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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; fotógrafo austríaco</title>
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		<title>Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935), Fotógrafo da Casa Imperial</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 14:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 - 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, dom Pedro II (1825 - 1891)  e dona Teresa Cristina (1822 - 1889) fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. Seu bisneto, Luiz Henrique D. T. Pitombo, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke e cedeu, para essa publicação, imagens inéditas para o grande público.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O fotógrafo austríaco Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke (1858 &#8211; 1935) veio para o Brasil com seus pais Johann e Theresa Skarke. Seu pai imigrou para trabalhar em Campinas em obras de engenharia hidráulica. Já na década de 1880, Fernando possuía um ateliê fotográfico em Piracicaba. Em novembro de 1886, <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">dom Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>  e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> fizeram uma visita à cidade e, no mês seguinte, em 14 de dezembro de 1886, o imperador concedeu a Fernando o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>. Acredita-se, até o momento, que ele tenha sido o único da província de São Paulo a receber essa distinção. De temperamento alegre e comunicativo, tinha vários amigos como, por exemplo, o poeta santista José Martins Fontes (1884-1937) e o empresário <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27299" target="_blank">Conrado Wessel (1891 &#8211; 1993)</a>. Só saiu do Brasil, já idoso, para visitar Viena.</p>
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<div id="attachment_21835" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21835 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeimperial.jpg" alt="skarkeimperial" width="226" height="177" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=skarke" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Skarke disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
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<p style="text-align: left;">Por volta de 1888, foi para Santos onde teve estabelecimentos fotográficos em três diferentes endereços: rua General Jardim, 80; na Praça da República, 16; e na rua São Leopoldo, 14. Na virada do século XIX para o XX, Santos prosperava e a demanda por fotografias na cidade aumentava. Os profissionais disputavam a freguesia local e o ateliê de Skarke, na Praça da República, era o mais luxuoso da cidade: <em><span style="color: #990000;">&#8220;</span><span style="color: #003300;">montado com todo o capricho, tendo um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz; dispõe também das melhores e mais modernas máquinas, tendo uma grande variedade de ornamentos e fundos, tanto paisagens, como de salão, e mobília</span></em><span style="color: #990000;"><em>&#8220;</em>.</span></p>
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<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">Segundo sua filha Mellita (1894 &#8211; ?), Skarke emulsionava papéis fotográficos com produtos químicos, usava albumina de ovo e nos dias ensolarados distribuía caixas de madeira com negativos de vidro e papel para serem sensibilizados pela luz natural. O sistema de iluminação natural do estúdio era composto por uma série de janelas de vidro, incluindo partes altas do telhado, que eram recobertas por cortinas em trilhos. Ajustes eram feitos para obter-se a iluminação desejada.</p>
<p style="text-align: left;">Sua neta Elisa Dias de Toledo Pitombo, filha de Mellita, relatou que Fernando teria feito fortuna produzindo retratos de famílias de imigrantes, principalmente, de comerciantes portugueses abastados que gostavam de enviar esses registros para seus parentes. &#8220;<em>Com a fotografia ele ganhou muito dinheiro e morou num palacete que depois virou hotel, a casa começava na rua da praia e ia até o morro</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1890, Skarke casou-se com a alemã Meta Gesine. O primeiro filho do casal faleceu ainda bebê. A primogênita, Melitta, nasceu na Alemanha, e, os demais, em Santos:  Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), que o sucedeu na Photo Skarke; Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
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<div id="attachment_21831" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg"><img class="size-full wp-image-21831" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkehugo.jpg" alt="Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="342" height="546" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Hugo Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Cronologia de Fernando Skarke (1858 &#8211; 1935)</strong></span></em></p>
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<div style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9330/148T%20verso%20brasiliana%20fot.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="514" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9330" target="_blank">Fernando Skarke. Verso de retrato de casal não identificado, 18?. Santos, São Paulo / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1858</strong> </span>- Ferdinand (Fernando) Adolf Skarke nasceu em 17 de outubro de 1858, filho de Johann e Theresa Skarke. Em sua certidão de óbito consta que ele teria nascido na Tchecoslováquia embora, segundo seu bisneto Luiz Henrique Pitombo, a família sempre tenha considerado a Áustria como sua terra natal. O pai de Fernando Skarke imigrou para o Brasil, onde trabalhou em obras de engenharia hidráulica em Campinas, no estado de São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Fernando Skarke possuía um ateliê fotográfico em Piracibaca. <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=7183" target="_blank">Dom Pedro II(1825 &#8211; 1891)</a> e <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina (1822 &#8211; 1889)</a> visitaram a cidade em novembro de 1886. Skarke presenteou o imperador com uma fotografia panorâmica da cidade, montada a partir da união de imagens de várias chapas. Ficaram hospedados na casa do empresário e um dos fundadores da Companhia Ituana de Navegação, nos rios Tietê e Piracicaba, Estevão Ribeiro de Souza Rezende (1840 &#8211; 1909). Ele também foi o fundador do Engenho Geral de Piracicaba, em 1881, além de escritor e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Por ter lutado na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai </a>foi agraciado com a Ordem de Cristo. Também participaram da visita imperial o ministro da Agricultura, Antônio da Silva Prado (1840 &#8211; 1929); e o presidente da Província de São Paulo, Antônio de Queirós Teles (1831 &#8211; 1888) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/8395" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 13 de novembro de 1886, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21825" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg"><img class="wp-image-21825 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/pedroskarke.jpg" alt="Pedro II e TEresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo de Luiz henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="451" height="552" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Pedro II e Teresa Cristina em Piracicaba, 1886. Piracicaba, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 14 de dezembro de 1886, Skarke foi agraciado pelo imperador com o título de <em>Fotógrafo da Casa Imperial</em>, tendo sido, provavelmente, o único da província de São Paulo a receber a condecoração. Abaixo, estão reproduzidos o envelope e a carta da concessão do título, do acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto de Skarke.</p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg"><img class="  wp-image-21800 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo1.jpg" alt="skarketitulo1" width="712" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21801" style="width: 625px" class="wp-caption aligncenter"><a href="Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo"><img class="wp-image-21801 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarketitulo.jpg" alt="skarketitulo" width="615" height="538" /></a><p class="wp-caption-text">Envelope e carta da concessão do título de fotógrafo da Casa Imperial concedido a Fernando Skarke por dom Pedro II / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Skarke produziu <em>três vistas fotográficas</em> da enchente do rio Piracicaba que, na ocasião, apresentou <em>um aspecto tão formidável e pitoresco</em> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank">(</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/811505/1100" target="_blank"><em> L´Italia</em>, 15/16 de janeiro de 1887, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17066" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de janeiro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p>Neste mesmo ano, Skarke fotografou o bebê Emilia Diehl Muller, em Piracicaba (<a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a>):</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21640" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank"><img class="wp-image-21640" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skarke2.jpg" alt="skarke2" width="509" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas</a></p></div>
<p><a href="Fernando Skarke. Emilia Diehl Muller, 1887. Piracicaba, SP / Site Coisas Antigas"> </a></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1888</strong></span> &#8211; Em Santos, seu estabelecimento fotográfico ficava na rua General Jardim, 80.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Casou-se, em São Paulo, com a alemã, de Bremen, Meta Gesine, que trabalhava como preceptora dos filhos de um casal abastado em Piracicaba. Nos primeiros anos dessa década, o casal teve o primeiro <span style="color: #000000;">filho, que faleceu. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21802" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg"><img class="size-full wp-image-21802" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarke-e-esposa.jpg" alt="Fernando e Skarke / Acervo de Luiz Henrique Skarke, bisneto do fotógrafo" width="642" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">O casal Fernando Skarke e Meta Gesine / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1891</strong></span> &#8211; Em 1891, Verano Alonso enviou seu retrato, produzido por Fernando Skarke, para José Joaquim de Miranda. No verso do cartão, Skarke anuncia &#8220;<em>aparelhos especiais para grupos</em>&#8220;, &#8220;<em>novidades para retratos de crianças</em>&#8221; e informa que &#8220;<em>conserva-se chapas para reproduções e tendo as mesmas um abatimento de 25%</em>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria.jpg" alt="Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="444" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9331" target="_blank">Fernando Skarke. Verso do retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24753" style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg"><img class=" wp-image-24753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/dedicatoria1.jpg" alt="Fernando Skarke. Retrato de VErano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional" width="445" height="701" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9333" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de Verano Alonso, 1891. Santos, SP / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Fez propaganda de suas novas instalações, dotadas de “um magnífico e espaçoso salão, com excelente luz”, além de máquinas modernas e vários fundos, entre eles as paisagens&#8221; (<em>Folha da Tarde</em>, 22 de março de 1892). Na ocasião, seu ateliê ficava na Praça da República, 16, em Santos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21811" style="width: 561px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg"><img class="size-full wp-image-21811" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkerepublica.jpg" alt="Verso de um cartão imperial, de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)" width="551" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Verso de um cartão de Fernando Skarke / Acervo de Marjorie C.F. Medeiros)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24751" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank"><img class="wp-image-24751 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/casal.jpg" alt="casal" width="418" height="646" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9332" target="_blank">Fernando Skarke. Retrato de casal não identificado, 18?. Santos, SP ? Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong> </span>- Meta decidiu ter o segundo filho junto à mãe, Gesine Schwarting, na Alemanha. Em Lesum, perto de Bremen, nascimento da filha primogênita do casal, Melitta. Um ano depois, as três vieram para o Brasil.</p>
<p>Todos os demais filhos de Skarke nasceram em Santos: Thereza (1896 &#8211; ?), Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), Regina (c. 1900 &#8211; ?) e Erna (c. 1902 &#8211; ?).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21803" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg"><img class="size-full wp-image-21803" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkefilhos.jpg" alt="Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo" width="782" height="542" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Os cinco filhos de Fernando e Meta Gersine Skarke, c. 1905 / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrafo</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> <span style="color: #993300;"><strong>a</strong></span> <strong><span style="color: #800000;">1911</span> </strong>- Seu ateliê, em Santos, ficava na rua São Leopoldo, 14. Nessa mesma época, além da Société Photographique Internacional, atuavam na cidade outros fotógrafos como Carlos W. Weize (18? &#8211; 19?), Gustavo Paiva (18? &#8211; 19?), Emílio Gottschalk  (18? &#8211; 19?), o alemão Hermann Eckman (18? &#8211; 19?) e J. Marques Pereira (18? &#8211; 19?) &#8211;  no Almanak Laemmert o nome deste último fotógrafo aparece como J. Moraes Pereira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1908, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/44306" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1910, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/48525" target="_blank"> <em>Almanak Laemmert</em>, 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21632" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank"><img class="wp-image-21632 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/skalke.jpg" alt="skalke" width="416" height="349" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/36563" target="_blank">Almanak Laemmert, 1908, última coluna</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1912</strong> </span>- Skarke fotografou o <em>passe-partout,</em> desenhado pelo <em>apreciado</em> pintor Waldemir Alfaya, das diplomandas de 1911 da Associação Feminina Santista. A imagem foi publicada em <em>A Fita</em>, r<em>evista humorística, literária e ilustrada</em>, fundada em 1911 e dirigida por Bento de Andrade e Manoel Pompílio dos Santos (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21630" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21630" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita.jpg" alt="A Fita, 1º de maio de 1912" width="373" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/7" target="_blank"><em>A Fita</em>, 1º de maio de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Fotografou <em>Um almoço de caridade</em>, oferecido, no Natal de 1913, aos presos da Cadeia Pública de Santos, pela Associação das Mães Cristãs (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21631" style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21631" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/fita1.jpg" alt="A Fita, 15 de janeiro de 1914" width="431" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/036180/856" target="_blank"><em>A Fita</em>, 15 de janeiro de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste ano, durante a Primeira Guerra Mundial, Hugo Fernando (1898 &#8211; 197?), sucessor do pai na Photo Skarke, estava estudando, provavelmente, fotografia, na Alemanha.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>c. 1930 </strong></span>- A Photo Skarke ficava no Largo Santa Ifigênia, 12, em São Paulo, endereço conhecido por seu comércio sofisticado, frequentado pelas famílias do bairro Campos Elísios.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Uma fotografia realizada pela Photo Skarke da feminista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21588" target="_blank">Maria Prestia (? &#8211; 1988)</a> foi enviada por ela a então presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a cientista <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=21354" target="_blank">Bertha Lutz (1894 &#8211; 1976)</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 589px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6570/BR_RJANRIO_Q0_ADM_CPA_VFE_FOT_0024_m0001de0001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="579" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6570" target="_blank"> Photo Skarke. Maria Prestia, 1931. São Paulo, SP / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong> </span>- Fernando Skarke faleceu, vítima de arteriosclerose, em 18 de abril de 1935, aos 76 anos, em São Paulo, na casa de seu filho Hugo, à rua Tupi, no bairro de Santa Cecília. Foi enterrado no Cemitério do Redentor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21832" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg"><img class="size-full wp-image-21832" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/skarkeerna.jpg" alt="Fernando Skarke. Erna, sua filha, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado" width="391" height="553" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Skarke. Erna, filha de Fernando Skarke, c. 1905. Santos, SP / Acervo pessoal de Luiz Henrique Pitombo, bisneto do fotógrado</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">A Brasiliana Fotográfica agradece ao bisneto de Fernando Skarke, Luiz Henrique D. T. Pitombo que, generosamente, forneceu informações importantes acerca da Photo Skarke, além de ter cedido imagens para essa publicação.</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Agradecimentos também à pesquisadora Maria Isabel Lenzi e à arquivista Daniella Gomes dos Santos, ambas do Museu Histórico Nacional, que viabilizaram, para essa publicação, a digitalização das imagens da referida instituição e de sua disponibilização no acervo da Brasiliana Fotográfica.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] – 2ª ed. – Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>PITOMBO, Luiz Henrique D. T. <em>Fernando Skarke &#8211; fotógrafo pioneiro</em>.</p>
<p><a href="https://m.camarapiracicaba.sp.gov.br/dom-pedro-ii-visita-piracicaba-17708" target="_blank">Site Câmara de Piracicaba</a></p>
<p><a href="https://coisasantigas.wordpress.com/2012/03/19/fotografos-piracicabanos-de-antes/" target="_blank">Site Coisas Antigas</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa22031/fernando-starke" target="_blank">Site Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.fcw.org.br/v3/index.asp?pag=noticias&amp;top=2" target="_blank">Site Fundação Conrado Wessel</a></p>
<p><a href="https://www.novomilenio.inf.br/santos/h0318l2.htm" target="_blank">Site Novo Milênio</a></p>
<p><a href="http://semactur.piracicaba.sp.gov.br/engenho-central/historia-do-engenho-central/" target="_blank">Site Secretaria de Cultura e Turismo de Piracicaba</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
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		<title>O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas e o construtor Ramos de Azevedo</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 14:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas (c. 1862 - c. 1930) registrou diversas obras projetadas ou executadas pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, cujo proprietário, o paulista Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851–  1928) era, entre a virada do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o grande construtor de São Paulo. A Brasiliana Fotográfica destaca algumas imagens da documentação das obras desse construtor, um dos trabalhos mais importantes produzidos por Quaas, reunidos no Álbum Escritório Técnico do Engenheiro e Arquiteto F. P. Ramos d'Azevedo - São Paulo - Álbum de Construções.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1960" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1960/001AOQ021.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text">fotógra <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1960" target="_blank">Otto Rudolf Quaas. Álbum Escritório Técnico do Engenheiro e Arquiteto F. P. Ramos d&#8217;Azevedo, São Paulo, Álbum de Construções, c. 1900. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fotógrafo austríaco Otto Rudolf Quaas (c. 1862 &#8211; c. 1930) registrou diversas obras projetadas ou executadas pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, cujo proprietário, o paulista Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851–  1928) era, entre a virada do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o grande construtor de São Paulo. Nesse período, a cidade passou por grandes transformações devido à riqueza gerada pela cafeicultura e pela chegada de levas de imigrantes. As construções de traços coloniais davam lugar às com influência europeia, modernas. A Brasiliana Fotográfica destaca algumas imagens da documentação das obras desse construtor, um dos trabalhos mais importantes produzidos por Quaas, reunidos no <em>Álbum Escritório Técnico do Engenheiro e Arquiteto F. P. Ramos d&#8217;Azevedo &#8211; São Paulo &#8211; Álbum de Construções</em>. Quaas fotografou, dentre vários projetos, palacetes, o portal do Cemitério da Consolação, o Quartel de Polícia, o Hospício dos Alienados e a Escola Politécnica. Sua obra registrou também diversos aspectos da capital e do interior do estado de São Paulo. Quaas foi muito bem sucedido em sua profissão e residia na rua das Palmeiras com sua esposa, Emma Quaas, e três filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1968" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1968/001AOQ021007.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="549" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1968" target="_blank">Otto Rudolf Quaas. Álbum Escritório Técnico do Engenheiro e Arquiteto F. P. Ramos d&#8217;Azevedo, São Paulo, Álbum de Construções &#8211; Fachada da Escola Politécnica, c. 1900. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?order=ASC&amp;rpp=20&amp;sort_by=-1&amp;value=Quaas%2C+Otto+Rudolf&amp;etal=-1&amp;offset=20&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de  Otto Rudolf Quaas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Breve Cronologia de Otto Rudolph Quaas</strong></span></em></p>
<div id="attachment_15442" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/2751" target="_blank"><img class="wp-image-15442 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/quaas-1024x455.jpg" alt="quaas" width="768" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003085/2751" target="_blank"><em>A Cigarra</em>, 15 de abril de 1920</a></p></div>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>c. 1862</strong></span> &#8211; Segundo Boris Kossoy, Otto Rudolph Quaas nasceu na Áustria por volta desse ano.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Quaas chegou em São Paulo, vindo da Europa, nos primeiros dias de 1895 e estabeleceu seu ateliê fotográfico na rua do Gasômetro, n. 20<em> (</em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/2240"><em>O Commercio de São Paulo, </em>16 de janeiro de 1895, na quarta coluna</a>).</p>
<p><em>Chegou num dos últimos dias a essa capital e tomou a direção do atelier fotográfico da rua do Gazometro n. 20, o sr. Otto Rudolf Quaas, que nos dizem ser um artista de muitíssimo merecimento. O público vai ter ocasião de avaliar dos progressos daquela casa, em virtude de tão excelente aquisição</em> (<em>O </em><em>Estado de São Paulo</em>, 16 de janeiro de 1895).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9955" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propagandaestadao.jpg"><img class="wp-image-9955 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propagandaestadao.jpg" alt="propagandaestadao" width="303" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Propaganda da Photographia Artistica, de Otto Rudolf Quaas, no <em>O</em> <em>Estado de São Paulo</em>, 28 de janeiro de 1895</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em maio, transferiu-se para o Largo Sete de Setembro, nº 11, <em>casa onde esteve por muito tempo o estabelecimento dos srs. Victor Steidel &amp; C. Neste novo prédio o atelier do sr. Otto, enriquecido como foi ultimamente com novos aparelhos ficará sendo, senão o primeiro, pelo menos um dos primeiros estabelecimentos fotográficos de S. Paulo</em> (<em>O </em><em>Estado de São Paulo</em>, 8 de maio de 1895).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Mudou-se para a rua de São Bento, n. 30, e inaugurou a nova Photographia Artística, em 26 de fevereiro de 1896 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/3598"><em>O Commercio de São Paulo, 26 de fevereiro de 1896, quarta coluna</em></a>). Ficava defronte do Grande Hotel e estava <em>montada com todo o capricho e com os aperfeiçoamentos mais modernos</em> (<em>O </em><em>Estado de São Paulo</em>, 26 de fevereiro de 1896).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9959" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda-1.jpg"><img class="wp-image-9959 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda-1.jpg" alt="propaganda 1" width="266" height="141" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da Photographia Artística, na rua de São Bento nº 30, no <em>Estado de São Paulo, </em>19 de março de 1896</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; A Photographia Artística transferiu-se para o número 46 da rua de São Bento, em frente a Rotisserie Sportsman.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9961" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propagandamudança.jpg"><img class="wp-image-9961 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propagandamudança.jpg" alt="propagandamudança" width="266" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da mudança da Photographia Artística, no <em>O</em> <em>Estado de São Paulo</em>, 2 de julho de 1898</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No último dia de 1898, foi anunciada uma <em>Grande Inauguração</em> no ateliê de Quaas com a apresentação de um grande repertório de óperas, músicas e cantos. Anunciava como a última novidade a <em>Photographia de Voz</em>. <em>Avisamos especialmente o distinto público que todas as pessoas que tirarem uma dúzia de retratos Imperiais, no atelier fotográfico, têm direito de falar na máquina, podendo ouvir e levar logo depois o cilindro com a sua própria voz gravada eternamente para mandar aos seus afeiçoados.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9960" style="width: 266px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda2.jpg"><img class="wp-image-9960 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/propaganda2.jpg" alt="propaganda2" width="256" height="298" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O</em> <em>Estado de São Paulo</em>, 31 de dezembro de 1898</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; O tcheco Gustavo Figner (18? &#8211; 1934), depositário da Casa Inana, no Rio de Janeiro, e futuro fundador da Casa Edison de São Paulo, anunciou a venda de um fonógrafo de corda na fotografia O. R. Quaas e Cia (<em>O </em><em>Estado de São Paulo</em>, 5 de janeiro de 1899). Ele era irmão de Fred Figner (1866 – 1947), fundador da Casa Edison no Rio de Janeiro e primeiro produtor fonográfico do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26002" style="width: 520px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/figner.jpg"><img class="size-full wp-image-26002" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/figner.jpg" alt="O Estado de São Paulo, de 1899" width="510" height="221" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 5 de janeiro de 1899</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesse mesmo ano, o atelier de Quaas, foi uma das lojas que <em>sofreram danos consideráveis causados pelo estampido e pela água, </em>devido a um incêndio na Loja do Japão, na rua de São Bento<em> (O Estado de São Paulo, </em>6 de julho de 1899<em>). </em>Dias depois, Quaas enviou à redação do jornal <em>O </em><em>Estado de São Paulo</em> uma vista de um trecho da rua S. Bento na ocasião do incêndio (<em>O </em><em>Estado de São Paulo</em>, 11 de julho de 1899).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 709px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1992" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1992/001AOQ021029.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="699" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1992" target="_blank">Otto Rudolf Quaas. Álbum Escritório Técnico do Engenheiro e Arquiteto F. P. Ramos d&#8217;Azevedo, São Paulo, Álbum de Construções &#8211; Quartel de Polícia, c. 1900. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; A Photographia Artística enviou à redação do <em>O Estado de São Paulo uma coleção de 15 magníficas fotografias com vistas de diversos pontos da exposição universal de Paris. Essas vistas são reproduzidas no atelier do sr. Quaas e constituem um trabalho que acredita o conhecido estabelecimento artístico</em> (<em>O Estado de São Paulo</em>, 23 de novembro de 1900).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1901</strong></span> &#8211;  Estava exposto em seu ateliê um retrato em <em>grande formato</em> da rainha Vitória (1819 &#8211; 1901), do Reino Unido, que havia falecido em 22 de janeiro (O<em> Estado de São Paulo</em>, 24 de janeiro de 1901).</p>
<p>Quaas registrou a visita que o ministro plenipotenciário da Áustria-Hungria, Eugen Kuezyuski, fez à Sociedade Auxiliadora Austro-Húngara (O<em> Estado de São Paulo</em>, 27 de abril de 1901).</p>
<p>Era um dos membros da comissão da Sociedade Auxiliadora Austro-Húngara (<em>O Estado de São Paulo</em>, 24 de setembro de 1901).</p>
<p>Trabalhou para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, tendo fotografado a inauguração do ramal de Rincão a Martinho Prado, em 30 de dezembro de 1901 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/1468">O <em>Correio Paulistano</em>, 4 de janeiro de 1902, na quarta coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Quaas presenteou o governador do estado de São Paulo, Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919), e outras autoridades com uma coleção de pequenas fotografias da inauguração do ramal ferroviário do Rincão (O<em> Estado de São Paulo</em>, 14 de janeiro de 1902).</p>
<p>Quaas foi eleito vice-presidente da Instituição Imperador Francisco José I (<em>O Estado de São Paulo</em>, 12 de julho de 1902).</p>
<p>No salão de honra da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, Quaas registrou a entrega, realizada pelo cônsul da França, Numa Antigeon, do diploma de Oficial da Academia à superiora da instituição, Maria Arsênia, nome religioso de Anna Berthet <em>(O Estado de São Paulo</em>, 19 de julho de 1902)</p>
<p>Uma comissão de redatoras do periódico <em>Educação</em> escolheu as mais interessantes fotografias tiradas de crianças entre 1 e 7 anos durante o ano de 1902 dos seguintes estúdios fotográficos do centro de São Paulo: o de Quaas &amp; Cia, o de José Vollsack, o de Rodolfo Neuhaus, o de Giovanni Sarracino e o de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=valerio-vieira" target="_blank">Valério Vieira</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/11921" target="_blank"><em>O</em> <em>Commercio de São Paulo</em>, 22 de dezembro de 1902, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Quaas foi de novo eleito vice-presidente da instituição Imperador Francisco José I (<em>O Estado de São Paulo</em>, 24 de dezembro de 1902).</span></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Quaas ofereceu à redação do <em>O Estado de São Paulo</em> <em>uma magnífica fotografia de Santos Dumont </em>(<em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de setembro de 1903).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Na <em>Revista Ilustração Brasileira</em>, de dezembro de 1904, seu trabalho foi <em>elogiado por sua nitidez e fidelidade incríveis. A casa Quass é a única que está habilitada em S. Paulo a trabalhar à noite.</em></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; A Secretaria de Agricultura de São Paulo requisitou um pagamento a Otto Quaas (<em>O Estado de São Paulo</em>, 4 de março de 1905).</p>
<p>Estava envolvido na criação de um Club de Retratos em Cores e anunciou, no <em>O Estado de São Paulo</em> de 19 de maio de 1905, o adiamento do club até <em>segundo avis</em>o.</p>
<p>Os credores da falência de Otto Quaas reuniram-se na segunda vara comercial de São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de julho de 1905).</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1907</span></strong> -<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #333333;">Quaas fotografou a Villa Penteado iluminada, na ocasião em que hospedou o ex-presidente da Argentina, general Julio Argentino Roca (1843 &#8211; 1914), que havia participado da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8034" target="_blank">Guerra do Paraguai</a> (<em>O Estado de São Paulo</em>, 23 de março de 1907).</span></span></p>
<p>Fotografou o eclipse solar ocorrido em 10 de julho (<em>O Estado de São Paulo</em>, 12 de julho de 1907).</p>
<p>Foi um dos premiados no concurso de fotógrafos promovido pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 18 de agosto de 1907).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento, a Photographia Quaas, ficava na rua Barra Funda, 149 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 25 de novembro de 1908).</p>
<p>Participou da Exposição Nacional, <em>com 24 quadros com fotografias, pinturas a pastel, sepiotipias, aumentos, platinotipia e fotografia em alto relevo</em>, tendo recebido uma das medalhas de ouro da seção de fotografias. Outro fotógrafo agraciado com uma medalha de ouro foi <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a>. Os grandes prêmios foram conquistados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7661" target="_blank">Valério Vieira (1862 &#8211; 1941)</a> e Giovanni Sarracino (<em>O Estado de São Paulo</em>, 23 de novembro de 1908 e <em>Catálogo da Exposição</em>, 1908).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9967" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/barra.jpg"><img class="wp-image-9967 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/barra.jpg" alt="barra" width="479" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio da Photographia Quaas, no <em>O Estado de São Paulo</em>, 18 de dezembro de 1908</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1910</strong> </span>- Quaas participou da comemoração pelo octagésimo aniversário de Francisco José I, rei da Áustria-Hungria, realizada no consulado do país, em São Paulo (<em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de agosto de 1910).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; A Photographia Quaas publicou um anúncio para a contratação de um <em>bom impressor com prática de atelier, de um ajudante com bastante prática</em> e de um <em>aprendiz</em> de fotógrafo. Ainda se localizava na rua Barra funda, 149 (<em>O Estado de São Paulo</em>, 19 de março, 3 de de junho e 25 de setembro de 1911).</p>
<p>Participou da Exposição de Turime ganhou a medalha de prata.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; A Photographia Quaas publicou um anúncio para a contratação de um bom impressor e retocador (<em>O Estado de São Paulo</em>, 6 de janeiro de 1912).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento ficava na rua das Palmeiras, 59, onde residia com sua família.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a história da Casa Edison de São Paulo, cujo proprietário era Gustavo Figner (? &#8211; 1934), foi relembrado que em fins do século XIX, um fonógrafo do empresário esteve em exposição no estabelecimento de Quaas, na época localizado na rua São Bento (<em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de junho de 1920).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_26003" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/figner1.jpg"><img class="size-full wp-image-26003" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/figner1.jpg" alt="O Estado de São Paulo, 13 de junho de 1920" width="578" height="454" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O Estado de São Paulo</em>, 13 de junho de 1920</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1926</strong></span> &#8211; Fotografou a inauguração da pista de atletismo do Sport Club Germânia, atual Esporte Clube Pinheiros (<a href="https://issuu.com/esporteclubepinheiros/docs/ecp191_baixa_cv" target="_blank"><em>Revista do Esporte Clube Pinheiros</em>, março de 2014</a>). Também do Germânia, fotografou, no fim da década de 20<em>, panoramas do rio com os cochos, a casa de barcos e a figueira de tronco duplo, além das festas ao ar livre e também no salão da Rua Dom José de Barros </em>(Site do Esporte Clube Pinheiros).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1929 / 1930</strong></span> &#8211; Segundo depoimento de Vicentina Mello Cunha concedido a Boris Kossoy, Quaas faleceu por volta de 1929 e 1930, com cerca de 68 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="http://acervo.estadao.com.br/" target="_blank">Acervo de O Estado de São Paulo</a></p>
<p><a href="http://acessajuventude.webnode.com.br/historia-do-carandiru/">Acessa SP</a></p>
<p><a href="http://www.efdeportes.com/efd189/carandiru-o-corpo-detido.htm">Efedeportes.com</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>NASCIMENTO, Ana Paula. <a href="http://www.dezenovevinte.net/artistas/apn_sneves.htm"><em>Engenharia e sociabilidade &#8211; a trajetória de Samuel das Neves no Rio de Janeiro</em></a>.<strong> </strong>19&amp;20, Rio de Janeiro, v. XII, n. 1, jan./jun. 2017.</p>
<p><em>SÃO PAULO 450 Anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles.</em> São Paulo: Bei Editora,agosto 2004.</p>
<p><a href="http://www.sap.sp.gov.br/common/museu/museu.php">Site da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo<br />
</a></p>
<p><a href="http://www.ecp.org.br/institucional/centro-pro-memoria/noticias/" target="_blank">Site do Esporte Clube Pinheiros</a></p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa370361/otto-rudolf-quaas">Site Enciclopedia Itaú Cultural</a></p>
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		<title>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2015 11:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro em Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afrodescendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1238" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/foto-da-Fundação-Joaquim-Nabuco.jpg"><img class="wp-image-1238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/foto-da-Fundação-Joaquim-Nabuco-200x300.jpg" alt="foto da Fundação Joaquim Nabuco" width="300" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Photographia Allemã. Alberto Henschel (à direita) e Constantino Barza,  c. 1877. Recife, Pernambuco. Coleção de retratos Francisco Rodrigues, do acervo da Fundação Joaquim Nabuco &#8211; Ministério da Educação</p></div>
<p>No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Chegou no Recife, em 1866, e, ao longo de 16 anos, teve uma intensa atividade no país. Segundo o historiador Boris Kossoy (1941 &#8211; ), Henschel pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro no Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afrodescendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.</p>
<p><em>Henschel fotografou o Rio e seus arredores, chegando até Nova Friburgo e mesmo ao Itatiaia, que naquele tempo atraía poucas pessoas. Fez paisagens, mas antes de tudo era exímio retratista. Não há quase nenhum álbum de família em que não figurem retratos de avós tirados por Alberto Henschel</em> &#8211; afirmou Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000), no livro em <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900, </em>destacando a importância de Henschel no panorama da fotografia brasileira oitocentista.</p>
<p>No livro <em>Pioneers Phothographers of Brazil</em>, Gilberto Ferrez chamou atenção especial sobre a série de vistas realizadas por Henschel em Itatiaia, em 1870, e, em Nova Friburgo, em 1875.  Considerava a escolha de Itatiaia <em>misteriosa</em> e, sobre as fotos de Nova Friburgo, comentou a capacidade do fotógrafo, já associado com Francisco Benque (1841 &#8211; 1921), em retratar os indivíduos e as construções numa <em>confortável, até íntima, relação com a terra, uma relação particularmente evidente na fotografia do vale e da estação de Rio Grande, ou na da cascata do Pinel&#8230;</em>. Essas fotos fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, podem ser acessadas nesse portal e estão na Galeria de Alberto Henschel ao final deste texto.</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=henschel&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Alberto Henschel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, as outras instituições que possuem importantes acervos de Alberto Henschel são o Arquivo Nacional, a Fundação Joaquim Nabuco e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</strong></em></span></p>
<h5 style="text-align: center;"></h5>
<div id="attachment_1225" style="width: 267px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/cartão-Albert-Henschel.jpg"><img class="wp-image-1225" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/cartão-Albert-Henschel-178x300.jpg" alt="cartão Albert Henschel" width="257" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">Identificação de Alberto Henschel / Acervo do IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1827 -</strong></span> Em 13 de junho, Alberto Henschel nasceu em Berlim, na Alemanha.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1866</span></strong> &#8211; <span style="color: #800000;">maio</span> &#8211;  Chegou no Recife acompanhado de Karl Heinrich (Carlos Henrique) Gutzlaff no patacho hamburguês <em>Catharine Jane </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-28-de-maio-de-1866.bmp" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco, </em>edição de 28 de maio de 1866)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;">julho</span> &#8211; Os dois fotógrafos associaram-se ao maranhense Julio dos Santos Pereira e, com ele, assumiram a direção do estabelecimento Photographia Alberto Henschel &amp; C. , localizado na rua do Imperador, nº 38. No anúncio da abertura do negócio, os proprietários destacaram a<em>s photographias coloridas por um novo systema, que reune o brilho da pintura à óleo à pureza da aquarella</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-7-de-julho-de-1866.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>edição de 7 de julho de 1866)</a>. Para atrair clientela, foi realizada no ateliê uma exposição com trabalhos feitos por Henschel na Europa. Foi neste mesmo endereço que entre 1860 e 1865 o fotógrafo A.W. Osborne tinha o estabelecimento fotográfico Galeria Americana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/1452" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 7 de maio de 1860</a>), comprado por Julio dos Santos Pereira em fevereiro de 1865  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/12959" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 2 de fevereiro de 1865, penúltima coluna</a>), quando Osborne foi para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/976" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de fevereiro de 1865</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;">outubro</span> &#8211; Henschell e Gutzlaff anunciaram o fim da associação com Julio dos Santos Pereira.</p>
<p><span style="color: #800000;">novembro</span> &#8211; Foi anunciada a reabertura do novo ateliê fotográfico de Henschel, mas agora com o nome de Photographia Allemã e localizado no largo da matriz de Santo Antonio, nº 2 <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=17323" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco,</em> edição de 16 de novembro de 1866, primeira coluna)</a>. No anúncio, destacaram-se as qualidades do novo estabelecimento, dentre as quais o fato de possuir uma galeria envidraçada com cristais especiais capazes de atenuar os efeitos da luz forte.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Em junho, Henschel anunciou uma viagem à Europa, de onde retornou em setembro acompanhado do pintor alemão Karl Ernst (Carlos Ernesto) Papf (1833-1910), no vapor <em>Oneida </em>(<em>Diário de Pernambuco</em>, edições de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-2-de-junho-de-1867.bmp" target="_blank">2 de junho</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-28-de-setembro-de-1867.bmp" target="_blank">28 de setembro</a> de 1867 &#8211; o sobrenome de Henschel está escrito errado). Já em outubro, foram publicados anúncios participando a volta de Henschel ao Recife e apresentando Papf como membro honorário da Academia Real de Pintura de Dresden (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-26-de-outubro-de-1867.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 26 de outubro de 1867</a>). Nos anos que se seguiram, Papf trabalhou em todo os ateliês de Henschel, prestando serviços de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Henschel fez nova viagem à Europa para atualizar seus conhecimentos em fotografia e comprar novos equipamentos. Provavelmente, nesse ano terminou sua associação com Gutzlaff, que fundou em julho a Photographia Internacional, no Recife, na rua do Imperador, nº 38 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21037" target="_blank"><em>Diário de</em> <em>Pernambuco</em>, 6 de junho de 1868, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21281" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de julho de 1868, segunda coluna</a>). .<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">Henschel<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank"> </a><span style="color: #333333;">anunciou a técnica da marfimographia</span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #333333;">, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia</span> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank">(<em>Jornal de Recife</em>, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página)</a>. O ateliê da capital baiana ficava na rua da Piedade, nº 16. Posteriomente passou a funcionar no largo do Theatro.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong> </span>- Casou-se com Simy (1851 &#8211; 1920), filha do rabino inglês Isaac Amzalak, dono de armazéns e armador bem sucedido. Uma curiosidade: segundo o livro <em>Salões e damas do Segundo Reinado</em>, de Wanderley Pinho, o poeta Castro Alves se inspirou na beleza das três filhas do armador Amzalak para criar o poema <em>Hebreia</em>.</p>
<p>Henschel r<span style="color: #000000;">ealizou a série de vistas em Itatiaia.</span></p>
<p>Foi anunciada a abertura da Photographia Allemã. Alberto Henschel &amp; C., no Rio de Janeiro, sucedendo os fotógrafos Guilherme Mangeon e Van Nyvel. O novo estabelecimento localizava-se na rua dos Ourives, 40, atual rua Miguel Couto. No anúncio, foi informado que Van Nyvel continuaria a trabalhar no ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/1772" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, edição de 18 de dezembro de 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong> </span>- Nasceu no Rio de Janeiro o único filho de Henschel e Simy, Maurício, que viria a falecer em 1934.</p>
<p><span style="color: #000000;">Anunciada a contratação do  fotógrafo alemão Franz (Francisco) Benque (1841-1921)<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27157" target="_blank">,</a> a quem Henschel foi associado até, provavelmente, 1878 (<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27157" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 10 e 11 de abril,  segunda coluna)</a>.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Henschel &amp; Benque participaram da exposição da Academia Imperial de Belas-Artes e expuseram um retrato do poeta Castro Alves (1847 &#8211; 1871) <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=239100&amp;PagFis=729" target="_blank">( <em>Correio do Brazil</em>, edição de 24 de junho de 1872, na coluna Folhetim)</a>. Em 23 de setembro, receberam uma visita de <em>Suas Magestades e Altezas Imperiaes </em>na Photographia Allemã ( <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=239100&amp;PagFis=1081" target="_blank"><em>Correio do Brazi</em>l, edição de 25 de setembro de 1872, na quinta coluna).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Henschel &amp; Benque participaram da Exposição Universal de Viena. Enviaram dois retratos: de uma baiana quitandeira e da família real brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7755" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de abril de 1873, quinta coluna</a>).  Ganharam a medalha de mérito <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=226440&amp;PagFis=5155" target="_blank">(<em>A Reforma</em>, edição de 10 de setembro de 1873).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Ao longo do segundo semestre, foram publicados vários anúncios no <em>Jornal da Bahia </em>anunciando a chegada de um pintor no ateliê de Salvador.</p>
<p>Segundo o artigo <em>Dom Pedro II e a fotografia (2),</em> de Ricardo Martim, pseudônimo de Guilherme Auler (1914-1965), publicado na Tribuna de Petrópolis, de 8 de abril de 1856, a dupla Henschel &amp; Benque foi agraciada com o título de <em>Photographos da Caza Imperial, </em>em 7 de dezembro de 1874.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Chegada do austríaco Constantino Barza, a bordo do vapor inglês <em>News</em>, vindo da Europa. Ele viria a ser o gerente da Photographia Allemã de Henschel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/10323" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de fevereiro de 1875, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ainda associado a Francisco Benque, Henschel fez a série de vistas de Nova Friburgo e do Jardim Botânico e ambos <span style="color: #000000;">participaram da exposição da Academia Imperial de Belas-Artes ( <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=352349&amp;PagFis=42" target="_blank"><em>Epocha</em>, 15 de dezembro de 1875).</a></span></p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do músico e arquiteto Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20853" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D20853&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNF5LCK9oboG-r9zIFCCIwBw6n8oTQ">(1841 –1924)</a>, Joaquim  Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) e de Albert Henchel (1827 &#8211; 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNEP93TYm61AanNUeuzgQgjtxInvIg"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; O pintor acadêmico austríaco Ferdinand Piereck (1844 &#8211; 1925) foi contratado pela Photographia Allemã. Ele viria a ser o pai do fotógrafo Louis Piereck (1880 &#8211; 1931) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/11377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de janeiro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- No estabelecimento <em>A La Glace Elegante</em>, no Rio de Janeiro, exposição de uma tela com os retratos do conde e da condessa d´Eu e do príncipe do Grão Pará, de autoria de  Karl Ernst (Carlos Ernesto) Papf (1833-1910), do estabelecimento de Henschel &amp; Benque. Teria sido uma encomenda da princesa Isabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36262" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 6 de novembro de 1877, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em novembro, a Photographia Allemã, no Recife, passou a funcionar na rua do Barão da Victoria, nº52 , devido à construção de prédios na frente da galeria. Os trabalhos do estabelecimento foram interrompidos por 15 dias (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-26-de-novembro-de-1877.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 26 de novembro de 1877</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1879</strong></span> &#8211; Foi publicado um elogio às fotografias de crianças tiradas por Henschel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=5379" target="_blank"><span style="color: #000000;"><em>Gazeta de Notícias,</em> 11 de março, primeira coluna).</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Constantino Barza, apresentando-se como gerente da Photographia Allemã de Recife, anunciou a chegada do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=moritz-lamberg" target="_blank">Moritz Lamberg </a>para cuidar da parte técnica e artística do ateliê (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-29-de-janeiro-de-1889.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 30 de janeiro de 1880</a>). Lamberg é apresentado como <em>celebridade europeia</em> e<em> insigne artista</em>, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e Viena e obtido prêmios conquistados em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873. Em 1899, Lamberg publicou o livro de fotografias <em>Brazilian.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span>- Participou da Exposição de História do Brasil promovida pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro com vistas urbanas, rurais e retratos.</p>
<p>Foi noticiado um caso envolvendo Henschel e um relojoeiro, de quem, segundo o jornal, ele achava ter sido <em>vítima da esperteza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/939" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, edição de 16 de abril de 1881, terceira coluna)</a></p>
<p><span style="color: #333333;">O fotógrafo Moritz Lamber<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=moritz-lamberg" target="_blank">g</a> fez uma petição à Associação Comercial da Cidade do Recife para que se ordenasse o registro da escritura</span><strong> </strong><span style="color: #333333;"><em>da compra que fez do estabelecimento denominado Photographia Allemã </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4103" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1881, na quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Vistas do Recife produzidas por Henschel foram elogiadas pela imprensa local como <em>as melhores que conhecemos até hoje dos pontos photographados</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-18-de-outubro-de-1881.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 18 de outubro de 1881</a>).</p>
<p>Alberto Henschel e Moritz Lamberg convidavam para <em>apreciar os trabalhos de nossa casa, que vão ser exibidos na próxima exposição que terá lugar no Rio de Janeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4481" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9064" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg"><img class="wp-image-9064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg" alt="prop1" width="421" height="235" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481" target="_blank">Diário de Pernambuco, 14 de novembro de 1881.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É possível que neste ano Henschel, ou mesmo antes, tenha vendido a filial baiana de seu ateliê fotográfico para Waldemar Lange, que se anunciava como seu sucessor  no <em>Almanak da Província da Bahia</em>, 1881, pág. 43.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Henschel participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Foi aberto o<span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;"> ateliê de Henschel em São Paulo</span>,</span> na rua Direita nº 1. A imprensa noticiou que a inauguração desse <em>importante e sumptoso estabelecimento artístico</em> seria mais <em>um signal do crescente desenvolvimento</em> de São Paulo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_04&amp;PagFis=2369" target="_blank">(<em>Correio Paulistano</em>, na edição de 1º de fevereiro de 1882)</a>. No anúncio da inauguração, apresentavam-se como fotógrafos da Casa Imperial (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Correio-Paulistano-7-de-fevereiro-de-1882.bmp" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 7 de fevereiro de 1882)</a>. O gerente da sucursal paulista era o fotógrafo húngaro José Vollsack (1847 &#8211; 1927), que, em 1888, tornou-se dono da referida filial. Por já existir na capital paulista uma casa fotográfica com o nome de Photographia Allemã, de propriedade do fotógrafo alemão Carlos Hoenen (18? &#8211; ?), a de Henschel ficou conhecida como Photographia Imperial.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Revista-Illustrada-1882-numero-2951.bmp" target="_blank">Em abril, foi publicada na Revista Illustrada, número 295, na seção <em>Exposição de bellas-artes,</em> uma crítica desfavorável a dois retratos de Henschel.</a></p>
<p>Morte de Albert Henschel em 30 de junho, no Rio de Janeiro ( <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Rio-News-5-de-julho-de-1872.bmp" target="_blank"><em>Rio News</em>, edição de 5 de julho de 1882</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Gazeta-de-Notícias-10-de-julho-de-1882.bmp" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 10 de julho de 1882</a>). Faleceu em sua residência, na rua Barão de Itambi, nº 14, em Botafogo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Foi autorizada a venda da filial do Rio de Janeiro por força de alvará judicial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10533" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 7 de junho de 1884, primeira colun</a>a).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1885 </span></strong>-<strong> </strong>O austríaco Constantino Barza reassumiu a gerência da  Photographia Allemã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/14105" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de novembro de 1885</a>). Anteriormente, em 1881, havia se associado ao dinarmarquês Niels Olsen (1843 &#8211; 1911), em Fortaleza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/14271" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 26 de janeiro de 1881, quarta coluna</a>) e, depois, no Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704555/12904" target="_blank"><em>O Liberal do Pará</em>, 3 de janeiro de 1882, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/820300/493" target="_blank"><em>Almanak Paraense</em>, 1883</a>). Em Belém, o estabelecimento de Olsen e Barza começou a funcionar em 1º de janeiro de 1882 e ficava na rua da Trindade, n° 24, no antigo ateliê do fotógrafo José Thomaz Sabino, que havia falecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15893" style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14105" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/propaganda-4.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de novembro de 1885" width="530" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14105" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- O pintor acadêmico austríaco Ferdinand Piereck (1844 &#8211; 1925) voltou a trabalhar na Photographia Allemã, onde já havia trabalhado em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21085" style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/barza.jpg" alt="Jornal do Recife, 3 de março de 1886" width="188" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Até esse ano Constantino Barza continuava a anunciar as atividades da Photographia Allemã no Recife. Em 1905, Constantino Barza trabalhava como agente de venda dos charutos Poock &amp; C(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=128066_01&amp;pesq=%22photographia%20piereck%22&amp;pasta=ano%20190&amp;pagfis=15614" target="_blank"><em>A Província</em>, 9 de março de 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; Em 13 de maio, publicação, na Brasiliana Fotográfica, do artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank"><em>A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</em></a>, de autoria de Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, historiadoras, respectivamente, do Museu Histórico Nacional e do Arquivo Nacional.</p>
<p>O artista visual brasileiro Vik Muniz (1961-) produziu a obra <i>Sem nome (mulher com turbante)</i>,<em> a partir de Alberto Henschel.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45430" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vik.jpg"><img class="wp-image-45430 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vik.jpg" alt="vik" width="365" height="508" /></a><p class="wp-caption-text">Vik Muniz.<em> Sem nome (mulher com turbante), a partir de Alberto Henschel,</em> 2020.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a elaboração da presente cronologia de Alberto Henschel vali-me, especialmente, do <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: Fotógrafos e Ofício da Fotografia no Brasil (1833-1910)</em>, de autoria de Boris Kossoy, e da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ERMAKOFF, George. <em>Rio de Janeiro 1840-1900: uma crônica fotográfica</em>, George Ermakoff [Tradução: Carlos Luís Brown Scavarda]. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] &#8211; 2ª ed. &#8211; Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil: 1840 &#8211; 1920</em>. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976. 143 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do; JUNIOR, Rubens Fernandes. <em>O século XIX na fotografia brasileira</em>. Rio de Janeiro: Fundação Armando Álvares Penteado: Francisco Alves, 2000.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho : Cis, [1985]. 243 p., fotos p&amp;b.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX: Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien</em>. São Paulo: Metalivros, 2000. 203 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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