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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fronteira</title>
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		<title>No Dia da Amazônia, fotos da expedição de 1901 realizada pela Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 15:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é comemorado o Dia da Amazônia, em homenagem à criação da Província do Amazonas por D. Pedro II em 1850. Para lembrar a data, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, da expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar  o limite entre Brasil e Bolívia durante a Primeira República brasileira. Foram três expedições: a primeira e a segunda, realizadas em 1895 e 1897, foram chefiadas pelo militar e político Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 - 1921)  e Augusto Cunha Gomes (18? - ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 - 1908), fotografado por Marc Ferrez (1843 - 1923), em torno de 1890.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é comemorado o Dia da Amazônia em homenagem à criação da Província do Amazonas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, em 5 de setembro de 1850. A Amazônia é um bioma que possui 4,196.943 milhões de km2 &#8211; a maior floresta tropical do planeta &#8211; e abrange nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Este ecossistema tem uma biodiversidade incomparável e influencia o equilíbrio ecológico global, o ciclo da água e o clima da Terra. Sua preservação é uma questão de urgência mundial.</p>
<p>Para lembrar o Dia da Amazônia, a Brasiliana Fotográfica destaca um grupo de 15 fotografias do acervo da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras do portal, sobre a expedição realizada, em 1901, à Amazônia com o objetivo de demarcar o limite entre Brasil e Bolívia. Foram realizadas três expedições e as comissões instituídas pelo governo brasileiro objetivavam traçar o limite na região amazônica e verificar a localização da principal nascente do rio Javari, cujo desconhecimento gerava controvérsias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11097/46526.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="317" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11097" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Cachoeira Campos Salles, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/391" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias da Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11107/46532.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11107" target="_blank"> Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Comissão mista na Nascente, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM. Sentado, no centro, Luis Cruls</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira e segunda expedições foram realizadas em 1895 e 1897 e foram chefiadas por Gregório Thaumaturgo de Azevedo (1853 &#8211; 1921) e Augusto Cunha Gomes (18? &#8211; ?), respectivamente. A terceira, assunto de nosso artigo, foi chefiada pelo astrônomo belga Luis Cruls (1848 &#8211; 1908), que havia sido fotografado por seu amigo Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), em torno de 1884. Cruls foi diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro entre 1891 e 1908. O retrato (abaixo) foi exposto, em 1884, na Notre Dame de Paris, e referido como um “<em>trabalho artístico obtido pelo novo sistema de gelatino-bromureto, especialidade do sr. Marc Ferrez, clichê do sr. Insley Pacheco</em>”(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10710" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de julho de 1884, na última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4770/0071824cx003b-07.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="617" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4770" target="_blank">Marc Ferrez. Luis Cruls, c. 1890. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à expedição de 1901. O ministro das Relações Exteriores, Olyntho de Magalhães (1866 &#8211; 1948), deu a Cruls instruções para subir o rio Javari até as nascentes e determinar sua verdadeira posição geográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg/200px-Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" alt="" width="200" height="275" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinto_de_Magalh%C3%A3es#/media/Ficheiro:Olyntho_de_Magalh%C3%A3es.jpg" target="_blank">Olyntho Magalhães (1866 &#8211; 1948)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na época, Cruls já era um cientista renomado. Já havia sido membro da comissão da Carta Geral do Império, de 1875, na seção de geodésia, sua primeira atuação profissional no Brasil; e, em 1892, viajado e explorado o Planalto Central, trabalho pelo qual é atualmente mais conhecido. Era professor de Geodésia da Escola Militar.</p>
<p>Cruls e integrantes da comissão embarcaram no <em>Alagoas</em>, no Rio de Janeiro, rumo ao norte, em 4 de janeiro de 1901 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/1840" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de janeiro de 1901, segunda coluna</a>). Desembarcaram em Belém, em 20 de janeiro. Os integrantes da comissão brasileira eram o capitão de fragata Carlos Accioli, o capitão do Estado-Maior Augusto Tasso Fragoso, o médico Leovigildo Honorário de Carvalho, o capitão farmacêutico Alfredo José Abrantes, o capitão honorário Eduardo Chartier, o secretário Ricardo Veríssimo Vieira, o encarregado do material Arthur Nogueira; e um contingente militar de 50 praças, comandados pelo alferes Arthur Cantalice. A comissão boliviana era chefiada por Adolpho Ballivian (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/1674" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de março de 1901, sexta coluna</a>).</p>
<p>Cruls montou o seu observatório no interior do Forte do Castelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11101/46529.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11101" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Marco indicativo colocado a 28 de Agosto de 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11102/46530.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="473" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11102" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Observatório brasileiro no Forte do Castelo, Belém, 1901. Belém, Pará / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11112/46537.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11112" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Acampamento de N.S. da Gloria, 1901. Amazônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11110/46535.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11110" target="_blank">Comissão de Limites entre o Brasil e a Bolívia. Igreja velha em Tabatinga, 1901. Tabatinga, Amazonas / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expedição de 1901 é referida na historiografia da ciência como sendo a que contribuiu para o Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903 em Petrópolis, que pôs fim à disputa territorial entre Brasil e Bolívia pelo território do Acre. Porém, de acordo com Moema de Rezende Vergara, <em>a solução para o problema se deu puramente no plano político, sem levar em consideração os trabalhos técnicos então realizados, o que invalida a relação de causalidade entre a expedição chefiada por Cruls e o fim do litígio com a Bolívia&#8230;na Exposição de Motivos sobre o Tratado de 1903, é possível ver que o Barão de Rio Branco optou por uma condução política para a crise, fazendo <i>tabula rasa</i> das viagens de demarcação do período republicano. Os acontecimentos políticos, precipitando-se, haviam tornado sem efeito os esforços técnicos de localização precisa das nascentes do Javari. Cabe a ressalva de que, apesar dos trabalhos de Luiz Cruls não terem sido utilizados no Tratado de Petrópolis, isto não os invalida. As coordenadas que sua comissão determinou para as nascentes do rio Javari, consideradas a parte mais ocidental do Brasil, foram as mesmas utilizadas em importantes obras que tinham por objetivo apresentar a geografia do país, como o &#8220;Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil&#8221;, publicado para as comemorações do Centenário da Independência de 1922 (IHGB, 1922).</em></p>
<p>O Tratado de Petrópolis foi assinado pelo Barão do Rio Branco (1845 &#8211; 1912), ministro das Relações Exteriores, e pelo diplomata Joaquim Francisco Assis Brasil (1857 &#8211; 1938), do lado brasileiro; e pelos diplomatas Fernando Guachalla (1853 &#8211; 1908) e Claudio Pinilla (1859 &#8211; 1928), do lado boliviano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Os signatários do Tratado de Petrópolis</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11504/002073LM001a.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11504" target="_blank">Luis Musso. Palácio Itamaraty; no canto superior esquerdo, retrato do Barão do Rio Branco, c. 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/Joaquim_Assis_Brasil.jpg" alt="" width="188" height="278" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Francisco_de_Assis_Brasil#/media/Ficheiro:Joaquim_Assis_Brasil.jpg" target="_blank">Assis Brasil / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 230px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2e/Fernando_Eloy_Guachalla.jpg/220px-Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" alt="Fernando Eloy Guachalla - Wikipedia, la enciclopedia libre" width="220" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Eloy_Guachalla#/media/Archivo:Fernando_Eloy_Guachalla.jpg" target="_blank">Fernando Guachalla / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 197px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank"><img class="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4eJWD7RHeYC4XZEeh2khfnIJXQ1KNiZ6KGGWRpUHwxUkmfAEm0eg_k0vtxV2RUovT3d2Btltblw7_2a-3RM8P2WncdYXEoiGemLuYiBytmFhqS5bUN6DE9umhNVbIw8AB5WF3TmR1HN0/s1600/PINILLA,+Claudio+22.jpg" alt="" width="187" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://elias-blanco.blogspot.com/2012/02/claudio-pinilla-vargas.html" target="_blank">Claudio Pinilla / Enciclopédia do Bicentenário da Bolívia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Tratado de Petrópolis foi estipulada a venda do território do Acre da Bolívia para o Brasil. Em compensação, o Brasil cedeu para a Bolívia territórios na Bacia do Rio Paraguai e o governo brasileiro se comprometeu a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamorée pagou à Bolívia a quantia de 2 milhões de libras esterlinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://filateliahalibunani.com/produto/si-14-selo-institucional-tratado-de-petropolis-bolivia-acre-brasao-bandeira-2023/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="https://filateliahalibunani.com/wp-content/uploads/2023/12/SI-14-Selo-Institucional-Tratado-de-Petropolis-Bolivia-Acre-Brasao-Bandeira-2023.jpg" alt="" width="271" height="464" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p><a href="https://issuu.com/periodicobolivia/docs/suplemento_el_aparapita_01ed9362026b90" target="_blank"><em>El Aparapita, cargador de la memoria cultural de Bolivia</em>, 7 de julho de 1922</a></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/04/belga-que-pos-brasilia-no-mapa-dava-aulas-de-astronomia-d-pedro-ii.html" target="_blank">G-1</a></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/TRATADO%20DE%20PETR%C3%93POLIS.pdf" target="_blank">Site CPDOC-FGV</a></p>
<p>VERGARA, Moema de Rezende.<em><a href="https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/6j3bqdCTWHsydnJwgZckcTw/" target="_blank"> Ciência, fronteiras e nação: comissões brasileiras na demarcação dos limites territoriais entre Brasil e Bolívia, 1895-1901</a>. </em><span class="text"><span class="truncate">Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas</span></span>, agosto de 2010.</p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30712" target="_blank"><em>O Observatório Nacional pelas lentes de Marc Ferrez, amigo de vários cientistas</em> </a>in Brasiliana Fotográfica, 29 de maio de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O “descobrimento” do Forte do Príncipe da Beira: a expedição de 1913 do almirante José Carlos de Carvalho</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Aug 2019 14:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Real Forte do Príncipe da Beira é considerado a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa, no Brasil Colonial. É sua história que Carlos André Lopes da Silva, pesquisador da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, traz para os leitores do portal. As fotografias reproduzidas nesse artigo são de autoria do fotógrafo Augusto Clímaco de Carvalho que participou de uma expedição ao local liderada pelo almirante José Carlos de Carvalho, realizada, em 1913. O Real Forte do Príncipe da Beira foi tombado em 1950 pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e faz parte do Conjunto de Fortificações candidato a Patrimônio Mundial da UNESCO em 2019.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O Real Forte do Príncipe da Beira é considerado a maior edificação militar portuguesa construída fora da Europa, no Brasil Colonial. É sua história que Carlos André Lopes da Silva, pesquisador da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica, traz para os leitores do portal. Inaugurado em 20 de agosto de 1783, na margem direita do rio Guaporé, perto do atual município de Costa Marques, em Rondônia, o forte foi batizado em homenagem a dom José de Bragança, o Príncipe da Beira, filho da Rainha D. Maria I. <em>Majestosa relíquia da arquitetura militar luso-brasileira</em>, é uma das mais importantes construções do Brasil Colônia. As fotografias reproduzidas nesse artigo são de autoria do fotógrafo Augusto Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?) que participou de uma expedição ao local liderada pelo almirante José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934) realizada em 1913.</p>
<p style="text-align: left;">Empreendimento de imenso custo, a construção do Forte do Príncipe da Beira em plena floresta amazônica, representava uma iniciativa da coroa portuguesa e da política do Marquês de Pombal, poderoso e influente ministro do governo de dom José I, rei de Portugal, para proteger as fronteiras do centro-oeste do Brasil nas disputas com a Espanha. Com a proclamação da República, em 1889, ficou durante muito tempo abandonado. Foi tombado em 1950 pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e faz parte do Conjunto de Fortificações candidato a Patrimônio Mundial da UNESCO em 2019. Atualmente, fica sob a guarda do 1° Pelotão Especial de Fonteira (1° PEF), subordinado ao Comando de Fronteira Rondônia/ 6° Batalhão de Infantaria de Selva (C Fron RO/6° BIS), da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl)*.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22pr%C3%ADncipe+da+beira%22" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias do Forte Príncipe da Beira</strong><strong> disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a el</strong><strong>as.</strong></a></p>
<p>Pouco se sabe sobre o fotógrafo Alfredo Clímaco de Carvalho. Provavelmente nasceu na segunda metade do século XIX. Em 1910, foi eleito suplente da diretoria da Associação dos Empregados no Comércio do Amazonas , dois anos depois, fotografou Rodolfo Aranz, Delegado Nacional no Território de Colônias na Bolívia, e seus companheiros em visita ao Amazonas. Foi referido como<i> inteligente amador</i>. Em 1913, diversas guardas da coletoria foram extintas e Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), que seria o responsável por uma delas, foi dispensado. No mesmo ano, em julho, integrou a expedição ao Forte do Príncipe da Beira, liderada pelo contra-almirante honorário José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), e produziu diversas imagens da construção e dos integrantes da viagem. Várias dessas fotos foram publicadas na imprensa. Ainda em 1913, em novembro, foi nomeado subdelegado de Porto Velho. Foi empossado, em 24 de janeiro de 1915, um dos suplentes do primeiro Conselho Municipal de Porto Velho. Em 1918 e em 1919, foi listado no Almanak Laemmert como fotógrafo no estado do Amazonas. Há registros de que um homônimo ou ele próprio teria ido para o Rio Grande do Norte.</p>
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<div id="attachment_16270" style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Forte-do-Principe-da-Beira.jpg"><img class="size-full wp-image-16270" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Forte-do-Principe-da-Beira.jpg" alt="Planta e desenho aproximado do Forte do Príncipe da Beira feita por algum membro da expedição de 1913, provavelmente pelo próprio José Carlos de Carvalho que era engenheiro / Acervo DPHDM" width="901" height="571" /></a><p class="wp-caption-text">Planta e desenho aproximado do Forte do Príncipe da Beira feita por algum membro da expedição de 1913, provavelmente pelo próprio José Carlos de Carvalho que era engenheiro / Acervo DPHDM</p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O “descobrimento” do Forte do Príncipe da Beira: a expedição de 1913 do contra-almirante José Carlos de Carvalho</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Carlos André Lopes da Silva*</p>
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<div style="width: 1099px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6559" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6559/Forte%20do%20Principe%20da%20Beira%2029138.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1089" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6559" target="_blank">Alfredo Clímaco de Carvalho. O Almirante José Carlos de Carvalho, o Dr. Octavio Costa Marques e grupo em visita ao Forte do Príncipe da Beira, 6/07/1913. Costa Marques, Rondônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Em 6 de julho de 1913, num ponto altaneiro da margem direita do rio Guaporé, que demarca a divisa entre o Brasil e a República da Bolívia, oito membros destacados do então estado do Mato Grosso se reuniram com um oficial-general da Marinha e um fotógrafo para assinar um documento que alertava para o esquecimento e abandono do que os mesmos identificaram como “monumento histórico”: o Real Forte do Príncipe da Beira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No interior das sólidas muralhas de 10 metros de altura, inspecionaram aquele amplo forte setecentista: o intendente da Vila de Santo Antônio do Madeira, a sede municipal mais próxima, dr. Joaquim Augusto Tanajura, médico que atuou como chefe do serviço de saúde da Comissão Rondon; Octávio Costa Marques, delegado fiscal de Mato Grosso; Francisco Paes, um agente fiscal estadual; J. da Silva Campos, um engenheiro da Inspetoria Federal das Estradas; A. W. Wohott, também médico e sub-diretor do Hospital da Candelária de Porto Velho; R. A. Gesteira, um coronel do Exército venezuelano; Rudolph O. Kesselring, engenheiro alemão, representante da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Estrada de Ferro Madeira-Mamoré</a>, que apenas no ano anterior tinha iniciado sua operação comercial, e diretor da recém instalada </span><i><span style="font-weight: 400;">Guaporé Rubber</span></i><span style="font-weight: 400;">, companhia de capital dos Estados Unidos que explorava os seringais e inaugurou a navegação comercial no Guaporé; coronel Paulo Saldanha, gerente da mesma empresa; José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), contra-almirante honorário, veterano da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, político, explorador e a maior autoridade federal presente; e Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), o fotógrafo que acompanhava aquela expedição. </span></p>
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<div style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6563" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6563/Forte%20do%20Principe%20da%20Beira%2029142.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="593" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6563" target="_blank">Alfredo Clímaco de Carvalho. O Almirante José Carlos de Carvalho e grupo em frente ao frontão principal do Forte do Príncipe da Beira, 6/07/1913. Costa Marques, Rondônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p>O documento em forma de ata, na ocasião redigido e assinado por esses homens, foi entregue ao então presidente da República, também um militar como Carvalho, Saldanha e Gesteira, o marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), destacando os objetivos da expedição: a entrega do Forte à guarda do governo estadual enquanto o federal estudava formas de ocupá-lo e a remoção de vestígios de um passado imponente para salvaguarda do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12889" target="_blank">Museu Nacional</a>. A fortaleza, longe de ser um Eldorado perdido por séculos na floresta tropical, se manteve ocupado por guarnição militar desde sua prontificação, em 1783, até início do período republicano.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua construção, iniciada em 1776, se deu dentro da política do ministro do rei dom José I de Portugal, Sebastião José de Carvalho e Melo (1699 &#8211; 1782), o marquês de Pombal, de garantir a posse e defesa da fronteira Oeste dos domínios portugueses, questionada pelos espanhóis nas deliberações dos diversos tratados firmados ao longo da segunda metade daquele século. A edificação seguia os preceitos mais altos da engenharia de fortificações do período, com formato quadrangular e quatro baluartes no sistema consagrado por Sébastien Le Prestre de Vauban (1633 &#8211; 1707), o grande arquiteto militar do reinado de Luís XIV (1638 &#8211; 1715). Com 970 metros de perímetro, os baluartes, com quatorze canhoneiras cada, permitiam o cruzamento de fogos para atacar os assediadores das muralhas, uma obra em pedra extraordinária para aquela fronteira inóspita. Iniciada pelo engenheiro militar italiano a serviço do Exército português Domingos Sambucetti (? &#8211; 1780) e terminada pelo sargento mór do Real Corpo de Engenheiros Ricardo Franco de Almeida Serra (1748 &#8211; 1809), a edificação da fortaleza engajou cerca de 200 trabalhadores especializados e mais de mil em regime de escravidão &#8211; negros e indígenas. Muitos desses, como o próprio Sambucetti, pereceram de doenças tropicais, sobretudo a malária, que ainda, em 1913, gerava crises sanitárias na região e a pobre Vila de Santo Antônio do Madeira era de seus epicentros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o início da operação prática do Real Forte Príncipe da Beira coincidiu com o relaxamento das tensões sobre as fronteiras americanas entre Portugal e Espanha que sobreveio ao Tratado de Santo Ildefonso de 1777. Com a independência dos estados sul-americanos nas primeiras décadas do século XIX, o permanente guarnecimento pelo Exército brasileiro de fronteira não contestada com a Bolívia tornou-se custoso para um aparato militar franzino que se ocupava de conter revoltas regionais e atuar na conflituosa fronteira do rio Prata. As guarnições do Forte da Beira foram minguando até seu completo abandono em 1895. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pouco menos de duas décadas, até a expedição de 1913, muito do material aproveitável foi retirado pela pobre e esparsa população do entorno. Telhas, tijolos, blocos menores de pedra, portas e janelas, madeirame do telhado e até os poucos e valiosos canhões de bronze, se espalharam para ambos os lados da fronteira. A ata encabeçada por José Carlos de Carvalho relatava que as muralhas e muros de pedra do casario interno ainda estavam bem conservados, mas tomados pela vegetação; antigos canhões de ferro fundido, sem valor comercial, tombados nos baluartes e a inscrição de 1776 em placa de pedra ainda encontrava-se fixada no frontão. Cumprindo o objetivo de recolher vestígios daquela marca de ocupação territorial para o Museu Nacional, trabalhadores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Guaporé Rubber</span></i><span style="font-weight: 400;"> transportaram um canhão calibre 24 de provável procedência inglesa, pelas alegadas inscrições “GR” (George Rex) encimada por coroa, encosta abaixo até um dos vapores daquela companhia. Também foram levadas partes da única porta de madeira maciça encontrada no baluarte Sul.</span></p>
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<div style="width: 1117px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6565" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6565/Forte%20do%20Principe%20da%20Beira%2029144.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1107" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6565" target="_blank">Alfredo Clímaco de Carvalho. Transporte de uma peça de ferro, calibre 24, retirada do Forte do Príncipe da Beira com destino ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, 6/07/1913. Costa Marques, Rondônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p>José Carlos de Carvalho, utilizando sua influência como deputado federal em três legislaturas, solicitou aos dirigentes daquela companhia a derrubada da vegetação que tinha tomado o interior da praça da fortaleza e impingiu ao mais graduado representante do estado do Mato Grosso presente, o delegado fiscal Octávio Costa Marques, a guarda da edificação. Este prometeu transferir para ali o posto fiscal de Lamego, outro povoamento criado no período pombalino para a defesa da calha do Guaporé, o que manteria aquele sítio pelo menos ocupado.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas pouco do dito e lavrado em ata, em 1913, foi realizado. Em 1930, o militar e sertanista Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958) “redescobriu” o Forte tão abandonado como Carvalho o tinha encontrado. Muito por iniciativa do próprio Rondon, que dedicou a maior e melhor parte de sua carreira na exploração, mapeamento e extensão das linhas telegráficas pelos sertões do Mato Grosso e Amazonas, o sítio que se encontra o Forte Príncipe da Beira foi reocupado pelo Estado em 1937 com o estabelecimento do 7º Pelotão de Fronteira em quartel contíguo às muralhas. Em 1950, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou a edificação, oficializando sua descoberta como “monumento histórico” requerida por José Carlos de Carvalho quando da expedição de 1913.</span></p>
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<div id="attachment_16192" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/josecarlos.jpg"><img class="size-full wp-image-16192" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/josecarlos.jpg" alt="José Carlos de Carvalho, acompanhado por Gastão de Orléans e pela Princesa Isabel, em visita a usina dedicada à fabricação de armamentos militares, 1886 / Site do Exército" width="218" height="311" /></a><p class="wp-caption-text">José Carlos de Carvalho, acompanhado por Gastão de Orléans e pela Princesa Isabel, em visita a usina dedicada à fabricação de armamentos militares, 1886 / Site do Exército</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BARCELOS, Giovani da Silva. <em>Forte Príncipe da Beira: conhecimento, valoração e preservação</em>, 2018. 206 fls. Dissertação (Mestrado em Preservação do Patrimônio Cultural) &#8211; IPHAN, Rio de Janeiro, 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BARROSO, Lourismar da Silva. <em>Real Forte Príncipe da Beira: ocupação oeste da Capitania do Mato Grosso e seu processo construtivo (1775-1783)</em>, 2015. 102 fls. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2015.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">NASCIMENTO. Sílvio Melo do. <em>Real Forte Príncipe da Beira: história e estórias do imaginário popular do Vale do Guaporé</em>. Revista Labirinto, ano XIII, n. 18, jun. 2013, p. 113-124. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">TEIXEIRA. Paulo R. Rodrigues. <em>Forte Príncipe da Beira</em>. Da Cultura, ano III, n. 4, p. 45-52.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Forte “Príncipe da Beira”. <em>A Illustração Brazileira</em>, n. 110, 16 de dezembro de 1913, p. 420,421.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Necrologia – Vice-Almirante José Carlos de Carvalho</em>. Revista Marítima Brasileira, 1934, p. 1253-1257.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noticiário – Presidência da República.<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765660/1949" target="_blank"> <em>Diário Official</em>, 11 de setembro de 1913</a>, p. 13305, 13306.</span></p>
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<p>*Carlos André Lopes da Silva é pesquisador da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;"> Breve cronologia do Real Forte Príncipe da Beira</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
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<div style="width: 1096px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6561" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6561/Forte%20do%20Principe%20da%20Beira%2029139.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1086" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6561" target="_blank">Alfredo Clímaco de Carvalho. Ruínas existentes no interior do Forte do Príncipe da Beira, 6/07/1913. Costa Marques, Rondônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1743</strong></span> &#8211; Desde esse ano espanhóis estavam implantando alguns povoados na margem direita do rio Guaporé.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1748</strong></span> &#8211; O português Antônio Rolim de Moura Tavares (1709 &#8211; 1782) foi nomeado governador de Mato Grosso e recebeu instruções da metrópole para manter a todo o custo a posse da referida área. Ao longo de seu governo destruiu povoados fundados pelos espanhóis.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1750</strong></span> &#8211; Assinatura, em 13 de janeiro de 1750, do Tratado de Madri, firmado entre os reis João V de Portugal (1689 &#8211; 1750) e Fernando VI da Espanha (1713 &#8211; 1759) para definir os limites entre as respectivas colônias sul-americanas. Seu objetivo foi substituir o Tratado Tordesilhas, que na prática não era respeitado. As duas partes reconheceram ter violado o antigo tratado e utilizaram rios e montanhas para a demarcação dos novos limites, que se sobreporiam aos anteriores. As negociação foram baseadas no Mapa das Cortes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1760 </strong>- <span style="color: #333333;">Foi erguido o Fortim Nossa Senhora da Conceição na margem direita do rio Guaporé.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1761</strong></span> &#8211; O Tratado de El Pardo, de 12 de fevereiro de 1781, anulou todas as disposições e feitos decorrentes do Tratado de Madri, de 1750, que havia falhado em promover a paz nas colônias espanhola e portuguesa <em>&#8220;de sorte que todas as coisas pertencentes aos limites da América e Ásia se restituem aos termos dos tratados, pactos e convenções que haviam sido celebrados entre as duas Corôas contratantes, antes do referido ano de 1750, ficam daqui em diante em sua fôrça e vigor</em>..&#8221;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1767</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>/1769</strong></span> &#8211; O então já denominado Forte Nossa Senhora da Conceição, que havia sido arruinado, teve sua estrutura reconstruída a partir de 26 de setembro de 1767 e foi rebatizado, em 1769, pelo então governador do Mato Grosso, o português Luís Pinto de Sousa Coutinho (1735 &#8211; 1804) como Forte de Bragança.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1772</strong></span> &#8211; Em 13 de dezembro de 1772, tomou posse como governador da capitania do Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres (1739 &#8211; 1797), que futuramente tomaria a iniciativa de construir o Forte do Príncipe a Beira. Ocupou o cargo até novembro de 1789 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/759422/259" target="_blank"><em>O Comércio (MT)</em>, 28 de junho de 1911, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1775 </strong><span style="color: #333333;">- O Forte de Bragança estava em ruínas devido às enchentes regulares na região e foi iniciada a elaboração do Plano do Forte Príncipe da Beira, que o substituiria, no estilo do francês Sébastien Le Prestre de Vauban (1633 &#8211; 1707), o grande arquiteto militar do reinado de Luís XIV (1638 &#8211; 1715). As obras foram iniciadas em novembro de 1775.</span></span></p>
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<div id="attachment_16191" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/plano.jpg"><img class="size-full wp-image-16191" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/plano.jpg" alt="Plano do Forte Príncipe da Beira, Mato Grosso&quot;, ca. 1775. Cartografia do Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa" width="324" height="449" /></a><p class="wp-caption-text">Plano do Forte Príncipe da Beira, Mato Grosso&#8221;, c. 1775. Cartografia do Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa</p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1776</strong></span> &#8211; Em 20 de junho, foi colocada a pedra fundamental do Forte Príncipe da Beira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/34413" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1881</a>). Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres (1739 &#8211; 1797), como já mencionado,  era o governador e capitão-geral da capitania de Mato Grosso, cargo que ocupou entre 1772 e 1788. Foi dele a iniciativa da construção do forte, erguido a cerca de dois quilômetros a montante, do Forte de Bragança, na mesma margem do rio:</p>
<p>“<em>A soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um forte, e isso é obra a serviço dos homens de El-Rei, nosso senhor e, como tal, por mais duro, por mais difícil e por mais trabalho que isso dê&#8230; é serviço de Portugal. E tem que se cumpri</em>r.”</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1780</strong></span> &#8211; O engenheiro militar genovês a serviço de Portugal Domingos Sambuceti (? &#8211; 1780), que havia iniciado a obra, contraiu malária e faleceu. Assumiu, então, o capitão José Pinheiro de Lacerda, substituído, alguns meses depois, pelo sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros do Exército, Ricardo Franco de Almeida e Serra (1748 &#8211; 1809), que seria nos últimos anos do século XVIII responsável pela nova fortificação de Coimbra, na margem direita do rio Paraguai, perto da cidade de Corumbá.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1783</strong></span> &#8211; Em 20 de agosto, inauguração do Forte Príncipe da Beira. Seu primeiro comandante foi o Capitão de Dragões, José de Melo de Souza Castro e Vilhena.</p>
<p>O astrônomo paulista Francisco José de Lacerda (1753 &#8211; 1798) relatou observações astronômicas que havia realizado do Forte Príncipe da Beira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/402630/34151" target="_blank"><em>Anais da Biblioteca Nacional</em>, 1881</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1789</strong></span> &#8211; O Forte Príncipe da Beira foi visitado, em 9 de junho, em missão científica oficial denominada Viagem Filosófica, pelo baiano Alexandre Rodrigues Ferreira (1756 &#8211; 1815), considerado um dos primeiros grandes naturalistas brasileiros.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1830</strong></span> &#8211; Aportava a primeira artilharia que lhe era destinada, constante de quatro bocas de fogo de calibre 24, enviadas do Pará. Mais tarde ali foram ter mais 14 canhões de ferro, de calibre 12.</p>
<p class="style4"><strong><span style="color: #800000;">1836</span></strong> &#8211; O Forte do Príncipe da Beira passou a receber sentenciados para ali cumprirem suas penas.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; O cronista Joaquim Ferreira Moutinho (1833 &#8211; 1914) lançou um um livro sobre a província de Mato Grosso seguido de um roteiro de viagem de sua capital a São Paulo. Visitou o forte que, segundo ele, já apresentava sinais de abandono (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/15807" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de julho de 1869, última coluna</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>-  O major de Engenharia Guilherme de Lassance,  o 1º Tenente da Marinha Frederico de Oliveira e o médico João Severiano da Fonseca (1836 &#8211; 1897), autor da <em>Viagem ao Redor do Brasil</em>, que compunham a Comissão Demarcadora dos Limites do Brasil com a Bolívia visitaram o Forte do Príncipe da Beira, que encontraram guarnecido com 14 praças e um sargento.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; O <em>benemérito</em> João Severiano da Fonseca (1836 &#8211; 1897) declarou sobre o forte: &#8220;<em>a pena e o pesar verdadeiros de existir tal monumento em lugar onde apenas um ou outro degredado, um ou outro selvagem e o raríssimo viajante tem ocasião de contemplá-lo</em>&#8220;(<a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/6154" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de março de 1911</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Após a Proclamação da República, o Forte deixou de receber assistência do Governo e a partir daí, passou a ser saqueado tanto por brasileiros quanto por bolivianos. Seu último comandante foi o sargento Queiroz.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Canhões e um grande sino de bronze foram levados da fortaleza.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1904 a 1908 </strong></span>- O Forte do Príncipe da Beira era guarnecido por um destacamento militar do 19º Batalhão de Infantaria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/27669" target="_blank">Almanak Laemmert, 1905</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/29915" target="_blank">1906</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/33508" target="_blank">1907</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/39523" target="_blank">1909</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; O engenheiro mato-grossense Manoel Esperidião da Costa Marques (c. 1859 &#8211; 1906), que dá nome ao município que abriga o Forte, em expedição ao Vale do Guaporé, visitou a edificação e registrou seu estado de abandono. Costa Marques contraiu malária durante essa expedição e faleceu, em 18 de abril de 1906.</p>
<div id="attachment_16174" style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pesq=pr%C3%ADncipe%20da%20beira&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16174" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/costa.jpg" alt="Manoel Espiridião da Costa Marques (? - 1906)" width="345" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pesq=pr%C3%ADncipe%20da%20beira&amp;pasta=ano%20191" target="_blank">Manoel Espiridião da Costa Marques (c. 1859 &#8211; 1906)/ Illustração Brazileira, 1º de abrilo de 1911</a></p></div>
<div id="attachment_16178" style="width: 264px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/6154" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16178" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/jornal.jpg" alt="Costa Marques, em 1906" width="254" height="234" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_04/6154" target="_blank">Costa Marques, em 1906 / <em>O Paiz</em>, 30 de março de <span style="color: #0000ff;">1911</span></a></p></div>
<p class="style4">Em entrevista, o coronel Serzedelo Correia (1858 &#8211; 1932) mencionou o abandono do Forte do Príncipe da Beira e também revelou que havia sido enviado para lá, em julho de 1905, um oficial e seis praças, mas que até março, quando havia deixado Corumbá, não havia tido notícias da expedição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/10327" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de abril de 1906, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/228095/369" target="_blank"><em>Correio do Norte</em>, 10 de maio de 1906, terceira coluna</a>).</p>
<p class="style4">A comissão construtora da linha telegráfica do Mato Grosso indicou procedimentos para a ligação com o Forte do Príncipe da Beira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0027/4212" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério da Guerra</em>, 1906</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Foi noticiado que os bolivianos da fronteira com o rio Guaporé haviam saqueado o forte e denunciada a existência de problemas nas fronteiras de Mato Grosso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/20373" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 22 de julho de 1909, quinta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_03/20318" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 2 de agosto de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), fotógrafo das imagens que seriam produzidas do Forte Príncipe da Beira, em 1913, foi eleito suplente da diretoria da Associação dos Empregados no Comércio do Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/20761" target="_blank"><em>A Província</em>, 2 de abril de 1910, sétima coluna</a>).</p>
<p class="style4">João da Costa Garcia, fiscal do governo de Mato Grosso junto a Societe Industrielle e Agricole du Brésil, concessionária de seringais na região do baixo Guaporé, esteve no Forte do Príncipe da Beira e um relatório realizado por ele de sua viagem seria entregue ao governador do estado (<em>O Comércio (MT)</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/759422/148" target="_blank">29 de outubro de 1910, penúltima coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/759422/170" target="_blank">24 de novembro de 1910, última coluna</a>; e</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211;  Em artigo para a revista <em>Illutração Brazileira,</em> Pires de Almeida relatou que existiam informações de que um dos canhões do Forte fora comprado por um cruzador inglês, no porto chileno de Antofagasta e remetido ao Museu Histórico de Londres, e denunciou o abandono do local, além da invasão de bolivianos e brasileiros nos seringais da área (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=107468&amp;pesq=pr%C3%ADncipe%20da%20beira&amp;pasta=ano%20191" target="_blank"><em>A I</em><em>llustração Brazileira</em>, de 1º de abril de 1911</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong> </span>- Rodolfo Aranz, Delegado Nacional no Território de Colônias na Bolívia, em visita ao Amazonas, foi fotografado com com seus companheiros de viagem pelo inteligente amador Alfredo Clímaco de Carvalho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/12684" target="_blank"><em>Jornal do Commercio(AM)</em>, 20 de fevereiro de 1912, última coluna</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Diversas guardas da coletoria foram extintas e Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), que era o responsável por uma delas, foi dispensado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/15035" target="_blank"><em>Jornal do Commercio (AM)</em>, de 18 de janeiro de 1913, terceira colun</a>a).</p>
<p class="style4">Em 6 de julho, num ponto da margem direita do rio Guaporé, que demarca a divisa entre o Brasil e a Bolívia, oito membros destacados do então estado do Mato Grosso se reuniram com um oficial-general da Marinha e um fotógrafo para assinar um documento que alertava para o esquecimento e abandono do que os mesmos identificaram como “monumento histórico”: o Real Forte Príncipe da Beira. A comissão era formada pelo <span style="font-weight: 400;">o intendente da Vila de Santo Antônio do Madeira, a sede municipal mais próxima, dr. Joaquim Augusto Tanajura, médico que atuou como chefe do serviço de saúde da Comissão Rondon; Octávio Costa Marques, delegado fiscal de Mato Grosso; Francisco Paes, um agente fiscal estadual; J. da Silva Campos, um engenheiro da Inspetoria Federal das Estradas; A. W. Wohott, também médico e sub-diretor do Hospital da Candelária de Porto Velho; R. A. Gesteira, um coronel do Exército venezuelano; Rudolph O. Kesselring, engenheiro alemão, representante da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Estrada de Ferro Madeira-Mamoré</a>, que apenas no ano anterior tinha iniciado sua operação comercial, e diretor da recém instalada </span><i><span style="font-weight: 400;">Guaporé Rubber</span></i><span style="font-weight: 400;">, companhia de capital dos Estados Unidos que explorava os seringais e inaugurou a navegação comercial no Guaporé; coronel Paulo Saldanha, gerente da mesma empresa; José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934), contra-almirante honorário, veterano da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, político, explorador e a maior autoridade federal presente; e Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), o fotógrafo que acompanhava aquela expedição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/17316" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de junho de 1913, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/17218" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de julho de 1913, terceira coluna</a>) Algumas das fotografias por ele produzidas foram publicadas no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/15854" target="_blank"><em>Jornal do Commercio(AM)</em>, 27 de julho de 1913</a>; e na  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107468/3277" target="_blank"><em>A Illustração Brazileira</em>, 16 de dezembro de 1913</a>). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16180" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/15854" target="_blank"><img class=" wp-image-16180" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/jornal-2.jpg" alt="Jornal do Commercio (AM), 27 de julho de 1913" width="510" height="697" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/15854" target="_blank"><em>Jornal do Commercio (AM)</em>, 27 de julho de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_16175" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/3277" target="_blank"><img class="size-full wp-image-16175" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/revista.jpg" alt="A Illustração Brazileira, 16 de dezembro de 1913" width="507" height="675" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/107468/3277" target="_blank"><em>A Illustração Brazileira</em>, 16 de dezembro de 1913</a></p></div>
<p class="style4">´</p>
<p>No Palácio Monroe, o contra-almirante José Carlos de Carvalho (1847 &#8211; 1934) proferiu uma palestra sobre sua viagem ao norte do Brasil e algumas das fotografias produzidas durante a visita ao Forte Príncipe da Beira foram utilizadas durante a apresentação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19581" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 23 de outubro de 1913, penúltima coluna</a>). Dias depois, informou ao governo sobre a chegada de dois canhões trazidos da fortaleza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19670" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de outubro de 1913, penúltima coluna</a>).</p>
<p class="style4">Alfredo Clímaco de Carvalho (18? &#8211; 19?), autor das imagens do forte realizadas em 1913,  foi nomeado subdelegado de Porto Velho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/170054_01/16541" target="_blank"><em>Jornal do Commercio (AM)</em>, 4 de novembro de 1913, quarta coluna</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Segundo o site do Exército, nesse ano, uma expedição do futuro marechal Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958) chegou ao Forte Príncipe da Beira.</p>
<div id="attachment_16193" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/rondon.jpg"><img class="size-full wp-image-16193" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/rondon.jpg" alt="Major Cândido Mariano da Silva Rondon e sua comitiva / Site do Exército" width="400" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Major Cândido Mariano da Silva Rondon e sua comitiva / Site do Exército</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Alfredo Clímaco de Carvalho  (18? &#8211; 19?) era um dos suplentes do primeiro Conselho Municipal de Porto Velho, constituído pelos vereadores José Jorge Braga Vieira, Luzitano Barreto, Antônio Sampaio, Manuel Félix de Campos e José Z. Camargo. Os outros suplentes eram José de Pontes, Achiles Reis, Horácio Bilhar e Alderico Castilho. O município de Porto Velho havia sido criado em 2 de outubro de 1914 mas só foi instalado em 24 de janeiro de 1915, data em que os vereadores e suplentes foram empossados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/843911/2990" target="_blank"><em>Alto Madeira</em>, 24 de janeiro de 1976</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Alfredo Clímaco de Carvalho  (18? &#8211; 19?) foi listado como fotógrafo no estado do Amazonas no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/70560" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> de 1918</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre o Forte Príncipe da Beira com a reprodução de algumas das fotografias produzidas por Alfredo Clímaco de Carvalho, em 1913 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164380/3024" target="_blank"><em>Eu sei tudo</em>, fevereiro de 1919</a>). Ele foi listado como fotógrafo no estado do Amazonas no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/74773" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em> de 1919</a>.</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong></span> &#8211; Rondon (1865 &#8211; 1958) retornou ao Forte e alertou às autoridades sobre suas más condições e também ressaltou sua importância histórica. Sugeriu a ocupação do local por uma unidade do Exército Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/1545" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de abril de 1930</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1932</strong></span> &#8211; Foi anunciado a iminente exibição no cinema Pathé Palácio, no Rio de Janeiro, do filme <em>Ao redor do Brasil</em>, cujo um dos temas seria o Forte do Príncipe da Beira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/13669" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de maio de 1932, quinta coluna</a>).</p>
<p class="style4">Foi noticiado que seria enviado ao Forte do Príncipe da Beira um contingente formado por um 2º sargento, dois cabos e 15 soldados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/15487" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 25 de setembro de 1932, terceira coluna</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span> &#8211; Foi iniciado junto ao Forte a construção de novas instalações, em madeira, onde durante vários anos ficou sediado o 7° Pelotão de fronteira subordinado à 6° Companhia de Fronteira em Guajará-Mirim.</p>
<p class="style4">Publicação de um artigo sobre o Forte Príncipe da Beira, escrita por Lima Figueiredo (1902 &#8211; 1956) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_03/10844" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 22 de setembo de 1934</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1943 </strong></span>- O magnata das comunicações Assis Chateaubriand (1892 &#8211; 1968) integrou a caravana dos Diários Associados em viagem ao norte do Brasil, que visitou o Forte Príncipe da Beira, a convite da Rubber Development Corporation (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_04/16177" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 27 de maio de 1943</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>1950</strong></span> &#8211; O Forte foi tombado pelo antigo SPHAN, informado pelo então Diretor do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rodrigo Melo Franco de Andrade, à Diretoria de Patrimônio da União. A Notificação n°643 de 06 de julho de 1950 comunicava que o Forte do Príncipe da Beira seria inscrito no Livro Tombo das Belas Artes. A inscrição realizada, conforme o Arquivo Noronha Santos, foi a de número 281 em 7 de agosto de 1950, porém no Livro Tombo Histórico e não no de Belas Artes.</p>
<p class="style4">Publicação da reportagem <em>Três bandeiras no forte da beira, </em>sobre a visita de personalidades importantes ao Forte Príncipe da Beira, com texto de Flávio Tambellini e fotos de Peter Scheier e Roberto Malta. Dentre os visitantes, o jornalista espanhol Duque de Parcent, o todo-poderoso dos Diários Associados, Assis Chateaubriand (1892 – 1968); o general Nelson de Mello, o empresário Antônio Seabra e o Barão Sten Ramel,(<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72093">O Cruzeiro, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/72093">2 de setembro de 1950</a>).</p>
<p class="style4"><span style="color: #800000;"><strong>2007</strong></span> &#8211; A partir desse ano, o Iphan e o Exército passaram a desenvolver atividades de restauração do Forte e escavações arqueológicas na área. O Exército mantém instalações militares vizinhas ao Forte.</p>
<div style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6562" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6562/Forte%20do%20Principe%20da%20Beira%2029140.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="582" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6562" target="_blank">Alfredo Climaco de Carvalho. O Almirante José Carlos de Carvalho, o Dr. Octavio Costa Marques e grupo junto às prisões do Forte do Príncipe da Beira, 6/07/1913. Costa Marques, Rondônia / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>*Essa informação foi colocada em 29 de julho de 2021.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BARCELOS, Giovani da Silva. <em>Forte Príncipe da Beira: conhecimento, valoração e preservação</em>, 2018. 206 fls. Dissertação (Mestrado em Preservação do Patrimônio Cultural) &#8211; IPHAN, Rio de Janeiro, 2018.</p>
<p>BARROSO, Lourismar da Silva. <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/17316" target="_blank"><em>Real Forte Príncipe da Beira: ocupação oeste da Capitania do Mato Grosso e seu processo construtivo (1775-1783)</em></a>, 2015. 102 fls. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2015.</p>
<p>BORZACOV, Yêdda Maria Pinheiro. <em>Forte Príncipe da Beira</em>. apud: Governo de Rondônia/Secretaria de Educação e Cultura. <em>Calendário Cultural 1981/85</em>. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1981. p. 65-72.</p>
<p>COSTA, Maria de Fátima. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702001000500011" target="_blank"><i>Alexandre Rodrigues Ferreira e a capitania de Mato Grosso: imagens do interior</i></a>. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol.8 , Rio de Janeiro  2001.</p>
<p><a href="https://www.brasil-turismo.com/rondonia/principe-beira.htm" target="_blank">Guia Geográfico de Rondônia</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">NASCIMENTO. Sílvio Melo do. <em>Real Forte Príncipe da Beira: história e estórias do imaginário popular do Vale do Guaporé</em>. Revista Labirinto, ano XIII, n. 18, jun. 2013, p. 113-124.    </span></p>
<p>NUNES, José M. de S.; ADONIAS, Isa. <em>Real Forte <span class="destaca_palavras">Príncipe</span> da <span class="destaca_palavras">Beira</span></em>. Fundação Odebrecht, 1985</p>
<p><a href="http://rondoniadigital.com/prefeitura-de-porto-velho-divulga-programacao-da-festa-dos-97-anos-de-criacao-do-municipio/" target="_blank">Site da Prefeitura de Porto Velho</a></p>
<p><a href="http://www.6bis.eb.mil.br/historico-do-forte-principe-da-beira.html" target="_blank">Site do Exército do Brasil</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/ro/noticias/detalhes/4950/real-forte-principe-da-beira-em-rondonia-esta-em-obras-de-revitalizacao" target="_blank">Site do IPHAN</a></p>
<p><a href="https://www.expressaorondonia.com.br/pelho-102-anos-de-instalacao-politica/" target="_blank">Site Expressão Rondônia</a></p>
<p><a href="http://fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&amp;id_fortaleza=399" target="_blank">Site Fortalezas.org</a></p>
<p>TEIXEIRA, Paulo Roberto Rodrigues. <a href="http://www.funceb.org.br/images/revista/_3n0y.pdf" target="_blank"><em>Forte Príncipe da Beira</em></a>. Rio de Janeiro: <i>Revista DaCultura</i>, ano III, nº 4, maio de 2003, p. 46-52.</p>
<p>&nbsp;</p>
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