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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Franz Keller</title>
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		<title>O fotógrafo, desenhista e engenheiro alemão Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 20:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um pequeno perfil do fotógrafo, desenhista e engenheiro alemão Franz (Francisco) Keller-Leuzinger, um dos primeiros viajantes estrangeiros a documentar a região amazônica, a Brasiliana Fotográfica publica a 50ª cronologia de um fotógrafo do século XIX. Todas elas podem ser encontradas na seção do portal intitulada “Cronologia de Fotógrafos". A ideia da criação desta seção, compilando todas as cronologias escritas pela pesquisadora e editora do portal, Andrea C. T. Wanderley, foi de Joaquim Marçal, coordenador da BN Digital, da Fundação Biblioteca Nacional, e um dos curadores da Brasiliana Fotográfica. Com a publicação dessas 50 cronologias, o portal acredita estar contribuindo para a historiografia da fotografia no Brasil. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25387" style="width: 345px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/franz1.jpg"><img class=" wp-image-25387" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/franz1.jpg" alt="Franz Keller-Leuzinger /  Xilogravura de Adolf Cloß publicada no livro , em 1874" width="335" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Franz Keller-Leuzinger / Xilogravura de Adolf Cloß publicada no livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em>, em 1874</p></div>
<p>O  engenheiro, fotógrafo e desenhista alemão Franz (Francisco) Keller-Leuzinger nasceu em Mannhein, em 30 de agosto de 1835, e foi um dos primeiros viajantes estrangeiros a documentar a região amazônica. Chegou ao Rio de Janeiro com seu pai, o também engenheiro Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877), em 27 de dezembro de 1855, vindos do Havre, na galera francesa <em>Dom Pedro II. </em></p>
<p>Ao longo da década de 60, Franz acompanhou o pai em levantamentos do rio Paraná, na região entre Campo Belo e Barra do Piraí; dos vales do rio Paraíba e Pomba, dos rios Iguaçu, Paranapanema e Tibagi. Dessas investigações resultaram relatórios publicados pelo Ministério da Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/24028" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/6954" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 2 de dezembro de 1865, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4196" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 20 de dezembro de 1865, última coluna</a>). Nessas expedições, como na que participou à Amazônia, em 1867, Franz registrava em notas, desenhos e aquarelas, vistas locais da fauna e flora, aspectos arqueológicos e etnográficos das regiões por onde passava.</p>
<p>Em junho de 1867, ele e seu pai estudavam mapas e planos da expedição ao Paraná quando foram comissionados pelo Ministério da Agricultura, Comércio e Obras para explorar os rios Amazonas e Madeira para sondar a possibilidade da construção de uma ferrovia, a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>, costeando suas margens para contornar corredeiras que tornavam impossível a navegação a vapor em parte dos rios. A comissão da expedição pelo governo imperial foi motivada pela abertura da navegação do rio Amazonas para as nações estrangeiras, estabelecido pelo <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial nº 3749</a> ,de 7 de dezembro de 1866, e pelo novo acordo sobre fronteiras e comércio com a Bolívia firmado, em 27 de março de 1867, pelo diplomata pernambucano, o Conselheiro Felipe Lopez Netto (1814 &#8211; 1895) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/169331/1963" target="_blank"><em>Publicação do Governo do Amazonas</em>, 24 de agosto de 1868</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/9000" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de julho de 1872, quinta coluna</a>).</p>
<p>Franz e Joseph embarcaram no Rio de Janeiro rumo ao Pará, em 15 de novembro de 1867, no paquete <em>Paraná</em>. O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a>, comissionado por seu patrão, o fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, acompanhou a expedição até Manaus, levando um escravizado. Também estavam no navio a esposa de Franz, Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), e sua irmã, Pauline.  Sabine era a filha primogênita de Leuzinger <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank">(<em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867, primeira coluna)</a>. Algumas fontes informam que Franz teria, em meados da década de 60, assumido a seção de fotografia da empresa de seu sogro, criada em 1865, e que teria, inclusive, ensinado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>a arte da fotografia. Porém, a participação de Franz Keller no ateliê fotográfico de Leuzinger é questionável e, na verdade, até hoje não foi comprovada. Lembramos que na década de 1860, como já mencionado, Franz fez diversas viagens pelo Brasil com seu pai, explorando rios do país sob contrato do governo imperial, o que tornaria difícil a possibilidade dele dirigir o estabelecimento fotográfico de seu sogro.</p>
<p>Voltando à expedição amazônica. Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus e permaneceu na Amazônia até novembro de 1868, tendo realizado, no período, a impressionante e pioneira série de 98 fotografias na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos da fauna e da flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Esse trabalho começou a ser comercializado a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25886" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-25886 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/frisch3.jpg" alt="fresco3" width="460" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo FBN</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A expedição dos Keller durou até dezembro de 1868, quando voltaram ao Rio de Janeiro. Apresentaram propostas prevendo a construção de um sistema de planos inclinados capaz de permitir aos navios a superação dos declives do leito do Madeira e Mamoré, a abertura de um canal de navegação na margem direita das cachoeiras ou a construção de uma estrada de ferro entre Santo Antônio e Guajará-Mirim.</p>
<p>Em 1874, já de volta à Alemanha, Franz publicou o livro ilustrado <em>Do Amazonas ao Madeira, </em>com anotações, desenhos e aquarelas da expedição de 1867/1868. Foi editado em Londres pela Chapman &amp; Hall e também foi feita uma edição alemã. No livro, descreveu o rio e seus afluentes, as tribos nativas que encontraram, além dos animais e vegetações da floresta virgem dos rios Amazonas e Madeira. A expedição dos Keller se expandiu até o leste da Bolívia. Franz dedicou um capítulo aos índios Mojo daquela região e à história de suas interações com as missões jesuíticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25389" style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25389" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/amazon.jpg" alt="Capa da edição inglesa do livro Amazonas e , 1874" width="431" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank">Capa da edição inglesa do livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em>, 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na introdução a seus relatos, Franz chamava a atenção das autoridades brasileiras para a adoção de três providências que ele considerava prioritárias para o progresso do país: a abolição da escravatura, o incentivo à imigraçao de colonos da Alemanha para desenvolver a agricultura e a modernização dos meios de transportes para integrar o território nacional. Também assumia a autoria das ilustrações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;As ilustrações, que considero suplementos indispensáveis à descrição de cenas que nos são tão estranhas, originam-se de esboços feitos no local e que, para preservar-lhes a mais alta fidelidade, desenhei eu mesmo&#8221;.</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4372" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4372/SAm21-0007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4372" target="_blank">Franz Keller. Alto Madeira (Afluente do rio Amazonas), c. 1874. Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Institut fuer Laenderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Franz Keller-Leuzinger esteve no Brasil na década de 1880 e faleceu em Munique, na Alemanha, em 18 de julho de 1890.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=franz" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Franz Keller-Leuzinger disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Franz Keller-Leuzinger (1835 &#8211; 1890)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25406" style="width: 673px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q10285577#/media/File:Franz_Keller-Leuzinger_(1835-1890)_(cropped).png" target="_blank"><img class="wp-image-25406" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/keller4.jpg" alt="porão 4" width="663" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q10285577#/media/File:Franz_Keller-Leuzinger_(1835-1890)_(cropped).png" target="_blank">Assinatura de Franz Keller-Leuzinger</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1835</strong> </span>- Nascimento de Franz Keller, em Mannheim, na Alemanha, em 30 de agosto de 1835, filho do cartógrafo, desenhista e engenheiro Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877), diplomado pela Universidade de Karlsruhe, que havia trabalhado como inspetor de estrada do Grão Ducado de Baden. Franz era irmão do pintor Ferdinand (Fernando) Keller (1842 &#8211; 1922).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25109" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg"><img class=" wp-image-25109" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg" alt="Ferdinand Keller por Christian Wilhelm Allers / Wikipedia" width="701" height="411" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ferdinand1.jpg" target="_blank">Ferdinand Keller por Christian Wilhelm Allers / Wikipedia</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong> </span><strong>-</strong> Chegou, em 27 de dezembro, ao Rio de Janeiro com seu pai. Vieram do Havre, na galera francesa <em>Dom Pedro II. </em>Diversas fontes afirmam que Ferdinand, seu irmão, teria vindo com eles, mas nas notícias de jornal só constam os nomes de Joseph e Franz. Certamente Ferdinand passou um período no Brasil, mas provavelmente veio depois de seu pai e irmão (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090000/450" target="_blank"><em>Correio da Tarde</em>, 27 de dezembro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_01/42349" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de dezembro de 1855, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11300" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 28 de dezembro de 1855, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25211" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_01/42349"><img class="size-full wp-image-25211" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/havre.jpg" alt="Diário do Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1855" width="319" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/094170_01/42349" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 28 de dezembro de 1855</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong> </span>- No <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/9444" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em> de 1856</a>, foi mencionado que Joseph Keller poderia ser contratado para a construção da estrada de Mangaratiba ou da de Ubatuba caso o desembargador J.J. Pacheco, presidente da Companhia da Estrada de Mangaratiba, fizesse um contrato com o presidente de São Paulo para uma outra estrada de carros de Taubaté a Ubatuba.</p>
<p>Joseph e um ajudante trabalharam para o Governo da Província do Rio de Janeiro para a <em>ratificação de plantas para a estrada de Petrópolis ao Parahybuna</em> . Franz seria o ajudante? (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11761" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 21 de abril de 1856, quarta coluna</a>).</p>
<p><em>Incitados pela lisonjeira recepção que fizemos a seus compatriotas, os engenheiros Keller, </em>vários arquitetos da Escola Politécnica de Karslruhe, no Grão Ducado de Baden, vieram para o Brasil, dentre eles Theodore Marx (1833 &#8211; 1890), que viria a ser um dos construtores do Palácio da Quinta da Boa Vista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11972" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 12 de junho de 1856, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1857</strong></span> &#8211; Seu pai, como engenheiro, e ele e Carlos Keller como ajudantes, haviam sido contratados pela Companhia União Indústria. Qual seria o parentesco de Carlos Keller com eles? Sobrinho e primo? Filho e irmão? Ou seria o filho de Johann Nepomuk Keller, o engenheiro Carlos Keller (1839 &#8211; 1928), futuro reitor do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe? Uma coincidência: o pai do fotógrafo Chistophe Albert Frisch (1840 &#8211; 1918), tinha Nepomuk em seu sobrenome: chamava-se Johanes Nepomuk Frisch. Caso isso indique algum parentesco, Frisch e Franz Keller possivelmente já se conheciam antes de virem para o Brasil.</p>
<p>O diretor-presidente da Companhia União Indústria era o comendador Mariano Procópio Ferreira Lage (1821 &#8211; 1872). A capacidade de Joseph Keller já era <em>abonada pelos trabalhos executados na Europa sob sua direção</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/91" target="_blank"><em>Relatório Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a>). Sobre o trabalho para o qual havia sido contratado, <em>uma linha de estrada entre  Pedro do Rio e a villa da Parahyba, Três Barras e a ponte do Parahybuna</em>, apresentou um relatório ao comendador (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/114" target="_blank"><em>Relatório Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_04/11825" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de agosto de 1857, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25110" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.espeschit.com.br/historia/uniao_e_industria/mariano_procopio/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/procopio.jpg" alt="O engenherio e poítico Mariano Procópio Ferreira Lage" width="293" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.espeschit.com.br/historia/uniao_e_industria/mariano_procopio/" target="_blank">O comendador Mariano Procópio Ferreira Lage / Site Familia Espeschi</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25065" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/765040/91" target="_blank"><img class=" wp-image-25065" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/oskeller.jpg" alt="Relatório da Companhia União Indústria, 1857" width="700" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/765040/91" target="_blank"><em>Relatório da Companhia União Indústria</em>, 24 de agosto de 1857</a><strong>(1)</strong></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861 / 1862</strong></span> &#8211; Em 30 de abril de 1861, Joseph Keller apresentou ao comendador Mariano Procópio um relatório sobre o estado da estrada entre a ponte do Paraíba e Juiz de Fora (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/765040/235" target="_blank"><em>Relatório da Companhia União Indústria</em>, 15 de junho de 1861</a>). Foi expedida pelo Ministério da Agricultura a ordem para o pagamento dos engenheiros Joseph e Franz Keller pela exploração do rio Paraíba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2305" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, novembro de 1861</a>); <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/20302" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 7 de abril de 1862, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/231444/2941" target="_blank"><em>Boletim do Expediente do Governo: Ministério do Império</em>, junho de 1862)</a>. Entre esse ano e 1867, Franz acompanhou o pai em levantamentos no mencionado rio, na região entre Campo Belo e Barra do Piraí; nos vales do rio Paraíba e Pomba, nos rios Iguaçu, Paranapanema e Tibagi. Dessas investigações resultam relatórios publicados pelo Ministério da Agricultura (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/18661" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 17 de junho de 1864, quaarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/24028" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/6954" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 2 de dezembro de 1865, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4196" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 20 de dezdembro de 1865, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4224" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 13 de janeiro de 1866, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Seu irmão, Ferdinand, voltou do sul do Brasil, a bordo do patacho <em>Guasca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/3360" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 26 de fevereiro de 1862, terceira coluna</a>). Retornou à Alemanha e ingressou na Academia de Belas Artes de Karlsruhe, estudando sob a tutela do paisagista alemão Johann Wilhelm Schirmer (1807 &#8211; 1863).</p>
<p>Franz fotografou a Quinta da Boa Vista, em <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13670" target="_blank">São Cristóvão</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/15/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/15" target="_blank">Franz Keller. St. Christovão; [Rio Joana e vegetação na Quinta da Boa Vista], 1862. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div><strong><span style="color: #800000;">c. 1863</span></strong> &#8211;  O fotógrafo carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) </a>retornou da Europa ao Brasil. Segundo seu neto, o historiador Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000), Marc teria aprendido a arte da fotografia com Franz Keller (1835 &#8211; 1890), que em torno dessa data teria assumido a seção de fotografia da empresa de seu sogro, o fotógrafo e editor suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, criada em 1865. Uma carta enviada em 17 de janeiro de 1923 por um amigo de Ferrez, Luiz Carlos Franco, a seus filhos Julio e Luciano, após a a morte do fotógrafo, confirma que Ferrez havia trabalhado para Leuzinger. Porém, a participação de Franz Keller como diretor do ateliê fotográfico de Leuzinger é questionável e, na verdade, até hoje não foi comprovada. Além disso, na década de 1860, como já mencionado, Franz fez diversas viagens pelo Brasil com seu pai explorando rios do país sob contrato do governo imperial, o que tornaria difícil a possibilidade dele dirigir o estabelecimento fotográfico de seu sogro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Franz e seu pai, Joseph, embarcaram rumo a Campos no vapor <em>Ceres</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/23281" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de maio de 1864, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em ato oficial, de 24 de dezembro de 1864, do ministro de Estado dos Negócios da Agricultura Comércio e Obras Públicas, assinado pelo ministro Jesuino Marcondes de Oliveira e Sá (1827 &#8211; 1903), Franz e Joseph Keller foram encarregados de estudar o rio Ivahy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de janeiro de 1865, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/1910" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 22 de novembro de 1865, última coluna</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank">).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25067" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25067" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/ivahy.jpg" alt="Correio Mercantil, 1º de janeiro de 1865" width="468" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/24248" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 1º de janeiro de 1865</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Franz Keller chegou a Santos na companhia de um <em>criado</em>, no vapor <em>Dom Affonso</em>, procedente de Santa Catarina com escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_02/1591" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de outubro de 1865, primeira coluna</a>).</p>
<p>Integrou-se à Expedição do Avaí, quando produziu aquarelas da região.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1865</strong></span> &#8211; Foram publicadas notícias sobre o relatório elaborado pelos engenheiros Keller sobre a navegabilidade do rio Paraiba (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/23986" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em>, 1865</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Foram publicadas notícias sobre o relatório elaborado pelos engenheiros Keller sobre a navegabilidade do rio Ivahy (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/25736" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 16 de janeiro de 1866, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Joseph e Franz foram contratados pelo governo do Paraná para a realização do levantamento e da impressão da carta corográfica do estado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4283" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 28 de março de 1966, primeira coluna</a>).</p>
<p>No dia 24 de julho, Franz e Joseph Keller partiram de Curitiba para explorar o rio Iguaçu. Também faziam parte do grupo o agrimensor Julio Kalkman e o intérprete Fructuoso Antonio de Moraes Dutra, além de 24 tripulantes das oito canoas da expedição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4303" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 14 de abril de 1866, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/4398" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 4 de julho de 1866, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/26509" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 30 de julho de 1866, última coluna</a>).</p>
<p>Em 7 de dezembro, o <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html" target="_blank">Decreto Imperial nº 3749</a> autorizou a abertura da navegação do rio Amazonas para outras nações, após pressões internacionais, vindas principalmente dos Estados Unidos. Foi nesse contexto que, no ano seguinte, Franz e Joseph Keller foram encarregados pelo Império do Brasil para a exploração de rios do Norte do país.</p>
<div class="textoNorma">
<p style="text-align: center;"><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-3749-7-dezembro-1866-554560-publicacaooriginal-73201-pe.html#:~:text=Abrindo%20os%20rios%20Amazonas%2C%20Tocantins,%2C%20Madeira%2C%20Negro%20e%20S.&amp;text=No%20intuito%20de%20promover%20o,dos%20rios%20Tocantins%20e%20S." target="_blank"><em><strong>DECRETO Nº 3.749, DE  7 DE DEZEMBRO DE 1866</strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Abrindo os rios Amazonas, Tocantins, Tapajós, Madeira, Negro e S. Francisco á navegação dos navios mercantes de todas as nações.</em></p>
<div class="texto">
<p><em><span style="font-family: ti;">No intuito de promover o engrandecimento do Imperio, facilitando cada vez mais as suas relações internacionaes, e animando a navegação e o commercio do rio Amazonas e seus affluentes, dos rios Tocantins e S. Francisco, ouvido o Meu Conselho de Estado, Hei por bem Decretar o seguinte:</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 1º Ficará aberta, desde o dia 7 de Setembro de 1867, aos navios mercantes de todas as nações, a navegação do rio Amazonas até á fronteira do Brasil, do rio Tocantins até Cametá, do Tapajós até Santarem, do Madeira até Borba, e do rio Negro até Manáos.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 2º Na mesma data fixada no art. 1º ficará igualmente aberta a navegação do rio S. Francisco até á Cidade do Penedo.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 3º A navegação dos affluentes do Amazonas, na parte em que só uma das margens pertence ao Brasil, fica dependendo de prévio ajuste com os outros Estados ribeirinhos sobre os respectivos limites e regulamentos policiaes e fiscaes.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Art. 4º As presentes disposições em nada alterão a observancia do que prescrevem os Tratados vigentes de navegação e commercio com as Republicas do Perú e de Venezuela, conforme os regulamentos já expedidos para esse fim.</span></em></p>
<p align="justify"><span style="font-family: ti;"> <em>   Art. 5º Os Meus Ministros e Secretarios de Estado, pelas Repartições competentes, promoveráõ os ajustes de que trata o art. 3º, e expediráõ as ordens e regulamentos necessarios para a effectiva execução deste Decreto.</em></span></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">    Antonio Coelho de Sá e Albuquerque, do Meu Conselho, Senador do Imperio, Ministro e Secretario de Estado dos Negocios Estrangeiros, assim o tenha entendido e faça executar.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Palacio do Rio de Janeiro em sete de Dezembro de mil oitocentos sessenta e seis, quadragesimo quinto da Independencia e do Imperio.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador.</span></em></p>
<p align="justify"><em><span style="font-family: ti;">Antonio Coelho de Sá e Albuquerque.</span></em></p>
</div>
</div>
<div class="rodapeTexto">
<div class="texto"><em>Este texto não substitui o original publicado no Coleção de Leis do Império do Brasil de 1866&#8243;</em></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; O presidente da província do Paraná mandou sustar a exploração do rio Iguassu, cujos encarregados eram Joseph e Franz Keller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709557/1655" target="_blank"><em>Diário de São Paulo</em>, 23 de janeiro de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi assinado, em 27 de março, e selado, em 23 de novembro, o <a href="http://info.lncc.br/btt1867.html" target="_blank">Tratado de Ayacucho</a>, entre o Brasil e a Bolívia, que definia os limites entre os dois países.</p>
<p>Franz casou-se com Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), filha primogênita do fotógrafo, livreiro e editor suíço Georges Leuzinger (1813-1892), adotando também o sobrenome do sogro, passando a assinar Franz Keller-Leuzinger.</p>
<p>Por portaria de 10 de outubro de 1867, Franz e seu pai, Joseph Keller<em>, </em>foram <em>incumbidos pelo governo imperial de explorar o rio Madeira na parte encachoeirada dele, desde Santo Antonio até a barra do rio Mamoré, e de elaborar os projetos mais apropriados para o melhoramento dessa importante via de comunicação com a província de Mato Grosso e a república da Bolívia. </em><em>Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida ente a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1365" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 10 de outubro de 1869, última coluna</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, embarcaram no Rio de Janeiro rumo ao Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867,  primeira coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Christoph Albert Frisch (1840 – 1918)</a> seguiu com os engenheiros rumo à Amazônia, comissionado por Leuzinger, em cujo ateliê fotográfico trabalhava. Levava um escravizado. A esposa de Franz, Sabine, e sua irmã, Pauline Keller, também estavam no paquete <em>Paraná,</em> assim como o engenheiro José Manoel da Silva, integrante da expedição <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank">(<em>Diário do Povo,</em> 15 de novembro de 1867, primeira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/12890" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 de novembro de 1867, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25086" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25086" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia3.jpg" alt="Diário do Povo, de 14 de novembro de 1867" width="386" height="95" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, de 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25102" style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/frisch1.jpg" alt="Alberto Christoph Frish, c.  1866" width="475" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Detalhe do autorretrato de Alberto Christoph Frish, c. 1867. Rio Tarumã, AM / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus e <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, <em>O velho commercio do Rio de Janeiro</em>, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.</p>
<p>&#8220;<em>Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo d</em>a<em> casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de grande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros&#8221;</em>.</p>
<p>Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro <em>A journey in Brazil, </em>editado em Boston, em 1868. A Comissão Thayer foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard. Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, integrada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, participou da Comissão ou Expedição Thayer &#8211; foi a primeira vez que esteve no Brasil.</p>
<p>A expedição à Amazônia liderada pelos Keller, com 32 volumes, alcançou Belém, em 1º de dezembro, e seguiu para Manaus, onde chegou no dia 10 do mesmo mês, no vapor <em>Belém</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/219339/812" target="_blank"><em>Jornal do Pará</em>, 11 de dezembro de 1867,terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/851051/106" target="_blank"><em>Jornal do Rio Negro</em>, 11 de dezembro de 1867, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25085" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219339/812" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia2.jpg" alt="Jornal do Pará, 11 de dezembro de 1867" width="237" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/219339/812" target="_blank"><em>Jornal do Pará</em>, 11 de dezembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; No Anexo X do Relatório do Ministro da Agricultura de 1868, Joseph e Franz Keller fizeram comentários sobre a formação geológica do solo brasileiro. Em alguns pontos concordaram com o geógrafo, naturalista e explorador alemão Barão de Humboldt (1769- 1859), que havia participado de uma expedição pela América do Sul entre 1799 e 1804.(<a href="Na%20seção de 14 de setembro do Instituto Politécnico Brasileiro, fez um discurso agradecendo sua nomeação para sócio correspondente da instituição. Também discursaram Luiz Filipe de Saldanha da Gama (1846 - 1895), Antônio Augusto Fernandes Pinheiro (18? - ?). Augusto Teixeira Coimbra (18? - ?) também foi nomeado sócio correspondente (Jornal do Commercio, 24 de setembro de 1869, segunda coluna; Revista do Instituto Politécnico Brasileiro, 1869)." target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, de 12 de agosto de 1882, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19817" target="_blank"><em> Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1883, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/19817" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-25082" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia.jpg" alt="geologia" width="391" height="210" /></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19817" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25083" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia1.jpg" alt="Jornal do Recife, de 1883" width="396" height="271" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/19817" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de janeiro de 1883</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O governador do Amazonas, José Coelho da Gama e Abreu (1832 &#8211; 1906), o barão de Marajó,  submeteu ao governador do Pará, Joaquim Raimundo de Lamare (1811 &#8211; 1889), um ofício sobre a comissão dos Keller, que havia sido enviado pelo ministro da Agricultura, Zacarias de Góis e Vasconcelos (1815 &#8211; 1877) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/267" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 25 de abril de 1868, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/273" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 9 de maio de 1968, última coluna</a>).</p>
<p>Foram concedidas às irmãs Sabine Leuzinger-Keller e a Pauline Keller concessão de <em>passagens de Estado</em> em embarcação da Companhia do Amazonas, de Manaus a Belém do Pará com as despesas pagas pelo Ministério da Agricultura. Joseph e Franz Keller foram recomendados pelo governo do Amazonas ao comandante do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16160" target="_blank">Forte Príncipe da Beira</a>,  no Mato Grosso, para onde iriam com o objetivo de explorar o Rio Madeira, conforme comissão do governo brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/286" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 30 de maio de 1868, segunda coluna</a>).</p>
<p>Sabine e Pauline chegaram ao Rio de Janeiro em 19 de junho, a bordo do paquete a vapor <em>Guará</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/29243" target="_blank"><em>Correio Mercantil,</em> 20 de junho de 1868, última coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=216828&amp;PagFis=9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, 24 de novembro de 1868, na quarta coluna</a>). No ano seguinte, as imagens produzidas por ele durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d’une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25139" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/resultat1.jpg" alt="Acervo FBN" width="402" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 9 de dezembro, o tenente -coronel José Wilkens de Mattos (1822 &#8211; 1889), governador do Amazonas, respondendo a um ofício enviado pelos Keller e pelo engenheiro José Manoel da Silva, autorizou a tesouraria de Fazenda a receber objetos que estavam com os requerentes, referentes à comissão que cumpriram no rio Madeira;  tomou ciência de que uma canoa adquirida na Bolívia pelos Keller e por José Manoel seria utilizada por João Martins da Silva Coutinho na comissão de exploração do rio Branco; e informou que os Keller e José Manoel teriam seu transporte a bordo do vapor <em>Belém</em>, de Manaus a Belém, em 10 de dezembro de 1868, custeado pelo Ministério da Agricultura. Poderiam utilizar o espaço de bagagem, duas toneladas, destinado ao governo. O trabalho comissionado pelo governo imperial havia sido concluído e eles voltariam para o Rio de Janeiro no mesmo vapor (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 28 de dezembro de 1868, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/164992/417" target="_blank"><em>Amazonas</em>, 5 de janeiro de 1869, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25111" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vapor.jpg" alt="Diário de Belém, 28 de dezembro de 1868" width="402" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/461" target="_blank"><em>Diário de Belém</em>, 28 de dezembro de 1868</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3622/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="702" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank">Franz Keller. Resultados ethnographicos e archeologicos da Exploração do Rio Madeira : : empreendida por ordem do Governo Imperial pelos engenheiros José e Francº Keller, 1869 / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong> </span>- <span style="color: #000000;">No dia 4 de janeiro de 1869, Joseph e Franz Keller e o ajudante José Manuel da Silva chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do paquete <em>Paraná</em>. Franz estava enfraquecido pelas febres e queimado pelo sol. Segundo o pesquisador Frank Kohl, ele havia contraido malária (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/23854" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 5 de janeiro de 1869, quinta coluna</a>).</span></p>
<p>Fez o retrato da filha de Leuzinger, Gabrielle Marie (1853 &#8211; 1869), que faleceu em 23 de abril de 1869 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/15411" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 29 de abril de 1869, última coluna)</a>.</p>
<p>“<em>Após sua morte, ela estava quase sorridente, uma figura de anjo e tão branca quanto os lençóis de seu leito. Franz Keller fez seu retrato de perfil para nosso espanto o perfil perfeito de Mathilde quando tinha sua idade, 16 anos, 6 dias e 21 horas e meia</em>” (Carta de Georges Leuzinger para seu filho Paul, que estava vivendo na França, de 2 de junho de 1969).</p>
<p>Esteve algumas vezes no Paço Imperial cumprimentando o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891</a>) (<em>Diário de Rio de Janeiro</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/24887" target="_blank"> 14 de setembro;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25037" target="_blank">19 de outubro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25197" target="_blank">29 de novembro</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25225" target="_blank">6 de dezembro</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/25281" target="_blank">21 de dezembro de 1869</a>, primeiras colunas).</p>
<p>Na seção de 14 de setembro do Instituto Politécnico Brasileiro, fez um discurso agradecendo sua nomeação para sócio correspondente da instituição. Além dele, discursaram Luiz Filipe de Saldanha da Gama (1846 &#8211; 1895) e Antônio Augusto Fernandes Pinheiro (18? &#8211; ?). Augusto Teixeira Coimbra (18? &#8211; ?) também foi, na ocasião, nomeado sócio correspondente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_05/16199" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de setembro de 1869, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/425" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1869</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong></span> &#8211; Na seção de 14 de junho de 1870 do Instituto Politécnico Brasileiro, sob a presidência do<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank"> conde d´Eu (1842 &#8211; 1922)</a>, J.M. da Silva anunciou que Franz Keller havia viajado para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/604" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1874)</a>.</p>
<p>Foi autorizada a venda em hasta pública dos objetos comprados para a exploração dos rios Iguaçu, Ivahy, Paranapanema e Tibagi, entregues por Joseph e Franz Keller a Serafim Carvalho Baptista e José Feliciano da Silva (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/416398/6155" target="_blank"><em>Dezenove de Dezembro</em>, 12 de outubro de 1870, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; Joseph Keller ainda se encontrava no Brasil <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4523" target="_blank">Jornal do Commercio</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/4523" target="_blank">, 7 de abril de 1872, sétima coluna</a>).</p>
<p>Em julho, Franz Keller (1835-1890) estava na Suíça.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Retornou à Alemanha para tratar da saúde, fixando residência na cidade alemã de Karlsruhe. Conforme hjá mencionado, segundo o pesquisador Frank Kohl, Franz havia contraído malária no Amazonas e justamente por isto não pode aceitar o convite do coronel americano George Earl Church (1835-1910) para participar da construção da ferrovia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré</a>, que utilizou os dados levantados pelos Keller naquela região. Church havia recebido do governo brasileiro a concessão para a construção da ferrovia. Porém, por diversos motivos, Church não concluiu o empreendimento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/604" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, fevereiro de 1874</a>).</p>
<p><em>&#8220;A magnitude e a expectativa que despertaram os projetos de Church provocaram o acre zelo e a oposição daqueles que detinham o monopólio comercial da área, os comerciantes da Costa do Pacífico, na medida em que se propunha a abrir rota concorrente de comércio. De repente descobriram que uma companhia americana detinha um empreendimento que prometia penetrar pelo centro da América do Sul e transformar seu comércio. Ao utilizar a rede fluvial, afetaria poderosamente as relações políticas e inter comerciais de vários Estados hispano-americanos. Ferozes interesses contrariados se aliaram amplamente. A English Construction Company denunciou o contrato e aliou-se aos seus acionistas em um ataque ao fundo fiduciário ferroviário, que eles vincularam por liminar ao Tribunal de Chancelaria. O governo boliviano tentou apreender o fundo. O coronel Church lutou contra esses pesados ataques, defendendo o terreno a cada polegada que houvesse para sustentar ganhou batalha após batalha entre 1873 a 1878. O comitê dos detentores de títulos subornou o presidente boliviano Daza com £ 20.000 para tomar partido ao seu favor e instaurou um novo processo para revogação da concessão boliviana. Mesmo neste novo processo, o coronel Church ganhou no Tribunal de Primeira Instância. A Câmara dos Lordes finalmente resolveu a questão declarando impraticável o empreendimento, embora meses antes o governo brasileiro tivesse dado seu apoio inabalável ao coronel Church. A seu pedido foi decretado um complemento ao fundo existente com o montante necessário para concluir as obras ferroviárias. Na época em que a empresa faliu havia 1.200 homens trabalhando na linha férrea e uma locomotiva em tráfego no primeiro trecho inaugurado&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/dante-fonseca/a-madeira-mamore-e-a-noticia-biografica-de-george-earl-church-feita-por-clements-markham" target="_blank"><em>A Madeira-Mamoré e a notícia biográfica de George Earl Church feita por Clements Markham</em></a>,</p>
<p style="text-align: right;">por  Dante Ribeiro da Fonseca</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211;  Franz Keller (1835-1890) publicou o livro ilustrado <em>Do Amazonas ao Madeira </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996" target="_blank"><em>Jo</em><em>rn</em><em>al do Commercio</em>, de 31 de janeiro de 1874, na última coluna</a>). Na edição alemã, ficou registrado na folha de rosto que as ilustrações da obra, reconstruídas com base nos esboços de Franz, foram gravadas em madeira na oficina gráfica de Adolf Clob (1840 &#8211; 1894). Franz, no prefácio do livro, agradece a seu pai, &#8220;<em>meu fiel companheiro e colega de ciência nessa cansativa jornada, além de também agradecer ao meu irmão, professor Ferdinand Keller, especialista em pinturas históricas, cuja consultoria quanto às ilustrações me foram de inestimável valor&#8221;</em>. O livro também foi editado em Londres pela Chapman &amp; Hall, no mesmo ano, e possuia 68 ilustrações.</p>
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<div id="attachment_25040" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996"><img class="size-full wp-image-25040" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/keller.jpg" alt="Jornal do Commercio, 31 de janeiro de 1874" width="387" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/7996"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de janeiro de 1874</a></p></div>
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<p>Com uma carta enviada de Karslruhe, datada de 1º de maio de 1874, Franz respondeu ao opúsculo intitulado <em>Estudo sobre o Rio Madeira </em>(1873), do engenheiro baiano Eduardo José de Moraes (1830 &#8211; 1895). O autor afirmava que a expedição para a exploração do rio Madeira não havia atendido às instruções do governo imperial, o que Franz rebateu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/9000" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de julho de 1874, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; Gravuras do livro <em>Do Amazonas ao Madeira </em>foram publicadas na revista <em>Illustração Brasileira</em>, fundada pelo litógrafo alemão Henrique Fleuiss (1823-1882) e muito importante na história da imprensa no Brasil. Seu modelo eram as revistas francesa <em>L´Illustration</em> e a inglesa <em>The Illustrated London News. </em>Para Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores do portal Brasiliana Fotográfica e coordenador da BN Digital, as páginas do artigo de Franz Keller-Leuzinger foram um marco na história do projeto gráfico das páginas das revistas ilustradas do Brasil, “mesmo considerando-se que as matrizes eram alemãs”(<em>Illustração Brasileira</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank">1º de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/33" target="_blank">15 de julho</a> de 1876).</p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class="  wp-image-25062 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro.jpg" alt="Kellerlivro" width="700" height="417" /></a></p>
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<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class="  wp-image-25063 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro1.jpg" alt="kellerlivro1" width="701" height="254" /></a></p>
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<div id="attachment_25064" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><img class=" wp-image-25064" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/kellerlivro2.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1º de julho de 1876" width="680" height="445" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/758370/5" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 1º de julho de 1876</a></p></div>
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<div id="attachment_25946" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/33" target="_blank"><img class=" wp-image-25946" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/leuzinger.jpg" alt="Illustração Brasileira, 15 de julho de 1876" width="301" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/758370/33" target="_blank"><em>Illustração Brasileira</em>, 15 de julho de 1876</a></p></div>
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<p>Em Karlsruhe, na Alemanha, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, durante sua segunda viagem à Europa, encontrou-se com Franz  Keller (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/707619/2885" target="_blank">Novo e completo Índice Cronológico da História do Brasi</a>l</em>). Na ocasião, Franz, que vivia na época de seus trabalhos artísticos, escreveu uma carta ao monarca, na qual expunha seus planos para o futuro em um possível retorno ao Brasil. Dentre seus projetos, pedia o monopólio para explorar o sal no Paraná e se voluntariava para intermediar a venda da pólvora da Alemanha para o Brasil.</p>
<p>&#8220;<em>Voltando desse modo outra vez as belas praias da Terra de Santa Cruz, isto é, acompanhando em pessoa um carregamento de pólvora e se necessário fosse de armamento ao Rio de Janeiro. V. M. I. dignasse talvez de encarregar-me outra vez com trabalhos técnicos como antigamente. Me seja permitido, afora os trabalhos de exploração dos rios, alinhamento de estradas e caminhos de ferro e o levantamento de mapas geográficos, citar a elaboração de projetos de abastecimento da capital com água potável, que dia a dia fica mais urgente</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: right;">Carta de Franz Keller-Leuzinger a D. Pedro II, 29 de julho de 1876.</p>
<p style="text-align: right;">Seção de Manuscritos da Biblioteca Nacional</p>
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<p>Parece que esses projetos nunca se realizaram.</p>
<p>Tanto ele como seu pai eram sócios correspondentes do Instituto Politécnico Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/1856" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, outubro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong></span> &#8211; Foi publicado, no primeiro número do jornal <em>O Vulgarisador,</em> a imagem do encontro de Franz com os índios Caripunas, do livro <em>Do Amazonas ao Madeira </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1ª edição, 1877</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25097" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25097" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador.jpg" alt="O Vulgarizador, 1º de julho de 1877" width="441" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/1" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1a edição, 1877</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> &#8220;Eram criaturas fortes, bem conformadas e de estatura mediana; traziam pendentes comprimidos cabelos pretos; um dos homens apenas usava-os enrolados em trança. Um dente de anta atravessava-lhes as pontas das orelhas, e tinha, além disto, em outro buraco na separação de nariz, um pequeno molho de penas encarnadas de tucano. Não traziam armas, a esta circunstancia junto à presença de uma de suas mulheres na embarcação, respondia-nos pela benevolência de suas intenções&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/778010x/7" target="_blank"><em>O Vulgarisador</em>, 1ª edição, 1877</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25098" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25098" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador1.jpg" alt="Mastro do Site" width="614" height="480" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Site Mast</span></span></em></a></p></div>
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<p>Sobre o livro, o editor de <em>O</em> <em>Vulgarisador</em>, o poeta, escritor e jornalista português Augusto Emilio Zaluar (1826 &#8211; 1882), comentou: “<em>deve interessar a todos que ligam a verdadeiro apreço aos trabalhos desta natureza, que, infelizmente, ainda tanto escasseiam entre nós</em>”. Ele emigrou para o Brasil, em 1849, e, sete anos depois, naturalizou-se cidadão brasileiro. Em 1876, recebeu a comenda da Ordem da Rosa e era amigo de escritores como Machado de Assis (1839 &#8211; 1908) e José de Alencar (1829 &#8211; 1877). Colaborou em diversos periódicos como <em>A Época</em>, <em>Espelho</em> e <em>Álbum Semanal</em>. <em>O Vulgarizador</em> circulou entre 1877 e 1881, no Rio de Janeiro. Seus livros mais conhecidos são <em>Peregrinações pela Província de São Paulo (1860-1861) (</em>1862) e <em>Doutor Benignus</em> (1875). Este último é considerado a primeira ficção científica brasileira.</p>
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<div id="attachment_25099" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar#/media/Ficheiro:Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar_portrait.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-25099" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/vulgarizador2.jpg" alt="Augusto Emílio Zaluar por" width="280" height="364" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar#/media/Ficheiro:Augusto_Em%C3%ADlio_Zaluar_portrait.jpg" target="_blank">Augusto Emílio Zaluar por Fernand Delannoy / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Falecimento de Joseph (José) Keller (1811 &#8211; 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Década de 1880</strong> </span>- Durante essa década, Franz Keller, esteve no Brasil, mas voltou à Alemanha.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong> </span>- Aquarelas de Joseph Keller fizeram parte da exposição História do Brasil, da Biblioteca Nacional.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Franz Keller continuava sendo sócio correspondente do Instituto Politécnico Brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/334774/4866" target="_blank"><em>Revista do Instituto Politécnico Brasileiro</em>, 1889</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- Franz Keller-Leuzinger faleceu em Munique, na Alemanha, em 18 de julho de 1890.</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Roteiro da Expedição à Amazônia segundo o Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida entre a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré</em></span></strong></p>
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<div id="attachment_25122" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/mapa.jpg"><img class="size-full wp-image-25122" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/mapa.jpg" alt="Mapa desenhado por Franz Keller-Leuzinger reproduzindo o percurso de sua viagem, no livro Do Amazonas ao Madeira" width="334" height="548" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa desenhado por Franz Keller-Leuzinger reproduzindo o percurso de sua viagem, no<br />livro <em>Do Amazonas ao Madeira</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>1967</em></strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">10 de outubro</span></strong> &#8211; Foi assinada pelo governo imperial uma portaria incumbindo os engenheiros Franz e Joseph Keller em <em>de explorar o rio Madeira na parte encachoeirada dele, desde Santo Antonio até a barra do rio Mamoré, e de elaborar os projetos mais apropriados para o melhoramento dessa importante via de comunicação com a província de Mato Grosso e a república da Bolívia.</em></p>
<p><strong><span style="color: #800000;">15 de novembro</span></strong> – A expedição parte do Rio de Janeiro. Além dos Keller, embarcaram no paquete Paraná o fotógrafo Christoph Albert Frisch (1840 – 1918), a esposa e a irmã de Franz, repectivamente, Sabine Christine Leuzinger (1842-1915), filha do fotógrafo e editor suíço Georges Leuzinger (1813 – 1892); e Pauline.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1º de dezembro</span> </strong>– Chegada em Belém.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">10 de dezembro</span> </strong>– Chegada em Manaus, a bordo do vapor <em>Belém</em>. A expedição levava 32 volumes. O governador do Amazonas, José Coelho da Gama e Abreu, o barão de Marajó (1832 &#8211; 1906), os avisou que <em>a subida das cachoeiras e o estudo do rio das enchentes difícil e penoso</em>. Fizeram então o levantamento. O governador os encarregou de fazer um levantamento de parte da planta do Rio Negro e da cidade de Manaus. O ajudante José Manoel da Silva fez o levantamento da planta de Manaus. Devido à falta de remeiros, o trabalho do Rio Negro não pode ser realizado. Foi feito então um projeto e orçamento para a reconstrução de uma ponte manauara que estava em ruínas.</p>
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<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;"><em>1868</em></span></strong></p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>9 de fevereiro</strong></span> &#8211; José Coelho da Gama e Abreu, o barão de Marajó (1832 &#8211; 1906) foi sucedido no governo do Amazonas por Jacinto Pereira do Rego que não atendeu às solicitações necessárias para a expedição: nem forneceu o número de guardas nem o vapor J<em>urupensen</em> que poderia ter levado o pessoal e o trem da expedição até Santo Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>fevereiro / maio</strong></span> &#8211; Com o propósito de levar a cabo a missão, procuraram o vice-cônsul da Bolívia, Ignacio Araus, que encontrava-se em Manaus. Ele ofereceu toda a ajuda necessária e falou de um comerciante boliviano que iria para o Pará e, de lá, para a Bolívia. Dessa forma <em>uma comissão ao mando do governo imperial </em>seguiu<em> viagem sob os auspícios de um particular.</em></p>
<p>Compraram, em Serpa, <em>uma canoa de lotação de 300 arrobas mal construída e em mal estado por não haver outra</em>, do major Dalmazo de Souza Barriga.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de maio</strong></span> &#8211; A comissão Keller partiu de Serpa, no Amazonas, atrás do comerciante boliviano, com sete tripulantes quando a canoa demandava ao menos 12. A embarcação levava mantimentos para 4 meses, ferramentas para a construção e conserto de canoa, instrumentos de medição, armamentos, toldos e barracas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>9 de junho</strong></span> – Chegada à Borba com menos dois remeiros, que haviam fugido.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 a 13 de junho</strong></span> – Passaram por Sapucaia-oroca, dos índios Mura; a Ilha das Araras e pela barra do rio Aripuanã.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>madrugada de 14 para 15 de junho</strong></span> – Conserto de uma canoa, que perigava afundar.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 de junho</strong></span> – Passaram pelas pedras de Aruá.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>18 de junho</strong></span> – Chegaram ao engenho de Ignacio Araus, onde o comerciante boliviano os aguardava com <em>impaciência</em>. Transferiram a carga para uma canoa mais apropriada.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de junho</strong> </span>– Continuaram a viagem. A comitiva tinha 70 índios bolivianos das missões do Mamoré como remeiros e pilotos de sete canoas e de oito brancos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de junho</strong> </span>– Encontraram uma família de índios Mura. Por alguns dias, seguiram a expedição. Compraram tartarugas dos índios.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>início de julho</strong></span> &#8211; Acima de um lugar denominado Três Casas visitaram a barraca de alguns seringueiros bolivianos que com os índios Moxos exploravam a resina.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>5 de julho</strong></span> – Chegaram ao Crato, uma estância para a criação de gado. Lá se encontrava o destacamento de Santo Antônio que, nessa época do ano, princípio da estação de chuvas, se retirava de Santo Antônio para um lugar mais salubre. Foram recebidos com <em>cordialidade</em> pelo comandante do destacamento que os apresentou ao dono do lugar, o capitão Tenório.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 a 15 de julho</strong></span> – Passaram à Ilha das Abelhas, à barra do Pirapitanga e a do Jamary, muito rica em peixes mas infestada pelas <em>febres de caráter maligno</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>16 de julho</strong></span> – Chegaram à Ilha dos Mutuns e à praia dos Tamanduás, onde, no mês de setembro, milhares de tartarugas vêm desovar. Na mesma época, seringueiros e pescadores vêm para o local, onde juntam os ovos das tartarugas para a fabricação de manteiga e levam tartarugas, causando grande destruição.</p>
<p>Chegada à Cachoeira de Santo Antônio. Foi necessário descarregar as canoas e transportar tudo para 450 metros acima dos rochedos da margem esquerda..</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>18 de julho</strong> </span>– Chegaram <em>na correnteza dos Macacos da qual já se descobre a fumaça que levanta o salto do Theotônio</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>22 de julho</strong></span> – Chegaram à Cachoeira dos Morrinhos, que tinha dois saltos distintos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de julho</strong></span> – Entre Morrinhos e o Caldeirão do Inferno encontraram canoas construídas com cascas de Jatubá pelo índios Caripunas, que habitavam aquela altura do rio. Foram convidados por eles para visitarem suas malocas e foram presenteados com raízes de mandioca e milhos em espiga. Ofertaram aos índios facas, tesouras e anzóis. Dias depois, encontraram outros Caripunas, de quem compraram uma anta e um porco do mato. Esses encontros transcorreram, segundo o relatório da expedição, sempre em um clima de amizade e harmonia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>26 de julho</strong> </span>– Chegaram à parte inferior da <em>perigosa Cachoeira do Caldeirão do Inferno</em>. Muitas cruzes rodeavam o local, onde diversos barcos haviam naufragado e pessoas morrido de febres malignas. O engenheiro peruano Maldonado foi uma das vítimas de um naufrágio na região. Um dos índios remeiros da comissão Keller <span style="color: #000000;">faleceu no local devido a uma inflamação intestinal.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>27 de julho</strong></span> &#8211; Avistaram os morros ao pé do Salto do Girão. Durante quatro dias <em>foi feito o transporte das cargas e a varação das canoas</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>31 de julho e 1º de agosto</strong> </span>– Continuaram a viagem e chegaram a Pedras de Amolar, nome dado ao local por navegantes devido às camadas de <em>gres argiloso</em> (arenito). À tarde, chegaram à correnteza mais forte dos Três Irmãos, com uma  queda de menos de um metro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>3 e 4 de agosto</strong> </span>– Chegada à Cachoeira do Paredão, com uma queda divida em duas partes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>5 de agosto</strong></span> – Chegada à Cachoeira Pederneira, assim chamada devido a presença de veias de quartzo nas fendas do rochedo. Rio acima, a cacheira mais próxima era a das Araras. Pouco acima da Pederneira, se acha à margem esquerda a barra do rio Abuná.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>9 a 15 de agosto</strong></span> &#8211; Chegaram à Cachoeira do Ribeirão onde ficaram até dia 15. Ela é formada por cinco saltos. Foi observado que os riscos das pedras em um dos saltos <em>formam uma paralela interessante com a representação tosca de objetos celestes e de an</em>imais nos rochedos do Orenoco, descritos por Humboldt.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 a 18 de agosto</strong></span> – Chegaram à Cachoeira do Madeira e à Cachoeira das Lages.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>19 de agosto</strong></span> – Chegada ao Salto das Bananeiras. A passagem do salto durou dois dias, as canoas tiveram que ser descarregadas e transportadas por cima dos rochedos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 a 22 de agosto</strong></span> – Após uma seca <em>extraordinária</em>, chuva forte e queda da temperatura para 11º.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>23 de agosto</strong> </span>– Chegada à Cachoeira do Guajará-Guassu. As cargas foram transportadas por terra e as canoas por água a sirga (puxadas por cordas).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>24 de agosto</strong></span> – Chegada à Cachoeira Guajará-Mirim. Encontraram 10 canoas bolivianas carregadas com couros e sebo, Por seu dono, de Santa Cruz de la Sierra, enviaram ofícios e cartas para o Rio de Janeiro e para o Pará. No mesmo dia, chegaram à barra do Ribeirão da Paca Nova, ao pé da serra homônima. As canoas estavam quase todas defeituosas. Foram tiradas da água e calafetadas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1º de setembro</strong></span> &#8211; A expedição chegou na junção do rio Mamoré com o Guaporé, onde habitava uma tribo indígena. Seguiram para o Serrito, sítio do brasileiro Antônio de Barros Cardoso, que morava na Bolívia há cerca de 15 anos e recebeu a expedição com a maior <em>afabilidade</em>. Ele já havia ajudado anteriormente, no início da década de 1850, o explorador Lardner Gibbon (1820 – 1910), tenente da Marinha dos Estados Unidos. Ele acompanhou a expedição até Exaltacion de la Santa Cruz, na Bolívia, uma antiga missão dos jesuitas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>10 de setembro</strong></span> &#8211; Chegada a Exaltacion de la Santa Cruz, onde Franz foi recebido pelas autoridades bolivianas. Com o prefeito da cidade, A. Morant, conversou sobre a o <em>engajamento de índios remeiros</em> para integrar a expedição. A essa altura já havia sido feita a aquisição de canoas e mantimentos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>15 de outubro</strong></span> – Partida para o sítio do Serrito, onde permaneceram até dia 19 de outubro. O comboio era formado por cinco embarcações de diferentes tamanhos – uma galeota, duas ubás, uma montaria e uma igarité &#8211; com uma tripulação total de 32  remeiros.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de outubro</strong></span> &#8211; Chegada à barra do Mamoré, onde ficaram dois dias medindo o volume cúbico das águas dos rios Mamoré e Guaporé.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>24 de outubro</strong></span> &#8211; Estavam nas Ilhas Cavalo Marinho onde iniciaram uma medição detalhada com o micrômetro. À noite, houve uma tempestade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de outubro</strong></span> – Realização da exploração e sondagem do rio Guajará-Mirim.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>27 de outubro</strong></span> &#8211;  Passaram o Salto das Bananeiras e, devido ao mau tempo, as embarcações chegaram a encostar e um rochedo. Alguns dos índios assim como um dos engenheiros da expedição tiveram uma febre intermitente e foram tratados com sulfato de quinino. Terá sido Franz o engenheiro já que se sabe que ele provavelmente contraiu malária durante a expedição? Fazia muito calor e à noite houve um temporal.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de outubro</strong></span> – Haviam chegado com a medição até a Cachoeira do Pao-Grande.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2 a 7 de novembro</strong></span> – Estavam na barra do rio Beni, onde entraram para realizar a medição de suas águas. Passaram pela Cachoeira do Madeira, pela passagem do Ribeirão, pelos Periquitos e pelas Araras. No dia 7, devido às chuvas, foram obrigados a parar e armar os toldos e as barracas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>8 de novembro</strong></span> – Chegada ao Paredão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>11 e 12 de novembro</strong></span> – Passaram por Três Irmãos e pelo Salto do Girão.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>13 a 15 de novembro</strong></span> – Passaram pelo Caldeirão do Inferno e reencontraram os índios Carapunas. Encontram também outra tribo indígena. Uma das canoas da expedição quase naufragou.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>16 de novembro</strong></span> – Passaram pela barra do Jassiparaná e chegaram, à tarde, à Cachoeira dos Morrinhos.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>17 e 18 de novembro</strong> </span>– Chegaram ao Salto do Theotônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>19 e 20 de novembro</strong></span> – Passaram pela correnteza dos Macacos e pela Cachoeira de Santo Antônio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>21 de novembro</strong></span> – Chegada ao Crato, <em>primeiro ponto onde se encontram alguns recursos. </em>Deixaram com o comandante do destacamento de Santo Antônio uma das ubás para ser devolvida ao brasileiro Antônio de Barros Cardoso, a quem pertencia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>25 de novembro</strong> </span>– Passaram o Manicoré e chegaram ao sítio de J. Arans, onde deixaram uma das embarcações e parte da tripulação. Seguiram viagem com três canoas. Na aldeia dos Muras fizeram uma medição do volume cúbico das águas do rio Madeira.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>26 de novembro</strong></span> – Chegaram à vila de Borba.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>30 de novembro</strong></span> – Chegada a Serpa. Remeteram as canoas ao major Damazo de Souza Barriga e deram conhecimento desse ato ao presidente da província.</p>
<p>Passaram em Manaus onde entregaram no depósito do trem bélico armamentos e utensílios. Encontraram-se com o presidente da província.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>14 de dezembro</strong></span> – Chegada no Pará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">1969</span></span></em></span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>4 de janeiro</strong></span> – Chegada ao Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Andrea C.T. Wanderley</span></span></p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Acervo do IMS- Cartas de Georges Leuzinger</p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em>A trajetória de Henrique Fleiuss, da Semana Ilustrada: subsídios para uma biografia</em>. In: KNAUSS, Paulo et alli (org.) Revistas Ilustradas: modos de ler e ver no Segundo Reinado. Rio de Janeiro: MAUAD; FAPERJ, p.53-66, 2011.</p>
<p>BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. <em>O Brasil dos Viajantes</em>. Vol.2. São Paulo: Metalivros, 1994.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/eduardo-jose-de-moraes/" target="_blank">Dicionário de Verbetes AGCRJ</a></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21627/franz-keller-leuzinger" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <i>A fotografia no Brasil</i>: 1840-1900. 2ª edição. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1985.</p>
<p>FASOLATO, Jorge Douglas Alves. <a href="http://rubi.casaruibarbosa.gov.br/bitstream/20.500.11997/16893/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O%20-%20Jorge%20Douglas%20Alves%20Fasolato.pdf" target="_blank"><em>Estrada União e Indústria: paisagem, intervenção e fotografias de Revert Henry Klumb na perspectiva de uma rota cultural. </em></a>Fundação Casa de Rui Barbosa Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos Mestrado Profissional em Memória e Acervos, 2020.</p>
<p>FONSECA, Dante Ribeiro da. <a href="https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/dante-fonseca/a-madeira-mamore-e-a-noticia-biografica-de-george-earl-church-feita-por-clements-markham" target="_blank"><em>A Madeira-Mamoré e a notícia biográfica de George Earl Church feita por Clements Markham</em></a>. Gente de Opinião, 29 de outubro de 2019.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Biblioteca de jornais digitais da Biblioteca Nacional</span></span></a></p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">KELLER-LEUZINGER, Franz. </span></span><a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/227325" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Os rios Amazonas e Madeira</span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> : </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">esboços e descrições do caderno de um explorador</span></span></em></a><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> . </span><span style="vertical-align: inherit;">Londres: Chapman &amp; Hall, 1874.</span></span></p>
<p>KELLER-LEUZINGER, Franz (1835-1890). <em>Os Rios Amazonas e Madeira: esboços e relatos de um explorador</em> / Franz Keller-Leuzinger; tradução, apresentação e notas de Adriano Gonçalves Feitosa &#8211; Belo Horizonte : Editora Dialética, 2021.</p>
<p>KOHL, Frank Stephan.<em> Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger</em>. <i>Cadernos de Fotografia Brasileira</i>/IMS, n.3, p.185-214, 2006.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>PESSOA, Ana; SANTOS, Ana Lucia Vieira dos. <a href="http://rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/11932" target="_blank"><em>Th. Marx, um arquiteto na corte de D. Pedro II</em></a>. 3° Congresso Internacional de História da Construção Luso-Brasileira (CIHCLB), realizado em Salvador (BA) nos dias 3 a 6 de setembro de 2019</p>
<p><em>Relatório da exploração do rio Madeira na parte compreendida entre a cachoeira de Santo Antônio e a barra do Mamoré (Diário de Belém</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1365">10 de outubro de 1869, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1369">12 de outubro de 1869, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1373">13 de outubro, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1377">14 de outubro de 1869, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1382" target="_blank">15 de outubro, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/222402/1386" target="_blank">16 de outubro de 1869, terceira coluna</a>).</p>
<p>SENNA, Ernesto. <em>O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em>. 2ª edição. Rio de Janeiro: G Ermakoff, 2006.</p>
<p><a href="https://www.wdl.org/pt/item/211/" target="_blank">Site Biblioteca Digital Mundial</a></p>
<p><a href="https://www.infoescola.com/historia/tratado-de-ayacucho/" target="_blank">Site Infoescola</a></p>
<p><a href="http://site.mast.br/ovulgarisador/jornal.php" target="_blank"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Site</span></span> Mast</a></p>
<p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Stolberg-Wernigerode, Otto: </span></span><a href="https://daten.digitale-sammlungen.de/0001/bsb00016328/images/index.html?seite=448" target="_blank"><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">New German Biography</span></span></em></a><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> . </span><span style="vertical-align: inherit;">Berlim: Editor Fritz Wagner, 1997.</span></span></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <i>Fotógrafos Alemães no Brasil do século XIX</i>. São Paulo: Metalivros, 2000. p.77.</p>
<p>VERGARA, Moema de Rezende. <a href="https://www.scielo.br/j/alm/a/Cs43SNY5zTg3xVV94zCZrnj/?lang=pt" target="_blank"><em>A Exploração dos rios Amazonas e Madeira no Império Brasileiro por Franz Keller-Leuzinger: imprensa e nação</em></a>. Almanack. Guarulhos, n.06, p.81-94, 2º semestre de 2013.</p>
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		<title>O indígena no acervo da Brasiliana Fotográfica</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2018 13:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os indígenas brasileiros foram retratados por diversos fotógrafos do século XIX, muitos deles representados no acervo da Brasiliana Fotográfica que hoje, Dia do Índio, destaca esses registros. São imagens produzidas por Albert Frisch (1840 - 1918), Dana B. Merril (1887 - 19?), Felipe Augusto Fidanza (c.1847 - 1903), Franz Keller  (1835-1890), Hercule Florence (1804 - 1879), Marc Ferrez (1843 - 1923), Vincenzo Pastore (1865 - 1918), Walter Garbe (18? - 19?), e também por fotógrafos ainda não identificados. O Dia do Índio foi instituído no Brasil em 1943 pelo Decreto Lei 5540, durante o governo de Getulio Vargas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Georgia; color: #333333;">Os indígenas brasileiros foram retratados por diversos fotógrafos do século XIX, muitos deles representados no acervo da Brasiliana Fotográfica que hoje, Dia do Índio, destaca esses registros. São imagens produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5045" target="_blank">Albert Frisch (1840 &#8211; 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Dana B. Merril (1887 &#8211; 19?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c.1847 &#8211; 1903)</a>, Franz Keller  (1835-1890), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1243" target="_blank">Hercule Florence (1804 &#8211; 1879</a>), <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8567" target="_blank">Walter Garbe (18? &#8211; 19?)</a>, e também por fotógrafos ainda não identificados.</span></p>
<p>Segundo Fernando Tacca, as fotografias dos indígenas brasileiros no século XIX :</p>
<p>&#8216;&#8230;<em>demonstram inicialmente uma presença exótica dos nativos nos trópicos, muito similar a muitas outras produções, a uma necessidade de alimentar o gabinete de curiosidades do mundo europeu sobre povos distantes e “primitivos”. Enjaulados em exposições presenciais, foram domesticados pela fotografia de estúdio, na qual o fotógrafo foi o articulador cênico de uma representação deslocada da cultura nativa&#8217;.</em></p>
<p>Também no século XIX, foi produzida por viajantes e expedicionários uma iconografia que revelou à sociedade ocidental um mundo de outras raças. Alguns desses viajantes tinham formação em ciências humanas e naturais e <em>se preocupavam em utilizar a imagem fotográfica das etnias tradicionais dentro do âmbito científico, indo além da simples fetichização do exótico</em>. Segundo Tacca, os fotógrafos do século XIX … <em>transitam entre o exótico distante e uma primeira tentativa de presença etnográfica como informação&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/134" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de indígenas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 484px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4347" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4347/SAm21-0022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="474" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4347" target="_blank">Anônimo. Índio Mundukuru, c. 1873. Pará / Acervo Convênio Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipzig / Instituto Moreira Salles</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Dia do Índio foi instituído no Brasil pelo <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5540-2-junho-1943-415603-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943</a>, durante o governo de Getulio Vargas (1882 &#8211; 1954), tendo sido assinada pelo próprio e pelos ministros Apolônio Sales (1904 &#8211; 1982), da Agricultura, e Oswaldo Aranha (1894 &#8211; 1960), das Relações Exteriores. Desde então a data é comemorada com solenidades, atividades educacionais e divulgação das culturas indígenas. A primeira celebração da data no Brasil teve sua organização orientada pelo general Cândido Rondon (1865 &#8211; 1958) &#8211; futuro marechal -, na época presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/20306" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de abril de 1944, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/44928" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 26 de maio de 1946</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_11394" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><img class="wp-image-11394 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/diadoindio.jpg" alt="diadoindio" width="540" height="291" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_05/16240" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 3 de junho de 1943</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data, 19 de abril,  foi escolhida durante o 1º Congresso Indigenista Interamericano, reunido em Patzcuaro, no México, entre 14 e 24 de abril de 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/1081" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de abril de 1940, quarta coluna)</a>. O professor Edgard Roquette-Pinto (1884 &#8211; 1954) foi o representante do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/1100" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de abril de 1940, terceira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_02/1540" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de maio de 1940, quarta coluna </a>e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_06/2976" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de maio de 1940, primeira coluna</a>). Na sessão inaugural do evento foi lida uma carta do presidente dos Estados Unidos, Frank Delano Roosevelt (1882 &#8211; 1945). Durante o congresso, cujo objetivo foi a discussão de políticas pelos direitos dos povos indígenas na América, foi aprovada uma recomendação proposta por delegados indígenas de quatro países: Chile, Estados Unidos, México e Panamá.</p>
<p>Essa recomendação, de nº 59, propunha:</p>
<p>1. o estabelecimento do Dia do Índio pelos governos dos países americanos, que seria dedicado ao estudo do problema do índio atual pelas diversas instituições de ensino;</p>
<p>2. que seria adotado o dia 19 de abril para comemorar o Dia do Índio, data em que os delegados indígenas se reuniram pela primeira vez em assembléia no Congresso Indigenista. Todos os países da América foram convidados a participar dessa celebração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/484/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="647" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank">Albert Frisch. Alto Amazonas ou Solimões (du Brésil); La cuisine de la malocca : qui se trouve toujours à une petite distance de l&#8217;habitation, c. 1867. Amazônia / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3826" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3826/icon1435914.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3826" target="_blank">Dana B. Merrill. Carapuna Indians at Três Irmãos, entre 1907 e 1912. ? Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3622/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3622" target="_blank">Franz Keller. Resultados ethnographicos e archeologicos da Exploração do Rio Madeira : : empreendida por ordem do Governo Imperial pelos engenheiros José e Francº Keller, 1869. Rio Madeira, Amazonas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 494px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4380/SAm21-0025.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="484" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4380" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza. Menina indígena comendo, c. 1873. Pará / Acervo Convênio Leibniz-Institut fuer Laenderkunde, Leipziz / Instituto Moreira Salles</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 627px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1785" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1785/014HF010.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="617" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1785" target="_blank">Hercule Florence. Poligrafia. Índio Apiacá, 1841. Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4750" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4750/0071824cx104-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="615" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4750" target="_blank">Marc Ferrez. Índio em estúdio, c. 1882. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 723px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2130" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2130/004VP042002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="713" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2130" target="_blank">Vincenzo Pastore. Retrato de três indígenas com cocar e arcos e flechas, c. 1905. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeretoteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <i>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</i>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. <i>Estou aqui. Sempre estive. Sempre estarei. Indígenas do Brasil. Suas imagens (1505-1955)</i>. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012</p>
<p><a href="http://www.museudoindio.gov.br/educativo/pesquisa-escolar/253-o-dia-19-de-abril-e-o-dia-do-indio">Site do Museu do Índio</a></p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/home/">Site O índio na fotografia brasileira</a></p>
<p>TACCA, Fernando de. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702011000100012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"><em>O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</em></a>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
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		<title>Notícia da viagem do fotógrafo Albert Frisch (31/05/1840 &#8211; 30/05/1918) à Amazônia</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2016 14:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Christoph Albert Frisch (31/05/1840 - 30/05/1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Essas imagens foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, "Resultat d'une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro", em 1869.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 668px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/484/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="658" height="609" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/484" target="_blank">Christoph Albert Frisch; Casa Leuzinger. Alto Amazonas ou Solimões (du Brésil): la cuisine de la malocca : qui se trouve toujours à une petite distance de l&#8217;habitation, 1867. Alto Amazonas ou Solimões, Amazonas / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918) foi o fotógrafo responsável pela impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 na Amazônia: foram os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros</a> da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Ele seguiu, comissionado pelo editor e fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892),</a> considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país, para quem trabalhava, com os engenheiros alemães Joseph e Franz Keller (1835 &#8211; 1890), pai e filho, respectivamente. Este último casou-se, em 1867, com Sabine (1842 -1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Partiram em 15 de novembro de 1867, a bordo do paquete <em>Paraná</em>. Frisch levou um escravizado, e a esposa de Franz e a filha de Joseph também estavam no navio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo,</em> de 15 de novembro de 1867, primeira coluna</a>).</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=frisch&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Christoph Albert Frisch disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4366/SAm21-0017.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="567" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4366" target="_blank">Albert Frisch. Canoa no rio Japurá leva produtos ao mercado de Coari, c. 1867. Rio Japurá, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos.</p>
<p>Seu retorno ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em>, está registrado no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/216828/9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, quarta coluna</a>.</p>
<p>As imagens produzidas por Frisch durante a viagem à Amzônia, copiadas em papel albuminado, foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger a partir do catálogo <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-25886 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/frisch3.jpg" alt="frisch3" width="460" height="474" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi Frisch o autor das primeiras fotografias dos tipos indígenas brasileiros em seu próprio habitat conhecidas até hoje e, em sua produção fotográfica, reforçava a ideia de uma Amazônia selvagem e exótica. Ele anexava às imagens informações tais como relações de parentesco e status social dos líderes indígenas fotografados. Na época, esses registros eram muito valorizados por estudiosos de etnografia europeus e por viajantes estrangeiros em geral.</p>
<p>Segundo Pedro Karp Vasquez (1954 &#8211; ), Frisch tinha uma grande habilidade técnica, que usou para contornar problemas impossíveis de serem solucionados com o equipamento de que dispunha na época: obter exposição e focos simultaneamente perfeitos tanto do retratado no primeiro plano quanto da paisagem ribeirinha ao fundo. Segundo Karp, empregando “&#8230; <em>um astucioso estratagema para realizar os retratos de índios na região do Alto Solimões</em>&#8230;”,  Frisch fotografava seus modelos diante de um fundo neutro e produzia separadamente algumas vistas para compor o segundo plano. Para produzir as cópias fotográficas, combinava os dois negativos, alcançando assim o resultado desejado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4518/SAm21-0014.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="742" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4518" target="_blank">Albert Frisch. Índio Umauá na antiga Província do Alto Amazonas, região do rio Solimões (fotomontagem), c. 1867. Província do Alto Amazonas (atual região do rio Solimões, Amazonas / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como mencionado anteriormente, até hoje as fotografias dos índios da região norte do Brasil produzidas por Frisch são consideradas as primeiras que se conhece, apesar de antes dele, em 1843,  o fotógrafo norte-americano Charles DeForest Fredricks (1823 &#8211; 1894) ter viajado pelos rios Orenoco e Amazonas. Nessa expedição, alguns daguerreótipos teriam sido produzidos, porém perdidos. Segundo Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, um dos curadores da Brasiliana Fotográfica, &#8220;&#8230; houve ainda o trabalho de fotografia antropométrica, em sua maioria de mestiços da região amazônica, realizado em 1865 &#8211; 1866 por Walter Hunnewell em Manaus, a pedido de Louis Agassiz, da Expedição Thayer, hoje arquivados num museu da Universidade de Harvard. O casal Agassiz publicou sua obra <em>A Journey in Brazil</em> em 1868 e dela constam reproduções xilográficas de algumas fotografias de Leuzinger, duas fotos de índios feitas pelo ‘Dr. Gustavo, of Manaos’, mas nenhuma de Frisch&#8221;.</p>
<p>Até o final do século XX, o alemão Albert Frisch, que nasceu em Augsburgo, em 31 de maio de 1840, e faleceu em Berlim, em 30 de maio de 1918, era um personagem misterioso na história da fotografia. Segundo o site do Instituto Moreira Salles, &#8220;&#8230;o estudo dos documentos reunidos pela família Leuzinger, doados ao IMS em 2000, e a posterior localização de Klaus Frisch, neto do fotógrafo, pelo pesquisador Frank Stephan Kohl, permitiram reconstituir a trajetória de Frisch&#8221;. Antes de vir para o Rio de Janeiro, em torno de 1864, havia estado em Buenos Aires, na Argentina, e em Asunção, no Paraguai. Voltou definitivamente para a Alemanha, após passagens pela França e pelos Estados Unidos, em 1872.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Christoph Albert Frisch (1840 &#8211; 1918)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 385px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2020/001FR002007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="375" height="501" /></a><p class="wp-caption-text"><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2020" target="_blank">Autorretrato de Frisch no Tarumã, afluente do rio Negro, c. 1867. Rio Tarumã, Amazonas / Acervo IMS</a></strong></p></div>
<p><strong><span style="color: #800000;">1840</span> &#8211; </strong>Christoph Albert Frisch nasceu em Augsburgo, na Baviera, na região sul da Alemanha, em 31 de maio, filho de Johanes Nepomuk Frisch e Auguste Korber. Seu pai possuia uma tecelagem e vários imóveis e era sócio de Eberhard Rugendas, possivelmente parente do desenhista Moritz Rugendas (1802 &#8211; 1858), também nascido em Augsburgo, que esteve no Brasil e produziu uma importante obra iconográfica do país.</p>
<p>Nos anos 1840, as empresas de seu pai foram à falência.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong></span> &#8211; Devido à morte de sua mãe, foi criado, assim como seus irmãos homens, em um orfanato na Francônia. As irmãs foram entregues pelo pai a uma tia materna.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Final da década de 1850</span></strong> &#8211; Foi trabalhar como confeiteiro.</p>
<p>Frisch partiu para Munique, capital da Bavária, onde começou a trabalhar no comércio de arte, na loja de Friedrich Gypen.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1861</strong></span> &#8211; Com o apoio de seu empregador, trabalhou como aprendiz na litografia do impressor e editor Adolphe Goupil (1803 &#8211; 1893), em Paris.</p>
<p>Partiu para Buenos Aires, capital da Argentina, onde chegou por volta de 13 de dezembro. Tentou, sem sucesso, se estabelecer como comerciante de estampas de imagens religiosas, inspirado pela grande quantidade de imagens religiosas que goupil exportava para a América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25145" style="width: 248px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank"><img class=" wp-image-25145" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/goupil.jpg" alt="Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris" width="238" height="315" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Goupil#/media/Fichier:Adolphe_Goupil_%C3%A9diteur_d'estampes_by_Achille_Dev%C3%A9ria.png" target="_blank">Adolphe Goupil por Achille Devéria, c. 1831 /Museu Carnavalet, Paris</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trabalhou, então, na região dos Pampas, como professor particular e gerente de um criador de gado alsaciano.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1862</strong></span> &#8211; Frisch retornou a Buenos Aires onde, aos 23 anos, começou sua carreira de fotógrafo, quando o alemão W. Raabe, que ele havia conhecido em uma taverna, o recomendou para seu empregador, o norte-americano Arthur Therry, dono de um renomado estúdio fotográfico, na <em>calle</em> Florida, 70,onde a alta sociedade argentina era retratada. As fotografias produzidas por Frisch nesse período não são conhecidas, mas segundo ele, teria retratado as sobrinhas do ditador argentino Juan Manuel Rozas (1793 &#8211; 1877).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1863</strong></span> &#8211; Poucos meses depois, Frisch foi para o Paraguai abrir um estúdio fotográfico, em Assunção, a pedido do próprio presidente do país, Solano Lopez (1827- 1870), que havia estado em Buenos Aires, no ano anterior, com sua esposa, a irlandesa Elisa Lynch (1833 &#8211; 1866), e seus dois filhos. Na ocasião, havia visitado o estúdio de Terry, onde conheceu Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1864</strong></span> &#8211; Provavelmente, devido à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a>, Frisch foi para o Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1865</span> </strong>- Começou a trabalhar no recém-inaugurado setor de fotografia da Casa Leuzinger, no Rio de Janeiro, cujo proprietário era o editor e fotógrafo suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong> </span>- Encontrava-se na Europa.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Viajou ao Pará, comissionado por Leuzinger para acompanhar uma expedição liderada pelo engenheiro alemão Joseph Keller e por seu filho, o fotógrafo, desenhista e pintor Franz Keller (1835 &#8211; 1890) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=367737&amp;PagFis=247" target="_blank"><em>Diário do Povo, </em>15 de novembro de 1867, na primeira coluna).</a>  Este último era casado com Sabine Christine (1842 &#8211; 1915), filha de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a> ( 1813 &#8211; 1892). Transitaram pela região dos rios <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira e Mamoré</a>, onde o governo imperial pretendia construir uma estrada de ferro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25086" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><img class="wp-image-25086 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/geologia3.jpg" alt="Diário do Povo, de 15 de novembro de 1867" width="386" height="95" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/367737/247" target="_blank"><em>Diário do Povo</em>, 15 de novembro de 1867</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Albert Frisch acompanhou os engenheiros somente até Manaus <em>&#8230; percorreu 400 léguas pelo rio Amazonas e seus afluentes durante 5 meses&#8230;</em>, num barco acompanhado por dois remadores, desde Tabatinga até Manaus. Produziu, na ocasião, uma pioneira série de 98 fotografias com os primeiros registros que chegaram até nós de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11371" target="_blank">índios brasileiros </a>da região, além de aspectos de fauna e flora e de barqueiros de origem boliviana, que atuavam como comerciantes itinerantes nos rios amazônicos. Segundo o livro de Ernesto Senna, <em>O velho commercio do Rio de Janeiro</em>, a expedição fotográfica de Frisch à Amazônia foi fruto de uma solicitação feita pelo suíço Louis Agassiz (1807 – 1873) a Leuzinger.</p>
<p>&#8220;<em>Satisfazendo ao pedido de Agassiz, fez Leuzinger tirar vistas até Tabatinga, na fronteira do Amazonas com a República do Peru, vistas que serviram não só para os trabalhos científicos daqule sábio, como também para ilustrações europeias. Quando o engenheiro Keller foi em comissão explorar os rios Madeira e Mamoré, Georges Leuzinger mandou um fotógrafo da casa acompanhar a expedição, que trouxe depois daquelas incomparáveis regiões graande cópia de clichês, da flora, da fauna, de paisagens, e fotograafias de silvícolas e de suas tabas, aldeamentos, instruentos, armas, etc. Estas coleções, de graande valor para estudos etnográficos, eram muito interessantes sob qualquer ponto de vista e muito procuradas por viajantes estrangeiros&#8221;</em>.</p>
<p>Agassiz havia, entre 1865 e 1866, comandado a Comissão Thayer no Brasil, que percorreu boa parte do território brasileiro entre o Rio de Janeiro e a Amazônia, viagem que deu origem ao livro <em>A journey in Brazil, </em>editado em Boston, em 1868. A comissão foi financiada pelo empresário e filantropo norte-americano Nathaniel Thayer, Jr. (1808-1883), ex-aluno de Agassiz no Museu de Zoologia Comparada, em Harvard.</p>
<p>Vale lembrar que Charles Frederick Hartt (1840 – 1878), o futuro chefe da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16435" target="_blank">Comissão Geológica do Império (1875 – 1878)</a>, integrada pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, participou da Comissão ou Expedição Thayer &#8211; foi a primeira vez que esteve no Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Frisch retornou ao sul do Brasil, a bordo do vapor <em>Cruzeiro do Sul</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=216828&amp;PagFis=9404" target="_blank"><em>Jornal Pedro II</em>, de 24 de novembro de 1868, na quarta coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1869</span></strong> &#8211; As imagens produzidas por Frisch durante a expedição pela Amazônia começaram a ser comercializadas a partir de um catálogo publicado pela Casa Leuzinger, <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Resultat d&#8217;une expédition phographique sur le Solimões ou Alto Amazonas et Rio Negro</a></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25139" style="width: 412px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/resultat1.jpg" alt="Acervo FBN" width="402" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon856986/icon856986.pdf" target="_blank">Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>c. 1870</strong></span> &#8211; Foi para Montevidéu e depois para Paris, onde trabalhou na litografia de Lemercier &amp; Cie. Foi expulso do país, devido à guerra entra França e Alemanha (1870-1871), e perdeu tudo.</p>
<p>Retornou à Alemanha e passou a trabalhar com o fotógrafo alemão Joseph Albert (1825 &#8211; 1886), que aperfeiçoou a técnica da colotipia, e com quem aprendeu as mais novas tecnologias de impressão fotomecânica da época. Verveer Den Haag, fotógrafo da corte da Holanda, e o mestre da litogravura, o francês Lemercier (1803 &#8211; 1887), também eram aprendizes de Joseph Albert.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_25148" style="width: 232px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank"><img class="size-full wp-image-25148" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/joseph-albert.jpg" alt="O fotógrafo Joseph Albert  / HIstoric Camera" width="222" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://historiccamera.com/cgi-bin/librarium2/pm.cgi?action=app_display&amp;app=datasheet&amp;app_id=3599" target="_blank">O fotógrafo Joseph Albert / Historic Camera</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong> </span>- Chegou, em 14 de março, a Nova York, onde instalou o processo de colotipia na empresa Bierstadt &amp; Co. Trabalhando foi envenenado por cromo, tendo que ficar um tempo afastado da colotipia para cuidar da saúde.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1872</span></strong> &#8211; Voltou para a Alemanha, e foi funcionário numa fábrica de água mineral em Bad Homburg vor der Hohe.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Em Bad Homburg vor der Hohe, abriu a empresa Frisch &amp; Co, que trabalhava com albertotipia, colotipia e fotografia.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1874</span></strong> &#8211; Durante esse ano, Frisch trabalhou por um curto período com o fotógrafo Johannes Nöhring (1834 &#8211; 1913), de Lübeck, na empresa Nöhring &amp; Frisch.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Frisch mudou-se para Berlim e abriu o Kunstanstalt Albert Frisch, especializado na produção de reproduções fotomecânicas de alta qualidade. Depois de sua morte, seu filho, também Albert, continuou o negócio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Faleceu em Berlim, em 30 de maio.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Lançamento de um livro em comemoração dos 50 anos da Casa Frisch, em Berlim, com textos escritos pelo filho do fotógrafo, Albert Frisch Junior.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1930</strong> </span>- Edição de um álbum raríssimo com 109 reproduções de fotografias, sendo 106 imagens de Albert Frisch Senior.</p>
<p>&#8220;<em>As 106 fotografias reunidas neste álbum são reproduções dos originais, feitos por Albert Frisch sênio (nascido em 13 de maiode 1840 em Augsburg) no Brasil nos anos 60. Elas restaram de um número muito maior de fotografias que foram tiradas por Albert Frisch sênior depois que ingressou na empresa Keller &amp; Leuzinger, Rio de Janeiro. Elas foram feias durante muitos anos em diversas excursões na região do rio Amazonas e em outras regiões do Brasil</em>.&#8221;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1942</strong> </span>- Impressão de uma história da família Frisch escrita por Eberhard, filho de Frisch. Nele há um esboço de uma autobiografia redigida pelo próprio Frisch, que revela que ele havia escrito uma autobiografia completa, destuída por ele mesmo no início da Primeira Guerra Mundial (1914 &#8211; 1918).</p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 &#8211; 1945), o acervo da Casa Frisch, em Berlim, foi totalmente destruído.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2019</strong></span> &#8211; Em outubro de 2019, o Instituto Moreira Salles, que já abrigava em seu acervo aproximadamente 40 imagens de Frisch, algumas delas pertencentes à série da Amazônia, arrematou, num leilão da Sotheby&#8217;s, em Nova York, um conjunto completo das 98 imagens, tal como editadas e comercializadas por Geroges Leuzinger*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse parágrafo foi acrescentado em dezembro de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ims.com.br/por-dentro-acervos/os-miranha-e-as-fotografias-de-albert-frisch-maria-luisa-lucas/" target="_blank">Link para o artigo <em>Os Miranhas e as fotografias de Albert Frish</em>, de Maria Luísa Lucas, publicado no site do Instituto Moreira Salles, em 17 de dezembro de 2019</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ANDRADE, Joaquim Marçal Ferreira de. <em><a href="https://bndigital.bn.gov.br/artigos/preciosidades-do-acervo-as-primeiras-fotografias-da-amazonia-resultado-de-uma-expedicao-fotografica-pelo-solimoes-ou-alto-amazonas-e-rio-negro-realizada-por-conta-de-g-leuzingerrua-do-ouvidor-33/" target="_blank">As primeiras fotografias da Amazônia</a></em>. BN Digital, 2013.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J.. <em>Pioneer Photographers of Brazil, 1840-1920</em>. New York: Center for Inter-American Relations, 1976.</p>
<p>FRANCESCHI, Antonio Fernando de. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger. Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia</em> in Cadernos de Fotografia: Georges Leuzinger: um pioneiro do século XIX(1813-1892). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>GÂMBERA, José Leonardo Homem de Mello. <em><a href="http://www.revistas.usp.br/posfau/article/view/81051" target="_blank">Fotografia na Amazônia Brasileira: considerações sobre o pioneirismo de Christoph Albert Frisch (1840-1918)</a></em>. Revista de Programa da Pós-Graduação em Arquitetur ae Urbanismo da FAUUSP,dez de 2013</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <a href="http://www.iai.spk-berlin.de/fileadmin/dokumentenbibliothek/Ausser_der_Reihe/Fotoband_ENGL_f%C3%BCr_Web.pdf" target="_blank"><em>Albert Frisch and the first images of the Amazon to go around the world</em>  in Explorers and Entrepreneurs behind the Camera The Stories behind the pictures and photographs from the image archive of the Ibero-American Institute</a>. Berlim: Ibero-American Instituto, 2015.</p>
<p>KOHL, Frank Stephan. <em>Um jovem mestre da fotografia na Casa Leuzinger: Christoph Albert Frisch e sua expedição pela Amazônia.</em> In: Cadernos de fotografia brasileira, 3. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2006.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<p>MARCOLIN, Neldson. <em><a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/09/16/retratos-na-selva/" target="_blank">Retratos na Selva</a></em>, Revista Pesquisa Fapesp, setembro de 2014.</p>
<p>MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. <em>Estou aqui. Sempre estive. Sempre estarei.</em> <em>Indígenas do Brasil. Suas imagens (1505/1955).</em> São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.</p>
<p>SENNA, Ernesto. <em>O Velho Comércio do Rio de Janeiro</em>. 2ª edição. Rio de Janeiro: G Ermakoff, 2006.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21608/albert-frisch" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/albert-frisch" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/albert-frisch/" target="_blank">Site O Índio na Fotografia Brasileira</a></p>
<p>TACCA, Fernando de<strong>.</strong><em><span style="text-decoration: underline;"> <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702011000100012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</a></span></em>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e Trejeitos: a fotografia na era do espetáculo (1839 &#8211; 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A. Frisch, ladrão de almas na Amazônia Imperial</em>. Piracema – arte e cultura. Rio de Janeiro, nº1, ano 1, p.90-95, 1993</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX / Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien</em>. São Paulo: Metalivros, 2000</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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