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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Cinema Íris</title>
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		<title>Série “Teatros e cinemas do Brasil” XIV &#8211; O Cinema Íris, o mais antigo cinema em atividade no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 15:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Íris]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Soberano]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Victoria]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inauguração]]></category>
		<category><![CDATA[Série “Teatros e cinemas do Brasil”]]></category>

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		<description><![CDATA[O Íris é o mais antigo cinema em funcionamento no Rio de Janeiro. Projetado pelo engenheiro Paulo de Frontin, com um pomposo programa, o cinema foi inaugurado por João Cruz Junior, em 30 de outubro de 1909, nos números 49 e 51 da Rua da Carioca, em um prédio que pertencia à Ordem Terceira da Penitência, que o vendeu à família Cruz, em 1997. Quando foi inaugurado chamava-se Cinema Soberano, uma homenagem a um dos cavalos de seu proprietário. No estilo "art nouveau", possui azulejaria importada da Bélgica e espelhos de cristais da França. O Íris segue como uma relíquia carioca e sempre foi administrado pela família que o fundou.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 613px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2793/014AM014001.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="603" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2793" target="_blank">Augusto Malta. Cine Íris, 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Íris é o mais antigo cinema em funcionamento no Rio de Janeiro. Projetado pelo engenheiro Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), com um<em> pomposo programa</em>, foi inaugurado por João Cruz Junior (18? &#8211; 19?), em 30 de outubro de 1909, nos números 49 e 51 da Rua da Carioca, em um prédio que pertencia à Ordem Terceira da Penitência como Cinema Soberano, uma homenagem a um dos cavalos de seu proprietário, que fez com a Ordem Terceira um contrato de comodato para explorar o imóvel. Tinha 200 lugares e era dividido por uma grade de ferro em 1ª e 2ª classes. Tinha espaço para abrigar duas orquestras, uma na sala de espera e outra no interior da sala de projeção (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/21251" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1909, última coluna</a>;<a href="%20http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_02&amp;PagFis=35124" target="_blank"> <em>Jornal do Brasil</em>, 30 de outubro de 1909, penúltima coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41127" style="width: 313px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/21256" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41127" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/iris1.jpg" alt="Gazeta de Notícias, 30 de outubro de 1909" width="303" height="516" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/103730_04/21256" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 30 de outubro de 1909</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Soberano tornou-se um cinema-teatro, em 1911, onde eram apresentadas operetas. No último andar do sobrado que ocupava, passou a funcionar o consultório e depósito da Tizana de Faro, <em>poderoso depurativo</em> (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/17941" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 9 de 10 de setembro de 1911, penúltima coluna</a>; <em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/6679" target="_blank">13 de outubro de 1911, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/6828" target="_blank">25 de outubro de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41139" style="width: 478px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/830380/17941" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41139" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis2.jpg" alt="A Notícia, 9 e 10 de setembro de 1911" width="468" height="452" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/830380/17941" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 9 e 10 de setembro de 1911</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1912, suicidou-se com um tiro, no Soberano, o artista plástico Domingues Garcia y Vasquez (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/7913" target="_blank"><em>Correio da Manhã,</em> 19 de janeiro de 1912, primeira coluna; </a> <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_04/29046" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 20 de janeiro de 1912, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830380/18411" target="_blank"><em>A Notícia</em>, 20 e 21 de janeiro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>No mesmo endereço onde havia funcionado o Cinema Soberano, foi inaugurado o Cinema Victoria (<a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/9259" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1912, última coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41143" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis5.jpg"><img class="wp-image-41143 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis5.jpg" alt="cinemairis5" width="602" height="499" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/9259" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 9 de maio de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também no mesmo endereço, Rua da Carioca 49 e 51, foi inaugurado o Cinema Íris, em 16 de julho de 1912 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/10170" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 16 de julho de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41140" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/10182" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41140" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis3.jpg" alt="Correio da Manhã, 17 de julho de 1912" width="500" height="118" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_02/10182" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 17 de julho de 1912</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na década de 1910, disputava a preferência dos fãs de cinema com o Cinema Ideal.</p>
<p><em><span style="color: #800000;">&#8220;As segundas-feiras a Rua da Cаrioca ficava intransitável na hora da abertura dos cinemas. Juntava o público do Íris com o do Ideal, pois um ficava quase defronte do outro. As sessões começavam às 13h e interrompiam o trânsito, ninguém passava. Quando tocava a campainha para começar a multidão levava porta e tudo para dentro. No Íris havia um camarada forte, de nome Carlos, que ficava segurando as cordas com um porrete na mão. Ele metia mesmo o porrete para controlar a multidão. As pessoas entravam, sentavam e não podiam mais levantar, pois perdiam o lugar. Quando alguém levantava, o Carlos gritava: &#8220;- Mais um, mais dois lugares.&#8221; Naquele tempo os cinemas enchiam de verdade. Eu preferia os filmes do Ideal; o Adhemar Gonzaga preferia e os do Iris. Ele gostava mais dos cow-boys, e eu das artistas bonitas. &#8220;</span></em></p>
<p style="text-align: right;">Pedro Lima in <em>Filme Cultura</em>, agosto de 1986, página 38</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante um incêndio na sede da sociedade carnavalesca dos <em>Tenentes do Diabo</em>, na Rua da Carioca nº 47, o Cinema Íris foi bastante danificado (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/15962" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de março de 1913, penúltima coluna</a>). Após uma reforma, foi reaberto, em 21 de março 1914 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_04/22066" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 21 de março de 1914, última coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 28 de março de 1914</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41141" style="width: 456px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41141" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis4.jpg" alt="Fon-Fon, 28 de março de 1914" width="446" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/259063/17367" target="_blank"><em>Fon-Fon</em>, 28 de março de 1914</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1915, a Empresa Cinematográfica Universal fechou contrato com João Cruz Junior e o Cinema Íris se tornou a sala lançadora no Rio de Janeiro da companhia norte-americana. Em anúncio de 30 de maio de 1915, a empresa do cinema Íris apresentou seu novo fornecedor (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de maio de 1915, última coluna).</a> Semanas depois, o Cinema Íris estava exibindo exclusivamente os filmes americanos fornecidos pela Universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41137" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><img class="size-full wp-image-41137" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis.jpg" alt="Correio da Manhã, 16 de maio de 1915" width="291" height="481" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_02/23563" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de maio de 1915</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 14 de dezembro de 1921, após uma reforma realizada pelo engenheiro Emilio Baumgarten (18? &#8211; 19?) que incluiu a ampliação do cinema com a construção de um terceiro andar, uma claraboia para ventilação e uma decoração no estilo <em>art nouveau</em>, foi reinaugurado oficialmente como Novo-Cine-Theatro ÍRIS ou Cinema Íris, nome inspirado na deusa grega homônima que decorava sua entrada. Ostentava também azulejaria importada da Bélgica e espelhos de cristais da França. Foi justamente neste mês e ano que o alagoano Augusto Malta (1864 &#8211; 1957), então fotógrafo da prefeitura do Rio de Janeiro, cargo que exerceu entre 1903 e 1936, produziu os dois registros destacados neste artigo, que pertencem ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, uma das instituições fundadora da Brasiliana Fotográfica (<em>Correio da Manhã</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/8685" target="_blank">10 de dezembro de 1921, quarta coluna</a>; 1<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_03/8696" target="_blank">1 de dezembro de 1921, sétima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8420" target="_blank"><em> </em></a><em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8420" target="_blank">13 de dezembro de 1921, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8432" target="_blank">14 de dezembro de 1921, penúltima coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_02/8444" target="_blank">15 de dezembro de 1921, quinta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_04/12591" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 16 de dezembro de 1921, sexta coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41120" style="width: 267px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/8721"><img class="size-full wp-image-41120" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/iris.jpg" alt="Correio da Manhã, 13 de dezembro de 1921" width="257" height="515" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/089842_03/8721" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 13 de dezembro de 1921</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8163" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/8163/014AM014002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/8163" target="_blank">Augusto Malta. Cinema Íris, na rua da Carioca, 11 de dezembro de 1921. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi também na década de 1920 que o compositor Ary Barroso (1903 &#8211; 1964) empregou-se como pianista no Cinema Íris.</p>
<p>Na década de 1970, exibia principalmente filmes de artes marciais e<em> westerns</em>. Passou por uma reforma e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro &#8211; INEPAC -, em 14 de junho de 1978.</p>
<p>Na década seguinte, exibia filmes pornográficos e shows de <em>streap-tease. </em>Bandas de rock passaram a se apresentar no Cinema Íris (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_10/226176" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de março de 1988</a>).</p>
<p>Em 1997, a família Cruz comprou o imóvel da Ordem Terceira. Nos anos 1990 e 2000, foi palco de festas e de apresentações de bandas. Recebeu propostas de compra pela Igreja Universal, mas não aceitou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41145" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis6.jpg"><img class="size-full wp-image-41145" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis6.jpg" alt="O GLOBO, 20 de março de 2009" width="529" height="506" /></a><p class="wp-caption-text"><em>O GLOBO</em>, 20 de março de 2009</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fazia parte da festa Cine Íris 90 Anos uma exposição de fotografias com imagens produzidas por Malta, pertencentes o acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 1º de outubro de 1999, primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_43263" style="width: 823px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank"><img class="wp-image-43263 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/iris2.jpg" alt="iris2" width="813" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">E<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_11/316293" target="_blank">scadaria do Cine Íris enfeitada, por Augusto Malta / Jornal do Brasil, 1º de outubro de 1999</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Em comemoração a seu centenário, em 2009, foi promovido no cinema um festival de filmes mudos (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=jDCBP70IZZQ" target="_blank">TV Brasil</a>). A atriz Marília Pêra (1943 &#8211; 2015) compareceu à celebração e foi homenageada pela Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca). A atriz tem uma história muito ligada ao <i>Íris</i>, pois sua avó, a também atriz Antônia Marzullo (1894 &#8211; 1969), havia trabalhado lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-41157" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis7.jpg" alt="cinemairis7" width="383" height="233" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano seguinte, 2010, sua desapropriação chegou a ser anunciada, mas não aconteceu (<a href="https://oglobo.globo.com/rio/cine-iris-donos-nao-sabiam-da-desapropriacao-3064878" target="_blank"><em>O GLOBO</em>, 21 de janeiro de 2010</a>).</p>
<p>O colunista Jan Theophilo, do “Informe JB”, noticiou, em agosto de 2018, que o cinema havia sido desapropriado pelo estado há mais de 60 anos. Segundo o empresário Raul Pimenta Neto, 61, um dos 12 herdeiros da sala, não havia nenhuma informação no Registro Geral de Imóveis (RGI) de que a posse do mesmo fosse do estado, quando a família decidiu comprar o imóvel, em 1997. “<em>No ano passado, quando fui tirar uma certidão, fui pego de surpresa com esta posse, justo quando negociava com um empresário alemão para diversificar a programação da casa</em>” (<a href="https://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/08/17/estado-ameaca-cobrar-aluguel-por-imovel-adquirido-em-1997-pelos-proprietarios-do-cine-theatro-iris.html" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 18 de agosto de 2018</a>).</p>
<p>Foi interditado pela Defesa Civil, em 23 de julho de 2025, devido a problemas estruturais, e reaberto em agosto, mês em que uma lista, na qual foi incluído, de 48 imóveis que o governo estadual quer vender para arrecadar R$ 1,5 bilhão, foi enviada à Assembleia Legislativa do Rio. Na lista estão prédios históricos, terrenos, áreas desativadas da segurança pública e até mesmo uma ilha. Porém, o Cine Íris não pertence ao estado e, durante a vistoria para o levantamento, a equipe de consultoria do governo foi informada que o imóvel é de propriedade particular da mesma família há quase um século.</p>
<p>Os longas-metragens <em>Madame Sat</em>ã (2002) e <em>Olga</em> (2004) assim como a novela <em>Senhora do destino</em> (2004), da TV Globo, tiveram cenas rodadas lá.</p>
<p>O Cinema Íris segue como uma relíquia carioca e sempre foi administrado pela família que o fundou. Atualmente é gerido por Marcelo Argileu Cruz da Silva, que sucedeu Raul Pimenta Neto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41162" style="width: 677px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank"><img class="wp-image-41162 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis8.jpg" alt="cinemairis8" width="667" height="453" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank">Augusto Malta. Fachada do Cinema Íris, 1926 / Google Arts &amp; Culture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_41163" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank"><img class="wp-image-41163" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/cinemairis9.jpg" alt="cinemairis9" width="678" height="449" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank">Interior do Cinema Íris / Revista <em>Filme Cultura</em>, agosto de 1986, pagina 40</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p><a href="https://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/cine-theatro-iris-o-cinema-do-rio-com-mais-de-100-anos" target="_blank">Agenda Bafafá</a></p>
<p><em>Diário do Rio</em>, <a href="https://diariodorio.com/cine-iris-vai-parar-por-engano-em-lista-de-imoveis-que-governo-do-estado-quer-vender/" target="_blank">14 de agosto de 2025</a> e <a href="https://diariodorio.com/mesmo-com-risco-de-desabamento-do-teto-cine-iris-foi-reaberto-e-segue-recebendo-publico-normalmente/" target="_blank">9 de setembro de 2025</a></p>
<p>FREIRE, Rafael de Luna (2022). «Entre divas e seriados». <a class="external text" href="https://mam.rio/wp-content/uploads/2023/05/2022-03-22_O-negocio-do-filme_Publicacao-pp-simples.pdf" rel="nofollow"><i>O negócio do filme: A distribuição cinematográfica no Brasil 1907–1915.</i></a> Rio de Janeiro, RJ: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. p. 356<span class="reference-accessdate">. </span></p>
<p><a href="https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/cine-iris-completa-100-anos-programa-filmes-de-chaplin-no-lufar-de-filmes-pornograficos-349341.html" target="_blank"><em>Jornal Extra</em>, 16 de outubro de 2009</a>.</p>
<p><i>O Globo</i>, 16/10/2009</p>
<p><a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-filme-cultura/arquivo/revista-filme-cultura-47" target="_blank"><em>Revista Filme Cultura</em>, agosto de 1986</a></p>
<p>SCARPIN, Paula. <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-cine-iris-resiste/" target="_blank"><em>O Cine Íris resiste</em></a> in Revista Piauí, setembro de 2015</p>
<p><a href="https://artsandculture.google.com/asset/cinema-%C3%8Dris-localizado-na-rua-da-carioca-augusto-malta/QwEIPJJDHfPcYQ?hl=pt-br" target="_blank">Site Google Arts &amp; Culture</a></p>
<p><a href="http://www.inepac.rj.gov.br/index.php/bens_tombados/detalhar/252" target="_blank">Site INEPAC</a></p>
<p><a href="https://riofilme.com.br/noticias/5o-episodio-riofilme-o-cinema-carioca-na-lente-da-historia/" target="_blank">Site Rio Filme</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>.</p>
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