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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; combate</title>
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		<title>Série &#8220;Conflitos&#8221; IX &#8211; Os 120 anos da Revolta da Vacina</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 14:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<category><![CDATA[combate]]></category>
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		<description><![CDATA[A Revolta da Vacina, cujo início aconteceu há120 anos, volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Foram dias, em 1904, de 10 a 16 de novembro, muito marcantes na história da saúde pública no Brasil. No Rio de Janeiro, só em 1904, cerca de 3.500 pessoas haviam morrido vitimadas pela varíola. O estopim do protesto popular foi a promulgação, em 31 de outubro de 1904, e a regulamentação, em 9 de novembro do mesmo ano, da Lei nº 1261, que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a varíola. A lei foi colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz (1872 – 1917), contratado para o cargo para combater tanto a varíola como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na capital do Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolta da Vacina, cujo início aconteceu há 120 anos, volta a ser tema da Brasiliana Fotográfica. Foram dias, em 1904, de 10 a 16 de novembro, muito marcantes na história da saúde pública no Brasil. Foi, na época, a maior revolta urbana ocorrida no Rio de Janeiro, onde, só em 1904, cerca de 3.500 pessoas haviam morrido vitimadas pela varíola. O estopim do protesto popular foi a promulgação, em 31 de outubro de 1904, e a regulamentação, em 9 de novembro do mesmo ano, da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1900-1909/lei-1261-31-outubro-1904-584180-publicacaooriginal-106938-pl.html" target="_blank">Lei nº 1261</a>, que tornava obrigatória a vacinação em massa contra a varíola. A lei foi colocada em prática pelo então Diretor Geral de Saúde Pública, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz (1872 – 1917).</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12670/FOC%28OC%294-9.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12670" target="_blank">Oswaldo Cruz ao microscópio em laboratório de Manguinhos, observado por seu filho Bento Oswaldo Cruz e por Burle de Figueiredo, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ele foi contratado para o cargo para combater tanto a varíola como a peste bubônica e a febre amarela, que grassavam na capital da República e que fizeram com que o Rio de Janeiro recebesse o apelido de <em>túmulo dos estrangeiros</em>. O prefeito do Rio de Janeiro era <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7566" target="_blank">Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913)</a> e, o presidente do Brasil, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18866" target="_blank">Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919)</a>, que faleceu, no final da década seguinte, durante a pandemia da gripe espanhola. O Rio de Janeiro era a maior cidade do Brasil, com cerca de 800 mil habitantes, e a questão sanitária era um grande problema: as redes de esgoto e água eram precárias e não havia coleta de lixo. A campanha pelo saneamento e de combate às doenças fazia parte de um plano de governo para mudar a imagem do Brasil no exterior, que passava pela mudança da imagem da capital federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35106" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3449" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35106" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina.jpg" alt="O Malho, 8 de outubro de 1904" width="656" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3449" target="_blank"><em>O Malho</em>, 8 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oswaldo Cruz foi chamado de <em>Napoleão da seringa e lanceta</em> (<em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank">O Malho, </a></em><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank">29 de outubro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37671" style="width: 648px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><img class=" wp-image-37671" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/vacina1.jpg" alt="O Malho, 29 de outubro de 1904" width="638" height="457" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116300/3567" target="_blank"><em>O Malho</em>, 29 de outubro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/vacina1.jpg" alt="" />Paralelamente à revolta popular, aconteceu um movimento militar orquestrado pelos generais Silvestre Travassos (1848 &#8211; 1904) e Olímpio da Silveira (1887 &#8211; 1935), Lauro Sodré (1858-1944), Barbosa Lima (1862-1931), o major Gomes de Castro (1836-1909) e o capitão Augusto Mendes de Moraes (18?-19?), que se reuniram no dia 14 de novembro de 1904, no Clube Militar. Tinham por objetivo derrubar o governo de Rodrigues Alves, que foi aconselhado a ir para um navio de guerra, onde teria mais segurança. Ele recusou. Silvestre Travassos foi atingido por um tiro durante os confrontos e faleceu em 22 de novembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35110" style="width: 713px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3720" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35110" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina-1.jpg" alt="O Malho, 26 de novembro de 1904" width="703" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3720" target="_blank"><em>O Malho</em>, 26 de novembro de 1904</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 16 de novembro, foi decretado o estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacinação. Com isso, o movimento popular arrefeceu, os serviços voltaram a funcionar e a cidade se apaziguou. Saldo do movimento: 945 prisões, 461 deportações, 110 feridos e 30 mortos <em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">Gazeta de Notícias</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8750" target="_blank">, 17 de novembro de 1904</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/8756" target="_blank">18 de novembro de 1904</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_35113" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3725" target="_blank"><img class="size-full wp-image-35113" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/vacina-2.jpg" alt="O Malho, de novembro de 1904" width="534" height="511" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/116300/3725" target="_blank"><em>O Malho</em>, 26 de novembro de 1904 &#8211; a referência a Porto Arthur é uma alusão à guerra entre a Rússia e o Japão</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;A vacina antivariólica já havia sido desenvolvida em 1796, pelo médico Edward Jenner, na Inglaterra. No Rio de Janeiro, a vacinação da doença era obrigatória para crianças desde 1837 e para adultos desde 1846, conforme o Código de Posturas do Município. No entanto, a regra não era cumprida porque a produção de vacinas era pequena, tendo alcançado escala comercial apenas em 1884. O imunizante também não era bem aceito pelo povo, ainda desacostumado com a própria ideia da vacinação, e diferentes boatos corriam na época, como o de quem se vacinava ganhava feições bovinas&#8221;</em>(<a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank">Portal Fiocruz</a>).</p>
<p>A rejeição à vacina ocasionou uma nova epidemia de varíola no Rio de Janeiro, em 1908, com, de acordo com a Casa de Oswaldo Cruz, mais de 6.500 casos da doença. Só nesta época a população começou a procurar voluntariamente a vacina nos postos de saúde.</p>
<p>O Brasil só erradicou a varíola na década de 1970. O último caso de varíola humana do país foi registrado no Rio de Janeiro em 1971. E, em 1973,o Brasil recebeu o certificado da OMS de erradicação da doença (<a href="https://www.invivo.fiocruz.br/saude/variola-erradicacao/#:~:text=A%20erradica%C3%A7%C3%A3o%20da%20var%C3%ADola%20no%20Brasil&amp;text=Em%20um%20primeiro%20momento%2C%20a,at%C3%A9%20sua%20extin%C3%A7%C3%A3o%20em%201920." target="_blank">Site Invivo</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19095" target="_blank"><span style="color: #990000;">Leia aqui<em> As doenças do Rio de Janeiro no início do século XX e a Revolta da Vacina em 1904</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, publicada em 5 de abril de 2020</span></a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 692px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/bonde.jpg" alt="bonde" width="682" height="390" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cinco-dias-de-furia-revolta-da-vacina-envolveu-muito-mais-do-que-insatisfacao-com-vacinacao" target="_blank">Marianno da Silva. Aspecto da Praça da República no dia 14 de novembro de 1904 / Acervo Fiocruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/video/revolta-da-vacina" target="_blank">Veja aqui um documentário produzido pela Casa de Oswaldo Cruz sobre a história da varíola, de sua vacina e da Revolta da Vacina</a>.</p>
<p>A vacinação é até hoje reconhecida como uma estratégia eficaz no fortalecimento de uma sociedade saudável e na preservação da saúde da população.</p>
<p><em>&#8220;A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programa-nacional-de-imunizacoes-vacinacao" target="_self">)</a> do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde &#8211; SUS 48 imunobiológicos: 31 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas. Essas vacinas incluem tanto as presentes no calendário nacional de vacinação quanto as indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV ou indivíduos em tratamento de algumas doenças (câncer, insuficiência renal, entre outras), aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)<strong>,</strong> e inclui também as vacinas COVID-19 e outras administradas em situações específicas&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: right;"> <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao" target="_blank">Portal do Ministério da Saúde</a></p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Pereira Passos: um Haussmann Tropical. A renovação urbana na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX</em>. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, 1992.</p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em class="hf">Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro</em>. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.) <em class="hf">O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente. Da proclamação da República à Revolução de 1930</em>. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.</p>
<p>BENTO, Claudio Moreira. <a href="https://www.ahimtb.org.br/A%20Revolta%20da%20Vacina%20da%20Praia%20Vermelha.pdf" target="_blank"><em>A revolta da vacina obrigatória na Escola a Praia Vermelha e na Escola Preparatória e Tática de Realengo.</em></a></p>
<p>BIBEL, David J.; CHEN, T.H. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC413974/pdf/bactrev00053-0115.pdf" target="_blank"><em>Diagnosis of Plague: an Analysis of the Yersin-Kitasato Controversy</em></a>. American Society for Microbiology, 1976.</p>
<p><a href="http://oswaldocruz.fiocruz.br/" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p>BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório 1904 &#8211; 1905. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1905.</p>
<p>CARVALHO, José Murilo de: <em>Os Bestializados &#8211; O Rio de Janeiro e a República que não foi</em>. São Paulo : Companhia das Letras, 1987.</p>
<p>COSTA, Zouraide; ELKHOURY, Ana; FLANNERY, Brendan; ROMANO, Alessandro. <em><a href="http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a02.pdf" target="_blank">Evolução histórica da vigilância epidemiológica e do controle da febre amarela no Brasil</a>,</em> 2011.</p>
<p>CURY, Bruno da Silva Mussa. <a href="http://www.unirio.br/cch/escoladehistoria/pos-graduacao/ppgh/dissertacao_bruno-cury" target="_blank"><em>Combatendo ratos, mosquitos e pessoas: Oswaldo Cruz e a saúde pública na reforma da capital do Brasil (1902-1904)</em></a>. / Bruno da Silva Mussa Curry. &#8211; 2012. 160 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em História, Rio de Janeiro, 2012.</p>
<p><a href="http://dicionariompb.com.br/casimiro-rocha/dados-artisticos" target="_blank">Dicionário Cravo Alvim</a></p>
<p><a href="http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0110historia_febre.pdf" target="_blank">Ministério da Saúde</a></p>
<p>MOURELLE, Thiago. <a href="http://querepublicaeessa.an.gov.br/temas/200-revolta-da-vacina.html" target="_blank"><em>A revolta da vacina</em></a>. Arquivo Nacional: Que República é essa?, 21 de janeiro de 2020.</p>
<p><em>Nosso Século</em>. São Paulo : Abril Cultural, 1980.</p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia" target="_blank">Portal Fiocruz &#8211; <em>A trajetória do médico dedicado à ciência</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Portal Fiocruz  &#8211; <em>A Revolta da Vacina</em></a></p>
<p><a href="http://www.projetomemoria.art.br/OswaldoCruz/biografia/02_revolta.html" target="_blank">Projeto Memória &#8211; Fundação Banco do Brasil</a></p>
<p><a href="http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/revolta.html" target="_blank">Revista da Vacina &#8211; Ministério da Saúde &#8211; Centro Cultural da Saúde</a></p>
<p>ROCHA, Oswaldo; CARVALHO, Lia de Aquino. <em>A era das demolições Habitações Populares</em>. Rio de Janeiro : Biblioteca Carioca, 1986</p>
<p>SEVCENKO, Nicolau. <em class="hf">A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes</em>. São Paulo: Cosac Naify, 2010.</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78d8lv1n1xo" target="_blank">Site BBC</a></p>
<p><a href="https://butantan.gov.br/noticias/ha-mais-de-100-anos-revolta-da-vacina-foi-marcada-por-mortes-estado-de-sitio-e-fake-news" target="_blank">Site Butantã</a></p>
<p><a href="http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REVOLTA%20DA%20VACINA.pdf" target="_blank">Site CPDOC</a></p>
<p><a href="http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/11429-a-revolta-da-vacina" target="_blank">Site Multirio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignright" src="file:///D:/IMAGENS%20PARA%20TEXTOS/vacina.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Fundação Rockefeller no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 15:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2022, a Casa de Oswaldo Cruz (COC) recebeu o certificado da incorporação do Fundo Fundação Rockefeller ao Programa Memória do Mundo da Unesco. O organismo internacional reconheceu o acervo como patrimônio documental inestimável. Sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da COC, este conjunto retrata as ações do Serviço Nacional de Febre Amarela e do Serviço Nacional de Malária e contém 4.209 fotografias e 633 negativos. Algumas são imagens raras de cidades e pequenas comunidades. O pesquisador Ricardo Augusto dos Santos, da Fiocruz, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica é o autor deste artigo, que conta um pouco da história das atividades da Fundação Rockefeller na área de saúde pública no Brasil.

 ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>A Fundação Rockfeller no Brasil</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Ricardo Augusto dos Santos*</p>
<p>Em 2022, a Casa de Oswaldo Cruz (COC) recebeu o certificado da incorporação do Fundo Fundação Rockefeller ao Programa Memória do Mundo da Unesco. O organismo internacional reconheceu o acervo como patrimônio documental inestimável. Sob a guarda do Departamento de Arquivo e Documentação da COC, este conjunto retrata as ações do Serviço Nacional de Febre Amarela e do Serviço Nacional de Malária e contém 4.209 fotografias e 633 negativos. Algumas são imagens raras de cidades e pequenas comunidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" href=" https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/392" target="_blank">Acessando o link para as imagens do Fundo Fundação Rockfeller da Casa de Oswaldo Cruz disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquivo abrange as ações realizadas pela Fundação Rockefeller no Brasil. Com milhares de fotos dos estados brasileiros Rio de Janeiro, Bahia e Ceará, mostra os serviços executados pela instituição em conjunto com o governo brasileiro na eliminação do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, vetor da febre amarela, e do mosquito <em>Anopheles gambiae</em>, vetor da malária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12698" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12698/br_rjcoc_fr_sfa_cb_03_080.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="451" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12698" target="_blank">Sede da Comissão da Febre Amarela no estado da Bahia (Salvador), 22 maio 1940 / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O arquivo das Séries do Fundo Fundação Rockefeller está dividido em séries documentais: a Série Serviço de Febre Amarela, a Série Serviço de Malária do Nordeste, a Série Exposições do Serviço de Febre Amarela e do Serviço de Malária do Nordeste; além da Série Fotografias Aéreas.</p>
<p>Neste artigo, apresentamos imagens da Série Serviço de Febre Amarela. Com fotos sobre a campanha de erradicação do mosquito <em>Aedes aegypti</em> nos estados brasileiros, além de imagens das pesquisas sobre a forma silvestre da febre amarela e o processo de produção da vacina contra a doença. Uma outra série, Serviço de Malária do Nordeste, contém os registros da eliminação do mosquito <em>Anopheles gambiae</em>, vetor da malária, durante a epidemia da doença ocorrida no Nordeste do país, em 1939. As fotografias também documentam o processo de produção da vacina contra a febre amarela, produzida em Manguinhos.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12717" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12717/BR%20RJCOC%20FR-SFA-CB-03-046.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12717" target="_blank">Embarcações do Rio São Francisco, 1936. Juazeiro, Bahia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Inúmeras expedições percorreram o Brasil em busca de informações que pudessem explicar a diversidade natural e social do imenso país. Cientistas e aventureiros viajaram por várias regiões realizando pesquisas e colhendo amostras. Durante o século XIX e nas décadas iniciais do século passado, várias missões científicas ocorreram no país. Entusiasmados pelas conquistas técnicas, especialistas em ciências naturais excursionaram pela imensidão do território brasileiro. Muitas viagens foram documentadas através de pinturas, desenhos e fotografias.</p>
<p>No início do século XX, a Fundação Rockefeller iniciou uma série de projetos médicos e científicos no Brasil. Nesta época, várias iniciativas semelhantes estavam sendo criadas nas áreas da saúde pública internacional. Na origem, esse projeto assistencial da Fundação Rockefeller se restringia ao sul dos Estados Unidos. No entanto, suas atividades foram ampliadas para países que possuíam graves problemas sanitários, necessitando derrotar doenças como a ancilostomíase, a febre amarela e a malária.</p>
<p>Através de convênios com o governo brasileiro, o grupo industrial e financeiro norte-americano, liderado pelo bilionário John Davison Rockefeller (1839-1937)<em>, </em>entrou em contato com cientistas e médicos nacionais. Assim, a Rockefeller chegou ao país. Após a criação de um acordo de cooperação com o estado brasileiro, começou um planejamento para controle das doenças endêmicas. Essas moléstias eram devastadoras, sobretudo nas regiões mais afastadas das capitais. As tarefas se concentravam na erradicação da febre amarela e da malária.</p>
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<div style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Davison_Rockefeller#/media/Ficheiro:Portrait_of_49-year-old_John_D._Rockefeller.jpg" target="_blank"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e5/Portrait_of_49-year-old_John_D._Rockefeller.jpg/800px-Portrait_of_49-year-old_John_D._Rockefeller.jpg" alt="" width="429" height="536" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Davison_Rockefeller#/media/Ficheiro:Portrait_of_49-year-old_John_D._Rockefeller.jpg" target="_blank">John Davidson Rockefeller (1839 &#8211; 1937)</a></p></div>
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<p>A partir de 1930, ocorreu um progresso da conduta da empresa norte-americana. Atuando ao lado de organismos estatais, especialmente criados para dominar a febre amarela e a malária, doenças que causavam muitas mortes, a Rockfeller auxiliou na elaboração do Serviço Nacional de Febre Amarela e do Serviço de Malária do Nordeste. Desta maneira, ampliando o alcance dos trabalhos, também proporcionava uma troca de conhecimentos e experiências entre o governo brasileiro e a instituição estrangeira.</p>
<p>Nesta campanha de Saneamento do Brasil, as equipes de trabalhos procuravam combater o mosquito vetor da febre amarela, mas também desenvolviam pesquisas em laboratórios, aprofundando análises sobre a doença, além da produção da vacina antiamarílica. A partir de 1940, a Fundação Rockefeller foi transferindo a direção do projeto para o Serviço Nacional de Febre Amarela. Na década de 1950, o laboratório de pesquisas e de produção da vacina passou para o comando do Instituto Oswaldo Cruz.</p>
<p>Apresentamos, neste artigo, algumas fotografias do Fundo Fundação Rockefeller. O arquivo fotográfico é resultado das atividades da Fundação Rockefeller no Brasil. Há uma concentração de imagens a partir de 1930, quando ocorre a institucionalização de suas atividades em nível federal.</p>
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<div style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12723" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12718/BR%20RJCOC%20FR-SFA-CB-03-08.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="625" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12723" target="_blank">Fred Lowe Soper. V, c. 1920. Salvador, Bahia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>*Ricardo Augusto dos Santos é  Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Aug 2023 03:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Curadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Série Os arquitetos do Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional da Saúde, uma homenagem à data de nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 5 de agosto de 1872. Com uma fotografia produzida por Joaquim Pinto da Silva (1884 - 1951), conhecido como J. Pinto, responsável pela produção de milhares de imagens do acervo da Casa de Oswaldo Cruz, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, a jornalista Cristiane d´Avila conta um pouco da história da "era das desinfecções" e do Desinfetório de Botafogo, baseada no livro "Dos micróbios aos mosquitos: febre amarela e a revolução pasteuriana no Brasil", do historiador Jaime Larry Benchimol. Ao final do artigo, os leitores poderão ler um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 - 1955), responsável pelo projeto do Desinfetório de Botafogo, de autoria da pesquisadora e editoral do portal, Andrea C. T. Wanderley. É o segundo artigo da série "Os arquitetos do Rio de Janeiro".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional da Saúde, uma homenagem à data de nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 5 de agosto de 1872. Com uma fotografia produzida por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank">Joaquim Pinto da Silva (1884 &#8211; 1951), conhecido como J. Pinto</a>, responsável pela produção de milhares de imagens do acervo da Casa de Oswaldo Cruz, instituição parceira da Brasiliana Fotográfica, a jornalista Cristiane d´Avila conta um pouco da história da <em>era das desinfecções</em> e do Desinfetório de Botafogo, baseada no livro <em>Dos micróbios aos mosquitos: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">febre amarela</a> e a revolução </em><em>pasteuriana no Brasil </em>(1999), do historiador Jaime Larry Benchimol. Na obra, ele descreve a atuação dos bacteriologistas que precederam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a> e sua geração, detalhando as estratégias empregadas pelos cientistas e médicos para debelar as epidemias de cólera e febre amarela, ocorridas no Brasil no final do século XIX e início do XX. É o segundo artigo da série <em>Os arquitetos do Rio de Janeiro</em>.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5384/COC-F-V-RP-16%20fot%2031.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5384" target="_blank">J. Pinto jardineiro, 192?. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Ao final do artigo, os leitores poderão ler um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 &#8211; 1955), responsável pelo projeto do Desinfetório de Botafogo, de autoria da pesquisadora e editoral do portal, Andrea C. T. Wanderley.</p>
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<div id="attachment_32745" style="width: 241px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/36617" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32745" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio2.jpg" alt="O Jornal, 16 de julho de 1955" width="231" height="485" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/110523_05/36617" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de julho de 1955</a></p></div>
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<div id="attachment_32757" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32757" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/luiz.jpg" alt="Sobre Luiz Moraes Junior / Jornal do Brasil, 29 de agosto de 1934" width="541" height="313" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank">Sobre Luiz Moraes Junior / <em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1934</a></p></div>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>O desinfetório de Botafogo</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d´Avila*</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11775" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11775/Fundo%20IOC%20pasta%204%20s%c3%a9rie%20instala%c3%a7%c3%b5es%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="566" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11775" target="_blank">J. Pinto. Desinfetório de Botafogo, 1905. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz </a></p></div>
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<p>Na extensa obra <em>Dos micróbios aos mosquitos: <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11509" target="_blank">febre amarela</a> e a revolução </em><em>pasteuriana no Brasil</em>, o historiador Jaime Larry Benchimol descreve a atuação dos bacteriologistas que precederam <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a> e sua geração e dedica um capítulo à ‘era das desinfecções’. Nele, o pesquisador detalha as estratégias empregadas pelos cientistas e médicos para debelar as epidemias de cólera e febre amarela, flagelos que ceifaram milhares de vidas brasileiras no final do século XIX e início do XX.</p>
<p>“A epidemia de cólera (1894-1895) é um dos episódios que inauguram as lutas protagonizadas por esses bacteriologistas” (1) , explica Benchimol no referido capítulo. A luta a que se refere o historiador representou o que ele classifica como um novo paradigma na saúde pública: à luz da teoria de Pasteur, jovens médicos do Rio de Janeiro passaram a realizar, inicialmente em pequenos laboratórios instalados em suas próprias casas, análises químicas e bacteriológicas de amostras de enfermos, a fim de auxiliar o diagnóstico clínico e reorientar as ações higienistas.</p>
<p>A bacteriologia, incipiente, ainda não havia remodelado os serviços de higiene. Naquele fim de século, a defesa sanitária de cidades, domicílios, vias, veículos de transporte e mesmo indivíduos era realizada pela desinfecção por vapor, calor e, sobretudo, uso de líquidos germicidas. “Os anos 1890 marcam, com certeza, o auge da mania por estes agentes físicos e estas substâncias químicas dotadas do poder de destruir micróbios fora e dentro das pessoas, e, se bobeassem, de intoxicar ou matar os próprios viventes parasitados”(2) , ressalta Benchimol.</p>
<p>As medidas preventivas para o enfrentamento de surtos epidêmicos de doenças infectocontagiosas incluíam, além do emprego de cordões sanitários para isolar vias e cidades atingidas por surtos, a construção de desinfetórios públicos, erguidos segundo normas rígidas de higiene. Tais edificações eram munidas “com estufas a vapor sob pressão, pulverizadores a vapor e de mão e outros itens para o expurgo de passageiros, bagagens e objetos suscetíveis de contaminação pelo germe do cólera” (3) , descreve o pesquisador.</p>
<p>Rastrear a movimentação humana motivada pelo comércio efervescente entre os portos das cidades litorâneas e o interior do país era praticamente impossível. Tal circulação levou ao alastramento do cólera aos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, atingindo a capital da República. Na ânsia de frear o avanço da epidemia, das vias terrestres e estações ferroviárias a inspeção sanitária partiu para os domicílios urbanos.</p>
<p>“Podemos imaginar quão difícil era implementar num cortiço, numa estalagem, num velho sobrado (&#8230;) as meticulosas instruções relativas à desinfecção do lugar em que residia o colérico, fosse qual fosse o desfecho do caso” (4) , conta Benchimol. Cartazes com carimbo da diretoria sanitária e o dizer ‘Infeccionado’ eram afixados nas portas das residências, então interditadas até que o local fosse desinfetado. Objetos que podiam ser aproveitados, como colchões, travesseiros e cobertores, eram levados pelos agentes para expurgo, por vapor ou pressão, nos desinfetórios municipais.</p>
<p>Por lei, o médico era multado se não notificasse às autoridades os casos de febre amarela, varíola, sarampão, escarlatina, cólera-morbo, peste e difteria. “Na ausência do médico, cabia ao chefe da família, ao administrador, proprietário ou arrendatário do estabelecimento comercial ou habitação coletiva notificar o serviço municipal de saúde, que enclausurava o doente no sistema de vigilância domiciliar ou pública” (5) , detalha o historiador. Entre as recomendações médicas, “as pessoas deviam evitar bebidas alcoólicas, frutas verdes e alimentos crus (&#8230;) beber limonadas ácidas, conservar o asseio do corpo e das roupas e lavar as mãos com soluções desinfetantes de ácido fênico, ácido bórico ou sulfato de cobre” (6) .</p>
<p>Segundo Benchimol, a Inspetoria do Serviço de Isolamento e Desinfecção, vinculada à Diretoria de Higiene e Assistência Pública Municipal, inaugurou na cidade do Rio de Janeiro, em 1890, o Desinfetório Central, próximo à <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11354" target="_blank">Praça Quinze de Novembro</a>. No ano seguinte, foram construídos dois outros – um no Engenho Velho, atual Praça da Bandeira, e outro na Rua da Relação, distrito de Santo Antônio.</p>
<p>Em 1904, Oswaldo Cruz, então à frente da Direção Geral de Saúde Pública, conseguiu prover a capital da República de mais um desinfetório. Construído na Rua General Severiano, em Botafogo, Zona Sul da cidade, foi projetado por Luiz de Moraes Junior, autor do projeto do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos. Em 8 de agosto de 1905, o jornal carioca <em>A Notícia</em> publicou, em sua primeira página, uma extensa reportagem sobre o novo edifício, incluindo detalhes sobre a arquitetura e os equipamentos de higienização ali instalados. Atualmente, o prédio histórico, anexo ao Hospital Rocha Maia, abriga o Super Centro Carioca de Vacinação da prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
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<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>O novo desinfetório**</em></span></p>
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<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">&#8220;Entre os estabelecimentos visitados hoje pelos delegados do Congresso Científico Latino-Americano figuram os desinfetórios pertencentes à Diretoria Geral de Saúde Pública. </span></span></em></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">De acordo com a última reforma feita nos serviços de higiene, foram mandados construir, além do desinfetório central, dois distritais, que atenderão às zonas de Botafogo e do Engenho de Dentro.</span></span></em></p>
<p><em>O de Botafogo, que já está concluído, não obstante não estar ainda oficialmente inaugurado, recebeu a honrosa visita dos delegados do Congresso.</em></p>
<p><em>Fica ele situado na rua General Severiano na parte dos terrenos em que ia ser construída a Universidade, abrangendo uma área de 4.063 metros.</em></p>
<p><em><span style="color: #800000;"><span style="color: #000000;">O</span> <span style="color: #000000;">engenheiro da Diretoria Geral de Saúde Publica, o Sr. Luiz de Moraes Junior, </span></span></em><span style="color: #000000;"><em>observou nessa esplêndida construção todos os preceitos recomendados pela higiene, e </em></span><span style="color: #000000;"><em>bem assim atendeu a todos os melhoramentos usados nos países estrangeiros, em</em></span><br />
<span style="color: #000000;"><em> estabelecimentos congêneres. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Desse modo, foi observada a parte mais recomendada </em></span><span style="color: #000000;"><em>nos desinfetórios, e que é o evitar-se o absoluto contacto entre as pessoas, os objetos e </em></span><span style="color: #000000;"><em>o material, antes de ser desinfectados com os que já estiveram. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Por esse motivo, todo o </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado esquerdo do edifício foi destinado à parte impura e o lado direito à parte pura. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Pela parte impura entram os doentes, pessoal, objetos pertencentes a casa em que </em></span><span style="color: #000000;"><em>esteve o enfermo e o respectivo material. Ali sofrem rigoroso expurgo, por meio de </em></span><span style="color: #000000;"><em>estufas e câmaras de formol e enxofre. Terminado esse serviço, sem poder haver a </em></span><span style="color: #000000;"><em>menor comunicação entre o pessoal, são transferidos, por pequenas janelas, para o </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado puro, todos os objetos já desinfectados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>O mais curioso em todo esse serviço é que </em></span><span style="color: #000000;"><em>desde a entrada do pessoal e material para a parte impura, são dados sinais elétricos </em></span><span style="color: #000000;"><em>consecutivos na sala da administração até ficar completamente feita a desinfecção. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>A </em></span><span style="color: #000000;"><em>construção de todo o edifício obedeceu a um estilo leve e moderno, tendo a forma </em></span><span style="color: #000000;"><em>retangular, fazendo três corpos, tendo 27 metros e 90 centímetros de comprimento por </em></span><span style="color: #000000;"><em>16 metros e 40 centímetros de largura. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>No centro do edifício existe uma área medindo 6 m</em></span><span style="color: #000000;"><em>etros por 3 metros e 80 centímetros, sendo a superfície geral de 567 metros </em></span><span style="color: #000000;"><em>quadrados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>A entrada principal de ingresso para a sala de espera, tendo esta de um </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado, o gabinete do inspector e do outro lado a sala de administração. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>De um e de outro </em></span><span style="color: #000000;"><em>lado do edifício ficam situados a portaria, gabinete médico, sala de escritório, sala de </em></span><span style="color: #000000;"><em>depósito de desinfetantes e de limpeza de empregados, sala de espera para as pessoas </em></span><span style="color: #000000;"><em>que desejarem tomar banho de desinfecção, sala para recepções de bagagens, roupas e </em></span><span style="color: #000000;"><em>mais objetos sujeitos à desinfecção, sala para recepção das roupas desinfectadas. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Fora </em></span><span style="color: #000000;"><em>desse edifício, no pátio foi construído um outro menor, medindo seis metros por dez. </em></span><span style="color: #000000;"><em>Tem ele duas portas, uma para o lado impuro por onde entram os carros e outra para o lado puro, por onde saem já desinfectados. </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Ainda existem, perfeitamente construídos, a </em></span><em>casa do guarda, as cocheiras com uma área de 225 metros para comportar 40 animais </em><em>e finalmente um reservatório para 18.000 litros d’água. </em></p>
<p><em>O edifício principal do </em><em>desinfetório tem os alicerces de concreto, ferro e alvenaria. As paredes externas do </em><em>edifício são de tijolos polidos franceses e as internas são de tijolos furados. </em></p>
<p><em>Os soalhos </em><em>das três salas da frente são de massaranduba e peroba e o revestimento das paredes e </em><em>tetos são de estuque fino. </em></p>
<p><em>As portas externas são de massaranduba e as das salas de </em><em>peroba. </em></p>
<p><em>Em cada lado do edifício foi colocada uma marquise de ferro forjado suspensa </em><em>em consolos de ferro, estando as mesmas cobertas com vidros de cores. </em></p>
<p><em>O desinfetório </em><em>está preparado para funcionar desde já, tendo todo o material necessário inclusive </em><em>estufas Genester-Hereher, câmaras de formol e enxofre, fornos de incineração, </em><em>aparelhos de lavar roupas, gerador a vapor e um belo aparelho centrífugo com um </em><em>movimento de 1.200 rotações por segundo para secar roupas e movido a eletricidade. </em></p>
<p><em>Esse desinfetório servirá para todo o serviço central, enquanto não estiver concluído o </em><em>que vai ser construído na rua do Rezende&#8221;. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A Notícia</em>, 08 de agosto de 1905</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) Benchimol, 1999, p.250.<br />
(2) Idem, p.271.<br />
(3) Idem, p.258.<br />
(4)Idem, p.272.<br />
(5)Idem, p.292.<br />
(6) Idem, p.293.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Cristiane d´Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>**Grafia atualizada. Fonte: Jornal <em>A Notícia</em>, 08 de agosto de 1905, edição 191. Biblioteca Nacional. Hemeroteca Digital. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/830380/11799<br />
Transcrição disponível em: https://oticsrio.com.br/2023/01/23/do-desinfectorio-de-botafogo-ao-hospital-rocha-maia-118-anos-de-historia/</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>BENCHIMOL, Jaime Larry. <em>Dos micróbios aos mosquitos: febre amarela e revolução pasteuriana no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Editora UFRJ, 1999. E-book.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior (1868 – 1955)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"> Andrea C. T. Wanderley<strong><span style="color: #800000;">**</span></strong></p>
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<div id="attachment_45573" style="width: 177px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://fiocruz.br/noticia/2018/01/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank"><img class="wp-image-45573 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/pombal1.jpg" alt="pombal1" width="167" height="240" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://fiocruz.br/noticia/2018/01/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank">O arquiteto português Luiz Moraes Junior (1868 &#8211; 1955) / Portal da Fiocruz</a></p></div>
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<p>O Desinfetório de Botafogo foi projetado pelo arquiteto português Luiz de Moraes Junior, que nasceu em 28 de janeiro de 1868, e passou sua infância e a adolescência, na cidade de Faro, cidade onde nasceu e capital do Algarve. Formado pela Universidade de Lisboa, iniciou sua carreira como engenheiro ferroviário. Casou e teve duas filhas. Em 1900, sem sua família, veio para o Brasil como técnico de uma grande firma alemã. No Rio de Janeiro, fiscalizou os imóveis do Mosteiro de São Bento e das Ordens Religiosas e, a convite do padre Ricardo, vigário-geral da Igreja da Penha, deu início às obras de restauração da fachada desta igreja. Em 1901, residia na Rua General Câmara , 64 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/21652" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1902, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/10933" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de julho de 1904, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/14239" target="_blank"><em> A Notícia</em>, 5 e 6 de outubro de 1907, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi durante o trajeto de trem para o trabalho que conheceu Oswaldo Cruz, que fazia o mesmo percurso até Manguinhos. Ficaram amigos e Oswaldo Cruz o convidou para realizar o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos, construído entre 1905 e 1918, e símbolo da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17317" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1905, terceira coluna</a>).</p>
<p>Foi durante o trajeto de trem para o trabalho que conheceu Oswaldo Cruz, que fazia o mesmo percurso até Manguinhos. Ficaram amigos e Oswaldo Cruz o convidou para realizar o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a>, sede da Fiocruz em Manguinhos, construído entre 1905 e 1918, e símbolo da instituição (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/17317" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 14 de agosto de 1905, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5579" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5579/Vista%20do%20Edif%c3%adcio-sede%20do%20ent%c3%a3o%20Instituto%20Oswaldo%20Cruz%2c%20antes%20da%20abertura%20da%20Avenida%20Brasil.%20Acervo.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="704" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5579" target="_blank">Vista do Castelo da Fiocruz antes da abertura da Avenida Brasil, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Também executou <em>os projetos de instalações que, atualmente, formam o Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM), composto pelo Pavilhão do Relógio ou da Peste; a Cavalariça; o Quinino ou Pavilhão Figueiredo Vasconcellos; o Pombal ou Biotério para Pequenos Animais; o Hospital Evandro Chagas; e a Casa de Chá.</em></p>
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<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5578" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5578/FIG.%202.%2002_10_05_067B.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="483" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5578" target="_blank">Vista das antigas instalações da Fazenda de Manguinhos. Ao fundo, em construção, o edifício que abrigaria a Cavalariça e o Pavilhão do Relógio ou Pavilhão da Peste, s/d. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cfruz</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5146" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5146/IOC_V_II_1068.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="510" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5146" target="_blank">J. Pinto. Biotério para pequenos animais. Conhecido com &#8220;Pombal&#8221;, 1910. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6215/Imagem%2017%20-%20IOC%28E%29%203-14%20solenidade%20de%20rebatismo%20do%20hospital%20.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank">J. Pinto. Hospital de Manguinhos é rebatizado como Hospital Evandro Chagas após a morte do cientista, em 1940. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/9187/IOC_V_III_052%20copy.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/9187" target="_blank">Interior da casa de Chá: Henrique Aragão e Gustav Giemsa; 2º mesa: S. Von Prowazek e Oswaldo Cruz, 1908? . Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Participou de todas as obras sanitárias realizadas por Oswaldo Cruz em combate à febre amarela e à peste organizadas pela Diretoria Geral de Saúde Pública com o objetivo de higienizar o Rio de Janeiro. Em 1910, foi um dos promotores de uma homenagem a Oswaldo Cruz, <em>o ilustre cientista brasileiro a quem o Rio de Janeiro deve a prodigiosa obra do seu saneamento e o Brasil o brilho de uma representação científica das mais gloriosas no estrangeiro</em>, realizada no <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6248" target="_blank">Palácio Monroe</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830380/16627" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 31 de agosto e 1º de setembro de 1910, penúltima coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/2324" target="_blank"><em> Correio da Manhã</em>, 4 de setembro de 1910, primeira coluna</a>).</p>
<p>No campo da arquitetura hospitalar, sanitária e médico-experimental, Moraes Junior desenvolveu diversos outros empreendimentos, dentre eles a sede da Policlínica do Rio de Janeiro, na antiga Avenida Central, atual Rio Branco (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/19405" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>,4 de março de 1909, penúltima coluna)</a>; os Dispensários da Fundação Gaffré Guinle; e a reforma do Hospital do Engenho de Dentro e da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Foi o realizador prático do projeto de Assepsia Integral do médico Mauricio Gudin (1883 &#8211; 1959), construindo na Beneficência Portuguesa e no Hospital-Escola de Niterói os blocos que tornaram realidade o processo concebido por Gudin (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/15201" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de novembro de 1923, segunda coluna</a>). Foi também autor do projeto do edifício da Escola Nacional de Medicina, cuja pedra fundamental foi assentada em 22 de maio de 1916 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/28160" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 23 de maio de 1916, segunda coluna</a>).</p>
<p>Também atuou em outras áreas da arquitetura, tendo construído a casa da família de Oswaldo Cruz, na Praia de Botafogo, e do túmulo do cientista, no Cemitério São João Batista.</p>
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<div style="width: 343px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/tumulo-de-oswaldo-cruz-no-cemiterio-sao-joao-batista-rio-de-janeiro" target="_blank"><img src="https://basearch.coc.fiocruz.br/uploads/r/fundacao-oswaldo-cruz-casa-de-oswaldo-cruz/0/6/1/0613d88bfdffd41a9e7654ea803435f02bb19b13f026b93757975a45db664c55/BR_RJCOC_02-10-20-15-009-004_141.jpg" alt="Open original objeto digital" width="333" height="479" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/tumulo-de-oswaldo-cruz-no-cemiterio-sao-joao-batista-rio-de-janeiro" target="_blank">Túmulo de Oswaldo Cruz no Cemitério São João Batista / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Em Petrópolis, foi o responsável pelo Grande Hotel e pelo prédio do jornal <em>Tribuna de Petrópolis. </em>Na Alemanha, participou do projeto de construção e decoração do Pavilhão do Brasil na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">Exposição Internacinal de Higiene de Dresden, realizada em 1911</a> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/32555" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 11 de junho de 1917, terceira coluna</a>).</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10273/IOC_V_II_1390.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="512" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10273" target="_blank">Exposição Internacional de Higiene e Demografia em Dresden, 1911. Dresden, Alemanha / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Foi amigo dos presidente do Brasil, Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) e Rodrigues Alves (1848 &#8211; 1919) e de diversos outros políticos e empresários de destaque no Brasil. Foi nomeado Cônsul Geral do Haiti no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1919, cargo que exerceu durante toda sua vida.  Tornou-se Comendador da Ordem Nacional do Haiti <em>Honneur et Merite, </em>em 1933; e da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do Brasil, em 1937. Foi membro do Instituto de Engenharia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/49684" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 24 de junho de 1919, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/97393" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1927, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_04/57158" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 15 de julho de 1927, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/16052" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de abril de 1933, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_03/35870" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 5 de fevereiro de 1937, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/ZB0028/10326" target="_blank"><em>Relatórios do Ministério das Relações Exteriores</em>, 1940</a>).</p>
<p>Desportista, em 1907, foi o tesoureiro da primeira diretoria do Automóvel Club do Brasil, do qual foi um dos fundadores. Durante décadas seguiu fazendo parte da instituição. Em 1928, dirigiu as obras de renovação do interior do prédio, na Rua do Passseio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/27254" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 8 de julho de 1928, terceira coluna</a>). Em 1939, tornou-se seu sócio benemérito (<em>J<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/59198" target="_blank">ornal do</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/59198" target="_blank"> <em>Commercio</em>, 31 de maio de 1939, segunda coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_32746" style="width: 582px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/371327/31" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32746" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio3.jpg" alt="Brasil Sport, 16-28 de fevereiro de 1907" width="572" height="264" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/371327/31" target="_blank"><em>Brasil Sport</em>, 16-28 de fevereiro de 1907</a></p></div>
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<p>Ainda em 1907 foi juiz de chegada de uma corrida de automóveis realizada na Avenida Beira-Mar, em Botafogo. Em 1908 e 1909, foi um dos promotores de corridas de automóveis partindo de Niterói e percorrendo diversas cidades fluminenses. Foi admitido como membro do Jockey Club, em 1908 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/14426" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 15 de março de 1907, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/245038/4452" target="_blank"><em>A Imprensa</em>, 14 de julho de 1908, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_04/11380" target="_blank"><em>O Fluminense</em>, 25 de setembro de 1908, quarta coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/100439_04/13125" target="_blank"> <em>O Fluminense</em>, 2 de junho de 1909,quarta coluna</a>).</p>
<p>Na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11621" target="_blank">Exposição Nacional de 1908</a>, ganhou a Medalha de Ouro na categoria de <em>Arquitetura</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/29606" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de novembro de 1908, terceira coluna</a>). No ano seguinte,conquistou outra Medalha de Ouro, desta vez pelo plano e projeto de um hospital moderno, na Exposição Internacional de Higiene do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/21218" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 24 de outubro de 1909, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1910, integrou o júri, presidido por Marciano Aguiar Moreira, presidente do Jockey Club, que julgou o projeto da nova sede social da instituição, na então <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5880" target="_blank">Avenida Central, atual Rio Branco</a>. Os outros jurados foram Domingos Cunha, Francisco de Oliveira Passos (1878 &#8211; 1958), engenheiro civil e filho do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos (1836 &#8211; 1913), entre 1902 e 1906; e o professor e escultor Rodolpho Bernardelli (1852 &#8211; 1931). Venceu o projeto de Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/3018" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 11 de agosto de 1910, terceira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/18884" target="_blank"><em> Jornal do Commercio</em>, 2 de setembro de 1913, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/15884" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 6 de setembro de 1913, sexta coluna</a>). Ainda em 1910, foi premiado na categoria <em>Escola Profissional</em> em um concruso para prédios escolares promovidos pelo Serviço de Inspeção Sanitária Escolar (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/3160" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 28 de novembro de 1910, segunda coluna</a>).</p>
<p>Era zelador da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha no Irajá (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/19301" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de outubro de 1913, penúltima colun</a>a). Em 1920, participou do Congresso Brasileiro de Proteção à Infância (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/45237" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 2 de dezembro de 1919, última coluna</a>). Em 1915, integrava a comissão organizadora de um evento carnavalesco, o <em>Garden Tea Dansant Masque</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_02/22310" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 14 de fevereiro de 1915, segunda coluna</a>).</p>
<p>Em 1921, aderiu a uma homenagem ao professor Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), na sede do Club dos Diários, do qual era tesoureiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/6900" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de agosto de 1921, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/17064" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 30 de abril de 1924, penúltima coluna</a>). Foi um dos supervisores da construção da  estrada Rio-Petrópolis, inaugurada em 1928, da qual foi um dos subscritores (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/12139" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 29 de janeiro de 1923, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/814" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, maio de 1926</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/38996" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 6 de setembro de 1928, sexta coluna</a>).</p>
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<div id="attachment_32753" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/403180/825" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32753" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio5.jpg" alt="Automóvel-Club, maio de 1926" width="473" height="366" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/403180/825" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, maio de 1926</a></p></div>
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<div id="attachment_32755" style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1581" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32755" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio7.jpg" alt="Trecho da estrada Rio-Petrópolis / Automóve-Club, fevereiro de 1927" width="781" height="434" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1581" target="_blank">Trecho da estrada Rio-Petrópolis / <em>Automóvel-Club</em>, fevereiro de 1927</a></p></div>
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<p>Em 1923, recebeu um título honorífico do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=5104" target="_blank">Real Gabinete Português de Leitura</a>, do qual era sócio (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/028002/2324" target="_blank"><em>O Brasil</em>, 15 de maio de 1923, terceira coluna</a>).</p>
<p>Em 1925, sofreu um acidente de carro, na Avenida Beira-Mar, perto da <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31131" target="_blank">Rua do Russel</a>. Ele residia na rua Assunção, nº 65 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/22446" target="_blank"><em>Correio a Manhã</em>, 24 de setembro de 1925, terceira coluna</a>). Fez parte da comissão da 1ª Exposição de Automobilismo, Autopropulsão e Estradas de Rodagem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/22288" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 26 de agosto de 1925, última coluna;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/23076" target="_blank"> <em>O Paiz</em>, 25 de outubro de 1925, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/330" target="_blank"><em>Automovel-Club</em>, setembro 1925</a>).</p>
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<div id="attachment_32752" style="width: 661px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/202" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32752" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio4.jpg" alt="Automóvel Clube do Brasil, julho de 1925" width="651" height="444" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/202" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, julho de 1925</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1926, a convite da Sociedade Interamericana de Mulheres, as cientistas <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11797" target="_blank">Marie Curie (1867 &#8211; 1934)</a> e Irène Joliot-Curie (1897 – 1956), mãe e filha, em visita ao Brasil, foram a Petrópolis acompanhadas por Bertha Lutz, pela embaixatriz da França e pela sra. Paul Hazard, e por Luiz Moraes Junior e Armando Godoy, ambos da diretoria do Automóvel Clube do Brasil, que forneceu os carros usados no trajeto. Foram recebidas pelo prefeito da cidade, Francisco de Avelar Figueira de Melo (1883 – 1938), e o senador Joaquim Moreira (1853 – 1929) ofereceu um almoço ao grupo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/26302" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 6 de agosto de 1926, quarta coluna</a>).</p>
<p>Em 1929, participou, como Cônsul do Haiti, do 2º Congresso Pan-americano de Estradas de Rodagem, quando proferiu um discurso (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/2240" target="_blank"><em>Automóvel-Club</em>, agosto/setembro de 1929</a>).</p>
<p>Integrou a primeira diretoria, como suplente, de uma a associação de turismo, a Rio Turing S.A (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_06/3129" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de dezembro de 1933, terceira quarta coluna</a>).</p>
<p>Participou, em 1934, de uma inspeção nas obras realizadas no Circuito da Gávea de automobilismo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32100" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 19 de setembro 1934, quarta coluna</a>). Integrava a comissão técnica das corridas internacionais de automóveis (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/24194" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de setembro de 1934, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32756" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/28054" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32756" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/circuito.jpg" alt="Correio da Manhã, 2 de junho de 1935" width="493" height="277" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/28054" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 2 de junho de 1935</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante a gestão do prefeito Pedro Ernesto (1884 &#8211; 1942), construiu vários hospitais no Rio de Janeiro. Houve uma polêmica em torno de sua indicação sem a realização de uma concorrência pública (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_04/23659" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 26 de agosto de 1934;</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_05/46347" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 29 de agosto de 1934, primeira coluna</a>).</p>
<p>Foi membro da Sociedade Filatélica Brasileira e possuía uma das coleções de selos mais valiosas do Brasil. Participou, em 1934, da Exposição Filatélica Nacional, realizada no Palácio das Festas, na Feira Internacional de Amostras. Em 1938, foi um dos patronos da Exposição Filatélica Internacional, na Escola de Belas Artes. Possuia um <em>par de selos olho de boi dos valores de 30 e 90, unidos</em> &#8211; uma raridade (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/11582" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 20 de maio de 1925, primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/095648/11782" target="_blank"><em>D. Quixote</em>, 1º de julho de 1925, primeira coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/32230" target="_blank"><em> Jornal do Commercio,</em> 26 de setembro de 1934, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/830259/189" target="_blank"><em>O Carioca</em>, 9 de novembro de 1935, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_12/54702" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 15 de junho de 1938, segunda coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_03/58452" target="_blank"><em>A Noite</em>, 24 de outubro de 1938, segunda coluna</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/21169" target="_blank"> <em>O Cruzeiro</em>, 19 de novembro de 1938</a>).</p>
<p>Uma apólice mineira sorteada com mil contos foi vendida pelo corretor a Luiz Moraes Junior e ao deputado Augusto Cursino (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/221961_01/20396" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 4 de janeiro de 1935</a>).</p>
<p>Em 1942, participou da X Conferência Sanitária Panamericana, no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_07/12543" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 2 de setembro de 1942</a>).</p>
<p>Em 1953, era o tesoureiro do Petrópolis Country Club (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/21984" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 22 de fevereiro de 1907, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/27888" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 19 de março de 1953, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/36290" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 24 de setembro de 1953, sexta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/36617" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 16 de julho de 1955</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_05/55321" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 22 de setembro de 1957</a>).</p>
<p>Faleceu em 15 de julho de 1<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26300" target="_blank">95</a>5, na Beneficência Portuguesa, de onde era sócio graduado, no Rio de Janeiro. Era casado, em segunda núpcias com Gelmina Fazzioni de Moraes. O casal não teve filhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/52886" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 16 de julho de 1955</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32738" style="width: 317px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/50652" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32738" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio1.jpg" alt="Correio da Manhã, 19 de julho de 1955" width="307" height="406" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/089842_06/50652" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 19 de julho de 1955</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_32754" style="width: 292px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1491" target="_blank"><img class="size-full wp-image-32754" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/desinfetorio6.jpg" alt="Automóve-Club, Janeiro de 1926. Luiz Moraes Junior está em pé, à direita." width="282" height="440" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/403180/1491" target="_blank"><em>Automóvel-Club, janeiro de 1927</em>. Luiz Moraes Junior está em pé, à direita.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras de suas realizações foram o Palacete Seabra, no Flamengo e o Rio Hotel, na Praça Tiradentes, além do Grande Hotel e da sua residência localizada em Petrópolis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>***Andrea C. T. Wanderley é pesquisadora e editora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Em 29 de outubro de 2023, o título deste artigo foi alterado para <em>Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” II &#8211; No Dia Nacional da Saúde, o Desinfetório de Botafogo e um breve perfil do arquiteto português Luiz de Moraes Junior, responsável pelo projeto.</em></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://busca.oswaldocruz.fiocruz.br:3000/?f%5Bautor_str%5D%5B%5D=Luiz+Moraes+J%C3%BAnior" target="_blank">Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz</a></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-lembra-os-150-anos-de-luiz-moraes-junior" target="_blank">Portal da Fiocruz</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong><em>Outros artigos da série Os arquitetos do Rio de Janeiro</em></strong></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22130" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro”<em> I &#8211; </em>Porto D´Ave e a moderna arquitetura hospitalar, de autoria de Cristiane d´Avila &#8211; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, publicado em 14 de janeiro de 2021.</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32203" target="_blank"><span style="color: #800000;">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; III &#8211; O centenário do Copacabana Palace, quintessência do &#8220;glamour&#8221; carioca, e seu criador, o arquiteto francês Joseph Gire, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicado em 13 de agosto de 2023</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34073" target="_blank">Série &#8220;Os arquitetos do Rio de Janeiro&#8221; IV &#8211; Archimedes Memória (1893 &#8211; 1960), o último dos ecléticos, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 1º de dezembro de 2023</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=32431" target="_blank"><span style="color: #990000;">Série &#8220;O Rio de Janeiro desaparecido<em>&#8220;</em> XXVII e &#8220;Os arquitetos do Rio&#8221; V &#8211; O Jockey Club e o Derby Club, na Avenida Rio Branco e o arquiteto Heitor de Mello (1875 &#8211; 1920)<em>,</em> de autoria de Andrea C. T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 15 de janeiro de 2024</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33447" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p%3D33447&amp;source=gmail&amp;ust=1715705764308000&amp;usg=AOvVaw0-kM2YuBDeK52FhXc2iI37">Série “Os arquitetos do Rio de Janeiro” VI – O Clube Naval e os arquitetos Tommaso G. Bezzi (1844 – 1915) e Heitor de Mello (1875 – 1920), de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora do portal, publicada em 6 de maio de 2024</a></span></p>
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		<title>As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 14:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o objetivo de acompanhar obras de construção de ferrovias e a inspeção sanitária de portos, médicos do Instituto Oswaldo Cruz realizaram, entre 1911 e 1913, três expedições ao Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A partir dessas expedições científicas, “a saúde pública como base para a construção da nacionalidade permitiu que fosse abandonada a tese da inferioridade racial do brasileiro”. A jornalista Cristiane d´Avila, do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, uma das parceiras do portal, conta um pouco dessa história.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com o objetivo de acompanhar obras de construção de ferrovias e a inspeção sanitária de portos, médicos do Instituto Oswaldo Cruz realizaram, entre 1911 e 1913, três expedições ao Nordeste e Centro-Oeste do Brasil: Arthur Neiva (1880 &#8211; 1943) e Belisário Penna (1868 &#8211; 1939) percorreram o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul. João Pedro de Albuquerque  (1874 – 1934) e José Gomes de Faria (1887 – 1962) dirigiram-se para o Ceará e o norte do Piauí. Por sua vez, Adolpho Lutz (1855 &#8211; 1940) e Astrogildo Machado (1885-1945) desceram o rio São Francisco, de Pirapora a Juazeiro, cruzando também alguns de seus afluentes, entre março e outubro de 1912. O objetivo era realizar amplo levantamento das condições epidemiológicas e socioeconômicas das regiões percorridas pelo rio São Francisco e de outras áreas do Nordeste e Centro-Oeste brasileiros. A serviço da Superintendência da Defesa da Borracha, Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934), Pacheco Leão (1872 &#8211; 1931) e João Pedro de Albuquerque inspecionaram boa parte da bacia do rio Amazonas, entre outubro de 1912 e março de 1913. A partir dessas expedições científicas, “a saúde pública como base para a construção da nacionalidade permitiu que fosse abandonada a tese da inferioridade racial do brasileiro”. A jornalista Cristiane d´Avila, do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz, uma das parceiras do portal, conta um pouco dessa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>As expedições do Instituto Oswaldo Cruz entre 1911 e 1913</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 285px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.imj.org.il/en/collections/199799" target="_blank"><img class="" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/db/Klee-angelus-novus.jpg/800px-Klee-angelus-novus.jpg" alt="" width="275" height="334" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.imj.org.il/en/collections/199799" target="_blank"><em>Angelus Novus</em>, por Paul Klee, 1920 / Museu de Israel, Jerusalém</a></p></div>
<p style="text-align: left;">Em <em>O mapa fantasma</em>, o norte-americano Steven Johnson (1968 -) sabiamente elege como abre-alas de seu <em>thriller</em> científico sobre a epopeia inglesa para debelar o cólera, na Londres vitoriana do século 19, o pintor e poeta alemão nascido na Suíça, Paul Klee (1879 &#8211; 1940), e o filósofo alemão Walter Benjamin (1892 &#8211; 1940). Destaca Johnson que Benjamin, ao interpretar o quadro de Klee, <em>Angelus Novus</em>, deduz, em <em>insight</em> genial, que o anjo novo (redenominado <em>O Anjo da História</em>), sabedor da força do progresso que irremediavelmente o tragaria, mira o passado, voltando as costas ao futuro.</p>
<p style="text-align: left;">A resistência do anjo de Klee à força do sopro da “tempestade” do progresso, sugere o futuro como ruptura inexorável com o passado. Não muito longe do universo de Klee e Benjamin, que vivenciaram os horrores da Primeira Guerra Mundial e anteviam as ameaças que acarretariam o conflito bélico subsequente, no Brasil travava-se um outro tipo de guerra, dessa feita contra micróbios e bactérias que aniquilavam as chances de o país superar seu malfadado “atraso”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/168" target="_blank">Acessando o link para as fotografias das expedições do Instituto Oswaldo Cruz  selecionadas para esse artigo e disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas. </a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Naquele início de século, a construção nacional nos moldes europeus mirava ideais civilizadores em todas as esferas da vida social. Em processo de urbanização e industrialização, principalmente no Sudeste, o país voltava-se inquieto e intrigado para seu imenso interior, buscando na pesquisa científica a chave para compreender os obstáculos colocados ao progresso por um território até então invisível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6251" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6251/IOC-V-II-91.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="482" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6251" target="_blank">A comissão no vapor Rio Jamary, Amazonas, 1913. Amazônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora conceitualmente divergentes, as perspectivas sobre a realidade nacional cruzavam-se em um ponto de interseção: era preciso superar o “atraso”, considerado fruto de determinações socioeconômicas, históricas, políticas, climáticas, raciais e geográficas, por meio de estratégias que permitissem integrar o Brasil ao mundo moderno. Todas, ainda que se apoiassem em discursos antagônicos, não deixavam de buscar soluções para o desconforto, o sentimento de inadequação que a nossa realidade provocava nas elites nacionais. Como afirma Roberto Schwarz, essa experiência “pode ser e foi interpretada de muitas maneiras, por românticos, naturalistas, modernistas, esquerda, direita, cosmopolitas, nacionalistas etc., o que faz supor que corresponda a um problema durável e de fundo” (2005, p.109).</p>
<p>Campanhas de saúde foram realizadas por sanitaristas no interior do país a fim de erradicar doenças que mortificavam milhares de brasileiros, como a malária e a febre amarela. A partir das expedições científicas empreendidas por médicos do Instituto Oswaldo Cruz, “a saúde pública como base para a construção da nacionalidade permitiu que fosse abandonada a tese da inferioridade racial do brasileiro” (OLIVEIRA, 1990, P.145).</p>
<p>Com o objetivo de acompanhar obras de construção de ferrovias e a inspeção sanitária de portos, esses médicos protagonizaram, entre 1911 e 1913, três expedições ao Nordeste e Centro-Oeste do Brasil: Arthur Neiva e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12777" target="_blank">Belisário Penna </a>percorreram o norte da Bahia, o sudeste de Pernambuco, o sul do Piauí e Goiás de norte a sul. <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13446" target="_blank">João Pedro de Albuquerque</a> e José Gomes de Faria dirigiram-se para o Ceará e o norte do Piauí.</p>
<div id="attachment_13978" style="width: 431px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6247" target="_blank"><img class=" wp-image-13978" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/capa1.jpg" alt="Vista do acampamento em Caldeirão, 1912. Pernambuco / Acervo Casa de Oswaldo Cruz" width="421" height="302" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6247" target="_blank">Vista do acampamento em Caldeirão, 1912. Pernambuco / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Por sua vez, Adolpho Lutz e Astrogildo Machado desceram o rio São Francisco, de Pirapora a Juazeiro, cruzando também alguns de seus afluentes, entre março e outubro de 1912. O objetivo era realizar amplo levantamento das condições epidemiológicas e socioeconômicas das regiões percorridas pelo rio São Francisco e de outras áreas do Nordeste e Centro-Oeste brasileiros. A serviço da Superintendência da Defesa da Borracha, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Carlos Chagas</a>, Pacheco Leão e João Pedro de Albuquerque inspecionaram boa parte da bacia do rio Amazonas, entre outubro de 1912 e março de 1913.</p>
<p>“As expedições desse triênio foram demoradas e percorreram extensas áreas onde as investigações científicas predominaram sobre as preocupações médico-sanitárias de curto prazo. Estas expedições produziram, através dos relatórios de viagem e de intenso uso da fotografia, um minucioso registro das condições de vida da população interiorana, seus hábitos, suas técnicas, sua mentalidade, associando às questões sanitárias os aspectos socioeconômicos, culturais e ambientais das regiões percorridas”, escreveram os organizadores do livro <em>A ciência a caminho da roça</em> (1992, p.7). Algumas fotografias dessas expedições podem ser aqui observadas.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Linha do tempo das expedições realizadas entre 1910 e 1913 (Fonte: www.fiocruz.br/ioc), com o objetivo de conhecer e mapear o quadro nosológico de regiões brasileiras para aumentar seu potencial produtivo, visando a sua modernização:</span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;">1910</span>: Oswaldo Cruz e Belisário Penna seguem para a Amazônia, em ação de controle da malária para a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10460" target="_blank">Madeira-Mamoré Railway</a> Company.</p>
<p><span style="color: #800000;"> 1912</span> (abril a outubro): Arthur Neiva e Belisário Penna percorrem Piauí, Pernambuco, Bahia e Goiás, para o reconhecimento topográfico e o levantamento sanitário das regiões secas, por requisição da Inspetoria de Obras Contra as Secas, órgão do Ministério dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas. Estão incluídos estudos da fauna, flora, geografia, condições de vida e história das localidades.</p>
<p><span style="color: #800000;">1912-1913</span>: Carlos Chagas, Pacheco Leão e João Pedro de Albuquerque partem em expedição para avaliar as condições sanitárias e de vida dos principais centros de produção da borracha através dos rios Solimões, Juruá, Purus, Acre, Iaco, Negro e o baixo rio Branco, em expedição requisitada pela Superintendência da Defesa da Borracha.</p>
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<div style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6252" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6252/IOC_V_II_0637.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="588" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6252" target="_blank">Grupo da comissão a bordo do Rio de Janeiro: Carlos Chagas, Pacheco Leão, João Pedroso, posando ao lado da tripulação do navio, 1912. Amazônia / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p style="text-align: left;">*Cristiane d’Avila  é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
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<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
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<p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. CASA DE OSWALDO CRUZ. A ciência a caminho da roça: imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil entre 1911 d 1913. Rio de Janeiro: Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz, 1992.</p>
<p>JOHNSON, Steven. O mapa fantasma: como a luta de dois homens contra o cólera mudou o destino de nossas metrópoles. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.</p>
<p>LIMA, Nísia Trindade. “Missões civilizatórias da República e interpretação do Brasil” Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 5, supl. p. 163-193, Julho 1998. Disponível em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59701998000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acessado em 08 Jan. 2019.</p>
<p>OLIVEIRA, Lúcia Lippi. A questão nacional na Primeira República. São Paulo: Brasiliense, 1990.</p>
<p>SCHWARZ, Roberto. “Nacional por subtração”. In: Cultura e política. São Paulo: Paz e Terra, 2005.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Para saber mais sobre as expedições do Instituto Oswaldo Cruz, acesse o artigos publicados na Brasiliana Fotográfica:</strong></span></p>
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<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8684" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Manguinhos e os sertões</em>, publicado em 9 de outubro de 2017</span></a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=19524" target="_blank"><em>Nos passos de Oswaldo: imagens das expedições do IOC aos portos do Brasil entre 1911 e 1913</em>, publicado em 25 de maio de 2020</a></p>
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