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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; edifício</title>
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	<item>
		<title>A Ilha Fiscal na Baía de Guanabara</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17816#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 04:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Adolpho José Del Vecchio]]></category>
		<category><![CDATA[alfândega]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Baile da Ilha Fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Conde d´Eu]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[edifício]]></category>
		<category><![CDATA[estilo arquitetônico]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha Fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Gutierrez de Padilla]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Ferrez]]></category>
		<category><![CDATA[O último baile do Império]]></category>
		<category><![CDATA[Viollet-le-Duc]]></category>

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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica destaca seis fotografias da Ilha Fiscal, que integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, localizada na Baía de Guanabara, cujo edifício, projeto do engenheiro Adolpho José Del Vecchio, foi inaugurado em 27 de abril de 1889. As imagens foram produzidas por Jorge Kfuri (1893 - 1965), Juan Gutierrez ( c. 1860 - 1897) e Marc Ferrez (1843 - 1923). O registro de Kfuri é de 1916 e os de Ferrez e de Gutierrez das últimas duas décadas do século XIX.  Espécie de elo entre o passado e o presente, a Ilha Fiscal notabilizou-se por ter sido o cenário do último baile do império, realizado em 9 de novembro de 1889, dias antes da Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Foi tombada, em 1990, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Brasiliana Fotográfica destaca seis imagens da Ilha Fiscal, uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, localizada na Baía de Guanabara. Foram produzidas pelos fotógrafos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16103">Jorge Kfuri (1893 &#8211; 1965)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398">Juan Gutierrez ( c. 1860 &#8211; 1897)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17539">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>. O registro de Kfuri é de 1916 e os de Ferrez e de Gutierrez das últimas duas décadas do século XIX.  O edifício da ilha, projeto do engenheiro <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/180793/1735" target="_blank">Adolpho José Del Vecchio (1848 &#8211; 1927)</a>, foi inaugurado em 27 de abril de 1889.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/225" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da Ilha Fiscal disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Espécie de elo entre o passado e o presente, a Ilha Fiscal, que ocupa uma área de 7000 m2 e se distancia do continente por pouco mais de um quilômetro, notabilizou-se por ter sido o cenário do <em>último baile do império</em>, realizado em 9 de novembro de 1889, dias antes da Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Na década de 1910, o domínio da Ilha Fiscal foi transferido do Ministério da Fazenda para a Marinha. Integra o Complexo Cultural da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. A Ilha Fiscal foi tombada, em 1990, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, e aberta à visitação pública em 1999.</p>
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<div style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4244/47260.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="813" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4244" target="_blank">Jorge Kfuri. Ilha Fiscal, 1916. Rio de Janeiro, RJ / Acervo DPHDM</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A construção de um posto alfandegário para o controle de mercadorias comercializadas no porto do Rio de Janeiro foi solicitada pelo conselheiro João Antônio Saraiva (1823 &#8211; 1895), do Ministério da Fazenda, no século XIX, e a localização da, na época conhecida como Ilha dos Ratos, era ideal devido à proximidade aos pontos de fundeio dos navios mercantes estrangeiros que aportavam à Baía de Guanabara, na altura da atual Praça XV. Foi o imperador<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> Pedro II</a> que decidiu construir o prédio e que optou pelo estilo arquitetônico gótico-provençal, típico dos castelos franceses do século XIV e inspirado pelo trabalho do arquiteto francês Viollet-le-Duc (1814 &#8211; 1879). Durante a construção, fez frequentes visitas à ilha p.ara verificar o progresso dos trabalhos.</p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6297" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6297/GT15.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6297" target="_blank">Juan Gutierrez. Ilha Fiscal, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>O projeto da edificação foi de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/29951" target="_blank">Adolpho José Del Vecchio ( 1848 &#8211; 1927)</a>, então Engenheiro-Diretor de Obras do Ministério da Fazenda, e ganhou a Medalha de Ouro na Exposição da Academia Imperial de Belas Artes de 1890, tendo sido apresentado com a seguinte argumentação:</p>
<p><span style="color: #800000;">“<em>A construção planejada, tendo de ser levantada isoladamente em uma ilha, projetando-se sobre um fundo formado pela caprichosa Serra dos Órgãos, encimada por vasto horizonte, e de frente para a entrada da baía, devia causar impressão agradável aos que penetrassem no porto, suficientemente elevada para que pudesse facilmente ser vista de qualquer ponto entre a mastreação dos navios, e prestar-se ao mesmo tempo à fiscalização do ancoradouro.</em>”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Del Vecchio foi diretor de diversas outras obras de vulto como a das Docas Pedro II e da Praça do Comércio. Exerceu cargos importantes e recebeu diversas condecorações e prêmios nacionais e internacionais ao longo de sua carreira (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/29951" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 e 7 de junho de 1927, terceira coluna</a>; <a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/180793/1735" target="_blank"><em>Revista Brasileira de Engenharia</em>, junho de 1927</a>).</span></p>
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<div style="width: 160px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://7ponto1.blogspot.com/2011/04/e-diz-adolpho-jose-del-vecchio.html" target="_blank"><img src="http://1.bp.blogspot.com/-STMoTS_1imI/Taju6YPO6SI/AAAAAAAAAE0/FLI3jqNyfLU/s1600/ilha_fiscal_10.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://7ponto1.blogspot.com/2011/04/e-diz-adolpho-jose-del-vecchio.html" target="_blank">Adolpho del Vecchio</a></p></div>
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<div id="attachment_17827" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.dezenovevinte.net/catalogos/1890_egba.pdf" target="_blank"><img class="size-full wp-image-17827" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/arquitetura.jpg" alt="Catálogo da Exposição de Belas Artes de 1890" width="620" height="420" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www.dezenovevinte.net/catalogos/1890_egba.pdf" target="_blank">Catálogo da Exposição de Belas Artes de 1890</a></p></div>
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<div style="width: 863px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6298" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6298/GT16.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="853" height="649" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6298" target="_blank">Juan Gutierrez. Ilha Fiscal, 189?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
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<p>Em 6 de novembro de 1881, foi assentada a primeira pedra do edifício (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/2864" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de novembro de 1881, última coluna</a>). No ano seguinte, del Vecchio foi condecorado como Oficial da Ordem da Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/3484" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de março de 1882, terceira coluna</a>). O prédio da Ilha Fiscal foi inaugurado em 27 de abril de 1889 com a presença de Pedro II, do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu</a> e de uma grande comitiva de ministros e autoridades. A elegante construção ocupa cerca de um terço da ilha medindo 68 metros de frente e 28 de fundos. Seu torreão tem 53 metros de altura ( <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22678" target="_blank"><em>Jornal do Commercio,</em> 28 de abril de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>&#8220;A ilha é um delicado estojo, digno de uma brilhante joia&#8221;</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;">Dom Pedro II</p>
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<p>A Ilha Fiscal era abastecida de água e em sua torre havia um holofote cuja movimentação e potência permitiam uma melhor fiscalização de qualquer ponto do porto. Todas as salas eram iluminadas com lâmpadas elétricas e a ilha estava ligada à alfândega por uma linha telefônica, para a qual havia sido instalado um cabo submarino. Os trabalhos de cantaria foram realizados pelo comendador Antonio Rodrigues Teixeira, a construção e a montagem da agulha de ferro do corpo central por Manoel Joaquim Moreira &amp; C., o mosaico da sala de honra por Moreira &amp; Carvalho, a montagem do relógio pela firma Krussman &amp; C, a colocação dos aparelhos elétricos pelo sr. Léon Rodde e os trabalhos de pintura pelo alemão Frederico Steckel (1834 &#8211; 1921). Os vitrais coloridos a fogo foram confeccionados com cristal inglês e mostravam o imperador Pedro II entre os brasões da Casa Imperial Brasileira e da Casa de Saxônia; e a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank">princesa Isabel </a> entre os brasões da Casa Imperial Brasileira e a Casa de Orléans.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6697" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6697/0071824cx004-02.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="527" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6697" target="_blank">Marc Ferrez. Ilha Fiscal, c. 1885. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Essa importante construção esteve sob a direção do engenheiro Adolpho José del Vecchio, diretor das obras do ministério da Faqzenda, que deu provas da maior atividade e zelo, muito concorrendo para dotar esta cidade com tão bem acabado e importante edifício&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #333333;">(<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de maio de 1889</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17843" style="width: 453px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><img class="wp-image-17843 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/constru.jpg" alt="constru" width="443" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><img class="alignnone size-full wp-image-17844" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/constru1.jpg" alt="constru1" width="442" height="608" /> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709743/2887" target="_blank"><em>Revista de Engenharia</em>, 14 de maio de 1889</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_17825" style="width: 230px" class="wp-caption alignleft"><img class="wp-image-17825" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/cardapiocapa.jpg" alt="cardapiocapa" width="220" height="332" /><p class="wp-caption-text">Capa do cardápio do Baile da Ilha Fiscal / Acervo Arquivo Nacional</p></div>
<p>Poucos meses depois, em 9 de novembro de 1889, foi realizado o evento pelo qual a Ilha Fiscal ficou mais conhecida: o último baile do Império do Brasil. Inicialmente marcado para o dia 19 de outubro, foi adiado devido à morte do rei Luís I de Portugal (1861 &#8211; 1889), sobrinho do imperador Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16397" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de outubro de 1889</a>). A festa foi uma homenagem aos oficiais do cruzador chileno <em>Almirante Cochrane, </em>ancorado na Baía de Guanabara desde 11 de outubro de 1889, sob o comando de Constantino Bannen (1847 &#8211; 1899) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16355" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 12 de outubro de 1889</a>). Com o baile, que contou com as presenças de<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank"> dom Pedro II</a>, de dona <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">da princesa Isabel</a> e do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Conde d´Eu</a> , e para o qual foram distribuídos cerca de três mil convites, pretendia-se realizar uma celebração inesquecível para fortalecer a monarquia diante da ameaça republicana. Não funcionou: seis dias depois foi proclamada a República no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16497" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 9 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7948" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 10 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/16509" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 11 de novembro de 1889</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/2970" target="_blank"><em>Novidades</em>, 11 de novembro de 1889, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747b/4255" target="_blank"><em>Revista Illustrada</em>, 16 de novembro de 1889</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/7982" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 16 de novembro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Em 1893,  a Ilha Fiscal sofreu avarias durante a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2375" target="_blank">Revolta da Armada</a>, quando parte da esquadra brasileira rebelou-se contra o governo do Marechal Floriano Peixoto. Durante mais de seis meses, a ilha ficou no meio da artilharia travada entre as fortalezas da costa e os navios que se encontravam na Baía de Guanabara. Seus vitrais foram quebrados e suas paredes ficaram crivadas de balas de canhão.</p>
<p>Em 1913, foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Rivadávia da Cunha Correia (1866 &#8211; 1920), a transferência do domínio da Ilha Fiscal do referido ministério para a Marinha em troca do vapor <em>Andrada, </em>proposta feita pelo almirante Alexandrino Faria de Alencar (1848 &#8211; 1926), então ministro da Marinha,  (<em>O Paiz</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"> 9 de setembro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19295" target="_blank">7 de de outubro de 1913, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17851" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de janeiro de 1914, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17851" style="width: 261px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"><img class="wp-image-17851 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/marinha.jpg" alt="marinha" width="251" height="577" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/18715" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de setembro de 1913</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Finalmente, em janeiro de 1914, foi assinado o termo  que oficializou a troca entre a Ilha Fiscal e o vapor <em>Andrada, </em>que passaria a servir de alojamento aos guardas da Alfândega (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17891" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 27 de janeiro de 1914, terceira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_17850" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/32922" target="_blank"><img class="size-large wp-image-17850" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/maritma-1024x193.jpg" alt="Revista Marítima, abril de 1914" width="768" height="145" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/008567/32922" target="_blank"><em>Revista Marítima</em>, abril de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir de 1914 (até 1983), a Ilha Fiscal abrigou a Repartição Hidrográfica da Marinha do Brasil, então denominada Superintendência de Navegação <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/8766" target="_blank">O Século</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/224782/8766" target="_blank">, 9 de janeiro de 1914, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/17930" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 30 de janeiro de 1914, última coluna</a>; e <a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/21355" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de janeiro de 1914, terceira coluna</a>). Nos primeiros anos de ocupação, a Marinha refez a decoração interna e externa do prédio da Ilha Fiscal, restaurando sua beleza arquitetônica. Os vitrais com motivos monárquicos foram restaurados pela mesma firma inglesa que os tinha instalado originariamente.</p>
<p>Logo no início dos anos 1930, a Ilha Fiscal foi ligada à Ilha das Cobras através de um estreito molhe de pedra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<div>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CALDEIRA, Jorge. <i>Viagem pela História do Brasil.</i> São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 222.</p>
<p>CARDOSO, Rafael. <em>Uma introdução à história do design</em>. São Paulo : Blucher, 2008.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo. <em>Pedro II: ser ou não ser</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.</p>
<p><a href="http://expagcrj.rio.rj.gov.br/del-vecchio-adolfo-jose/" target="_blank">Dicionátio de Verbetes do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro</a></p>
<p>DUNLOP, Charles. <em>Rio Antigo, vol 3</em>. Rio de Janeiro : Editora Rio Antigo, 1960.</p>
<p>GOMES, Laurentino. <i>1889</i>. São Paulo : Globo Livros.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <i>As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos</i>. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p>SILVA, Hélio. <i>Nasce a República.</i> São Paulo: Três, 1975.</p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/dhn/?q=pt-br/node/85" target="_blank">Site Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha</a></p>
<p><a href="https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal" target="_blank">Site <span class="designation">Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha</span></a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/276" target="_blank">Site Inepac</a></p>
<p><a href="https://www.oriodejaneiro.com/ilha-fiscal-htm/" target="_blank">Site O Rio de Janeiro</a></p>
<p><a href="http://receita.economia.gov.br/sobre/institucional/memoria/memoria-fazendaria/placa-inaugurada-na-ilha-fiscal-registra-atuacao-da-receita-no-imperio" target="_blank">Site Receita Federal</a></p>
<p><a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?article-id=157642" target="_blank">Site Riotur</a></p>
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