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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; café</title>
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		<title>O café sob a lente de vários fotógrafos</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2019 14:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional do Café]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco de Melo Palheta]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[imigração italiana]]></category>
		<category><![CDATA[Iphan]]></category>
		<category><![CDATA[João da Maia Gama]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Santos]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[século XX]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Rio Paraíba]]></category>

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		<description><![CDATA[Com uma seleção de imagens a Brasiliana Fotográfica lembra o Dia Nacional do Café, data incorporada em 2005 ao Calendário Brasileiro de Eventos. O produto chegou ao Brasil no século XVIII e desde então é um importante gerador de riquezas, muito significativo na história da economia e da cultura do país. Por sua relevância, vários aspectos de seu cultivo, colheita e comercialização foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles Georges Leuzinger (1813 - 1892), Guilherme Gaensly (1843 - 1928) e Marc Ferrez (1843 - 1923). O café foi também tema de fotógrafos ainda desconhecidos, do Instituto de Expansão Comercial e da Centennial Photographic Co. O Brasil ainda é o maior exportador da bebida e o segundo maior país consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.  ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276">
<div style="width: 1021px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6225" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6225/0073040cx020-09t.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1011" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6225" target="_blank">Marc Ferrez. Colheita de café, c. 1882. Vale do Paraíba / Acervo IMS</a></p></div>
</div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363278">
<div class="content_text_363276">Com uma seleção de imagens a Brasiliana Fotográfica lembra o Dia Nacional do Café, data incorporada em 2005 ao Calendário Brasileiro de Eventos. O produto chegou ao Brasil no século XVIII e desde então é um importante gerador de riquezas, muito significativo na história da economia e da cultura do país. Por sua relevância, vários aspectos de seu cultivo, colheita e comercialização foram registrados por importantes fotógrafos, dentre eles <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a>, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7260" target="_blank">Guilherme Gaensly (1843 &#8211; 1928)</a> e <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13070" target="_blank">Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923)</a>. O café foi também tema de fotógrafos ainda desconhecidos, do Instituto de Expansão Comercial e da Centennial Photographic Co. Convidamos nossos leitores a utilizarem a ferramenta zoom para uma melhor apreciação das fotografias.</div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276"></div>
<div class="content_text_363276">
<div style="width: 893px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4936" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4936/BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0474_010_TTO.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="883" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4936" target="_blank">Centennial Photographic Co. Pavilhões do Brasil na Exposição Internacional de Filadélfia &#8211; Pavilhão Café do Brasil, 1876. Filadéfia, Estados Unidos / Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/171" target="_blank"><span style="color: #800000;"><strong>Acessando o link para as fotografias relacionadas ao café disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</strong></span></a></p>
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<div style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4355" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4355/SAm52-0086.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="537" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4355" target="_blank">Georges Leuzinger. Café, c. 1866. Rio de Janeiro / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O café chegou ao Brasil, por Belém no Pará, em 1727, trazido pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1670 -1750) que, sob as ordens do governador do Maranhão e Grão Pará, o português João da Maia Gama, foi à Guiana Francesa para resolver problemas de fronteira. Lá conseguiu sementes de café que, na época, já tinham grande valor comercial. Seu cultivo espalhou-se da região Norte para outros estados e em meados do século XIX estabeleceu-se fortemente no Vale do Rio Paraíba, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, gerando um novo ciclo econômico no país. Tornou-se o principal produto das exportações nacionais. Foi também muito cultivado em Minas Gerais e no Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1102px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3722" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3722/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1092" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3722" target="_blank">Instituto de Expansão Comercial. Uma fazenda de café, 194?. São Paulo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua produção e comercialização fomentaram o desenvolvimento e a criação de cidades, a construção de ferrovias para seu escoamento e São Paulo tornou-se a metrópole do café enquanto o Porto de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10251" target="_blank">Santos</a> tornava-se seu principal ponto de saída. Após a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=12179" target="_blank">abolição da escravatura, em 1888</a>, aconteceu uma grande onda de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13651" target="_blank">imigração, principalmente de italianos</a>, que vinham para o Brasil e se empregavam nos cafezais de São Paulo. A riqueza produzida nas lavouras de café gerou o crescimento do comércio, da oferta de serviços e da indústria nacional. O Brasil ainda é o maior exportador da bebida e o segundo maior país consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 1089px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4751" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4751/0071824cx013-03.JPG.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="1079" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4751" target="_blank">Marc Ferrez. Embarque de café para a Europa, c. 1895. Santos, São Paulo / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8220;As plantações de café no Brasil, entre meados do Século XIX até o final do século XX, além das divisas econômicas, gerou também um rico patrimônio cultural, envolvendo as edificações, os costumes regionais e a paisagem marcante, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para resgatar, preservar e valorizar toda essa riqueza, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou o Grupo Interinstitucional sobre o Patrimônio Cultural do Café da região sudeste do Brasil que, entre outras iniciativas, deverá estreitar a parceria entre órgãos de proteção do patrimônio cultural, universidades, sociedade civil organizada e iniciativa privada, buscando desenvolver a melhor estratégia para a preservação e a valorização do patrimônio cultural referente ao café no Brasil&#8221;</em> (<a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1544/iphan-estuda-acoes-de-preservacao-e-valorizacao-do-patrimonio-cultural-do-cafe-na-regiao-sudeste" target="_blank">Iphan, 2011</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div dir="auto">&#8220;<em>Nas fazendas de café eram comuns as jornadas de trabalho de quinze a dezoito horas diárias, iniciadas, ainda de madrugada, ao som do sino que despertava os escravos para que eles se apresentassem ao feitor, para receber as tarefas. Se as atividades fossem próximas à sede da fazenda, iam a pé; se mais distantes, um carro de boi os transportava.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>No eito, distribuíam-se em grupos e trabalhavam horas sob as vistas do feitor e embalados pela música que cantavam. Num português misturado com suas línguas maternas, essas canções falavam do trabalho, de suas origens, dos patrões e de si mesmos, num ritmo monótono e constante, repetindo dezenas, centenas de vezes a mesma melodia. </em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>O almoço era servido lá pelas dez horas da manhã. O cardápio constava de feijão, angu de milho, abóbora, farinha de mandioca, eventualmente toucinho ou partes desprezadas do porco, rabo, orelha, pé etc. e frutas da estação como bananas, laranjas e goiabas. Embora houvesse interesse em se manter o negro saudável e apto para o trabalho, não havia a preocupação com sua longevidade. Em fazendas mais pobres, a comida com frequência se resumia ao feijão com gordura e um pouco de farinha de mandioca, o que acabava provocando seu definhamento precoce. Qualquer que fosse a comida, era preparada em enormes panelas e servida em cuias nas quais os escravos usavam as mãos ou, mais raramente, colheres de pau. A refeição deveria ser feita rapidamente, para não se perder tempo, e de cócoras; os negros tinham que engolir tudo porque logo em seguida a faina continuava. Por volta de uma hora da tarde, um café com rapadura era servido substituído nos dias frios por cachaça, e às quatro horas jantava-se. Aí, comia-se o mesmo que no almoço, descansava-se alguns minutos e retomava-se o batente até escurecer.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto"><em>Cumpria-se, então, o ritual da manhã, todos se apresentando ao administrador ou dono, conforme o caso da fazenda. Era quando, após uma breve oração, iniciava-se o serão que constava, geralmente, da produção ou beneciamento de bens deconsumo. Os escravos debulhavam e moíam o milho, preparavam a farinha de mandioca e o fubá, pilavam e torravam o café. Com frequência, cortavam lenha e selecionavam o café apanhado no período de colheita. Só lá pelas nove ou dez horas da noite é que o escravo podia se recolher. Isso para alguém que, no verão, levantava por volta das quatro horas da madrugada. Antes de se deitar, fazia uma refeição rápida e, extenuado, descansava até a jornada do dia seguinte&#8221;.</em></div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto" style="text-align: right;">Jaime Pinsky, em <em>A Escravidão no Brasil</em></div>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></em></p>
<p><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/17987068/a-importancia-do-cafe-nosso-de-todos-os-dias" target="_blank">Embrapa</a></p>
<p><a href="http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/1544/iphan-estuda-acoes-de-preservacao-e-valorizacao-do-patrimonio-cultural-do-cafe-na-regiao-sudeste" target="_blank">Iphan</a></p>
<p>PINSKY, Jaime. <em>A Escravidão no Brasil</em>. São Paulo : Contexto, 2000.</p>
<p><a href="http://www.agricultura.gov.br/assuntos/politica-agricola/cafe/cafeicultura-brasileira" target="_blank">Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</a></p>
<p><a href="https://observatorio-eco.jusbrasil.com.br/noticias/2681871/iphan-quer-preservar-o-patrimonio-cultural-do-cafe" target="_blank">Observatório Eco -Direito Ambiental</a></p>
<p><a href="http://revistacafeicultura.com.br/?mat=10441" target="_blank">Revista Cafeicultura</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
</div>
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