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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; botocudos</title>
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		<title>Os índios sob as lentes de Walter Garbe, em 1909</title>
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		<pubDate>Tue, 23 May 2017 17:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os registros de índios botocudos produzidos no Espírito Santo por Walter Garbe (18? - 19?), em 1909, apesar de claramente encenados, mostram os indígenas no local onde viviam realizando tarefas do cotidiano e não retratados em estúdios fotográficos como fazia a maioria dos fotógrafos da época. Por Garbe eles foram fotografados, por exemplo, caçando e fazendo fogo. Essas imagens transmitem uma certa interação entre ele e os índios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 404px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/570/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="394" height="569" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/570" target="_blank">Walter Garbe. Indígenas Botocudos : foto 04, 1909. Santa Leopoldina, Espírito Santo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>Os registros de indígenas referidos como &#8220;botocudos&#8221; produzidos no Espírito Santo por Walter Garbe (18? &#8211; 19?), em 1909, apesar de claramente encenados, mostram os indígenas no local onde viviam realizando tarefas do cotidiano e não retratados em estúdios fotográficos como fazia boa parte dos fotógrafos da época. Por Garbe eles foram fotografados, por exemplo, caçando e fazendo fogo. Essas imagens transmitem uma certa interação entre ele e os indígenas.</p>
<p>&#8220;Botocudo&#8221; ou aimoré era, segundo Fernando de Tacca, uma denominação usada pelos colonizadores portugueses para se referir ao conjunto de indígenas que usavam botoques nos lábios e nas orelhas. No artigo <a href="https://archive.org/stream/revistadomuseupa08muse/revistadomuseupa08muse_djvu.txt" target="_blank"><em>Os botocudos do Rio Doce</em></a>, de autoria do alemão Herman von Ihering (1850 &#8211; 1930), diretor do Museu Paulista entre 1894 e 1915, publicado na revista da instituição, em 1911, foi descrita e comentada a coleção de peças etnográficas dos indígenas da margem esquerda do rio Doce no estado do Espírito Santo, obtida por Walter Garbe, durante as várias excursões que fez à região entre março e maio de 1909.</p>
<p>Segundo o artigo de von Ihering, Walter Garbe havia produzido <em>uma bela série de vistas fotográficas</em> dos índios &#8220;botocudos&#8221;. Também havia trazido para o Museu Paulista o crânio de uma indígena de 22 anos por ele retratada e que havia se afogado no rio Doce, além de objetos indígenas relacionados a seus usos. Garbe fez um minucioso relato dos hábitos dos &#8220;botocudos&#8221;.</p>
<p>Anteriormente, em 1906, Walter, <em>excelente auxiliar e fotógrafo artista</em>, em companhia de seu pai, o alemão Ernst (Ernesto) Garbe (1853 &#8211; 1925), naturalista-viajante do Museu Paulista desde 26 de dezembro de 1902, explorou a região do rio Doce, desde a fronteira do estado de Minas Gerais até Linhares e na Lagoa Juparana. Obtiveram valiosas coleções zoológicas, mas, na ocasião, não se relacionaram com os indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 384px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/567" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/567/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="374" height="525" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/567" target="_blank">Walter Garbe. Indígenas Botocudos : foto 01, 1909. Santa Leopoldina, Espírito Santo / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?rpp=10&amp;page=1&amp;query=garbe&amp;group_by=none&amp;etal=0" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de autoria de Walter Garbe disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;"> Breve <strong>C</strong>ronologia de Walter Garbe (18? &#8211; 19?) e de seu pai, Ernst Garbe (1853 &#8211; 1925)</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1853</strong></span> &#8211; Nascimento de Ernst Garbe, em 22 de novembro, em Gorlitz, na Alemanha, filho de Augusto e Henriqueta Garbe.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1882 -</strong></span> Ernst Garbe veio pela primeira vez ao Brasil e daqui levou grandes carregamentos de animais vivos da fauna sul-americana para Hamburgo, além de grande quantidade de couros de aves, mamíferos e peixes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1901/1902 </strong><span style="color: #333333;">- Ernst Garbe explorou a região do rio Juruá, no norte do Brasil, subvencionado pelo Museu Paulista.</span></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1902</strong></span> &#8211; Ernst Garbe trouxe para o Museu Paulista os primeiros exemplares de mico-leão-preto: três espécimes, uma fêmea e dois machos, coletados em Vitoriana, município de Botucatu, em São Paulo. Foi o segundo registro histórico da espécie.</p>
<p>Foi contratado como naturalista-viajante do Museu Paulista em 26 de dezembro, por proposta do então diretor da instituição, o alemão Hermann von Inhering (1850 &#8211; 1930). Exerceu esse cargo até sua morte, em 1925.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1904</strong></span> &#8211; Publicação de um artigo sobre a expedição feita por Ernst Garbe, entre 1901 e 1902, no rio Juruá, no norte do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/424692/2313" target="_blank"><em>Boletim do Museu Paraense</em>, 1904</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1905</strong></span> &#8211; Ernst e seu filho, Walter Garbe, partiram do Rio de Janeiro para Caravelas, na Bahia, a bordo do <em>Guarany</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/161993/7689" target="_blank"><em>Brazilian Review</em>, 17 de outubro de 1905, primeira coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1906 </span></strong>- Walter, <em>excelente auxiliar e fotógrafo artista</em>, em companhia de seu pai, o alemão Ernst (Ernesto) Garbe explorou a região do rio Doce, desde a fronteira do estado de Minas Gerais até Linhares e na Lagoa Juparanã, no Espírito Santo. Obtiveram valiosas coleções zoológicas, mas, na ocasião, não se relacionaram com os indígenas.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1907</strong></span> &#8211; Walter Garbe chegou ao Rio de Janeiro a bordo do paquete <em>Muqui</em>, que vinha de Caravelas, na Bahia, tendo feito escala em Guarapari, no Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_01/13103"><em>Correio da Manhã</em>, 18 de abril de 1907, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Ernst Garbe partiu rumo a Manaus e escalas no paquete <em>Maranhão</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/15953" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 27 de outubro de 1907, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1908</strong> </span>- Ernst Garbe chegou a Vitória vindo de Caravelas, na Bahia, a bordo do <em>Guanabara </em>(<em>O<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/229644/18779" target="_blank"> Estado do Espírito Santo</a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/229644/18779" target="_blank">, 20 de dezembro de 1908, na primeira coluna</a>). No dia seguinte, chegou ao Rio de Janeiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_02/30115" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 21 de dezembro de 1908, na última coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1909</strong></span> &#8211; Entre março e maio, Walter Garbe fez diversas excursões à margem esquerda do rio Doce, no Espírito Santo, e obteve uma coleção de peças etnográficas dos índios &#8220;botocudos&#8221;.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1911</strong></span> &#8211; Walter Garbe partiu para Manaus e escalas no paquete <em>Alagoas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/27251" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 1º de julho de 1911, quinta coluna</a>).</p>
<p>Walter Garbe chegou a Vitória, procedente do Rio de Janeiro, no paquete <em>Bahia</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/4866" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 14 de setembro de 1911, quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1912</strong></span> &#8211; Walter Garbe embarcou no paquete <em>Manaus</em>, que seguiu para Manaus e escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/10170" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 19 de janeiro de 1912, segunda coluna</a>).</p>
<p>No Rio de Janeiro, Ernst Garbe ficou hospedado no Hotel Familiar Globo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/11824" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 14 de maio de 1912, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1913</strong> </span>- Publicação na primeira página do <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/28120" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em> de 23 de fevererio de 1913</a> da matéria <em>Fauna e flora do Brasil &#8211; As excursões e os trabalhos de um naturalista-viajante</em>, ilustrada com uma fotografia de Ernst Garbe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8636" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/jornal.jpg"><img class="wp-image-8636 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/jornal-300x214.jpg" alt="jornal" width="300" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia na primeira página do <em>Correio Paulistano</em> de 23 de fevereiro de 1913 com a legenda O sr. Ernesto Garbe preparando sua caça para o Museu Paulista.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ernst Garbe naturalizou-se brasileiro (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_10/18092" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 25 de julho de 1913, na sexta coluna</a>).</p>
<p>Walter Garbe e família chegaram ao Brasil a bordo do paquete alemão Tucuman, vindo de Hamburgo e escalas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/4358" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 5 de novembro de 1913, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1915</strong></span> &#8211; Foi noticiado que Ernst Garbe acabara de fazer uma excursão zoológica ao longo do rio Uruguai, no Rio Grande do Sul (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/36483" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 23 de julho de 1915, primeira coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1917</strong></span> &#8211; Ernst Garbe tornou-se sócio da União Internacional Protetora dos Animais (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/42548" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 1º de maio de 1917, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1919</strong> </span>- A secretaria do Interior de São Paulo fez um pagamento a Ernst Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/49117" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de março de 1919, na quarta coluna</a>).</p>
<p>Foi publicada a matéria <em>O resultado das recentes pesquisas realizadas pelo naturalista sr. Ernesto Garbe </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_06/50436" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de setembro de 1919, na penúltima coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1920</strong> </span>- A secretaria do Interior solicitou do presidente do Lloyd Brasileiro no Rio de Janeiro passagem daquele porto para Belém e de Belém a Manaus para Ernst Garbe, naturalista viajante do Museu Paulista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/1041" target="_blank"><em>Correio da Paulistano</em>, 13 de abril de 1920, na terceira coluna</a>).</p>
<p>Ernst Garbe seguiu para o Rio de Janeiro, vindo de São Paulo, no primeiro trem noturno (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/1462" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 28 de abril de 1920, na penúltima coluna</a>).</p>
<p>No mês de abril, Ernst Garbe seguiu para a Amazônia. Essa foi a última excursão que realizou.</p>
<p>No trem noturno, Walter Garbe seguiu do Rio para São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/2253" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 6 de agosto de 1920, sexta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1921</strong></span> &#8211; A secretaria do Interior fez um pagamento a Ernst Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/4010" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 20 de janeiro de 1921, na sétima coluna</a>).</p>
<p>Durante o carnaval, em Santa Thereza, no Espírito Santo, <em>O sr Walter Garbe, conhecido fotógrafo, tirou várias fotografias inclusive a do salão principal do Governo Municipal</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/721174/240" target="_blank"><em>O Povo</em>, 13 de fevereiro de 1921, primeira coluna</a>).</p>
<p>O diretor do Museu Paulista informou que Ernst Garbe estava desde abril de 1920 explorando a Amazônia, tendo coletado mais de 300 mamíferos, cem aves, ofídios, répteis, batráquios, aracnideos, crustáceos, lepdopteros, insetos e peixes. Elogiou os trabalhos feitos por ele em outras regiões do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/5165]" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de maio de 1921, na sétima coluna</a>).</p>
<p>A secretaria da Fazenda de São Paulo fez um pagamento a Ernst Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/6065" target="_blank">Cor<em>reio Paulistano</em>, 25 de agosto de 1921, na quinta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1922</strong></span> &#8211; Walter Garbe esteve no palácio do Governo do Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/14298" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 7 de janeiro de 1922, na segunda coluna</a>).</p>
<p>O fotógrafo Walter Garbe residia em Santa Leopoldina, no Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/14305%20       " target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 8 de janeiro de 1922, na quarta coluna</a>).</p>
<p>O senhor Elpidio Pimentel havia recebido da secretaria de Agricultura do Espírito Santo 76 fotografias produzidas por Walter Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/15940" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 3 de agosto de 1922, na quarta coluna</a>).</p>
<p>A coleção exposta na sala de ornitologia do Museu de Ciências foi ampliada com a presença de aves amazônicas trazidas pelo naturalista Ernst Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/9585" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 4 de setembro de 1922</a>).</p>
<p>A prefeitura de Santa Leopoldina mandou, <em>pelo hábil fotógrafo Walter Garbe, tirar diversos filmes cinematográficos da cidade, com a sua movimentada vida comercial, das nossas vias de comunicação; das nossas quedas d´água; do transporte do café da colônia para aqui e daqui para Vitória, via fluvial, e também das imponentes festas do Centenário aqui realizadas</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/10728" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 11 de novembro de 1922, na coluna)</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1923</strong></span> &#8211; Walter Garbe requereu da secretaria de Agricultura o pagamento por serviços fotográficos em diversos municípios do Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/18350%20             " target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 31 de agosto de 1923, na quarta coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1924</strong></span> &#8211; Walter Garbe esteve no palácio do governo do Espírito Santo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/21389" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 18 de março de 1924, na última coluna</a>).</p>
<p>Ernst Garbe foi mencionado na matéria <em>Uma visita ao Museu do Ypiranga </em>como o responsável pelas recentes aquisições de animais da Amazônia (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/11619" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 23 de março de 1924</a>).</p>
<p>Walter Garbe foi um dos compradores da cidade de Vitória da Empresa Territorial Nova Capital Federal (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/22566%20       " target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 15 de julho de 1924</a>).</p>
<p>Walter Garbe foi um dos convidados ao casamento do prefeito de Vitória, Otávio Peixoto, com Elida Avidos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/572748/23627" target="_blank"><em>Diário da Manhã</em>, 20 de novembro de 1924, na última coluna</a>).</p>
<p>Ernst Garbe foi citado no artigo <em>Porto Seguro em princípios do século XIX</em>, de autoria de Afonso d&#8217;Escragnolle Taunay (1876 &#8211; 1958), na época diretor do Museu Paulista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/158089/1081" target="_blank"><em>América Brasileira</em>, novembro &#8211; dezembro de 1924</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1925</strong></span> &#8211; Ernst Garbe ainda ocupava o cargo de naturalista-viajante do Museu Paulista (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394/89467" target="_blank"><em>Almanak Laemmert</em>, 1925</a>).</p>
<p>Falecimento de Ernst Garbe em 4 de julho, em São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/092932/5246" target="_blank"><em>O Dia</em>, 5 de julho de 1925, na segunda coluna</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/21749" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de julho de 1925, na quarta coluna</a>). Publicação de um perfil sobre ele, escrito pelo então diretor do Museu Paulista, Afonso d&#8217;Escragnolle Taunay (1876 &#8211; 1958) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/18280" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 7 de julho de 1925</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1928</strong></span> &#8211; A prefeitura de São Paulo indeferiu um pagamento a Walter Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/29857" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 21 de março de 1928, na segunda coluna</a>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">1929</span></strong> &#8211; A secretaria da Fazenda de São Paulo fez um pagamento a Walter Garbe (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_07/39351" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 28 de dezembro de 1929, na segunda coluna</a>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1932/1933</strong></span> &#8211; De outubro de 1932 a abril de 1933, Walter Garbe participou com Carlos Camargo de uma expedição comandada por Olivério Pinto. Foram coletadas aves do estado da Bahia &#8211; no vale do rio das Contas e nos arredores de Caravelas. Perto de Salvador, coletaram também na ilha da Madre de Deus.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1937</strong></span> &#8211; Walter Garbe era um dos componentes da Bandeira Anhanguera que após uma temporada na região do rio das Mortes, onde teve contato com os índio xavantes, sob o comando do sertanista e escritor Hermano Ribeiro da Silva(? &#8211; 1937), retornou a São Paulo (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/090972_08/21719" target="_blank"><em>Correio Paulistano</em>, 5 de dezembro de 1937, na primeira coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Breve perfil do naturalista Ernst Garbe (1853 &#8211; 1925), pai do fotógrafo Walter Garbe</span></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8619" style="width: 223px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/garbepai-1.jpg"><img class="wp-image-8619 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/garbepai-1-213x300.jpg" alt="garbepai-1" width="213" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O naturalista Ernst Garbe (1853 &#8211; 1925), pai do fotógrafo Walter Garbe / Fotografia publicada no livro <em>Quantos anos faz o Brasil?</em>, sem autoria e sem data</p></div>
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<p>O alemão Ernst Garbe nasceu em 22 de novembro de 1853, em Gorlitz, na Silesia. Durante longos anos viajou por conta do grande comerciante mundial de animais selvagens Carl Hagenbeck (1844 &#8211; 1913), de Hamburgo. Veio pela primeira vez ao Brasil, em 1882. Daqui levou grandes carregamentos de animais vivos da fauna sul-americana para Hamburgo, além de grande quantidade de couros de aves, mamíferos e peixes. Tornou-se naturalista viajante do Museu Paulista em 26 de dezembro de 1902 , por proposta do então diretor da instituição o alemão Hermann von Inhering (1850 &#8211; 1930), que esteve a frente da instituição de 1894 até 1915.  No ano anterior, 1901, Ernst Garbe já havia ido à região do rio Juruá, no norte do Brasil, subvencionado pelo museu. Em 1902, trouxe para o Museu Paulista os primeiros exemplares de mico-leão-preto, três espécimes, uma fêmea e dois machos, coletados em Vitoriana, município de Botucatu, em São Paulo. Foi o segundo registro histórico da espécie. Percorreu áreas remotas em praticamente todos os biomas brasileiros, coletando uma quantidade expressiva de material. Segundo vários pesquisadores estrangeiros que visitaram o museu, foi graças a Ernst Garbe que Ihering pode reunir a melhor coleção zoológica da América do Sul na ocasião. Naturalizou-se brasileiro, em 1913. Teve uma congestão cerebral em sua mesa de trabalho, no Museu Paulista, e faleceu em 1925. Sobre ele, Afonso d&#8217;Escragnolle Taunay (1876 &#8211; 1958), diretor do Museu Paulista de 1917 a 1945, declarou: <em>Nasceu e viveu para levar a existência do naturalista colecionador, apaixonadamente amou a sua carreira e jamais quis saber de outro modo de vida</em>.</p>
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<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">Breve perfil de Hermann Friedrich Albrecht von Ihering (1850 &#8211; 1930), diretor do Museu Paulista de 1894 a 1915</span></strong></em></p>
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<div id="attachment_23963" style="width: 276px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hermann_von_Ihering.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-23963" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/herman.jpg" alt="Hermann von Ihering / Wikipedia" width="266" height="337" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hermann_von_Ihering.jpg" target="_blank">Hermann von Ihering, 1920 / Wikipedia</a></p></div>
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<p>O zoólogo alemão Herman Friedrich Albrecht von Ihering nasceu em 9 de outubro de 1850, em Kiel e era filho do destacado jurista Caspar Rudolf von Ihering (1818-1892). Frequentou as universidades de Giessen, de Leipzig, de Berlim e de Göttingen.  Passou uma temporada na Itália, onde lecionou zoologia na Universidade de Nápoles. Radicou-se no Brasil em 1880. Naturalizou-se brasileiro em 1885. Foi naturalista-viajante do Museu Imperial e Nacional, além de pesquisador da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo. Em 1894, sucedeu o norte-americano Orville Adelbert Derby (1851 &#8211; 1915) na direção do Museu Paulista, cargo que ocupou até 1915, quando foi substituído por Armando Prado. A exemplo do que se fazia nas instituições europeias afins, Ihering dedicou-se à parte expositiva e também ao trabalho científico. Para tal, contratou vários naturalistas que percorreram o Brasil em busca de exemplares naturais para o Museu. Dentre os contratados, estiveram Ernest e Walter Garbe. Durante sua gestão, o Museu Paulista teve o apoio de sociedades e instituições científicas como o Museu Britânico, o Museu de Paris, o Museu Nacional dos Estados Unidos e o Smithsonian Institute. Foi visitado por diversos pesquisadores estrangeiros como Franz Heger, do Museu Imperial de Viena, e John Hasemann, do Carnegie Museum. Também recebeu coleções de museus argentinos, uruguaios e chilenos. Pesquisadores brasileiros colaboraram com a classificação das coleções, entre eles  Adolph Hempel, do Instituto Agronômico de Campinas e Adolpho Ducke, do Museu Emílio Goeldi. Naturalistas contratados pelo museu foram Beniamino Bicego,  Helmuth Pinder, Francisco Leonardo de Lima e Hermann Lünderwaldt, dentre outros. Von Ihering escreveu com seu filho, Rodolpho Theodor Wilhelm Gaspar von Ihering, os<em> Catálogos de Fauna Brazileira vol 1. As aves do Brazil, </em>editado pelo Museu Paulista, em 1907. Voltou para a Europa em 1920 e faleceu, na Alemanha, em 24 de fevereiro de 1930.</p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><strong><span style="color: #993366;">Fontes:</span></strong></p>
<p>ABREU, Adilson Avansi de. <em>Quantos anos faz o Brasil?. </em>São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000. &#8211; (Uspiana Brasil 500 Anos)</p>
<p><a href="http://blogdoims.com.br/os-indios-na-fotografia-brasileira-por-luiz-fernando-vianna/" target="_blank">Blog do IMS. Entrevista <em>Os índios na fotografia brasileira</em>, feita por Luiz Fernando Vianna a Leonardo Wen, em 26 de novembro de 2013.</a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-42391950000100002" target="_blank">Boletim do Instituto Paulista de Oceanografia</a></span></p>
<p><a href="http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/muspaul.htm" target="_blank"><span style="color: #333399;"><span style="text-decoration: underline;">Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Bra</span>sil (1832-1930) Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz</span></a></p>
<p>EHRENREICH, Paul. <em>Índios Botocudos do Espírito Santo no século XIX.</em> Tradução de Sara Baldus; organização e notas de Júlio Bentivóglio. Vitória, Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2014. Título original: Ueber die Botocudos der brasilianischen Provizen Espiritu Santo und Minas Geraes. 1887.</p>
<p>IHERING, Hermann von. <em><a href="https://archive.org/stream/revistadomuseupa08muse/revistadomuseupa08muse_djvu.txt" target="_blank">Os botocudos do Rio Doce.</a></em> São Paulo:Revista do Museu Paulista, 1911.</p>
<p>KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro: fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910)</em>. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002</p>
<div>
<p class="title">LOPES, Maria Margaret Lopes;PODGORNY, Irina. <em><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702014000300809" target="_blank">Entre mares e continentes: aspectos da trajetória científica de Hermann von Ihering, 1850-1930.</a> </em>Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.21 no.3 Rio de Janeiro Aug./Sept. 2014</p>
<p class="title">NOMURA,Hitoshi. <em><a href="http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1809-76342012000100002&amp;lng=pt" target="_blank">Hermann von Ihering (1850-1930), o Naturalista</a></em>. In: Cadernos de História da Ciência, vol.8 no.1 São Paulo jan./jun. 2012</p>
<p class="title">OLIVEIRA, Roberto Gonçalves de. <em>As aves-símbolos dos estados brasileiros</em>. Porto Alegre, RS: AGE Editora, 2003.</p>
</div>
<p><a href="https://archive.org/stream/revistadomuseupa08muse/revistadomuseupa08muse_djvu.txt" target="_blank">Revista do Museu Paulista, 1911</a></p>
<p>REZENDE, Gabriela Cabral. <em>Mico-leão-preto: A história de sucesso na conservação de uma especie ameaçada</em>. São Paulo: Matrix Editora, 2014.</p>
<p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. <em>O Museu Paulista ou Museu do Ypiranga</em>. In: O Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão nacional no Brasil – 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. p. 78-83.</p>
<p><a href="http://povosindigenas.com/walter-garbe/" target="_blank">Site O índio na fotografia brasileira</a></p>
<p><a href="http://www.mz.usp.br/?page_id=2168" target="_blank">Site do Museu de Zoologia da USP</a></p>
<p>TACCA, Fernando de. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-59702011000100012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank"><em>O índio na fotografia brasileira: incursões sobre a imagem e o meio</em></a>. História, ciências, saúde – Manguinhos – Vol. 18, nº 1, p.191-223. Rio de Janeiro., 2011</p>
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