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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Edmondo de Amicis</title>
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		<title>O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor e um breve histórico do uso da expressão &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; como referência ao Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Marcolini]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, quando é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, passa a Rabat, capital de Marrocos, o posto de Capital Mundial do Livro, que assumiu há exatamente um ano. O Rio foi a primeira cidade de língua portuguesa escolhida para receber este título, um reconhecimento da excelência de seus programas de promoção da leitura. Em homenagem à cidade, cuja beleza e vocação exibicionista são inequívocas, a Brasiliana Fotográfica publica uma seleção de fotos da paisagem carioca, de alguns de seus símbolos mais icônicos e conta uma pouco da história do uso da expressão "Cidade Maravilhosa", que tornou-se seu epíteto. Viva a leitura! Viva a fotografia! Viva a Cultura! Viva a Cidade Maravilhosa!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Hoje, quando é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o Rio de Janeiro, a<em><span style="color: #800000;"><strong> Cidade Maravilhosa</strong></span></em>, passa a Rabat, capital de Marrocos, o posto de Capital Mundial do Livro, que assumiu há exatamente um ano. O Rio foi a primeira cidade de língua portuguesa escolhida para receber este título, um reconhecimento da excelência de seus programas de promoção da leitura. Em homenagem à cidade, cuja beleza e vocação exibicionista são inequívocas, a Brasiliana Fotográfica publica uma seleção de fotos da paisagem carioca, de alguns de seus símbolos mais icônicos e conta uma pouco da história do uso da expressão <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa, </span></strong></em><span style="color: #333333;">que tornou-se seu epíteto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2554" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2554/007Marc%20Ferrez06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="504" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2554" target="_blank">Marc Ferrez. Copacabana, c. 1895. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o poeta e editor Alexei Bueno (1963 &#8211; ), a poetisa francesa<em> </em>Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955)<em> foi, senão a criadora, a oficializadora do epíteto do Rio de Janeiro. </em>Para o jornalista Rafael Sento Sé, autor do livro que inspirou esse artigo, foi ela <em>que criou o sonho de um Rio de Janeiro da Belle Époque. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3683/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="442" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3683" target="_blank">Phototypia A. Ribeiro; Maison Chic. Avenida Central, 1912?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2777" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2777/014AM012048.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2777" target="_blank">Augusto Malta. Vista Chinesa, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas a expressão se popularizou, de fato, a partir da canção homônima de André Filho (1906 &#8211; 1974), gravada, em 1934, por ele e por Aurora Miranda (1915 &#8211; 2005) e sucesso no carnaval de 1936. O epíteto tornou-se eterno!</p>
<p>Viva a leitura! Viva a fotografia! Viva a Cultura! Viva a <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong></em>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9866/037SL03109.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="576" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9866" target="_blank">Etapa da construção da estátua do Cristo Redentor &#8211; cabeça, c. 1930 . Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram selecionados para essa publicação registros produzidos por fotógrafos ainda não identificados, e por <span style="color: #800000;"><strong>Antônio Caetano da Costa Ribeiro (18? – 19?)</strong></span>, <span style="color: #800000;"><strong>Augusto Malta (1864 &#8211; 1957),</strong></span> <span style="color: #800000;"><strong>Juan Gutierrez (c. 1860 &#8211; 1897)</strong></span> e <span style="color: #800000;"><strong>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></span>. São belas imagens produzidas desde fins do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Do primeiro, Costa Ribeiro, ainda não temos informações consistentes sobre sua vida e trajetória profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6291" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6291/GT52.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6291" target="_blank">Juan Gutierrez. Panorama da Glória, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/449" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;">Acessando o link para fotos selecionadas da Cidade Maravilhosa de autoria de Antônio Caetano da Costa Ribeiro, Augusto Malta, Juan Gutierrez e Marc Ferrez disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</span></strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Augusto Malta (1864 &#8211; 1957)</span></em></strong></p>
<p>Foi na gestão do engenheiro Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) como prefeito do Rio de Janeiro que, pela primeira vez, a prefeitura contratou um fotógrafo, o alagoano Augusto Malta, para documentar as obras da cidade. Ele ocupou o cargo até 1936, quando se aposentou. Incansável, elegante e bem-humorado, foi <em>com seus olhos irrequietamente falantes</em> o principal cronista visual do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Além de ter documentado as transformações urbanas e os grandes eventos da cidade como a Exposição Nacional de 1908, a construção do Teatro Municipal, em 1909; a Revolta da Chibata, em 1910; e a inauguração do Cristo Redentor, em 1931; fotografou personalidades políticas, intelectuais e artísticas; paisagens, monumentos, lojas, o casario decadente e as ressacas. Registrou também aspectos da vida carioca como, por exemplo, o carnaval de rua, o movimento dos quiosques, os eventos sociais, os moradores de cortiços, os vendedores ambulantes, as prostitutas, os marinheiros e cenas de praia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6658/CP-LE-PC_003.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="308" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6658" target="_blank">Augusto Malta, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo AGCRJ</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Juan Gutierrez (c.1860 &#8211; 1897)</strong></em></span></p>
<p>Provavelmente nascido nas Antilhas, em torno de 1860, Juan Gutierrez foi um dos mais importantes fotógrafos paisagistas do século XIX e um dos maiores cronistas visuais do Rio de Janeiro, tendo registrado a transição da cidade imperial para a cidade republicana. Entre 1892 e 1896, produziu a maior parte de suas fotografias de paisagens cariocas, que eram vendidas para estrangeiros que visitavam a cidade. Partiu para Canudos, em 1897, onde, em 28 de junho, foi mortalmente ferido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=18556" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/foto-gutierrez-300x272.jpg" alt="foto gutierrez" width="300" height="272" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_02&amp;pagfis=18556" target="_blank">Desenho retratando Juan Gutierrez publicado no jornal O Paiz, 14 de julho de 1897</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</strong></em></span></p>
<p>O carioca Marc Ferrez foi um brilhante cronista visual das paisagens e dos costumes do Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Sua vasta e abrangente obra iconográfica se equipara a dos maiores nomes da fotografia do mundo. Estabeleceu-se como fotógrafo com a firma Marc Ferrez &amp; Cia, em 1867, na rua São José, nº 96, e logo se tornou o mais importante profissional da área no Rio de Janeiro. Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade e em seus arredores, onde registrou, além do patrimônio construído, a exuberância das paisagens naturais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5345/_MG_2200.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="400" height="514" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5345" target="_blank">Família Ferrez, c. 1912. Marc Ferrez está em pé. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Breve histórico do uso da expressão Cidade Maravilhosa como referência ao Rio de Janeiro</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4024" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4024/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4024" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Rio de Janeiro : Vista do Corcovado, 1905?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Alfredo Maia (1850 -1887)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor e oficial da Marinha Portuguesa Alfredo Maia usou a expressão <span style="color: #800000;"><em><strong>cidade maravilhosa</strong></em></span> ao referir-se ao Rio de Janeiro no capítulo XIII de seu folhetim <em>Viagens de um marinheiro, </em>publicado no jornal português<em> Jornal da Noite (</em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><em>Jornal da Noite (Portugal)</em>, 05 e 06 de agosto de 1879, terceira coluna</a>).</p>
<p>“<em>A capital do império brasileiro goza créditos de uma <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong></span> e a sua baía rivaliza, diz-se, com o porto de Constantinopla e de Lisboa. Vamos lá ver tudo isso e sejamos justos em nossa admiração pelo que virmos&#8230;Com efeito, é esplêndido o magnífico porto do Rio de Janeiro, onde cabem à larga todas as esquadras do mundo!</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43584" style="width: 885px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43584" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane19.jpg" alt="Jornal da Noite (Portugal, agosto de 1879" width="875" height="392" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/10633" target="_blank"><em>Jornal da Noite</em> (Portugal), 5 e 6 de agosto de 1879</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2044/002002AMF002002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="545" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2044" target="_blank">Marc Ferrez, c. 1890. Entrada da baía de Guanabara, vista de Niterói. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alfredo de Lacerda Maia, nascido em Alijó, cidade localizada na região do Douro, em 1850, foi redator dos jornais portugueses <em>Atlantico</em>,<em> folha destinada ao Brasil e repúblicas do Rio da Prata, </em>do<em> Jornal do Noite</em> e do<em> Mercantil . </em>Foi também colaborador da revista<em> Chronicas Modernas</em>. Em 1883, era segundo-tenente, comandante da lancha <em>Rio Minho</em> e por sua atuação recebeu uma nota de louvor do Ministério da Marinha de Portugal. Em 1886, já como capitão-tenente, era o governador do Timor e, pelos serviços que prestou ao comércio, recebeu dos negociantes da mencionada colônia portuguesa uma <em>espada de honra</em>. No mesmo ano, foi agraciado pelo governo português com a Comenda de Aviz. De Surabaia, foi enviado um telegrama para governo português informando que Maia havia sido assassinado <em>pelos indígena</em>s. <em>Foram pedidos socorros para Macau</em>. O assassinato ocorreu, em 3 de março de 1887, em Díli. Ele era casado e deixou um filho de 10 anos. Foi publicado, no<em> Correio da Manhã</em>, em 14 de março, poucos dias após seu assassinato, um artigo de sua autoria sobre uma visita que havia realizado ao sultão de Zanzibar <em>(</em><em>Jornal da Noite </em>(Portugal), <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/11221" target="_blank">26 e 27 de janeiro de 1880, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/12353" target="_blank">27 e 28 de dezembro de 1880, quinta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/12686" target="_blank"> 7 e 8 de abril de 1881, segunda colun</a>a; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/15426" target="_blank">23 e 24 de julho de 1883, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/18837" target="_blank">11 e 12 de março de 1886, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/19479" target="_blank">25 e 26 de agosto de 1886, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890820/20230" target="_blank">11 e 12 de março de 1887, segunda coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em> (Portugal), <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/2661" target="_blank">1º de outubro de 1886, terceira coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/2823" target="_blank">8 de novembro de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3314" target="_blank">11 de março, de 1887, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3326" target="_blank">14 de março de 1887</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/890529/3512" target="_blank">27 de abril de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44463" style="width: 206px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/890820/20230" target="_blank"><img class="wp-image-44463 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane55.jpg" alt="jane55" width="196" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/890820/20230" target="_blank"><em>Jornal da Noite (Portugal)</em>, 11 e 12 de março de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">A Cidade Maravilhosa e o escritor italiano Edmondo de Amicis (1846 &#8211; 1908)</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43561" style="width: 331px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://literatura-italiana.blogspot.com/2020/04/edmondo-de-amicis.html" target="_blank"><img class="wp-image-43561 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane11.jpg" alt="jane11" width="321" height="184" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://literatura-italiana.blogspot.com/2020/04/edmondo-de-amicis.html" target="_blank">Edmondo de Amicis / Literatura Italiana Traduzida</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Segundo o escritor e filósofo Ivo Karytowski (1951 -), em seu artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, foi feita uma referência ao Rio de Janeiro como uma<span style="color: #800000;"><em><strong> cidade maravilhosa</strong></em></span>, em 1902, em um artigo escrito pelo italiano Edmondo de Amicis e publicado no suplemento <em>La Lettura</em> do jornal milanês <em>Corriere della Sera.</em> Amicis, em 1884, retornando de uma viagem à Argentina, fez uma rápida escala no porto do Rio. Segue o trecho do artigo em que a expressão foi usada:</p>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;– Por que o senhor nunca escreveu nada sobre o Rio de Janeiro? </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Esta pergunta me foi feita uma centena de vezes durante os dezoito anos que se passaram desde que fui ao Brasil, e cem vezes dei sempre a mesma resposta pronta, tal como fazem os deputados quando conversam com os eleitores: </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>– Porque fiquei apenas três dias, quando o Sírio, o navio em que viajei de Buenos Aires para Gênova, fez uma escala no porto da cidade. Amigos bondosos se desdobraram para me mostrar tudo, levando-me para todos os lados de carruagem, de bonde e em via férrea, desde cedo até a noite, como alguém que quisessem salvar da caça de uma banda de credores; vi muito, mas vi tudo correndo, afobado e com os olhos ofuscados pelo cansaço, de forma que me esqueci de muitas coisas, e de outras só tenho uma vaga lembrança, e até das imagens que se mantiveram mais vivas tenho lacunas obscuras, sobre as quais mesmo se reflito longamente nunca consegui captar uma mínima recordação. O que poderia escrever? Seria como descrever um sonho.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>A esta resposta de sempre, poucos dias atrás, um intrépido italiano, que recentemente voltou do Brasil para Itália, rebateu sagazmente: – Mas o senhor não se sente tentado a fazer a descrição de uma <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong></span> (E non la tenta la descrizione d’uma città maravigliosa, no original italiano), onde permaneceu somente poucas horas, e da qual se lembra apenas como um sonho?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>– Eis aí uma ideia – pensei.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>E aquela ideia colocou-me a pena na mão e pregou-me à escrivaninha.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>[&#8230;]</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Sim, Mantegazza tinha razão quando me escreveu: – Queira me desculpar, mas o Rio de Janeiro é mais bonito que Constantinopla. – Não é que a cidade seja mais bonita, mas sim o lugar, as águas, toda a natureza que a circunda. Oh, não há comparação!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Transcrito do artigo <a href="https://rihgb.emnuvens.com.br/revista/article/view/44/40" target="_blank"><em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em></a>,</p>
<p style="text-align: right;">de Ivo Karytowski,  2022.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2609" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2609/013RJ011009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="553" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2609" target="_blank">Augusto Malta. Vista do Rio de Janeiro, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor e militar italiano Edmundo De Amicis nasceu em Oneglia, em 21 de outubro de 1846<a title="1846" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1846">,</a> e faleceu em Bordighera, em 11 de março de 1908. Sua maior obra foi o livro <em>Coração</em> (1886). A viagem durante a qual passou rapidamente no Rio de Janeiro, entre Gênova e Montevidéu, na primavera de 1884, a bordo do vapor <em>Nord America</em>, inspirou o livro de sua autoria, <i>Sull&#8217;oceano</i> (<em>No oceano</em>), publicado em 1889, misto de romance e diário de bordo. Seu tema é a emigração italiana para a América do Sul no final do século XIX. Foi traduzido para o português por Adriana Marcolini e publicado em 2017, no Brasil, com o título <em>Em Alto-mar.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e o carnaval de 1904</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_03/7259" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-43556" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane7.jpg" alt="jane7" width="474" height="225" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Numa notícia sobre o préstito carnavalesco do Clube de São Cristóvão, foi publicada, no jornal <em>O Paiz</em>, de 16 de fevereiro de 1904, versos que protestavam contra as carrocinhas que pegavam cachorros nas ruas. Na última estrofe, foi usada a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></em></strong>, referind0-se ao Rio de Janeiro. Foi, muito provavelmente, a primeira vez que a expressão, referindo-se ao Rio de Janeiro, foi publicada na imprensa brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43544" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7260" target="_blank"><img class="wp-image-43544 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane2.jpg" alt="jane2" width="320" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7260" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de fevereiro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2276" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2276/007A5P3FG2-74-75.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="538" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2276" target="_blank">Marc Ferrez. Avenida Beira Mar, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Daí por diante, na imprensa, volta e meia a expressão aparecia em referência à cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/7625" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 4 de maio de 1904, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de novembro de 1906</a>, <em>A Notícia,</em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/13750" target="_blank">22 e 23 de maio de 1907, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/15167" target="_blank">6 e 7 de julho de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/13750" target="_blank">26 e 27 de julho de 1909, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/16571" target="_blank"> 15 e 16 de agosto de 1910, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/15448" target="_blank">21 e 22 de setembro de 1909, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/6779" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, de 3 de novembro de 1907, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/6957" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 8 de agosto de 1909, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/20513" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 4 de agosto de 1909, quinta coluna</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43563" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43563" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane13.jpg" alt="O Malho, 24 de novembro de 1906" width="564" height="475" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/8384" target="_blank"><em>O Malho</em>, 24 de novembro de 1906</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1908, a expressão <strong><span style="color: #800000;"><em>cidade maravilhosa</em> </span></strong>foi usada diversas vezes não se referindo à cidade do Rio de Janeiro, mas ao espaço onde se realizou a Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Abertura dos Portos, na Urca (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17148" target="_blank">24 de agosto de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/17948" target="_blank">17 de novembro de 1908, primeira e segunda colunas</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/18218" target="_blank">16 de dezembro de 1908, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/18451" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 16 de outubro de 1908, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/16016" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de setembro de 1908, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Uma curiosidade: ainda nos anos 1900, Paris, São Paulo, o vale de Sorgues, Buenos Aires, Sevilha e Veneza foram referidas na imprensa brasileira como cidades maravilhosas (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/240" target="_blank"> 9 de fevereiro de 1900, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/9288" target="_blank">3 de abril de 1905, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/13658" target="_blank">24 de março de 1907, segunda coluna</a>; <em>A Notícia</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/10769" target="_blank">13 de 14 de junho de 1904, primeira coluna</a>; <em>Gazeta de Notícias</em>,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/13792" target="_blank"> 9 de dezembro de 1906, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/16487" target="_blank">12 de janeiro de 1908, última coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_09/13699" target="_blank"> <em>Jornal do Commercio</em>, 18 de outubro de 1907, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/025909_01/1426" target="_blank"><em>Revista da Semana</em>, 2 de novembro de 1902, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Coelho Neto (1864 &#8211; 1934)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43557" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank"><img class="wp-image-43557 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane8.jpg" alt="jane8" width="233" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto" target="_blank">Coelho Neto / Academia Brasileira de Letras</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.academia.org.br/academicos/coelho-neto/biografia" target="_blank">Coelho Neto</a> foi um importante escritor e teatrólogo brasileiro, tendo sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897. Nasceu em 21 de fevereiro de 1864, em Caxias, no Maranhão, e faleceu, em 28 de novembro de 1934, no Rio de Janeiro.</p>
<p>A polêmica em torno de ele ser ou não o autor da expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa </span></em></strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;">em referência ao Rio de Janeiro é antiga:</span> o</span> uso da expressão pela poetisa francesa Jane Catulle Mendés, de quem falaremos mais adiante, foi lembrada na biografia do compositor Mário Penaforte (1876 &#8211; 1928), lançada no livro<em> </em>intitulado<em> O rei da valsa</em>, em 1958, escrito pelo poeta e tradutor Onestaldo de Pennafort (1902 &#8211; 1987) (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/95232" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, de 1958, 19 de agosto de 1958, quarta coluna</a>). O filho de Coelho Neto, Paulo (1893 &#8211; 1985), publicou um pequeno livro de 16 páginas,<em> Restabelecendo a verdade,</em> defendendo o pai como autor da expressão (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/98369" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de novembro de 1958, primeira coluna</a>). Onestaldo e Paulo comentaram a polêmica no jornal<em> Correio da Manhã </em>nos artigos <em>Controvérsia em torno da &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221;</em> e <em>Cidade Maravilhosa</em>, respectivamente (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/98879" target="_blank">15 de novembro de 1958</a>  e <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_06/99173" target="_blank">22 de novembro de 1958, terceira coluna</a>). A polêmica voltou à baila, em 1965, quando se comemoravam os 400 anos do Rio de Janeiro, quando foi sugerido por leitores do jornal <em>O GLOBO</em> que Jane Catulle Mendès nomeasse um logradouro carioca já que teria sido a criadora da expressão. No dia seguinte, Paulo Coelho Neto, em uma matéria publicada no jornal voltou a afirmar que seu pai era o autor do epíteto. Não adiantou: uma praça em Campo Grande foi batizada com o nome Catulle Mendès (<em>O GLOBO</em>, 18 e 19 de maio de 1965).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43981" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane48.jpg"><img class="size-full wp-image-43981" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane48.jpg" alt="O GLOBO, 18 de maio de 1965" width="365" height="285" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 18 de maio de 1965</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43982" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane49.jpg"><img class="size-full wp-image-43982" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane49.jpg" alt="O GLOBO, 19 de maio de 1965" width="251" height="471" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 19 de maio de 1965</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos aqui listar o uso da expressão por Coelho Neto:</p>
<p>No capítulo VII do folhetim <em>Mistério de Natal</em>, Coelho Neto usou a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></em></strong><span style="color: #000000;">, mas ela não se referia ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_03/8789" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de dezembro de 1904, penúltima coluna</a>).</span></p>
<p>Segundo uma carta do general Paulo de Bittencourt Amarante enviada para a coluna &#8220;Encontro Matinal&#8221;, da Eneida (1904-1971), grande cronista do carnaval carioca, Coelho Neto teria se referido ao Rio de Janeiro como <span style="color: #800000;"><em><strong>cidade maravilhosa</strong></em></span> na palestra <em>Antiga Cidade</em>, proferida em 10 de outubro de 1908, na Academia Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1965, primeira coluna</a>). Porém, na leitura da palestra, não se encontra a expressão (<a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/89/Coelho_Neto_-_Palestras_da_Tarde_%281911%29.pdf" target="_blank"><em>Palestras da Tarde</em> (1911), página 33</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43615" style="width: 891px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><img class="wp-image-43615 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane29.jpg" alt="jane29" width="881" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/46439" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 19 de fevereiro de 1965</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na crônica <em>Os Sertanejos</em>, também de autoria de Coelho Neto, publicada no jornal <em>A Notícia</em>, de 29 e 30 de outubro de 1908, ele voltou a usar a expressão <strong><em><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa,</span></em></strong> desta vez para referir-se à área onde foi realizada a Exposição Nacional Comemorativa do Centenário da Abertura dos Portos, realizada entre 11 de agosto e 15 de novembro de 1908, e não à cidade do Rio de Janeiro. A crônica conta a história de um grupo de matutos que se apresentaria no evento, mas, impressionados com a modernidade do Rio de Janeiro, não conseguem se apresentar bem, decepcionando o público (<em>A Notícia</em>, 28 e 29 de outubro de 1908, primeira coluna). Na crônica <strong>(1)</strong>, quando adentraram a exposição:</p>
<p><em>&#8220;Era ao cair da tarde, uma tarde elegíaca, violácea, quieta, sem o silvo de uma cigarra. Os penhascos pareciam de lápis lazuli e os palácios, ainda mais brancos sobre o fundo escuro das rochas portentosas, alvejavam marmóreos. Longe, nos estábulos, o gado tino mugia, nostálgico, pondo no silêncio enlevado a tristeza bucólica das várzeas, em contraste com o requinte da <span style="color: #800000;"><strong>cidade maravilhosa</strong><span style="color: #000000;">&#8230;</span> </span>Estacaram deslumbrados. A <strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong> resplandecia como nas lendas. No fundo, na concha do palácio das Indústrias, a água escachoava colorindo-se à refração das luzes. Surgiram monstros flamineos acaçapados, no relvedo, esguicharam repuchos policromicos e a mísera gente tremia e encomendavam-se aos santos, fazendo promessas árduas, arrependida de haver seguido o diabo sedutor que a fora buscar no repouso feliz da sua terra para arrojá-la naquele inferno&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43553" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane51.jpg"><img class="wp-image-43553 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane51.jpg" alt="jane5" width="290" height="399" /></a><p class="wp-caption-text"><em>A Notícia,</em> 29 e 30 de outubro de 1908. As edições de 1908 de <em>A Notícia</em> não constam da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, só estando disponíveis em microfichas na instituição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parece que <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong> não se referia ao Rio de Janeiro, mas ao recinto onde se realizava a Exposição de 1908.</p>
<p>Em 10 de novembro de 1927, Coelho Neto publicou no <em>Jornal do Brasil </em>uma versão modificada de<em> Os Sertanejos, </em>agora com o título <em>Sertanejos</em>, e nela a expressão<em> <span style="color: #800000;"><strong>Cidade Maravilhosa</strong></span> </em>se referia certamente ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de novembro de 1927, penúltima coluna</a>).</p>
<div class="page" data-page-number="21" data-loaded="true">
<div class="textLayer">
<div class="page" data-page-number="21" data-loaded="true">
<div class="textLayer"><em>&#8220;- Ocê uviu, Clódina ? A modi qu’é boi berrando. Não vá sê genti incantada! Era a hora angelical e o bando poz-se a rezar baixinho, á medida que a noite começa a desengranzar o seu rosario de estrellas. Subito, uma deflagração. Collares de lampadas de fogo e a linha dos edificios debruada a luzes. Foi um medo panico indizivel: “Misericordia! Credo! Abrenuntio! P’ras areias gordas!”</em></div>
<div class="textLayer"></div>
<div class="textLayer"><em>– Sê tá vendo, Clódina ? Eu não dixe qu ́é u inferno ? Oia cumu tudo s’accendeu d’uma vez ! sem phosque. Estacaram deslumbrados. </em></div>
<div class="textLayer"></div>
<div class="textLayer"><em><span style="color: #800000;"><strong>A Cidade maravilhosa</strong></span> resplandecia como nas lendas. E a misera gente tremia e encommendava-se a Deus, a Nossa Senhora e aos santos, fazendo promessa, arrependida de haver seguido o demonio tentador que a fôra buscar no repouso feliz da sua terra. E quando appareceu um automovel urrando, com os dois immensos olhos accesos em clarões, a debandada foi tumultuosa e gritos e esconjuros atroaram. Foi em tal estado d’alma que os sertanejos ensaiaram no cinema os cantos e as danças em que são exímios&#8221;.</em></div>
</div>
</div>
</div>
<div class="page" data-page-number="22" data-loaded="true"></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43559" style="width: 912px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><img class=" wp-image-43559" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane9.jpg" alt="Jornal do Brasil, 10 de novembro de 1927" width="902" height="329" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/60283" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 10 de novembro de 1927</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Posteriormente, em 1928, ele lançou o livro <span style="color: #800000;"><em><strong>A </strong></em><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span>, mas no conto que dá nome à obra o Rio de Janeiro não é descrito. O termo se referia a uma <em>cidade dos sonhos, </em>uma cidade imaginária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43560" style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/02/a-cidade-maravilhosa-de-coelho-neto.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43560" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane10.jpg" alt="Cidade Maravilhosa (1928) por Coelho Neto" width="344" height="503" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/02/a-cidade-maravilhosa-de-coelho-neto.html" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa</em> (1928) por Coelho Neto</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2612/013RJ011040.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="546" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2612" target="_blank">Augusto Malta. Pedra da Gávea, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;Aqui a tem a sua <strong><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span>.</strong> Viu-a de longe, era linda. Veja agora. Ilusões, fanciulla&#8230;Ilusões&#8230;Adriana olhava estarrecida. Mas não era a destruição das árvores, não eram aquelas cinzas pardacentas, ainda mornas, não eram aqueles troncos denegridos, aqueles ramos que rechinavam amojados de seiva que a comoviam, mas a lembrança da cena da estrada, da sedução do homem sinistro a mostra-lhe, ao longe, no fogaréu rutilante, a <strong><span style="color: #800000;">cidade maravilhosa</span></strong>, cidade do sonho, cidade do amor&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e <b>Vicente Blasco Ibáñez (1867 &#8211; 1928)</b></strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43583" style="width: 318px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/portales/vicente_blasco_ibanez/autor_biografia/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43583" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane18.jpg" alt="Vicente Blasco Ibáñez / Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes" width="308" height="217" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.cervantesvirtual.com/portales/vicente_blasco_ibanez/autor_biografia/" target="_blank">Vicente Blasco Ibáñez / Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma entrevista para o correspondente de <em>O Estado de S. Paulo</em> em Buenos Aires, o escritor, jornalista e político espanhol Vicente Blasco Ibáñez referiu-se ao Rio de Janeiro como <span style="color: #800000;"><strong><em>cidade maravilhosa</em></strong></span>. Tinha estado por poucos dias na cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/720011/42208" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 27 de agosto de 1909, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43782" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720011/42208" target="_blank"><img class="wp-image-43782 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane36.jpg" alt="jane36" width="319" height="458" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/720011/42208" target="_blank"><em>Diário do Maranhão</em>, 27 de agosto de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Blasco Ibáñez nasceu em Valencia, na Espanha, em 29 de janeiro de 1867, e faleceu, em Menton, na França, em 28 de janeiro de 1928. Tornou-se um dos mais famosos romancistas espanhóis de seu tempo. Era contra a monarquia e fundou, em 1894, o jornal <em>El Pueblo</em>. Foi deputado, representante do Partido Republicano, entre 1898 e 1907. Em 1914, quando teve início a I Grande Guerra Mundial,  tornou-se correspondente. Seu livro de maior sucesso foi <span class="no-conversion"><span lang="pt-br"><em>Os quatro ginetes do Apocalipse</em> (1916).</span></span></p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2614" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2614/013RJ012036.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2614" target="_blank">Augusto Malta. Copacabana, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Jane Catulle Mendès (1867 – 1955)</strong></em></span></p>
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<div id="attachment_23932" style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/mendes.jpg" alt="Jane Mendes / Fon Fon, 21 de outubro de 19911" width="415" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/259063/8161" target="_blank"> <em>Fon Fon</em>, 21 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em> – </span></strong><i><strong><span style="color: #800000;">La Ville Merveilleuse</span></strong> -</i>, é o nome do livro onde os poemas enaltecendo o Rio de Janeiro, de autoria da escritora e feminista francesa Jane Catulle Mendès (1867 &#8211; 1955), foram publicados, em 1913. Pela primeira vez, a expressão dava título a um livro.</p>
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<p><a href="https://www.veranunesleiloes.com.br/peca.asp?ID=9043717&amp;srsltid=AfmBOor8p2nH9-yAfYduXRzgYAbGmniqG4Wto2L3ijeqLlRmpkA2G6ds" target="_blank"><img class=" size-full wp-image-43540 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/jane11.jpg" alt="jane1" width="309" height="475" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43998" style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane52.jpg"><img class="wp-image-43998 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane52.jpg" alt="jane52" width="304" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração de Jane Catulle Mendès no frontispício do livro</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1913, foi publicada no <em>Jornal do Brasil</em>, de 11 de maio, uma crítica extremamente favorável ao livro. Nela, está a poesia <em>Promenade</em>, que Jane escreveu dedicada a Fernando Mendes de Almeida (1845 &#8211; 1921), redator-chefe do jornal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43986" style="width: 934px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_03/18633" target="_blank"><img class=" wp-image-43986" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane50.jpg" alt="Jornal do Brasil, 11 de maio de 1913" width="924" height="335" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_03/18633" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 11 de maio de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela havia passado uma temporada no Rio de Janeiro que, a princípio, seria de três semanas, mas que se estendeu de 20 de setembro a 6 de dezembro de 1911, quando Jane se encantou pela cidade, cuja elite era profundamente influenciada pela cultura francesa. Chegou no Rio a bordo do paquete <em>Amazon</em>, vindo de Buenos Aires, acompanhada por sua secretária, Mathilde Grimaud (18? -19?), desembarcando no Cais Pharoux, onde foi recebida por uma comissão da Associação Brasileira de Imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43787" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43787" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane40.jpg" alt="Careta, 28 de outubro de 1911" width="331" height="534" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank">Jane Catulle Mendès e sua secretária, Mathilde Grimaud passeando na Avenida Central<em> / Careta</em>, 28 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já no dia de sua chegada declarou: &#8220;<em>Rio de Janeiro est une ville merveilleuse dont je suis eblouie</em>&#8221; &#8211; <em>O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa pela qual estou deslumbrada -, </em>conforme publicado na primeira página do jornal <em>A Imprensa</em>, de 21 de setembro de 1911 (<em>O Paiz</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/8458" target="_blank">20 de setembro, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8472" target="_blank">21 de setembro, segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank">6 de dezembro, primeira coluna</a> de 1911; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 21 de setembro de 1911</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43786" style="width: 548px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43786" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane39.jpg" alt="A Imprensa, 21 de setembro de 1911" width="538" height="238" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/245038/13398" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 21 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Havia sido colaboradora do jornal <em>La Fronde</em>, fundado pela atriz e jornalista Marguerite Durand (1864–1936), em 1897, e produzido exclusivamente por mulheres até 1905, quando foi fechado. Jane era viúva do escritor francês Catulle Abraham Mendès (1841 &#8211; 1909), expoente do parnasianismo, com quem foi casada entre 1897 e 1909.</p>
<p>Ela partiu de volta à Europa no paquete <em>Danube </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/9552" target="_blank"><em><em>O Paiz</em>, </em>6 de dezembro, primeira coluna de 1911</a>;<em> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28682" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28682" target="_blank">7 de dezembro de 1911, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43789" style="width: 428px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43789" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane41.jpg" alt="Jane Catulle Mendès sendo entrevistada por Ernesto Senna, do JOrnal do Commercio, na Avenida Central. Ao lado, sua secretáaria, Mathilde Grimaud / O Malho, 7 dre ouubro de 1911" width="418" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank">Jane Catulle Mendès sendo entrevistada pelo jornalista Ernesto Senna, do Jornal do Commercio, na Avenida Central. Ao lado, sua secretária, Mathilde Grimaud / O Malho, 7 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A passagem de Jane Catulle Mendès pelo Rio de Janeiro foi um grande sucesso. A cidade acabara de passar por uma grande reforma urbanística durante a gestão de Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913) como prefeito. Jane encantou-se pela beleza das paisagens cariocas, tanto pelas naturais como pelas construídas. Ficou hospedada no Hotel dos Estrangeiros, aonde recebeu jornalistas no dia em que chegou no Brasil, segundo o jornalista Rafael Sento Sé, foi <em>uma coletiva de imprensa, subterfúgio até hoje comum no mundo do showbiz e que Jane organiza de forma pioneira no Rio de Janeiro</em>.</p>
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<div style="width: 477px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12329/013RJ011022.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="467" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12329" target="_blank">Augusto Malta. Estátua de José de Alencar; em frente ao Hotel dos Estrangeiros, 1906. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheceu diversas personalidades da época, como os escritores João do Rio (1881 &#8211; 1921) e Julia Lopes de Almeida (1862 &#8211; 1934), que escreveu uma crônica a respeito dela publicada no jornal <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8662" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 3 de outubro de 1911</a>; a<em> socialite</em>, promotora cultural e feminista Laurinda Santos Lobo (1878 &#8211; 1946), o maestro Arthur Napoleão (1843 &#8211; 1925), o chargista Emílio Cardoso Ayres (1890 -1916), por quem foi retratada; o casal Stella (1879 – 1971) e Fernando Guerra Duval (18? – 1959), ela, feminista e uma das criadoras da Pró-Matre, e ele, fotógrafo amador, barítono e poeta; e o presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923). Frequentou salões cariocas, o Club dos Diários e visitou diversos lugares da cidade como os morros do Corcovado e do Silvestre, os bairros à beira-mar da Zona Sul, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico. E passeou muito pela Avenida Central (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/083712/5377" target="_blank"><em>Careta</em>, 28 de outubro; 4 de novembro, primeira coluna</a>; <em>O Paiz, </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8510" target="_blank">24 de setembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8589" target="_blank">30 de setembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8662" target="_blank">3 de outubro</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8896" target="_blank">20 de outubro, quinta coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9022" target="_blank">29 de outubro, primeira colun</a>a,<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9061" target="_blank"> 1º de novembro, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/9162" target="_blank">9 de novembro , primeira coluna</a>; <em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/27974" target="_blank">21 de setembro, penúlltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28370" target="_blank">2 de novembro, segunda coluna</a>, de 1911).</p>
<p>Seu poema, <em>Rio de Janeiro</em>, dividido em quatro partes &#8211; <em>Matin</em>, <em>Crepuscule</em>, <em>Nocturne</em> e <em>Adieu</em> &#8211; foi publicado em <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8929" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 22 de outubro de 1911</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2718" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2718/014AM001002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2718" target="_blank">Augusto Malta. Vista de Botafogo e Pão de Açúcar, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fez durante sua temporada carioca três conferências: a primeira, <em>O heroísmo da mulher francesa</em>, em 29 de setembro, no salão da Associação dos Empregados do Comércio (<em>Gazeta de Notícias</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28046" target="_blank">29 de setembro</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/28056" target="_blank">30 de setembro, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8653" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de outubro de 1911, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43785" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43785" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane38.jpg" alt="Plateia na 1ª conferência de Jane Catulle Mendès, no Rio de Janeiro / O Malho, 7 de outubro de 1911" width="591" height="468" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/19911" target="_blank">Plateia na 1ª conferência de Jane Catulle Mendès, no Rio de Janeiro / <em>O Malho</em>, 7 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda, intitulada <em>A Parisiense</em>, realizou-se no salão nobre do <em>Jornal do Commercio, </em>em 12 de outubro <a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank">(<em>Jornal do Commercio</em>, 12 de outubro de 1911, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44432" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane53.jpg" alt="Jornal do Commercio, 12 de outubro de 1911" width="366" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=178691_04&amp;pagfis=8790" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A última foi proferida, em 24 de outubro, no Teatro Municipal sobre <em>As escritoras francesas </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/8966" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1911, primeira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43783" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8962" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43783" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane37.jpg" alt="O Paiz, 24 de outubro de 1911" width="506" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/178691_04/8962" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 24 de outubro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte a sua partida, o jornal<em> A Notícia</em>, de São Paulo, promoveu um sorteio entre seus assinantes cujo terceiro prêmio <em>seria um belo passeio ao Rio de Janeiro, <span style="color: #800000;"><strong>à cidade maravilhosa</strong></span>, conforme a qualificou a notável poetiza francesa Jane Catulle Mendès</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/897124/401" target="_blank"><em>A Notícia</em> (SP), 3 de dezembro de 1912, quarta coluna</a>).</p>
<p>Segundo Alexei Bueno (1963 &#8211; ), no livro <em>Rio Belle Époque: Álbum de imagens:</em> <em>Parece-nos, portanto, que a hoje totalmente esquecida Jane Catulle Mendès foi, senão a criadora, a oficializadora do epíteto do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/78246" target="_blank">Jornal do Brasil, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/78246" target="_blank">16 de dezembro de 1965, última coluna</a>). Conforme o título do livro de Rafael Sento Sé, fruto de 13 anos de pesquisa, foi Jane Catulle Mendès <em>que criou o sonho de um Rio de Janeiro da Belle Époque.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/cidade.jpg" alt="cidade" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Eugênio de Lemos (18? &#8211; 19?)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo ano da publicação do livro de Jane Catulle Mendés, 1913, no jornal <em>A Notícia</em>, na coluna “Contos de Hoje”, de Eugenio de Lemos, foi publicada a crônica <span style="color: #800000;"><em>A Cidade Maravilhosa</em></span>. Acredita-se que esta foi a primeira vez que a expressão deu título a um artigo artigo jornalístico sobre o Rio de Janeiro. Nela, o autor comentava as belezas da cidade (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de março de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43562" style="width: 965px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><img class=" wp-image-43562" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane12.jpg" alt="A Notícia, 20 e 21 de março de 1913" width="955" height="341" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/19879" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2765" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2765/014AM012029.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2765" target="_blank">Augusto Malta. Praia de Botafogo, c. 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa e Olegário Mariano (1889 &#8211; 1958)</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43564" style="width: 288px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.portinari.org.br/acervo/obras/14797/retrato-de-olegario-mariano" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43564" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane14.jpg" alt="Olegário Mariano por Cândido Portinari, c. 1931" width="278" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.portinari.org.br/acervo/obras/14797/retrato-de-olegario-mariano" target="_blank">Olegário Mariano por Cândido Portinari, c. 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O poeta e político recifense Olegário Mariano Carneiro da Cunha nasceu em 24 de março de 1899.  Publicou, em 1922, pela editora Pimenta de Mello, o livro de poesias <em><strong><span style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa</span></strong>. </em>Uma segunda edição, ampliada, foi editada pela Companhia Editora Nacional, em 1930. O livro traz 14 poemas, sendo quatro alusivos aos Rio de Janeiro: <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong>, <em>O aspecto mais lindo da cidade</em>, <em>Na feira livre de Copacabana</em> e <em>O crepúsculo na Quinta da Boa Vista.</em> O <em>príncipe dos poetas</em> faleceu em 28 de novembro de 1958, no Rio de Janeiro<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/69508" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de novembro de 1968</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43606" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=5023287" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43606" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane27.jpg" alt="Cidade Maravilhosa, de Olegário Mariano" width="264" height="381" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.letravivaleiloes.com.br/peca.asp?ID=5023287" target="_blank"><strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade Maravilhosa</em></span></strong>, de Olegário Mariano, edição de 1930 da Companhia Editora Nacional de São Paulo</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4072" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4072/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="526" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4072" target="_blank">Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Vista tirada do Pão d&#8217;Assucar, c. 1914. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Olegário Mariano</span></p>
<div class="page" data-page-number="30" data-loaded="true">
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade maravilhosa!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Na luz do luar, fluídica e fina,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Lembra excêntrica bailarina,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Corpo de náiade ou sereia,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Desfolhando-se em pétalas de rosa,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Com os pés nus sobre a areia.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do gozo e do vício!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Flor de vinte anos, rosa do desejo!</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Corpo vibrando para o sacrifício,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Seios à espera do primeiro beijo.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do Amor e da Loucura,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Das estrelas errantes&#8230;Para vê-las,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Vibra no olhar de cada criatura</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Uma ânsia indefinida</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Pelo brilho longínquo das estrelas</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Que é, como tudo, efêmero na vida.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade do Êxtase e da Melancolia,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>De dias tristes e de noites quietas;</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Sombra desencantada da alegria</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Dos que vivem de lágrimas, os poetas.</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Cidade de árvores e sinos. </em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>De crianças e jardins. Flor das Cidades;</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Berço de ouro de todos os Destinos,</em></div>
<div class="textLayer" style="text-align: center;"><em>Fonte eterna de todas as Saudades.</em></div>
</div>
<div class="page" data-page-number="31" data-loaded="true">
<div class="canvasWrapper"></div>
<div class="canvasWrapper"></div>
<div class="canvasWrapper">
<p>Olegário Mariano foi membro da Academia Brasileira de Letras. Seu livro de estreia foi <em>Angelus</em>, em 1911. Sua obra poética foi publicada nos dois volumes de <em>Toda uma vida de poesia</em> (1957), publicados pela José Olímpio. Também publicou, durante anos, nas revistas <em>Careta</em> e <em>Para Todos</em>, sob o pseudônimo de <em>João da Avenida</em>, uma seção de crônicas mundanas em versos humorísticos, que foram reunidas nos livros: <em>Bataclan</em> (1927) e <em>Vida, caixa de brinquedos</em> (1933).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Manuel Faria (1895 &#8211; 1980) e a Cidade Maravilhosa </strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43796" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43796" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane43.jpg" alt="O Cruzeiro, 27 de dezembro de 1930" width="366" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="canvasWrapper" style="text-align: left;">
<p>O pintor Manuel Faria (1895 &#8211; 1980), <em>um poeta do pincel que se vem revelando invulgarmente, aplicando-se em mostrar os panoramas deslumbrantes da cidade</em>, inaugurou, no Palace Hotel, sob os auspícios do Centro Carioca, uma exposição em que a <span style="color: #800000;"><em><strong style="color: #800000;">Cidade Maravilhosa </strong><span style="color: #333333;">encontra o seu pintor entusiasta e escrupuloso</span></em><span style="color: #333333;"><span style="color: #800000;">. <span style="color: #333333;">Os</span></span></span></span><span style="color: #333333;"> </span>quadros eram de paisagens do Rio de Janeiro e o pintor pretendia a partir da mostra organizar um álbum ilustrado que seria intitulado <span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de dezembro de 1930, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43797" style="width: 831px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43797" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane44.jpg" alt="Exposição com quadros da Cidade Maravilhosa por / O Cruzeiro, 27 de dezembro de 19130" width="821" height="474" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/2143" target="_blank">Exposição com quadros da <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> por Manuel Faria / <em>O Cruzeiro</em>, 27 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43798" style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43798" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane45.jpg" alt="Jornal do Brasil, 16 de dezembro de 1930" width="253" height="518" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_05/9329" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 16 de dezembro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Manuel Faria Guimarães estudou na Escola Nacional de Belas Artes, tendo sido discípulo de João Baptista da Costa (1865 &#8211; 1926), Lucílio de Albuquerque (1877 &#8211; 1939) e Rodolfo Chambelland (1879 &#8211; 1967). Ocupou a cadeira 9 da Academia Brasileira de Belas Artes.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43802" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=1601734&amp;ctd=261&amp;tot=&amp;tipo=" target="_blank"><img class="wp-image-43802 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane46.jpg" alt="jane46" width="372" height="267" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=1601734&amp;ctd=261&amp;tot=&amp;tipo=" target="_blank"><em>A Cidade Maravilhosa</em>, livro de paisagens do Rio de Janeiro pelo pintor Manuel Faria, 1941</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Light e a Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p>Foi publicado, em 1932, o livro <i>Crônicas da Cidade Maravilhosa, </i>editado pelo Departamento de Publicidade da Light. Na edição de <em>Vida Literária,</em> de dezembro de 1931, foi publicado seu prefácio que informava que tratava-se de <em>uma obra de pura publicidade</em>, mas que seria também <em>uma obra literária</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/367923/88" target="_blank"><em>Vida Literária</em>, dezembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43751" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/367923/88" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43751" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane32.jpg" alt="Vida Literária, dezembro de 1931" width="782" height="547" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/367923/88" target="_blank"><em>Vida Literária</em>, dezembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O  livro, que seria <em>um reflexo de nossa invejáveis belezas naturais e de nosso adiantamento industrial e de nossa civilização urbana,</em> reunia artigos de escritores e artistas publicados em jornais e revistas sobre alguns dos <em>melhores serviços da Light à população do Rio de Janeiro</em>. Um exemplar do livro foi enviado para a revista <em>Brasil Feminino</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/160733/309" target="_blank"><i>Brasil Feminino,</i> julho de 1932</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43752" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/160733/309" target="_blank"><img class="wp-image-43752 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane33.jpg" alt="jane33" width="286" height="531" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/160733/309" target="_blank"><em>Brasil Feminino</em>, julho de 1932</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>César Ladeira (1910 &#8211; 1969) e a Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43618" style="width: 337px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/57557" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43618" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane30.jpg" alt="César Ladeira, c. 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS" width="327" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/57557" target="_blank">César Ladeira, c. 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>César Ladeira, um dos mais famosos locutores do Brasil e um dos ícones da <em>Era de Ouro</em> da rádio brasileira, foi contratado, em 1933, pela Rádio Mayrink Veiga como locutor e diretor artístico e mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1º de setembro de 1933, estreou no programa <em>Crônicas da</em> <em>Cidade Gozada</em>, onde lia crônicas de Genolino Amado (1902 &#8211; 1989). De acordo com Henrique Foréis Domingues, pseudônimo <em>Almirante </em>(1908 &#8211; 1980), em seu livro <em>No Tempo de Noel Rosa: O Nascimento do Samba e a Era de Ouro da Música</em> (2013), devido a críticas dos ouvintes, o programa teve seu nome mudado para <i>Crônicas da <span style="color: #800000;"><strong>Cidade Maravilhosa</strong></span>. </i>Ladeira também publicava na revista <em>O Malho</em> a coluna &#8220;A Crônica da <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span>&#8221; (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de novembro de 1933</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/6135" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de setembro de 1935, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/259063/97682" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 3 de setembro de 1938, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43793" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43793" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane42.jpg" alt="O Malho, 30 de novembro de 1933" width="385" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/79248" target="_blank"><em>O Malho</em>, 30 de novembro de 1933</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span>, de César Ladeira, estreou no Teatro Recreio, em 4 de janeiro de 1935, e foi um sucesso. No elenco, estrelavam Aracy Cortes (1904 &#8211; 1985), Eva Todor (1919 &#8211; 2017), Ítala Ferreira (1901 &#8211; 1967), Zaira Cavalcanti (1913 &#8211; 1981), Henrique Chaves (19? &#8211; ?) e João Martins (19? &#8211; ?), dentre outros. Depois de um breve intervalo, voltou ao cartaz, em 12 de março de 1935. Sua última apresentação aconteceu em 17 de março (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_06/3381" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de janeiro de 1935, quarta coluna</a>; <em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22134" target="_blank">2 de janeiro de 1935, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22160" target="_blank">4 de janeiro de 1935, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22189" target="_blank">6 de janeiro de 1935, quinta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22261" target="_blank">11 de janeiro de 1935, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/23142" target="_blank">12 de março de 1935, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/23197" target="_blank">16 de março de 1935, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43620" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22275" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43620" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane31.jpg" alt="O Jornal, 12 de janeiro de 1935" width="546" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22275" target="_blank"><em>O Jornal,</em> 12 de janeiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda em 1935, o enredo do bloco carnavalesco Caçadores de Veados foi <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong> </em></span>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22874" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 21 de fevereiro de 1935, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Cidade Maravilhosa, hino oficial do Rio de Janeiro, e André Filho (1906 &#8211; 1974), seu autor</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3183" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3183/014AM018001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="589" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3183" target="_blank">Augusto Malta. Visita de estudantes ao Cristo Redentor, 1931. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Foi a marchinha<em> Cidade Maravilhosa</em> que consagrou definitivamente a expressão como epíteto do Rio de Janeiro! Antônio André de Sá Filho (1906 &#8211; 1974), que ficou conhecido como André Filho, nascido na Rua da Carioca, em 21 de março de 1906, compôs a música, que foi gravada por ele e por Aurora Miranda, em 4 de setembro de 1934 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/45638" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 24 de janeiro de 1965, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/62139" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de fevereiro de 1965, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43585" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5735" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43585" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane20.jpg" alt="Aurora Miranda e André Filho / Correio da Manhã, de 1960" width="535" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5735" target="_blank">Aurora Miranda e André Filho / <em>Correio da Manhã</em>, 2 de junho de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">O disco, cuja outra canção era <em>Toda gente cantando</em>, foi lançado no mês seguinte pela Odeon.</p>
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<div class="row">
<div class="col-12-xs-12 col-12-md-8 col-12-md-pull-3">
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43581" style="width: 681px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank"><img class="wp-image-43581 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane16.jpg" alt="jane16" width="671" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Coleção José Ramos Tinhorão / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="ql-align-center" style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span></p>
<p class="ql-align-center" style="text-align: center;">André Filho</p>
<p style="text-align: center;"><i>Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil</i></p>
<p style="text-align: center;"><i> Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil!</i></p>
<p style="text-align: center;">Aurora entoa então, em tom menor, a primeira estrofe da segunda parte:</p>
<p style="text-align: center;"><i>Berço do samba e das lindas canções<br />
Que vivem n’alma da gente<br />
És o altar dos nossos corações<br />
Que cantam alegremente</i></p>
<p style="text-align: center;"><i>Jardim florido de amor e saudade</i></p>
<p style="text-align: center;"><i> Terra que a todos seduz<br />
Que Deus te cubra de felicidade<br />
Ninho de sonho e de luz</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A marchinha <em>Cidade Maravilhosa </em>foi inscrita, no ano seguinte, no Concurso de Carnaval da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, obtendo, para indignação de André Filho e da plateia, a segunda colocação na categoria <em>Marcha.</em> A final aconteceu, em 10 de fevereiro de 1935, no Teatro João Caetano, e a canção vencedora foi <em>Coração Ingrato</em>, interpretada por Silvio Caldas (1908 &#8211; 1998), de autoria de Antônio Nássara (1910 &#8211; 1996) e Eratóstenes Alves Frazão (1901 &#8211; 1977). O terceiro lugar ficou para <em>Joia falsa</em>, de Osvaldo Santiago (1902 &#8211; 1976). Silvio Caldas foi muito vaiado e a André Filho foi feita <em>grande manifestação, com toda a plateia de pé</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank"><em>A Noite</em>, 11 de fevereiro de 1935</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_03/22741" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 12 de fevereiro de 1935, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na visita que fez à redação do jornal <em>A Noite</em>, no mesmo dia do concurso, André Filho declarou:</p>
<p><em>&#8220;O julgamento eu coloco em plano secundário. O povo, o verdadeiro juiz, deu ao meu modesto trabalho o valor que eu, realmente, não imaginava ter &#8220;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43590" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43590" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane23.jpg" alt="André Filho (sentado) visitou a redação do jornal A NOite / A NOite, 11 de fevereiro de 1935" width="453" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_03/21625" target="_blank">André Filho (sentado) visitou a redação do jornal <em>A Noite</em> / <em>A Noite</em>, 11 de fevereiro de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mesmo concurso, na categoria <em>Samba</em>, a classificação foi a seguinte: em primeiro lugar, <em>Implorar</em>, do italiano Kid Pepe (1909 &#8211; 1961) e do português Germano Augusto (1901 &#8211; 1950), curiosamente, dois estrangeiros. <em>Este samba causou uma polêmica pública quanto a sua real autoria, pois segundo alguns, seria do falecido sambista Cedá, que o vendera a Kid Pepe por 30 mil réis. Segundo depoimento de Kid Pepe reproduzido no livro “A canção no tempo”: “João Gaspar me mostrou um estribilho que gostei. Consegui então autorização dele, por escrito, para consertar o estribilho (que estava quebrado) e compor uma segunda parte e a introdução. Desse jeito fizemos “Implorar”. Agora, se provarem que o coro apresentado pelo Gaspar não lhe pertence, darei minha á família do falecido a parte dele” (<a href="https://dicionariompb.com.br/artista/germano-augusto/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a>).</em> Em segundo lugar, classificou-se o samba <em>Foi ela</em>, de Ary Barroso (1903 &#8211; 1964); e, em terceiro, <em>Agradeça a mim</em><span style="color: #333333;">, de Ismael Silva (1905 &#8211; 1978).</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><span style="color: #333333;">No mesmo ano,</span> <em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> foi incluída na trilha sonora do filme <em>Alô, Alô, Brasil!</em> (1935), dirigido por Alberto Ribeiro (1902 &#8211; 1971), João de Barro (1907 &#8211; 2006) e Wallace Downey (1902 &#8211; 1967), estrelado por Almirante, Ary Barroso, Aurora e Carmen Miranda (1909 &#8211; 1955), dentre outros.</p>
<p>Em 1936, <em>estourou</em> no carnaval! E o epíteto <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> se eternizou!</p>
<p>Sobre a inspiração de André Filho para escrever a música, que tradicionalmente encerra os bailes carnavalescos, há uma polêmica, destacada no site Discografia Brasileira, do Instituto Moreira Salles:</p>
<p><em>&#8220;Na coleção de jornais do seu acervo – que se encontra desde 2006, ano do seu centenário, sob a guarda do Instituto Moreira Salles –, há um recorte sem data de A Notícia com matéria que explica como o compositor teria se inspirado para fazer a música. Diz o texto que ele “Estava na Praia de Botafogo, pelos idos de 1933, eterno enamorado da beleza natural do Rio de Janeiro (&#8230;). Numa tarde assim, sentiu pulsar com intensidade toda a sua alegria de cidadão carioca (&#8230;). Ocorreu-lhe então a expressão: Cidade Maravilhosa”.</em></p>
<p><em>Versão que sua ex-mulher, Joana, contestaria: ao jornal O Globo de 12/01/1965, ela – já separada de André Filho – diria que o clássico surgiu em 1934, durante uma das madrugadas insones do então companheiro, e que, após escutar a melodia e a letra cantada por André, que batucava numa caixa de fósforos, teria sido interrogada por ele: “Ciganinha, você acha que deve ser marcha ou samba?”. Resposta dela: “Marcha!”. Difícil saber qual das duas narrativas é a verdadeira.</em></p>
<p><em>Ou se nenhuma delas, a julgar pelo que contam Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello no primeiro volume de “A canção no tempo” (Editora 34, 1997): “No início da década de 1930, o Rio era embelezado com a estátua do Cristo Redentor e a modernização de vários trechos da cidade, criando maiores condições para deixar o turista maravilhado. Foi nesta ocasião que, motivado por uma promoção chamada Festa da Mocidade, em que se elegia a Rainha da Primavera, André Filho compôs ‘Cidade maravilhosa’&#8221;. </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade maravilhosa</em></strong></span> tornou-se a <em>marcha oficial da Cidade do Rio de Janeiro</em>, através da Lei nº 5, de maio de 1960, proposta pelo vereador Salles Neto (1910 &#8211; 1961) e promulgada pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda (1914 &#8211; 1977) (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/4080" target="_blank">20 de abril de 1960, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/5598" target="_blank">29 de maio de 1960, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/3266" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 1º de maio de 1960, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43610" style="width: 311px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/4117" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43610" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane28.jpg" alt="Encontro de André Filho e Aurora Miranda, em 1º de junho de 1960 / Diário de Notícias, 2 de junho de 1960" width="301" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/4117" target="_blank">Encontro de André Filho e Aurora Miranda, em 1º de junho de 1960, na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, quando relembraram a gravação de <span style="color: #800000;"><strong><em>Cidade Maravilhosa</em></strong></span> / <em>Diário de Notícias</em>, 2 de junho de 1960</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas em duas ocasiões tentaram destituir a canção como marcha oficial da cidade. A primeira vez, em 1962, quando a deputada Lygia Lessa Bastos (1919 &#8211; 2020) liderou um movimento para que o hino da cidade fosse uma música que possuísse <em>&#8220;as características técnico-musicais peculiares e inconfundíveis do gênero</em>&#8220;. Na opinião da deputada, a composição de André Filho não refletiria<em> &#8220;na tradição, o sentimento patriótico da gente carioca&#8221; </em>(<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/13578" target="_blank"><em>Diário de Notícias, </em>14 de maio de 1961, quinta coluna</a><em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_04/13578" target="_blank">;</a> Jornal do Brasil, </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/26961" target="_blank">13 de março de 1962, quarta coluna</a><em>; </em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank">22 de março de 1962</a>).</p>
<p>Em sua coluna no <em>Jornal do Brasil</em>, &#8220;Música Naquela Base&#8221;, o jornalista Sérgio Cabral publicou o resultado de uma enquete acerca do assunto que realizou consultando personalidades de várias áreas e apenas o historiador Ariosto Berna<em> </em>(18? &#8211; 1988), do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro; e o jornalista<em> </em>Prudente de Morais Neto (1904 &#8211; 1977) eram a favor da mudança. Os  seguintes foram contra: o crítico musical Lúcio Rangel, Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara; o maestro e compositor César Guerra-Peixe, Cristóvão de Alencar, presidente da União Brasileira de Compositores; o compositor Miguel Gustavo e Stanislaw Ponte Preta, o jornalista Sérgio Porto (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1962</a>). <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong> </em></span>seguiu como o hino da cidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44455" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44455" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/jane54.jpg" alt="Jornal do Brasil, de 1962" width="542" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/27103" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de março de 1962</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poeta Carlos Drummond (1902 &#8211; 1987) defendeu a manutenção da marchinha como hino na crônica <em>Hino carioca</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/28441" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de abril de 1962, penúltima coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane241.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43596" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane241.jpg" alt="jane24" width="459" height="538" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane251.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43597" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane251.jpg" alt="jane25" width="468" height="523" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane26.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43593" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane26.jpg" alt="jane26" width="462" height="93" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1968, pela segunda vez, seu status de hino foi ameaçado: o deputado Frederico Trotta (1899 &#8211; 1980) foi o autor do projeto de lei sugerindo à Assembleia Legislativa a criação de um concurso para a escolha de um novo hino para a cidade promulgado, em 27 de  julho de 1968.  A marchinha <span style="color: #800000;"><em><strong>Cidade Maravilhosa</strong></em></span> tinha, segundo ele, uma &#8220;<em>música alegre, balanceante, carnavalesca e irreverente para o ritual das solenidades sérias e imponentes, às quais se torna forçoso o comparecimento de autoridades dos três poderes constituídos, bem como de personalidades estrangeiras&#8221;. </em>Houve protestos e, em agosto de 1968, o presidente da Assembleia voltou atrás e sancionou a lei do deputado Everardo Magalhães Castro (1933 &#8211; 2010) que restituía <strong><span style="color: #800000;"><em>Cidade maravilhosa</em></span></strong> à condição de hino oficial da cidade (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/119176" target="_blank">28 de julho de 1968, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_08/119667" target="_blank">6 de agosto, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_06/66749" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 10 de agosto de 1968, segunda coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/94101" target="_blank">27 de julho de 1968, última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_07/94140" target="_blank">28 de julho de 1968, quinta coluna</a>;).</p>
<p>André Filho faleceu, no Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1974, no Hospital Souza Aguiar, vítima de uma úlcera. Foi velado no Museu da Imagem e do Som e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37324" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 3 de julho de 1974, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43932" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37662" target="_blank"><img class="size-full wp-image-43932" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane47.jpg" alt="Jornal do Brasil, 8 de julho de 1974" width="601" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_09/37662" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 8 de julho de 1974</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Ouça aqui várias gravações da marchinha <em>Cidade Maravilhosa</em>.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo, reprodução de um artigo publicado em <em>O GLOBO</em>, de 5 de agosto de 1968.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane21.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43586" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane21.jpg" alt="jane21" width="502" height="456" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane22.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-43587" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/jane22.jpg" alt="jane22" width="505" height="285" /></a></p>
</div>
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</article>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(1)</strong>  A transcrição da crônica <em>Os Sertanejos</em>, de Coelho Neto, pode ser lida na página 282 do artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, de Ivo Karytowsky.</p>
<p>Leia aqui o artigo <a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/249738/andre-filho-alem-dos-encantos-mil-os-120-anos-do-compositor-beijoqueiro-que-era-um-dos-preferidos-de-carmen-miranda" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>André Filho além dos ‘encantos mil’: os 120 anos do compositor ‘beijoqueiro’ que era um dos preferidos de Carmen Miranda</em></span></a>, de autoria de Pedro Paulo Malta (1976-), publicada no site Discografia Brasileira do Instituto Moreira Salles .</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Nota da editora</strong>:</span> A inspiração para a publicação deste artigo surgiu quando assisti ao espetacular evento <em>Cidade-Musa</em>, no dia 6 de março de 2026, promovido pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em sua sede, quando o jornalista Rafael Sento Sé proferiu uma maravilhosa palestra sobre seu livro <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque</em>, seguida pela sensacional aula musicada <em>Cidade-musa: a história do Rio em marcha, samba e bossa</em>, com Pedro Paulo Malta e Luís Filipe de Lima. Ao longo de minhas leituras para esse artigo, conheci o excelente artigo <em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em>, de Ivo Karytowski, que se tornou uma espécie de bússola para minha pesquisa. Como sempre, a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional tem um papel decisivo em meus escritos. Obrigada pelo talento de vocês!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com/2003/09/os-sertanejos-de-coelho-neto.html" target="_blank">Blog Literatura, Rio de Janeiro &amp; São Paulo</a></p>
<p>BUENO, Alexei. <em>Rio Belle Époque: Álbum de imagens. </em>Rio de Janeiro : Bem-Te-Vi Editora, 2016.</p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/0B41OaZg7nvRocTVBYUxSMHpOYjA/view?resourcekey=0-F000qeQ-zkQIVD8Ip6hDvA" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa</em> por Olegário Mariano</a></p>
<p>COELHO NETO. <a href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/89/Coelho_Neto_-_Palestras_da_Tarde_%281911%29.pdf" target="_blank"><em>Palestras da Tarde</em></a>. Rio de Janeiro : Livraria Garnier Irmãos, 1911.</p>
<p><a href="https://dicionariompb.com.br/artista/andre-filho/" target="_blank">Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira</a></p>
<p>DOMINGUES, Henrique Foréis. <em>No Tempo de Noel Rosa: O Nascimento do Samba e a Era de Ouro da Música. </em>Rio de Janeiro :<em> </em>Editora Indigo Brasil, 2013</p>
<p>EFEGÊ, Jota. <em>Figuras e coisas da Música Popular Brasileira vol1 e 2. </em>Rio de Janeiro :<em> </em>Funarte, 1978.</p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional </a></p>
<div class="page" data-page-number="1" data-loaded="true">
<div class="textLayer">KARYTOWSKI, Ivo. <a href="https://rihgb.emnuvens.com.br/revista/article/view/44/40" target="_blank"><em>Origem do epíteto &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; para designar o Rio de Janeiro: lenda e verdade</em></a>. IHGB, Rio de Janeiro, a. 183(488): 265-294, jan./abr. 2022.</p>
<p>SÉ, Rafael Sento. <em>A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque.</em> Belo Horizonte (MG) : Autêntica Editora, 2025.</p>
<p><a href="https://discografiabrasileira.com.br/posts/247888/cidade-maravilhosa-a-saga-da-marcha-cheia-de-encantos-mil-que-acabou-virando-hino-e-ha-90-anos-vive-n-alma-da-gente" target="_blank">Site Discografia Brasileira &#8211; IMS</a></p>
<p><a href="https://literaturaebompravista.wordpress.com/2019/07/01/ville-merveilleuse-uma-francesa-usa-a-expressao-cidade-maravilhosa/" target="_blank">Site Literatura é bom para a vista</a></p>
</div>
</div>
<p>VALENÇA, Suetônio Soares. <a href="https://funartemaisdigital.funarte.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Tra-la-la%CC%81_WEB.pdf" target="_blank"><em>Tra-la-lá : vida e obra de Lamartine Babo</em></a> – 3. ed., rev. e ampl. – Rio de Janeiro : FUNARTE, 2014.</p>
</div>
<p>XAVIER, Priscila. <a href="https://www.academia.edu/25111479/Cidade_Maravilhosa_discursos_entre_o_imagin%C3%A1rio_e_o_mito" target="_blank"><em>Cidade Maravilhosa: discursos entre o imaginário e o mito</em></a>.</p>
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