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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; escravidão</title>
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		<title>O romance &#8220;A Escrava Isaura&#8221; (1875), de Bernardo Guimarães</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 13:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[A Escrava Isaura]]></category>
		<category><![CDATA[abolicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Guimarães]]></category>
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		<description><![CDATA[A obra histórica da literatura brasileira, A Escrava Isaura, escrita pelo mineiro Bernardo Guimarães (1825 - 1884), publicada, em 1875, foi importante na luta pela abolição da escravatura no Brasil. Foi uma das primeiras a abordar abertamente o tema da escravidão e sua crueldade, criticando as injustiças sociais da sociedade escravocrata brasileira e destacando a luta pela liberdade e pela igualdade. A Brasiliana Fotográfica destaca neste artigo uma imagem de Bernardo Guimarães, que pertence ao acervo fotográfico da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A obra histórica da literatura brasileira, <em>A Escrava Isaura</em>, escrita pelo mineiro Bernardo Guimarães (1825 &#8211; 1884), publicada, em 1875, foi importante na luta pela abolição da escravatura no Brasil. Foi uma das primeiras a abordar abertamente o tema da escravidão e sua crueldade, criticando as injustiças sociais da sociedade escravocrata brasileira e destacando a luta pela liberdade e pela igualdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>“A escravidão em si mesma já é uma indignidade, uma úlcera hedionda na face da nação, que a tolera e protege. Por minha parte, nenhum motivo enxergo para levar a esse ponto o respeito por um preconceito absurdo, resultante de um abuso que nos desonra aos olhos do mundo civilizado. Seja eu embora o primeiro a dar esse nobre exemplo, que talvez será imitado. Sirva ele ao menos de um protesto enérgico e solene contra uma bárbara e vergonhosa instituição.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Palavras de um dos personagens do livro, <em>Álvaro</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ambientado em uma fazenda na região norte do Estado do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, o romance narra a trajetória de <em>Isaura</em>, uma escravizada vítima de um senhor devasso, <em>Leôncio</em>. <em>Isaura </em>era filha do capataz da fazenda e da escravizada <em>Juliana</em>. Tinha pele clara e havia sido educada por <em>Gertrudes</em>, esposa do <em>comendador Almeida</em>, pai do vilão <em>Leôncio</em>. A Brasiliana Fotográfica destaca neste artigo uma fotografia de Bernardo Guimarães, autor do livro, que pertence ao acervo fotográfico da Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras do portal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40847" style="width: 543px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13827" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40847" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/bernardo.jpg" alt="Bernardo Guimarães (1827-1884) : patrono da cadeira n. 5., s/d. / Acervo FBN" width="533" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/13827" target="_blank">Bernardo Guimarães (1827-1884) : patrono da cadeira n. 5., s/d. / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bernardo Joaquim da Silva Guimarães, importante nome do romantismo nacional, nasceu em Ouro Preto, em 15 de agosto de 1825, tendo falecido na mesma cidade, em 10 de março de 1884. É o patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras. Escreveu outros romances, além de <em>A Escrava Isaura. </em>Sua obra poética foi reunida em <em>Poesias completas</em> <em>de Bernardo Guimarães</em>, organização, introdução, cronologia e notas de Alphonsus de Guimaraens Filho (1918 &#8211; 2008), uma edição do Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, de 1959.</p>
<p class="rtejustify">Filho de Joaquim da Silva Guimarães e Constança Beatriz de Oliveira, Bernardo Guimarães passou sua infância e adolescência em Uberaba e Campo Belo. Em torno de 1842, voltou para Ouro Preto. Em 1847, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, tendo se formado em 1852, quando publicou seu livro de poesias, <em>Cantos da solidão</em>. Durante esses anos tornou-se amigo dos poetas Álvares de Azevedo (1831 &#8211; 1852) e Aureliano Lessa (1828 &#8211; 1861). Formaram com outros estudantes a Sociedade Epicureia, movimento estudantil que tinha como inspiração o poeta britânico Lord Byron (1788 &#8211; 1824).</p>
<p class="rtejustify">Exerceu em dois períodos &#8211; 1852-1854 e 1861-1864 &#8211; o cargo de juiz municipal e de órfãos de Catalão, em Goiás. Morando no Rio de Janeiro, em 1858, trabalhou como jornalista e crítico literário. Entre 1864 e 1865, de novo o poeta viveu na Corte, onde publicou o volume <em>Poesias. </em>Em 1866, voltou para Ouro Preto e foi nomeado professor de retórica e poética no Liceu Mineiro. No ano seguinte casou-se com Teresa Maria Gomes. Tiveram oito filhos. Em 1873, foi nomeado professor de latim e francês em Queluz, atual Lafayette, em Minas Gerais.</p>
<p class="rtejustify">Em 1881, dom Pedro II, durante sua viagem a Minas Gerais, encontrou-se com Bernardo Guimarães, e lhe revelou que desejava ter suas obras completas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_07/3063" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de abril de 1881, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41102" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_07/3063" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41102" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo5.jpg" alt="Jornal do Commercio, 25 de abril de 1881" width="439" height="351" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_07/3063" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de abril de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="rtejustify">Bernardo Guimarães faleceu, em março de 1884 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/6662" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de março de 1884, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/6666" target="_blank">12 de março de 1884, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/222747/41" target="_blank"><em>A Província de Minas</em>, 13 de março de 1884,segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/700541/224" target="_blank"><em>Gazeta Literária</em>, 20 de março de 1884, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41095" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/700541/224" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41095" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo4.jpg" alt="Gazeta Literária, de 1884" width="666" height="289" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/700541/224" target="_blank"><em>Gazeta Literária</em>, 20 de março de 1884</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40697" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_031.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40697" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/isaura2.jpg" alt="Bernardo Guimarães, desenho de M.J. Garnier / Acervo FBN" width="349" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_031.jpg" target="_blank">Bernardo Guimarães, desenho de M.J. Garnier / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando à <em>A Escrava Isaura, &#8220;que faz lembrar as belas e eloquentes páginas de A Cabana do Pai Tomás que nos dois mundos tornou tão conhecido e célebre o nome de Miss Becher Stone&#8221;</em>. Em 1874, o romance começou a ser divulgado em <em>O Globo </em>como folhetim, mas a publicação foi suspensa. O jornal <em>O Apóstolo, </em>o considerava<em> imoral e atentatório da pública honestidade  (<em>O Globo</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/110" target="_blank">3 de setembro</a>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/114" target="_blank"> 4 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/118" target="_blank">5 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/122" target="_blank">6 de setembro de 1874, primeira coluna</a>; <em>O Apóstolo</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/343951/3723" target="_blank">28 de maio de 1875, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/343951/3731" target="_blank">2 de junho de 1875,</a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/343951/3731" target="_blank"> segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40702" style="width: 676px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://digital.bbm.usp.br/view/?45000018838&amp;bbm/7584#page/12/mode/2up" target="_blank"><img class="wp-image-40702 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/isaura31.jpg" alt="Primeira edição de A Escrava Isaura, 1875 / Biblioteca José e Guita Mindlin" width="666" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://digital.bbm.usp.br/view/?45000018838&amp;bbm/7584#page/12/mode/2up" target="_blank">Primeira edição de <em>A Escrava Isaura</em>, 1875 / Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano de sua publicação, 1875, outras obras foram lançadas pela editora Garnier: <em>Mademoiselle Mariani</em>, do francês Arsène Houssaye (1815 &#8211; 1896), com tradução de Salvador de Mendonça (1841 &#8211; 1913); e <em>Compêndio de orações para os devotos do Sagrado Coração de Jesus</em>, do Reverendo Henrique Ramière (1821 &#8211; 1884), também francês (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226440/7171" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 30 de maio de 1875, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_05/13069" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1875, quarta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/122815/1078" target="_blank"><em>O Novo Mundo,</em> 23 de julho de 1875, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41089" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=226440&amp;pagfis=7171" target="_blank"><img class="wp-image-41089 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo1.jpg" alt="bernardo1" width="407" height="219" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=226440&amp;pagfis=7171" target="_blank"><em>A Reforma</em>, 30 de maio de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram publicadas críticas ao livro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_06/11224" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1875</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/704555/6211" target="_blank"><em>O Liberal</em> (PA), 21 de julho de 1875</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/1634" target="_blank"><em>O Globo</em>, 28 de setembro de 1875, segunda coluna</a>). Ainda em 1875, foi comercializado em Portugal (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/896560/752" target="_blank"><em>Artes e Letras </em>(Lisboa, Portugal), 1875</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40695" style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_06/11224" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40695" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/isaura1.jpg" alt="Jornal do Commercio, 10 de junho de 1875" width="338" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/364568_06/11224" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de junho de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40694" style="width: 367px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/704555/6211" target="_blank"><img class="size-full wp-image-40694" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/isaura.jpg" alt="O Liberal do Pará, 21 de julho de 1875" width="357" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/704555/6211" target="_blank"><em>O Liberal do Pará</em>, 21 de julho de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41090" style="width: 363px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/369381/1634" target="_blank"><img class=" wp-image-41090" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo2.jpg" alt="O Globo, 28 de setembro de 1875" width="353" height="540" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/369381/1634" target="_blank"><em>O Globo,</em> 28 de setembro de 1875</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1929, foi lançado o filme <em>A Escrava Isaura</em>, sob a direção e com roteiro de Antônio Marques Costa Filho (? &#8211; 19?) &#8211; no elenco, Felício Agnelo (? &#8211; 19?), Amadeu Belluci  (? &#8211; 19?), Elisa Betty (? &#8211; 19?), Ronaldo de Alencar (? &#8211; 19?) e Celso Montenegro (? -19?), dentre outros (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_05/40728" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 e 10 de dezembro de 1929, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41112" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/40634" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41112" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo8.jpg" alt="O Paiz, 1º de dezembro de 1929" width="288" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_05/40634" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 1º de dezembro de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41111" style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/8196" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41111" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo7.jpg" alt="Cena do filme A Escrava Isaura (1929) / Cinearte, 7 de agosto de 1929" width="544" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/162531/8196" target="_blank">Cena do filme <em>A Escrava Isaura</em> (1929) / <em>Cinearte,</em> 7 de agosto de 1929</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vinte anos depois, em 1949, com direção e roteiro de Euripides Santos (1906 &#8211; 1986), foi lançada uma nova versão cinematográfica de <em>A Escrava Isaura</em>, com Fada Santoro (1924 &#8211; 2024) e Graça Mello (1914 &#8211; 1979) como seus protagonistas (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/084859/52086" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 24 de janeiro d 1950</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41114" style="width: 763px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_04/53143" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41114" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo10.jpg" alt="O Jornal, 30 de dezembro de 1949" width="753" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/110523_04/53143" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 30 de dezembro de 1949</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41113" style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/52014" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo9.jpg" alt="A Scena Muda, 10 de janeiro de 1950" width="409" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/084859/52014" target="_blank"><em>A Scena Muda</em>, 10 de janeiro de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41116" style="width: 757px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/67" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41116" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo11.jpg" alt="O Jornal, 3 de janeiro de 1950" width="747" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_05/67" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 3 de janeiro de 1950</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O romance ganhou uma versão para a televisão, que se tornou um marco na história da teledramaturgia nacional, tendo repercutido internacionalmente. Ficou no ar, na TV Globo, entre 11 de outubro de 1976 a 5 de fevereiro de 1977. Adaptada por Gilberto Braga (1945 &#8211; 2021) e dirigida por Herval Rossano (1935 &#8211; 2007), foi protagonizada por Lucélia Santos (1957-), como <em>Isaura</em>, e Rubens de Falco (1931 &#8211; 2008), como <em>Leôncio</em>. Dentre outros, atuaram na novela<span style="font-size: 13.3333px;"> E</span>dwin Luisi (1947-), Roberto Pirillo (1947-) e Norma Blum (1939-)<a title="Norma Blum" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Norma_Blum">.</a> O sucesso da novela na China foi tão grande que Lucélia Santos integrou a comitiva da viagem do então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (1931-), ao país, em dezembro de 1995 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/206623" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 12 de dezembro de 1995</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41092" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo3.jpg"><img class="size-full wp-image-41092" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/bernardo3.jpg" alt="Logotipo da telenovela brasileira Escrava Isaura" width="500" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Logotipo da telenovela brasileira <em>Escrava Isaura</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2004, <i>A Escrava Isaura</i> voltou a ser adaptada como telenovela, desta vez pela Record &#8211; foi exibida entre 18 de outubro de 2004 e 29 de abril de 2005. Uma curiosidade: na Polônia, oito mil pessoas se reuniram em um estádio para uma competição de sósias de <em><span class="il">Isaura</span></em> e <em>Leôncio</em>.</p>
<p>Assim, a já centenária obra literária, <em>A escrava Isaura</em>, voltava a ter uma grande visibilidade no Brasil e no mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Lista da obra completa de Bernardo Guimarães:</strong></span></p>
<p><em>Cantos da solidão</em>, 1852.<br />
<em>Poesias</em>, 1865.<br />
<em>O ermitão de Muquém</em>, 1868.<br />
<em>Lendas e romances</em>, 1871.<br />
<em>O garimpeiro</em>, 1872.<br />
<em>Histórias da província de Minas Gerais</em>, 1872.<br />
<em>O seminarista</em>, 1872.<br />
<em>O índio Afonso</em>, 1873.<br />
<em>A morte de Gonçalves Dias</em>, 1873.<br />
<em>A escrava Isaura</em>, 1875.<br />
<em>Novas poesias</em>, 1876.<br />
<em>Maurício ou os paulistas em São João Del-Rei</em>, 1877.<br />
<em>A ilha maldita</em>, 1879.<br />
<em>O pão de ouro</em>, 1879.<br />
<em>Rosaura, a enjeitada</em>, 1883.<br />
<em>Folhas de outono</em>, 1883.<br />
<em>O bandido do Rio das Mortes</em>, 1904.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SEABRA, Alexandre Sabado. <em>A relevância não comentada de “A escrava Isaura”.<span style="color: #333300;">  Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento,</span></em><span style="color: #333300;"> 30 de março de 2019.</span></p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/bernardo-guimaraes/biografia" target="_blank">Site Academia Brasileira de Letras</a></p>
<p><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/escrava-isaura/" target="_blank">Site Memória Globo</a></p>
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		<title>No Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, artigos sobre escravidão e racismo no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 03:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação racial]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles Alberto Henschel (1827 - 1882), Antonio Luiz Ferreira (18? - 19?), Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), José Christiano Junior (1832 - 1902), Marc Ferrez (1843 - 1923) e também por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles o alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o provavelmente brasileiro Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?), o português Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), o português José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), o brasileiro Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e tmabém por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6505/IMG_5054.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4503/SAm21-0073.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Mulher negra não identificada, c. 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data de hoje remete à morte de Zumbi de Palmares, em 20 de novembro de 1695, em Alagoas. Ele foi o líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial brasileiro, que localizava-se na região da Serra da Barriga, na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, em Alagoas. Traído por um dos seus principais comandantes, Antônio Soares, foi morto na serra de Dois Irmãos, local de seu esconderijo. Foi esquartejado e sua cabeça foi cortada e exposta na Praça do Carmo, em Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6507/IMG_5062.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado &#8211; Monjolo, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de uma importante mobilização do Movimento Negro foi sancionada a <a class="external-link" title="" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_self">Lei 10.639, de 2003</a>, que determina o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas e a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. Cerca de oito anos depois, a então presidente Dilma Rousseff (1947-) oficializou 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, com a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12519.htm" target="_blank">Lei nº 12.519</a>, de 10 de novembro de 2011 (<a href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/governo-oficializa-dia-nacional-de-zumbi-e-da-consciencia-negra.html" target="_blank"><em>G1</em>, 11 de novembro de 2011</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42058" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank"><img class=" wp-image-42058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/frentenegra.jpg" alt="Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN" width="700" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura, </em>publicado em 13 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888,</em> publicado em 17 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho, publicado em 29 de maio de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Novas identificações, </em>publicado em 2 de junho de 2015</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark"><em>(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</em>, publicado em 21 de julho de 2015</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3578" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 – Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7057" target="_blank"><em>A beleza das baianas na fotografia do século XIX no Brasil</em>, publicado em 25 de novembro de 2016</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Mais identificações, </em>publicado em 17 de maio de 2017</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Galeria dos condenados por Lilia Schwarcz</em>, publicado em 15 de fevereiro de 2019</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Retratos de escravizados pelo fotógrafo Christiano Junior (1832 – 1902)</em>, publicado em 13 de maio de 2019</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17370" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 &#8211; Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2019</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A mulher negra de turbante</em>, <em>de Alberto Henschel</em>, publicado em 13 de maio de 2020</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Série “Feministas, graças a Deus” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil</em>, publicado em 23 de fevereiro de 2021</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank"><em>Os “Instantâneos Cruéis” de Monteiro Lobato</em>, publicado em 26 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” I – Os Batutas embarcam para Paris</em>, em 29 de janeiro – Uma história de música e de racismo, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” X – A morte do escritor Lima Barreto (1881 – 1922)</em>, publicado em 1º de novembro de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31955" target="_blank"><em>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial</em>, publicado em 21 de março de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33291" target="_blank"><em>Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra</em>, publicado em 25 de julho de 2023</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35590" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Frente Negra Brasileira</em>, publicado em 13 de maio de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Frente Negra Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2024 17:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Roberta Zanatta]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[Abdias do Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto da Costa e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Arlindo Veiga dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Abolição da Escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Novo]]></category>
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		<category><![CDATA[Frente Negra Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Frente Negra Brasileira Socialista]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Isaltino Veiga dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Negro]]></category>
		<category><![CDATA[partido político]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a publicação de fotografias da Frente Negra Brasileira pertencentes à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, contamos neste artigo um pouco da história desta associação, fundada em São Paulo, em 16 de setembro de 1931, e que foi, depois da Abolição da Escravatura no Brasil, ocorrida há exatos 136 anos, "como movimento de massas, a mais importante organização que os negros lograram", segundo Abdias do Nascimento (1914 - 2011), importante voz do ativismo do Movimento Negro no Brasil. Foi extinta pelo Estado Novo, período ditatorial instaurado por Getúlio Vargas, em novembro de 1937.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;O preconceito da cor no Brasil só nós os negros podemos sentir&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"> Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35624" style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra3.jpg"><img class="  wp-image-35624" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra3.jpg" alt="frentenegra3" width="688" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank">Capa da 1ª edição do jornal <em>A Voz da Raça</em>, 18 de março de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com a publicação de fotografias da Frente Negra Brasileira pertencentes à Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, contamos neste artigo um pouco da história desta associação, fundada em São Paulo, em 16 de setembro de 1931, que foi, depois da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520">Abolição da Escravatura no Brasil</a>, ocorrida há exatos 136 anos, <em>como movimento de massas, </em><em>a mais importante organização que os negros lograram, </em>segundo Abdias do Nascimento (1914 &#8211; 2011), importante voz do ativismo do Movimento Negro no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Minhas primeiras experiências de luta foram na Frente Negra Brasileira. Alguns dos dirigentes da FNB desde a década de vinte se esforçavam tentando articular um movimento. Houve, assim, um projeto de reunir o Congresso da Mocidade Negra, em 1928, em São Paulo, o que não chegou a se concretizar. Somente em 1938 eu e outros cinco jovens negros realizamos o I Congresso Afro-Campineiro e, em 1950, o Teatro Experimental do Negro promoveu o I Congresso do Negro Brasileiro, no Rio de Janeiro.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>As pessoas e as idéias já vinham de antes, mas foi nos inícios dos anos trinta que o movimento se institucionalizou na forma da Frente Negra Brasileira. Entre seus fundadores estavam Arlindo Veiga dos Santos e José Correia Leite e, como movimento de massas, foi a mais importante organização que os negros lograram após a abolição da escravatura em 1888.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A Frente fazia protestos contra a discriminação racial e de cor em lugares públicos… sob a perspectiva de integrar os negros na sociedade nacional. Dessa forma combatia a FNB os hotéis, bares, barbeiros, clubes, guarda-civil, departamentos de polícia, etc. que vetavam a entrada ao negro, o que lembrava muito o movimento pelos direitos civis dos negros norte-americanos.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Uma perspectiva que eu hoje critico. Minhas lembranças não são muito seguras, mas acho que o movimento ia além das reivindicações citadas. Eu não podia me envolver profundamente na ação, pois estava servindo o exército, cujo regulamento disciplinar proibia qualquer participação em atividades sociais e políticas. Assim minha participação era mais simbólica e espiritual.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Mas me lembro de O Clarim da Alvorada, o jornal que transcrevia notícias e artigos do movimento que Marcus Garvey, o grande negro jamaicano, desencadeara nos Estados Unidos sob o lema da Volta à África. Apesar da barreira da língua, da pobreza dos meios de comunicação, a FNB permanecia alerta a todos os gestos emancipacionistas acontecidos em outros países.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>Foi uma vanguarda com o objetivo de preparar o negro para assumir uma posição política e econômica na representação do povo brasileiro ao Congresso Nacional. E o movimento se espalhou de São Paulo para outros Estados com significativa população negra: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão… O chamado Estado Novo ou a ditadura de Getúlio Vargas, instaurada em 1937, fechou a FNB juntamente com todos os partidos políticos então existentes.</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><em>A Frente, como qualquer outra instituição de massas, teve seus problemas internos de orientação e liderança, o que aliás é um bom índice da sua vitalidade. O dirigente Arlindo Veiga dos Santos se achava ligado ao Movimento Patrianovista, de orientação de direita, enquanto José Correia Leite se filiava ao pensamento socialista. Tal polarização levaria inevitavelmente ao fracionamento que ocorreu. Entretanto, não creio que o fato teve qualquer ligação ou influência com o Partido Comunista&#8221;.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Abdias do Nascimento em <a href="https://www.geledes.org.br/abdias-fala-da-frente-negra-brasileira/"><em>Memórias do Exílio</em></a> (1976)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12652/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/385"><strong>Acessando o link para as fotografias da Frente Negra Brasileira disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá visualizar e magnificar as imagens.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por cerca de 350 anos, o Brasil – destino de cerca de 4,5 milhões de escravizados africanos – foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade. O lugar de trabalho era o lugar do escravizado. A escravidão foi abolida, em 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, quando <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006">a princesa Isabel (1846 &#8211; 1921)</a> assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravizados no país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_01&amp;PagFis=5322"><em>O Paiz,</em> 14 de maio de 1888</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781"><em>A Gazeta de Notícias, </em>14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>“A escravidão foi o processo mais violento, mais cruel, mas mais eficiente de obter, conservar, preservar e explorar o trabalho alheio. Ele não via em quem ele escravizava um semelhante, mas via um adversário e um ser inferior a ele.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=at3a-ptsC2I&amp;app=desktop">Alberto da Costa e Silva, diplomata, escritor e africanólogo</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12655/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12655" target="_blank">Grupo tirado em frente da sede da Delegação da F. N. B. [Frente Negra Brasileira], 1931-1937. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O propósito fundamental da Frente Negra Brasileira era discutir a questão do racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “<em>gente negra nacional</em>”.  Teve filiais em diversas cidades paulistas e nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo uma nota escrita por Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966), então secretário-geral da associação, em 1932, a FNB tinha 45 mil associados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39306" target="_blank"><em>A Gazeta</em>, 16 de julho de 1932, segunda coluna</a>). No site do ,IpeAfro, fala-se em cerca de 100 mil associados (<a href="https://ipeafro.org.br/?s=Frente+negra+brasileira+">Site IpeAfro</a>).</p>
<p>Sob a liderança de Arlindo Veiga dos Santos (1902 &#8211; 1978), José Correia Leite (1909 &#8211; 1989), Aristides Barbosa (1920 -?) e<span style="color: #330000;"> Francisco Lucrécio (1909 &#8211; 2001), dentre outros</span>, a FNB desenvolvia diversas atividades de caráter cultural, educacional, político e social para os seus associados. Promovia bailes, cursos de alfabetização, festas, festivais musicais e literários, oficinas de costuras, palestras e seminários.</p>
<p>Foi presidida por Arlindo Veiga dos Santos até 1934. Ele foi sucedido por Justiniano Costa, que ocupou o cargo até a extinção da FNB, em 1937.</p>
<p><img src="http://www.letras.ufmg.br/literafro/images/Jose_Correia_Leite.png" alt="" />Inicialmente, a sede da associação ficava em uma sala do Palacete Santa Helena, mas em março de 1932, cerca de seis meses após sua fundação, devido ao crescimento do número de filiados, mudou-se para a Rua da Liberdade, n° 196.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A Frente Negra Brasileira foi a primeira organização no país a falar que o então chamado &#8216;preconceito de cor&#8217; era um problema nacional e estrutural. Hoje isso é consenso, mas nos anos 1930 não era&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;">Petrônio Domingues, historiador e</p>
<p style="text-align: right;">autor de livros sobre questões raciais, como <i class="bbc-h1y5j7 eih42320">Protagonismo Negro em São Paulo</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB se organizou, em 1935, como partido político. Foi o primeiro e único partido negro da história do país, mas não participou de nenhuma eleição. Em novembro de 1937, o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) fechou todos as associações e partidos políticos. A Frente Negra Brasileira, declarada ilegal, foi dissolvida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12654" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12654/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12654" target="_blank">Banda Musical da Delegação da F. N. B. [Frente Negra Brasileira], 1931-1937. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 721px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12651" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12651/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="711" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12651" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : mesa que presidiu os trabalhos, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Frente Negra Brasileira &#8211; Breve cronologia de 1931 a 1938</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12653" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12653/thumb.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="724" height="528" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12653" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : outra parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">No salão da Associação das Classes Laboriosas, em São Paulo, fundação, em 16 de setembro de 1931, da Frente Negra Brasileira, sob a presidência de Arlindo da Veiga Santos (1902 &#8211; 1978), que dirigiu os trabalhos da assembleia. Estavam presentes: Alfredo Eugenio da Silva, Ari Cananéa da Silva, Cantidio Alexandre, Constantino Nóbrega, David Soares, Francisco Costa Santos, Gervásio de Moraes, Horácio Arruda, Isaltino Veiga dos Santos, João Francisco de Araújo, Jorge Rafael, José Benedito Ferraz, Justiniano Costa, Leopoldo de Oliveira, Lindolfo Claudino, Messias Marques do Nascimento, Olavo Luciano Nardy, Oscar de Barros Leite, Raul de Moraes, Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988), Roque Antonio dos Santos e Vitor de Sousa. Durante a fundação, falaram o professor Christiano Brasil e Alberto Orlando. Adalgisa Correa Lobo leu uma mensagem às mulheres negras brasileiras (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 17 de setembro de 1931, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/7822" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário da Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de setembro de 1931, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/16963" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 30 de setembro de 1931, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35780" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523" target="_blank"><img class="wp-image-35780 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra11.jpg" alt="frentenegra11" width="273" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/213829/13523" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 17 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Veiga_dos_Santos#/media/Ficheiro:Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" alt="" width="333" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Veiga_dos_Santos#/media/Ficheiro:Arlindo_Veiga_dos_Santos.jpg" target="_blank">Arlindo Veiga dos Santos (1902 &#8211; 1978), primeiro presidente da Frente Negra Brasileira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em outubro, foi anunciado que sua primeira sede havia sido instalada na sala 127 do primeiro andar do Palacete Santa Helena, localizado na Praça da Sé, e projetado pelos arquitetos italianos Giacomo Corberi e Giuseppe Sacchetti (1874 &#8211; 1955), em 1925. O edifício foi demolido em 1971 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13655"><em>Diário Nacional</em>, 5 de outubro de 1931, segunda coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35622" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_Santa_Helena#/media/Ficheiro:Palacete_Santa_Helena.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-35622" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra.jpg" alt="Palacete Santa Helena" width="611" height="386" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Palacete_Santa_Helena#/media/Ficheiro:Palacete_Santa_Helena.jpg" target="_blank">Palacete Santa Helena</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Realização da primeira reunião do Grande Conselho da Frente Negra Brasileira quando o conselho diretor da associação tomou posse sob a presidência de Arlindo da Veiga Santos. O secretário da FNB era Isaltino Veiga dos Santos, irmão de Arlindo (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/17428" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 16 de outubro de 1931, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13701"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de outubro de 1931, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Realização da quarta e última reunião de arregimentação da Frente Negra Brasileira que iniciaria </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">agora sua ação</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13749"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de outubro de 1931, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em uma reunião da FNB, inauguração do </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Minuto Literário</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> em homenagem a Ventura da Silva, autor do livro </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Encarcerado.</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Houve também a apresentação da orquestra do professor João de Deus Conegundes, que executou várias peças, dentre elas o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Hino da Gente Negra Brasileira </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">e</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a marcha</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Palmares</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/13944"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1931, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB fez um comunicado à imprensa protestando contra o ato racista de proprietários de </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">rinks</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> de patinação, proibindo a entrada de negros em seus estabelecimentos (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/18760" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de dezembro de 1931, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O interventor de São Paulo, Manuel Rabelo (1873 &#8211; 1945), enviou um telegrama à Frente Negra Brasileira prestando solidariedade à associação (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/19154" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 22 de dezembro de 1931, penúltima coluna)</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">José Correia Leite (1900 &#8211; 1989), um dos fundadores da FNB, rompeu com a entidade devido a conflitos políticos e ideológicos.</span></span></p>
<p><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">&#8220;Em 23 de dezembro de 1931, ele enviou uma carta aos membros do Conselho daquela entidade solicitando seu desligamento do colegiado. Nesse documento, Correia Leite apontava como causa do pedido de afastamento sua “incompatibilidade com o personalismo, clericalismo”, monarquismo e posições políticas “ultranacionalistas” do presidente da FNB. Além disso, esse dissidente fazia questão de declarar que condenava a monarquia, a religião cristã e a “república aristocrática”, tendo como sonho a construção do “socialismo democrático”. Apesar de sua defecção do cargo de direção, Leite escrevia que ainda se dispunha a continuar nas “fileiras” da organização como “soldado” </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">(DOMINGUES, 2004).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Passou a fazer oposição à FNB, tendo fundado o Clube Negro de Cultura Social, idealizado com José de Assis Barbosa Leite. Em 6 de janeiro de 1924, juntamente com Jayme de Aguiar, Correia Leite havia fundado o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> Clarim</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, jornal renomeado como </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Clarim da Alvorada</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, publicado até <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/257" target="_blank">13 de maio de 1932</a>. Houve uma edição em 1940 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/263" target="_blank"><em>Clarim da Alvorada,</em> 28 de setembro de 1940</a>). Este jornal foi</span></span> fundamental para fortalecer o incipiente movimento da cultura negra no Brasil e também para a formação da Frente Negra Brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35827" style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35827" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra4a.jpg" alt="José Correia Leite" width="464" height="314" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank">José Correia Leite (1900 &#8211; 1989) / Site Literafro</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35845" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/1" target="_blank"><img class="wp-image-35845 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/clarin.jpg" alt="clarin" width="469" height="706" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/844918/1" target="_blank">Primeira edição do jornal <em>O Clarim</em>, 6 de janeiro de 1924</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>1932</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino Veiga dos Santos enviou ao interventor de São Paulo, coronel Manuel Rabelo (1878 &#8211; 1945), um ofício em nome da Frente Negra Brasileira protestando contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> o não cumprimento do decreto que se refere à preferência que devem merecer em todas as colocações os brasileiros natos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14307"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de janeiro de 1932, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB promoveu uma reunião durante a qual o poeta e escritor Joaquim Dutra da Silva proferiu a palestra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Educação. </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Também foi realizada a apresentação da orquestra do professor João de Deus Conegundes*. Foram convidados para o evento o interventor de São Paulo, coronel Manuel Rabelo (1878 &#8211; 1945) e o chefe da Polícia, Oswaldo Cordeiro de Farias (1901 &#8211; 181), além da imprensa (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14320"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 10 de janeiro de 1932, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Houve um desentendimento entre Augusto Euzébio Oliveira e a direção da Frente Negra Brasileira (</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Diário Nacional</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14407"><span style="font-family: Georgia, serif;">23 de janeiro de 1932, quarta coluna</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">;</span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14419"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 24 de janeiro de 1932, quarta coluna</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação do poema </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Preconceito</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967), dedicado à Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Malho</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 6 de fevereiro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35794" style="width: 393px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><img class="wp-image-35794 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra19.jpg" alt="O Malho, " width="383" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=116300&amp;pagfis=76043" target="_blank"><em>O Malho</em>, 6 de fevereiro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Na coluna &#8220;Actualidades&#8221;, a Frente Negra Brasileira foi criticada por </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">inventar </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">um problema: o</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> conflito de raças</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14542"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de fevereiro de 1932, segunda coluna)</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um artigo sobre a história da FNB, suas delegações e estatuto (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/10483" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio da Manhã</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de fevereiro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">)</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Duas delegações da Frente Negra Brasileira foram instaladas no Rio de Janeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/8932" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário de Notícias</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 16 de fevereiro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/20856" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de fevereiro de 1932, antepenúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um artigo de Austregésilo de Athayde (1898 &#8211; 1993) contra a Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/9964" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário da Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de fevereiro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A sede da FNB foi transferida do Palacete Santa Helena para a Rua da Liberdade, 196 (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 4 de março de 1932, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35781" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671" target="_blank"><img class="wp-image-35781 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra12.jpg" alt="frentenegra12" width="252" height="446" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14671" target="_blank"><em>Diário Nacional</em>, 4 de março de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A redação do jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Chibata, </span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">que fazia várias críticas à FNB</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">,</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> foi empastelado. Suspeitou-se que a ação tivesse sido feita por filiados à associação (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14791"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Naciona</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">l, 20 de março de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira aderiu ao Club 3 de Outubro, organização política fundada, no Rio de Janeiro, em 1931, por pessoas vinculadas ao movimento tenentista, em apoio ao Governo Provisório de Getúlio Vargas (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/15362" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Commercio</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 30 de março de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Estavam abertas na sede da FNB a matrícula para o Tiro de Guerra. Já estavam em funcionamento o consultório dentário e o salão de barbeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14903"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 7 de abril de 1932, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB promoveu um festival artístico com a representação da comédia </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Contra-Veneno</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Isaltino Veiga dos Santos, e com a apresentação da palestra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O negro e o momento</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> pelo advogado baiano Joaquim Guaraná de Santana. A renda do evento seria revertida para o Departamento de Educação Frentenegrino (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/14985"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de abril de 1932, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Estavam abertas as matrículas para os cursos primário, ginasial e técnico da escola fundada pela Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15097"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 6 de maio de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB inaugurou uma sub sede em Barra Funda e também o Departamento de Arte Culinária. Posteriomente, passaram a funcionar na sub sede os departamentos de comércio, desenho, mecânicos, motoristas, pedreiros e de pintura (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15121"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 10 de maio de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15223"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 24 de maio de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Para marcar o dia 13 de maio, a Frente Negra Brasileira promoveu a realização de uma missa na Igreja Nossa Senhora dos Remédios e uma passeata. Quando chegaram ao Largo do Arouche, onde fica a herma do advogado Luiz Gama (1830 &#8211; 1882) &#8211; concebida por Yolando Mallozzi e inaugurada em 1931 -, foi feita uma parada e o presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, e o orador Vicente Ferreira (? &#8211; 1934) fizeram discursos em homenagem ao </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">grande patrono da ra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">ça. A campanha pela construção da herma de Luis Gama foi  liderada pelo jornal </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Progresso</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, representante da imprensa negra.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://demonumenta.fau.usp.br/luiz-gama/" target="_blank"><img src="https://i0.wp.com/demonumenta.fau.usp.br/wp-content/uploads/2022/08/SRL-image-0-8.jpeg?resize=300%2C200" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://demonumenta.fau.usp.br/luiz-gama/" target="_blank"> Herma de Luiz Gama, Largo do Arouche, SP</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41459" style="width: 379px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_039.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-41459 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/luizgama.jpg" alt="Luiz Gama/ Acervo FBN" width="369" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon960827/icon960827_039.jpg" target="_blank">Desenho de Luiz Gama em <em>Sonetos brasileiros</em>: desenhos dos sonetos, de M.J. Garnier, p. 46/ Acervo F</a>BN</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O préstito seguiu para o Cemitério da Consolação onde o túmulo de Luiz Gama e de outros abolicionistas foram visitados. À noite, na sede da FNB, foi inaugurado um retrato do jornalista e abolicionista José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), de autoria de Olavo Xavier (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159"><em>Diário Nacional</em>, 14 de maio de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35782" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159" target="_blank"><img class="wp-image-35782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra13.jpg" alt="frentenegra13" width="502" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15159" target="_blank"><em>Diário Naciona</em>l, 14 de maio de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira promoveu um jogo de futebol entre os selecionados &#8220;preto&#8221; e &#8220;branco&#8221;, no campo do São Paulo Futebol Clube (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15239"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 26 de maio de 1932, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5918"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 28 de novembro de 1934, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi anunciada a comemoração pelo primeiro ano da fundação da FNB, que ocorreria em sua sede em 16 de setembro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/90"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de junho de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/213829/15472"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Diário Nacional</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de junho de 1932, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Nos salões da Lega Lombarda, sociedade italiana fundada em São Paulo, em 1897, realização de um festival de artes promovido pela FNB, em 7 de julho, no Largo São Paulo, n° 18 (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/125"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 4 de julho de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado liderado por São Paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas e pela defesa de uma nova Constituição para o Brasil</span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><b>, </b></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">eclodiu em 9 de julho. A Frente Negra Brasileira, que sempre apoiou Getúlio mas tinha sua sede em São Paulo, divulgou uma nota pública se dizendo neutra no conflito.</span></span></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, União Político-Social da Raça, com a finalidade dupla de lutar pela grandeza da Pátria unida e de trabalhar, sem esmorecimento, pelo alevantamento moral e intelectual do negro no Brasil, pela primeira vez, depois do movimento armado, que se acha de pé e em cuja vanguarda se encontra o grande Estado de São Paulo, [&#8230;] declara que todos os Frentenegrinos, residentes nesta Capital, no Interior do Estado; já foram cientificados de que a sua liberdade de pensar e agir não está, absolutamente, sujeita a quaisquer imposições da Frente Negra Brasileira, neste momento, mesmo porque não tem ela a mínima ligação com este ou aquele partido político, seja de civis ou militares, estando, porém, sempre solidária com as grandes causas, que venham ao encontro das aspirações nacionais.</span></span></em></p>
<p align="right"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39306" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Gazeta</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 16 de julho de 1932</span></span></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Parte dos militantes ficou indignada com a posição, rompeu com a FNB e formou a chamada Legião Negra, em 14 de julho. A nova entidade era liderada pelo advogado baiano Joaquim Guaraná Santana e pelo capitão Gastão Goulart. Foi lançada uma &#8220;Proclamação a todos os negros do Brasil&#8221;. Estima-se que a Legião Negra tenha enviado cerca de 2 mil homens  à guerra. Ficaram conhecidos como os </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Pérolas Negras.</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> O conflito terminou, em 2 de outubro de 1932, com a rendição do Exército Constitucionalista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/763900/39335" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Gazeta</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de julho de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Arlindo Veiga dos Santos, presidente da FNB, os cabos Isaltino Veiga dos Santos e Mario Silva Junior; e o conselheiro Inacio Braga participaram do Congresso Revolucionário, no Rio de Janeiro, promovido pela Legião Cívica 5 de julho. Durante o evento, a Frente Negra Brasileira foi acusada de ter ligações com a Ação Integralista Brasileira e com a Ação Patrianovista. Isaltino Veiga dos Santos afirmou que a FNB tinha aliança </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">unicamente</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> com o Clube 3 de Outubro  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/637"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1932, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de novembro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/157" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de 15 novembro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">;</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/241" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;"> O Radica</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">l, 22 de novembro de 1932, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35786" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><img class="wp-image-35786 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra17.jpg" alt="frentenegra17" width="296" height="370" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/153" target="_blank"><em>O Radical,</em> 15 de novembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino Veiga dos Santos, secretário-geral da FNB,  enviou ao interventor de São Paulo, Waldomiro Lima (1873 &#8211; 1938), e ao presidente do Brasil, Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954), cartas explicando o posicionamento da Frente Negra Brasileira em relação à Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1259" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de outubro de 1932</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1188" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de novembro de 1932, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Isaltino enviou também uma mensagem aos operários associando-se ao movimento de solidariedade trabalhista ao Governo Provisório (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1310" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 29 de outubro de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma entrevista com Sebastião Schiffini, delegado da FNB e futuro diretor da Frente Negra Brasileira Socialista, fundada em março do ano seguinte (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/1328" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">O Radical</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 31 de outubro de 1932, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma entrevista com Arlindo Veiga dos Santos, presidente da FNB, onde ele explica <em>os pontos de vista da Frente Negra Brasileira de S. Paulo em face do atual momento nacional</em>  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/175102/6801" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Batalha</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 12 de dezembro de 1932, antepenúltima coluna).</span></span></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35828" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/6801" target="_blank"><img class="wp-image-35828 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra5a.jpg" alt="frentenegra5a" width="226" height="554" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/175102/6801" target="_blank"><em>A Batalha</em>, 12 de dezembro de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi anunciada a realização de uma parada cívica promovida pela FNB em 1°de janeiro de 1933 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/848"><em>Correio de S. Paul</em>o, 24 de dezembro de 1932, terceira coluna)</a>.</p>
<p>Atendendo a um pedido da Frente Negra Brasileira, o coronel Waldomiro Lima (1873- 1938), interventor em São Paulo, admitiu na Guarda Civil  50 homens filiados à agremiação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830399/616" target="_blank"><em>O Radical</em>, 26 de dezembro de 1932, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB se pronunciou sobre um caso de racismo ocorrido no Rio de Janeiro. O acadêmico, <em>sibarita deflorador</em> João Abrão havia sido absolvido, atendendo à <em>razão absurda de ser a vítima negra e humilde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/968"><em>Correio de S. Paulo</em>, 16 de janeiro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>Filena Veiga dos Santos, esposa de Isaltino Veiga dos Santos, enviou uma mensagem de agradecimento à primeira-dama Darci Vargas (1895 &#8211; 1968) em nome das mulheres da Gente Negra de São Paulo. Foi mencionado que Isaltino havia sido recebido por Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, e que ele teria atendido às reivindicações feitas por Isaltino em relação ao favorecimento de estrangeiros em detrimento da população negra (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/093718_01/13388" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 9 de fevereiro de 1933, quinta coluna</a>).</p>
<p>Em 10 de fevereiro, falecimento de Francisco Costa Santos (? &#8211; 1933), um dos fundadores da Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/122" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de fevereiro de 1934, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado o apoio da FNB à Ação Integralista Brasileira na disputa das eleições constituintes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1126"><em>Correio de S. Paulo</em>, 14 de fevereiro de 1933, última coluna</a>).</p>
<div class="bbc-19j92fr ebmt73l0" dir="ltr">
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr"><em>&#8220;O integralismo tinha um apelo por conta de sua narrativa de inclusão da população negra. Essas ideologias estavam circulando por aqui e influenciando diversos grupos&#8221;, explicou o cientista social Márcio Macedo, coordenador de diversidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista recente à BBC News Brasil.</em></p>
</div>
<div class="bbc-19j92fr ebmt73l0" dir="ltr">
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr"><em>&#8220;Uma ideia que nasce com os integralistas, e que foi cara à FNB, era o conceito de segunda abolição. Isso significa que a abolição da escravatura não havia sido completa, porque não se pensou em políticas de integração e de auxílio à população que fora liberta. Seria necessária uma segunda abolição para que essas medidas fossem implementadas.&#8221;</em></p>
<p class="bbc-hhl7in e17g058b0" dir="ltr" style="text-align: right;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53000662" target="_blank">Site da BBC, 13 de junho de 2020</a></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicada uma entrevista com Isaltino Veiga dos Santos, secretário-geral da FNB, sobre o posicionamento político e também sobre o funcionamento do posto de alistamento eleitoral na sede da Frente Negra Brasileira, referida na reportagem como <em>uma das mais perfeitas organizações sociais aparecidas nestes últimos tempos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de fevereiro de 1933, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35774" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148" target="_blank"><img class="wp-image-35774 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra5.jpg" alt="frentenegra5" width="410" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1148" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de fevereiro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi anunciada a criação do Liceu Palmares, sob a direção de Arlindo Veiga dos Santos <em>destinado a desenvolver a cultura intelectual dos nossos patrícios. O Liceu Palmares aceita alunos, mesmo que não sejam sócios da FNB, assim como brancos, brasileiros ou não. </em>O nome do instituto de ensino foi proposto por Isaltino Veiga dos Santos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1224"><em>Correio de S. Paulo</em>, 7 de março de 1933, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/8"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, terceira coluna</a>).).</p>
<p>Publicação da primeira edição do jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1"><em>A Voz da Raça,</em> em 18 de março de 1933</a>, semanário órgão oficial da Frente Negra Brasileira. O redator era Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967); seu secretário, Pedro Paulo Barbosa e A. de Campos era o gerente. Na edição foi publicada o quadro demonstrativo de receitas e despesas da FNB, de outubro de 1931 a setembro de 1932. Na época, Justiniano Costa era o tesoureiro e Deocleciano Nascimento, o guarda-livros da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/2"><em>A Voz da Raça</em>, 18 de março de 193</a>3).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35623" style="width: 529px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank"><img class="wp-image-35623 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/frentenegra2.jpg" alt="frentenegra2" width="519" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/1" target="_blank">Editorial do primeiro número do jornal A Voz da Raça, 18 de março de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Secretaria Geral da FNB informava que em sua sede estava em funcionamento a Escola de Alfabetização para <em>ministrar instrução aos negros de ambos os sexos; </em>o departamento de musical, de costura e de alistamento eleitoral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/6"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/7"><em>A Voz da Raça</em>, 25 de março de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35834" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank"><img class="wp-image-35834 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra9a.jpg" alt="frentenegra9a" width="630" height="419" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank">Crianças na escola da Frente Negra Brasileira / Arquivo de Márcio Barbosa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Arlindo Veiga dos Santos comentou sobre a alegação de que a FNB teria um<em> objetivo puramente monárquico. </em>Arlindo havia sido o fundador, em 1932, da Ação Imperial Patrianovista Brasileira, que pregava o retorno dos moldes monárquicos e a valorização do catolicismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/12"><em>A Voz da Raça</em>, 1º de abril de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Patrianovismo#/media/Ficheiro:S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png/640px-S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png" alt="" width="205" height="205" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Patrianovismo#/media/Ficheiro:S%C3%ADmbolo_A%C3%A7%C3%A3o_Imperial_Patrianovista.png" target="_blank">Símbolo da Ação Imperial Patrianovista Brasileira</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deocleciano Nascimento (? &#8211; 1967), que foi o criador do jornal <em>O Menelik</em>, em 1915, fez uma doação de livros, <em>na maioria clássicos nas línguas francesa, inglesa e portuguesa, </em>para a Biblioteca da FNB (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/13"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933, última coluna)</a>.</p>
<p>A FNB publicou um chamado ao <em>Patrício Negro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933, quarta coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35795" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35795" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/FRENTENEGRA20.jpg" alt="A Voz da Raça, 8 de abril de 1933" width="237" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/14" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 8 de abril de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foram publicadas informações sobre a Caixa Beneficente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/15"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de um protesto dos </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Frentenegrinos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> ingratos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> que eram opositores da direção dos irmãos Veiga dos Santos e de outros diretores à frente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/16"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 8 de abril de 1933)</span></span></span></a></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em um artigo de Henrique Dias, a fundação da FNB é citada como uma iniciativa poderosa para a construção do </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Brasil-Nação. A FNB é uma pequena mostra de brasilidade, de patriotismo!</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> De novo, foi publicado um protesto dos </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Frentenegrinos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> contra</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> ingratos</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> que eram opositores da direção dos irmãos Veiga dos Santos e de outros diretores à frente da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/17"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação dos estatutos da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/19"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça,</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> 15 de abril de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O Partido Socialista Brasileiro de São Paulo apresentou </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">franca solidariedade</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> à Ala Socialista da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1454"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de abril de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação do artigo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A União faz a Força</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de José Bueno Feliciano, sobre as divergências de grupos dentro da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/22"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi publicado que no carnaval de 1933 a FNB havia oferecido a Taça Arthur Friedenreiche aos Cordões Carnavalescos das Gente Negra Paulista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/22"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação de uma reportagem sobre o livro </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Canto da Raça Negra</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Isaltino Veiga dos Santos (1901 &#8211; 1966), um dos fundadores da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/23"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1933, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O presidente da FNB, Arlindo Veiga dos Santos, lançou-se candidato avulso à Constituinte. Resumiu seu programa com as seguintes palavras: </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a Terra, o Sangue, o Trabalho, o Espírito</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/25"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1515"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1º de maio de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1529"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 2 de maio de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35775" style="width: 368px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><img class="  wp-image-35775" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra6.jpg" alt="frentenegra6" width="358" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><em>Correio de S. Paul</em>o, 1º de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação da cópia do registro da Fundação Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/26"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi mencionada no artigo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Milicianos de Fé</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, de Olavo Xavier, a criação de uma milícia da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/845027/28" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 29 de abril de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB celebrou com diversos eventos o 13 de maio, um deles foi a promoção de um festival literário e musical no Cine no Theatro Roma, com a apresentação do espetáculo </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Marietta, a heroína,</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> em 6 de maio (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1594"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de maio de 1933, quinta colun</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/38"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 20 de maio de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A vitória moral do candidato Arlindo Veiga dos Santos à eleição constituinte foi celebrada na primeira página de </span></span><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/29"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> de 6 de maio de 1933</span></span></span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35776" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><img class="  wp-image-35776" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra7.jpg" alt="frentenegra7" width="784" height="203" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/720216/1515" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 6 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicação do artigo <em>A espiritualidade Frentenegrina</em>, de João B. Mariano (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/32"><em>A Voz da Raça</em>, 6 de maio de 1933</a>).</p>
<p>Publicação do artigo <em>Liberdade Utópica, </em>de Isaltino Veiga dos Santos, identificado como o <em>Gandhi brasileiro</em>,  onde a FNB é citada (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33"><em>A Voz da Raça</em>, 13 de maio de 1933</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35777" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33" target="_blank"><img class="wp-image-35777 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra8.jpg" alt="frentenegra8" width="337" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/33" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 13 de maio de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi noticiado que a FNB tinha um corpo cênico (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/43"><em>A Voz da Raça</em>, 3 de junho de 1933, última coluna</a>).</p>
<p>Na sede da Frente Negra Brasileira funcionavam uma seção de proteção jurídico-social, curso de alfabetização, caixa beneficente, clínica dentária, barbearia, cabeleireiro, departamento teatral, musical e festivo, oficina de costura, sessões instrutivas de educação moral e cívica, domingueiras, etc (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/45"><em>A Voz da Raça</em>, 10 de junho de 1933, penúltima coluna</a>)</p>
<p>Foi publicado um chamado para a Milícia Frentenegrina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de junho de 1933</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35705" style="width: 472px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51" target="_blank"><img class="wp-image-35705 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra4.jpg" alt="frentenegra4" width="462" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/51" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de junho de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">No artigo</span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> A vitória do negro está no livro</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, João B. Mariano afirmou que </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">para a vitória final da raça negra no Brasil duas coisas são indispensáveis  O LIVRO e a UNIÃO</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/52"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 17 de junho de 1933, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira Socialista, formada por dissidentes da FNB, realizou, em 26 de junho, eleições para seu diretório e conselho fiscal, na sede do Partido Socialista Brasileiro de São Paulo. Manoel dos Passos era o presidente da FNBS (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/13107" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 2 de junho de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1893"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paul</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">o, 26 de junho de 1933, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/1969"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 5 de julho de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Foi denunciado que pessoas da Frente Negra Brasileira Socialista, ao realizar cobranças, diziam que a citada entidade era filiada à Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/58"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1° de julho de 1933, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Mais uma vez, publicação de artigos, abordando divergências na Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/66"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de julho de 1933, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/77"><span style="font-family: Georgia, serif;">2 de setembro de 1933</span></a></span></span><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O comitê organizador da Associação de Ex-Combatentes de São Paulo enviou um ofício à Frente Negra Brasileira prestando uma homenagem </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">à raça preta, salientando o papel importante que ela sempre ocupou nos grandes feitos da nacionalidade, inclusive no movimento paulista de 1932</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/2080"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 21 de julho de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira iniciou uma campanha para a compra de uma sede própria (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/92"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 28 de outubro de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em 18 de novembro, no Salão da Lega Lombarda, no Largo São Paulo, 14, apresentação de um grupo sertanejo com acompanhamento de cavacos e de violões organizado pelo Corpo Cênico da Frente Negra Brasileira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/95"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 11 de novembro de 1933</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB enviou ao presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) um protesto contra </span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a contínua entrada de imigrantes estrangeiros quando nada se faz para melhorar a situação da infinidade de negros desempregados</span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;"> (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3151"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S.  Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de dezembro de 1933, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1934</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira realizou a Grande Reunião de Unificação da Raça, em sua sede paulistana (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3199"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 1º de janeiro de 1934, segunda coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira desmentiu que houvesse enviado um representante ao Congresso do Partido Socialista. Publicação no jornal <em>A Voz da Raça </em>de um artigo sobre a Frente Negra Brasileira Socialista (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3282"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 12 de janeiro de 1934, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/114" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 20 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/113" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 20 de janeiro de 1934, primeira coluna</a>).</span></span></p>
<p>O primeiro ano de existência do jornal <em>A Voz da Raça</em> foi comemorado com um Festival Lítero-Dramático-Dançante, na Lega Lombarda. Amadores do Corpo Cênico da Frente Negra Brasileira participaram do evento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/121" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 17 de fevereiro de 1934</a>).</p>
<p>A Frente Negra Brasileira estava <em>empenhada em construir uma casa própria: a Casa do Negro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/122" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 17 de fevereiro de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O conselheiro da FNB, Roque Antonio dos Santos, foi nomeado Comissário dos Cabos da Associação substituindo Mario da Silva Junior, que passou a ser Visitador das Delegações (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/3526"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 19 de fevereiro de 1934, última coluna)</span></span></span></a>.<span style="font-family: Georgia, serif;"> </span></p>
<p>Em 7 de abril, realização de um Grande Festival Dançante, na Lega Lombarda, para a entrega das Taças e Medalhas para os Cordões Carnavalescos Negros do Concurso da Frente Negra Brasileira no Carnaval de 1934 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/134" target="_blank"><em>A Voz da Raça,</em> 31 de março de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">O curso de alfabetização da FNB contava com cerca de 70 alunos frequentes (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4137"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de maio de 1934, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>Arlindo Veiga dos Santos deixou a presidência da Frente Negra Brasileira e passou a integrar o Grande Conselho Frentenegrino com o cargo de consultor jurídico. Justiniano Costa assumiu a presidência e Francisco Lucrécio (1909 &#8211; 2001) tornou-se  primeiro secretário. Justiniano havia sido o primeiro tesoureiro da FNB e pertencia à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Era também funcionário público. Lucrécio havia migrado de Campinas para São Paulo para cursar a Escola Livre de Odontologia, em 1931. Foi morar com seus tios que eram ligados à FNB e logo começou a participar da entidade, tornando-se uma de suas lideranças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de julho de 1934, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/5983" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de dezembro de 1934, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35783" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306" target="_blank"><img class="wp-image-35783 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra14.jpg" alt="frentenegra14" width="290" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/4306" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 3 de julho de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anúncio do funcionamento de um posto de alistamento eleitoral na sede da Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4468"><em>Correio de S. Pau</em>lo, 6 de julho de 1934, quinta coluna</a>).</p>
<p>A FNB promoveu um festival dramático dançante com a apresentação pelo Grupo Rosas Negras do esquete <em>Quasi Tragédia</em> e da comédia <em>Almas do outro mundo,</em> e com a realização de um bail<em>e</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4496"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de julho de 1934, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35836" style="width: 857px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank"><img class="wp-image-35836 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra7a.jpg" alt="frentenegra7a" width="847" height="427" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1710789501505950-frente-negra-brasileira" target="_blank">Grupo Rosas Negras/ Arquivo pessoal de Marcio Barbosa</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Frente Negra Brasileira protestou contra mais um caso de racismo: uma moça negra de 22 anos havia sido laçada em uma rua de São Paulo por um jovem branco da mesma idade que passava em um caminhão. Ela foi arrastada pelos paralelepípedos, perdendo os sentidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de agosto de 1934, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35778" style="width: 346px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721" target="_blank"><img class="wp-image-35778 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra9.jpg" alt="frentenegra9" width="336" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/4721" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 11 de agosto de 1934</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Realização na sede da FNB de uma festa de Natal das Crianças (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/5623"><em>Correio de S. Paulo</em>, 22 de dezembro de 1934, quarta coluna</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1935</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Grupo das &#8220;Rosas Negras&#8221;, o Departamento de Festas da FBN, realizou nos salões da Lega Lombarda, em 3, 4 e 5 de março, bailes de carnaval, cuja renda foi revertida para as Escola Frentenegrinas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6879"><em>Correio Paulistano</em>, 24 de fevereiro de 1935, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/6938"><em>Correio Paulistano</em>, 2 de março de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>O Grande Conselho da Frente Negra Brasileira, presidido por Justiniano Costa, enviou ao presidente da Câmara de Deputados uma representação no sentido de tornar o dia 13 de maio, data da Abolição da Escravatura no Brasil,  feriado nacional (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/6497"><em>Correio de S. Paulo</em>, 8 de maio de 1935, terceira coluna</a>).</p>
<p>Comemoração, na sede da FNB, do dia 13 de maio, com a realização de palestras e de apresentação de números musicais e literários (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/6527"><em>Correio de S. Paulo</em>, 13 de maio de 1935, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a inauguração do Departamento de Música, n FNB, sob a direção de Maurício P. de Queiroz. O Departamento da Cruz Feminina foi elogiado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/8497"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de julho, quinta coluna)</a>.</p>
<p>Publicação de uma entrevista com Antônio Francisco Napoleão, delegado da FNB no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 5 de setembro de 1935, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35773" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><img class="wp-image-35773 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra18.jpg" alt="frentenegra18" width="453" height="373" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/23359" target="_blank"><em>Diário da Noite,</em> 5 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Companhia Miramar, de teatro, comemorando 150 apresentações consecutivas no Teatro Colombo, encenou a comédia<em> Mãe Preta</em>, de Paulo de Magalhães (1900 &#8211; 1972), em homenagem à Frente Negra Brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/9057"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de setembro de 1935, última coluna</a>).</p>
<p>A Frente Negra Brasileira foi inscrita como partido politico de caráter nacional pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/24611" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de setembro de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>A FNB comemorou os quatro anos de sua fundação nos dias 21 e 22 de setembro. No Salão Lyra, na rua São Joaquim, 329, Arlindo Veiga dos Santos fez o discurso oficial, seguido da leitura de uma mensagem e da apresentação dos delegados da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de setembro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35779" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393" target="_blank"><img class="wp-image-35779" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra10.jpg" alt="frentenegra10" width="290" height="280" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/7393" target="_blank"><em>Correio de S. Paulo</em>, 17 de setembro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O major José da Silva, comandante da Guarda Civil, contestou a acusação feita por um diretor da FNB de que ele perseguia <em>elementos da raça negra</em> dentro da referida corporação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/38453" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 16 e 17 de setembro de 1935, terceira colun</a>a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1936</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi realizada uma quermesse em prol da Frente Negra Brasileira, no Largo do Mercado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/10720"><em>Correio Paulistano</em>, 9 de janeiro de 1936, última coluna</a>).</p>
<p>Publicação dos eventos promovidos pela FNB para celebrar o 13 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/12325"><em>Correio Paulistano</em>, 10 de maio de 1936, última coluna</a>).</p>
<p>Comemoração dos 5 anos da fundação da Frente Negra Brasileira com a realização de diversos eventos, nos dias 19 e 20 de setembro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332"><em>Correio Paulistan</em>o, 22 de setembro de 1936</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35784" style="width: 667px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332" target="_blank"><img class="wp-image-35784" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra15.jpg" alt="frentenegra15" width="657" height="465" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/14332" target="_blank">Aspectos  da comemoração e Justiniano Costa discursando / <em>Correio Paulistano</em>, 22 de setembro de 1936</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB prestou solidariedade ao então Ministro do Trabalho e interino da Justiça, Agamenon Magalhães (1892 &#8211; 1952) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/39590"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de janeiro de 1937, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Justiniano Costa, em nome da diretoria da FNB, prestou condolências na ocasião da morte do conde Francisco Matarazzo (1854 &#8211; 1937) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/16801"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 14 de fevereiro de 1937, antepenúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB foi uma das associações promotoras de uma sessão cívica em homenagem aos 90 anos do nascimento do poeta baiano Castro Alves (1847 &#8211; 1871), em 14 de março, no Teatro Municipal de São Paulo  (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11110"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de março de 1937, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FNB participou de uma homenagem à memória de Tiradentes (1746 &#8211; 1792) (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11302"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paul</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">o, 13 de abril de 1937, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>Publicação do artigo <em>O dever do negro</em>, de João Cândido (1880 &#8211; 1969) na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/244" target="_blank">edição de abril de <em>A Voz da Raça</em>.</a></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Justiniano Costa, por sua atuação como presidente da FNB, foi homenageado com um almoço na Gruta Baiana, em 21 de abril (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11355"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 22 de abril de 1937, quinta coluna; </span></span></span></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/244" target="_blank">edição de abril de <em>A Voz da Raça</em></a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A FBN promoveu uma série de eventos comemorativos do 13 de maio (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720216/11488"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio de S. Paulo</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 13 de maio de 1937, terceira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18332"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 14 de maio de 1937, penúltima coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18346"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de maio de 1937, quarta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A cantora e estrela da ópera, a norte-americana Marian Anderson (1897 &#8211; 1993), foi homenageada pela Frente Negra Brasileira e visitou a sede da associação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/251" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, junho de 1937</a>; </span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/18991"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de junho de 1937,última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35850" style="width: 216px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.npr.org/2019/08/30/748757267/lift-every-voice-marian-anderson-florence-b-price-and-the-sound-of-black-sisterh"><img class="wp-image-35850 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/anderson2.jpg" alt="anderson" width="206" height="139" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.npr.org/2019/08/30/748757267/lift-every-voice-marian-anderson-florence-b-price-and-the-sound-of-black-sisterh" target="_blank">Marian Anderson (1897 &#8211; 1993)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A FNB prestou uma homenagem ao poeta Ciro Costa (1879 &#8211; 1937) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/255" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, julho de 1937</a>).</p>
<p>Publicação de um pequeno artigo sobre o sucesso do Conjunto de Músicas Regionais da Frente Negra Brasileira <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/256" target="_blank">(<em>A Voz da Raça</em>, julho de 1937)</a>.</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira aderiu ao Partido Republicano Brasileiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/19545"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de julho de 1937, primeira coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>A Frente Negra Brasileira estava organizando um grande congresso em São Paulo que seria realizado em outubro. Seriam discutidos os <em>problemas econômicos, sociais e culturais da raça negra. </em>Em setembro, seria realizado um congresso político, quando a associação se definiria quanto à sucessão presidencial<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/262" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, agosto de 1937, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Luiz Costa era o delegado da FNB no Rio de Janeiro (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Noite</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 25 de agosto de 1937, quinta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35785" style="width: 178px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/frentenegra16.jpg" alt="A Noite, 25 de agosto de 1937" width="168" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/47176" target="_blank">Luiz Costa / <em>A Noite</em>, 25 de agosto de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Publicação da programação das festividades do sexto ano da fundação da FNB (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/20420"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 15 de setembro de 1937, segunda coluna</span></span></span></a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/263" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 16 de setembro de 1937</a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35847" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/263" target="_blank"><img class="wp-image-35847 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/vozdaraça.png" alt="vozdaraça" width="421" height="860" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/845027/263" target="_blank"><em>A Voz da Raça</em>, 16 de setembro de 1937</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira apoiava a candidatura de Jose Américo de Almeida (1887 &#8211; 1980), pré-candidato à Presidência da República (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/21064"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 23 de outubro de 1937, quinta colun</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">a)</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em 10 de novembro de 1937, decretação pelo presidente Getúlio Vargas (1882 &#8211; 1954) do Estado Novo que fechou, pouco depois, todos as associações e partidos políticos (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/43447"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio da Manhã</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 11 de novembro de 1937</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira participou das comemorações do Dia da Bandeira (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/21454"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Correio Paulistano</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 18 de novembro de 1937, última coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">Em novembro, publicação da última edição de </span></span><em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/845027/267"><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">A Voz da Raça</span></span></span></a></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">.</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, assim como todos as associações e partidos políticos, foi dissolvida (</span></span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/80894" target="_blank"><em><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="text-decoration: underline;">Jornal do Brasil</span></span></span></em><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: Georgia, serif;">, 5 de dezembro de 1937, sexta coluna</span></span></span></a><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">).</span></span></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p align="center"><strong><span style="color: #800000;"><span style="font-family: Georgia, serif;">1938</span></span></strong></p>
<p><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, serif;">A Frente Negra Brasileira, que havia sobrevivido com o nome União Negra Brasileira,  sob a a presidência do advogado, historiador e jornalista Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988), foi extinta em maio de 1938.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35844" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/388-raul-joviano-do-amaral" target="_blank"><img class="wp-image-35844 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/03/joviano.jpg" alt="joviano" width="396" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/388-raul-joviano-do-amaral" target="_blank">Raul Joviano do Amaral (1914 &#8211; 1988)</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.letras.ufmg.br/literafro/images/raul.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Nós, da velha militância, estamos transferindo à mocidade inteligente, culta, laboriosa de hoje, o lábaro que a imprensa negra elevou bem</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>alto. Mas não só a imprensa negra, a imprensa branca também precisa colaborar porquê, se nós procuramos a confraternização em termos de</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>respeito, de compreensão, de amor, não só o negro precisa trabalhar em favor dessa compreensão, mas a sociedade brasileira precisa ter</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>presente que o negro na atualidade, como anteriormente, sempre se esforçou para conquistar o seu espaço; sempre lhe foi negada essa</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>oportunidade e agora o negro, mais adiantado, mais evoluído, mais coerente, mais consciente das suas necessidades, pode, deve, sem</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>paternalismo, sem tutela, alcançar esse lugar, conquistando-o&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://biblioafrogriot.blogspot.com/2007/12/raul-joviano-do-amaral-sonho-ou.html" target="_blank">Raul Joviano do Amaral, programa da TV Cultura, em 1984</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista aqui o programa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=j4H-dqC4Kug" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; 1985 &#8211; Parte 1</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=E9wfuqzbyfg" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; 1985 &#8211; Parte 2</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jI_SOM-moSw" target="_blank">CULTNE &#8211; Frente Negra Brasileira &#8211; Parte 3</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes</strong>:</span></p>
<p>ASSUNÇÃO, Nádia Cecília Augusto; RIBEIRO, Edméia Aparecida. <a href="http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_hist_uel_nadiaceciliaaugustoassuncao.pdf" target="_blank"><em>A Frente Negra Brasileira &#8211; 1931 &#8211; 1937</em></a>. <em>Os desafios da escola pública paranaense</em>. Governo do Paraná.</p>
<p>CAVALCANTI, Pedro Celso Uchôa; RAMOS, Jovelino. <a href="http://www.dhnet.org.br/verdade/resistencia/livro_memorias_1_exilio.pdf"><em>Memórias do Exílio, Brasil 1964-19??</em></a>. Editora e Livraria Livramento, 1978.</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio José. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-%2087752006000200015&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=en">O “messias” negro? Arlindo Veiga dos Santos (1902-1978): “Viva a nova monarquia brasileira; Viva Dom Pedro III!”</a>.</em> Varia história, vol.22, nº 36 Belo Horizonte, Dez/2006.</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio. <em><a href="https://www.redalyc.org/pdf/2850/285022859004.pdf" target="_blank">Paladinos da liberdade: A experiência do Clube Negro de Cultura Social em São Paulo (1932-1938</a>).</em> Revista de História, nú 150, julho, 2004, pp. 57-79. Universidade de São Paulo São Paulo, Brasil</p>
<p>DOMINGUES, Petrônio. <a href="https://www.scielo.br/j/rbedu/a/hqBHpKJHNtbrVMgJb3Fpv9M/"><em>Um &#8220;templo de luz&#8221;: Frente Negra Brasileira (1931-1937) e a questão da educação</em>. Rev. Bras. Educ. 13 (39) • Dez 2008</a></p>
<p>FERREIRA, Maria Claudia Cardoso. <em><a href="https://livros01.livrosgratis.com.br/cp073095.pdf" target="_blank">Representações Sociais e Práticas Políticas do Movimento Negro Paulistano: as trajetórias de Correia Leite e Veiga dos Santos</a> (1928-1937)</em>, Dissertação de Mestrado &#8211; UERJ, 2005.</p>
<p><em>Frente Negra Brasileira &#8211; Depoimentos: Entrevistas e textos: Márcio Barbosa</em>. São Paulo : Editora Quilombhoje, 1998.</p>
<p>GOMES, Flavio. <em>Negros e Política: 1888-1937</em>. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2005.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>LEITE, Carlos Roberto Saraiva da Costa. <em><a href="https://www.geledes.org.br/frente-negra-brasileira-2/">A Frente Negra Brasileira</a></em>. Portal Geledés, 14 de dezembro de 2017.</p>
<p>MALATIAN, Teresa. <a href="https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548953096_4b658d360586fe092e466b830b5eec4c.pdf" target="_blank"><em>Memória e contra-memória da Frente Negra Brasileira</em></a>.</p>
<p>MALATIAN, Teresa. <em>O cavaleiro negro</em>. São Paulo : Editora Alameda, 2015.</p>
<p>MARTINS, Ana. <em><a href="https://www.blackpast.org/global-african-history/frente-negra-brasileira-1931-1938/#sthash.yPI6bven.dpuf" target="_blank">Frente Negra Brasileira (1931 &#8211; 1938)</a></em>. Black Past Organization.</p>
<p>RAMATIS, Jacino. <a href="https://www.scielo.br/j/rh/a/wNvHRyqtfycPZ7qwXXmQ84c/#" target="_blank"><em>Frente Negra, Ação Integralista e conservadorismo como estratégico de enfrentamento ao racismo – 1930 -1937.</em><span class="_separator"> </span></a><span class="_editionMeta">Rev. Hist. (São Paulo) (181),<span class="_separator"> </span>2022.</span></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil –1870-1930.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 1993.</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53000662" target="_blank">Site BBC</a></p>
<p><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=2913">Site Fundação Palmares &#8211; Frente Negra Brasileira</a></p>
<p><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=1946#:~:text=O%20negro%20come%C3%A7ava%20a%20construir,por%20sua%20eleva%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20cidadania." target="_blank">Site Fundação Palmares &#8211; Aristides Barbosa</a></p>
<p><a href="https://www2.assis.unesp.br/cedap/cat_imprensa_negra/biografias/francisco_lucrecio.html" target="_blank">Site Imprensa Negra</a></p>
<p><a href="https://ipeafro.org.br/?s=Frente+negra+brasileira+">Site IpeAfro</a></p>
<p><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1391-jose-correia-leite" target="_blank">Site Literafro</a></p>
<p>SOTERO, Edilza Correia. <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-03122015-134905/publico/2015_EdilzaCorreiaSotero_VCorr.pdf"><em>Representação Política Negra no Brasil pós Estado Nov</em>o.</a> Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo como parte dos requisitos para a obtenção do título de doutor em Sociologia, junho de 2015.</p>
<p>VIEIRA, Flavia Maria Silva. <em>Resistência e luta do Movimento Negro no Brasil: da rebeldia anônima na sociedade escravocrata ao enfrentamento político na sociedade de classes.</em> Revista da ABPN, v. 8, n. 20, jul. 2016 – out. 2016.</p>
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		<title>A cidade de São Paulo e Tebas (1721 &#8211; 1811), reconhecido como arquiteto, em 2018, mais de 100 anos após sua morte</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 13:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como o "mestre pedreiro" Tebas (1721 - 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Foi o “mais afamado oficial de cantaria de pedra”, técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, no dia em que São Paulo completa 467 anos, a Brasiliana Fotográfica publica um artigo sobre um homem escravizado conhecido em seu tempo como <em>o mestre pedreiro Tebas</em> (1721 &#8211; 1811), que se destacou na cidade, no século XVIII, por criar projetos de edifícios, principalmente religiosos, tornando-se por sua atuação um ícone da arquitetura colonial no Brasil. Essencial para a renovação do estilo arquitetônico da cidade de São Paulo no século XVIII, foi o <em>mais afamado oficial de cantaria de pedra, </em>técnica de talhar pedras em formas geométricas, e era também mestre nas técnicas de alvenaria e hidráulica. Apesar da importância de seu legado, só foi reconhecido como arquiteto, em 2018, quando foi inserido no quadro associativo do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo. Era dado, então, mais um passo para acabar com a invisibilidade da trajetória desse importante personagem da história de São Paulo e do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22287" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank"><img class="  wp-image-22287" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/brasaosaopaulo.jpg" alt="brasaosaopaulo" width="237" height="294" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/Ficheiro:Bras%C3%A3o_da_cidade_de_S%C3%A3o_Paulo.svg" target="_blank">Brasão da cidade de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido em 1721, em Santos, seu nome era Joaquim Pinto de Oliveira. Aprendeu seu ofício com o português Bento de Oliveira Lima (? &#8211; 1769), seu proprietário e renomado mestre de obras da cidade. Passaram a ser chamados para trabalhar na cidade de São Paulo, onde atuaram em diversas obras. Foram responsáveis pela restauração da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911. Tebas já havia construido a torre da igreja em 1750. Lima morreu, em 1769, antes da conclusão da reforma da Sé, deixando sua viúva, Antônia Maria Pinta, endividada. No inventário de Lima, Tebas valia 400 mil réis enquanto seus outros três artífices escravizados valiam 100mil. Segundo o pesquisador do IPHAN, Carlos Gutierrez Cerqueira, a alforria de Tebas aconteceu entre 1777 e 1778, em ação judicial movida por Tebas contra a viúva de Bento, sob orientação de Matheus Lourenço de Carvalho, arcebispo da Sé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1945/001AMI010047.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="703" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1945" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Igreja e Largo da Sé, c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="teads-adCall">
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/7798/002001MF005003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="" width="702" height="575" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/7798" target="_blank">Marc Ferrez. Largo da Sé e as igrejas da Matriz e de São Pedro, c. 1880. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os trabalhos de Tebas estão a pedra fundamental da fachada da antiga igreja do Mosteiro de São Bento, um cubo de 22 centímetros “<em>com relíquias e um Agnus Dei na base do cunhal</em>”, pela qual teria recebido, em 1766, seis tostões. Além disso, segundo o arquiteto Carlos Lemos, &#8220;lavrou também a portaria de pedra da igreja, encimada por um frontão em forma de concha. Por todo o trabalho de cantaria lavrada – portada principal, três janelas do coro e cruz romana de remate da fachada – recebeu ele do mosteiro, no mesmo ano de 1766, a quantia de 286$040 réis.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22522" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-22522 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/pedra-fundamental.jpg" alt="Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Livro" width="394" height="342" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Pedra fundamental da fachada da antiga igreja de São Bento, em São Paulo / Fonte: Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também construiu o Chafariz da Misericórdia (1792), primeiro chafariz público da capital paulista, erguido onde hoje encontra-se a rua Direita. Na época era ponto de trabalho e de encontro do povo, especialmente da população negra da cidade. Na época, por permitir o acesso à água, os chafarizes eram fundamentais para a dinâmica de funcionamento das cidades.</p>
<p>Segundo o livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica </em>(1988)<em>,</em> organizado pelo artista plástico baiano, que a partir de 2004 passaria a ser diretor curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo (1940 &#8211; ), o chafariz foi <em>“transferido para o distante Largo de Santa Cecília, talvez para servir de bebedouro de cavalos. Ficou por ali até os anos da I Grande Guerra. Depois, foi desmontado e largado num dos depósitos da prefeitura e, segundo informações que tivemos, até há uns quinze ou vinte anos atrás, ainda permanecia semi-enterrado entre os escombros e velhos postes de iluminação pública abandonados.”</em> A transferência ocorreu em 1886.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18654" style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-18654" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/O-desenho-do-Chafariz-da-Misericórdia-executado-pelo-artista-plástico-José-Wasth-Rodrigues.png" alt="O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues" width="577" height="743" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">O desenho do Chafariz da Misericórdia, executado pelo artista plástico José Wasth Rodrigues (1891 &#8211; 1957)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22284" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><img class="wp-image-22284" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/são-bento.jpg" alt="Illustração Brasileira, 1922" width="587" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/772739/208" target="_blank"><em>Igreja do antigo Mosteiro de São Bento, em São Paulo / Illustração Brasileira</em>, 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras obras realizadas com a participação de Tebas foram as partes frontais da igreja da Ordem Terceira do Carmo (1775 &#8211; 1776) e da igreja da Ordem Terceira do Seráfico São Francisco (1783).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1905/001AMI010012.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="494" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1905" target="_blank">Militão Augusto de Azevedo; Photographia Americana. Álbum comparativo da cidade de São Paulo 1862-1887 &#8211; Vista do Convento de S.Francisco. c. 1862. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Construiu a torre do Recolhimento de Santa Teresa e foi também o responsável pelo Cruzeiro Franciscano da cidade de Itu (1795), que integra o Centro Histórico de Itu, e foi tombado em 2004 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo. Considerado um monumento raro, só é comparável aos cruzeiros da Igreja de São Francisco, em João Pessoa; e o do Convento de Nossa Senhora das Neves, em Olinda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22289" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22289" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/cruzeiro.jpg" alt="Revista Foco Social, 1º de fevereiro de 2019" width="303" height="204" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://revistafocosocial.com.br/2019/02/o-cruzeiro-de-sao-francisco-e-a-historia-de-uma-epoca" target="_blank">Cruzeiro Franciscano de Itu<em> / Revista Foco Socia</em>l, 1º de fevereiro de 2019</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda trabalhava em obras quando faleceu, em 11 de janeiro de 1811, de gangrena. Foi velado e sepultado na Igreja de São Gonçalo, na Praça João Mendes, em São Paulo.</p>
<p>O primeiro registro escrito sobre Tebas de que se tem notícia é de 1899 em uma cronologia da história paulistana, <em>Chronologia paulista ou relação histórica dos factos mais importantes ocorridos em S. Paulo, desde a chegada de Martim Affonso de Souza a S. Vicente até 1898</em>, elaborada pelo cronista maranhense José Jacinto Ribeiro (1846 – 1910), filiado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 1935, Nuto Sant’Anna, chefe da Seção de Documentação Histórica do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, publicou o artigo <em>Thebas: subsídios inéditos para a reconstituição da personalidade do célebre arquiteto paulistano do século XVIII</em>, na <em>Revista do Arquivo Municipal de São Paulo</em>. Dois anos depois, escreveu o romance <em>Tebas, o escravo</em>, publicado em 1939.</p>
<p>Nas páginas iniciais do livro de Sant´Anna, há explicações preliminares:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>PERSONAGENS </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>LENDÁRIO </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tebas, escravo pedreiro. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>FICÇÃO </em></strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>José Vaz, Mestre de Campo e D. Cotinha, sua mulher; Padre Justino, cônego; Gregório dos Anjos, feitor; Luiza, mulher do administrador do Quebra Lombo; Maria das Dores, Carolina, Tião, Juvêncio, Quitéria, Joana, Tibúrcio e Barnabé, escravos. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>(&#8230;) </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>ENTRECHO </strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Dizem historiadores e cronistas que as tôrres das igrejas do Convento de Santa Teresa e da Sé foram construidas por Thebas. Thebas (Joaquim Pinto de Oliveira Thebas) trabalhou efetivamente nas obras do chafariz do largo da Misericórdia. O sítio do Tapanhoim existiu nas baixadas do ribeirão do Lavapés. A chácara do Quebra Lombo é também história. Os nomes das ruas e os aspectos ligeiramente delineados são reais. </em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">O mestre de campo José Vaz é o dono do sítio do Tapanhoim e de tudo o que há nele, incluindo Tebas, protagonista da estória, e as demais pessoas ali escravizadas. O antagonista é o feitor Gregório dos Anjos, impedido por Tebas, a golpes de capoeira, de estuprar Maria das Dores, “mulatinha esguia, de saliências naturais bem feitas. Uns bonitos dentes. E uma certa vivacidade encantadora” nunca vista “nas outras crioulas” (p. 31).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Nesse tempo, a construção das pontes, a edifi cação de prédios altos, a erecção da tôrre das igrejas, constituiam verdadeiros problemas. Obras Tebas e o Tempo 15 difíceis e custosas. Os artífi ces da terra sentiam-se quasi incapazes de as realizar. O Convento de Santa Teresa, que, da beira do morro abrupto, espiava para a várzea, tinha já a sua igrejinha – mas sem tôrre; a da Sé também não a possuia; e a da igreja do Colégio, era pequenina e baixa. (p. 69)</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Interessado nas habilidades de Tebas como pedreiro, padre Justino, cônego da Sé, o adquire junto ao mestre de campo José Vaz, sob a condição de libertá-lo assim que a obra estivesse concluída. Justino morre antes do início das obras, mas ainda tem tempo de ordenar o cumprimento da promessa e de determinar os ganhos (uma pataca e meia) do mestre pedreiro escravizado. Terminada a torre, o agora livre e respeitado Tebas juntara dinheiro para propor ao seu ex-senhor a compra de Maria das Dores. Mas é surpreendido por José Vaz, que lhe oferece de presente o amor de sua vida. Joaquim Pinto de Oliveira e Maria das Dores se casam um mês depois.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>FIM </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>São Paulo, de 20 a 30 de junho de 1937</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> (transcrito do livro T<em>ebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em>, páginas 14 e 15)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O compositor paulistano Geraldo Filme (1927 &#8211; 1995) cantou a história do arquiteto no <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">samba de 1974,</a> da extinta escola de samba Paulistano da Glória, que, com o enredo, conquistou o vice-campeonato do Grupo de Acesso. <a href="https://www.ouvirmusica.com.br/gres-paulistano-da-gloria/samba-enredo-1974-praca-da-se-sua-lenda-seu-passado-seu-presente/" target="_blank">Ouça aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Praça da Sé, Sua Lenda, Seu Passado, Seu Presente</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Geraldo Filme</p>
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<div class="simplebar-content">
<article>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Tébas negro escravo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Profissão alvenaria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Construiu a velha sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Em troca da carta de alforria</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Trinta mil ducados que lhe deu padre Justino</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Tornou seu sonho realidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Daí surgiu a velha Sé</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Que hoje é o marco zero da cidade</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Exalto no cantar de minha gente</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>A sua lenda, seu passado, seu presente</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>Praça que nasceu do ideal</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E braço escravo, é praça do povo</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Velho relógio, encontro dos namorados</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Me lembro ainda do bondinho de tostão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Engraxate batendo na lata de graxa</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>E o camelô fazendo pregão</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O tira-teima dos sambistas do passado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Bixiga, Barra Funda e Lavapés</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O jogo da tiririca era formado</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>O ruim caía, o bom ficava de pé</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
<div class="cnt" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>No meu São Paulo, olê olê, era moda</em></span><br />
<span style="color: #800000;"><em>Vamos na sé que hoje tem samba de roda</em></span></div>
</article>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o apelido e a vida de Tebas, segue um depoimento de Geraldo Filme:</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22527" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22527" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/geraldo.jpg" alt="Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas" width="541" height="395" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wj-5ILr1z-c" target="_blank">Depoimento de Geraldo Filme sobre Tebas / Youtube</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1988, no já mencionado livro <em>A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>,  foi publicado o artigo <em>Thebas</em>, do arquiteto Carlos Lemos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Em 2011, Carlos Gutierrez Cerqueira, pesquisador do IPHAN, colocou no ar o blog <em>Resgate – história e arte</em>, a fim de divulgar suas pesquisas sobre Tebas, no artigo <em>Tebas: vida e atuação na S. Paulo colonial; </em>e também<i> </i>o resultado das suas mais de três décadas de trabalho no IPHAN. Em 2018, foi lançado o livro <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas: Um Negro Arquiteto na São Paulo Escravocrata</em></a>, organizado pelo jornalista Abilio Ferreira e fundamental para a elaboração desse artigo.</p>
<p>Foi inaugurado, em 20 de novembro de 2020, Dia da Consciência Negra, um monumento em homenagem a Tebas. A estátua, de autoria do artista plástico Lumumba Afroindígena e da arquiteta Francine Moura, está exposta na praça Clóvis Bevilaqua, entre as igrejas da Sé e do Carmo, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22311" style="width: 643px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily.jpg" alt="Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de e de  / ArchDaily 27 de novembro de 2020" width="633" height="382" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank">Escultura em homenagem a Tebas, de autoria de Lumumba Afroindígena e de Francine Moura / ArchDaily, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;A natureza coletiva do seu legado o libertou do esquecimento&#8221;.</em></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22315" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><img class="wp-image-22315" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/archdaily1.jpg" alt="archdaily1" width="370" height="208" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>ArchDaily</em>, 27 de novembro de 2020</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como não existe nenhuma pintura ou desenho de Tebas, o quadro <em>Cabeça de negro</em> (1934), de Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), é muitas vezes associado à imagem do arquiteto. Fenômeno semelhante foi abordado no artigo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank"> </a><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank">A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</a>, </em>das historiadoras<em> </em>Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, publicado aqui no portal em 13 de maio de 2020. Nele é mencionado a frequência com que a imagem de Luiza Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama (1830 &#8211; 1882), e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835, é associada à fotografia <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6847" target="_blank"><em>Mulher de turbante</em></a>, produzida em torno de 1870, no Rio de Janeiro, pelo fotógrafo alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22291" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22291" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/portinari.jpg" alt="Cabeça de negro, 1934 / FGoogle and Arts" width="361" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Cabeça de negro, 1934, de Cândido Portinari. Muitas vezes essa imagem é associada a Tebas / Google Arts and Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma curiosidade: <em>Tebas</em> era uma gíria usada pela populaçao paulista, no século XIX, para designar algo que era <em>bom</em> ou <em>o melhor</em>. Segundo o livro <em>A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900</em> (2003), do jornalista Roberto Pompeu de Toledo: &#8220;<em>Foi tal a fama de Tebas, considerado, além de pedreiro exímio, corajoso e desenvolto, que até a primeira metade do século XX seu nome, em São Paulo, era sinônimo tanto de valentão, quanto de habilidoso. “Fulano é um Tebas”, dizia-se, e a palavra, com tais acepções, até hoje está nos dicionários. Alguns afirmam que o adjetivo “tebas” não vem do Tebas, e sim do idioma quimbundo – mas o simples fato de outros o atribuírem ao artesão paulista já é indicativo de sua reputação&#8221;.</em></p>
<p>A história de Tebas foi lembrada no documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem </em>(2020) em torno de um show do <em>rapper</em> Emicida (1985 &#8211; ), realizado no Theatro Municipal de São Paulo, em 27 de novembro de 2019. No filme, é resgatada parte da história da cultura e dos movimentos dos negros no Brasil. Sobre Tebas: <em>foi decisivo na renovação estilística pela qual São Paulo passou no século XVIII</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">O livro  <em><a style="color: #800000;" href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank">Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</a>, </em>organizado por Abilio Ferreira e lançado em 2018, foi fundamental para a elaboração desse artigo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ARAUJO, Emanoel (Org.). <em>A mão afrobrasileira: significado da contribuição artística e histórica</em>. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Museu Afro Brasil, 2010.</p>
<p><a href="https://www.archdaily.com.br/br/952117/inaugurada-em-sao-paulo-a-estatua-de-tebas-arquiteto-escravizado-no-seculo-xviii" target="_blank"><em>Arch Daily,</em> 27 de novembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/tebas-estatua-de-escravizado-que-comprou-a-alforria-sera-inaugurada-em-sao-paulo.phtml" target="_blank"><em>Aventuras na História</em>, 27 de outubro de 2020</a></p>
<p>Documentário <em>AmarElo &#8211; É tudo pra ontem</em></p>
<p>FERREIRA, Abilio (org.); CERQUEIRA, Carlos Gutierrez; YOUNG, Emma; JACINO, Ramatis; CHIARETTI, Maurilio. <a href="https://www.causp.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Livro-Tebas.pdf" target="_blank"><em>Tebas, um negro arquiteto na São Paulo escravocrata</em></a>. São Paulo ; Idea, 2018.</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/culturalinstitute/beta/asset/head-of-black-man/TQGJx82q_5duAw?hl=pt-br" target="_blank">Google Arts and Culture</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<p><em><a href="https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,o-largo-da-misericordia,530573" target="_blank">O Estado de São Paulo</a></em></p>
<p><a href="https://outraspalavras.net/cidadesemtranse/um-arquiteto-negro-na-sao-paulo-escravocrata/" target="_blank"><em>Outras palavras</em>, 5 de abril de 2019</a></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/1136936509806485/posts/1196027407230728/" target="_blank">Projeto Tebas</a></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/06/quem-foi-tebas-escravo-que-virou-arquiteto-em-meio-ao-brasil-colonial.html" target="_blank"><em>Revista Galileu</em>, 30 de junho de 2020</a></p>
<p><a href="https://revistaprojeto.com.br/noticias/homenagem-a-tebas-arquiteto-negro-acontecera-no-centro-de-sp/" target="_blank"><em>Revista Projeto, </em>14 de setembro de 2020</a></p>
<p><a href="https://www.acidadeon.com/cotidiano/NOT,0,0,1441354,Arquiteto+escravo+do+seculo+18+tem+historia+recuperada+na+Jornada+do+Patrimonio+em+SP.aspx" target="_blank">Site Cidade On</a></p>
<p><a href="https://itu.sp.gov.br/levantamento-otico-3d-e-realizado-no-cruzeiro-de-sao-francisco/" target="_blank">Site Prefeitura da Instância Turística de Itu</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/curiosidades/?p=455" target="_blank">Site Cidade de São Paulo Cultura</a></p>
<p><a href="https://ihgb.org.br/perfil/userprofile/jjacintoribeiro.html" target="_blank">Site IHGB</a></p>
<p><a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bma/programacao/index.php?p=25313" target="_blank">Site Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo</a></p>
<p><a href="https://www.xpecialdesign.com.br/designers/tebas-joaquim-pinto-de-oliveira/" target="_blank">Site X Special Design</a></p>
<p><em><a href="https://history.uol.com.br/noticias/escravo-que-projetava-igrejas-e-reconhecido-como-arquiteto-200-anos-apos-sua-morte" target="_blank">Veja São Paulo</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2020 11:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica hoje, Dia da Abolição da Escravatura, o artigo "A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel". Nele, as autoras, Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, historiadoras, respectivamente, do Museu Histórico Nacional e do Arquivo Nacional, duas instituições parceiras do portal, fazem a análise morfológica do retrato e levantam diversas questões como a representação imagética da mulher negra e a associação frequente da fotografia em questão com Luisa Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama, e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835.

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica hoje, Dia da Abolição da Escravatura, o artigo &#8220;A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel&#8221;. Nele, as autoras, Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, historiadoras, respectivamente, do Museu Histórico Nacional e do Arquivo Nacional, duas instituições parceiras do portal, fazem a análise morfológica do retrato e levantam diversas questões como a representação imagética da mulher negra e a associação frequente da fotografia em questão com Luisa Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama, e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dentre tantas imagens produzidas pelo fotógrafo Alberto Henschel<a href="#_edn1" name="_ednref1">[1]</a>, na segunda metade do século XIX, nota-se nos últimos anos o fascínio pela fotografia de uma mulher negra portando um turbante estampado. Nos limites deste artigo e, na trilha do historiador Ulpiano Bezerra de Meneses, chamamos a atenção para as qualidades estéticas dessa imagem, sua potência enquanto artefato, sua agência, a capacidade de produzir sentidos, de convocar diferentes apropriações e usos, e, finalmente, seu potencial de iconização.<a href="#_edn2" name="_ednref2">[2]</a> Cabem, assim, algumas perguntas: o que explica a ampla circulação do registro, onipresente em variados meios e produtos? Por que a associação entre esta fotografia e Luiza Mahin? Qual a relação entre o seu uso maciço e a invisibilidade ou a subalternidade imposta a negros e negras em produtos culturais &#8211; em especial, em algumas exposições?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6847" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6847/007IMS_007_22.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="504" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6847" target="_blank">Alberto Henschel. Mulher de turbante, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme Joana Flores,<a href="#_edn3" name="_ednref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a> em sua análise sobre as exposições de longa duração em museus da cidade de Salvador, pode-se afirmar que, ainda hoje, as mulheres negras são reduzidas a coadjuvantes; suas imagens são apresentadas, em locais como o Museu Henriqueta Catharino, sem referências, legendas ou textos explicativos. Para a autora, não basta estas mulheres estarem presentes em suportes materiais: sem identidade, sem história, sem memória, a presença se traduz em ausência.</p>
<p>Em exposições organizadas em fazendas históricas do Vale do Paraíba, para além da subalternidade – com fotografias de homens e mulheres negros relegados a espaços secundários, uma espécie de porão/senzala, contrapondo-se às casas grandes, lugar exclusivo dos barões e das baronesas – verifica-se uma despreocupação em identificar corretamente os sujeitos. Em uma das fazendas, a São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras, Rio de Janeiro, por exemplo, vemos o registro da mulher de turbante, de Henschel, ladeada de outros dois, de homens negros. Em nenhum deles há legendas com o crédito do fotógrafo, a data e o local de produção da imagem e a instituição detentora, como se as fotografias pudessem falar por si, dando margem à imaginação de guias e visitantes. Ali, como em muitas outras instituições de memória e, também em produtos culturais, a mulher é apresentada como Luísa Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luís Gama, e liderança da Revolta dos Malês, um dos maiores levantes de escravizados promovidos no Brasil, em Salvador, em 1835.</p>
<p>Na análise morfológica do retrato em questão, vemos um fundo neutro que apresenta uma mulher em meio busto, com vestido escuro “decotado”, ombros à mostra, brincos e turbante estampado. Nada além disso. Nenhum mobiliário, apoio, utensílio ou instrumento de trabalho ou mesmo qualquer acessório em sua indumentária além dos mencionados. Ela não apresenta marcas. Assim como a maior parte das negras retratadas por Henschel, a mulher de turbante não sorri; ela exibe um olhar firme, quase desafiador.</p>
<p>O fato de existirem poucos elementos na composição da foto; a presença do turbante remetendo aos africanos de origem muçulmana que se rebelaram na Bahia em 1835; o olhar da retratada, são algumas pistas que podem ajudar a entender a associação entre a imagem e Luísa Mahin. Mas, chama a atenção que aquela continue a ser utilizada sem que se atente para a questão de que não há registros fotográficos da Revolta dos Malês nem dos seus participantes, posto que, apenas em 1849, foi anunciada a descoberta da daguerreotipia, processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851). Em segundo lugar, conforme informação do Instituto Moreira Salles<a href="#_edn4" name="_ednref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a> a fotografia teria sido produzida por volta de 1870, ou seja, trinta e cinco anos após o evento. Levando-se em conta a visível juventude da retratada, não há possibilidade de ser Luísa Mahin, cuja história tornou-se mais conhecida por meio do livro <em>Um defeito de cor</em> de Ana Maria Gonçalves.<a href="#_edn5" name="_ednref5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a></p>
<p>A atribuição anacrônica vai sendo difundida graças à ampla circulação da imagem, em especial nos meios eletrônicos, e ao seu uso reiterativo. Uma busca na Internet com as palavras “Luísa Mahin”, “negra de turbante”, “escrava de turbante” e, sobretudo, associando-se estas expressões a Henschel ou Alberto Henschel, nos leva a uma grande quantidade de registros e diferentes usos da fotografia na divulgação de eventos, ilustração de artigos, capas de livros, intervenções urbanas, instalações artísticas e obras de arte, como “As filhas  de Eva” de Rosana Paulino, rótulos de cerveja e até em tatuagens, dentre muitos outros.<a href="#_edn6" name="_ednref6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a></p>
<p>Indo além da discussão em torno de um desconhecimento sobre a história da fotografia e sobre a história da Revolta dos Malês e de Luiza Mahin, podemos entender a apropriação dessa imagem como um desejo de dar voz e corpo a uma mulher. Se a própria existência de Luísa Mahin é questionada pela historiografia e sua participação no levante deve ser problematizada, como observa João José Reis,<a href="#_edn7" name="_ednref7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a> na mesma medida, verifica-se, nas últimas décadas, um processo de mitificação que visa à sua manutenção no imaginário afro-brasileiro. Essa estratégia se deve, em especial, ao feminismo negro que, no intuito de superar a violência simbólica exercida sobre as mulheres negras, “buscou positivar a imagem das afro-brasileiras, recorrendo à reelaboração e valorização das histórias das suas sucessoras.”<a href="#_edn8" name="_ednref8"><sup><sup>[8]</sup></sup></a></p>
<p>A mulher fotografada por Henschel é identificada como Luísa Mahin até mesmo em eventos acadêmicos, como observado em uma apresentação no I Congresso Nacional do PROFHISTÓRIA (Mestrado Profissional em Ensino de História), realizado em Salvador, em 2019. Uma historiadora que trabalha com educação patrimonial nas fazendas do Vale do Paraíba, tendo exibido a fotografia associando-a a mãe de Luís Gama, foi questionada quanto ao seu uso. A resposta foi enfática: uma escolha. Desejo de atribuir um rosto a uma personagem guerreira. É o olhar altivo com que a modelo encara a câmera sintetizando qualidades como força, resistência e coragem que corresponde à imagem desejada para essa mulher.</p>
<p>Nesse sentido e, no nosso entendimento, a mulher negra de turbante acaba contrariando a tese de Manuela Carneiro da Cunha sobre escravizados retratados, quando afirma que “Num retrato pode-se ser visto e pode-se dar a ver [&#8230;]. Quem encomenda uma fotografia mostra-se, dá-se a conhecer [&#8230;] como gostaria de ser visto [&#8230;] É o sujeito do retrato. Aqui o escravo é visto, não se dá a ver.”<a href="#_edn9" name="_ednref9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> Certamente não é o caso da modelo fotografada por Henschel. Ela subverte a condição de escravizada e, por isso, objetificada, dando-se a ver como protagonista. E nesse aspecto, as autoras Maria Lafayette Aureliano Hirszman e Sandra Sofia Machado Koutsokos concordariam conosco, segundo a perspectiva de seus estudos sobre os retratos de autoria de Christiano Jr.<a href="#_edn10" name="_ednref10"><sup><sup>[10]</sup></sup></a></p>
<p>Assim, a “negra de turbante” é retirada do sistema de classificação humana, usado para deleite, curiosidade, e principalmente para estudos sobre o “outro”. Estes, baseados em teorias cientificistas, de fundo racista, amplamente difundidas ao longo do século XIX, para as quais os registros fotográficos contribuíram como forma de comprovação de teses, como a de que os negros eram seres inferiores.<a href="#_edn11" name="_ednref11"><sup><sup>[11]</sup></sup></a> Deixa de ser vista da forma generalizante com que foi categorizada, um “tipo de negro”<a href="#_edn12" name="_ednref12"><sup><sup>[12]</sup></sup></a>, exemplar de uma coletividade exótica e pitoresca, muito cara ao romantismo dos estudos de folclore. Entra para a história ao ganhar a singularidade de uma identidade &#8211; mesmo que atribuída muitos anos depois de sua própria morte &#8211; que a torna protagonista e ícone na construção da memória afro-diaspórica no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ednref1" name="_edn1">[1]</a> Sobre Henschel, ver, entre outros, HEYNEMANN, Cláudia. “De Berlim às capitais do Império: a experiência fotográfica em Alberto Henschel”. In: BAREL, Ana Beatriz Demarchi e COSTA, Wilma Peres (Orgs.). <em>Cultura e poder entre o Império e a República</em>: Estudos sobre os imaginários brasileiros (1822-1930), São Paulo, Alameda, 2018. HEYNEMANN, Cláudia e RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. <em>Retratos Modernos</em>. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro</em>: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. VASQUEZ, Pedro. Karp. <em>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX</em>. São Paulo: Metalivros, 2000. WANDERLEY, Andrea C. T. <em>O alemão Alberto Henschel (1827 – 1882), o empresário da fotografia</em>, Brasiliana Fotográfica. Disponível em: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138</a>. Acesso em 2 de março de 2020.</p>
<p><a href="#_ednref2" name="_edn2">[2]</a> MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. <em>A fotografia como documento – Robert Capa e o miliciano abatido na Espanha: sugestões para um estudo histórico</em>. Tempo, Rio de Janeiro,n. 14, 2002, p. 131-151.</p>
<p><a href="#_ednref3" name="_edn3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a> FLORES, Joana . <em>Mulheres negras e museus de Salvador. Diálogo em branco e preto</em>. Salvador: edição da autora , 2017.</p>
<p><a href="#_ednref4" name="_edn4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a> A imagem também pode ser encontrada também no EthnologischesMuseum, de Berlim e na Fundação Joaquim Nabuco.</p>
<p><a href="#_ednref5" name="_edn5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a> GONÇALVES, Ana Maria. <em>Um defeito de cor</em>. Rio de Janeiro: Record, 2018.</p>
<p><a href="#_ednref6" name="_edn6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a> Ver, entre outros: o material de divulgação da palestra “Autografias Luíza Mahin: um mito libertário no Feminismo Negro”, promovida pelo SESC, em São Paulo, em 2015, disponível em: <a href="https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/luiza-mahin-um-mito-libertario-no-feminismo-negro">https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/luiza-mahin-um-mito-libertario-no-feminismo-negro</a> , acesso em 10 de julho de 2019; do Colóquio Internacional Subjectividades Escravas nos Mundos Ibéricos (Séculos XV-XX), realizado em 2018, promovido pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal, disponível em: <a href="https://www.ics.ulisboa.pt/sites/ics.ulisboa.pt/files/events/cartaz/diptico_subjective_hd1.pdf">https://www.ics.ulisboa.pt/sites/ics.ulisboa.pt/files/events/cartaz/diptico_subjective_hd1.pdf</a>, acesso em 20 de agosto de 2019; as capas dos livros <em>O genocídio do negro brasileiro</em>: processo de um racismo mascarado, de Abdias do Nascimento, disponível em: <a href="https://www.editoraufv.com.br/produto/o-genocidio-do-negro-brasileiro--processo-de-um-racismo-mascarado-3-edicao/1784951">https://www.editoraufv.com.br/produto/o-genocidio-do-negro-brasileiro&#8211;processo-de-um-racismo-mascarado-3-edicao/1784951</a>, acesso em 29 de fevereiro de 2020; <em>Ocupação Luiza Mahin</em>, disponível em: <a href="http://www.sindipetroba.org.br/2017/noticia/8337/lancamento-do-livro-%E2%80%9Cocupac%C3%A3o-luisa-mahin%E2%80%9D-tem-feijoada-e-m%C3%BAsica">http://www.sindipetroba.org.br/2017/noticia/8337/lancamento-do-livro-%E2%80%9Cocupac%C3%A3o-luisa-mahin%E2%80%9D-tem-feijoada-e-m%C3%BAsica</a>, acesso em 20 de agosto de 2019; <em>Luiza Mahin</em>, romance de Armando Avena, disponível em: <a href="http://atarde.uol.com.br/coluna/armandoavena/2112050-heroina-negra-luiza-mahin-e-tema-de-livro-de-armando-avena-premium">http://atarde.uol.com.br/coluna/armandoavena/2112050-heroina-negra-luiza-mahin-e-tema-de-livro-de-armando-avena-premium</a>, acesso em 12 de dezembro de 2019; o cartaz do evento “Sarau das Pretas – Luiza Mahin vive!”; disponível em: <a href="https://www.londrinatur.com.br/agenda/sarau-das-pretas-luiza-mahin-vive/">https://www.londrinatur.com.br/agenda/sarau-das-pretas-luiza-mahin-vive/</a>, acesso em 20 de agosto de 2019; o site do MAR com a divulgação da exposição “Rosana Paulino: a costura da memória”, disponível em: <a href="http://museudeartedorio.org.br/programacao/a-costura-da-memoria-2/">http://museudeartedorio.org.br/programacao/a-costura-da-memoria-2/</a>, acesso em 29 de fevereiro de 2020; a tatuagem apresentada como “Portrait de Luiza Mahin uma das figuras africanas mais importantes da história”, disponível em: <a href="http://picdeer.org/thiago.maga.tattoo">http://picdeer.org/thiago.maga.tattoo</a>, acesso em 20 de agosto de 2019; o rótulo da cerveja Mahin, disponível em <a href="https://www.facebook.com/1984215361805614/photos/a.1985548531672297/1985548365005647/?type=3&amp;theater">https://www.facebook.com/1984215361805614/photos/a.1985548531672297/1985548365005647/?type=3&amp;theater</a>, acesso em 20 de agosto de 2019.</p>
<p><a href="#_ednref7" name="_edn7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a> “Nenhuma Luíza, aliás, foi incluída em quaisquer listas de presos por envolvimento no levante. A única mulher com esse nome que encontrei em 1835 foi uma liberta, presa provavelmente em novembro para ser deportada por crime não especificado, mas de forma alguma por insurreição. […] O personagem Luíza Mahin, então, resulta de um misto de realidade possível, ficção abusiva e mito libertário. A rigor, o que dela se conhece tem pouca fundamentação histórica. O que mais se aproxima dela é o pouco que sobre ela escreveu o filho Luiz Gama. Do que este revelou, o envolvimento da mãe em 1835 é até possível, embora os documentos sobre a revolta não o confirmem e indiquem como altamente improvável seu papel de liderança.” REIS, João José. <em>Rebelião escrava no Brasil</em>: a história do levante dos malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 301-303.</p>
<p><a href="#_ednref8" name="_edn8"><sup><sup>[8]</sup></sup></a> LIMA, Dulcilei da Conceição. <em>Desvendando Luiza Mahin: um mito libertário no cerne do feminismo negro</em>. Dissertação. Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura, São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2011, p.8.</p>
<p><a href="#_ednref9" name="_edn9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> CUNHA, Manuela Carneiro da. “Olhar escravo, ser olhado”. In: AZEVEDO, Paulo Cesar de e LISSOVSKY, Mauricio [e outros] <em>Escravos brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr</em>. São Paulo: Ed. Ex Libris Ltda., 1988, p. 23. Apud. KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado. No estúdio do fotógrafo. Representação e auto-representação de negros livres, forros e escravos no Brasil da segunda metade do século XIX. Tese. Doutorado em Multimeios, Campinas, UNICAMP, 2006, p. 107.</p>
<p><a href="#_ednref10" name="_edn10"><sup><sup>[10]</sup></sup></a> HIRSZMAN, Maria Lafayette Aureliano. <em>Entre o tipo e o sujeito: os retratos de escravos Christiano Jr</em>. Dissertação. Mestrado em Artes, São Paulo, USP. 2011. KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado. No estúdio do fotógrafo, op. cit.</p>
<p><a href="#_ednref11" name="_edn11"><sup><sup>[11]</sup></sup></a> KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado.<em> ‘Typos de pretos no estúdio do photographo’: Brasil segunda metade do século XIX</em>. <em>Anais do Museu Histórico Nacional</em>, Rio de Janeiro, v. 39, 2008, p. 455-482.</p>
<p><a href="#_ednref12" name="_edn12"><sup><sup>[12]</sup></sup></a> O “tipo” é uma denominação classificatória das diferenças humanas físicas e culturais, caras aos estudos de história natural dos séculos XVIII e XIX, segundo os quais, a humanidade é parte da natureza e deve ser estudada segundo os mesmos critérios taxonômicos. “Assim, foi-se criando e se afirmando cada vez mais [&#8230;] um padrão imagético taxonômico cuja expressão mais evidente pode-se chamar de documentação de espécimes – sejam botânicos, animais, ou tipos humanos inseridos em universos sociais”. Cf. SELA, Eneida Maria Mercadante. Modos de ser em modos de ver: ciência e estética em registros de africanos por viajantes europeus (Rio de Janeiro, ca. 1808-1850). Tese. Doutorado em História. Campinas, Unicamp, 2006. p.65. Em outras palavras, a classificação humana como “tipo” era uma forma não apenas de estudar o “outro”, mas também de inferiorizá-lo e dominá-lo, sob a perspectiva de lidar com uma “essência abstrata da variação humana” que é como o “tipo” é definido por Elizabeth Edwards Apud. HIRSZMAN, Maria Lafayette Aureliano. Entre o tipo e o sujeito…, op. cit. p. 48.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Aline Montenegro Magalhães é Doutora em História | Pesquisadora do Museu Histórico Nacional</p>
<p>Maria do Carmo Rainho é Doutora em História | Pesquisadora do Arquivo Nacional</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O artigo <a href="https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/10514" target="_blank"><em>Produção, usos e apropriações de uma imagem: o processo de iconização da fotografia da mulher de turbante, de Alberto Henschel,</em></a> das mesmas autoras e também sobre esse tema foi publicado da <em>Revista de História da UEG</em> (Universidade Estadual de Goiás), em 14 de julho de 2020. **</p>
<p>Link para o artigo <a href="https://revistazum.com.br/radar/a-mulher-de-turbante/" target="_blank"><em>As reencarnações de uma mulher negra: pessoa-coisa-pessoa</em></a>, de <span class="author"><a href="https://revistazum.com.br/radar/a-mulher-de-turbante/autor/?autor=Alexandre+Araujo+Bispo">Alexandre Araujo Bispo</a>, p</span><span class="date-published">ublicado em 17 de novembro de 2020, na Revista de Fotografia Zum.***</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Esta informação foi acrescentada ao texto em 16 de julho de 2020.</p>
<p>*** Esta informação foi acrescentada ao texto em 17 de março de 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="color: #800000;"><strong> Links para artigos da Brasiliana Fotográfica sobre Alberto Henschel e sobre a escravidão no Brasil</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 238px" class="wp-caption alignleft"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/cart%C3%A3o-Albert-Henschel-178x300.jpg" alt="cartão Albert Henschel" width="228" height="384" /><p class="wp-caption-text">Photographia Allemã, de Alberto Henschel / Acervo IMS</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura</em>, publicado em 13 de maio de 2015</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa campal de 17 de maio de 1888</em>, publicado em 17 de maio de 2015</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 – 1882), o empresário da fotografia</em>, publicado em 13 de junho de 2015</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<div><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><em>Retratos de escravizados pelo fotógrafo Christiano Junior (1832 – 1902)</em>, de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, publicado em 13 de maio de 2019</a></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 &#8211; Alagoas, 20 de novembro de 1695)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 16:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica homenageia Zumbi dos Palmares (1665-1695), considerado um dos símbolos da luta contra a escravidão no Brasil, com a publicação de uma galeria de "tipos negros" fotografados, em torno de 1869, na Bahia e em Pernambuco por Alberto Henschel (1827-1882). O dia da morte de Zumbi, 20 de novembro, é comemorado em todo o país como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data foi criada, em 2003, e instituída oficialmente em âmbito nacional com a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. É feriado oficial em mais de mil cidades brasileiras.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 338px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0b/Ant%C3%B4nio_Parreiras_-_Zumbi_2.jpg" alt="Antônio Parreiras - Zumbi 2.jpg" width="328" height="437" /><p class="wp-caption-text">Zumbi (1927), pintura de Antonio Parreiras (1860 &#8211; 1937) / Acervo do Museu Antonio Parreiras, Niterói</p></div>
<p>A Brasiliana Fotográfica homenageia Zumbi dos Palmares (1655-1695), considerado um dos símbolos da luta contra a escravidão no Brasil, com a publicação de uma galeria de <em>tipos negros</em> fotografados, em torno de 1869, na Bahia e em Pernambuco, por Alberto Henschel (1827-1882). Esses registros fotográficos integram o acervo do Leibniz-Institut für Laenderkul (1), primeira instituição internacional a se tornar parceira da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>O quadro retratando Zumbi (ao lado) é de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2490" target="_blank">Antonio Parreiras</a> (1860-1937). Tanto o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel</a> como o pintor já foram temas da Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>O dia da morte de Zumbi, 20 de novembro, é comemorado em todo o Brasil como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data foi criada, em 2003, e instituída oficialmente em âmbito nacional com a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12519.htm" target="_blank">lei nº 12.519</a>, de 10 de novembro de 2011.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em 21 de dezembro de 2023, o Projeto de Lei nº 3268/2021, que declara o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra feriado em todo o país. O texto do PL foi publicado no Diário Oficial da União do dia seguinte.*</p>
<p>Zumbi nasceu, em 1655, em uma das aldeias do Quilombo dos Palmares, uma comunidade formada por escravizados fugitivos. O quilombo, o maior do período colonial brasileiro, localizava-se na região da Serra da Barriga, na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, em Alagoas. Foi capturado, no quilombo, ainda criança, pelos soldados da expedição comandada por Brás da Rocha Cardoso, e entregue ao padre português Antônio Melo, do distrito de Porto Calvo, Alagoas. Foi batizado, aprendeu português e latim, e recebeu o nome de Francisco.</p>
<p>Aos 15 anos, fugiu e voltou para o Quilombo dos Palmares. Posteriormente, tornou-se o líder da comunidade, substituindo seu tio, Ganga Zumba (c. 1630 &#8211; 1678). A capital de Palmares foi destruída, em 1694, e Zumbi foi ferido. Traído por um dos seus principais comandantes, Antônio Soares, foi morto em 20 de novembro de 1695, na serra de Dois Irmãos, local de seu esconderijo. Foi esquartejado e sua cabeça foi cortada e exposta na praça do Carmo, em Recife.</p>
<p>Há uma grande bibliografia sobre Zumbi e o Quilombo dos Palmares. Nem sempre os estudos apontam para a mesma direção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Galeria de <em>tipos negros</em> fotografados por Alberto Henschel</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/71" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de <em>tipos negros</em> fotografados por Alberto Henschel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) O conjunto de 460 imagens do Brasil produzidas até 1900 pertencentes ao acervo do Leibniz-Institut für Länderkunde foi, mediante convênio, incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles por meio da digitalização das fotos em alta resolução. A instituição, sediada na cidade de Leipzig,  reúne o mais importante acervo de fotografia brasileira do século XIX  na Alemanha, em especial pelas imagens reunidas na coleção Stübel.</p>
<p>O geólogo alemão Moritz Alphons Stübel (1835 &#8211; 1904) viajou, entre 1868 e 1877, pela América do Sul com o também geólogo Wilhelm Reiss (1838 – 1908), que retornou um ano antes para a Alemanha. Stübel formou uma importante coleção de fotografias, composta originalmente por quase duas mil imagens. A &#8220;Collection Alphons Stübel&#8221;, a maior coleção de fotografias sul-americanas do século XIX, até agora conhecida, da Alemanha – e provavelmente da Europa – está preservada no Leibniz-Institut für Länderkunde.</p>
<p>Colaboraram para esta pesquisa a designer Mariana Newlands e a socióloga Roberta Zanatta, da equipe do IMS</p>
<p>*Este parágrafo foi acrescentado em 22 de dezembro de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333333;">Andrea C. T. Wanderley</span></p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>CARNEIRO, Edison. <em>O Quilombo dos Palmares</em>, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de. <em>Cidadania no Brasil. O longo Caminho.</em> 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002</p>
<p>FONSECA JR, Eduardo. <em>Zumbi dos Palmares</em>, <em>A História do Brasil que não foi contada.</em> Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988)</p>
<p>FREITAS, Décio. <em>Palmares, a guerra dos escravos.</em> Porto Alegre: Movimento, 1973</p>
<p>GOMES, Flavio dos Santos. <em>De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social. </em>São Paulo: Claro Enigma, 2011</p>
<p>MOURA, Clovis. <em>Dicionário da Escravidão Negra no Brasil</em> / Clovis Moura;<em> </em>assessora de pesquisa Soraya Silva Moura &#8211; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <i>Fotógrafos alemães no Brasil do século XIX, </i>São Paulo: Metalivros, 2000</p>
<p><span style="color: #800000;">Outras fontes:</span></p>
<p><a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/21/04.html" target="_blank">Artigo de  Frank Stephan Kohl: &#8220;Collection Alphons Stübel&#8221;: um tesouro escondido</a></p>
<p><a href="http://www.vidaslusofonas.pt/biografia.php?id=IG62EM6mbwp" target="_blank">Artigo de Fernando Correia da Silva: <em>Zumbi dos Palmares: libertador dos escravos: 1655-1695</em>.</a></p>
<p><a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/zumbi_um_heroi_cercado_de_misterio_4.html" target="_blank">Entrevista <em>Zumbi, um herói cercado de mistério, </em>na Revista História, de novembro de 2009</a></p>
<p><a href="http://www.brasil.gov.br/governo/2014/11/mais-de-mil-cidades-tem-feriado-no-dia-da-consciencia-negra" target="_blank">Portal Brasil</a></p>
<p><a href="http://www.calendarr.com/brasil/dia-nacional-da-consciencia-negra/" target="_blank">Site Calendarr</a></p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=118&amp;Itemid=1" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p><a href="http://ims.com.br/ims/explore/artista/colecao-leibniz-institut" target="_blank">Site do Instituto Moreira Salles</a></p>
<p><a href="http://www.ifl-leipzig.de/en/about-ifl/history.html" target="_blank">Site do Leibniz-Institut für Laenderkunder</a></p>
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		<title>Dia da Abolição da Escravatura</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2015 07:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[13 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto da Costa e Silva]]></category>
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		<description><![CDATA[A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. A Galeria do Dia da Abolição traz diversas fotos de escravizados em situações de trabalho, em momentos de descanso e em estúdios. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_518" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank"><img class="wp-image-518 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/0072430cx024A-06-300x242.jpg" alt="Marc Ferrez. Escravos na colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ." width="300" height="242" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2137" target="_blank">Marc Ferrez. Escravos na colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p style="text-align: center;"> <em><span style="color: #800000;"><strong> Dia da Abolição da Escravatura*</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;A escravidão foi o processo mais violento, mais cruel, mas mais eficiente de obter, conservar, preservar e explorar o trabalho alheio. Ele não via em quem ele escravizava um semelhante, mas via um adversário e um ser inferior a ele.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=at3a-ptsC2I&amp;app=desktop" target="_blank">Alberto da Costa e Silva, diplomata, escritor e africanólogo</a></p>
<p>A escravidão no Brasil foi amplamente documentada pelos fotógrafos do século XIX. Contribuíram para isto o fato de ter a fotografia chegado cedo ao país, em 1840, sendo o imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II</a> um grande entusiasta do invento, além de ter sido o último país das Américas a abolir a escravatura, em 1888. Por cerca de 350 anos, o Brasil &#8211; destino de cerca de 4,5 milhões de escravizados africanos &#8211; foi o maior território escravagista do Ocidente, mantendo este sistema tanto no campo como na cidade. O lugar de trabalho era o lugar do escravizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2311/007A5P3FG5-19.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2311" target="_blank">Georges Leuzinger. Fazenda do Quititi, c. 1865. Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes o objetivo das fotografias não era a denúncia e sim o estético ou, ainda, o registro do exótico. A Galeria do Dia da Abolição da Escravatura exibe fotos de escravizados em situações de trabalho, em momentos de descanso ou mesmo em poses obtidas em estúdios. São imagens apaziguadoras da escravidão e das várias funções dos escravizados. Dentre seus autores estão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel</a>,<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank"> Augusto Stahl</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger</a>, João Goston, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539" target="_blank">Marc Ferrez</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb</a>, além de alguns anônimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=escravos&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de escravizados disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As fotos revelam uma representação naturalizada da escravidão, deixando a impressão de que seria normal a posse de homens por outros homens, o que fica evidenciado pela venda dessas imagens para o exterior como um produto exótico de um país tropical distante. Porém, percebe-se em não poucas dessas fotografias, segundo a antropóloga Lilia Schwarcz, que <em>mais do que propriedades ou figurantes com papéis prévia e exteriormente demarcados, os escravizados negociam efetivamente nos registros fotográficos, nos pequenos sinais que deixaram no tempo e na imagem, seu lugar e condição</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6239" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6239/007SXIXFB-46.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="607" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6239" target="_blank">Augusto Stahl. Escravo com escarificações no rosto. c, 1864. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">a princesa Isabel</a> assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravizados no país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_01&amp;PagFis=5322"><em>O Paiz,</em> 14 de maio de 1888</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781"><em>A Gazeta de Notícias, </em>14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2929/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="295" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2929" target="_blank">J. Courtois. Isabel, Princesa do Brasil, 18? / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre este dia, Machado de Assis escreveu na coluna &#8220;A Semana&#8221;, no jornal carioca <em>Gazeta de Notícias </em>de 14 de maio de 1893: <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_03&amp;PagFis=8233">Verdadeiramente, foi o único dia de delírio público que me lembra ter visto</a></em>.</p>
<p>Até hoje se manifestam na sociedade brasileira as consequências sociais e culturais da longevidade e do alcance da escravatura no país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6963/007A5P3F03-009.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="551" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6963" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial, 13 de maio de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.blogdoims.com.br/ims/entre-cantos-e-chibatas-conversa-com-lilia-schwarcz" target="_blank">Link para a série <em>Entre cantos e chibatas – conversa com Lilia Schwarcz</em>, produzida pelo Instituto Moreira Salles em 2011.</a></p>
<div class="title-single"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Esse artigo foi atualizado em maio de 2020</p>
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