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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; documentarista</title>
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		<title>O que fica de fora, por João Moreira Salles</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 14:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica em sua primeira publicação de 2019 traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia "Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia", produzida pelo italiano radicado no Brasil Vincenzo Pastore (1865 - 1918), em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: "O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós".
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em sua primeira publicação de 2019, a Brasiliana Fotográfica traz para seus leitores uma reflexão do documentarista João Moreira Salles acerca da fotografia<span style="color: #333333;"> <em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em>, produzida pelo italiano radicado no Brasil <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</a></span>, em torno de 1908, na rua da Assembleia, na capital paulista. É um registro da mulher e da filha do fotógrafo. João analisa o que deixa-se de fora do campo visual: &#8220;O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Com sua câmara Pastore capturava tipos e costumes de um cotidiano ainda pacato de São Paulo, uma cidade que logo, com o desenvolvimento econômico, mudaria de perfil. Captava as transformações urbanas e humanas da cidade, que passava a ser a metrópole do café. Com seu olhar sensível, o bem sucedido imigrante italiano flagrava trabalhadores de rua como, por exemplo, feirantes, engraxates, vassoureiros e jornaleiros, além de conversas entre mulheres, brincadeiras de crianças e registros de sua família. Pastore, ao retratar pessoas simples do povo, realizou, na época, um trabalho inédito na história da fotografia paulistana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>O que fica de fora</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">João Moreira Salles*</p>
<p>Para ir direto ao assunto: gosto do que é incompleto. Por exemplo, tomem este conto famoso do guatemalteco Augusto Monterroso:</p>
<p><em>                           <span style="color: #333333;"> Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.</span></em></p>
<p>Acabou. É só isso. Quem acordou? <em>Lá</em> onde? O dinossauro atacará?</p>
<p>Ou este de Hemingway:</p>
<p><em>                            <span style="color: #333333;">Vende-se: sapatinhos</span></em><span style="color: #333333;"> <em>de bebê, sem uso.</em></span></p>
<p>Uma tragédia contida em menos de 40 caracteres. Soa tão pungente porque quase nada foi dito. O que faltou dizer é por nossa conta. Em ambos os casos a imaginação é forçada a trabalhar, como um reservista convocado para a ação.</p>
<p>No mundo das imagens, essa economia narrativa pode ser materializada pelo que se decide deixar fora do campo visual. Um exemplo notável desse modo de contar histórias é a fotografia<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"> <span style="color: #800000;"><em>Elvira Leopardi Pastore e sua filha Maria Lúcia</em></span></a>, do italiano radicado no Brasil <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">Vincenzo Pastore</a><span style="color: #333333;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1379" target="_blank">.</a> </span></span>O que organiza a cena não está representado na imagem. De certa forma, o elemento mais importante do flagrante não foi flagrado. O que estarão olhando as duas personagens da foto, mulher e filha do fotógrafo? Pastore elidiu a informação – e, nessa elisão, entramos nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2122/004VP035.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1000" height="730" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2122" target="_blank">Vincenzo Pastore. Elvira Leopardi e sua filha Maria Lúcia, c. 1908. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A nota biográfica que acompanha o acervo digital da <span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://ims.com.br/titular-colecao/vincenzo-pastore/" target="_blank">Coleção Vincenzo Pastore</a></span> nos informa que ele perambulava pela São Paulo do início do século XX com uma câmera de pequeno formato na mão. Graças a emulsões fotográficas de maior sensibilidade à luz, havia se libertado do estúdio e do tripé. Podia agora registrar a vida vivida nas ruas, ou, como diria o cineasta soviético Dziga Vertov uns anos depois, a respeito do cinema revolucionário que ele próprio inventaria, a vida pega de surpresa, “não ensaiada”.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?value=Pastore%2C+Vincenzo&amp;type=author" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Vincenzo Pastore disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>Parte considerável da obra de Pastore se compõe de instantâneos urbanos que deslumbrariam Vertov. Para mim, nenhum deles é mais bonito do que este, mãe e filha no jardim de casa. Uma ação foi interrompida e jamais saberemos a razão. A menina está colhendo verduras (ou flores?) com a mãe. Quer continuar, mas alguma coisa acabou de acontecer lá no alto – na casa? No telhado, na árvore, no quintal vizinho? A mãe fixa sua atenção. O sol forte a faz proteger os olhos. Isso sabemos. O resto, não.</p>
<p>Desconfiamos também que Elvira e Maria Lúcia não se dão conta de que estão sendo fotografadas. Pastore as flagra num momento de inconsciência em relação à câmera, adotando um regime de representação que no futuro se tornaria tema de debates intermináveis sobre a existência ou não de uma realidade espontânea, não contaminada pela presença do observador. Em 1908, data provável da foto, esse modo de flagrar o instante é novo e radical. Alguns dos maiores fotógrafos do século XX, de Walker Evans a Cartier-Bresson, tomariam esse partido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 354px" class="wp-caption alignleft"><img src="http://italianarte.weebly.com/uploads/1/2/9/0/12908748/7183826_orig.jpg" alt=" Imagem " width="344" height="454" /><p class="wp-caption-text"><em>A Virgem Anunciada</em>, de Antonello da Messina, 1475-1476 / Galleria Regionale della Sicilia, Palermo.</p></div>
<p>Há uns anos escrevi sobre a <em>Virgem Anunciada</em> de Antonello da Messina. Poucas imagens do <em>Quattrocento</em> italiano são tão belas. Vemos apenas a Virgem, e ela nos vê. Diante dela, o Anjo somos nós. Significa que fomos nós que lhe demos a notícia –  e a notícia é terrível. Com a mão direita Maria repele o Anjo, nos repele. Ela agora <em>sabe</em> e não quer companhia. Maria está irremediavelmente só, numa dor que não se compartilha. Com a mão esquerda, fecha o manto, esconde o corpo e nos exclui. Seu filho, ela sabe, um dia morrerá diante dela. Sua tristeza a leva para longe de nós. Talvez seja a personagem mais triste da história da pintura.</p>
<p>Lembrei-me dela ao ver a fotografia de Pastore. Não há tristeza aqui e a imagem tampouco nos implica, ao contrário do que faz a de Antonello. As duas são cenas silenciosas – como se existissem numa suspensão do tempo –, mas também não é isso o que as une na minha imaginação. É o extracampo, a lacuna. O que ficou de fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor Amós Oz gosta de citar estes versos do poeta Yehuda Amichai:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>                Ali onde estamos perfeitamente certos</em></p>
<p><em>               não crescerão nunca</em></p>
<p><em>               flores na primavera.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não ter acesso a tudo diminui esse risco. Sob certo ponto de vista, a flor (ou a verdura?) na cesta de Maria Lúcia dependem dessa limitação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*João Moreira Salles é documentarista e editor da revista piauí.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="color: #800000;">Cronologia do fotógrafo Vincenzo Pastore (1865 &#8211; 1918)</span></em></strong></p>
<div style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2119/004VP030.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="305" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2119" target="_blank">Vincenzo Pastore. Autorretrato de Vincenzo Pastore, c. 1910. São Paulo, SP / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #993300;">5 de agosto de 1865</span></strong> &#8211; Nascimento de Vincenzo Pastore, em Casamassima, na região de Puglia, na Itália, filho de Francesco Pastore e Costanza Massara.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Pastore chegou ao Brasil, em São Paulo, provavelmente no início dessa década, quando houve um grande fluxo de imigração de italianos para a cidade, em busca de novas oportunidades de trabalho. Entre sua chegada ao Brasil e sua morte, em 1918, volta algumas vezes à Itália.</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">1894</span></strong> &#8211; Iniciou suas atividades de fotógrafo em São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1898</strong></span> &#8211; Pastore tem um estabelecimento fotográfico na Itália, em Potenza, na região de Basilicata. Casou-se com Elvira Leopardi Pastore (1876-1972) com quem teve 10 filhos: Costanza (1899-?), Beatriz (1902-?), Maria Lucia (1903-1988), Francisco (1905-1985), Pion Donato (1906-?), Eleonora ( 1908-1992), Olga (1909-?), Carmelita (1910 -?), Dante (1912-?) e Redento (1915-1918).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1899</strong> </span>-  Voltou para São Paulo.</p>
<p>Recebeu uma carta protocolada do município de Potenza, transcrevendo carta do prefeito agradecendo pelo retrato do rei, que seria colocado na sala do Conselho Provincial.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1900</strong></span> &#8211; Possuia um estabelecimento fotográfico na Rua da Assembleia, nº 12 (depois rua Rodrigo Silva), onde também residia. Em nota no <em>Estado de São Paulo</em>, edições de 22 e 23 de outubro de 1900, anunciava: &#8220;Dá de presente aos seus clientes seis photographias / novo formato Elena, em elegantíssimos cartõezinhos ornados, só 4$500 e por poucos dias&#8221;.</p>
<p>Sua esposa, Elvira, trabalhava no estúdio e era a responsável pelos serviços de fotopintura e acabamento. Era ela, também, que registrava em um caderno de anotações, intitulado &#8220;A arte de fotografar e revelar&#8221;, o trabalho realizado no laboratório e as técnicas de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Recebeu uma carta do Consulado Geral da Itália em São Paulo, transmitindo os agradecimentos do Ministro da Casa Real pelo envio de fotos de índios bororos.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1906</strong> </span>- Recebeu uma carta de Giacomo della Chiesa (1854 &#8211; 1922), futuro papa Bento XV, agradecendo o envio de fotografias de índios bororós para o papa Pio X.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Inauguração de um novo estúdio, na Rua Direita nº 24-A. Em notas sobre a abertura do novo estabelecimento, foi anunciada a distribuição de <em>Retratos</em> <em>Mimosos</em>, pequenas fotos com moldura especial de flores e arabescos, a cada visitante. Posteriormente, Pastore abriu um novo estúdio na Praça da República, nº 95.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Participou da Exposição Nacional, realizada no Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário da abertura dos portos no Brasil, com um conjunto de fotopinturas e trabalhos de grandes dimensões.</p>
<p>Realizou também um concurso de beleza infantil, do dia 10 de maio a 10 de julho, em seu ateliê fotográfico de São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=178691_03&amp;PagFis=16101" target="_blank"><em>O Paiz</em>, edição de 8 de maio de 1908, última nota da primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Ganhou a medalha de bronze na <em>Espozione Internazionale delle industrie e dell lavoro</em>, em Turim, na Itália.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Viajou com a família para a Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=31963" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 10 de fevereiro de 1914, na terceira coluna, sob o título &#8220;Hóspedes e Viajantes&#8221;</a> ). Em novembro, inaugurou o estabelecimento <em>Fotografia Italo-Americana &#8211; ai Due Mondi</em>, na Via Sparano, nº 117, em Bari, na Itália. O nome do estúdio italiano indicava sua condição de imigrante bem sucedido, que pertencia a dois mundos. Realizou uma grande exposição de fotografias.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Devido à Primeira Guerra Mundial, encerrou as atividades na Itália e voltou a São Paulo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1916</strong> </span>-<span style="color: #000000;"> Sob os títulos &#8220;Bellezas Paulistanas&#8221;, &#8220;Melancholia&#8221;, &#8220;Quem é a moça dos óculos pretos? e &#8220;Oração&#8221;, foram publicadas fotografias de autoria de Pastore, na revista <em>Cigarra, </em>nas edições <a style="color: #000000;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160339.pdf" target="_blank"> <span style="color: #0000ff;">de 31 de março</span></a><span style="color: #0000ff;"><em>, </em><a style="color: #0000ff;" href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160441.pdf" target="_blank"><em> </em>30 de abril </a> , </span><a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160848.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">17 de a</span>gosto</a>, <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19160950.pdf" target="_blank">14 de setembro</a> e <a href="http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/acervo/periodicos/revistas/CI19161053.pdf" target="_blank">26 de outubro</a></span>.</p>
<p>No dia 17 de junho, foi publicada no <em>O Estado de São Paulo</em>, a seguinte nota: &#8220;O Sr. Vincenzo Pastore, proprietario da Photographia Pastore, a rua Direita, recebeu communicação official, do sr. Giannetto Cavasola, ministro da Agricultura da Italia, e do prefeito da provincia de Bari, de que, a 4 de maio passado, foi nomeado pelo duque de Genova, principe regente, cavalheiro da Ordem da Corôa da Italia. O sr. Pastore é muito conhecido nesta capital, onde conta com muitas amizades. Em 1914, o sr. Pastore fez, em Bari, uma grande exposição italo-brasileira de photographias, que mereceu francos elogios da imprensa. Os seus esforços acabam de ser merecidamente recompensados&#8221;. Em 18 de dezembro, o prêmio foi concedido.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Em 15 de janeiro, Pastore faleceu, em São Paulo, devido a complicações após uma cirurgia de hérnia. Era alérgico e foi anestesiado com clorofórmio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=090972_06&amp;PagFis=45252" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 19 de janeiro de 1918, na terceira coluna)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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