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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; criação</title>
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		<title>Princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 &#8211; Eu,14 de novembro de 1921)</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 19:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante sua vida, a princesa Isabel foi retratada por diversos e importantes fotógrafos do século XIX no Brasil. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros feitos por Revert Henrique Klumb, Joaquim Insley Pacheco, Marc Ferrez, Henschel e Benque e por anônimos, criando para seus leitores a Galeria de Fotos da Princesa Isabel. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1936" style="width: 197px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1799" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1936" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/P005DJ0773-187x300.jpg" alt="Joaquim Insley Pacheco. Princesa Isabel menina, c.1863. Rio de Janeiro / Acervo IMS" width="187" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3908" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco. Princesa Isabel menina, c. 1863. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>Ao longo de sua vida, a princesa Isabel foi retratada por diversos e destacados fotógrafos do século XIX. A Brasiliana Fotográfica reuniu alguns desses registros, feitos por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henrique Klumb (c. 1826 &#8211; c. 1886)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a> &amp; Benque e por anônimos, criando para seus leitores a Galeria de Fotos da Princesa Isabel.</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/60" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da princesa Isabel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>Por ter assinado a Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravatura no Brasil, ela ficou conhecida como <em>A Redentora. </em>Filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a>, um entusiasta da fotografia, e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Christina Maria (1822 &#8211; 1889)</a>, formou com seu marido, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, uma coleção de fotografias, que se encontra na Europa e representa um importante acervo iconográfico do oitocentos no Brasil. Fazem parte da coleção fotografias de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel(1827 &#8211; 1882)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (18? &#8211; ?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828 &#8211; 1877)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">George Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Victor Frond (1821 &#8211; 1881)</a>,  dentre outros, além da imagem da Missa Campal realizada em 17 de maio de 1888, 4 dias após a abolição dos escravizados.</p>
<h4 style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Breve cronologia da vida da Princesa Isabel</strong></span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 587px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/1792/P005DJ0381.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="577" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/1792" target="_blank">Alberto Henschel. Princesa Isabel, Conde D&#8217;Eu e os filhos D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará; D. Luís Maria e D. Antônio Gastão, c. 1884. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1846</span></strong> &#8211; Em 29 de julho, nascimento da princesa Isabel no Paço Imperial, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, filha do imperador <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">Pedro II (1825 &#8211; 1891)</a> e da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">Teresa Cristina Maria (1822 &#8211; 1889)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=30093" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de julho de 1846, sob o título &#8220;Parte official&#8221;</a>).</p>
<p>Em 15 de novembro, realização do batizado da princesa Isabel, que recebeu o nome de Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaella Gabriella Raphaela Gonzaga. Seus padrinhos foram Dom Fernando II, rei de Portugal, representado por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho, o marquês de Itanhaém; e a Sra. Maria Isabel, rainha viúva das Duas Sicílias, representada por Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, a marquesa de Maceió (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_01&amp;PagFis=30467" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de novembro de 1846, na coluna <em>O Diário</em></a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Em 10 de agosto, no Paço do Senado, foi proclamada Herdeira do Trono, pela Assembleia Geral (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=616028&amp;PagFis=2904" target="_blank"><em>Correio da Tarde</em>, edição de 9 de agosto de 1850, na primeira coluna, sob o título &#8220;Lê-se no Correio Mercantil&#8221;)</a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1860</strong></span> &#8211; Em 29 de julho, quando completou 14 anos, a princesa Isabel prestou juramento de &#8220;manter a religião católica, observar a constituição política do País e ser obediente às Leis e ao Imperador&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=13203" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de julho de 1860</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong> </span>– Em 15 de outubro, casamento da princesa Isabel com <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397" target="_blank">Gastão d´Orleans (1842 &#8211; 1922), o conde D´Eu</a>, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, celebrado por D. Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19128" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1864</a>). O escritor Machado de Assis escreve na coluna <em>Folhetim</em> uma calorosa descrição do casamento (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=19132" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 17 de outubro de 1864)</a>. O casal passou a lua de mel em Petrópolis, de onde retornou no dia 24 de outubro.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> &#8211; De maio desse ano a</span><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"> março de 1872,</span></span> a princesa Isabel exerceu pela primeira vez a regência do Brasil.</p>
<p>Em 29 de julho, ao completar 25 anos, tornou-se a primeira senadora do Brasil, conforme estabelecido na Constituição Brasileira de 1824: &#8220;Art 46. Os Príncipes da Casa Imperial são Senadores por Direito, e terão assento no Senado, logo que chegarem à idade de vinte e cinco anos&#8221;.</p>
<p>Em 28 de setembro, promulgou a Lei do Ventre Livre, que concedeu liberdade a todos os filhos de mulheres escravas que nascessem a partir da data de assinatura da lei (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27856" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 30 de setembro de 1871</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2054" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=702951&amp;PagFis=4375"><img class="wp-image-2054 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/gravura-300x224.jpg" alt="revista Semana Ilustrada" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=702951&amp;PagFis=4375" target="_blank">Ilustração sobre o projeto da Lei do Ventre Livre  <em>Revista Semana Ilustrada</em>, 21 de maio de 1871</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> – Em 28 de julho, a princesa Isabel deu à luz a uma menina natimorta, Luísa Vitória de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=31936" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 29 de julho de 1874, sob o título &#8220;Parte Official&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> – Em 15 de outubro, em Petrópolis, nascimento de seu primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=33688" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 16 de outubro de 1875, sob o título “Diário do Rio”</a>). Ele faleceu em 29 de janeiro de 1940, na mesma cidade em que nasceu.</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; De março desse ano a setembro de 1877, a princesa Isabel exerceu, pela segunda vez, a regência do Brasil. </span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong></span> &#8211; Em 26 de janeiro, nascimento de seu segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança, em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=37052" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, edição de 27 de janeiro de 1878, na segunda coluna</a>). Ele faleceu em Cannes, na França, em março de 1920.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> – Em 9 de agosto, nascimento, em Paris, de seu terceiro e último filho, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=2474" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, edição de 10 de agosto de 1881, na primeira coluna</a>). Ele faleceu em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6409/0071824cx015b-04.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="374" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6409" target="_blank">Marc Ferrez. Princesa Isabel, 1885. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; De junho desse ano a agosto de 1888, a princesa Isabel exerceu, pela terceira e última vez, a regência do Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong> </span>- No chuvoso domingo de Páscoa de 1888, em 1º de abril, o Palácio de Cristal foi todo enfeitado e em seu exterior<em> via-se uma grande cruz também de ramagens e flores com o dístico &#8220;Viva a liberdade&#8221;</em>. Na ocasião, a princesa Isabel e o conde d´Eu junto a seus filhos, os príncipes Pedro de Alcântara (1875 &#8211; 1940) e dom Luis Maria (1878 &#8211; 1920), entregaram 127 cartas de alforria a escravizados da cidade Imperial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/20022" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de abril de 1888, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/4167" target="_blank"><em>Diário de Notícias</em>, 2 e 3 de abril de 1888, sétima coluna</a>). A maioria dos senhores desses escravizados foram indenizados a partir de uma grande campanha desenvolvida na cidade pela <em>comissão agenciadora das libertações</em>. Compareceram à cerimônia representantes do gabinete ministerial de João Alfredo, os abolicionistas André Rebouças (1838 &#8211; 1898) e José do Patrocínio (1853 &#8211; 1905), além dos embaixadores da Argentina, da Bélgica, do Chile, da Espanha, dos Estados Unidos e da Itália, e diplomatas das legações de outros países, dentre outros.</p>
<p>Em 13 de maio, assinou a Lei Áurea, que deu fim oficialmente à escravidão no Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=13781" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 14 de maio de 1888</a>).</p>
<p>Foi noticiada a criação da <em>associação que, com o título de Guarda Negra da Redentora, se dedicasse em corpo e alma e em todos os terrenos à defesa do reinado da excelsa senhora que os fez cidadãos </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/888" target="_blank"><em><em>Cidade do Rio</em>,</em> 10 de julho de 1888, segunda coluna</a>).</p>
<p>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) fotografou a cerimônia em que a Princesa Isabel foi condecorada com a Rosa de Ouro, honraria do Vaticano, outorgada pelo papa Leão XIII (1810 &#8211; 1903), por ter assinado a Lei Áurea. A solenidade, celebrada em 28 de setembro, na Capela Imperial, foi, provavelmente, a primeira grande ocasião em que Ferrez usou os novos flashes de magnésio que havia recebido recentemente da Europa. A data escolhida para a entrega da Rosa de Ouro marcava o aniversário da Lei do Ventre-livre, assinada no dia 28 de setembro de 1871  (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 28 de setembro de 1888, primeira coluna</a>; <a style="color: #0000ff;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=14475" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 29 de setembro de 1888</a>)*.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4d/Acclamation_of_Princess_Isabel_1887.jpg" alt="" width="542" height="758" /><p class="wp-caption-text">Marc Ferrez. A Princesa Isabel recebe a Rosa de Ouro, outorgada pelo papa Leão XIII, 28 de setembro de 1888. Rio de Janeiro, RJ / Coleção Princesa Isabel</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45292" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45292" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/flash16.jpg" alt="Gazeta da Tarde, 28 de setembro de 1888" width="286" height="86" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/226688/8910" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, 28 de setembro de 1888</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong> </span>- Em 17 de novembro, dois dias após a proclamação da República, a família real partiu para o exílio, na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_02&amp;PagFis=16536" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 18 de novembro de 1889, sob o título “O Embarque do Imperador”, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong> </span>- A princesa Isabel, seu marido e filhos foram viver na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; Durante uma competição em Paris em 13 de julho de 1901, o suprimento de petróleo do balão que Santos Dumont (1873 &#8211; 1922) dirigia acabou antes que ele alcançasse a linha de chegada. O balão voou por Paris até cair em uma propriedade da família de banqueiros Rothschild. Segundo o livro <em>Asas da Loucura</em>, de Paulo Hoffman, uma biografia de Dumont, quando soube do acidente, a princesa Isabel, que morava perto do local da queda, pediu que seus criados levassem almoço para o aviador. Além disso, o convidou a visitá-la. Tempos depois, a princesa teria enviado a Dumont uma medalha de ouro, com o seguinte bilhete: “<em>Envio-lhe uma medalha de São Benedito, que protege contra acidentes. Aceite-a e use-a na corrente do relógio, na carteira ou no pescoço. Ofereço-lhe pensando na sua boa mãe e pedindo a Deus que o socorra sempre e o ajude a trabalhar para a glória de nossa pátria</em>”. Ele a portou até o fim da vida.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Falecimento </span>de seu terceiro e último filho, Antonio Gastão de Orléans e Bragança (1881 &#8211; 1918), em 29 de novembro de 1918, devido a um desastre de avião, em Londres.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920 -</strong></span> Em março, falecimento, em Cannes, de seu segundo filho, Luis Maria de Orléans e Bragança (1878 &#8211; 1920).</p>
<p>O projeto do deputado mineiro Francisco Valadares (18? &#8211; 1933) requerendo a revogação do banimento da família imperial do Brasil, que havia sido apresentado em dezembro de 1919 e arquivado, recebeu em 1920 um parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e foi rapidamente aprovado no Congresso. Em 3 de setembro de 1920, no Palácio do Catete, o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) assinou, com uma caneta de ouro adquirida a partir da arrecadação de dinheiro mediante subscrição pública promovida pelo jornal <em>A Rua,</em> o decreto que revogava o banimento da família imperial. A cerimônia foi realizada com a presença de comissões de instituições importantes como o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, a Academia Brasileira de Letras e a Associação Brasileira de Imprensa. O decreto também autorizava o Poder Executivo, mediante concordância da família do ex-imperador e do governo de Portugal, a trasladar para o Brasil os despojos mortais de dom Pedro II e de dona Teresa Christina (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/236403/9711" target="_blank"><em>A Rua</em>, 4 de setembro de 1920, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong> </span>- A princesa Isabel não chegou a se beneficiar da revogação do banimento da família real do Brasil, tendo falecido em 14 de novembro de 1921 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/5003" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de novembro de 192</a>1).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; O conde d´Eu faleceu, em 28 de agosto de 1922,  justamente quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência do país. Estava a bordo do navio <em>Massilia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10627" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de agosto de 1922, penúltima coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1938</strong></span> &#8211; Na celebração do cinquentenário da Lei Áurea, um decreto presidencial autorizou o repatriamento dos restos mortais da Princesa Isabel e do Conde d´Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_22934" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><img class="size-full wp-image-22934" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/repatriamento.jpg" alt="O Jornal, 13 de maio de 1938" width="312" height="307" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/44856" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 13 de maio de 1938</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1940</strong></span> &#8211; Em 29 de janeiro, em Petrópolis, falecimento de seu primeiro filho, Pedro de Orléans e Bragança (1875 &#8211; 1940).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Em 6 de julho, chegada no Rio de Janeiro dos restos mortais da princesa Isabel e os de seu marido, o conde D&#8217;Eu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&amp;PagFis=27898" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 7 de julho de 1953</a> e <em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/87189" target="_blank">O Cruzeiro, 18 de julho de 1953</a></em>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1971</span></strong> &#8211; Os restos mortais da princesa Isabel e os de seu marido, o conde D&#8217;Eu, foram trasladados da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para a igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20072" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 11 de maio de 1971</a>). Finalmente, foram sepultados na Catedral de Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&amp;PagFis=20178" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, edição de 14 de maio de 1971</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5516" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5516/P005DJ0135.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="455" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5516" target="_blank">Gastão de Orleans, o conde d&#8217;Eu, e princesa Isabel, c. 1910. França / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>* A data e a ocasião desta fotografia foram alteradas em 3 de junho de 2026. Anteriormente, foi identificada como o registro da cerimônia de Te Deum pela aclamação da Princesa Isabel como regente, realizada em 1887.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>Além da pesquisa em diversos periódicos na <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a>, para a elaboração dessa cronologia, a Brasiliana Fotográfica consultou os livros <em>A História da Princesa Isabel, amor, liberdade e exílio</em>, de Regina Echeverria; <em>As Barbas do Imperador &#8211; D. Pedro II, um monarca nos trópicos</em>, de Lilia Moritz Schwarcz; <em>O Castelo de Papel</em>, de Mary del Priori; <em>Coleção Princesa Isabel. Fotografia do Século XIX</em>, de Bia e Pedro Corrêa do Lago; e <em>Dom Pedro II</em>, de José Murilo de Carvalho.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Leia também o artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16006" target="_blank"><em>A princesa Isabel (RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921) pelas lentes de importantes fotógrafos do século XIX</em></a>, publicado em <time class="entry-date published" datetime="2019-07-29T11:30:15+00:00">29 de julho de 2019, na Brasiliana Fotográfica.</time></p>
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