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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Flamengo</title>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; VIII e Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido&#8221; XXXI &#8211; O Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo, e o Dia da Literatura Brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2025 16:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje comemora-se o Dia da Literatura Brasileira em homenagem à data de nascimento do cearense José de Alencar (1829-1877),  importante escritor do Romantismo brasileiro, autor de clássicos como "Iracema", "Senhora", "O Guarani" e "Lucíola". Sua estátua, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi registrada por Marc Ferrez e por Augusto Malta. Esta efeméride seria, a princípio, o tema central deste artigo. Mas nas fotos da estátua, aparece o Hotel dos Estrangeiros, inaugurado, em 1849, e demolido em 1951 O artigo passou então a ser também sobre o hotel e a ser o 31º da série "O Rio de Janeiro desaparecido" e o oitavo da série "Hotéis do Brasil". Para homenagear o Dia da Literatura Brasileira, como já mencionado o ponto de partida deste artigo, o portal destaca, ainda, três imagens de importantes escritores brasileiros, todos fundadores da Academia Brasileira de Letras: Joaquim Nabuco, Lucio de Mendonça e Machado de Assis.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje comemora-se o Dia da Literatura Brasileira em homenagem à data de nascimento do cearense José de Alencar (1829-1877),  importante escritor do Romantismo brasileiro, autor de clássicos como <em>O Guarani</em> (1857), <em>Lucíola</em> (1862), <em>Iracema</em> (1865) e <em>Senhora</em> (1875). Sua estátua, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi registrada por Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), em torno de 1897; e por Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), em 1906. O Dia da Literatura Brasileira seria, a princípio, o tema central deste artigo. Mas, nas fotos do monumento, aparece o Hotel dos Estrangeiros. O artigo passou então a ser também sobre o hotel e a ser o 31º da série <em>O Rio de Janeiro desaparecido </em>e o 8º da série<em> Hotéis do Brasil.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6704" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6704/0071824cx006-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="602" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6704" target="_blank">Marc Ferrez. Monumento a José de Alencar, c. 1897. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12340" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12340/013RJ011044.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="630" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12340" target="_blank">Augusto Malta. Praça José de Alencar a partir do Hotel dos Estrangeiros, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O Hotel dos Estrangeiros* foi inaugurado, provavelmente, em 1849, ano em que foi mencionado pela primeira vez nos jornais da época, e ficava na Rua do Catete, nº 1 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/13912" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de maio de 1849, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1231176/icon1231176.jpg" target="_blank"><img src="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1231176/icon1231176.jpg" alt="" width="702" height="508" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1231176/icon1231176.jpg" target="_blank">Gravura de Alfred Martinet (1821-1875). Largo do Catete, 18?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38667" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/13912" target="_blank"><img class="wp-image-38667 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/ESTRANGEIRO4.jpg" alt="ESTRANGEIRO4" width="629" height="146" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/13912" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de maio de 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi demolido em 1951 e em seu lugar, foi construído o edifício Simon Bolivar (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/6535" target="_blank"><em>A Noite</em>, 16 de abril de 1951, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_06/10244" target="_blank">C<em>orreio da Manhã,</em> 17 de junho de 1951, quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_05/13194" target="_blank"><em>A Noite</em>, 26 de junho de 1952, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38665" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_06/7166" target="_blank"><img class="wp-image-38665 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/ESTRANGEIRO.jpg" alt="ESTRANGEIRO" width="541" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_06/7166" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de janeiro de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38664" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_06/8679" target="_blank"><img class="wp-image-38664 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/ESTRANGEIRO1.jpg" alt="ESTRANGEIRO1" width="405" height="360" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_06/8679" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 8 de abril de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38668" style="width: 515px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/10244" target="_blank"><img class="wp-image-38668 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/ESTRANGEIRO2.jpg" alt="ESTRANGEIRO2" width="505" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/10244" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de junho de 1951</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Breve histórico do Hotel dos Estrangeiros no Catete</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4430" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4430/SAm52-0048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="563" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4430" target="_blank">Georges Leuzinger. Hotel dos Estrangeiros, vendo-se ao fundo o Pão de Açúcar, 1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos pioneiros na história da hotelaria carioca, o Hotel dos Estrangeiros era, quando inaugurado, dirigido por Milliet Chesnay, William Coute e Lafourcade pertencia a Francisco Lumau e ficava na confluência das atuais ruas Senador Vergueiro e Barão do Flamengo, em frente à atual Praça José de Alencar. Oferecia <em>uma vista magnífica para o mar, e reúne todas as comodidades para banhos </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394x/3563" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1850</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38666" style="width: 735px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/313394x/2887" target="_blank"><img class="  wp-image-38666" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/ESTRANGEIRO3.jpg" alt="ESTRANGEIRO3" width="725" height="97" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/313394x/2887" target="_blank"><em>Almanak Laemmert,</em> 1849</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo da década de 1850, eram vendidos no hotel ingressos para espetáculos teatrais e esportivos (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/43978" target="_blank"><em>Diário do Rio</em>, 8 de novembro de 1853, última coluna</a>; <em>C<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709719/1074" target="_blank">ourrier du Brésil</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/709719/1074" target="_blank">, 31 de outubro de 1858, última coluna</a>). Em 1856, pertencia a João Mayall, que plantou as quatro figueiras em frente ao edifício, que encantavam os visitantes e que foram tema do poema <em>As quatro irmãs</em>, de Odete de São Felix Simonsen (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394x/9711" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1856</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/3071" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de junho de 1950, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em torno de 1860, diplomatas norte-americanos passaram a residir no hotel (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_04/6303" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 7 de novembro de 1942, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Em 1896, foi anunciado que ele havia passado por uma reforma. Tinha instalações bonitas e higiênicas, um bom restaurante e dispensava a seus clientes um tratamento diferenciado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="card-title" style="text-align: center;">
<div id="attachment_38717" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/349070/4722" target="_blank"><img class="wp-image-38717" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/ESTRANGEIRO6.jpg" alt="ESTRANGEIRO6" width="506" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/349070/4722" target="_blank"> The Rio News, 31 de março de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;Esse hotel que foi completamente restaurado, situa-se na melhor parte da cidade, recebendo ar e luz por todos os lados, próximo a mais limpa praia da cidade e cercado por um grande jardim. Possui quartos grandes e confortáveis e bem mobilhados, bons chuveiros, e banhos quentes, desinfetantes na água, armários, água potável filtrada pelo sistema Pasteur, bom serviço de mesa, e é considerado o primeiro hotel dessa capital. Possui ainda suntuosos salões, e serviço de mesa esplendido para baquetes. O restaurante e serviços não podem ser superados&#8221;</em>.</p>
</div>
<p>Tornou-se a moradia de autoridades nacionais, chefes de estado em visita ao Rio de Janeiro e personalidades importantes nacionais e estrangeiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38716" style="width: 784px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/2331" target="_blank"><img class="wp-image-38716 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/ESTRANGEIRO7.jpg" alt="ESTRANGEIRO7" width="774" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/083712/2331" target="_blank"><em>Careta</em>, 26 de março de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi um ponto de importantes reuniões e encontros, tanto de natureza social quanto política. Foi lá que Prudente de Moraes (1841 &#8211; 1902), primeiro presidente civil e eleito no Brasil, foi morar com sua família quando veio de São Paulo, em 1894 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/10757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 8 de novembro de 1894, segunda coluna</a>). E também foi lá que nasceu a candidatura do marechal Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923) à Presidência da República, cargo que exerceu entre 1910 e 1914.</p>
<p>Foi cenário, em 8 de setembro de 1915, do assassinato do senador José Gomes Pinheiro Machado (1851 &#8211; 1915), importante e poderoso político da República Velha. Foi apunhalado por Manso de Paiva (c. 1886 &#8211; década de 1960), no saguão do hotel, aonde visitaria o político Rubião Junior (1851-1915), do Partido Republicano Paulista. Suas últimas palavras teriam sido: <em>&#8220;Ah, canalha! Apunhalaram-me!</em>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/14621" target="_blank"><em>Careta</em>, 11 de setembro de 1915</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/120588/4251" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de janeiro de 1934</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/41822" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 8 de julho de 1944</a>).</p>
<p>Meses antes, Pinheiro Machado previra sua própria morte em entrevista ao jornalista João do Rio: <em>&#8220;Morro na luta. Matam-me pelas costas, são uns &#8216;pernas finas&#8217;. Pena que não seja no Senado, como César&#8230;&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38696" style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/22410" target="_blank"><img class="size-full wp-image-38696" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/ESTRANGEIRO5.jpg" alt="Revista da Semana, 15 de maio de 1915" width="691" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/22410" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 11 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado o despejo do hotel em fins de 1949 e, em 5 de abril de 1950, foi requerida por seus credores a decretação de sua falência (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/55771" target="_blank"><em>Diário da Noite,</em> 14 de dezembro de 1949, segunda coluna;</a><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/1788" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 5 de abril de 1950, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/3071" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 4 de junho de 1950</a>). Em setembro do mesmo ano, foi alugado pela Justiça Eleitoral (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/49992" target="_blank"><em>A Manhã</em>, 9 de setembro de 1950, terceira coluna</a>). Em fevereiro de 1951, foi anunciado um baile de carnaval em suas dependências. Poucos meses depois foi demolido: <em>uma tradição do Rio que mergulha no esquecimento para sempre </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/46370" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 17 de dezembro de 1949, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/7338" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de janeiro de 1951, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.mercadolivre.com.br/hotel-dos-estrangeiros--rio-de-janeiro--09022245/up/MLBU1347696270?matt_tool=85323812&amp;matt_word=MLB_ML_RTB_AO_GEN_X_RMKT_ALLB_TXS_WEB&amp;matt_product_id=MLB2712638923&amp;utm_source=rtbhouse&amp;utm_medium=display&amp;utm_campaign=MLB_ML_RTB_AO_GEN_X_RMKT_ALLB_TXS_WEB&amp;utm_term=pms-word%3AMLB_ML_RTB_AO_GEN_X_RMKT_ALLB_TXS_WEB&amp;utm_id=pms-tool%3A85323812&amp;rtbhc=IfD9cDPALzyuzthZpyTce-5marQYh6BB5Vu-O9ivqRY.MLB2712638923.1774457516291.0.R7qqylqs3Pgnk70EiDpw" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-43929" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/estrangeiros.jpg" alt="estrangeiros" width="535" height="346" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Dia da Literatura Brasileira</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para homenagear o Dia da Literatura Brasileira, como já mencionado o ponto de partida deste artigo, o portal destaca, ainda, três imagens de importantes escritores brasileiros, todos fundadores da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">Academia Brasileira de Letras</a>: Joaquim Nabuco (1849-1910), Lucio de Mendonça (1854-1909) e Machado de Assis (1839-1908). As fotografias foram produzidas por Augusto Malta, José Ferreira Guimarães (1841-1924) e por Joaquim Insley Pacheco (1830-1912) com Marc Ferrez, respectivamente. Lembramos aqui que, por escolha de Machado de Assis, José de Alencar é o patrono da cadeira n. 23 da Academia Brasileira de Letras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9179/Pereira%20Passos%2c%20Maria%20Rita%20Passos%2c%20Joaquim%20Nabuco%20e%20grupo%20de%20pessoas%20nas%20escadarias%20do%20Hotel%20White%2c%20durante%20o%20passeio%20de%20Elihu%20Root%20%c3%a0%20Floresta%20da%20Tijuca%20Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft0597%281%29.JPG.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="463" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9179" target="_blank">Augusto Malta. Maria Rita Passos, as senhoritas Teixeira Castro e Joaquim Nabuco em automóvel na Vista Chinesa, durante o passeio de Elihu Root à Floresta da Tijuca, 3 de agosto de 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5407/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0282_001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5407" target="_blank">José Ferreira Guimarães. [Retrato de Lúcio Eugênio de Menezes e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça], 1896. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<div style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/953" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/953/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="545" height="713" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/953" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco; Marc Ferrez e Livraria Lombaerts &amp; C. Galeria contemporanea do Brazil : Machado de Assis : [retrato], 1884. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN </a></p></div>
<p style="text-align: center;">´<br />
A propósito, o Hotel dos Estrangeiros foi citado em dois romances e em um conto de Machado de Assis:</p>
<p><em>&#8220;- Tenho de jantar com um amigo, no Hotel dos Estrangeiros. Depois, talvez, ou amanhã. Vá, vá tranquilizar a baronesa, e os rapazes. Os rapazes estarão em paz? Esses brigam, com certeza; vá pô-los em ordem&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Esaú e Jacó</em> (1904)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Cheguei ao <mark>Hotel de Estrangeiros</mark> ao declinar da tarde. Minha mulher esperava-me para jantar. Eu, ao entrar no quarto, peguei-lhe das mãos, e perguntei-lhe:</em></p>
<p id="32186"><em>- O que é eterno, Iaiá Lindinha?</em></p>
<p id="32187"><em>Ela, suspirando:</em></p>
<p id="32188"><em>- Ingrato! É o amor que te tenho.</em></p>
<p id="32189"><em>Jantei sem remorsos; ao contrário, tranquilo e jovial. Cousas do <a id="32190" data-commentid="32190"></a>Tempo! Dá-se-lhe um punhado de lodo, ele o restitui em diamantes&#8230;&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Eterno!</em> (1899) &#8211; conto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;25 de junho</p>
<div class="chapter-list">
<div class="reference-chapter">
<div class="reference-text">
<p><em>Campos e Aguiar queriam, à sua vez, que o jovem casal viesse aposentar-se em casa deles, e alegaram a razão de ser por poucos dias, pois que tinham de embarcar. Tristão e Fidélia recusaram e foram para o <mark>Hotel dos Estrangeiros</mark>. A razão alegada por estes foi a mesma dos poucos dias, e eu creio que era verdadeira, mas principalmente seria a de não dar preferência a um nem a outro.</em></p>
</div>
</div>
<div class="reference-chapter">
<div class="reference-text">
<p><em>Não escrevo o que lá se passou para me não demorar a dizer tudo, que é muito. Vi-os felizes a todos quatro. D. Carmo parecia esconder a tristeza da viagem que se aproxima, ou temperá-la com a ideia da volta, a que aludia frequentemente e a propósito de tudo, como a avivar a obrigação. Assim correram as horas depressa. Saí com eles até o <mark>hotel</mark>; dali seguiu Campos para Botafogo e vim eu para o Catete&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Memorial de Aires</em> (1908)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="card-title" style="text-align: left;">
<p>De acordo com o portal <a href="https://machadodeassis.net/referencia/hotel-dos-estrangeiros/15790" target="_blank">machadodeassis.net</a>:</p>
<p><em>Segundo o Almanaque Laemmert de 1888, havia dois hotéis com esse nome: um em francês (Hôtel des Étrangers), pertencente a Pedro Lemgruber, que ficava na rua da Assembleia, 54; outro em português (Hotel dos Estrangeiros), pertencente a João Mayall, que ficava &#8220;no caminho Velho de Botafogo, em frente ao largo do Catete&#8221;, isto é, na confluência da rua Senador Vergueiro com a rua Barão do Flamengo, no bairro do Flamengo, na zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, em frente à atual praça José de Alencar. O contexto da ficção machadiana sugere que se trata do segundo, que era um estabelecimento de grande prestígio à época.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>O monumento a José de Alencar, no Flamengo</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12329/013RJ011022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="558" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank">Augusto Malta. Estátua de José de Alencar; em frente ao Hotel dos Estrangeiros, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div class="card-title" style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">O monumento a José de Alencar, no Flamengo,<em> </em>obra do escultor Rodolfo Bernardelli (1852 &#8211; 1931), foi inaugurado em 1º de maio de 1897, no Largo do Catete, que passou nesta data a se chamar Praça José de Alencar &#8211; era anteriormente denominada Praça Ferreira Vianna. Foi o primeiro monumento erguido no Brasil para homenagear um escritor brasileiro e é composto por uma estátua de José de Alencar, quatro relevos e quatro medalhões em bronze, dispostos em uma base octogonal, onde estão gravadas cenas dos romances <em>Iracema</em>, <em>O Gaúcho</em> <em>O Guarani </em>e <em>O Sertanejo</em>, de autoria do homenageado.</p>
</div>
<div class="card-title" style="text-align: left;">Sua inauguração contou com a presença do então presidente da República, Prudente de Moraes, do prefeito Francisco Furquim Werneck de Almeida (1846 &#8211; 1908) e de diversas autoridades e, <em>apesar do sol e imenso calor, a praça e as imediações estavam apinhadas.</em> Sua viúva, filhos, seu irmão, o barão de Alencar (1832 &#8211; 1921); e outros familiares também estiveram presentes à cerimônia. Na ocasião, discursaram Ferreira de Araújo (1848 &#8211; 1900), fundador da <em>Gazeta de Notícias;</em> os escritores Coelho Neto (1864 &#8211; 1934) e Olavo Bilac (1865 &#8211; 1918), além de políticos presentes (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/16167" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de maio de 1897, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/18072" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de maio de 1897, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/025909_04/6303" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 9 de maio de 1942</a>).</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Bernardelli deu a José de Alencar (mais conhecido ainda hoje como político do que como romancista) a mais bela e duradoura das consagrações, já agora é possível que a profissão das letras mereça mais respeito, uma vez que o povo está vendo que um homem de letras merece também a homenagem devida aos heróis e aos benfeitores da pátria. </em></p>
</div>
<div class="card-title" style="text-align: left;"><em>E não seria justo que o nome do escultor não fosse entregue ao aplauso público, ao lado do nome do escritor glorificado.</em></div>
<div class="card-title" style="text-align: left;"><em>E que este dia (o primeiro dia em que o governo do meu país dá uma demonstração pública de que deseja honrar a arte e a literatura do Brasil, vindo assistir a essa festa de homens de letras) possa iniciar uma era nova de florescimento intelectual.”</em></div>
<div class="card-title" style="text-align: left;"></div>
<div class="card-title" style="text-align: right;">Trecho do discurso de Olavo Bilac</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia da construção do monumento partiu dos redatores do <em>Monitor Sul Mineiro</em>, da cidade de Campanha, em Minas Gerais, que abriram uma subscrição para esse fim. A família do jornalista Evaristo da Veiga (1799 &#8211; 1837) incumbiu a divulgação da ideia à<em> Gazeta de Notícias </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/68" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias, </em>20 de janeiro de 1880, segunda coluna)</a>. Foram feitos diversos donativos e, em 1º de dezembro de 1894, foi realizado um concerto, no Cassino Fluminense, para arrecadar dinheiro para a construção da estátua (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_03/10915" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de dezembro de 1894)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Não confundir com o Hotel dos Estrangeiros que existiu anteriormente na Rua da Cadeia, 69 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/30027" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 9 de julho de 1846, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
</div>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="card-title" style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.clicrbs.com.br/pdf/17620664.pdf" target="_blank">Almanaque Gaúcho</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/pinheiro-machado-historia-republica-velha.phtml" target="_blank">Aventuras na História</a></p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo</em>, volume II. Rio de Janeiro : Cia. Editora e Comercial F. Lemos, 1956.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>Nosso Século 1910/1930 &#8211; Anos de crise e de criação. São Paulo : Editora Abril, 1980</p>
<p>SILVA, Maria do Carmo Couto da<em>. <a href="http://www.cbha.art.br/pdfs/cbha_2010_silva_maria_a_res.pdf" target="_blank">Escultura e literatura nacional: o monumento a José de Alencar (1897</a>). </em></p>
<p><a href="https://fragmentosarqueologicos.blogspot.com/2015/12/o-hotel-dos-estrangeiros-1849-1950.html" target="_blank">Site Arqueologia Histórica do Rio de Janeiro</a></p>
<p>WANDERLEY, Andrea C.T. <em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28740" target="_blank">A fundação da Academia Brasileira de Letra</a>s</em>  in Brasiliana Fotográfica, 20 de julho de 2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="card-title" style="text-align: left;"></div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Hotéis do Brasil&#8221; II &#8211; O Hotel Glória &#8211; antes e depois</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 02:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Acervo Geral da Cidade do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[antes e depois]]></category>
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		<description><![CDATA[No segundo artigo da série "Hotéis do Brasil", a Brasiliana Fotográfica destaca dois registros dos bairros da Glória e do Flamengo, no Rio de Janeiro, produzidas pelo fotógrafo Jorge Kfuri (1893 - 1965). As imagens são de 1917 e 1922 e mostram a mesma região: na primeira, vemos o terreno em que seria construído o Hotel Glória e, na segunda, já vemos o edifício concluído. O efeito antes e depois é um dos aspectos mais atraentes, interessantes e poderosos da fotografia, capaz de registrar desde as pequenas às grandes transformações da humanidade - por exemplo, suas paisagens, construções e população. O Hotel Glória, aberto em 15 de agosto de 1922, com uma bênção realizada pelo arcebispo D. Sebastião Leme, foi o primeiro cinco estrelas do Brasil.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No segundo artigo da série <em>Hotéis do Brasil</em>, a Brasiliana Fotográfica destaca dois registros dos bairros da Glória e do Flamengo, no Rio de Janeiro, produzidas pelo fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8540" target="_blank">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965).</a> As imagens são de 1917 e 1922 e mostram a mesma região: na primeira, vemos o terreno em que seria construído o Hotel Glória e, na segunda, já vemos o edifício concluído. <span style="color: #333333;">O efeito antes e depois é um dos aspectos mais atraentes, interessantes e poderosos da fotografia, capaz de registrar desde as pequenas às grandes transformações da humanidade &#8211; por exemplo, suas paisagens, construções e população.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3942" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3942/47607.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="" width="703" height="490" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3942" target="_blank">Jorge Kfuri. Os bairros da Glória e Flamengo. Local onde seria construído o Hotel Glória. Na parte central da foto os jardins do Palácio do Catete, 1917. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3955" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3955/47606.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3955" target="_blank">Jorge Kfuri. O Hotel Glória, construído para as festas do Centenário da Independência, já concluído, 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Hotel Glória, aberto em 15 de agosto de 1922, com uma bênção realizada pelo arcebispo D. Sebastião Leme (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10502" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de agosto de 1922</a>), foi o primeiro cinco estrelas do Brasil e também o primeiro prédio em concreto armado da América do Sul. Sua construção, motivada pelas festas do primeiro centenário da Independência do Brasil, foi uma iniciativa da firma Rocha Miranda &amp; Filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28153" style="width: 293px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152146" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28153" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/gloria.jpg" alt="Fon-Fon, 7 de setembro de 1922" width="283" height="450" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/152146" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 7 de setembro de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em estilo clássico, o Hotel Glória abrigava um cassino, um teatro, diversos salões de festas, além de 150 quartos. Seus arquitetos foram o francês Joseph Gire ( 1872 &#8211; 1933) e o alemão Sylvio Riedlinger. Gire foi responsável por outros importantes prédios cariocas como o do Hotel Copacabana Palace, do Edifício Joseph Gire, mais conhecido como <em>A Noite</em>, e do Palácio das Laranjeiras, em parceria com Armando Silva Telles, dentre outros. Era formado pela <em>École Nationale Supérieure des Beaux-Arts</em> de Paris e desembarcou no Rio de Janeiro a convite da abastada e influente família Guinle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18490" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pesq=centen%C3%A1rio&amp;pasta=ano%20192" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18490" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/careta.jpg" alt="Careta, 9 de setembo de 1922" width="499" height="756" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=083712&amp;pesq=centen%C3%A1rio&amp;pasta=ano%20192" target="_blank"><em>Careta,</em> 9 de setembo de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em março de 2008, o Glória foi comprado pelo empresário Eike Batista, que anunciou uma grande reforma que o tornaria um seis estrelas, um marco na história da hotelaria do Rio. Seria reaberto como Gloria Palace para a Copa do Mundo de 2014. Porém, com a crise no Grupo EBX, de Eike, a reforma foi paralisada, em 2013. No início de 2016, o hotel passou às mãos do fundo árabe Mubadala, de Abu Dhabi. O Hotel Glória Luxury Residence é um retrofit do Fundo de Investimento Imobiliário Opportunity que está transformando o Hotel Glória em um residencial (2022).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre hotéis</strong></em></span></p>
<p><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2950" target="_blank"><em>Hotéis do século XIX e do início do século XX no Brasil</em>, publicado em 5 de novembro de 2015 , de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18036" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>Copacabana Palace, símbolo do glamour carioca</em>, publicado em 13 de agosto de 2020, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28263" target="_blank"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><em>O Hotel Pharoux por Revert Henrique Klumb</em>, publicado em 15 de junho de 2022, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</span></a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32291" target="_blank">Série <em>O Rio de Janeiro desaparecido</em> XXIV &#8211; <em>O luxuoso Palace Hotel, na Avenida Rio Branco, uma referência da vanguarda artística no Rio de Janeiro,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 4 de julho de 2023</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><em>O centenário do Copacabana Palace, quintessência do “glamour” carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gir</em>e, publicado em 13 de agosto de 2023, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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