1918)&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A participação militar brasileira na I Guerra Mundial &#8211; Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material (1918)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Paulo Celso Corrêa*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">No dia 11 de novembro de 2018 se comemora o centenário da assinatura do armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com a rendição da Alemanha. Esse foi o primeiro conflito militar em escala global da história da humanidade, envolvendo países de todos os continentes.  Representou o desfecho dramático de um longo período de disputas por territórios, mercados e áreas de influência geopolítica, que dividia as principais potências capitalistas da época (Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos) desde meados do século XIX. Os avanços tecnológicos da ciência e da indústria dos últimos séculos, que muitos acreditavam levar a humanidade ao progresso e à paz, foram aplicados em armamentos que elevaram a destruição material e as taxas de mortalidade civil e militar a níveis inéditos. Ao todo, estima-se que a guerra matou cerca de 20 milhões de pessoas, entre militares e civis.</p>
<p>Na Coleção Cristóvão Barcellos, do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é possível encontrar alguns raros registros fotográficos da participação militar brasileira na I Guerra Mundial. Cristóvão de Castro Barcellos (1883-1946) foi um militar do Exército brasileiro nascido em Campos, norte do estado do Rio de Janeiro. Quando 1º tenente, ele foi chamado a integrar a Comissão Brasileira de Estudos, Operação de Guerra e Compra de Material, criada em dezembro de 1917 e enviada à França em janeiro de 1918.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1078px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6079" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6079/cba02%2010000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1068" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6079" target="_blank">Oficiais da Missão Militar Brasileira na França &#8211; I Guerra Mundial (1914-1918), c. 1918. França / Acervo Museu da República. Os integrantes da Missão Aché na França, na presença de Olinto Magalhães (em trajes civis) e um oficial francês (de uniforme militar mais claro). Cristóvão Barcellos é o segundo da direita para a esquerda, na primeira fila de baixo para cima. O general Aché está entre o ministro Olinto e o oficial francês.</a></p></div>
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<p>O compromisso de criá-la surgiu na reunião da Comissão Interaliada acontecida em Paris, entre 30 de novembro e 3 de dezembro de 1917, na qual o Brasil foi representado pelo seu ministro plenipotenciário (embaixador) na França, Olinto Magalhães. Desde 26 de outubro daquele ano, o Brasil estava em guerra contra a Alemanha, integrando assim o bloco dos países Aliados liderado pela França, Inglaterra e Estados Unidos. Além da Comissão de Estudos e Compras, na mesma reunião interaliada se decidiu que o Brasil enviaria uma missão médica militar para a França, um grupo de aviadores navais para treinamento na Europa e nos EUA  e uma divisão naval para o patrulhamento da costa atlântica da África.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=barcellos" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas à participação do Brasil na I Guerra Mundial disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A comissão de estudos e compras, conhecida como &#8220;Missão Aché&#8221; por causa de seu comandante, o general Napoleão Felipe Aché, tinha o objetivo de estudar a doutrina militar francesa e conhecer armamentos franceses que pudessem ser comprados para uso pelo exército brasileiro. Além de visitarem instalações militares, os 24 oficiais brasileiros que a compunham foram arregimentados na primeira linha do Exército francês, que lutava na frente ocidental da guerra (França e Bélgica). Cristóvão Barcellos, por exemplo, comandou um pelotão do 17º regimento de Dragões (infantaria a cavalo) do exército francês, participando da perseguição a tropas alemãs que se retiravam da Bélgica. Ele continuou na França após o fim da guerra, onde cursou a Escola Militar de Saint-Cyr até 1919, ano em que retornou ao Brasil.</p>
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<div style="width: 1288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6080" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6080/cba02%2020000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1278" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6080" target="_blank">O tenente Cristóvão Barcellos a cavalo, no centro da foto, de boné, no comando de um pelotão de dragões franceses, em perseguição às forças alemãs em território belga, c. 1918. Bélgica / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Missão Aché continuou suas atividades na França após o armistício. Outra função por ela desempenhada foi a de familiarizar os oficiais brasileiros com o exército francês, de modo que eles pudessem trabalhar com a Missão Francesa de treinamento contratada pelo governo brasileiro em 1919. Ficou definido pelo contrato que os franceses comandariam por quatro anos as escolas brasileiras de Estado-Maior, Aperfeiçoamento de Oficiais, Intendência e Veterinária e, em troca, o Brasil daria preferência à compra de armas e equipamentos bélicos franceses. Chefiados pelo marechal Maurice Gamelin, os primeiros oficiais instrutores franceses chegaram ao Brasil em 1919. O contrato da missão foi renovado sucessivas vezes até a extinção da missão militar em 1940, após a capitulação da França na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6081" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6081/cba2%2040000001.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1280" height="787" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6081" target="_blank">O coronel Cristóvão Barcellos (o quinto, da direita para a esquerda), comandante da Escola de Estado Maior do Exército, durante exercícios militares com a participação de instrutores franceses em Belo Horizonte, 4 de agosto de 1931. Belo Horizonte, MG / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>*Paulo Celso Corrêa é cientista político do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAUJO, Rodrigo Nabuco de. <em>Missão militar francesa</em>; FAGUNDES, Luciana. <em>Participação brasileira na Primeira Guerra Mundial</em>; LEMOS, Renato. <em>Cristóvão Barcellos</em>. In: ABREU, Alzira Alves de (org.). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro, Editora FGV, 2015.</p>
<p>DARÓZ, Carlos. <em>O Brasil na Primeira Guerra Mundial: a longa travessia</em>. São Paulo, Editora Contexto, 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Notícias sobre a Missão Aché na década de 1910</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Anúncio da criação de uma missão militar brasileira na Europa chefiada pelo general Napoleão Felipe Aché com o objetivo de <em>colher &#8220;in loco&#8221; as lições novas que a presente guerra proporciona</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720593/2255" target="_blank"><em>O Jornal (MA)</em>, 23 de novembro de 1917, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">No anfiteatro da Sorbonne, realização de grande manifestação em honra do Brasil com a presença do general Aché e de membros da missão militar brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/38029" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de março de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O ministro do Brasil em Paris, Olinto de Magalhães (1866 &#8211; 1948), apresentou o general Aché a Stephen Pichon (1857 &#8211; 1933), ministro das Relações Exteriores da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/38352" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de abril de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Visita da Missão Aché a Verdun e encontro de Olinto Magalhães e do general Aché com Georges Clemenceau (1841 &#8211; 1929), presidente do Conselho da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/6260" target="_blank"><em>A Rua</em>, 1º de maio de 1918, última coluna</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/38625" target="_blank"><em> O Paiz</em>, 2 de maio de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Olinto Magalhães apresentou o general Aché e o chefe da missão naval brasileira, o almirante Francisco de Mattos, ao presidente da França, Raymond Poincaré (1860 &#8211; 1934)(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/39247" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de junho de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em 28 de julho, a missão brasileira foi recebida no front de guerra belga pelo general Gillain, chefe do Estado Maior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/31187" target="_blank"><em>Fon Fon</em>, 5 de outubro de 1918</a>).</p>
<p style="text-align: left;">O ministro da Guerra do Brasil, o marechal Caetano de Faria (1855 &#8211; 1936) fez um elogio ao general Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13427" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de agosto de 1918, última coluna</a>),</p>
<p style="text-align: left;">Incorporação de oficiais da Missão Aché a regimentos franceses e condecoração do general Aché com a medalha militar francesa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/36566" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de setembro de 1918, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40134" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de setembro, quarta coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/42717" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de setembro de 1918, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/37626" target="_blank"><em>O Malho</em>, 7 de setembro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Matéria sobre a participação do Brasil na guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40134" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 3 de setembro de 1918, última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Inserção na ata da Câmara de Deputados de uma nota de contentamento relativa à incorporação de oficiais da Missão Aché a regimentos franceses (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/44999" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de setembro de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Falecimento de um membro da Missão Aché, o tenente Andrade Neves, vítima da gripe espanhola (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45297" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de outubro de 1918, penúltima coluna,  </a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/33574" target="_blank"><em>A República</em>, 21 de outubro de 1918, quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/38091" target="_blank"><em>O Malho</em>, 9 de novembro de 1918</a>).</p>
<p>Em entrevista, o ministro da Guerra do Brasil, o marechal Caetano de Faria (1855 &#8211; 1936), mencionou as missões militares do Brasil na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40634" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 11 de outubro de 1918, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Pronunciamento do deputado do Pará, Abel Chermont, na Câmara de Deputados, quando afirmou que oficiais brasileiros da Missão Aché estavam chefiando soldados e até mesmo oficias franceses (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40659" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de outubro de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participação da Missão Aché no front da guerra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13727" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de outubro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>Entrevista com o general Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/18615" target="_blank"><em>A Época</em>, 30 de outubro de 1918</a>).</p>
<p>Condecoração do 1º tenente José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, integrante da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45429" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 5 de novembro de 1918, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40912" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de novembro de 1918, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Citação de dois oficiais da Missão Aché, dentre eles Castro Barcellos, na ordem do dia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/45554" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 25 de novembro de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p>Volta do aviador brasileiro Bento Ribeiro do front da guerra. Ele revelou que os oficias brasileiros da Missão Aché gozam de muitas simpatias na França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/144355" target="_blank"><em>Jornal do Commercio (AM)</em>, 20 de dezembro de 1918, sexta coluna</a>).</p>
<p>O general Aché visitou o hospital brasileiro em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41387" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 27 de dezembro de 1918, segunda coluna</a>).</p>
<p>Condecoração pelo governo francês do coronel Leite de Castro , membro da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/19054" target="_blank"><em>A Época</em>, 5 de janeiro de 1919, sétima coluna</a>).</p>
<p>Nomeação do 1º tenente Ildebrando Escobar como membro da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46116" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 14 de fevereiro de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sobre a participação do tenente Onofre Moniz Gomes de Almeida, professor da Escola de Aperfeiçoamento do Exército, na Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/22935" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 22 de fevereiro de 1919, primeira coluna</a>).</p>
<p>O ministro da Fazenda, João Ribeiro de Oliveira Souza (1863 &#8211; 1933), confirmou a isenção da cobrança de impostos sobre os vencimento dos membros da missão militar na Europa sob o comando do general Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/42003" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 5 e 6 de março de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>O capitão Regueira, ex-membro da Missão Aché, foi destacado para acompanhar a visita do general francês Maurice Gamelin (1872 &#8211; 1958) ao Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/6542" target="_blank"><em>A Razão</em>, 27 de março de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p>Volta de Castro Barcellos ao Brasil, a bordo do paquete <em>Gelria, </em>do Lloyd Royal Hollandez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800643/28240" target="_blank"><em>Pequeno Jornal</em>, 2 de abril de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Notícia do nascimento de um filho do 1° tenente Ildebrando Escobar, membro da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/42512" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de abril de 1919, quinta coluna</a>).</p>
<p>Sobre a autorização para a participação do major João Clomenes de Siqueira, da Missão Aché, no Congresso da Cruz Vermelha,em Berna, na Suíça (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14867" target="_blank"><em>A Noite</em>, 28 de abril de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Polêmica em torno de uma suposta compra de material de artilharia francesa envolvendo membros da Missão Aché( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/14903" target="_blank"><em>A Noite</em>, 5 de maio de 1919, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/19974" target="_blank"><em>A Época</em>, 6 de maio de 1919, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46726" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de maio de 1919, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/39123" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de maio de 1919, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/49350" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de maio de 1919, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/19974" target="_blank"><em>A Época</em>, 6 de maio de 1919, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/45449" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 6 de maio de 1919, segunda coluna</a>)</p>
<p>O presidente do Tiro da Imprensa, Miguel Calmon, estava na Missão Aché, assim como seu instrutor, o Segundo Tenente Ildefonso Escobar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/23832" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 13 de maio de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Apresentação dos membros da Missão Aché ao novo ministro do Brasil junto ao governo da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/46151" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de junho de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p>O general Aché foi condecorado comendador da Legião de Honra da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43118" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 15 de junho de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Artigo sobre a Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/46638" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de julho de 1919, terceira coluna</a>).</p>
<p>Sobre o <em>raid</em> entre Rio e Lisboa projetado pelo tenente Alziro Lima, que havia sido membro da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/215554/34438" target="_blank"><em>A República</em>, 9 de julho de 1919, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15271" target="_blank"><em>A Noite</em>, 8 de julho de 1919, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/7423" target="_blank"><em>A Razão</em>, 9 de julho de 1919, segunda coluna</a>).</p>
<p>Sobre a Missão Médica e a Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/50435" target="_blank"><em>Correio Paulistano,</em> 7 de setembro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>O general Aché comunicou ao ministro da Guerra do Brasil, Alfredo Pinto Vieira de Melo (1863 &#8211; 1923), que o governo francês havia autorizado o envio de uma missão militar para a instrução do Exército brasileiro sob a chefia do general Gamelin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/20997" target="_blank"><em>A Época</em>, 11 de setembro de 1919, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Sobre a comissão que substituiria a Missão Aché na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/48037" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de outubro de 1919, primeira coluna</a>).</p>
<p>Sobre o fornecimento de material bélico do governo francês ao Exército brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/21234" target="_blank"><em>A Época</em>, 11 de outubro de 1919, quarta coluna</a>).</p>
<p>&#8220;O general Gamelin conferencia, em Paris, com o general Napoleão Aché&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/44939" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 8 de novembro de 1919</a>).</p>
<p>Dissolução da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/258822/38404" target="_blank"><em>O Pharol</em>, 23 de novembro de 1919, última coluna</a>).</p>
<p>Regresso ao Brasil e ida para outros países dos oficiais da Missão Aché (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/16193" target="_blank"><em>A Noite</em>, 19 de dezembro de 1919, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/129054/9264" target="_blank"><em>A Razão</em>, 19 de janeiro de 1920, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fonte:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; III &#8211; Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 13:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da Guerra do Paraguai (1864 - 1870), o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Porém sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. São imagens de autoria de Agostinho Forni, Carlos Cesar, Bate &#038; CA, Frederico Trebbi, José Ferreira Guimarães e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção e Humaitá, a batalha de 18 de julho, casas de militares, a casa de Elisa Lynch (1835 - 1886), acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Registros da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870) *</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4183/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4183" target="_blank">Anônimo. Capitania em Humaitá : vista do lado de terra, 1868. Humaitá, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores registros de aspectos da <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Sua iconografia fotográfica é escassa, apesar da importância do evento e do fato de que na época já existia um bom número de fotógrafos atuando no continente. Porém, segundo o historiador André Toral: <em>O registro fotográfico da guerra do Paraguai contra a Tríplice Aliança (1864-1870) foi, em termos gerais, uma continuidade do tipo de fotografia que se fazia na época. Mas foi, também, mais do que isso. A cobertura in loco e a força do assunto trouxeram maneiras inovadoras de se representar o conflito, o que colaborou para a constituição de uma linguagem fotográfica com características próprias em relação à pintura ou gravura do período dedicadas à guerra.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=%22paraguai%2C+guerra%22&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank"><span style="color: #800000;">Acessando o link para as fotografias de aspectos da Guerra do Paraguai disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">A <span class="il">Guerra</span> <span class="il">do</span> <span class="il">Paraguai </span>abriu um lucrativo mercado para os fotógrafos itinerantes. Eles retratavam os soldados tanto nos acampamentos como em casa, antes da partida, tirando-os do anonimato, dando a eles um rosto, o que aumentava o custo humano dos combates. Os registros ainda não eram publicados nos jornais, devido à falta de arcabouço técnico, mas circulavam de mão em mão a partir de álbuns vendidos ao público. As capitais dos países envolvidos no conflito e algumas das províncias foram visitadas por esses profissionais, que também registravam os locais e seus costumes.</div>
<p>As imagens do acervo do portal sobre o assunto são de autoria de Agostinho Forni, de Carlos Cesar, do estúdio Bate &amp; CA, de Frederico Trebbi, de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>, de Luiz Terragno (c.1831-1891) e de outros fotógrafos ainda não identificados. Retratam aspectos de várias cidades como Assunção, Humaitá, Lambaré e Luque; a batalha de 18 de julho, casas de militares como os generais José Antônio Correia da Câmara (1824-1893) e Joaquim Andrade Neves (1807 &#8211; 1869), a casa de Elisa Lynch (1835 &#8211; 1886), mulher do presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870); acampamentos militares, igrejas, estações de ferro e hospitais, dentre outros. Há também uma fotografia do quadro <em>Passagem de Humaitá</em>, do pintor <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9392" target="_blank">Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903)</a>, produzida por José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3637/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="671" height="484" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3637" target="_blank">José Ferreira Guimarães e Victor Meirelles. Passagem de Humaitá: pintura de Victor Meirelles, 1872 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Guerra do Paraguai, primeiro conflito a receber uma cobertura visual na imprensa sul-americana e um de seus assuntos preponderantes entre 1864 e 1870, foi um importante marco da fotorreportagem no Brasil, tema central da tese de doutorado <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil, </em><span class="a">de autoria de Joaquim Marçal de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica. </span>Diversas ilustrações de episódios da guerra e de alguns de seus participantes foram publicadas. A litografia propiciava a reprodução de fotografias, daguerreótipos e pinturas levando as imagens da guerra a um público maior. No início do conflito ainda não havia tecnologia capar de realizar a reprodução direta da fotografia pela prensa, então as fotografias foram largamente utilizadas como base para as ilustrações produzidas pelos litógrafos e publicadas pela imprensa.</p>
<p>O engenheiro militar, historiador, teatrólogo e músico Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (1843 &#8211; 1899), futuro visconde de Taunay, título que recebeu de D. Pedro II em 6 de setmbro de 1889, participou da cobertura da Guerra do Paraguai. Integrou as expedições militares entre 1865 e 1867 e entre 1869 e 1870 e seus escritos circularam na <em>Semana Ilustrada</em>. Parte dos textos jornalísticos do visconde de Taunay foram reunidos por Affonso Taunay (1876 &#8211; 1958) na coletânea<a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank"> </a><em><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/188902/Recorda%C3%A7%C3%B5es%20de%20guerra%20e%20de%20viagens.pdf" target="_blank">Recordações de Guerra e de Viagem</a>.</em> Entre suas obras está o clássico <em><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=17499" target="_blank">A Retirada da Laguna</a>, </em>sobre um dos episódios da Guerra do Paraguai, quando a tropa brasileira, adoecida por beribéri, cólera e tifo foi forçada a se retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg"><img class="  wp-image-19593 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/taunay.jpg" alt="taunay" width="312" height="382" /></a></p>
<p>Destacamos no periódico <em>Semana Illustrada</em>, do alemão Henrique Fleuiss (1824 &#8211; 1882), edição de 10 de setembro de 1865, as publicações de ilustrações da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank">Batalha Naval de Riachuelo</a> e de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank">dom Pedro II e do duque de Saxe em traje de campanha</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19584" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><img class="size-full wp-image-19584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai2.jpg" alt="Semana Ilustrada, 10 de setembro de 1865" width="739" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/1997" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<div id="attachment_19585" style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><img class="wp-image-19585 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paraguai11.jpg" alt="paraguai1" width="739" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2000" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em>, 10 de setembro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segunda antropóloga Lúcia Stumpf que em 2019 defendeu a tese de doutorado <em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em>:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Além de sua importância histórica, a guerra contra o Paraguai se apresenta como um estudo de caso muito interessante para pesquisas de cultura visual&#8230; Isso porque a eclosão da guerra coincidiu, no Brasil, com o auge do desenvolvimento de novas tecnologias óticas e de impressão, que impactavam as artes e a indústria, no que chamamos, em referência ao famoso ensaio de Walter Benjamin, de era da reprodutibilidade técnica</em>.</span></p>
<p>Grande parte da documentação fotográfica do conflito constitui-se por de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank"><i>cartes-de-visite</i></a> de generais, soldados, governantes e outros envolvidos na guerra, produzidos entre 1864 e 1870. A guerra rendeu aos fotógrafos uma nova clientela de militares. Eram fotografados nos ateliês de suas cidades antes de irem para os combates.</p>
<p>Durante a Guerra do Paraguai, em 1865,  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II </a> esteve no Rio Grande do Sul e foi retratado pelo fotógrafo italiano Luiz Terragno (c. 1831 &#8211; 1891 ), um dos fotógrafos pioneiros do Rio Grande do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3983/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="408" height="681" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983" target="_blank">Luiz Terragno. Pedro II, Imperador do Brasil : retrato, 1865. RS/ Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Terragno fotografou, entre 1865 e 1867, outros personagens envolvidos no conflito como o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Conde d´Eu (1842 &#8211; 1922) </a>e o Duque de Saxe (1845 &#8211; 1907). Algumas dessas fotos e outras também de autoria de Terragno, de vistas de Porto Alegre, foram exibidas na Exposição de História do Brasil realizada pela Biblioteca Nacional e aberta por Pedro II, em 2 de dezembro de 1881, dia em que o monarca completava 56 anos. A exposição foi um dos mais importantes eventos da historiografia nacional.  Foi organizada por Benjamin Franklin de Ramiz Galvão (1846 – 1938), diretor da Biblioteca Nacional de 1870 a 1882.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">O conde d´Eu (1842-1922)</a>, marido da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a>, assumiu a chefia das tropas, em 1869, substituindo Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803 &#8211; 1880).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4154/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="616" height="432" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4154" target="_blank">Anônimo. S. A. Real Conde d&#8217;Eu com seu estado maior em Lambaré, 1868. Lambaré, Paraguai / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bartolomeu Mitre (1821 &#8211; 1906) foi presidente da Argentina durante a Guerra do Paraguai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4937/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0181_001_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="525" height="798" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4937" target="_blank">Francisco Benque e Alberto Henschel. Bartolomeu Mitre, 1874. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Um pouco sobre a Guerra do Paraguai</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, &#8211; cujo tratado foi assinado <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/invasao_uruguai.html" target="_blank">em 1º de maio de 1865 entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai </a>-, a Guerra do Paraguai ocorreu entre 1864 e 1870 e foi, como já mencionado, o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul.  O Uruguai estava em guerra civil e cidadãos brasileiros foram perseguidos e tiveram suas fazendas atacadas. Apesar dos esforços do Brasil, da Argentina e da Inglaterra para pôr fim à crise, com representantes reunindo-se tanto com o presidente Aguirre e o chefe da rebelião, Venâncio Flores, a guerra civil continuou, e com ela os ataques aos brasileiros. Em agosto, o governo brasileiro ameaçou intervir militarmente no Uruguai e o Paraguai protestou. O Uruguai rompeu relações com o Brasil, que invadiu o país em 12 de outubro de 1864. Como retaliação, o Paraguai sequestrou, em 12 de novembro de 1864, o vapor brasileiro <em>Marquês de Olinda</em>, que havia partido de Buenos Aires, em 3 de novembro, e transportava o novo presidente do Mato Grosso, o coronel Frederico Carneiro de Campos (1800 &#8211; 1867).</p>
<p>O presidente do Paraguai, Francisco Solano Lopez Filho ( 1827 &#8211; 1870), declarou guerra ao Brasil em 13 de dezembro de 1864 e, à Argentina, em 18 de março do ano seguinte. O conflito, durante o qual cerca de de 280 mil paraguaios, na época a metade da população do país, e 120 mil soldados argentinos, uruguaios e brasileiros morreram, terminou em 1870<a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=704369&amp;PagFis=855" target="_blank">,</a> com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai. A origem do conflito é motivo de divergência entre historiadores, mas algumas de suas causas foram as questões de fronteiras entre os países, rivalidades históricas e a navegação nos rios platinos.</p>
<p>No <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17426" target="_blank">Campo da Aclamação</a>, atual Praça da República, foi construído um monumento, o Templo da Vitória, um pavilhão de madeira onde foi celebrada, em 10 de julho de 1870, o Te Deum em comemoração ao término da Guerra do Paraguai, com a presença de dom Pedro II e de outros membros da família real e de ministros do império. A data foi escolhida devido à chegada de dom Pedro II, cinco anos antes, à cidade de Uruguaiana, local da primeira rendição paraguaia.</p>
<p>A construção do templo teria que ser feita rapidamente e como os cofres públicos estavam depauperados foi criado um impoto extraordinário para financiá-la. A obra e sua concepção foram de Fachinetti e a decoração das ruas do entorno foram entregues ao escritório de arquitetura ligado a Pietro Bosisio, genro do ministro da Fazenda, o visconde de Itaboraí (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1187" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 17 de maio de 1870, sugunda coluna</a>). Anteriomente, havia se informado que a obra havia ficado a cargo do próprio Bosisio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1183" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 15 de maio de 1870, quarta coluna</a>). O empreendimento foi muito criticado e ele foi apelidado na imprensa como o <em>templo de papelão,</em> já que apesar de uma aparência sólida<em>, </em>o edifício foi feito com papelão, lona, gesso e sarrafo.<em> </em>A missa foi um fiasco, com cerca de 200 pessoas nas arquibancadas quando cerca de 8 mil convites haviam sido enviados pelo ministro da Guerra. No mesmo mês de sua inauguração foi <em>desmanchado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1358" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 10 de julho de 1870, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1359" target="_blank">quarta coluna</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1362" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 11 de julho de 1870, quarta coluna; <em>A Reforma</em>, 12 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/277" target="_blank"><em>Correio Nacional</em>, 13 de julho de 1870, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1418" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 29 de julho de 1870, segunda coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226440/1427" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 31 de julho de 1870, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3991/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="526" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3991" target="_blank">Anônimo. Templo da Vitória, 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/812838/279" target="_blank"><em>Correio Nacional</em> de 13 de julho de 1870,</a> há uns versos sob o título &#8220;Cousas do Crispim&#8221;, onde foram comentados os eventos envolvendo o Templo da Vitória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/180045" target="_blank">Acesse a reportagem <em>A Guerra do Paraguai vista por um pintor suíco</em>, de Theofilo Andrade, publicada na revista <em>O Cruzeiro</em>, 14 de abril de 1971.</a></p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20262/edoardo-de-martino-pintor-dos-tempos-de-guerra" target="_blank">Acesse o artigo <em>Edoardo de Martino, pintor dos tempos de guerra</em>, publicado na Brasiliana Iconográfica em 19 de julho de 2021.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">* O texto desse artigo foi atualizado em 18 de maio de 2020.</span></p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>A Semana Illustrada e a guerra contra o Paraguai: primórdios da fotorreportagem no Brasil.</em><i> </i>Rio de Janeiro : Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; Tese de doutorado, 2011.</p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>História da fotorreportagem no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 2007.</p>
<p>CHIAVENATO, Júlio José. <em>Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Editora Guanabara, 1979.</p>
<p>CUARTEROLO, Miguel Angel. <em>Soldados de la memoria: imágenes y hombres de la Guerra del Paraguay. </em>Argentina : Planeta<em>,em 2000.</em></p>
<p>DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. <em><em>Maldita Guerra</em>.São Paulo:Companhia das Letras, 2002<em>.</em></em></p>
<p>FAUSTO, Boris. <em>História do Brasil.São Paulo:Editora Universidade de São Paulo, 1998.</em></p>
<p>FRAGOSO, Augusto Tasso.<em>História da guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército, 2012.</p>
<p>GOMES, Laurentino<em>. <em>1889</em>. Rio de Janeiro : Globo Editora, 2013.</em></p>
<p><a href="https://historiamilitaremdebate.com.br/coronel-frederico-carneiro-de-campos-e-o-apresamento-do-marques-de-olinda/" target="_blank">História Militar em debate</a></p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do.<em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro : Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LIMA, Luiz Octavio de. <em>A Guerra do Paraguai</em>. São Paulo:Planeta do Brasil, 2016.</p>
<p>MAESTRI, Mário. <em>Guerra no Papel: história e historiografia da Guerra do Paraguai (1864 &#8211; 1870)</em>. Passo Fundo:PPGH/UPF, 2013.</p>
<p>MORENO, Leila Yaeko Kiyomura. <em><a href="https://jornal.usp.br/cultura/na-guerra-do-paraguai-a-imprensa-inova-com-reportagens-visuais/" target="_blank">Na Guerra do Paraguai, a imprensa inovou em reportagens visuais</a></em>. Jornal da USP, 2020</p>
<p>MOTA, Isabela; PAMPLONA, Patricia. <em>Vestígios da Paisagem Carioca: 50 lugares desaparecidos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019.</em></p>
<p>QUEIROZ, Silvânia de.<em> <em>Revisando a Revisão: Genocídio americano: a Guerra do Paraguai</em>. Porto Alegre: FCM Editora, 2014.</em></p>
<p>SALLES, Ricardo.<em> <em>Guerra do Paraguai &#8211; Memórias e Imagens.</em> Rio de Janeiro:Biblioteca Nacional, 2003.</em></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p><a href="https://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/search?q=%22templo+da+vit%C3%B3ria%22" target="_blank">Site As histórias dos monumentos</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_paraguai.html" target="_blank">Site MultiRio</a></p>
<p>STUMPF, Lúcia Klück. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-20082019-112907/publico/2019_LuciaKluckStumpf_VCorr.pdf" target="_blank"><em>Fragmentos de Guerra: Imagens e Visualidades contra a Guerra do Paraguai (1865-1881)</em></a>. Tese de doutorado. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 2019.</p>
<p>TORAL, André<em>. <em><a href="http://fortalezas.org/midias/arquivos/2736.pdf" target="_blank">Imagens em desordem: a iconografia da Guerra do Paraguai</a>. </em></em>São Paulo : Universidade de São Paulo, 2001.</p>
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