 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; editora</title>
	<atom:link href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;tag=editora" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 12:46:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>O Rio de Janeiro nos cartões-postais da Papelaria e Typographia Botelho</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35197</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35197#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 15:06:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[cartão postal]]></category>
		<category><![CDATA[cartofilia]]></category>
		<category><![CDATA[editora]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[gráfica]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[invenção]]></category>
		<category><![CDATA[Papelaria e Typographia Botelho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35197</guid>
		<description><![CDATA[Em comemoração aos 459 anos do Rio de Janeiro, a Brasiliana Fotográfica destaca cinco cartões-postais editados pela Papelaria e Typographia Botelho. São registros coloridos da Avenida Rio Branco, do Palácio Monroe, do Passeio Público e do Theatro Municipal. Foram produzidos, em torno de 1912, e pertencem ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Em seu livro "Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal" (1978), o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900 - 1987) escreveu que o cartão-postal “às vezes ilustrado a cores – brilhante de cores até – correspondeu a uma época de euforia e de extroversão na vida nacional”, o início do século XX. Populares desde fins do século XIX, eram usados tanto para o envio de correspondência como para "viajar sem sair de casa". Apesar de seu formato pequeno, os cartões-postais acendem, iluminam, valorizam as imagens neles impressas. Bom passeio pelas imagens do Rio de Janeiro, aniversariante do dia!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração aos 459 anos do Rio de Janeiro, a Brasiliana Fotográfica destaca cinco cartões-postais editados pela Papelaria e Typographia Botelho. São registros coloridos da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Rio Branco</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a>, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7080" target="_blank">Passeio Público</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9445" target="_blank">Theatro Municipal</a>. Foram produzidos, em torno de 1912, e pertencem ao Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadoras do portal. Em seu livro <em>Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal </em>(1978), o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987) escreveu que o cartão-postal “à<em>s vezes ilustrado a cores – brilhante de cores até – correspondeu a uma época de euforia e de extroversão na vida nacional</em>”, o início do século XX. Populares desde fins do século XIX, eram usados tanto para o envio de correspondência como para <em>viajar sem sair de casa</em>. Apesar de seu formato pequeno, os cartões-postais acendem, iluminam, valorizam as imagens neles impressas. Bom passeio pelas imagens do Rio de Janeiro, aniversariante do dia!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12424" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12424/001BO001005.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12424" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Passeio Público, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/383" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Papelaria e Typographia Botelho disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A invenção do cartão-postal relaciona-se com inovações em processos gráficos de reprodução de imagens ocasionadas pelo desenvolvimento da fotografia, descoberta anunciada em 7 de janeiro de 1839, na Academia de Ciências da França. Cerca de sete meses depois, em 19 de agosto, no Instituto da França, em Paris, o cientista François Arago (1786 -1853), secretário da Academia de Ciências, explicou o processo e comunicou que o governo francês havia adquirido o invento, colocando-o em domínio público. A notícia da invenção do daguerreótipo chegou ao Brasil muito rapidamente com a publicação de um artigo no <a href="https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_02&amp;pagfis=11220" target="_blank">“Jornal do Commercio”, de 1º de maio de 1839, sob o título “Miscellanea”</a>. A invenção do daguerreótipo, desde sua descoberta, transformou de forma definitiva e radical a linguagem e a cultura visual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12135" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12135/001MC001009.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12135" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Avenida Rio Branco, c, 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35434" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/2722" target="_blank"><img class=" wp-image-35434" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria2.jpg" alt="Careta, 4 de junho de 1910" width="701" height="237" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/083712/2722" target="_blank"><em>Careta</em>, 4 de junho de 1910</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando aos cartões-postais. Com o fim do monopólio do Império, gráficas particulares passaram a produzir postais e foram elas que introduziram a impressão em uma das faces. Os cartões-postais tornaram-se objetos de colecionismo e a cartofilia incrementou os negócios de fotógrafos, de gráficas e de editores, como a Papelaria e Typographia Botelho, localizada na Rua do Ouvidor, 65, esquina com Rua do Carmo, que pertencia a Botelho &amp; C.. Produziam cartões de visita, participações de casamento, convites, menus, álbuns e quadros com vistas do Rio de Janeiro; e cartões-postais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/26819" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em> , 15 de maio de 1911, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/59888" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1915, primeira colun</a>a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35432" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/4148" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35432" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria.jpg" alt="Jornal do Commercio Edição da Tarde, 25 de março de 1913" width="634" height="320" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/4148" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde,</em> 25 de março de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1913, a Papelaria e Typographia Botelho anunciava a chegada de uma <em>grande e variada coleção de cartões-postais</em>. Será que os publicados neste artigo estariam entre eles? (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde</em>, 16 de dezembro de 1913</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35433" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35433" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/papelaria1.jpg" alt="Jornal do Commercio Edição da Tarde, 16 de dezembro de 1913" width="458" height="223" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/111988/5081" target="_blank"><em>Jornal do Commercio Edição da Tarde</em>, 16 de dezembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O último registro da Papelaria e Typographia Botelho no <em>Almanak Laemmert</em> é de 1935. Pertencia, então, a Heitor Coupé &amp; C. e anunciava livros para escrituração e artigos para escritório (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/113615" target="_blank"><em>Almanak Laemmer</em>t, 1935,  segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12435" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12435/001BO001006.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="466" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12435" target="_blank">Papelaria e Typographia Botelho. Teatro Municipal, c. 1912. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FREYRE, Gilberto. <em>Informação, comunicação e cartão postal</em>. In: Freyre, Gilberto. <em>Alhos e bugalhos: ensaios sobre temas contraditórios, de Joyce à cachaça; de José Lins do Rego ao cartão postal</em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1978.</p>
<p>RAMOS, Clarice.<a href="https://app.uff.br/riuff;/bitstream/handle/1/13404/Dissert-clarissa-ramos-gomes.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" target="_blank"><em> Postais para ver: cartofilia no Brasil na primeira metade do século XX na coleção de Estella Bustamante</em></a>. Dissertação de Mestrado – Instituto de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 2018.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Funarte. 1980.</p>
<p>NEGRO, Antonio Luigi. <em><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/Ln9mcNZZt9wCGfDPNCbwkhP/#" target="_blank">O cartão-postal no Brasil do início do século XX: suporte para o encontro entre imagem e açã</a>o</em>. Hist. cienc. saúde-Manguinhos 27 (3). Jul-Sep 2020.</p>
<p>SCHAPOCHNIK, Nelson. <em>Cartões-postais, álbuns de família e ícones de intimidade. História da vida privada no Brasil: República: da Belle Époque à Era do Rádio</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7390269/mod_resource/content/1/Postais%20do%20Brazil_Karp%20Vasquez.pdf" target="_blank"><em>Postais do Brasil (1893-1930)</em>.</a> São Paulo: Metalivros, 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outros artigos publicados na Brasiliana Fotográfica em comemoração ao aniversário do Rio de Janeiro</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4812" target="_blank"><em>A fundação do Rio de Janeiro</em>, publicado em 1º de março de 2016, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7530" target="_blank"><em>Uma homenagem aos 452 anos do Rio de Janeiro: o Corcovado e o Pão de Açúcar</em>, publicado em 1º de março de 2017, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14095" target="_blank"><em>O Rio de Janeiro de Juan Gutierrez</em>, publicado em 1º de março de 2019, de autoria de Maria Isabel Ribeiro Lenzi, Doutora em História pela UFF e historiadora do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional ; e de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30682" target="_blank"><em>A Praça Paris no aniversário do Rio de Janeiro</em>, publicado em 1° de março de 2023, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?feed=rss2&#038;p=35197</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
