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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; edifícios de bibliotecas</title>
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		<title>“Complemento indispensável&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2015 01:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Martins]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O destaque é para a foto da exposição permanente das preciosidades da
antiga Seção de Estampas (hoje, Divisão de Iconografia) integrante do
referido álbum, de autoria de Antonio Luiz Ferreira, o mesmo que
realizou as memoráveis fotografias das manifestações populares havidas
após a assinatura da Lei Áurea – como aquela em que Machado de Assis
aparece na missa celebrada no campo de São Cristóvão – e foi
contratado para documentar aquele edifício sede da Biblioteca
Nacional, onde a instituição permaneceu até 1910.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_3691" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"><img class="wp-image-3691 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Estampas-1024x761.jpg" alt="As duas salas da  Secção de Estampas – Exposição Permanente de Iconographia  no edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio. Fotografia de Antonio Luiz Ferreira." width="768" height="571" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank">Antonio Luiz Ferreira. Secção de Estampas, Biblioteca Nacional, c. 1902. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; As duas salas da Secção de Estampas – Exposição Permanente de Iconographia no edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;a toda biblioteca bem organizada”. Assim o bibliotecário João de Saldanha da Gama (desde 1822, designava-se assim a autoridade maior da Biblioteca Nacional) qualificou a antiga Seção de Estampas da instituição, em seu prefácio ao <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg73116/drg73116.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição Permanente dos Cimélios da Biblioteca Nacional</a>, publicado sob a sua direção em 1885.</p>
<p>Nesse catálogo, a parte referente às estampas ficou a cargo de José Zephyrino de Menezes Brum, chefe daquela seção desde 1876, quando foi posto em execução um plano de reforma da instituição a partir do qual “a Seção de Estampas [&#8230;] começa a ter existência e história próprias [&#8230;].”</p>
<p>Estamos no ano de 1885 e a Biblioteca Nacional já estava instalada no endereço da rua do Passeio desde 1858, quando se concluiu a mudança,“sem estrago nem perda”, desde seu primeiro endereço, no edifício do antigo Hospital do Carmo. Em 1881, abrira-se a grandiosa e inesquecível Exposição de História do Brasil, produzida sob a batuta do dirigente anterior, o barão de Ramiz Galvão e o pensamento curatorial de outro barão, Homem de Mello.</p>
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<div id="attachment_3690" style="width: 809px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3285" target="_blank"><img class="wp-image-3690 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/chegada.jpg" alt="A chegada do acervo da Biblioteca Nacional à atual rua do Passeio, vendo-se ao fundo um trecho do largo da Lapa que manteve seu aspecto até os dias atuais." width="799" height="559" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3285" target="_blank">Anônimo. Biblioteca Nacional, mudança do prédio da Rua do Passeio para a Avenida Rio Branco, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; Ao fundo, vê-se um trecho do largo da Lapa que manteve seu aspecto até os dias atuais.</a></p></div>
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<p>Desenvolvia-se então, no acervo de imagens, um trabalho apaixonado, apesar de todas as dificuldades impostas pela conjuntura – atividades estas, em certa sintonia com as que ocorriam nas bibliotecas nacionais da França e da Áustria e no Museu Britânico. Menezes Brum lamentava que “as acanhadas proporções do edifício em que funciona a Biblioteca Nacional não permitiram que a Seção de Estampas fosse melhor acomodada, pois que lhe couberam em partilha apenas duas pequenas salas do 3o andar, mal mobiliadas e insuficientes para as suas necessidades e serviços.” E “as riquezas da nossa coleção iconográfica continuavam desconhecidas, tanta era a quantidade que delas havia”, ele observava.</p>
<p>Mas a exposição permanente das estampas, um sonho antigo de Ramiz Galvão, haveria de acontecer, sob a direção geral de Saldanha da Gama. O chefe das estampas era um obstinado: “era preciso escolher, escolher sempre, examinar, comparar, tornar a comparar, até que as jóias, por seu pequeno número, e por mais preciosas, se pudessem acomodar nas caixas que lhes estavam destinadas.”</p>
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<div id="attachment_3692" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"><img class="wp-image-3692 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/estampas2-1024x706.jpg" alt="estampas_detalhe" width="768" height="530" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank">Detalhe da fotografia de Antonio Luiz Ferreira: à esquerda, vê-se a segunda sala da Exposição Permanente de Iconographia da antiga Seção de Estampas.</a></p></div>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3293" target="_blank"> </a></p>
<p>Depois de pronta a exposição permanente, o fotógrafo Antonio Luiz Ferreira, o mesmo que realizou as memoráveis fotografias das manifestações populares havidas após a assinatura da Lei Áurea – como aquela em que Machado de Assis aparece na missa celebrada no campo de São Cristóvão – foi contratado para documentar o edifício sede da Biblioteca Nacional, onde a instituição permaneceu até 1910.</p>
<p>O resultado está em dois álbuns; um, com as cópias em papel albuminado e outro, com as cópias produzidas em platina, que apresentam melhores atributos de estabilidade e permanência e figuram nesta galeria. As capas estão sofridas – ainda que o miolo, sua essência, resista bravamente – e refletem uma história. Muito nos revelam as suas imagens, admirável exemplo da fotografia de arquitetura praticada na época e – por que não dizê-lo – da fotografia museográfica, gênero proposto por Fox Talbot e inaugurado possivelmente no British Museum, por Roger Fenton.</p>
<p>O dia 29 de outubro é data a ser sempre lembrada. Hoje, quando a nossa Biblioteca Nacional comemora 205 anos de existência, essa instituição e o Instituto Moreira Salles, criadores deste portal, trabalham no sentido de acolher as primeiras das novas instituições que passarão a integrar a Brasiliana Fotográfica – cujo modelo de gestão pretende-se inclusivo, democrático e em dia com as principais questões referentes aos acervos de fotografia brasileira.</p>
<p>Menezes Brum concluiu assim o seu texto sobre as estampas no catálogo da célebre exposição: “Praza a Deus que curiosos e entendidos acolham este tentame da Biblioteca Nacional com benevolência e tirem dele o gozo e proveito que da sua realização possam advir.” Pois assim seguimos neste esforço coletivo para fazer da Brasiliana Fotográfica um espaço que suscite o aprendizado, a reflexão e o debate. E que seja, também, um espelho da Nação Brasileira.</p>
<p>Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2015.</p>
<p>Joaquim Marçal Ferreira de Andrade<br />
Curador, pela Biblioteca Nacional, do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_3693" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3286" target="_blank"><img class="wp-image-3693 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/rua_passeio-1024x384.jpg" alt="rua_passeio" width="768" height="288" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3286" target="_blank">Anônimo. Antigo prédio da Biblioteca Nacional à Rua do Passeio, c. 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN &#8211; Uma cena cotidiana à entrada do edifício sede anterior da Biblioteca Nacional, no largo da Lapa n. 48 – hoje, rua do Passeio. À direita, operários trabalham em obra de reparo da via pública. Detalhe da fotografia original.</a></p></div>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/68" target="_blank">Explore mais fotos da Biblioteca Nacional na Brasiliana Fotográfica</a></p>
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