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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; glossário</title>
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		<title>Dia Mundial da Fotografia &#8211; 19 de agosto</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2015 14:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[técnicas fotográficas]]></category>

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		<description><![CDATA[A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A data escolhida para a comemoração do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia tem sua origem no ano de 1839, quando, em 7 de janeiro, na Academia de Ciências da França, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, durante um encontro realizado no Instituto da França, em Paris, com a presença de membros da Academia de Ciências e da Academia de Belas-Artes, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público e, dessa forma, fazendo com que o &#8220;mundo inteiro&#8221; tivesse acesso à invenção. Em troca, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França, de seis mil e quatro mil francos, respectivamente.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;">A velocidade com que a notícia do invento do daguerreótipo chegou ao Brasil é curiosa: cerca de 4 meses depois do anúncio da descoberta, foi publicado </span>no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;PagFis=11220" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 1º de maio de 1839, sob o título &#8220;Miscellanea&#8221;, na segunda coluna</a>, um artigo sobre o assunto &#8211; apenas 10 dias após de ter sido o tema de uma carta do inventor norte-americano Samuel F. B. Morse (1791 &#8211; 1872), escrita em Paris em 9 de março de 1839, para o editor do <a href="http://www.daguerreotypearchive.org/texts/N8390002_MORSE_NY_OBSERVER_1839-04-20.pdf" target="_blank"><em>New York Observer</em>, que a publicou em 20 de abril de 1839</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44901" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A8res_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank"><img class="  wp-image-44901" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/daguerreótipo.jpg" alt="daguerreótipo" width="501" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Susse_Fr%C3%A8res_Daguerreotype_camera_1839.jpg" target="_blank">Câmara de daguerreótipo Succe Frères, de 1839 / Westlicht Photography Museum, em Viena, na Áustria</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um daguerreótipo consiste em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre placa de cobre, revestida com prata e, em seguida, polida e sensibilizada por vapores de iodo. Depois de exposta na câmera escura, a imagem é revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44905" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://medium.com/@patricia.jones/louis-jacques-mand%C3%A9-daguerre-edbe89bf3816" target="_blank"><img class="wp-image-44905" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/daguerreótipo1.jpg" alt="daguerreótipo1" width="501" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://medium.com/@patricia.jones/louis-jacques-mand%C3%A9-daguerre-edbe89bf3816" target="_blank">O ateliê do artista: um daguerreótipo realizado, em 1837, pelo inventor do processo, Louis Jacques Mandé Daguerre / Sociedade Francesa de Fotografia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores um glossário de técnicas e processos fotográficos do século XIX, adaptado de sua publicação original no catálogo da exposição &#8220;Panoramas: a paisagem brasileira na coleção Moreira Salles&#8221;, em 2011. As ilustrações são detalhes de fotografias e impressões em processos fotomecânicos que exemplificam cada técnica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Glossário de algumas técnicas e processos fotográficos do século XIX</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Colotipia</span></p>
<p style="text-align: left;">Processo fotomecânico de impressão introduzido em 1870 e utilizado até hoje em pequena escala. Uma base de metal ou vidro recoberta com gelatina bicromatada é exposta à luz, em contato com um negativo, e produz uma matriz para impressão de imagens em pigmento. O endurecimento e a reticulação da gelatina, em função da exposição à luz, permitem a absorção diferencial de tinta pela matriz correspondente à gradação tonal da imagem fotográfica no negativo e posterior impressão de cópias (em geral utilizadas para ilustrações de publicações ou cartões-postais).</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/45/arq_445.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Fotogravura</span></p>
<p>Processo de impressão fotomecânica desenvolvido por Henry Talbot em 1850 e aperfeiçoado pelo tcheco Karl Klic em 1879, também conhecido como “heliogravura”. Utiliza a luz para formar uma imagem fotográfica em uma chapa de cobre que, após ser tratada em ácido, recebe tinta e é impressa em papel de algodão. A chapa, recoberta por gelatina bicromatada fotossensível, é texturizada, como uma água-tinta, pelo depósito de grãos de resina. Em seguida, o cobre é mergulhado em sucessivos banhos de ácido, deixando a chapa pronta para ser entintada.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/47/arq_447.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Fotolitografia </span></p>
<p>Processo de impressão litográfica em que o desenho é transferido para a pedra por meio da fotografia. Derivada dos experimentos com substâncias asfálticas, a pedra litográfica era revestida em betume fotossensível e exposta à luz em contato com a matriz fotográfica. A pedra revestida era lavada em terebentina, tingida e impressa, produzindo imagens em meio-tom. Alphonse Poitevin empregou o albúmen dicromatado, que era lavado em água para produzir uma superfície planográfica. O processo foi a base para a transferência fotolitográfica e a cromolitografia. Também levou à fotozincografia, em que se usa uma placa de zinco, posteriormente adaptada à litografia off-set.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/48/arq_448.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Negativo / Colódio Úmido</span></p>
<p>Introduzido em 1851 por Frederick Scott Archer. A placa de vidro recebia uma camada de colódio (nitrato de celulose dissolvido em éter e álcool) contendo iodeto de potássio. Em seguida, era imersa num banho de nitrato de prata. A exposição devia ser feita com a placa ainda úmida, e o negativo era revelado imediatamente depois, numa solução ácida de sulfato de ferro, sendo em seguida fixado numa solução de cianeto de potássio. Os primeiros fotógrafos a utilizar esse processo enfrentavam uma série de dificuldades, como o inglês Roger Fenton, que, ao fotografar a Guerra da Crimeia, teve problemas devido à temperatura excessivamente alta, que secava suas placas antes que pudesse fazer os registros.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/55/arq_455.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Negativo / Gelatina</span></p>
<p>Introduzido em 1871 pelo inglês R.L.Maddox, era também conhecido como placa seca, em oposição às precedentes placas de colódio úmido, que deviam ser expostas à luz logo após o banho de sensibilização em solução de nitrato de prata. As placas de vidro, emulsionadas com gelatina, eram de manuseio mais fácil, pois podiam ser compradas já pré-sensibilizadas e expostas na câmera diretamente, sem nenhuma intervenção maior do fotógrafo. O preparo das emulsões de gelatina já contendo haletos de prata fotossensíveis para posterior aplicação sobre diversos suportes (vidro, papel, filme flexível) permitiu o desenvolvimento da indústria fotográfica tal qual a conhecemos hoje.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/56/arq_456.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Papel Albuminado</span></p>
<p>Introduzido pelo francês Louis Désiré Blanquart-Evrard em 1850, tornou-se o papel mais utilizado em cópias fotográficas até 1890. tem esse nome porque recebia uma camada de albúmen contendo cloreto de sódio e era sensibilizado em seguida com nitrato de prata. Obtido diretamente da clara do ovo de galinha, o albúmen é uma substância composta por várias proteínas e outros constituintes. Forma a camada adesiva transparente que mantém em suspensão sobre a superfície do papel a substância formadora da imagem fotográfica processada, isto é, a prata metálica. Fez sucesso devido a sua superfície bastante uniforme e regular, o que proporcionava uma fineza de detalhes superior à dos papéis usados até então (saltpapers).</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/57/arq_457.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Papel de Gelatina e Prata</span></p>
<p>Introduzido comercialmente por volta de 1880, permanece em uso desde então. Os dois principais tipos são: aqueles em que a imagem é produzida pela ação direta da luz (printing-out paper); e aqueles em que, após uma exposição de curta duração, a imagem latente é revelada quimicamente (development papers), e que possuem sensibilidade suficiente para permitir ampliações de negativos. Esse fato, no final do século XIX, revolucionou não só a prática de laboratório (não acondicionando mais a produção de cópias exclusivamente à exposição por contato dos negativos originais), como permitiu o desenvolvimento de câmeras e filmes fotográficos de pequeno formato.</p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/58/arq_458.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="color: #800000;">Platinotipia</span></p>
<p>Processo fotográfico para obtenção de cópias em papel que utiliza sais de ferro fotossensíveis e platina precipitada para a formação da imagem final. A imagem obtida é depositada diretamente sobre as fibras do papel, apresentando uma escala tonal rica e de extrema fineza. É um dos processos fotográficos considerados permanentes.</p>
<p>______________________________________________________________________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma matéria no jornal <em>A Noite Ilustrada</em>, de 21 de março de 1939, registra o centenário da fotografia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120588&amp;PagFis=15223" target="_blank"><em>A Noite Ilustrada</em>, 21 de março de 1939).</a></p>
<p><img class=" aligncenter" src="http://www.ims.com.br/images/04/60/arq_460.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20556" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=120588&amp;PagFis=15223" target="_blank"><img class="size-full wp-image-20556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/centenário.jpg" alt="A Noite Ilustrada, 21 de março de 1939" width="247" height="345" /></a><p class="wp-caption-text"><em>A Noite Ilustrada</em>, 21 de março de 1939</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Leia aqui os artigos já publicados na Brasiliana Fotográfica sobre o Dia Mundial da Fotografia:</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16443" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Pequeno histórico e sua chegada no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank"><em>Os 180 anos da invenção do daguerreótipo – Os álbuns da Comissão Geológica do Império com fotografias de Marc Ferrez</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2019</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=24947" target="_blank"><em>Autorretratos de fotógrafos – Uma homenagem no Dia Mundial da Fotografia</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26902" target="_blank"><em>No Dia Internacional da Fotografia, fotógrafas pioneiras no Brasil</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33789" target="_blank"><em>Dia Mundial da Fotografia, uma retrospectiva de artigos</em>,  de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 19 de agosto de 2023</a></span></p>
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