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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Germano Wahnschaffe</title>
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		<title>Os Augustos, Stahl e Riedel, e a imagem da cachoeira de Paulo Afonso</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Dec 2019 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos Augusto Riedel (1836 - ?) e Augusto Stahl (1828 - 1877). Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de dom Pedro II (1825 - 1891), que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela imperatriz dona Teresa Cristina (1822 - 1889).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca uma curiosidade acerca de uma imagem envolvendo os fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 &#8211; ?)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>. Muito provavelmente Riedel conhecia o fotógrafo Stahl ou pelo menos o trabalho realizado por ele porque uma das mais famosas e importantes fotografias de Stahl, da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, produzida em 1860 a pedido de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, que ficou entusiasmado com a monumentalidade da paisagem formada pelas quedas d´água que conheceu, em 1859, durante uma viagem que realizou às províncias do norte, acompanhado por uma comitiva e também pela <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a>.</p>
<p>A imagem realizada por Stahl, considerada uma das mais importantes da história da fotografia no Brasil, causa grande impacto tanto por sua qualidade técnica como por sua beleza. Foi usada por Riedel no álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon206339/icon206339.pdf" target="_blank"><em>Viagem de S.S.A.A. Reaes Duque de Saxe e seu Augusto Irmão D. Luis Philippe ao Interior do Brasil no Anno 1868</em> </a> com uma alteração: foi acrescida da presença de um suposto membro da comitiva da viagem substituindo um jovem presente no registro realizado por Stahl. Segundo Bia Corrêa do Lago, &#8220;<em>Riedel colou a nova imagem, retocou a colagem e a emenda, e refotografou o original alterado, diminuindo-lhe o tamanho pela metade</em>&#8220;. Ficam várias questões: se Riedel esteve no local, por que usou a fotografia de Stahl? Por falta de tempo? Por falta de recursos técnicos? Terá Stahl cedido a fotografia a Riedel? O fato é que Riedel assinou a foto sem fazer nenhuma menção à autoria de Stahl.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/58/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="800" height="433" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/58" target="_blank">Stahl &amp; Ca. Cachoeira de Paulo Afonso, Rio São Francisco, Bahia, 186? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/327/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="707" height="548" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/327" target="_blank">Augusto Riedel. Cachoeira de Paulo Affonso : rio S. Francisco : vazante, 1868-1869, Bahia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O alemão de Hamburgo, <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">Germano Wahnschaffe</a> (18? &#8211; ?), que trabalhava com Stahl, pintou, entre 1860 e 1861, um quadro a óleo, copiado da fotografia da cachoeira de Paulo Afonso. O quadro pertence à Coleção Brasiliana Itaú, uma das parceiras da <a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/">Brasiliana Iconográfica</a>. Foi exposto e considerado o <em>quadro mais imponente</em> da Exposição dos Produtos Naturais, Agrícolas e Industriais das províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, aberta no Recife em 16 de novembro de 1861 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/794" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 23 de novembro de 1861, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15971" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15971" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/pintua.jpg" alt="GErmano w. Cacheieria de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú" width="580" height="430" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/18370/germano-wahnschaffe" target="_blank">Germano Wahnschaffe. Cachoeira de Paulo Afonso, c. 1863 / Acervo Coleção Brasiliana Itaú</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl : obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
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		<title>Série &#8220;Exposições&#8221; I &#8211; O pintor Victor Meirelles e a fotografia na II Exposição Nacional de 1866</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2017 15:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana do Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 - 1903), na ocasião em que foi jurado da seção "Fotografia", da II Exposição Nacional de 1866. Nele, o pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1987" target="_blank"> Dia Internacional da Fotografia ou Dia Mundial da Fotografia</a>, comemorado anualmente no dia 19 de agosto, a Brasiliana Fotográfica lembra um texto escrito pelo renomado pintor brasileiro, Victor Meirelles (1832 &#8211; 1903), na ocasião em que foi jurado da seção &#8220;Fotografia&#8221;, da II Exposição Nacional de 1866. Segundo Tadeu Chiarelli, com esse texto, o pintor traçou<em> &#8230;aquela que talvez seja a primeira história da fotografia escrita no Brasil (talvez a primeira em língua portuguesa)&#8230;</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8216;A descoberta da fotografia, importante auxiliar das artes e ciências, e que há mais de meio século preocupava o espírito de doutos tornando-se objeto de estudo de alguns sábios da Inglaterra e da França, só nesses últimos tempos atingiu ao grande aperfeiçoamento que apresenta e que bem pouco deixa a desejar&#8217;.</em></span></p>
<p>Foi com essas palavras que Victor Meirelles iniciou o capítulo &#8220;Fotografia&#8221;, que constou no Relatório sobre a II Exposição Nacional de 1866, realizada no Palácio da Moeda do Rio de Janeiro entre 19 de outubro e 16 de dezembro de 1866. O pintor deixou claro seu amplo conhecimento sobre o assunto, desde sua história até as peculiaridades dos processos fotográficos já desenvolvidos. Mostrou-se também entusiasmado com as aplicações da fotografia. Seu julgamento das obras expostas expressava rigor crítico e admiração. Usou em sua avaliação valores e parâmetros que eram, tradicionalmente, utilizados na crítica de pinturas como, por exemplo, os efeitos de luz e a nitidez das imagens. Com sua apreciação, Meirelles incentivou o diálogo entre a fotografia e a pintura.</p>
<p>Na opinião do pintor, os quinze fotógrafos que participaram da exposição equiparavam-se <em>pouco mais ou menos em perfeição.</em> Mas os registros do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> foram os que mais elogiou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5263/icon1513880.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="618" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5263" target="_blank">Vitor Meireles, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Victor Meirelles (Santa Catarina, 18 de agosto de 1832 &#8211; Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1903)</a> é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros do século XIX (</span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/6013" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de fevereiro de 1903, na terceira coluna</a>). São de sua autoria quadros icônicos da história das artes plásticas no Brasil como <em>A Batalha dos Guararapes, </em><em>A Primeira Missa do Brasil</em>, <em>Juramento de Princesa Isabel, </em><em>Moema</em> e<em> Passagem do Humaitá.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><img src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/09/primeira-missa-550x409.jpg" alt="" width="550" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_missa_no_Brasil#/media/File:Meirelles-primeiramissa2.jpg" target="_blank"><em>A Primeira Missa do Brasil</em> (1861), óleo de Victor Meirelles / Acervo do Museu Nacional de Belas Artes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/122" target="_blank"><strong>Acessando o link para alguns registros realizados por fotógrafos que participaram da II Exposição Nacional de 1866 disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A II Exposição Nacional foi realizada no Rio de Janeiro no palácio que abriga atualmente o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8204" target="_blank">Arquivo Nacional</a>, de 19 de outubro a 16 de dezembro de 1866. Sua abertura foi anunciada como uma demonstração de coragem e patriotismo dos brasileiros já que o evento aconteceu em meio a <em>dolorosas preocupações de uma guerra formidável</em> &#8211; a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/364568_05/10878" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866, na primeira coluna</a>). O evento foi visto por de cerca de 52.000 pessoas, inclusive por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, que a visitou diversas vezes e compareceu às cerimônias de inauguração e de encerramento (<em>Semana Ilustrada</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2449" target="_blank">21 de outubro de 1866, na primeira coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2521" target="_blank">23 de dezembro de 1866, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21095" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 20 de outubro de 1866, na terceira coluna</a> e <a href="http://http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21167" target="_blank"> <em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 10 de novembro de 1866, na última coluna</a>).</p>
<p>Pela primeira vez a fotografia apareceu como categoria específica, separando-se do grupo destinado às Belas Artes. A importância conferida à fotografia na II Exposição Nacional e a qualidade do material exposto fica evidente na publicação da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2482" target="_blank"><em>Semana Ilustrada</em> de 18 de novembro de 1866.</a> :</p>
<p><em>&#8216;Na sala imediata a das pinturas acham-se colocadas as fotografias que formam uma parte bem distinta da atual exposição&#8230; Não há dúvida que a fotografia entre nós é exercida com uma perfeição que não deve temer a confrontação com os trabalhos europeus&#8230;&#8217;</em></p>
<p>Porém, ainda se discutia se a fotografia deveria ser incluída como uma das belas-artes, como pode-se ler em uma carta enviada pelo conde de La Hure, erudito francês que residia no Brasil e autor de várias obras sobre temas brasileiros, a Machado de Assis (1839 &#8211; 1908), publicada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira coluna</a>, na época dirigido pelo escritor. De La Hure também fez uma apreciação das fotografias expostas:</p>
<p>&#8216;<em>Deve-se por a fotografia entre as belas-artes? A questão tem sido e está sendo debatida&#8230;Adhue sub judice est. Não serei eu quem a resolva. Não posso deixar a sala de produtos dessa arte sem mencionar os retratos de tamanho notável, a fumo ou coloridos, e outros muitos dos senhores Guimarães &amp; C, Stahl &amp; Wahnschaffe, Gaspar &amp; Guimarães, e Pacheco. Os retratos de Suas Majestades o Imperador e a Imperatriz do sr. Stahl &amp; Wahnschaffe são de boa e bela execução. O sr. Leuzinger expõe panoramas, paisagens, reproduções de gravuras ou litografias, em que a fotografia trabalha com perfeita fidelidade, igualando o que se faz de melhor atualmente. Diante da fotografia do sr. Leuzinger, indico-lhe como perfeição tipográfica a página dos preços correntes desse expositor, impressa na mesma casa dele, com tinta de diversas cores, tudo de um lindo gosto e de um belo efeito. </em></p>
<p><em>O sr. Guimarães, como artista que é, quis que a tabuleta de sua exposição de fotografias não fosse uma obra vulgar, e pediu que outro artista a fizesse (o sr. A. James). O escudo do Brasil e a coroa que lhe está sobreposta são do melhor efeito e execução; as folhagens que servem de moldura à tabuleta toda são lindíssimas, graciosas e de gosto&#8230;</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/21123" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, de 28 de outubro de 1866, terceira e quarta colunas</a>)&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9436" style="width: 726px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank"><img class="wp-image-9436" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/tracado.jpg" alt="tracado" width="716" height="319" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/10877" target="_blank">Parte do traçado do edifício da Exposição e Jardins Anexos, <em>Jornal do Commercio</em>, 19 de outubro de 1866</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A classe de “Fotografia” foi dividida entre “panoramas”, “panoramas  diversos para álbuns”, “estereoscópios”, “álbuns” e “retratos”. Foram premiados com medalha de prata <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 – 1924)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 – 1912)</a>, Carneiro &amp; Gaspar, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 – 1877)</a> &amp; Germano Wanchaeffer (1832 – ?) e E.J. Van Nyvel; com medalha de bronze <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>, Modesto e Jacy Monteiro &amp; Lobo. Finalmente, obtiveram menções honrosas José de Melo Arguelles, Luiz Terragno ( c. 1831 &#8211; 1891), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18? &#8211; ?) </a>e Leon Chapelin (18? -?). Na categoria “Paisagem”, a medalha de prata foi obtida por<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank"> Georges Leuzinger (1813 – 1892)</a>.</p>
<p>O relatório do evento foi realizado por Antônio José de Souza Rego (1829 &#8211; 1889), 1º secretário da comissão diretora da exposição, e foi publicado pela Tipografia Nacional, em 1869. Em 20 de novembro de 1866, Victor Meirelles o assinou em nome do júri do quarto grupo &#8211; onde se incluía a fotografia. O quarto grupo era presidido por Antônio Félix Martins (1812 &#8211; 1892).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9403" style="width: 633px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank"><img class="wp-image-9403" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/charge1.jpg" alt="charge" width="623" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/702951/2451" target="_blank">Charge sobre a popular II Exposição Nacional, publicada na Semana Ilustrada, 21 de outubro de 1866.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre os premiados, Meirelles escreveu:</strong></p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>:</span></p>
<p><em>Cabe a honra de ser classificado em primeiro lugar, obtendo a medalha de prata, o sr. J. F. Guimarães, estabelecido na rua dos Ourives, nº 40, por seus retratos de cartões de visita, e chapas de diferentes dimensões. Os trabalhos do Sr. Guimarães sobressaem-se pela fineza, nitidez e perfeição dos objetos representados e também pelo vigor dos tons que são bem calculados e de uma cor agradável, posições escolhidas com gosto e naturalidade.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>:</span></p>
<p><em>Pelos seus retratos que se recomendam pela perfeição do trabalho, nitidez e beleza das meias tintas, efeitos de luz agradáveis, tornando-se sobretudo notável nessa parte, que é tratada artisticamente, a bela prova fotográfica representando uma senhora, que graciosamente e com bastante naturalidade descansa sobre o espaldar de uma poltrona.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Prata &#8211; Carneiro &amp; Gaspar:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos, que reúnem em geral as condições e qualidades que constituem o verdadeiro merecimento da arte fotográfica, são ainda muito recomendáveis e de incontestável merecimento. As provas de grandes dimensões, que são obtidas pelo sistema conhecido de amplificação, teriam para nós outro valor e delas formaríamos mais acertados juízo, se em vez de terem sido apresentadas com retoques, tivéssemos de julgar unicamente o trabalho puro e propriamente dito fotográfico.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">4ª Medalha de Prata &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877</a>) &amp; Germano Wahnschaffe (1832 &#8211; ?)</span></p>
<p><em>São ainda dignos de toda atenção os trabalhos fotográficos destes senhores. As provas que representam diversos tipos da raça africana reúnem as qualidades essenciais, que sem elas a fotografia seria imperfeita. As de grandes dimensões, dos retratos de SS. MM. Imperiais obtidos também pelo sistema de amplificação pecam um pouco por não serem mais firmes e caírem excessivamente no efeito oposto, que os artistas chamam mole. Bem sabemos quanto é difícil em uma prova dessa dimensão obter-se melhor resultado. Acreditamos que essas provas foram antes ali representadas para que o público julgue o quanto são suscetíveis de serem depois coloridas a guache ou retocadas a óleo, como as que se acham expostas. As vistas do panorama da cidade do Rio de Janeiro e de algumas outras localidades pitorescas dos nosso subúrbios são trabalhos que ficam recomendados também por sua perfeição&#8221;.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">5ª Medalha de Prata &#8211; E. J. Van Nyvel:</span></p>
<p>Sentimos que os limitados trabalhos fotográficos deste senhor não nos fornece mais ampla comparação entre os seus companheiros. Não podemos entretanto deixar de reconhecer por alguns de seus retratos ditos cartões de visita que seu autor sustem-se dignamente no ponto de honra que seguramente o induziu a vir apresentar-se nesta festa da indústria.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Medalha de Bronze &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11149" target="_blank">Christiano Junior (1832 &#8211; 1902)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos deste senhor não são menos dignos de atenção por algumas boas qualidades que contêm. As reproduções das gravuras da obra ilustrada: Os Lusíadas, de Camões, publicada em 1817, por D. José Maria de Souza Botelho &#8211; Morgado de Mateus, etc, etc, são bem copiadas, e não podemos deixar de louvar tão feliz lembrança, bem como o serviço que presta aos artistas e amadores das belas artes pela propagação dessas belas composições artísticas devidas ao lápis dos célebre pintores Gerard e  Fragonard.        </em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Medalha de Bronze &#8211; Modesto Ribeiro:</span></p>
<p><em>Os seus trabalhos fotográficos não estão longe de atingirem a perfeição que seu autor se esforça para obter. Nos trabalhos que expôs em cartões de visita, prima um retrato de meio corpo que se encontra colocado no centro do quadro grande, no qual estão expostas diversas provas; notando-se ainda o de uma criança que está deitada sobre uma cadeira de encosto, pela nitidez, vigor das sombras e beleza das meias tintas. Grande número das outras provas de grandes dimensões deixam a desejar pela falta de firmeza, nitidez e transparência das sombras.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Medalha de Bronze &#8211; Jacy Monteiro &amp; Lobo:</span></p>
<p><em>Apesar de serem ainda suscetíveis de aperfeiçoamento os trabalhos fotográficos destes senhores, vê-se entretanto algumas provas que não são sem merecimento, reunindo as qualidades desejáveis. Quero crer que a falta de melhor efeito nas menos felizes, provenha o defeito do clichê.</em></p>
<p><em>Os fotógrafos sabem bem pela prática quanto é pernicioso ao bom resultado da prova positiva obter-se a prova negativa com muito custo, e a poder de reforços, e quanto esta perde de sua transparência, por ser impossível evitar-se aquela espécie de véu, que se forma sobre a imagem e que é proveniente da acumulação dos diversos precipitados que se aderem na camada do colódio e por isso quanto deve influir na nitidez e vigor das provas positivas; mais alguma atenção nesta parte influirá certamente para que se obtenham melhores resultado</em>s.</p>
<p><span style="color: #800000;">1ª Menção Honrosa &#8211; José de Melo Arguelles:</span></p>
<p><em>Este senhor expôs alguns retratos em cartões de visita que não são absolutamente privados de alguma boa qualidade não obstante pequem principalmente pelo efeito de luz, que dão a seu trabalho um aspecto de dureza, proveniente da falta de meias tintas suaves que ligando-se mais harmoniosamente com os claros e as sombras, tanto contribuem para a beleza das formas, dando-lhes perfeito relevo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">2ª Menção Honrosa &#8211; Luiz Terragno em Porto Alegre ( c. 1831 &#8211; 1891):</span></p>
<p><em>Não são inteiramente privadas de merecimento as provas fotográficas enviadas por este senhor. Nota-se o retrato de uma senhora que foi também reproduzido sobre fino tecido de um lenço; bem como as outras provas, representando algumas vistas.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">3ª Menção Honrosa &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela</a> e Leon Chapelin de Pernambuco:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos que esses senhores apresentaram não são absolutamente sem defeitos e, salvo algumas provas mais felizes, pecam em geral pela aparência que têm de dureza, e pouca transparência nas sombras, tendo alguns retratos os fundos pouco convenientes, e de modo que prejudicam antes o relevo das figuras, por não lhes dar maior destaque.</em></p>
<p><em>O efeito do contraste bem calculado é uma das qualidades essenciais, de que nem todos sabem tirar bom partido, e que requer mesmo muito estudo.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Medalha de Prata na categoria &#8220;Paisagem&#8221; &#8211; <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>:</span></p>
<p><em>Os trabalhos fotográficos desse senhor primam pela nitidez, vigor e fineza dos tons e também por uma cor muito agradável. Pode-se dizer desses trabalho, que são perfeitos, pois que representam fielmente com todas as minudências os diversos lugares pitorescos de nosso característico país. Algumas provas são obtidas com tanta felicidade que parece antes um trabalho artisticamente estudado e que neste ponto rivalizam com a mais perfeita gravura em talhe doce; direi que estas provas poderiam perfeitamente servir de estudo aos artistas que se dedicam a arte bela da pintura de paisagens. As formas são ali reproduzidas com toda a fidelidade da perspectiva linear, e o que sobretudo torna-se ainda mais digno de atenção é a perspectiva aérea, tão difícil de obter-se na fotografia sem grande alteração.</em></p>
<p><em>Aquela gradação dos planos que tão bem se destacam entre si e vão gradualmente desaparecendo no horizonte até o último é obtida de modo a não ter-se mais que desejar, sendo nesta parte notáveis as seguintes vistas:</em></p>
<p><em>Gavia do lado da Tijuca</em></p>
<p><em>Vale do Andarahy</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos vista da barreira</em></p>
<p><em>Vista da Praia Grande</em></p>
<p><em>A planície abaixo da cascata na Tijuca         </em></p>
<p><em>O rochedo de Quebra Cangalhas</em></p>
<p><em>Panorama da cidade do Rio de Janeiro</em></p>
<p><em>Montanha dos Órgãos do lado de Teresópolis</em></p>
<p><em>O Garrafão, e muitas outras que deixaremos de mencionar&#8217;</em></p>
<div style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4442/SAm52-0066.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="786" height="622" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4442" target="_blank">Georges Leuzinger. O Dedo de Deus na Serra dos Órgãos, c. 1867. Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, RJ / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da editora</strong>: esse artigo passou a integrar uma série e mudou de título em 1º de dezembro de 2025</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ASSIS, Machado de, 1839-1908. <a href="http://www.academia.org.br/sites/default/files/publicacoes/arquivos/correspondencia_machado_de_assis_-_tomo_ii-1870-1889_-_para_internet.pdf" target="_blank"><em>Correspondência de Machado de Assis : tomo II, 1870-1889</em> </a>/ coordenação e orientação Sergio Paulo Rouanet ; reunida, organizada e comentada por Irene Moutinho e Sílvia Eleutério. – Rio de Janeiro : ABL, 2009. (Coleção Afrânio Peixoto ; v. 92). 560 p. ; 21 cm.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202005000200006" target="_blank">História da arte / história da fotografia no Brasil &#8211; século XIX: algumas considerações</a>. </em>ARS (São Paulo) vol.3 no.6. São Paulo, 2005.</p>
<p>CHIARELLI, Tadeu. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Para ter algum merecimento: Victor Meirelles e a fotografia</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p 14-23.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. <em><a href="https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924019972011;view=1up;seq=106" target="_blank">Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1º secretário da Comissão Diretora</a></em>. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MEIRELLES, Victor. <a href="http://geartfoto.blogspot.com.br/p/boletim.html" target="_blank"><em>Relatório da II Exposição Nacional de 1866</em></a>. Boletim (USP. Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte &amp; Fotografia do Departamento de Artes Plásticas), v. 1, p. 6-13.</p>
<p>SILVA, Maria Antonia Couto da. <a href="http://www.revistafenix.pro.br/PDF11/ARTIGO.6.SECAO.LIVRE-Maria.Antonia.Couto.da.Silva.pdf" target="_blank"><em>As relações entre pintura e fotografia no Brasil do século XIX: considerações acerca do álbum Brasil Pitoresco de Charles Ribeyrolles e Victor Frond.</em></a> Fênix : Revista de História e Estudos Culturais (Uberlândia), v. 04, p. 01-18, 2007.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento339466/exposicao-nacional-2-1866-rio-de-janeiro-rj" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/marantfel.htm" target="_blank">Site do Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil </a></p>
<p><a href="http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e106xb.htm" target="_blank">Site do Museu Histórico Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Marc Ferrez</em>. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2000, p. 12. (Espaços da Arte Brasileira)</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>XEXEO, Monica. Victor Meirelles: um desenhista singular. In: TURAZZI, M.I. (org) Victor Meirelles: novas leituras. São Paulo: Studio Nobel, 2009.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; background: white;" align="center"><strong><span style="font-family: 'Georgia',serif; color: maroon;">Links para os artigos sobre exposições nacionais ou internacionais publicados na Brasiliana Fotográfica</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11486"><em>A festa do progresso: o Brasil na Exposição Continental, Buenos Aires, 1882, </em>de autoria de Maria do Carmo Rainho, Arquivo Nacional, publicado em 29 de março de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621"><em>Série “O Rio de Janeiro desaparecido” II</em> &#8211; <em>A Exposição Nacional de 1908 na Coleção Família Passos, </em>de autoria de<em> </em>Carla Costa, Museu da República, publicado em 5 de abril de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11896"><em>Marc Ferrez, a Comissão Geológica do Império (1875 – 1878) e a Exposição Antropológica Brasileira no Museu Nacional (1882)</em>, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicado em 29 de junho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604"><em>Paris, 1889: o álbum da exposição universal, </em>de autoria de Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional,publicado em 27 de julho de 2018.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17283"><em>Café Brasil: o Império na Exposição Internacional de Filadélfia</em><strong><em>, </em></strong>de autoria de<strong><em> </em></strong>Claudia B. Heynemann, Arquivo Nacional, publicada em 4 de dezembro de 2019.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18530"><em>Festa das Artes e da Indústria Segunda Exposição Nacional, 1866,</em> de autoria de Claudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro, Arquivo Nacional, em 5 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805"><em>A apresentação do Departamento Nacional de Saúde Pública na Exposição Internacional do Centenário da Independência</em>, de </a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">Ricardo Augusto dos Santos, Fiocruz</a><a style="color: #800000;" href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=18805">, publicado em 13 de abril de 2020.</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300"><em>A Exposição Internacional de Higiene de Dresden</em>, de Cristiane d´Avila, Fiocruz, publicado em 5 de janeiro de 2022.</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33264" target="_blank"><em>Três álbuns fotográficos da Exposição Nacional de 1908 no Museu Histórico Nacional: Boscagli, Malta e Musso</em>, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, historiadora do Museu Histórico Nacional, publicado em 25 de agosto de 2023, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<item>
		<title>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 &#8211; França, 30/10/1877)</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2016 13:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Théophile Auguste Stahl é considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX, tendo se dedicado tanto aos retratos como às paisagens, sempre com uma alta qualidade técnica e estética. Nascido em Bergamo, na Itália, era originário de uma família da Alsácia, na França, pouco se sabe sobre sua vida na Europa antes de vir para o Brasil, onde desembarcou do vapor inglês Thames, na cidade do Recife, em 1853. Não se sabe com quem e onde aprendeu a fotografar.  É autor de uma obra importante e abrangente e foi um dos primeiros fotógrafos a produzir cartões de visita, os cartes de visite, no país. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Théophile Auguste Stahl é considerado um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil no século XIX, tendo se dedicado tanto aos retratos como às paisagens &#8211; rurais e urbanas -, sempre com uma alta qualidade técnica e estética. Também destacou-se na reportagem etnográfica. Nascido em Bergamo, na Itália, em 23 de maio de 1828, originário de uma família da Alsácia, na França, pouco se sabe sobre sua vida na Europa antes de vir para o Brasil, onde desembarcou do vapor inglês<em> Thames</em>, na cidade do Recife, em 31 de dezembro de 1853. Não se sabe com quem e onde aprendeu a fotografar.  É autor de uma obra importante e abrangente e foi um dos primeiros fotógrafos a produzir <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3873" target="_blank">cartões de visita, os <em>cartes de visite</em></a>, no país. Teve estúdios no Recife e, a partir de 1862, estabeleceu-se no Rio de Janeiro. Foi agraciado por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> com o título de &#8220;Fotógrafo de S.M , o Imperador&#8221;. O ex-curador de fotografia do Museu Getty, na Califórnia, e do Museu Metropolitano de Nova York, Weston Naef (1942 &#8211; ), no livro <em>Pioneer photographers of Brazil</em>, de 1976, referiu-se a Stahl como um dos <em>fotógrafos da vanguarda dos anos 1850 &#8230; a acuidade de sua visão e notável aptidão para descobrir o ângulo mais apropriado para fotografar um tema o coloca entre os 12 mais importantes fotógrafos de todos os tempos&#8230;</em>.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=stahl&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Augusto Stahl disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1790" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1790/014SECXIXFB-47.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="506" height="643" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1790" target="_blank">Augusto Stahl. Mina Nagô, c. 1865 / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Recife, onde ficou de 1853 a 1861, teve três estúdios: na rua do Crespo, na rua Nova e no Aterro da Boa Vista, posteriormente rebatizada como rua da Imperatriz. Além de produzir retratos, fotografou as paisagens do Recife, de Olinda, de Goiana e do interior de Pernambuco. Também registrou a estrada de ferro Recife &#8211; São Francisco. Em 1858, associou-se ao <em>químico fotógrafo</em> Adolpho Schmidt e ao <em>artista pintor</em> Germano Wahnschaffe, alemão de Hamburgo<a href="http://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">.</a> Uma das pinturas de Germano, a <em>Cachoeira de Paulo Afonso</em>, foi publicada no artigo <em><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/artigos/20194/o-interesse-de-d-pedro-ii-pelo-rio-sao-francisco" target="_blank">O interesse de d. Pedro II pelo rio São Francisco</a>,</em> da Brasiliana Iconográfica.</p>
<p>Em 1859, mesmo ano em que Schmidt deixou a sociedade, dom Pedro II e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">imperatriz Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram o norte do país. No Recife, Stahl fotografou o evento e o próprio casal real, em 1º de dezembro. Stahl inovou registrando a chegada e o desembarque dos monarcas na direção contrária, ou seja, do mar para a terra. Stahl &amp; C. receberam de Pedro II a licença de usar o título de <em>Fotógrafo de Sua Majestade Imperial</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2324" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2324/007A5P3FG6P-08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2324" target="_blank">Augusto Stahl. Desembarque da Família Imperial, 1850. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O imperador sugeriu que ele fotografasse as quedas de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Uma imagem que ele produziu de Paulo Afonso é considerada muito importante na história da fotografia no Brasil. Segundo Bia Correa do Lago, no livro <em>Os fotógrafos do império</em>:<em> .</em>..J<em>ustapõe dois negativos para transmitir plenamente &#8211; dentro dos limites técnicos da época &#8211; toda a monumentalidade do fenômeno natural , e escolhe deliberadamente como personagem central, para aumentar a escala, uma criança negra</em><em>.</em></p>
<p>Stahl participou de diversas mostras, tendo sido premiado com uma menção honrosa na Primeira Exposição Nacional, em 1861. Na Segunda Exposição Nacional, em 1866, participou com fotografias, retratos da família real em fotopintura por Ulrich Steffen, retratos de negros, vistas de subúrbios e um panorama do Rio de Janeiro. Foi premiado com a medalha de prata.</p>
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<div style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2319" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2319/007A5P3FG6P-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="740" height="608" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2319" target="_blank">Augusto Stahl. Panorama da cidade de Recife, c. 1855. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Em 4 de fevereiro de 1862, embarcou para o Rio de Janeiro a bordo do vapor <em><span style="font-family: Georgia;">Paraná</span></em> e deixou como sucessor, no Recife, Leon Chapelin. Estabeleceu-se na rua do Ouvidor, 117 , e, nos cerca de oito anos durante os quais possuiu estúdio no Rio de Janeiro, fez inúmeros e importantes registros da cidade, sendo o <em><span style="font-family: Georgia;">Panorama em cinco partes da cidade do Rio de Janeiro vista da Ilha das Cobras</span></em>, produzida em torno de 1863, considerada uma de suas obras-primas. Stahl &amp; Wahnschaffe foram agraciados, em 21 de abril de 1862, com o título de &#8220;Fotógrafos da Casa Imperial&#8221;. Entre 1862 e 1863, Stahl voltou à Europa, onde se casou com Marie Julie Bing (1835 &#8211; 1921), nascida em Ostheim, na Alsácia. O casal teve dois filhos, Olga Marie e Paul Theodor Waldemar, ambos nascidos no Rio de Janeiro, em 1864 e 1865, respectivamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://i.pinimg.com/736x/be/2f/c9/be2fc941df0ff7fde3c3d8bfb5e0c659.jpg" alt="Pin page" width="471" height="700" /><p class="wp-caption-text">Augusto Stahl e sua esposa Marie Julie Bing, c. 1863 /<i> </i>Site Family Search</p></div>
<p><img src="file:///C:/Users/a466734/AppData/Local/Temp/%7BA8BD5FC0-C76C-4553-89F7-370A57E5ADA2%7D.tmp" alt="" /></p>
<p>Em 1865, Stahl produziu para a missão científica <em>Thayer,</em> chefiada pelo naturalista suíço naturalizado norte-americano Louis Agassiz (1807 &#8211; 1873), retratos de &#8220;tipos&#8221; do país: <em>portraits e </em>fotografias antropométricas de<em> </em>chineses que residiam no Rio de Janeiro e de escravizados negros. A obra <span style="color: #333333;"><em>Voyage au Brésil &#8211; 1865 &#8211; 1866</em> foi resultado dessa missão, realizada sob os auspícios de dom Pedro II. </span></p>
<p><span style="color: #333333;">P</span>rovavelmente, as atividades do estúdio de Stahl &amp; Wahnschaffe terminaram em 1870, já que o estabelecimento não foi anunciado pelo <em>Almanaque Laemmert</em> de 1871. Os equipamentos foram vendidos para os fotógrafos Cypriano &amp; Silveira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/676" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1870</a>). A família de Stahl retornou à Europa. Em 1875, ele partiu do Rio de Janeiro no paquete francês <em>Senegal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369381/1381" target="_blank"><em>O Globo</em>, 26 de julho de 1875, na primeira coluna</a>). Augusto Stahl faleceu em 30 de outubro de 1877, no Estabelecimento Público de Saúde Alsace Nord.</p>
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<div style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2154/007A5P3F05-16.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="648" height="488" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2154" target="_blank">Augusto Stahl. Nossa Senhora da Glória do Outeiro, c. 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20972" target="_blank"><em><strong><span style="color: #800000;">Link para a Cronologia de Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</span></strong></em></a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong></span>:</p>
<p><a href="http://www.e-rara.ch/zut/collections/content/titleinfo/4936285" target="_blank">Catalogue de la troisième exposition de la Société Française de Photographie</a></p>
<p>ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910).</em> São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Correia do. <em>Augusto Stahl: obra completa em Pernambuco e Rio de Janeiro. </em>Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2001.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Coleção Princesa Isabel: fotografia do século XIX</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2008.432p.:il., retrs.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Brasiliana Itaú: uma grande coleção dedicada ao Brasil</em> / curadoria da coleção: Pedro Corrêa do Lago, Ruy Souza e Silva. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.</p>
<p>MARTIM, Ricardo (pseudônimo de Guilherme Auler). <em>Dom Pedro II e a fotografia</em>. Tribuna de Petrópolis. Petrópolis, 1 de abril de 1956.</p>
<p>MEIRELLES, Victor. “Photographia” In BRASIL. Exposição Nacional. Relatório da Segunda Exposição Nacional de 1866, publicado [&#8230;] pelo Dr. Antonio José de Souza Rego, 1o secretário da Commissão Directora. Rio de Janeiro: Typ. Nacional, 1869, 2ª parte, pp. 158-170</p>
<p>MELLO, José Antonio Gonsalves de. <em>Diário de Pernambuco: arte e natureza no Segundo Reinado</em>. Recife:Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, 1985.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21612/auguste-stahl" target="_blank">Site Encilopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/augusto-stahl" target="_blank">Site Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="https://www.sfp.asso.fr/fr/" target="_blank">Site Société Française de Photographie</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil</em>. Centro Cultural do Banco do Brasil Rio de Janeiro, 1995.</p>
<p>&nbsp;</p>
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