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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Constantino Barza</title>
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		<title>Pernambuco e a fotografia no século XIX</title>
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		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=15822#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 14:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Henschel]]></category>
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		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>

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		<description><![CDATA[ A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão Alberto Henschel (1827 - 1882), o francês Alfred Ducasble (18-? – 19?), o francês nascido na Itália Augusto Stahl (1828-1877), o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português Francisco du Bocage (1860-1919), os pernambucanos João Ferreira Villela (18?-1901) e Manoel Tondella (1861 – 1921), o português Joaquim Insley Pacheco (1830 - 1912) e o europeu Moritz Lamberg (18?-?). O portal traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do século XIX, vários fotógrafos estrangeiros e brasileiros estabeleceram ateliês fotográficos no Recife, tornando a cidade uma referência importante na história da fotografia no Brasil. Alguns dos mais importantes e que estão representados no acervo da Brasiliana Fotográfica foram o alemão <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>, o francês <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299" target="_blank">Alfred Ducasble (18-? – 19?)</a>, o francês nascido na Itália <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl (1828-1877)</a>, o austríaco Constantino Barza (18? -?), o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860-1919)</a>, os pernambucanos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank">João Ferreira Villela (18?-1901)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=16353" target="_blank">Manoel Tondella (1861 – 1921)</a>, o português <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a> e o europeu <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008" target="_blank">Moritz Lamberg (18?-?).</a></p>
<p>Outros importantes fotógrafos estrangeiros e brasileiros produziram imagens do Recife e de Pernambuco. Tudo indica que o primeiro teria sido o, provavelmente, norte-americano Joseph Evans, vindo do Rio de Janeiro, que instalou seu estabelecimento na rua Nova nº 14 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de fevereiro de 1843, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_28968" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><img class="size-full wp-image-28968" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/evans.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 18 de março de 1843" width="312" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_02/3830" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>,21 de fevereiro de 1843</a></p></div>
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<p>Outros fotógrafos que retrataram Pernambuco foram o suíço <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843-1928)</a> e o carioca <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13570" target="_blank">Marc Ferrez (1843-1923)</a>, também representados no acervo do portal, que traz para seus leitores uma seleção de imagens de ruas, pontes, teatros, bairros e igrejas recifenses, de retratos de pessoas e de registros de paisagens de Pernambuco realizadas por esses profissionais e também por fotógrafos até hoje não identificados. Esses registros fazem parte da memória visual do Brasil. Com a participação da Fundação Joaquim Nabuco, que desde outubro de 2019 é parceira da Brasiliana Fotográfica, o universo de fotografias de Pernambuco no portal ficará ainda mais diversificado e numeroso.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2655/014ALAM00214.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="535" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2655" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova (Antiga rua Barão da Vitória e João Pessoa), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/187" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Recife, de Olinda, de paisagens pernambucanas e de retratos produzidos no estado disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Registros realizados em Pernambuco por Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e também por fotógrafos ainda não identificados</strong></em></span></p>
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<p>Em julho de 1875, o chefe da Comissão Geológica do Império**, importante missão científica que entre 1875 e 1878 percorreu diversos estados do Brasil, Charles Frederick Hartt, Marc Ferrez e outros membros da Comissão Elias Fausto Pacheco Jordão e Francisco José de Freitas embarcaram no paquete <em>Pará </em>com destino a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/11427" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 10 de julho de 1875, na segunda coluna</a>). Poucos meses depois, na residência do inspetor do arsenal de Marinha, no Recife, Hartt, fez uma conferência sobre os arrecifes e outros aspectos de Pernambuco como o cabo de Santo Agostinho, praias, o rio São Francisco e a cachoeira de Paulo Afonso, ilustrados com fotografias de Marc Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/33872" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 2 de dezembro de 1875, nas quinta e sexta coluna. sob o título “Norte do Império”</a>).</p>
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<div style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2551/007Dscn4356.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="703" height="524" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2551" target="_blank">Marc Ferrez. Charles F. Hartt, com a cidade do Recife ao fundo, durante levantamento da Comissão Geológica do Império, c, 1875. Recife, Pernambuco /Acervo IMS</a></p></div>
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<p>O suíço Guilherme Gaensly, que possuiu estabelecimentos fotográficos em Salvador e em São Paulo, além de ter trabalhado para Henschel, e seu sócio Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (c. 1852 – 19?) produziram entre fins da década de 1880 e a década de 1890 fotografias do Recife.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2494/007A5P4F4-57.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="701" height="461" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2494" target="_blank">Guilherme Gaensly. Rua do Bom Jesus, c. 1890. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>A seguir, algumas fotografias produzidas em Pernambuco por fotógrafos ainda não identificados:</p>
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<div style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4409/SAm40-0003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="734" height="584" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4409" target="_blank">Entrada do Porto, c. 1875. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles &#8211; Leibniz-Instituto für Länderkunde</a></p></div>
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<div style="width: 749px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2367/007A5P3FG6P-55.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="739" height="599" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2367" target="_blank">Basílica de Nossa Senhora da Penha, c. 1859. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 752px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/54/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="742" height="544" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/54" target="_blank">[Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco] : [construção], 1858-1860. Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Links para artigos publicados na Brasiliana Fotográfica sobre fotógrafos que tiveram ateliês fotográficos no Recife</strong></em></span></p>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14863http://" target="_blank"><em>João Ferreira Villela, o primeiro fotógrafo pernambucano</em>, publicada em 5 de julho de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6533/007A5P3F02-013.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6533" target="_blank">João Ferreira Villela. Bairro do Recife, c. 1865. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14299"><i>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</i>, publicada em 7 de maio de 2019</a></span></div>
<div style="text-align: center;"></div>
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<div style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="488" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800"><i>O fotógrafo português Francisco du Bocage (14/04/1860 – 22/10/1919)</i>, publicada em 30 de outubro de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 793px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2047/002020BOC08.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="783" height="211" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2047" target="_blank">Francisco du Bocage. Recife Antigo. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9008"><i>“Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios”, por Pedro Vasquez</i>, publicada em 29 de junho de 2017</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2669/014ALAM00227.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2669" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte Princesa Isabel, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> <a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150"><i>O fotógrafo Augusto Stahl (Itália 23/05/1828 – França, 30/10/1877)</i>, publicada em 30 de outubro de 2016</a></span></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2322/007A5P3FG6P-06.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="700" height="543" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2322" target="_blank">Augusto Stahl. Os arrecifes, 1875. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank"><em>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</em>, publicada em 13 de junho de 2015</a></span></div>
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<div style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4499/SAm21-0069.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Miniatura" width="466" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4499" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Negra de Pernambuco, c. 1869 . Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
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</div>
<div>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3936/014AVA012097v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3936" target="_blank">Photographia Allemã; Barza, Constantino. Retrato de menina na primeira comunhão (verso), c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">Novos Acervos: Fundação Joaquim Nabuco, publicado em 10 de outubro de 2019</span></em></p>
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<div style="width: 807px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6929/MT_015.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="797" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6929" target="_blank">Manoel Tondella. Ciclistas, 1905. Recife, Pernambuco / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</a></p></div>
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</div>
<div>
<p>Outros fotógrafos que atuaram no estado no século XIX foram Agio Rio Pedro da Fonseca, A. Lettarte, Antônio Lopes Cardoso, A.W. Osborne, Borges de Mello, Charles Fredericks, Cincinato Mavignier, Daniel Bérard, Eduardo Gadaut, Eugênio, Firmino, Flosculo de Magalhães, Francisco Labadie, Frederico Ramos, Hermina de Carvalho Menna da Costa, considerada a primeira fotógrafa pernambucana; João José de Oliveira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19636" target="_blank">João Firpo,</a> J. B. Thoma, Joaquim Canelas de Castro, Jorge Augusto Roth (c. 1840 – 1893), Lins, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20730" target="_blank">Louis Piereck</a>, Ludgero Jardim da Costa, Manoel Inocêncio Menna da Costa, Manoel Ribeiro Filho, Mauricio, Monteiro e Roberto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>Andrea C. T. Wanderley</div>
<div></div>
<div>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Origens e expansão da fotografia no Brasil :</em> século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.</p>
<p>MENDES, Luciana Cavalcanti. <a href="https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1488596478_ARQUIVO_ARTIGO_ANPUH_BSBFINAL.pdf" target="_blank"><em>O campo fotográfico em Pernambuco: um resumo do final do XIX até 1930</em></a>. XXIX Simpósio Nacional de História &#8211; Anpuh, 2017.</p>
<p>PARAÍSO, Rostand. <em>A velha Rua Nova e outras histórias</em>. Recife: Bagaço, 2011.</p>
<p><a href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=222&amp;Itemid=197" target="_blank">Site da Fundação Joaquim Nabuco</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez.<em> Poses e trejeitos: A fotografia e as exposições na era do espetáculo (1839 – 1889)</em>. Rio de Janeiro: Funarte/Rocco, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp.<em> Dom Pedro II e a fotografia no Brasil.</em> Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Mestres da fotografia no Brasil:</em> Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Nudez na Galeria Ducasble causa polêmica no Recife do século XIX</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 16:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição de uma cópia do quadro "Sono de antíope", do pintor renascentista italiano Correggio (c. 1439 - 1534), na galeria do fotógrafo francês Alfred Ducasble, causou polêmica no Recife, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 - 1889) publicou, no Diário de Pernambuco de 27 de junho de 1885, uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma nudofobia. 

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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">Antíope dormindo, 1524/1527, de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>A exposição de uma cópia do quadro <em>Sono de antíope</em> (ao lado), do pintor italiano renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, em 1885. Por ser considerado por parte do público um registro imoral, muitos deixaram de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco, Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889), publicou, no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em> de 27 de junho de 1885,</a> uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo, criticou o pouco incentivo do governo às artes e elogiou a galeria do fotógrafo e antiquário francês Alfred Ducasble (18-? &#8211; 19?). Diogo Cavalcanti de Albuquerque foi o Comissário Geral do Império à Exposição Universal de Paris, em 1889, na qual Ducasble participou como delegado oficial da província de Pernambuco e também como autor de fotografias e expositor de quadros, móveis, jóias e antiguidades.</p>
<p>O ateliê de fotografia e galeria de belas artes de Ducasble situava-se à Rua Barão da Vitória, 65 e era conhecido como A. Ducasble &amp; C., Galeria Ducasble e Fotografia Parisiense. Pintores como Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916) e José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914)  expuseram seus trabalhos na galeria.</p>
<p><em>&#8216;A uma habilidade não comum, que ele tem vantajosamente empregado no aperfeiçoamento dos processos fotográficos junta, como entusiasta e verdadeiro cultor das belas artes, ardente vocação, apurado gosto e inexcedível dedicação a esse gênero de cultura humana; ainda mais: vota particular interesse, liga a maior importância às produções e progresso da arte nacional&#8217; </em>(Diogo Cavalcanti de Albuquerque sobre Ducasble, em 1885).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24672" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank"><img class="size-full wp-image-24672" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble.jpg" alt="Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso) Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="480" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Alfredo Ducasble. Francisco Peixoto de Lacerda Werneck (verso)</a><br /><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6471" target="_blank">Fotografia Parisienne, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por ter fotografado grande parte da sociedade pernambucana, Ducasble ficou mais conhecido como retratista embora tenha sido também considerado um excelente paisagista. Foi casado com a alagoana e modista Urraca (1837 &#8211; 1893), com quem teve filhos: Maria Vitória (1864 &#8211; 1902), nascida em Alagoas, e o futuro caixeiro-viajante Alfredo Ducasble Filho (18? &#8211; 19?), nascido em Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 351px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3913/014AVA012008.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="341" height="550" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3913" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de mulher com duas crianças, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=ducasble&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de Alfredo Duscable disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_24671" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"><img class=" wp-image-24671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/ducasble1.jpg" alt="Francisco Peixoto de Lacerda, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional" width="350" height="581" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank">Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, 1885. Recife, Pernambuco / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p><a href="http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6470" target="_blank"> </a></p>
<p>Pouco se sabe sobre a vinda de Ducasble para o Brasil: teria chegado a Pernambuco em 1873 e atuou na cidade nas décadas de 1870 a 1890. Além de fotógrafo, era colecionador e antiquário. Foi professor de desenho e caligrafia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Propagadora do Recife e é de sua autoria o livro <em>Curso Prático de Caligrafia</em>. Na década de 1880, participou de exposições no Brasil e no exterior, tendo obtido medalha de prata na Exposição Internacional de Antuérpia, em 1885. Foi possivelmente a primeira pessoa a divulgar internacionalmente o mobiliário colonial brasileiro ao enviar, além de pinturas e jóias, móveis e outras antiguidades de seu acervo para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris em 1889</a>, da qual foi delegado oficial da província de Pernambuco. Na ocasião, recebeu a medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos. Algumas vistas do Recife de sua autoria foram incluídas no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank"><em>Al</em><em>bum de vues du Brésil</em></a>, que organizado pelo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">Barão do Rio Branco (1945 &#8211; 1912)</a> e lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal, fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. Nesse mesmo ano, 1889, Ducasble teria ido viver em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Desenhos publicados no <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil </a>baseados em fotografias de Ducasble</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">(Páginas 53 a 56 do PDF)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14308 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-1-1024x304.jpg" alt="bresil 1" width="768" height="228" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-14309 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-2-1024x318.jpg" alt="bresil 2" width="768" height="239" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg"><img class=" size-large wp-image-14310 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-3.jpg" alt="bresil 3" width="768" height="542" /></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14311 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/bresil-4.jpg" alt="bresil 4" width="547" height="483" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1893, ano do falecimento de sua mulher, a Galeria Ducasble do Recife foi vendida para o fotógrafo Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?). Em 1900, foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble, na Avenue de la Grande Armée, em Paris.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Cronologia de Alfredo Ducasble (18? &#8211; 19?)</span></strong></em></p>
<div style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3912/014AVA012008v.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="320" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3912" target="_blank">Galeria Ducasble, c. 1885. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></em></p></div>
<p><em> </em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; J. A. Ducasble teria chegado em Pernambuco vindo da Europa no vapor Rio Grande (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7554" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 11 de março de 1873, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; No Recife, A. Ducasble, sua mulher e três filhos embarcaram rumo ao sul do país, no vapor inglês <em>Illimani</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/850" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 27 de janeiro de 1874, primeira coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, João Alfredo Ducasble, sua senhora e um filho embarcaram no vapor <em>Pará</em> rumo a Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/8836" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1874</a>).</p>
<p>Foi anunciado que Ducasble era consertador de máquinas de costura e que a modista Madame Ducasble havia chegado da corte e convidava as senhoras que desejassem <em>vestir-se elegantemente</em> para a visitarem na rua da Imperatriz, nº 8, mesmo local onde Ducasble atendia (<em>Jornal de Recife</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9417" target="_blank"> 9 de julho</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9431" target="_blank">13 de julho</a> de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14327" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><img class="wp-image-14327 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/consertador.jpg" alt="consertador" width="285" height="346" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/9417" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de julho de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi publicado um anúncio de Ducasble oferecendo aulas de caligrafia e de francês no primeiro andar da rua da Imperatriz, nº 1, onde sua esposa tinha um estabelecimento de moda (<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank">6 de agosto</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9555" target="_blank">11 de agosto </a>de 1874).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14329" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><img class="wp-image-14329 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/caligrafia.jpg" alt="caligrafia" width="291" height="167" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/9531" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de agosto de 1874</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; João Alfredo Ducasble trabalhava como desenhista na Repartição das Obras de Conservação dos Portos da Província (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/706060/690" target="_blank"><em>Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agrícola</em> (PE), 1875</a>).</p>
<p>Sua esposa, a modista Urraca Ducasble (18? &#8211; 1893), participava a mudança de seu estabelecimento de moda para a rua Barão da Vitória, 52, no 1º andar, a partir do dia 12 de julho de 1875 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/2533" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 11 de julho de 1875</a>). <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13227" target="_blank">Dois anos depois</a>, mudou-se para o número 65 da mesma rua.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong> </span>- Vindo no navio <em>Rio Grande</em>, o francês Alfred Ducasble, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/34154" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 13 de fevereiro de 1876, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- Foi publicado um anúncio onde Ducasble oferecia-se para fazer <em>qualquer levantamento em plantas de engenho, nivelamentos, projetos de casas de campo, chalés e qualquer desenho de arquitetura, mecânico e topográfico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12884" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de abril de 1877, quinta coluna</a>). Continuava lecionando caligrafia e desenho em colégios, em casas particulares e em sua casa (<em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">Jornal de Recife</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/12900" target="_blank">, 23 de abril de 1877, terceira coluna</a>). Mudou-se para a Rua Barão da Vitória (ex- rua Nova), nº 65, 1º andar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13495" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de outubro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble participou de uma celebração na Escola Filotécnica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13598" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1877, quarta coluna</a>).</p>
<p>Imprimiu o <em>Curso Prático de Caligrafia</em>, de sua autoria, aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/13637" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de novembro de 1877, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1878</strong> </span>- Durante uma reunião do Conselho de Instrução Pública da província da Bahia, foi lido um ofício <em>mandando informar o requerimento de Alfred Ducasble, que se propõe a ensinar em 30 lições a caligrafia nas escolas, nos dois externatos e aos professores públicos, e oferece à venda por 1$500 réis cada exemplar da coleção de seus traslados. </em>A venda não foi realizada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2198" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 28 de abril de 1878, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2366" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 18 de junho de 1878, sexta coluna</a>).</p>
<p>Em Salvador, Alfredo Ducasble embarcou no vapor francês <em>Niger</em> rumo ao Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704008/2374" target="_blank"><em>O Monitor</em>, 20 de junho de 1878, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/5622" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, de 1878, 20 de junho de 1878, segunda coluna</a>).</p>
<p>Anunciou seus serviços como professor de caligrafia e de desenho, estabelecendo curtos prazos para ensinar as matérias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14331" style="width: 257px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><img class="wp-image-14331 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/lições.jpg" alt="lições" width="247" height="245" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/14347" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de julho de 1878</a></p></div>
<p>No fim dessa década, provavelmente, o alemão Rodolpho Frederico Francisco Lindemann (1852 &#8211; 19?)  trabalhava como fotógrafo junto a Alfredo Ducasble.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Anunciou a realização de <em>Retratos Inalteráveis</em> na Photographia Parisiense pelo processo de cromotipia, na rua Barão da Vitória, 65.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14333" style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><img class="wp-image-14333 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria.jpg" alt="galeria" width="252" height="162" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/16351" target="_blank"><em>Jornal de Recife,</em> 28 de fevereiro de 1880</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1º de março, anunciou-se que na Photographia Parisiense, de Alfredo Ducasble &amp; C., fazia-se retratos de pessoas falecidas, de grupos, retratos em domicílio e de paisagens e por todos os sistemas mais modernos. A dúzia de retratos custava 5 $ (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/16355" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de março de 1880</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1881</span> </strong>- Teria pretendido estender sua atuação para a Paraíba onde seria seu representante ou sócio Manoel Bezerra de Mello.</p>
<p>No Liceu de Artes e Ofícios do Recife, Ducasble era professor de caligrafia e de desenho linear. Doou para a biblioteca da instituição 10 exemplares de seu livro <em>Curso de Caligrafia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2717" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de fevereiro de 1881, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/2933" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de março de 1881, segunda coluna</a>).</p>
<p>Exposição, <em>no estabelecimento fotográfico de M. Alfred Ducasble , que de dia em dia vem caminhando num progresso rápido a ponto de já ser o primeiro da província,</em> de dois quadros do pintor paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), <em>Saudade</em> e <em>Melancolia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/3106" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de abril de 1881, primeira coluna</a>). Meses depois, por motivos de saúde, o pintor foi para a Paraíba e deixou como contato no Recife a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4039" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1881, quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição da Indústria Nacional e da Exposição Provincial de Pernambuco provavelmente com fotografias. Na última conquistou a medalha de mérito.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelos retratos de seu estabelecimento fotográfico. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> também recebeu uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18656" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 22 de janeiro de 1882, última coluna</a>).</p>
<p>Uma <em>menina de cor preta</em> com aproximadamente 10 anos chamada Josefa foi abandonada na casa do casal Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/5279" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de março de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi laureado com o primeiro prêmio na Exposição Artístico-Industrial do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21447" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de maio de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble doou livros para a Biblioteca do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco, inaugurada em 11 de dezembro de 1881 e aberta em 10 de abril de 1882 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de maio de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Fazia parte da comissão do Club Abolicionista encarregada de angariar donativos no bairro de Santo Antônio, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/18987" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 13 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Integrava o comitê nomeado pelo Consulado da França para organizar a Festa Nacional de 14 de julho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19164" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de junho de 1882, quinta coluna</a>). Foi elogiado pelo trabalho <em>verdadeiramente artístico -</em> uma miniatura que foi ofertada aos participantes da festa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19224" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, de 16 de julho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na comemoração dos 41 anos da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, foi realizada uma exposição com quatro salas. A primeira sala, que era a principal, denominada Galeria Ducasble apresentava um quadro de fotografias produzidas por Ducasble, quadros a óleo do paraibano Aurélio de Figueiredo (1856 &#8211; 1916), do francês radicado em Pernambuco  Eugène Lassailly (18? &#8211; 19?) e do pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), além de trabalhos a crayon de Benevenuto Cabral e estudos, também a crayon, de Maria Tasso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19741" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 19 de dezembro de 1882, quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1883</strong></span> &#8211; Fotografias porcelana produzidas por Ducasble eram um dos prêmios oferecidos em um sorteio da Livraria e Papelaria de G. Laporte &amp; C. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/19891" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de fevereiro de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble partiu para a Europa a bordo do vapor inglês <em>La Plata</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/7508" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de fevereiro de 1883, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um quadro pintado por Leopoldino de Faria (1836 &#8211; 1911), retratando o diretor do Arsenal de Marinha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20297" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de junho de 1882, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #333333;">Ducasble chegou da Europa a bordo do vapor francês<em> Gironde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20493" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 5 de agosto de 1883, última coluna</a>). </span>Publicou que retomava a direção de seu estabelecimento e que estava recuperado de seus <em>incômodos. </em>Informava que havia<em> visitado os melhores estabelecimentos das principais cidades europeias, </em>onde havia praticado com grandes mestres de fotografia e pintura. Anunciou ter trazido modernos equipamentos e que havia se dedicado ao estudo dos processos instantâneos podendo <em>tirar facilmente o retrato de toda e qualquer criança com expressão e semelhança</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20510" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de agosto de 1883, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 372px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3909/014AVA012037.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="362" height="593" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3909" target="_blank">Alfredo Ducasble. Retrato de criança, c. 1883. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pintor francês Lassaily havia chegado da França e anunciava que quem precisasse de seus serviços poderia procurá-lo na Photographia Parisienne (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20823" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de novembro de 1883, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble anunciou que o quadro dos bachareis do 5º ano encontrava-se em sua galeria e que até o fim do mês receberia o pagamento da segunda prestação (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/20838" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de novembro de 1883, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong> </span>- Anúncio da Galeria Ducasble informava que a partir de qualquer fotografia produzia retratos a óleo, crayon e nanquim (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21429" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1884</a>).</p>
<p>Ele, Menna da Costa e Hermina Costa formavam a comissão da Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais para arrecadação dos impostos devidos por fotógrafos e retratistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21647" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble fez a importação de espelhos, que chegaram no vapor francês <em>Ville de Pernambuco</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21648" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de julho de 1884, segunda coluna</a>). Ao longo do ano foram noticiadas outras importações.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um<em> belo retrato a óleo</em> feito na Europa de Laurentino José de Miranda, que iria<em> ornar a sala de sessões da Companhia de Ferrovia de Olinda</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10511" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de maio de 1884</a>). Exposição também de um <em>bonito retrato a óleo</em> do conselheiro Theodoro Machado Freire Pereira da Silva, que seria levado para o salão de honra da Câmara Municipal do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/21870" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de setembro de 1884, quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14339" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><img class="wp-image-14339 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria1.jpg" alt="galeria1" width="245" height="276" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22168" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de dezembro de 1884</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Estavam expostos na Galeria Ducasble os retratos a óleo dos advogados José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912) e Félix de Valois Correia (18? &#8211; 19?), encomendados pela Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais em homenagem aos serviços prestados por eles. Seriam colocados no salão de honra da referida instituição no dia do aniversário da mesma, em 18 de janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/22286" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de janeiro de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Publicou um anúncio intitulado <em>Antiguidades</em>, onde anunciava interesse na <em>compra de objetos antigos como sejam: pratos, cadeiras de sofá, vasos e candelabros de bronze, pinturas antigas e modernas e qualquer objeto artístico</em> (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/22424" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de fevereiro de 1885, sexta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a>). Esse anúncio foi publicado várias vezes ao longo do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14373" style="width: 299px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><img class="wp-image-14373 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/antiques.jpg" alt="antiques" width="289" height="125" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/12450" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Participou da Exposição Internacional de Antuérpia, realizada entre 2 de maio e 2 de novembro de 1885, e ganhou o diploma de medalha de prata na Classe 7 &#8211; Fotografias e seus aparelhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13998" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de outubro de 1885, terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25005" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>&#8216;<em>A carta geral do Brasil assim como outra da província de São Paulo não deixam nada a desejar como gravura topográfica. Saíram das oficinas dos senhores Paul Robin &amp; O, do Rio de Janeiro que obtiveram por seus trabalhos uma medalha de prata; a mesma recompensa foi atribuída aos senhores Marc Ferrez e Ducasbles por suas belas fotografias&#8217; (<a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle, </a></em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">1886</a><em>).</em></p>
<p>A exposição de uma reprodução do quadro <em>Sono de antíope</em>, do pintor renascentista Correggio (c. 1439 &#8211; 1534), na Galeria Ducasble, causou polêmica por ser considerado imoral por parte do público e por essa causa deixou de frequentar o estabelecimento. O advogado e ex-presidente das províncias do Piauí, do Ceará e de Pernambuco Diogo Cavalcanti de Albuquerque (1829 &#8211; 1889) publicou uma crítica a esse comportamento, segundo ele, inspirado por uma<em> nudofobia. </em>No mesmo artigo critica o pouco incentivo do governo às artes e elogia o estabelecimento de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14375" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank"><img class="wp-image-14375" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/correggio.jpg" alt="correggio" width="288" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">A<a href="https://www.analisidellopera.it/correggio-antiope-dormiente/" target="_blank">ntíope dormindo, 1524/1527,  de Correggio / Acervo Museu do Louvre</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
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<div id="attachment_14374" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><img class="wp-image-14374" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/nudofobia.jpg" alt="nudofobia" width="495" height="462" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13176" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de junho de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continuava trabalhando como professor do Liceu de Artes e Ofícios (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13895" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de outubro de 1885</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15607" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1886</a>).</p>
<p>Executou o retrato do sr. Epaminondas Gouvêia, que seria colocado na Igreja do Carmo. Foi encomendado pela Irmandade de Nossa Senhora da Luz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23190" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 25 de outubro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou, na Seção de Fotografia, da 5ª Exposição Artístico-Industrial, promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, quando obteve o diploma de Progresso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23450" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 31 de dezembro de 1885, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>O larápio José Braz da Silva célebre autor do roubo que sofreu a atriz Helena Balsemão</em> foi retratado por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/13206" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de julho de 1885, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble vendeu à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição cadeiras de carvalho revestidas de <em>acentuados desenhos de talha</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/98926" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de dezembro de 1926, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da quinta Exposição Artístico-Industrial do Liceu de Artes e Ofícios promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais e ganhou o Diploma de Progresso. Na ocasião a fotografa pernambucana Hermina Menna da Costa (18? &#8211; 19?) recebeu o Diploma de Mérito (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14352" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1885</a>).</p>
<div style="text-align: left;">
<div id="attachment_27869" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27869" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/retratos6.jpg" alt="Diário de Pernambuco, 31 de dezembro de 1885" width="255" height="327" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14414" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 31 de dezembro de 1885</a></p></div>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong></span> &#8211; Na exposição fotográfica no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, em Portugal, Ducasble foi contemplado com uma menção honrosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_02/10492" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de junho de 1886, terceira coluna</a>).</p>
<p>Produziu um retrato da atriz portuguesa Lucinda Furtado Coelho (1850 &#8211; 1928) que constava de um jornal dedicado a ela (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24041" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 1º de julho de 1886, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato a óleo de Diogo Cavalcanti de Albuquerque executado em Paris por um brasileiro. Também na galeria, exposição de trabalhos do pintor cearense Irineu de Souza (1850 &#8211; 1924) e de uma fotografia do Teatro de Santa Isabel na ocasião da sessão fúnebre promovida União Federal Abolicionista em honra a José Bonifácio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15063" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1886, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24316" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24582" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 3 de dezembro de 1886, segunda coluna</a>).</p>
<p>Participou da Exposição Sul-Americana de Berlim e conquistou o primeiro prêmio e a medalha de ouro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/15943" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de agosto de 1886, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17501" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 31 de março de 1887, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Publicação de artigos de Ducasble na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank">quarta</a>, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/45" target="_blank">sexta</a> e na <a href="http://memoria.bn.br/docreader/827762/61" target="_blank">oitava</a> edição da <em>Revista do Norte</em></p>
<p>Publicação de uma carta do pintor Telles Júnior ao <em>mestre</em> Alfredo Ducasble sobre o artigo escrito sobre os quadros de Barreto Sampaio na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/827762/30" target="_blank"><em>Revista do Norte, </em>10 de fevereiro de 1887</a><em>. </em>Telles Junior sentiu-se ofendido pela crítica de Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/24929" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de março, quinta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de retratos pintado a óleo por Bannel de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25020" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 13 de abril de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble ofertou ao Instituto Arqueológico Geográfico de Pernambuco uma fotografia da inscrição da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, no Monte Guararapes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25045" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de abril de 1887, primeira coluna</a>).</p>
<p>Chegada no vapor <em>Ville de Bahia</em> de uma encomenda de quadros feita por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25220" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de junho de 1887, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma carta publicada por Feliciano de Azevedo Gomes para a família de Emílio Soares, alfaiate e genro de Ducasble, casado com sua filha Maria Vitória, foi revelado que Ducasble sofria dos nervos. Feliciano acusou Ducasble de calúnia no episódio envolvendo um surto de loucura de Soares e o desafiou para um duelo. Ducasble declarou jamais ter caluniado Feliciano, a quem continuava a considerar um <em>cavalheiro muito distinto</em> e <em>honrado </em>(<em>Jornal de Recife</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25243" target="_blank">14 de junho, última coluna</a>;  <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25247" target="_blank">15 de junho, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25259" target="_blank">18 de junho, terceira coluna</a>).</p>
<p>O escritor português Ramalho Ortigão (1936 &#8211; 1915) em sua vista ao Recife foi à Galeria Ducasble onde foi fotografado. Estava com Joaquim Nabuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/25809" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de novembro de 1887, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de um retrato de Adolfo Manta, encomendado por seus ex-escravos, recém libertos por ele (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/17174" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 7 de dezembro de 1887, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Publicação de uma propaganda da Galeira Ducasble com lista de prêmios (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a>). Foi publicada diversas vezes ao longo do ano no <em>Jornal de Recife</em> e no <em>Diário de Pernambuco</em>.</p>
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<div id="attachment_14347" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><img class="wp-image-14347 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria2.jpg" alt="galeria2" width="504" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26207" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de março de 1888</a></p></div>
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<p>Na <em>Galerie Artistique</em> de Ducasble, exposição de dois bustos a óleo dos abolicionistas pernambucanos Joaquim Nabuco (1849 &#8211; 1910) e de José Mariano Carneiro da Cunha (1850 &#8211; 1912), realizados por Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/26444" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 30 de maio de 1888, quinta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14682" style="width: 575px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano.jpg"><img class="  wp-image-14682" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/nabucoejosemariano-1024x837.jpg" alt="nabucoejosemariano" width="565" height="462" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquim Nabuco e José Mariano Carneiro da Cunha fotografados por Ducasble / Acervo Fundação Joaquim Nabuco</p></div>
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<p>O artista, pintor e decorador francês Eugène Lassailly  publicou uma propaganda de seus serviços e um dos lugares onde poderia ser contactado era a Galeria Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26518" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de junho de 1888, quarta coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi um dos contribuintes da subscrição agenciada no Recife por Luiz Cintra a fim de serem ofertadas aos médicos que cuidaram da saúde de dom Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20780" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 28 de agosto de 1888, quinta coluna</a>).</p>
<p>Participou da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/20953" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de setembro de 1888, última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26589" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 11 de janeiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble  lecionava caligrafia na Escola Normal da Sociedade Propagadora de Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21362" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1888, última coluna</a>).</p>
<p>Em anúncio, Ducasble atestava ter feito com sucesso uso do Elixir <em>Cabeça de Negro</em> sedativo contra o reumatismo, fórmula do dr. Santa Rosa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/21480" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 12 de dezembro de 1888</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Abertura da exposição prévia dos produtos que deveriam ir para a Exposição Universal de Paris, dentre eles objetos artísticos de Ducasble, que recebeu o diploma de 1ª classe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/2" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 14 de janeiro de 1889, terceira coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21684" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de janeiro de 1889, quarta coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/21820" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi eleito conselheiro da diretoria da Imperial Sociedade de Artistas Mecânicos e Liberais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26650" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de janeiro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi de sua autoria a fotografia do projeto do monumento em homenagem à abolição da escravidão que seria erigido em Olinda (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/26704" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 10 de fevereiro de 1889, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ducasble foi escolhido delegado da Comissão Pernambucana para a representação da província na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22387" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de maio de 1889, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Ducasble produziu uma fotografia do pessoal da Companhia de Bombeiros (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709514/378" target="_blank"><em>Jornal do Povo</em>, 17 de maio de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12604" target="_blank">Exposição Universal de Paris</a>, realizada entre 6 de maio e 31 de outubro de 1889, ganhou medalha de prata por seu panorama de Pernambuco e por retratos expostos e também por lenços bordados e rendas. Além disso, expôs 5 quadros, móveis, jóias e antiguidades (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23522" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de outubro, quarta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27617" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 24 de outubro de 1889, penúltima coluna</a>). Segunda a <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306975/2981" target="_blank">Revista do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional de 1946</a>, Ducasble talvez tenha sido o <em>primeiro a enviar peças antigas brasileiras ou luso-brasileiras para serem mostradas fora do país</em>. Nessa mesma exposição, o fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a> participou com vistas do Rio de Janeiro, vistas marinhas e paisagens e, de acordo com Maria Inez Turazzi, recebeu a medalha de bronze. Segundo o Auxiliador da Indústria Nacional, ele teria recebido a medalha de prata (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/302295/25715" target="_blank"><em>O Auxiliador da Indústria Nacional</em>, 1889</a>). O fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4274" target="_blank">Felipe Augusto Fidanza (c. 1847 &#8211; 1903)</a> recebeu uma medalha de bronze. Outros fotógrafos que participaram foram <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945" target="_blank">Albert Richard Dietze (1838 &#8211; 1906)</a>, Rodolpho Lindemann (c. 1852 &#8211; 19?), Nicholson &amp; Ferreira, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco  (1830 &#8211; 1912)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9996" target="_blank">José Ferreira Guimarães (1841 &#8211; 1924)</a>. Foi também nessa exposição que a Torre Eiffel, na época a mais alta estrutura do mundo, foi inaugurada.</p>
<p>Ducasble estava presente no banquete realizado em 3 de outubro, no restaurante <em>Voisin</em> para a despedida de Visconde de Cavalcanti (1829 &#8211; 1899), presidente do Comissariado Geral do Brasil junto à Exposição Universal de Paris, que retornaria ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/23848" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de outubro de 1889, sexta coluna</a>).</p>
<p>Foi um dos fotógrafos incluídos no livro <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a>. </em>O <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7462" target="_blank">barão do Rio Branco (1845-1912)</a> foi o responsável pelo livro, considerado a última peça para a promoção do Brasil imperial, representando um resumo iconográfico do país e de suas riquezas. Foi um dos livros que inaugurou a ilustração fotográfica do Brasil e é considerado por muitos uma espécie de balanço final do período imperial. Nas palavras do barão, o álbum pretendia “mostrar a fisionomia atual das principais cidades do Brasil e seus arredores. Sob esse aspecto, a presente coleção é a mais completa publicada até hoje”. Trazia também fotografias produzidas por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2415" target="_blank">Augusto Riedel (1836 -?)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048" target="_blank">Joaquim Insley Pacheco (c. 1830 – 1912)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez (1843 – 1923)</a> e Rodolpho Lindemann (c. 1852 – 19?), dentre outros. Foi lançado em Paris na ocasião da Exposição Universal de 1889, e fazia parte da segunda edição de <em>Le Brésil</em>, extrato da <em>Grande Enciclopédia</em>, trabalho dirigido pelo geógrafo Émile Levasseur  (1828-1911), para o qual o barão havia colaborado. O <em><a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon243311/icon243311.pdf" target="_blank">Album de vues du Brésil</a> </em>foi o primeiro do gênero publicado depois do <a href="http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon1113654/icon1113654.pdf"><em>Brasil Pitoresco </em>(1861)</a><em>,</em> primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, com imagens de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885" target="_blank">Jean Victor Frond (1821 – 1881)</a> e texto do jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), reeditado em 1941.</p>
<p>Sua proposta para a confecção do quadro de retratos da turma do 5º ano da Faculdade de Direito foi vencida pela a de Constantino Barza, sucessor do fotógrafo berlinense <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27275" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 19 de julho de 1889, quinta coluna</a>). Em anúncio, Ducasble convidada os quintanistas que quisessem fazer parte do <em>grupo da Torre Eiffel</em> para irem a sua galeria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/27389" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 20 de agosto de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria Ducasble, exposição de estudos cenográficos de um ex-aluno da Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/22850" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 16 de julho de 1889, última coluna</a>).</p>
<p>Ducasble compareceu em Paris à missa celebrada pelo abade , na Igreja de Saint Augustin, em 25 de julho, a mando do Barão de Penedo, em desagravo ao atentado sofrido por d. Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103950/8256"><em>Gazeta do Norte</em>, 8 de setembro de 1889, terceira coluna</a>).</p>
<p>Escreveu uma carta informando sobre o sucesso dos produtos pernambucanos exibidos na Exposição Universal de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23222" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 8 de setembro de 1889, quarta coluna</a>).</p>
<p>Estava à venda na Galeria Ducasble fotografias da armação funerária da Igreja da Penha para as exéquias pela morte de dom Luiz I de Portugal (1838 &#8211; 1889) celebradas pela colônia portuguesa do Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/23915" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de dezembro de 1889, segunda coluna</a>).</p>
<p>Duscable foi viver em Paris e abriu a farmácia Ducasbline, onde vendia remédios que produziu a partir de seus estudos sobre a flora brasileira e <em>conseguindo a custa a custa de pacientes investigações e meticulosas experiências o conhecimento perfeito das propriedades medicinais de muitas plantas, submeteu-as a processos científicos manipulando assim os medicamentos </em>vendidos em seu estabelecimento parisiense. Segundo carta enviada por Ducasble à redação do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, em dezembro de 1900, seus medicamentos eram aconselhados pelo Instituto Médico de Paris e e estavam obtendo resultado <em>maravilhosos</em> em casos de anemia, bronquite e outras doenças (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9667" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de dezembro de 1900, terceira coluna</a></span>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; </span>Foi publicada uma cobrança de impostos relativa ao imóvel que seu estabelecimento fotográfico ocupava na Rua Barão da Vitória, 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6302" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 9 de abril de 1890, sexta coluna</a>).</p>
<p>Na Galeria, Ducasble, exposição de pinturas de paisagens de Frederico Desidério de Barros, cenógrafo da Companhia Heller (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28487" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 6 de julho de 1890, última coluna</a>). Cerca de 2 meses depois, exposição de pinturas de paisagens do <em>hábil amador e acadêmico</em> José de Castro Paes Barreto (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/28720" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de setembro de 1890, quarta coluna</a>).</p>
<p>Madame Ducasble anunciou sua volta ao Brasil após uma temporada em Paris e a reabertura de seu ateliê de moda no Recife. Havia <em>condescendência nos preços </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/1916" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 21 de outubro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>No ateliê da Photografia Ducasble, exposição de retratos a óleo dos barões de Itapessuna e de Caiará, realizados por Frederico Ramos a partir de pequenas fotografias (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/6826" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 14 de novembro de 1890, segunda coluna</a>).</p>
<p>Foi anunciada a existência de uma sucursal da Galeria Ducasble na avenida de La Grande Armée, em Paris, na França. Também anunciava a venda de antiguidades e de objetos que por <em>afluência de artigos</em> tinham deixado de ir para a Exposição Universal de Paris, no ano anterior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29023" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de novembro de 1890, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1891</strong></span><span style="color: #333333;"> &#8211; Para exportação 30 litros de licor foram embarcados por Madame Ducasble no vapor francês <em>Equateur</em>, que iria para Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/3172" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de maio de 1891, terceira coluna</a>).</span></p>
<p>Publicação de uma denúncia de Ducasble, que estava em Paris, sobre problemas de pagamento com a Comissão de Pernambuco na Exposição Universal em Paris em 1889, do qual havia sido representante diante da Comissão Central de Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29505" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 7 de maio de 1891, terceira coluna</a>). Dois dias depois, a comissão publicou sua versão dos fatos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/29509" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 9 de maio de 1891, primeira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14351" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><img class="wp-image-14351 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/memorial.jpg" alt="memorial" width="218" height="244" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/30240" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 14 de novembro de 1891</a></p></div>
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<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Ducasble presenteou o <em>Diário de Pernambuco</em> <em>com uma fotografia do cadafalso ereto na matriz de Boa Vista por ocasião das exéquias em memória de dom Pedro de Alcântara</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/4985" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 5 de fevereiro de 1892, primeira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Foi no ateliê de Ducasble, que o fotógrafo português naturalizado brasileiro <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=9800" target="_blank">Francisco du Bocage (1860 &#8211; 1919)</a>, recém chegado no Recife a bordo do vapor nacional <em>Olinda</em>, vindo do sul do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/5065"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de fevereiro de 1892, na segunda coluna</a>) expôs chapéus e capotas (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/30665" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 24 de fevereiro de 1892, terceira coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_9810" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><img class="wp-image-9810 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/anuncio.jpg" alt="anuncio" width="537" height="348" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_07/5116" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 24 de fevereiro de 1892</a></p></div>
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<p>Publicação de uma propaganda da Galeria Ducasble onde foram destacados os prêmios conferidos a ela e o fato de ter sempre <em>à escolha de seus numerosíssimo fregueses fotografias artísticas onde o belo resplandece ante os efeitos de luz bem combinada e verdadeiros modelos que a crítica mais exigente jamais poderá ferir</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/32800" target="_blank">J<em>ornal de Recife</em>, 30 de agosto de 1892, quarta coluna</a>).</p>
<p>A Photographia Ducasble registrou no Teatro de Santa Isabel, o pano de anúncios pintado por Libânio do Amaral (? &#8211; 1920) para o referido teatro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/33036" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 28 de outubro de 1892, segunda coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1893</strong></span> &#8211; Falecimento de Urraca, esposa de Ducasble, de meningite. Foi enterrada no Cemitério Público de Santo Amaro e a missa de sétimo dia foi celebrada na matriz da Graça, no Recife (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8241" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 20 de junho de 1893, primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31111" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 21 de junho de 1893, sexta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8260" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 22 de junho de 1893, penúltima coluna</a>).</p>
<p>A antiga Photographia Ducasble passou a ser dirigida por um <em>fotógrafo de grande prática dispondo para a execução de seus trabalhos de um pessoal técnico competentemente habilitado</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/8928" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 3 de outubro de 1893, quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a>). O fotógrafo em questão era Ludgero Jardim da Costa (18? &#8211; 19?) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/34223" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 8 de agosto de 1894, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_14352" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><img class="wp-image-14352" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria3.jpg" alt="galeria3" width="223" height="611" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/31522" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 4 de outubro de 1893</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14356" style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><img class="wp-image-14356 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/galeria4.jpg" alt="galeria4" width="229" height="372" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/37245" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 17 de setembro de 1896</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; <em>Representada pelos parentes presentes e ausentes</em>, foi celebrada uma missa pelo primeiro ano da morte de Urraca Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10029" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de junho de 1894, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Casamento civil de Alfredo Ducasble Filho com Maria Hermelinda Magalhães (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/35779" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 18 de setembro de 1895, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211;  Alfredo Ducasble foi aprovado como benfeitor da Sociedade Propagadora Instrução Pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/17961" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 25 de janeiro de 1898, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong> </span>- Alfredo Ducasble Filho era representante da fábrica O Moinho de Ouro, produtora de chocolates, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/8745" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 20 de abril de 1900, terceira coluna</a>). Posteriomente, passou a ser representante de um laboratório farmacêutico francês e<em> viajante geral</em> do Almanack Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9971" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 5 de março de 1901, penúltima coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21401" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 25 de agosto de 1910, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Realização de um leilão na antiga Photographia Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província</em> &#8211; Órgão do Partido Liberal, 12 de dezembro de 1900, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14323" style="width: 251px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637"><img class="wp-image-14323 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/leilão.jpg" alt="leilão" width="241" height="114" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/128066_01/9637" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 12 de dezembro de 1900</a></p></div>
<p>Alfredo Ducasble Filho era o representante no Brasil do grupo Pollaion-Ducasble, de produtos farmacêuticos, sediado em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/10011" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal, </em>14 de março de 1901, penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; A leitura do livro de Ducasble, <em>Curso de caligrafia prática</em>, foi indicado aos alunos pela Instrução Pública de Pernambuco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3495" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de maio de 1902, quinta coluna</a>). Em 1904 e em 1906 foi adotado pelas escolas municipais do Recife.</p>
<p>Faleceu de nefrite a alagoana Maria Vitoria Soares, filha de Ducasble e viúva de Emilio Soares. No anúncio de morte, foi mencionado que seu pai residia em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/12348" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 2 de setembro de 1902, primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_08/3900" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de setembro de 1902, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong> </span>- No Rio de Janeiro, com pouco menos de 5 anos, falecimento de Adalgisa Ducasble, filha de Ducasble Filho e neta de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/7769" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de abril de 1904, última coluna</a>).</p>
<p>Alfredo Ducasble Filho e sua família viviam no bairro do Encantado, no Rio de Janeiro. Acolheram uma criança que havia sido maltratada por sua mãe adotiva, mas apesar dos cuidados, ela faleceu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/9757" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias,</em> 18 de maio de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Na primeira página do jornal <em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, foi publicada uma fotografia de melhoramentos no Porto de Recife com crédito para Ducasble Filho (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/128066_01/21425" target="_blank"><em>A Província &#8211; Órgão do Partido Liberal</em>, 30 de agosto de 1910</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Na Sociedade da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, Maria Magalhães Ducasble, filha de Ducasble Filho, recebeu o diploma de enfermeira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/14004" target="_blank"><em>A Época</em>, 4 de maio de 1917</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Foi doado ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma coleção de cédulas e moedas que o governo do estado havia comprado de Alfredo Ducasble (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/8739" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de abril de 1923, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; Desquite de Ducasble Filho e Maria (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/36305" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 17 de novembro de 1928, segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1931</strong></span> &#8211; Foi ofertada ao Instituto Arqueológico de Pernambuco uma fotografia produzida por Ducasble, em 1888, de Joaquim Nabuco.  A foto havia pertencido a Antônio Machado Gomes da Silva e seu neto, Adolfo da Silva Neto, a doou para a instituição(<em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de dezembro de 1931, primeira coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1933</strong></span> &#8211; Em um artigo sobre o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro (1865 &#8211; 1915), Ducasble foi citado como seu admirador, que teria batizado uma das obras de Rosalvo de<em> L´innocence</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/25362" target="_blank"><em>O Dia (PR)</em>, 8 de outubro de 1933, terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1946</strong></span> &#8211; Em uma matéria sobre a vida do pintor pernambucano José Jerônimo Telles Júnior (1851 &#8211; 1914), a Galeria Ducasble foi citada como um dos lugares mais frequentados por ele  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_12/22483" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 26 de maio de 1946, gunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1951</strong></span> &#8211; Nas memórias de Telles Júnior, na ocasião do centenário de seu nascimento, Ducasble foi citado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_13/7329" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 2 de agosto de 1951, penúltima coluna</a>)</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1956</strong></span> &#8211; Fotografias produzidas por Ducasble foram publicadas no livro, <em>Álbum de Pernambuco e seus arrabaldes</em>, organizado por Gilberto Ferrez (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/67370" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 4 de novembro de 1956</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong></span> &#8211; Em Washington, capital dos Estados Unidos, fotografias de Ducasble, Insley Pacheco e Alberto Henschel encontradas na coleção Oliveira Lima foram expostas no Instituto Cultural Brasileiro Americano. Essas fotografias foram redescobertas por acaso pelo diretor da citada instituição, José Neinstein, quando ele foi pesquisar um livro raro sobre o Brasil na Biblioteca da Universidade Católica de Washington, em fins de abril de 1977 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/163414" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de junho de 1977, última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1978</strong></span> &#8211; Publicação, no Diário de Pernambuco, de uma fotografia de Joaquim Nabuco, produzida por Ducasble, em 1887 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_15/123532" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de setembro de 1978</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14684" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank"><img class="  wp-image-14684" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/brasiliana.jpg" alt="brasiliana" width="648" height="412" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_15/123532" target="_blank">Joaquim Nabuco fotografado por Ducasble em 1887 / Diário de Pernambuco, 17 de setembro de 1978</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p>BECHARA FILHO, Gabriel. <em>Primórdios da fotografia na Paraíba</em>. <em>Correio das Artes</em> &#8211; suplemento literário do jornal <em>A União</em>, João Pessoa, 27 de novembro de 1983.</p>
<p>CORNELI, René; MUSSELY, Pierre. <em><a href="https://archive.org/stream/gri_anversetlexp00corn/gri_anversetlexp00corn_djvu.txt" target="_blank">Anvers à l´Exposition Universelle</a>.</em> Bruxelles: Typographie et Lithographie Ad Mertens, 1886, pág. 346.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21991/alfredo-ducasble" target="_blank">Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p><a href="http://www.salvador-antiga.com/fotografos/lindemann.htm" target="_blank">Guia Geográfico Salvador Antiga</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Realidades e ficções na trama fotográfica</em>. Cotia(SP) : Ateliê Editorial, 1999.</p>
<p><a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&amp;pagfis=9590" target="_blank">Revista do IPHAN, nº 26 &#8211; 1997</a></p>
<p><a href="http://www.arquivonacional.gov.br/br/ultimas-noticias/1510-serie-retratos-modernos-alfredo-ducasble.html" target="_blank">Site do Arquivo Nacional</a></p>
<p>TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>A fotografia no Império</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.</p>
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		<title>&#8220;Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios&#8221;, por Pedro Vasquez</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 15:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica agradece a participação, certamente a primeira de uma série, do escritor e fotógrafo Pedro Karp Vasquez que comenta, no artigo "Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios", sobre uma imagem produzida pelo fotógrafo Moritz (Maurício) Lamberg, em Recife, Pernambuco, em torno de 1880. A exemplo dessa e de outras contribuições já realizadas no portal por colaboradores de destaque nos campos da História Social e da Fotografia, a Brasiliana deseja, cada vez mais, tornar-se uma plataforma de convergência da importante produção intelectual nessas áreas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Sete de Setembro: uma ponte entre dois maurícios</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Pedro Karp Vasquez*</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2675" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2675/014ALAM00232.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="552" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2675" target="_blank">Moritz Lamberg. Ponte 7 de setembro, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esta magnífica fotografia ilustra a importância de dois maurícios para o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, ambos alemães: Moritz Lamberg, que tão bem a focalizou em fins do século XIX, e Johan Maurits van Nassau-Singen, que a fez edificar na primeira metade do século XVII, durante o domínio holandês no Brasil.</p>
<p>Do ponto de vista estritamente fotográfico é uma imagem irretocável, como quase todas aquelas produzidas por Lamberg desde que assumiu o comando da Photographia Allemã pernambucana, criada por seu compatriota <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=1371" target="_blank">Alberto Henschel, </a>em 1867. Atuando de início como assistente de Henschel, Lamberg o sucedeu quando ele seguiu para o Rio de Janeiro, em 1870, para abrir outra casa fotográfica de idêntica denominação, depois de ter feito o mesmo em Salvador. Rivalizando com o mestre na prática do retrato fotográfico, sustentáculo do estúdio, Lamberg o ultrapassou amplamente na fotografia paisagística, demonstrando um talento capaz de ombrear com os melhores cultores do gênero no Brasil oitocentista, tais como <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5809" target="_blank">Revert Henry Klumb</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6150" target="_blank">Augusto Stahl</a> , <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5398" target="_blank">Juan Gutierrez</a>. Lamberg foi sob todos os aspectos um fotógrafo completo, conforme comprova o imponente álbum de sua autoria conservado na Coleção Dona Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional. Todavia, por um destes misteriosos caprichos do destino, ainda não mereceu a devida consagração póstuma, como a edição de um moderno livro de fotografia de caráter monográfico.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=lamberg&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de autoria de Moritz (Maurício) Lamberg disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></a></p>
<p style="text-align: left;">A atribuição de intenções aos fotógrafos oitocentistas é sempre arbitrária, pois com frequência eles eram mobilizados por intenções e preocupações diferentes daquelas de seus colegas da atualidade. É lícito especular, no entanto, que Lamberg tenha optado pelo enquadramento frontal para destacar os lampadários da entrada e os arcos metálicos da ponte, que não ficariam claramente visíveis em uma tomada lateral ou em diagonal, como as empregadas por outros fotógrafos de seu tempo, como João Ferreira Villela, por exemplo. Esta frontalidade – antecipatória daquela que seria preconizada por Walker Evans em meados do século seguinte –, também fez sobressair os trilhos de bonde no primeiro plano, que conduzem o olhar para o ponto de fuga da imagem como se convidassem o observador a atravessar a ponte rumo ao bairro de Santo Antônio, passando sob o arco de mesmo nome visível no centro da composição. Existia outro, à sombra do qual Lamberg deve ter instalado sua câmara, o arco da Conceição, situado no bairro do Recife, no limiar da antiga Cidade Maurícia. Ambos persistiram até o século seguinte, sendo demolidos, respectivamente, em 1913 e 1917, por medida de segurança já que estavam bastante corroídos, apresentando risco de desabamento.</p>
<p>A presença de populares observando a faina de Moritz Lamberg comprova o fato de que ainda na década de 1880 um fotógrafo paisagista era figura rara e merecedora de atenção nas ruas brasileiras.</p>
<p>Toda fotografia de época é um convite para uma viagem no tempo. Portanto, para melhor evocar o Recife retratado por Lamberg vale a pena acompanhar um ilustre visitante paulista, que percorreu a cidade exatamente na época em que o mestre alemão a perenizava com sua técnica requintada. Joaquim de Almeida Leite de Moraes, que foi presidente da província de Goiás, registrou suas impressões no livro <em>Apontamentos de viagem</em>, publicado em 1883 e relançado em 2011, por iniciativa do Prof. Antonio Candido de Mello e Souza. Assim viu a capital pernambucana aquele que viria a ser mais tarde avô de Mário de Andrade:</p>
<p>&#8216;Recife, essa Veneza brasileira, é talvez a segunda cidade do Império, não em sua extensão, senão em beleza e sob o ponto de vista comercial.</p>
<p style="text-align: left;">Percorri todas as suas linhas de bondes; vi de passagem alguns de seus principais edifícios, palácio do governo, da assembleia, teatro, igrejas, etc. O teatro é um grande edifício e de custosa arquitetura. Ruas largas e estreitas; em geral bem calçadas; cidade nova e cidade velha; becos imundos, casas altas e baixas, mercado animado e sofrível: grande agitação comercial: o fluxo e refluxo popular em todas as ruas: suas pontes magníficas ligando as duas cidades, separadas pelo rio, coalhado de navios&#8217;.<span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Por trás do véu argênteo</span><strong> </strong></p>
<p>Somente o esteta impenitente pode apreciar uma fotografia de época apenas pelo prisma de sua beleza, sem se preocupar em erguer o véu argênteo para contemplar o que se esconde sob a fina e ofuscante superfície dos sais de prata. Isto porque uma imagem antiga esconde mais do que desvela, concentrando numerosas informações a respeito do tema retratado ao mesmo tempo em que antecipa sua vida futura, de modo que só é plenamente compreendida quando a ela são adicionadas as informações invisíveis que mascara.</p>
<p style="text-align: left;">Cumpre lembrar, portanto, ter sido esta a primeira grande ponte do Brasil, nascida com o nome de Ponte do Recife, interligando os bairros do Recife e de Santo Antonio por sobre o rio Capibaribe. Distingue-se hoje como a mais antiga ponte em funcionamento contínuo do país, sob a denominação de ponte Maurício de Nassau. Isto porque foi Nassau quem a mandou construir e a inaugurou em 28 de fevereiro de 1644 com uma festa que pode ser considerada a fundadora da propaganda política no Brasil. Com efeito, o sagaz administrador do Brasil holandês havia prometido à população pernambucana que faria um boi voar para festejar a abertura da ponte ao tráfego. Prometeu e cumpriu! De tal forma que a multidão acumulada na ponte de fato viu, com deslumbre e estupor, um boi cruzar os céus sobre suas cabeças. Este episódio entrou na história como o caso do “Boi voador”, consolidado no folclore recifense e cantado em prosa e verso até hoje por repentistas e cordelistas. O príncipe Johan Maurits van Nassau-Singen foi, inegavelmente, um dos mais competentes administradores a atuar no Brasil colonial e um homem verdadeiramente prodigioso, mas não era mágico nem feiticeiro, de modo que seu boi celeste tem explicação bem terra-a-terra: era um animal empalhado suspenso em cabos que, graças a um engenhoso sistema de roldanas, parecia voar de moto próprio.</p>
<p>Pernambuco recuperado pelos portugueses, o período colonial encerrado, assim como o Primeiro Império, a ponte do Recife permaneceu em plena atividade, sofrendo naturalmente ao longo do tempo reparos e melhorias, até que em 7 de setembro de 1865 adquiriu a nova denominação de ponte Sete de Setembro, evocadora da Independência do Brasil.</p>
<p>Os trilhos e os lampiões visíveis na imagem sublinham o fato de o Recife ser uma das mais modernas e importantes cidades brasileiras ao ser fotografada por Maurício Lamberg na década de 1880, quando sua população de mais de 100 mil habitantes era superada apenas por Salvador e Rio de Janeiro. Os lampadários a gás carbônico, percebidos no primeiro plano, foram implantados na década de 1860, destronando progressivamente os velhos lampiões que funcionavam desde 1822 com azeite de carrapateira e de cachalote e, a partir de 1856, com óleo de peixe. Pernambuco conheceu a estrada de ferro quatro anos apenas após a sede da Corte Imperial, com a implantação da ferrovia ligando as cidades de Recife e do Cabo, a Recife and S. Francisco Railway, documentada por Augusto Stahl, em 1858. Ao passo que a Brazilian Street Railway Limited instalou o serviço de trens urbanos em 1867. Não tardou para que suas locomotivas fossem apelidadas de <em>Maxambombas</em>, corruptela de <em>machinepump</em>. Para reiterar a modernidade recifense, este foi o primeiro serviço de trens urbanos da América Latina.</p>
<p>* Pedro Karp Vasquez é escritor, fotógrafo e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Pequeno perfil de Moritz Lamberg (18? &#8211; 19-?)</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Andrea C. T. Wanderley**</p>
<p>Em 1880, o gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu Moritz (Mauricio) Lamberg(1), para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882). Lamberg foi apresentado como celebridade europeia e insigne artista, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e em Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873. Porém, como um de seus  filhos, o pianista Emilio Lamberg, nasceu em Pernambuco, em torno de 1863, e teria ido para para Viena, com a família, aos 3 anos, é provável que Lamberg tenha estado no Brasil, nessa época, antes de trabalhar para Henschel.</p>
<p>Em 1885, foi concedida a ele a carta de naturalização. Ora identificado como austríaco ora como alemão, em artigo escrito por ele, em 1899, declarou-se teuto-brasileiro. Além de fotógrafo, foi referido pela imprensa como homem de ciência, professor de alemão, ilustre explorador e sócio correspondente de várias agremiações e revistas de ciência do estrangeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9009" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/189" target="_blank"><img class="wp-image-9009 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/lamberg.jpg" alt="lamberg" width="422" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/189" target="_blank">Anúncio da Photographia Allemã, apresentando Mauricio Lamberg / <em>Diário de Pernambuco</em> 30 de janeiro de 1880.</a></p></div>
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<p>Provavelmente nesse período, entre 1880 e 1885, produziu diversos registros de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4622" target="_blank">Recife</a>, capital de Pernambuco. Vinte dessas fotografias foram reunidas no  álbum <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em></a>, dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, que faz parte do acervo da Biblioteca Nacional. Outras 48 imagens estão no álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles.</p>
<p>Lamberg produziu também imagens de núcleos coloniais, tipos populares, casas coloniais, espécies do reino vegetal e das principais cidades do Brasil. Fotografou a família imperial no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, em 1887.  Em suas fotografias, Lamberg já usava as placas secas de gelatina, inventadas em 1871, o que conferia a elas, segundo Pedro Vasquez, uma <em>invulgar mobilidade</em>.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2694/014ALAM00249.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="523" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2694" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua do Bom Jesus, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Sobre seu <em>talento para a realização de fotografias do mar e de embarcações,</em> Pedro Vasquez comentou que ele poderia ser <em>classificado sem dúvida alguma como um fotógrafo de marinhas, com tanto talento para o gênero quanto </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305"><em>Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</em></a><em>, o único no Brasil a se ter especializado nesse campo, a ponto de se tornar Fotógrafo da Marinha Imperial</em>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/237" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/237/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="642" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/237" target="_blank">Moritz Lamberg. Barra de Pernambuco, 1880 &#8211; 1885. Recife, Pernambuco / Acervo FBN</a></p></div>
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<p>Provavelmente Lamberg foi morar no Rio de Janeiro em 1887 e, em 1890, tornou-se professor de alemão do Instituto Nacional de Instrução Secundária, atual Colégio Pedro II. Em 1892, Maurício Lamberg embarcou para a Europa, a bordo do paquete inglês <em>Clyde</em>, rumo a Southampton e outras escalas. Em 1894, já se encontrava no Rio de Janeiro. Em 1902<strong>,</strong> Lamberg estava na Áustria <em>comissionado em propaganda de imigração.</em></p>
<p>Entusiasta da imigração de europeus para o Brasil, Maurício Lamberg publicou, em 1896, o livro <a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank"><em>O Brazil</em></a>, sobre o qual o historiador Sacramento Blake (1827 &#8211; 1903) comentou:  &#8220;[&#8230;] trata da natureza do Brazil e das diversas raças que contém; de sua lavoura, do solo, da imigração e colonização; de suas florestas&#8230;&#8221;. Para escrever o livro, Lamberg viajou durante anos pelo norte e por parte do sul do país. Escrita originariamente em alemão, a obra, que abrange assuntos como história, geografia, fontes de renda e costumes, foi vertida para o português pelo jornalista e crítico musical Luiz de Castro (1863 &#8211; 1920), editado pela Casa Lombaerts e impresso na Tipografia Nunes, com 381 páginas distribuídos em 15 capítulos.</p>
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<div id="attachment_9115" style="width: 383px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank"><img class="wp-image-9115 " src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/capabrasil1.jpg" alt="capabrasil" width="373" height="600" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535" target="_blank">Livro O Brasil, de autoria de Maurício Lamberg, lançado em 1896, editado pela Casa Lombaerts e impresso na Typographia Nunes</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/indice.jpg"><img class="alignnone  wp-image-9311" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/indice.jpg" alt="indice" width="386" height="485" /></a></p>
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<p>Possuía heliografias executadas e impressas por Dontor F. Albert &amp; Cia, em Munique, e por Verlag von Hermann Zieger, em Leipzig, na Alemanha, além de registros produzidos por ele e por fotógrafos como Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923), dentre outros. As duas imagens abaixo estão na obra.</p>
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<div style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4736" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4736/007NGBMF1824cxretratos01-03.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="275" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4736" target="_blank">Marc Ferrez. Negra da Bahia, c. 1885. Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<div style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2566" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2566/007NGBMF1824cx102-12.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="277" height="416" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2566" target="_blank">Marc Ferrez. Negra com seu filho, c. 1884. Salvador , Bahia / Acervo IMS</a></p></div>
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<p>Segundo Lamberg, por se preocuparem em demasia com a África e com a Ásia, os países europeus negligenciavam as vantagens econômicas e climáticas que o Brasil oferecia para os europeus do norte. Aconselhava que os recém-chegados ao Brasil evitassem o consumo de frutas em excesso e também tivessem cuidado com a exposição ao sol. Mencionava também o perigo da febre amarela.</p>
<p>Seu filho, o pianista e organista Emilio Lamberg (c.1863 &#8211; 1919), fez bastante sucesso, tendo se apresentado com os mais destacados músicos de sua época. Porém, morreu <em>paupérrimo</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40444" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de agosto de 1919, na sexta coluna</a>). Seu outro filho, Manfredo Carlos Lamberg (18? &#8211; 1921), que ele chamava de Fred e o acompanhou em algumas de suas viagens ao norte do Brasil, foi major, professor de alemão, telegrafista, agrimensor e engenheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/23248" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 25 de dezembro de 1890, na primeira coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/295"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de junho de 1891, na segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/14447"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de janeiro de 1895, na sexta coluna,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2725"><em>O Pará</em>, 31 de março de 1900, na primeira coluna</a>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720100/1220" target="_blank"><em> A Época</em>, 23 de dezembro de 1912</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/23922"><em>O Paiz</em>, 24 de julho de 1914, na primeira coluna</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Moritz (Maurício) Lamberg </strong></span></em></p>
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<div style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2656" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2656/014ALAM00215.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="660" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2656" target="_blank">Moritz Lamberg. Rua Nova, c. 1880. Recife, Pernambuco / Acervo IMS</a></p></div>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>1863</strong></span> &#8211; De acordo com a dissertação de Regina Beatriz Quariguasy Schlochauer, <a href="http://reginaschlochauer.com.br/wp-content/uploads/2012/01/dissertacao.pdf"><em>A presença do piano na vida carioca no século passado</em></a><em>, </em>apresentada ao Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, sob orientação do Prof. Dr. Amilcar Zani Netto, o pianista Emílio Lamberg, filho de Maurício Lamberg, teria nascido em Pernambuco, em 1863, e ido para para Viena, com a família, aos 3 anos. Segundo noticiado pelo jornal <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43893" target="_blank"><em>O Paiz</em>, de 18 de agosto de 1919</a>, ele teria falecido com 52 anos em 1919, ou seja, teria nascido em 1867 ou 1868. Com essas informações, pode-se deduzir que, possivelmente, nessa época Maurício Lamberg estava vivendo no Brasil.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; O gerente da Photographia Allemã de Recife, Constantino Barza, anunciou a chegada do fotógrafo europeu Maurício Lamberg para cuidar da parte técnica e artística do ateliê do berlinense<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138"> Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a>. Lamberg foi apresentado como <em>celebridade europeia</em> e<em> insigne artista</em>, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e Viena e obtido prêmios em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/189" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 30 de janeiro de 1880</a>).</p>
<p>O Instituto Moreira Salles possui o álbum <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120" target="_blank"><em>Vistas de Pernambuco</em></a>, com 48 fotografias da cidade de Recife, produzidas por Lamberg em torno desse ano.</p>
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<div id="attachment_9287" style="width: 434px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120"><img class="wp-image-9287 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/vistasdepernambuco.jpg" alt="vistasdepernambuco" width="424" height="340" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/120" target="_blank">Capa do álbum <em>Vistas de Pernambuco</em>, com fotografias de Lamberg, que pertence ao acervo do Instituto Moreira Salles</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880 &#8211; 1885</strong></span> &#8211; O álbum de sua autoria, <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf"><em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em></a>, foi provavelmente produzido nesse período. Dedicado a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183">d. Pedro II</a>, faz parte do acervo da Biblioteca Nacional, e possui 2o fotografias de Recife.</p>
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<div id="attachment_9288" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf" target="_blank"><img class="wp-image-9288 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/capabn.jpg" alt="capabn" width="470" height="408" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon393011/icon393011.pdf" target="_blank">Capa do álbum <em>Ansichten Pernambuco&#8217; s Recife Photographia Allemã</em>, com fotografias produzidas por Lamberg, que pertence ao acervo da Biblioteca Nacional.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span> &#8211; Lamberg fez uma petição à Associação Comercial da cidade do Recife para que se ordenasse o registro da escritura<strong> </strong><em>da compra que fez do estabelecimento denominado Photographia Allemã, </em>que era de propriedade de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1138">Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</a><em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4103"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1881, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Alberto Henschel e Lamberg convidavam o público para <em>apreciar os trabalhos de nossa casa, que vão ser exibidos na próxima exposição que terá lugar no Rio de Janeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4481"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a>).</p>
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<div id="attachment_9064" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481"><img class="wp-image-9064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg" alt="prop1" width="421" height="235" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Após uma longa temporada de estudo na Europa, o filho de Lamberg, o pianista e organista Emilio Lamberg (1860 &#8211; 1919), chegou ao Brasil, no vapor <em>Niger</em>, que havia partido da França (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10071"><em>Diário de Pernambuco</em>, 6 de março de 1884, na primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10096"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 13 de março de 1884, na primeira coluna</a>). Dias depois, Emilio fez uma apresentação no primeiro andar do sobrado onde ficava a Photographia Allemã, na rua Barão da Vitória, nº 52 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10198"><em>Diário de Pernambuco</em>, 29 de março de 1884, na penúltima coluna</a>). Maurício Lamberg convidou o público para a apresentação de seu filho, no Teatro deSanta Isabel, inicialmente agendada para o dia 19 de abril e depois transferida para o dia 24 do mesmo mês. O recital foi um sucesso e Emilio se apresentou várias outras vezes (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10272"><em>Diário de Pernambuco</em>, 9 de abril de 1884, na quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10322"><em>Diário de Pernambuco</em>, 18 de abril de 1884, na segunda coluna;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/10382"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de abril de 1884, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> &#8211; Foi concedida a Maurício Lamberg, identificado como um <em>súdito austríaco</em>, a carta de naturalização<em> (Diário de Pernambuco, </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12677">12 de abril de 1885, na primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12789">29 de abril, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Em uma notícia sobre o suicídio de um empregado no estabelecimento Photographia Allemã, localizada na rua Barão da Vitória, em Recife, Lamberg foi identificado como proprietário da casa fotográfica (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/12954"><em>Jornal do Commercio</em>, 27 de maio de 1885, na quarta coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/12903"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de maio de 1885, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Representando a casa fotográfica Alberto Henschel, seu<em> sócio viajante</em> Lamberg esteve de janeiro a março de 1887, em Vitória, no estabelecimento fotográfico de Ayres, provavelmente Joaquim Ayres, que iniciou sua carreira como funcionário do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6048">Joaquim Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912)</a>, no Rio de Janeiro. O estabelecimento seria a Photographia Artística Vitoriense (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/7220"><em>O Espírito-Santense</em>, 1º de janeiro de 1887</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301582/5212"><em>A Província do Espírito Santo</em>, 26 de fevereiro de 1887, na última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217611/7292"><em>O Espírito Santense</em>, 2 de março de 1887, na última coluna</a>). Dias depois, Lamberg anunciou a exposição das fotografias produzidas em sua estadia em Vitória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301582/5264"><em>A Província do Espírito Santo</em>, 13 de março de 1887, na primeira coluna</a>). Na época, a Photographia Artística Vitoriense ficava no Largo do dr. João Clímaco, nº 6.</p>
<p>No estabelecimento fotográfico de Alberto Henschel, a Photographia Allemã, na rua dos Ourives, nº 40, atual rua Miguel Couto, no Rio de Janeiro, foi inaugurada uma exposição de vistas fotográficas de pontos do norte do país, produzidas por Lamberg, na época, um dos sócios do ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/1491"><em>The</em> <em>Rio News</em>, 5 de maio de 1887, na primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/2893"><em>Diário de Notícias</em>, 20 de maio de 1887, na penúltima coluna sob o título &#8220;Vistas fotográficas&#8221;;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830321/414"><em>Novidades</em>, 21 de maio de 1887, na segunda coluna)</a>. As fotografias serviriam de modelos para as gravuras em madeira que viriam a ilustrar o livro, na época intitulado &#8220;Esquissos sobre o norte do Brasil em relação à colonização&#8221;, que estava sendo escrito, em alemão, por Lamberg. Eram imagens de núcleos coloniais, tipos populares, casas coloniais, espécies do reino vegetal, entre outras. Sobre o conjunto de imagens, escreveu-se: <em>é uma coleção curiosa mesmo para quem a vir desacompanhada de texto explicativo </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/17834"><em>Jornal do Commercio</em>, 22 de maio de 1887, na sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/19296"><em>O Cearense</em>, 20 de julho de 1887, na quarta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9052" style="width: 303px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank"><img class="wp-image-9052 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/propaganda.jpg" alt="propaganda" width="293" height="170" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank">Propaganda da exposição de fotografias de Lamberg, publicada no <em>The Rio News</em> de 5 de outubro de 1887</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/349070/1614" target="_blank"> </a></p>
<p>Em 1º de junho, Lamberg fotografou a família imperial no Palácio Itamaraty. <em>Ficou assim o grupo: ao centro o imperador e a imperatriz; à direita do imperador, a princesa imperial com seu filho o príncipe d. Luiz e junto a si o príncipe d. Antonio e o príncipe do Grão-Pará, o conde d´Eu e o príncipe d. Augusto, ficando estes no segundo plano. À esquerda da imperatriz, figurou sentado o príncipe d. Pedro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_01/4095"><em>O Paiz</em>, 20 de junho de 1887, na quarta coluna, sob o título &#8220;Noticiário&#8221;</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/388653/4027"><em>A Federação</em>, 28 de junho de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Na reunião da diretoria da Sociedade Central de Imigração, presidida pelo senador Escragnolle Taunay, após a leitura do expediente, apresentou-se Lamberg, <em>austríaco, que faz sentir a facilidade com que poderiam instalar-se no Brasil vários compatriotas seus, trabalhadores de primeira ordem que na Europa já não podem conseguir certas condições de bem estar.</em> Devido à complexidade da questão, foi pedido para que Lamberg comparecesse na reunião seguinte da diretoria, no dia 5 de maio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/239984/312"><em>A Immigração</em>, 30 de junho de 1887, na segunda coluna</a>).</p>
<p>A visita que Lamberg fez à redação do<em> Correio Paulistano</em> foi registrada pelo jornal com a publicação da matéria &#8220;Um estrangeiro amigo no Brasil&#8221;(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1887, na primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9039" style="width: 247px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188" target="_blank"><img class="wp-image-9039 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/texto.jpg" alt="texto" width="237" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_04/9188" target="_blank">Um estrangeiro amigo do Brasil&#8221;, publicado no <em>Correio Paulistano</em>, 29 de julho de 1887</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi veiculada uma propaganda da Photographia Allemã: <em>Alberto Henschel &amp; Co &#8211; Retratos em fotografia e a óleo, sendo estes feitos pelo artista E. Paft e aqueles pelo artista sr. Lamberg. Rua dos Ourives, 40, das 9 horas da manhã às 4 da tarde</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/18771"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de outubro de 1887, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Seu filho, o pianista Emilio Lamberg chegou ao Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; Lamberg e seu filho, o pianista e organista Emilio Lamberg, visitaram a redação do jornal <em>Diário de Notícias. </em>Foi anunciado que Emilio se apresentaria no dia 19 de junho no Club Beethoven, inaugurado em 1882, que abrigava saraus com os principais nomes da música clássica. De acordo com o jornal, Emilio Lamberg havia estudado na Academia de Música de Berlim e nos conservatórios de Viena e de Paris, tendo sido aluno do músico francês Camille Saint-Saens (1835 &#8211; 1921). Nesta matéria Lamberg foi identificado como escritor e viajante austríaco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5048"><em>Diário de Notícias</em></a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5048">, 9 de novembro de 1888, na última coluna, sob o título &#8220;Echos e Notas&#8221;</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1889</strong></span> &#8211; Seu filho, Manfredo Carlos Lamberg, prestou exames para a Escola Normal, no Rio de Janeiro (<em>Jornal do Commercio</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22131" target="_blank">28 de janeiro</a> e<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/22225" target="_blank"> 12 de fevereiro</a> de 1889, ambos na segunda coluna).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Mauricio Lamberg foi nomeado professor substituto da cadeira de alemão do Instituto Nacional de Instrução Secundária, atual Colégio Pedro II (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6837"><em>Diário de Notícias</em>, 7 de fevereiro de 1890, na penúltima coluna)</a>. Inscreveu-se para a vaga de professor efetivo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/1137"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de junho de 1890, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi noticiado que um parecer sobre a obra de Lamberg, um estudo sobre o Brasil sob uma ótica econômica e social, seria apresentado ao presidente do Brasil, marechal Deodoro da Fonseca (1827 &#8211; 1892). Para escrever o livro, Lamberg teria viajado durante anos pelo norte e por parte do sul do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/6948"><em>Diário de Notícias</em>, 5 de março de 1890, na penúltima coluna</a>). Uma curiosidade: quando esteve em Santa Catarina, conheceu o fotógrafo e agente consular <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2945">Albert Richard Dietze (1839 &#8211; 1906)</a>, que o hospedou. Na ocasião, houve um sarau com dança na casa do anfitrião (<em>O Brazil</em>, pág. 256).</p>
<p>Emilio Lamberg era professor de piano da Academia de Música, fundada em 1885 pelo Club Beethoven. Funcionava na Escola de São José (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/5926" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 26 de abril de 1890, no centro da página</a>). Foi admitido como professor de órgão no Instituto Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/1763"><em>Jornal do Commercio</em>, 30 de agosto de 1890, na última coluna</a>). Pouco depois viajou para a Europa onde foi acompanhar a construção do órgão encomendado pelo Instituto à casa Wilhelm Sauer, em Frankfurt, na Alemanha (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/2474"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de novembro de 1890, na sét</a><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416">ima coluna). </a>Ficou na Europa até 9 de junho de 1894 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416"><em>Jornal do Commercio</em> , 20 de agosto de 1904, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1892</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg embarcou no dia 19 de abril para a Europa a bordo do paquete inglês <em>Clyde</em>, rumo a Southampton e outras escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_03/5606"><em>O Paiz</em>, 20 de abril de 1892, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Emilio Lamberg foi demitido do cargo de professor de órgão no Instituto Nacional de Música, <em>a bem do serviço público</em>. Posteriormente, tornou-se um professor particular de sucesso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/369365/11023"><em>Diário de Notícias</em>, 26 de agosto de 1892, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/2021"><em>Jornal do Brasil</em>, 26 de agosto de 1892, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg estava inscrito para o concurso para amanuense da Diretoria do Interior e Estatísticas, da Prefeitura do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/10725"><em>O Paiz</em>, 16 de setembro de 1894, na quinta coluna</a>). Amanuense era o funcionário de repartições públicas que faziam cópias, registros e cuidavam da correspondência.</p>
<p>Foi anunciado que Moritz Lamberg, <em>depois de ter viajado pelo nosso país oito anos, escreveu um importante trabalho &#8211; O Brazil, que vai ser editado pela casa H. Lombaerts &amp; C, desta capital. O livro, que será luxuosamente impresso, contém um estudo sobre a nossa história, geografia, fontes de renda, costumes, caráter do povo e 50 fotografias representando trechos de nossas matas virgens e seculares e vistas das cidades mais importantes</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/11611"><em>O Paiz,</em> 30 de dezembro de 1894, na sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1895</strong></span> &#8211; Transcrição do capítulo  &#8220;As classes baixas do Brasil &#8211;  caboclos, mulatos, cabras, negros e antigos escravos&#8221;, do livro de Lamberg, <em>O Brasil</em>, que ainda não havia sido lançado. O trecho foi traduzido pelo professor Cândido Jucá (1865 &#8211; 1929) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_07/10984"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de fevereiro de 1895, na primeira coluna</a>).</p>
<p>Notícia sobre o livro <em>O Brazil</em>, identificado como <em>um estudo completo da história sociológica</em> do país (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/23954"><em>A Semana</em>, 16 de fevereiro de 1895, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Maurício Lamberg estava relacionado em uma lista da Secretaria do Interior e Justiça do Estado do Rio de Janeiro <em>para completar o sello dos respectivos requerimentos</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/17624"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1895, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, era pleiteada uma verba para ajudar a publicação do livro de Lamberg em quatro línguas, como reforço do fomento que o Governo fazia à imigração, estabelecendo superintendências na Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/12876"><em>O Paiz</em>, 8 de junho de 1895, na quinta coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/19210"><em>Jornal do Commercio</em>, 9 de novembro de 1895, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1896</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg e sua mulher, professores de música, comunicaram sua mudança para Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/20137"><em>Jornal do Commercio</em>, 2 de fevereiro de 1896, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>Maurício Lamberg apresentou à Câmara de Deputados uma petição pedindo isenção de direito para as gravuras e capas que ilustrariam o livro sobre o Brasil que ele estava prestes a publicar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/23236"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de dezembro de 1896, na segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/349070/5145"><em>The Rio News</em>, 8 de dezembro de 1896, na terceira coluna</a>). O pedido foi indeferido (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/382760/842"><em>Liberdade</em>, 2 de dezembro de 1896, na última coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado seu livro, <em>O</em> <em>Brazil</em><em>,</em> editado pela Casa Lombaerts e impresso na Tipografia Nunes, com 381 páginas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/085669/6946"><em>Diário do Rio</em>, 2 de abril de 1897, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1897</strong></span> &#8211; Maurício Lamberg, identificado como professor, tinha estado no Palácio Itamaraty (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17392"><em>O Paiz</em>, 19 de janeiro de 1897, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Foi enviado um exemplar do livro <em>O</em> <em>Brazil</em> para a redação do <em>Jornal do Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/7575"><em>Jornal do Brasil</em>, 31 de março de 1897, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi publicado um comentário sobre <em>O Brazil, </em>referido como<em> um importantíssimo livro, c</em>uja edição era<em> primorosa </em>e<em> as gravuras admiráveis de nitidez </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/332747/5312"><em>Revista Illustrada</em>, abril de 1897, na segunda coluna</a>).</p>
<p>Publicação de uma crítica ao livro <em>O Brazil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2643"><em>A Notícia</em>, 8 de abril de 1897, na penúltima coluna, na coluna &#8220;Semana Literária&#8221;</a>). Outra crítica foi publicada descrevendo os temas do livro, com a transcrição do trecho <em>em que se refere aos jornalistas atuais</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-admin/%20http:/memoria.bn.br/DocReader/103730_03/16141"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de abril de 1897, na primeira coluna</a>). O livro estava à venda na Livraria Laemmert, na rua do Ouvidor, 66 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/2703"><em>A Notícia</em>, 26 e 27 de abril, na última coluna</a>).</p>
<p>Em comentário do dr. Figueiredo Magalhães, transcrição de um trecho do livro <em>O Brazil</em>, de autoria de Moritz Lamberg, sobre a pretensa descoberta da vacina amarela pelo dr. Domingos Freire (1849 &#8211; 1899), professor da Academia de Medicina no Brasil. Lamberg afirmava que conhecidos dele haviam morrido de febre amarela depois de terem sido vacinados (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_08/24473"><em>Jornal do Commercio</em>, 11 de abril de 1897, na primeira coluna</a>). Devido a esse trecho de seu livro, Lamberg foi convidado a comparecer ao Instituto Bacteriológico dr. Domingos Freire <em>a fim de dar esclarecimentos, certo de que se não o fizer no espaço de oito dias</em> sua afirmação <em>será tida como falsa e aleivosa </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_02/17946"><em>O Paiz</em>, 13 de abril de 1897, na quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9104" style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank"><img class="wp-image-9104 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/propagandalivro.jpg" alt="propagandalivro" width="479" height="273" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank">Propaganda do livro <em>O Brasil,</em> na <em>Gazeta de Petrópolis</em>, em 20 de abril de 1897</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/2212" target="_blank"> </a></p>
<p>A Casa Garraux, na rua Quinze de Novembro, em São Paulo, onde estava à venda o livro <em>O</em> <em>Brasil</em> , enviou um exemplar para a redação do <em>Correio Paulistano</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_05/7620"><em>Correio Paulistano</em>, 29 de maio de 1897, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1898</strong></span> &#8211; O livro <em>O Brasil</em> estava à venda na Livraria A. Lavignasse Filho &amp; C, na rua dos Ourives, 7 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/4426"><em>A Notícia</em>, 12 e 13 de agosto de 1898, na última coluna</a>).</p>
<p>Publicação do texto &#8220;Viagem ao Pará&#8221;, de 12 de outubro de 1898, de autoria de Lamberg. Ele descreveu sua viagem de 14 dias, a bordo do paquete <em>Alagoas,</em> do Lloyd Brasileiro, que partiu do Rio de Janeiro em 24 de setembro de 1898, até o Pará. <em>Tive ocasião de ver de novo as capitais do Norte, que eu havia visitado 13 anos atrás e que descrevi no meu livro Bresilien. </em> Antes de chegar em Belém, o navio parou nos portos de Vitória, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e São Luis. Ele exaltou a opulência do Pará: <em>O Pará! Que diferença de todas as outras cidades do Brasil &#8211; Aqui não há indústria, toda a riqueza vem da natureza</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_01/9972"><em>Jornal do Brasil</em>, 25 de setembro de 1898, na primeira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/304808/3182"><em>Gazeta de Petrópolis,</em> 10 de novembro de 1898, na terceira coluna</a>). Em sua passagem por São Luís, no Maranhão, e Belém, no Pará, foi identificado como <em>engenheiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1030"><em>O Pará</em>, 9 de outubro de 1898, na penúltima coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720011/29654"><em>Diário do Maranhão</em>, 15 de novembro de 1898, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Após uma longa estada no rio Acará, retornou a Belém o <em>ilustre explorado</em>r Moritz Lamberg (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1228"><em>O Pará</em>, 11 de dezembro de 1898, na primeira coluna</a>). Escreveu o artigo &#8220;Excursão ao rio Acará (<em>O Pará</em>, 1<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1232">3 de dezembro de 1898, na quarta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1239">15 de dezembro de 1898, na última coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1248">17 de dezembro, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1899</strong></span> &#8211; Lamberg regressou ao rio Acará, onde chefiava a discriminação de lotes para a f<em>undação de um núcleo colonial ali </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/1305"><em>O Pará</em>, 2 de janeiro de 1899, na última coluna</a>).</p>
<p>Lamberg, identificado como <em>ilustre homem de ciência</em>, embarcou no vapor<em> Brasil</em> para Manaus, no Amazonas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5146"><em>República</em>, 18 de maio de 1899, na última coluna</a>).</p>
<p>Lamberg escreveu o artigo &#8220;Brasil-Alemanha&#8221;, publicado com a assinatura de Julio Lamberg. No dia seguinte, o jornal corrigiu o erro (<em>A República</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5150">19 de maio de 1899, na segunda coluna,</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704440/5150">20 de maio de 1899, na quinta coluna</a>). O artigo foi uma resposta a uma matéria publicada no jornal <em>A Província do Pará</em>, publicada alguns dias antes, em dia 14 de maio, sobre uma publicação de um jornal de Bremen, na Alemanha, <em>aconselhando o governo alemão a hastear sua bandeira n&#8217;um estado do sul do Brasil.</em></p>
<p>Seu livro, <em>O Brasil,</em> já estava traduzido para o italiano, para o francês e para o inglês. Embarcou para o rio Madeira no vapor <em>Porto de Moz</em>. Ele era <em>sócio correspondente de várias agremiações e revistas de ciência do estrangeiro </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/301337/1527"><em>Commercio do Amazonas</em>, 8 de julho de 1899, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1900</strong></span> &#8211; No início de fevereiro, estava em Belém (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2549"><em>O Pará</em>, 5 de fevereiro de 1900, na penúltima coluna</a>). No paquete <em>Pernambuco, </em>Lamberg regressou do Amazonas para o Rio de Janeiro. Esteve também na Bolívia e no Peru. Trouxe <em>grande cópia de informações geográficas e etnográficas, notas sobre a vida prática e comercial de todas aquelas regiões, uma monografia sobre a borracha e descrição das duas capitais brasileira e da de Iquitos, no Peru, tratando nela da vida social, política e cultural, e grande quantidade de fotografias interessantíssimas dos diversos pontos que percorreu </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/185"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de março de 1900, na última coluna</a>)</p>
<p>O livro <em>O Brasil </em>estava no catálogo do leilão da livraria de A. Pinheiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/789"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de novembro de 1900, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901</strong></span> &#8211; No artigo <em>Por que me ufano de meu país</em>, do poeta mineiro Affonso Celso (1860-1938), foi mencionado que Lamberg afirmava que o céu do Brasil era mais bonito do que o da Europa (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/168092/756"><em>A Cidade</em>, 20 de julho de 1901, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Lamberg estava na Áustria <em>comissionado em propaganda de imigração</em> e para ele foi enviado<em> uma via de letra em florins para Viena</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/10988"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 18 de maio de 1902, na sexta coluna</a>).</p>
<p><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720488/411">Na edição de 20 de setembro de 1902 da publicação <em>Relatórios dos Presidentes dos Estados Brasileiros</em></a> foi transcrito um trecho do livro <em>O Brasil </em>sobre a inferioridade educacional dos fazendeiros do país: <em>O fazendeiro possuía apenas alguns conhecimentos empíricos sobre a lavoura e era por demais fidalgo para se ocupar seriamente com ela&#8230;</em></p>
<p>Sobre a indiferença dos governos em relação à indústria agrícola, foram transcritas algumas palavras de Lamberg, na <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0013/468">edição<em> </em>de 20 de setembro<em> </em>da publicação<em> Mensagens do governador do Rio de Janeiro para a Assembleia</em></a>: <em>A situação lamentável da lavoura teria materialmente falando arruinado qualquer outro país; mas o Brasil assemelha-se ao gigante de Anteu que assim que tocava a terra adquiria novas forças.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1903</strong></span> &#8211; Em um <em>vibrante opúsculo</em> escrito para a colônia italiana que emigra por Pasquale Vincenti e publicado em Nápoles, a obra <em>O Brazil</em> foi mencionada (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/306223/2549"><em>Gazeta de Notícias</em>, 3 de dezembro de 1903, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; No concerto realizado em 14 de agosto, no salão do Instituto Nacional de Música, Emilio Lamberg não pode usar o órgão porque o conservador do mesmo não havia executado os consertos necessários ao instrumento. Devido à reação que teve diante do problema, foi proibido pelo ministro das Belas Artes a alugar o mesmo salão para futuros concertos. Dias depois, Emilio Lamberg afirmou, em uma nota assinada, que sua demissão do Instituto Nacional de Música, quando se encontrava na Europa, em 1892, havia sido o resultado da ação de seus desafetos. Esclareceu que, na verdade, a demissão foi declarada sem efeito, já que o contrato celebrado para que ele fosse o titular do órgão do Instituto havia sido celebrado em 18 de setembro de 1890 e só duraria um ano. Afirmou também já ter quitado sua dívida com o Tesouro Federal. Terminou a nota declarando: <em>Depois disso &#8211; creio que posso esperar me deixem em paz os infatigáveis zoilos que tão desumana e covardemente me perseguem. Nada mais direi ainda mesmo provocado. </em>Teve negado seu pedido de reintegração ao cargo de professor da cadeira de órgão do Instituto Nacional de Música (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6656"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de agosto de 1904, na penúltima coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_09/8416"><em>Jornal do Commercio</em> , 20 de agosto de 1904, na sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/6728"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de agosto de 1904, na quinta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0024/7768"><em>Relatórios do Ministério da Justiça</em>, março de 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; O professor Emilio Lamberg dirigiu um concerto de sucesso, no Club dos Diários, no Rio de Janeiro. Apresentou-se com Annunziata Palermini e Leopoldo Duque-Estrada Júnior (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/808989/115"><em>Gazeta Fluminense</em>, 12 de abril de 1905, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1906</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg, protegido pelo pianista compositor alemão de origem polaca Moritz Moszkowski (1854 &#8211; 1925) estabeleceu-se em Paris. Foi assistente do c<em>élebre professor de canto</em> polonês Jean Reszké (1850 &#8211; 1925). Viajou à Alemanha e à Áustria para conhecer os novos processos da arte pianística (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Em abril, Emilio Lamberg deu um concerto na Sala Erard, em Paris (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong></span> &#8211; Em março, Emilio Lamberg deu um outro concerto na Sala Erard, em Paris, dessa vez com a participação do violoncelista catalão Pablo Casals (1876 &#8211; 1973). Repetiu a apresentação em Londres, o que lhe valeu um convite para tocar, no ano seguinte, na Sociedade Filarmônica, sob a regência de Mr Woord. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Numa apreciação do seu livro <em>O</em> <em>Brasil</em>, Lamberg foi identificado como alemão<em> </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0013/468"><em>A Província</em>, 5 de outubro de 1909, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Em Londres, Emílio Lamberg  esteve em um recital do pianista português Vianna da Motta (1868 &#8211; 1948) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada uma notícia sobre um drama histórico escrito por M. Lamberg, provavelmente Maurício Lamberg, identificado como <em>alemão</em>, sobre a proclamação da República no Brasil. O livro, <em>Dom Pedro II von Bragança und sein Paladon,</em> estava sendo impresso em Viena pelo editor F.B. Zelanoroski. Segundo a notícia, o autor referia-se com carinho a Saldanha da Gama (1846 &#8211; 1895) e enaltecia o Visconde de Ouro Preto (1836 &#8211; 1912) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/227900/23954"><em>O Commercio de São Paulo</em>, 13 de novembro de 1909, na penúltima coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/12134" target="_blank"><em>Diário da Tarde,</em> Paraná, 15 de novembro de 1909, na última coluna</a>). No ano seguinte, 1910, o <em>Jornal do Brasil</em> noticiou ter recebido possivelmente o mesmo drama histórico mencionado, de autoria de <em>Moniz Lamberg</em>, de <em>origem polaca</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/622" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 6 de fevereiro de 1910, na terceira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1910</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg fez uma turnê pela Europa com a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia (1885 &#8211; 1950), primeira mulher de Pablo Casals.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911 e 1912</strong></span> &#8211; Com Pablo Casals, Emilio fez turnês pela Áustria, Alemanha, Holanda, Hungria e Rússia.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; O livro <em>O Brazil </em>foi identificado como uma <em>importantíssima obra sobre o Brasil</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/10161" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de abril de 1912, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1914</strong></span> &#8211; Após uma permanência de oito anos na Europa, Emilio Lamberg retornou ao Brasil e comunicou que voltaria a dar aulas de piano. Nessa matéria, ele descreveu sua vida nesse período europeu (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/26730" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 8 de dezembro de 1914, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg chegou a Curitiba, onde hospedou-se na casa de Raul dos Guimarães Bonjean (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20321"><em>Diário da Tarde</em>, Paraná, 5 de janeiro de 1915, na última coluna</a>). Apresentou-se no salão do Ginásio Paraná <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800074/20366">(<em>Diário da Tarde</em>, Paraná, 19 de janeiro de 1915, na quinta coluna</a>).</p>
<p>Uma propaganda anunciava que Emilio Lamberg havia <em>chegado recentemente da Europa</em> e oferecia aulas de piano no Rio de Janeiro e em Petrópolis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/22752"><em>A Notícia</em>, 30 / 31 de janeiro de 1915, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg estava gravemente doente. Em seu benefício, foi realizado um concerto no salão nobre do <em>Jornal do Commercio</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/41403" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de dezembro de 1918, na primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong></span> &#8211; Emilio Lamberg faleceu, em 16 de agosto, no Hospital Nacional de Alienados, devido a uma arteriosclerose generalizada e foi enterrado no Cemitério São João Batista. Foi rezada uma missa em sua memória na Igreja da Glória (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/15515" target="_blank"><em>Última Hora</em>, 17 de agosto de 1919, na segunda coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40444" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de agosto de 1919, na sexta coluna</a>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/43893" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 18 de agosto de 1919, na terceira coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/47885" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 5 de setembro de 1919, na segunda coluna</a>). No convite para a missa constava como sua mulher Lily Lamberg, que na ocasião estava em Paris, e, como seu irmão, Manfredo Carlos Lamberg (18? &#8211; 1921). Osmar, Olga, Elza, Oscar e José Carlos, citados no anúncio, seriam netos de Moritz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/40551" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de agosto de 1919, na última coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/25669" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 16 de junho de 1926, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; Em Minas Gerais, falecimento do <em>engenheiro</em> Manfredo Carlos Lamberg, o outro filho de Moritz. Foi realizada, em sua homenagem, uma missa da igreja da Glória, no Largo do Machado (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/5406" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 7 de março de 1921, na segunda coluna</a>). Sobre ele, Lamberg escreveu no capítulo VIII de seu livro <em>O Brazil</em>:<em> &#8230;tinha uma estatura de gigante, a quem a natureza dera ossos duplamente fortes e a força quíntupla de um homem comum. Não era uma grande ilustração mas todos os seus gestos indicavam coragem e energia e seus nos seus olhos refletia-se a  intrepidez.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1957</strong></span> &#8211; Em seu livro, <em>Ordem e Progresso</em>, sobre a transição do regime monarquista ao republicano no Brasil, da abolição da escravatura à Primeira Guerra Mundial, o pernambucano Gilberto Freyre (1900 &#8211; 1987), considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX, cita e discorda de uma passagem no capítulo &#8220;Pernambuco&#8221; do livro <em>Brazil</em>, de Lamberg, a quem se refere como <em>teuto-sergipano do Recife</em>: &#8230; <em>A causa de não contribuírem os brasileiros do Norte e do Sul do Império com nenhum trabalho de</em> &#8220;importância universal&#8221; <em>para as ciências e o saber, julgou encontrá-la Lamberg &#8211; esquecido de todo de um José Bonifácio, de um Teixeira de Freitas, de um José Vieira &#8211; não &#8220;</em>na falta de inteligência e boa vontade<em>&#8221; mas &#8220;</em>na natureza do habitante do trópico, incapaz de consagrar toda a sua existência ao exame de um problema científico, sacrificando muitos gozos da vida, como faz o sábio das zonas temperadas e frias&#8230;&#8221; . Lamberg fazia uma exceção a Tobias Barreto (1839 &#8211; 1889). Freyre achava significativo Lamberg reconhecer que tanto o Pará como Pernambuco estavam procurando &#8220;recuperar o tempo perdido&#8221; em relação às artes e às ciências. Em outro trecho, Freyre citou o conselho que Lamberg dava àqueles que contraíssem febre amarela: preferir se consultar com médicos brasileiros, em sua opinião, mais preparados do que os europeus para o tratamento da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">Alguns trechos do livro <em>O Brazil</em>, de Moritz (Maurício) Lamberg</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No Preâmbulo</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>Sabemos, por experiência, que a grande República sul-americana é, em geral, sobre o ponto de vista de sua vida íntima, pouco ou nada conhecida e até mesmo goza injustamente de uma reputação duvidosa.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Considerando, pois, que a revolução social e política que seu deu nesse país fez com que ele tomasse parte mais saliente nos interesses cronológicos do mundo civilizado e que, além disso, a América do Norte em consequência dos embaraços que opôs ultimamente à imigração, parece querer ceder tacitamente ao Brasil o primeiro lugar nesse sentido, resolvemos reunir as notas que tomamos durante os dezesseis anos de permanência neste país e os oito anos de viagem pelo interior e oferecê-las ao público.</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">Na Introdução</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em>Não se pode bem precisar qual o verdadeiro descobridor do Brasil. As primeiras notícias dessa região da América foram enviadas ao seu soberano, El-Rey d. Manoel de Portugal, pelo almirante Pedro Alvares Cabral que em derrota para as Índias ali aportara por acaso.</em></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo I &#8220;Pernambuco&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Sobre a pouca tendência dos brasileiros à dedicação às ciências:</span></p>
<p style="text-align: left;"><em>A causa não está na falta de inteligência ou de boa vontade, mas na natureza do habitante dos trópicos incapaz de consagrar toda a sua existência ao exame de um problema científico, sacrificando muitos gozos da vida, como faz o sábio das zonas temperadas e frias</em>(pág. 12).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo III  &#8220;As classes baixas do Brasil &#8211;  caboclos, mulatos, cabras, negros e antigos escravos&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><em>Quanto às baixas classes cultas do país convenceram-se longos anos de minuciosa e exata observação que os homens dessa classe acima são os mais felizes desse mundo sub-lunar. Necessidade e miséria são para eles coisas quase inteiramente desconhecidas e só em sentido científico pode-e-lhe aplicar a teoria da luta pela vida. </em></p>
<p style="text-align: left;"><em>O que se lhes torna a vida tão leve não é pobreza de espírito ou falta de suscetibilidade e sentimento, é. ao contrário, uma qualidade ingênita, um estoicismo inato, que os faz atravessar a vida alegres e satisfeitos, e não se alteram com as paixões humanas como a cobiça, a inveja e a ambição. Somente o amor agita de vez em quando essas existências tranquilas</em> (pág. 36).</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">No capítulo IV &#8220;As classes médias e altas no Brasil&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;">Sobre caráter, moralidade, hipocrisia e relação entre homens e mulheres brasileiros:</span></p>
<p style="text-align: left;"><em>O caráter do brasileiro é bom, agradável, obsequiador e, no todo, amável. Falta-lhe, porém em geral uma base moral sólida. Substituem frequentemente a moralidade por dogmas sociais, elevado à altura de uma lei moral. Esses dogmas, com que se cobrem abusos, contêm muitos pontos que restringem a liberdade na vida social e proíbem a franqueza nas palavras e nos atos, mais do que em qualquer parte do mundo civilizado, resultando daí, a hipocrisia.</em></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Este defeito torna-se sobretudo saliente nas relações entre o homem e a mulher. Ostenta-se um puritanismo como raras vezes se se nota alhures. As aparências degeneram não raro nas mulheres em afetação. Por exemplo, a nenhuma moça é permitida caminhar na rua sem ir acompanhada por um parente muito próximo. Não a pode acompanhar o próprio noivo, que, aliás, não se atreve a tomar com a noiva nenhuma das acostumadas familiaridades ou carinhos.</em></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><em>Se formos a considerar os fenômenos que se dão diariamente nas relações entre os dois sexos, encontraremos desde logo uma diferença capital entre os costumes brasileiros e os alemães. Enquanto na Alemanha, como aliás nos países anglo-saxônicos, o noivado dura às vezes anos, estabelecendo-se entre o rapaz e a rapariga relações que têm por base o amor ideal, aqui, pelo contrário, o noivado é a bem dizer curto, e o amor, que chega por vezes às raias da loucura, parece vir mais do sangue do que da alma. Isto observa-se, aliás, na raça latina, em geral, cujo temperamento é diverso do nosso; e para isso influi, e não pouco, o clima, particularmente no Brasil </em>(pág. 54)<em>.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre mulheres e sobre  a relação entre pais e filhos:</span></p>
<p><em>No Brasil, com efeito, a mulher não é considerada como um ser independente, que possui o direito de dispor de seu destino tal qual um homem qualquer, mas como um brinquedo mais ou menos brilhante, mais ou menos precioso e agradável, delicioso e frágil&#8230;A essas mulheres não falta inteligência, mas essa inteligência não é de natureza forte, sadia; degenera muitas vezes em meditações fantásticas que as impossibilitam de serem donas de casa ativas. Onde reina, ou antes, onde passa a vida em sonhos uma jovem dona de casa como essa, não é possível haver ordem, e quem mais sofre com isso é a educação das crianças.</em></p>
<p><em>O pai, que é quem mais gosta de lidar com elas, está todo dia fora de casa, por causa dos negócios. Em um casal assim, é também o dono de casa quem sempre toma a si, durante a noite, o papel de ama-seca e quem até certo ponto consegue por ordem na casa. O carinhos dos pais pelos filhos, enquanto pequenos, chega a não ter limites, e é principalmente o pai quem se ocupa com eles, quando têm um minuto livre. ama-os, até a fraqueza e, até certa idade, atura as suas malcriações. Não há nada que mais o moleste do que ver alguém corrigir seu filho. Quando marido e mulher saem de casa, seja para visitarem uma família, seja para irem a alguma festa, levam consigo todos os filhos, com as suas respectivas amas, e é ainda o pai quem carrega todo o trabalho, agarrando-se-lhe os pequenos ao pescoço, às mãos, às abas do casaco: enquanto a mãe raras vezes olha pra eles, e , a passos largos, coberta de jóias, caminhando orgulhosamente na frente, deixa com toda calma ao marido os cuidados da família </em>(pág 55).</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre relações familiares e hospitalidade:</span></p>
<p><em>O filho, embora barbado, só raras vezes toma a liberdade de acender um cigarro na presença do pai, sem que este dê licença. Os pais tratam sempre os filhos e a si próprios na terceira pessoa e às vezes até por senhor e senhora e isso em todas as classes sociais, o que não impede que o sentimento de família se ache neles desenvolvido em alto grau. Quando um parente está na miséria, todos os membros da família acodem em seu auxílio&#8230;Às vezes, até o parentesco não está provado genealogicamente; isso porém, não influi sobre a hospitalidade, que é, sem dúvida alguma, a maior virtude dos brasileiros </em>(pág.57)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a educação da mulher brasileira:</span></p>
<p><em>As filhas das classes médias aprendem a ler e a escrever ou em alguma escola pública, ou em algum colégio, onde se acostumam também a fazer alguns trabalhos manuais fino. (È singular que no Brasil não saibam fazer meias!) A arte culinária e os trabalhos domésticos comuns não são aqui objeto de ensino. Assim que conseguem pronunciar algumas frases em francês e arranhar piano, está terminada a sua educação. Saem da escola e são moças, que os pais, com o máximo cuidado, preservam de qualquer contato com os homens.</em></p>
<p><em>É verdade que, no Rio, como nas outras cidades do país, há escolas normais cujo intuito é continuarem o ensino superior; mas são, em geral, pouco frequentadas, e isso mesmo unicamente pelas filhas das famílias menos favorecidas, as quais se preparam para professoras de escola, etc </em>(pág. 59)<em>.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>No capítulo VII  &#8220;O solo, Imigração, Colonização, Agricultura, Comércio, Indústria, os relativos estabelecimentos estaduais e particulares e Finanças&#8221;</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a situação da lavoura e a força vital do Brasil:</span></p>
<p><em>A situação lamentável da lavoura no Norte teria, materialmente falando, arruinado qualquer outro país, mas o Brasil assemelha-se ao gigante Anteu que, assim que tocava na terra, adquiria novas forças. Um país cuja fonte material de vida reside única e exclusivamente na cultura do solo, de que, porém, a parte baixa do povo se descuida por indolência, e que as classes elevadas em parte não compreendem, em parte não possuem os meios e auxílios materiais necessários para isso, fechando de mais a mais o Governo olhos e ouvidos para viver apenas segundo seus interesses políticos; um país que apesar de tudo isso satisfaz, sem dificuldades especiais, todas as necessidades que exigem uma situação política muito dispendiosa e o progresso da civilização deve possuir grandes riquezas naturais e indestrutível força vital. E aí está porque é com razão que se tem esperança no seu futuro (pág. 81).</em></p>
<p>O gigante Anteu é um personagem da mitologia grega que era extremamente forte quando estava em contato com a Terra e que ficava extremamente fraco se fosse levantado ao ar.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">No capítulo XIII &#8220;Rio de Janeiro&#8221;</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a beleza do Rio de Janeiro:</span></p>
<p><em>O Rio de Janeiro é uma cidade que não posso comparar a nenhuma outra do continente europeu. Logo ao sairmos do centro da capital, cerca-nos a mai opulenta e mais pujante natureza. Em frente dela &#8211; joga essa natureza o mar com suas reentrâncias, com suas ilhas e ilhotas, esquisitamente conformadas, com suas montanhas e rochas cônicas, entre as quais se distingue e se assinala o Pão de Açúcar, que me parece mais semelhante a um barrete de dormir quando engomado, e que serve de barômetro aos habitantes da cidade. Pela parte posterior, é ela circundada de montes e vales não menos admiravelmente configurados e soberbos de uma luxuriante e imponente vegetação </em>(pág 259).</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre a febre amarela e sua suposta cura pela vacina do dr. Domingos Freire (1849 &#8211; 1899):</span></p>
<p><em>O professor da Academia de Medicina, dr, Freire, julgou ter descoberto, há anos, uma vacina que devia ser excelente preservativo contra a febre amarela. Abstraindo mesmo que esta ainda não foi reconhecida por nenhuma corporação científica do exterior, eu mesmo tive infelizmente ocasião de observar a influência duvidosa desse preservativo em cinco amigos meus que, apesar de vacinados, morreram todos de febre amarela. Todavia, deve-se confessar que esse sábio é um dos poucos que aqui fazem muito para o desenvolvimento e popularização da ciência em prol da higiene pública. </em>(pág. 294)</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre o Observatório Astronômico do Rio de Janeiro:</span></p>
<p><em>O Observatório, sob direção do astrônomo belga Kruls, tornou-se vantajosamente conhecido na Europa e tem prestado bons serviços</em>(pág. 295)</p>
<p>O nome completo de Kruls é Louis (Luis) Ferdinand Cruls (1848 &#8211; 1908). Dirigiu o Observatório de 1881 a 1908.</p>
<p><span style="color: #800000;">Sobre o Colégio Pedro II e sobre a mocidade brasileira:</span></p>
<p><em>O colégio mais importante e mais bem dirigido de todo o Brasil é o o Ginásio Nacional, outrora Colégio Pedro II, no Rio. Parece-se a um ginásio real alemão, com um internato e um externato, tendo ambos mais ou menos 40 professores. Exteriormente, ambas essas instituições têm bela aparência, mas o interior deixa ainda a desejar. Não há dúvida que ali se aprende tudo que faz parte do ensino secundário, e que o curso dura 7 anos, mas os alunos ao deixarem essa instituição não possuem os conhecimentos que têm os bacharéis das escolas austríacas, alemães e suíças; embora a mocidade brasileira não seja, como inteligência e talento, de forma alguma inferior à Europa. Posso afirmá-lo com segurança como antigo professor desse colégio.</em> (pág. 296)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) &#8211; Todas as vezes que aparecer somente o sobrenome Lamberg, sem ser antecedido pelo prenome, o texto estará se referindo a Moritz (Maurício) Lamberg.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>**Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>Velhas Fotografias Pernambucanas 1851 &#8211; 1890</em>. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.</p>
<p>FREYRE, Gilberto. <em>Ordem e Progresso</em> (recurso eletrônico). São Paulo: Global 2013.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p>LAMBERG, Moritz. <em>O Brazil</em>. Rio de Janeiro: Casa Lombaerts, 1896.</p>
<p>LEITE, Míriam Lifchitz Moreira (org.). <em>A condição feminina no Rio de Janeiro, século XIX: antologia de textos de viajantes estrangeiros</em>. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.</p>
<p>LISBOA, Karen Macknow. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702013000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt" target="_blank">Insalubridade, doenças e imigração: visões alemãs sobre o Brasil</a> </em>in História, ciência, saú de-Manguinhos vol.20 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2013.</p>
<p><a href="http://www.brasiliana.usp.br/bitstream/handle/1918/060041-22/060041-22_COMPLETO.pdf">Site da Brasiliana da USP</a></p>
<p><a href="https://www.cp2.g12.br/component/content/article/83-cpii/1632-per%C3%ADodo-republicano.html" target="_blank">Site do Colégio Pedro II</a></p>
<p><a href="http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242535">Site do Senado Federal</a></p>
<p>VASQUEZ, Pedro. <em>Fotógrafos alemães no Brasil</em>. São Paulo: Metalivros, 2000.</p>
<p>WOLFF, Gregor (ed). <a href="http://www.iai.spk-berlin.de/fileadmin/dokumentenbibliothek/Ausser_der_Reihe/Fotoband_ENGL_f%C3%BCr_Web.pdf"><em>Explorers and Entrepreneurs behind the Camera</em></a>. Berlin: Ibero-AmerikanischesInstitut, 2015, 168 pp.</p>
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		<title>O alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o empresário da fotografia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2015 11:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro em Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afrodescendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1238" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/foto-da-Fundação-Joaquim-Nabuco.jpg"><img class="wp-image-1238" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/foto-da-Fundação-Joaquim-Nabuco-200x300.jpg" alt="foto da Fundação Joaquim Nabuco" width="300" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Photographia Allemã. Alberto Henschel (à direita) e Constantino Barza,  c. 1877. Recife, Pernambuco. Coleção de retratos Francisco Rodrigues, do acervo da Fundação Joaquim Nabuco &#8211; Ministério da Educação</p></div>
<p>No mês de junho são celebradas as datas de nascimento e de morte do berlinense Alberto Henschel, um dos mais importantes fotógrafos que atuaram no Brasil na segunda metade do século XIX. Chegou no Recife, em 1866, e, ao longo de 16 anos, teve uma intensa atividade no país. Segundo o historiador Boris Kossoy (1941 &#8211; ), Henschel pode ser considerado pioneiro no Brasil como empresário da fotografia, pois chegou a ter quatro estabelecimentos: o primeiro no Recife (1866), o segundo em Salvador (provavelmente em 1868) e os últimos no Rio de Janeiro (1870) e em São Paulo (1882). Dedicou-se com talento aos retratos, às paisagens e às imagens etnográficas, tendo se destacado nos retratos de mulheres africanas e afrodescendentes. Também fotografou vários membros da família real no Brasil.</p>
<p><em>Henschel fotografou o Rio e seus arredores, chegando até Nova Friburgo e mesmo ao Itatiaia, que naquele tempo atraía poucas pessoas. Fez paisagens, mas antes de tudo era exímio retratista. Não há quase nenhum álbum de família em que não figurem retratos de avós tirados por Alberto Henschel</em> &#8211; afirmou Gilberto Ferrez (1908 &#8211; 2000), no livro em <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900, </em>destacando a importância de Henschel no panorama da fotografia brasileira oitocentista.</p>
<p>No livro <em>Pioneers Phothographers of Brazil</em>, Gilberto Ferrez chamou atenção especial sobre a série de vistas realizadas por Henschel em Itatiaia, em 1870, e, em Nova Friburgo, em 1875.  Considerava a escolha de Itatiaia <em>misteriosa</em> e, sobre as fotos de Nova Friburgo, comentou a capacidade do fotógrafo, já associado com Francisco Benque (1841 &#8211; 1921), em retratar os indivíduos e as construções numa <em>confortável, até íntima, relação com a terra, uma relação particularmente evidente na fotografia do vale e da estação de Rio Grande, ou na da cascata do Pinel&#8230;</em>. Essas fotos fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional, podem ser acessadas nesse portal e estão na Galeria de Alberto Henschel ao final deste texto.</p>
<p><strong><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=henschel&amp;submit=Ir" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Alberto Henschel disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, as outras instituições que possuem importantes acervos de Alberto Henschel são o Arquivo Nacional, a Fundação Joaquim Nabuco e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882)</strong></em></span></p>
<h5 style="text-align: center;"></h5>
<div id="attachment_1225" style="width: 267px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/cartão-Albert-Henschel.jpg"><img class="wp-image-1225" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/cartão-Albert-Henschel-178x300.jpg" alt="cartão Albert Henschel" width="257" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">Identificação de Alberto Henschel / Acervo do IMS</p></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1827 -</strong></span> Em 13 de junho, Alberto Henschel nasceu em Berlim, na Alemanha.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1866</span></strong> &#8211; <span style="color: #800000;">maio</span> &#8211;  Chegou no Recife acompanhado de Karl Heinrich (Carlos Henrique) Gutzlaff no patacho hamburguês <em>Catharine Jane </em><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-28-de-maio-de-1866.bmp" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco, </em>edição de 28 de maio de 1866)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;">julho</span> &#8211; Os dois fotógrafos associaram-se ao maranhense Julio dos Santos Pereira e, com ele, assumiram a direção do estabelecimento Photographia Alberto Henschel &amp; C. , localizado na rua do Imperador, nº 38. No anúncio da abertura do negócio, os proprietários destacaram a<em>s photographias coloridas por um novo systema, que reune o brilho da pintura à óleo à pureza da aquarella</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-7-de-julho-de-1866.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco, </em>edição de 7 de julho de 1866)</a>. Para atrair clientela, foi realizada no ateliê uma exposição com trabalhos feitos por Henschel na Europa. Foi neste mesmo endereço que entre 1860 e 1865 o fotógrafo A.W. Osborne tinha o estabelecimento fotográfico Galeria Americana (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_04/1452" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, de 7 de maio de 1860</a>), comprado por Julio dos Santos Pereira em fevereiro de 1865  (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/12959" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco,</em> 2 de fevereiro de 1865, penúltima coluna</a>), quando Osborne foi para o Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/976" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 16 de fevereiro de 1865</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;">outubro</span> &#8211; Henschell e Gutzlaff anunciaram o fim da associação com Julio dos Santos Pereira.</p>
<p><span style="color: #800000;">novembro</span> &#8211; Foi anunciada a reabertura do novo ateliê fotográfico de Henschel, mas agora com o nome de Photographia Allemã e localizado no largo da matriz de Santo Antonio, nº 2 <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=029033_04&amp;PagFis=17323" target="_blank">(<em>Diário de Pernambuco,</em> edição de 16 de novembro de 1866, primeira coluna)</a>. No anúncio, destacaram-se as qualidades do novo estabelecimento, dentre as quais o fato de possuir uma galeria envidraçada com cristais especiais capazes de atenuar os efeitos da luz forte.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1867</strong></span> &#8211; Em junho, Henschel anunciou uma viagem à Europa, de onde retornou em setembro acompanhado do pintor alemão Karl Ernst (Carlos Ernesto) Papf (1833-1910), no vapor <em>Oneida </em>(<em>Diário de Pernambuco</em>, edições de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-2-de-junho-de-1867.bmp" target="_blank">2 de junho</a> e de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-28-de-setembro-de-1867.bmp" target="_blank">28 de setembro</a> de 1867 &#8211; o sobrenome de Henschel está escrito errado). Já em outubro, foram publicados anúncios participando a volta de Henschel ao Recife e apresentando Papf como membro honorário da Academia Real de Pintura de Dresden (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-26-de-outubro-de-1867.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 26 de outubro de 1867</a>). Nos anos que se seguiram, Papf trabalhou em todo os ateliês de Henschel, prestando serviços de fotopintura.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong></span> &#8211; Henschel fez nova viagem à Europa para atualizar seus conhecimentos em fotografia e comprar novos equipamentos. Provavelmente, nesse ano terminou sua associação com Gutzlaff, que fundou em julho a Photographia Internacional, no Recife, na rua do Imperador, nº 38 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21037" target="_blank"><em>Diário de</em> <em>Pernambuco</em>, 6 de junho de 1868, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_04/21281" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 15 de julho de 1868, segunda coluna</a>). .<span style="color: #ff0000;"> <span style="color: #000000;">Henschel<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank"> </a><span style="color: #333333;">anunciou a técnica da marfimographia</span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #333333;">, a contratação de novos profissionais e a iminente abertura de uma filial da Photographia Allemã em Salvador, na Bahia</span> </span><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=705110&amp;PagFis=3291" target="_blank">(<em>Jornal de Recife</em>, edição de 21 de julho de 1868, quarta e quinta colunas, no pé da página)</a>. O ateliê da capital baiana ficava na rua da Piedade, nº 16. Posteriomente passou a funcionar no largo do Theatro.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1870</strong> </span>- Casou-se com Simy (1851 &#8211; 1920), filha do rabino inglês Isaac Amzalak, dono de armazéns e armador bem sucedido. Uma curiosidade: segundo o livro <em>Salões e damas do Segundo Reinado</em>, de Wanderley Pinho, o poeta Castro Alves se inspirou na beleza das três filhas do armador Amzalak para criar o poema <em>Hebreia</em>.</p>
<p>Henschel r<span style="color: #000000;">ealizou a série de vistas em Itatiaia.</span></p>
<p>Foi anunciada a abertura da Photographia Allemã. Alberto Henschel &amp; C., no Rio de Janeiro, sucedendo os fotógrafos Guilherme Mangeon e Van Nyvel. O novo estabelecimento localizava-se na rua dos Ourives, 40, atual rua Miguel Couto. No anúncio, foi informado que Van Nyvel continuaria a trabalhar no ateliê (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_06/1772" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, edição de 18 de dezembro de 1870</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong> </span>- Nasceu no Rio de Janeiro o único filho de Henschel e Simy, Maurício, que viria a falecer em 1934.</p>
<p><span style="color: #000000;">Anunciada a contratação do  fotógrafo alemão Franz (Francisco) Benque (1841-1921)<a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27157" target="_blank">,</a> a quem Henschel foi associado até, provavelmente, 1878 (<span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=094170_02&amp;PagFis=27157" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em> de 10 e 11 de abril,  segunda coluna)</a>.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1872</strong></span> &#8211; <span style="color: #000000;">Henschel &amp; Benque participaram da exposição da Academia Imperial de Belas-Artes e expuseram um retrato do poeta Castro Alves (1847 &#8211; 1871) <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=239100&amp;PagFis=729" target="_blank">( <em>Correio do Brazil</em>, edição de 24 de junho de 1872, na coluna Folhetim)</a>. Em 23 de setembro, receberam uma visita de <em>Suas Magestades e Altezas Imperiaes </em>na Photographia Allemã ( <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=239100&amp;PagFis=1081" target="_blank"><em>Correio do Brazi</em>l, edição de 25 de setembro de 1872, na quinta coluna).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211; Henschel &amp; Benque participaram da Exposição Universal de Viena. Enviaram dois retratos: de uma baiana quitandeira e da família real brasileira (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_05/7755" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 10 de abril de 1873, quinta coluna</a>).  Ganharam a medalha de mérito <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=226440&amp;PagFis=5155" target="_blank">(<em>A Reforma</em>, edição de 10 de setembro de 1873).</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1874</strong></span> &#8211; Ao longo do segundo semestre, foram publicados vários anúncios no <em>Jornal da Bahia </em>anunciando a chegada de um pintor no ateliê de Salvador.</p>
<p>Segundo o artigo <em>Dom Pedro II e a fotografia (2),</em> de Ricardo Martim, pseudônimo de Guilherme Auler (1914-1965), publicado na Tribuna de Petrópolis, de 8 de abril de 1856, a dupla Henschel &amp; Benque foi agraciada com o título de <em>Photographos da Caza Imperial, </em>em 7 de dezembro de 1874.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1875</strong></span> &#8211; Chegada do austríaco Constantino Barza, a bordo do vapor inglês <em>News</em>, vindo da Europa. Ele viria a ser o gerente da Photographia Allemã de Henschel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/10323" target="_blank"><em>Jornal de Recife</em>, 26 de fevereiro de 1875, primeira coluna</a>).</p>
<p>Ainda associado a Francisco Benque, Henschel fez a série de vistas de Nova Friburgo e do Jardim Botânico e ambos <span style="color: #000000;">participaram da exposição da Academia Imperial de Belas-Artes ( <a style="color: #000000;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=352349&amp;PagFis=42" target="_blank"><em>Epocha</em>, 15 de dezembro de 1875).</a></span></p>
<p>Na coluna &#8220;Folhetim da Gazeta de Notícias &#8211;  Bellas Artes&#8221;, o português Julio Huelva (1840 &#8211; 1904), pseudônimo do músico e arquiteto Alfredo Camarate, elogiou a fotografia produzida no Brasil e destacou os trabalhos dos ateliês de José Ferreira Guimarães  <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=20853" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D20853&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNF5LCK9oboG-r9zIFCCIwBw6n8oTQ">(1841 –1924)</a>, Joaquim  Insley Pacheco (1830 &#8211; 1912) e de Albert Henchel (1827 &#8211; 1892) e Franz (Francisco) Benque (1841-1921). O autor cobrou também a presença de fotógrafos do Rio de Janeiro na Exposição Universal da Filadélfia, que se realizaria em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://memoria.bn.br/DocReader/103730_01/590&amp;source=gmail&amp;ust=1631396006289000&amp;usg=AFQjCNEP93TYm61AanNUeuzgQgjtxInvIg"><i>Gazeta de Notícias</i>, 21 de dezembro de 1875</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1876</strong></span> &#8211; O pintor acadêmico austríaco Ferdinand Piereck (1844 &#8211; 1925) foi contratado pela Photographia Allemã. Ele viria a ser o pai do fotógrafo Louis Piereck (1880 &#8211; 1931) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/11377" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 14 de janeiro de 1876</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1877</strong> </span>- No estabelecimento <em>A La Glace Elegante</em>, no Rio de Janeiro, exposição de uma tela com os retratos do conde e da condessa d´Eu e do príncipe do Grão Pará, de autoria de  Karl Ernst (Carlos Ernesto) Papf (1833-1910), do estabelecimento de Henschel &amp; Benque. Teria sido uma encomenda da princesa Isabel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/094170_02/36262" target="_blank"><em>Diário do Rio de Janeiro</em>, 6 de novembro de 1877, penúltima coluna</a>).</p>
<p>Em novembro, a Photographia Allemã, no Recife, passou a funcionar na rua do Barão da Victoria, nº52 , devido à construção de prédios na frente da galeria. Os trabalhos do estabelecimento foram interrompidos por 15 dias (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-26-de-novembro-de-1877.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 26 de novembro de 1877</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1879</strong></span> &#8211; Foi publicado um elogio às fotografias de crianças tiradas por Henschel (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=103730_01&amp;PagFis=5379" target="_blank"><span style="color: #000000;"><em>Gazeta de Notícias,</em> 11 de março, primeira coluna).</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1880</strong></span> &#8211; Constantino Barza, apresentando-se como gerente da Photographia Allemã de Recife, anunciou a chegada do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=moritz-lamberg" target="_blank">Moritz Lamberg </a>para cuidar da parte técnica e artística do ateliê (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-29-de-janeiro-de-1889.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 30 de janeiro de 1880</a>). Lamberg é apresentado como <em>celebridade europeia</em> e<em> insigne artista</em>, que havia dirigido estabelecimentos em Berlim e Viena e obtido prêmios conquistados em Paris e em Viena nas exposições de 1868 e 1873. Em 1899, Lamberg publicou o livro de fotografias <em>Brazilian.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1881</strong></span>- Participou da Exposição de História do Brasil promovida pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro com vistas urbanas, rurais e retratos.</p>
<p>Foi noticiado um caso envolvendo Henschel e um relojoeiro, de quem, segundo o jornal, ele achava ter sido <em>vítima da esperteza </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/226688/939" target="_blank"><em>Gazeta da Tarde</em>, edição de 16 de abril de 1881, terceira coluna)</a></p>
<p><span style="color: #333333;">O fotógrafo Moritz Lamber<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=moritz-lamberg" target="_blank">g</a> fez uma petição à Associação Comercial da Cidade do Recife para que se ordenasse o registro da escritura</span><strong> </strong><span style="color: #333333;"><em>da compra que fez do estabelecimento denominado Photographia Allemã </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4103" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 19 de setembro de 1881, na quarta coluna</a>).</span></p>
<p>Vistas do Recife produzidas por Henschel foram elogiadas pela imprensa local como <em>as melhores que conhecemos até hoje dos pontos photographados</em> (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/DP-18-de-outubro-de-1881.bmp" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, edição de 18 de outubro de 1881</a>).</p>
<p>Alberto Henschel e Moritz Lamberg convidavam para <em>apreciar os trabalhos de nossa casa, que vão ser exibidos na próxima exposição que terá lugar no Rio de Janeiro</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4481" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 14 de novembro de 1881</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_9064" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg"><img class="wp-image-9064 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/prop1.jpg" alt="prop1" width="421" height="235" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/4481" target="_blank">Diário de Pernambuco, 14 de novembro de 1881.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>É possível que neste ano Henschel, ou mesmo antes, tenha vendido a filial baiana de seu ateliê fotográfico para Waldemar Lange, que se anunciava como seu sucessor  no <em>Almanak da Província da Bahia</em>, 1881, pág. 43.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1882</strong></span> &#8211; Henschel participou da Primeira Exposição Artístico-Industrial promovida pela Imperial Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco e conquistou uma medalha de mérito pelas vistas fotográficas que expôs (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/4903" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 17 de janeiro de 1882, segunda coluna)</a>.</p>
<p>Foi aberto o<span style="color: #000000;"><span style="color: #333333;"> ateliê de Henschel em São Paulo</span>,</span> na rua Direita nº 1. A imprensa noticiou que a inauguração desse <em>importante e sumptoso estabelecimento artístico</em> seria mais <em>um signal do crescente desenvolvimento</em> de São Paulo <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=090972_04&amp;PagFis=2369" target="_blank">(<em>Correio Paulistano</em>, na edição de 1º de fevereiro de 1882)</a>. No anúncio da inauguração, apresentavam-se como fotógrafos da Casa Imperial (<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Correio-Paulistano-7-de-fevereiro-de-1882.bmp" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, edição de 7 de fevereiro de 1882)</a>. O gerente da sucursal paulista era o fotógrafo húngaro José Vollsack (1847 &#8211; 1927), que, em 1888, tornou-se dono da referida filial. Por já existir na capital paulista uma casa fotográfica com o nome de Photographia Allemã, de propriedade do fotógrafo alemão Carlos Hoenen (18? &#8211; ?), a de Henschel ficou conhecida como Photographia Imperial.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Revista-Illustrada-1882-numero-2951.bmp" target="_blank">Em abril, foi publicada na Revista Illustrada, número 295, na seção <em>Exposição de bellas-artes,</em> uma crítica desfavorável a dois retratos de Henschel.</a></p>
<p>Morte de Albert Henschel em 30 de junho, no Rio de Janeiro ( <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Rio-News-5-de-julho-de-1872.bmp" target="_blank"><em>Rio News</em>, edição de 5 de julho de 1882</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Gazeta-de-Notícias-10-de-julho-de-1882.bmp" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, edição de 10 de julho de 1882</a>). Faleceu em sua residência, na rua Barão de Itambi, nº 14, em Botafogo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1884</strong></span> &#8211; Foi autorizada a venda da filial do Rio de Janeiro por força de alvará judicial (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_07/10533" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, de 7 de junho de 1884, primeira colun</a>a).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1885 </span></strong>-<strong> </strong>O austríaco Constantino Barza reassumiu a gerência da  Photographia Allemã (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_06/14105" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de novembro de 1885</a>). Anteriormente, em 1881, havia se associado ao dinarmarquês Niels Olsen (1843 &#8211; 1911), em Fortaleza (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/709506/14271" target="_blank"><em>O Cearense</em>, 26 de janeiro de 1881, quarta coluna</a>) e, depois, no Pará (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/704555/12904" target="_blank"><em>O Liberal do Pará</em>, 3 de janeiro de 1882, quarta coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/820300/493" target="_blank"><em>Almanak Paraense</em>, 1883</a>). Em Belém, o estabelecimento de Olsen e Barza começou a funcionar em 1º de janeiro de 1882 e ficava na rua da Trindade, n° 24, no antigo ateliê do fotógrafo José Thomaz Sabino, que havia falecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_15893" style="width: 540px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14105" target="_blank"><img class="size-full wp-image-15893" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/propaganda-4.jpg" alt="Diário de Pernambuco, de novembro de 1885" width="530" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/029033_06/14105" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 23 de novembro de 1885</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1886</strong> </span>- O pintor acadêmico austríaco Ferdinand Piereck (1844 &#8211; 1925) voltou a trabalhar na Photographia Allemã, onde já havia trabalhado em 1876 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_21085" style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-21085" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/barza.jpg" alt="Jornal do Recife, 3 de março de 1886" width="188" height="367" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/705110/23652" target="_blank"><em>Jornal do Recife</em>, 3 de março de 1886</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1887</strong></span> &#8211; Até esse ano Constantino Barza continuava a anunciar as atividades da Photographia Allemã no Recife. Em 1905, Constantino Barza trabalhava como agente de venda dos charutos Poock &amp; C(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=128066_01&amp;pesq=%22photographia%20piereck%22&amp;pasta=ano%20190&amp;pagfis=15614" target="_blank"><em>A Província</em>, 9 de março de 1905</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2020</strong></span> &#8211; Em 13 de maio, publicação, na Brasiliana Fotográfica, do artigo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19480" target="_blank"><em>A mulher negra de turbante, de Alberto Henschel</em></a>, de autoria de Aline Montenegro Magalhães e Maria do Carmo Rainho, historiadoras, respectivamente, do Museu Histórico Nacional e do Arquivo Nacional.</p>
<p>O artista visual brasileiro Vik Muniz (1961-) produziu a obra <i>Sem nome (mulher com turbante)</i>,<em> a partir de Alberto Henschel.</em></p>
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<div id="attachment_45430" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vik.jpg"><img class="wp-image-45430 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/vik.jpg" alt="vik" width="365" height="508" /></a><p class="wp-caption-text">Vik Muniz.<em> Sem nome (mulher com turbante), a partir de Alberto Henschel,</em> 2020.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a elaboração da presente cronologia de Alberto Henschel vali-me, especialmente, do <em>Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro: Fotógrafos e Ofício da Fotografia no Brasil (1833-1910)</em>, de autoria de Boris Kossoy, e da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>ERMAKOFF, George. <em>Rio de Janeiro 1840-1900: uma crônica fotográfica</em>, George Ermakoff [Tradução: Carlos Luís Brown Scavarda]. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006</p>
<p>FERREZ, Gilberto. <em>A Fotografia no Brasil: 1840-1900</em> / Gilberto Ferrez; [prefácio por Pedro Vasquez] &#8211; 2ª ed. &#8211; Rio de Janeiro: FUNARTE: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985.</p>
<p>FERREZ, Gilberto; NAEF, Weston J. <em>Pioneer photographers of Brazil: 1840 &#8211; 1920</em>. New York: The Center for Inter-American Relations, 1976. 143 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p>KOSSOY, Boris. Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. 408 p., il. p&amp;b.</p>
<p>LAGO, Bia Corrêa do;LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Os Fotógrafos do Império</em>. Rio de Janeiro: Capivara, 2005. 240p.:il</p>
<p>LAGO, Pedro Corrêa do; JUNIOR, Rubens Fernandes. <em>O século XIX na fotografia brasileira</em>. Rio de Janeiro: Fundação Armando Álvares Penteado: Francisco Alves, 2000.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho : Cis, [1985]. 243 p., fotos p&amp;b.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX: Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien</em>. São Paulo: Metalivros, 2000. 203 p., il. p&amp;b.</p>
<p><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
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