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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; Austrália</title>
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		<title>Abram-Louis Buvelot (Suíça, 03/03/1814 &#8211; Austrália, 30/05/1888)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 May 2017 14:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Suíço, nascido em Morges, o pintor e fotógrafo Abram-Louis Buvelot, chegou ao Brasil, em 1835, e foi o primeiro fotógrafo no Brasil a receber o real patrocínio de um monarca quando, em 8 de março de 1851, d. Pedro II autorizou o uso das armas imperiais na fachada do estabelecimento fotográfico Buvelot &#038; Prat, fundado em torno de 1845. Foi agraciado por d.Pedro II com o título de Cavaleiro da Imperial Ordem do Rosa. Buvelot tornou-se um dos grandes pintores paisagistas da Austrália.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Suíço, nascido em Morges, o pintor e fotógrafo Abram-Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888), chegou ao Brasil, em 1835, e foi, com seu associado, o francês Prat (? &#8211; 1852), o primeiro fotógrafo no Brasil a receber o <em>real</em> patrocínio de um monarca quando, em 8 de março de 1851, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a> autorizou o uso das armas imperiais na fachada do estabelecimento fotográfico Buvelot &amp; Prat, na rua dos Latoeiros, no centro do Rio de Janeiro. Buvelot pintou, sob encomenda da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina</a>, uma paisagem de floresta brasileira, que foi exibida na Exposição Geral de Belas Artes de 1846. A obra agradou muito a <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, que o agraciou com o título de Cavaleiro da Imperial Ordem do Rosa, em 1847 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/5026" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 22 de março de 1847, na segunda coluna</a>). A imperatriz dava de presente a suas irmãs em Nápoles, Paris e Viena quadros de Buvelot.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 558px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4779/014BP002.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="548" height="689" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4779" target="_blank">Buvelot &amp; Prat. Imperatriz Thereza Christina, 1852. Rio de Janeiro / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Buvelot foi aluno do pintor suíço Marc Louis Arlaud (1772 &#8211; 1845), na Escola de Desenho de Lausanne, de Jean-George Volmar (1769 &#8211; 1831), em Berna, e do francês Camille Flers (1802 &#8211; 1868), em Paris. Este último havia passado uma temporada no Rio de Janeiro, onde trabalhou como cozinheiro, pintor e bailarino.</p>
<p style="text-align: left;">Em  Salvador, sua primeira residência no Brasil, Buvelot foi professor de pintura. Em 1840, passou a morar no Rio de Janeiro e produziu vistas, cenas de costumes urbanos da cidade que estão no álbum litográfico <em>Rio de Janeiro Pitoresco</em>, realizado com o pintor francês Louis Auguste Moreaux (1818 &#8211; 1877) e publicado em fascículos entre 1942 e 1945, ano em que foi publicado, na íntegra, pela Heaton &amp; Rensburg. Foi o primeiro álbum de gravuras impresso no Brasil (de que se tem notícia até hoje) e possuía 18 pranchas com dezenas de imagens litografadas, dentre elas registros da Ladeira de Santa Teresa e Santa Luzia, do Chafariz do Aragão, do Largo do Paço, além de cenas de escravizados e de outros personagens da cena carioca.</p>
<p style="text-align: left;">Entre 1840 e 1852, participou de todas as exposições da Academia Imperial de Belas Artes, exceto nos anos de 1842, 1845 e 1851. Fundou, em torno de 1845, um estabelecimento fotográfico na rua dos Latoeiros, 36 (atual Gonçalves Dias), tornando-se um dos primeiros profissionais da daguerreotipia no Rio de Janeiro. A oficina de Buvelot prestou diversos serviços para a Casa Imperial, dentre eles a produção de retratos de d. Pedro II, dona Teresa Cristina e de sua filha, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">a princesa Isabel</a>, que integram a Coleção de Dom Pedro de Orleans e Bragança. Com seu associado, Prat, realizou, em 1851, uma série de daguerreótipos de Petrópolis – todos desaparecidos. Estiveram na cidade entre 25 de fevereiro a 1º de março e entre 9 e 15 de abril para fotografar aspectos da então colônia imperial e receberam da mordomia imperial 2:595$000. Foram pagos 92$000 ao Hotel Suíço de Francisco Gabriel Chifelli e ao colono Davi Heiderich pelo aluguel de carros que os transportou do Porto da Estrela a Petrópolis. Esses daguerreótipos estão desaparecidos. Segundo o historiador Guilherme Auler (1914-1965), alguns foram descritos por d. Pedro II em um dos manuscritos que estão no Arquivo da Casa Imperial. Seriam a descrição dos registros do palácio, ainda não concluído; do Hotel Suíço, da serraria, da residência do ministro da Rússia, além de aspectos da rua do Imperador e da rua Dona Francisca, dentre outros. Auler levantou a hipótese dessas fotografias terem sido ofertadas a <em>Dona Francisca, a Princesa de Joinville que semestralmente recebia de maneira oficial, com correspondência da Mordomia da Casa Imperial ao Ministro brasileiro em Paris, caixas de doce de abacaxi, farinha de mandioca, feijão preto, barril de aguardente, caixas de goiabada e sementes de quiabo&#8230; A feijoada recordava o Brasil. E se havia o cuidado de remeter tais coisas, para o culto da saudade, certamente um daguerreótipo representava muito mais (<a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span>, 2 de junho de 1957</a>). </em></p>
<p style="text-align: left;">Em 1852, Buvelot retornou à Suíça, onde tentou, sem sucesso se estabelecer como fotógrafo. Em 1865, fixou-se na Austrália, onde tornou-se um dos maiores pintores paisagistas do país. Entre 1866 e 1882, contribuiu com paisagens em várias exposições nacionais e internacionais. Faleceu em 30 de maio de 1888.</p>
<div class="tei-p">Em uma carta enviada em 1877 para um de seus amigos mais próximos, o pintor francês Eugene Girardet (1853 &#8211; 1907), refletindo sobre as circunstâncias de sua vida e seu envelhecimento, Buvelot escreveu:</div>
<div class="rend-block tei-p"></div>
<div class="rend-block tei-p"><em>Apenas uma faculdade persiste em força total e esta é um sentimento pela natureza que unido a um coração sempre jovem para amar e valorizar aqueles que escolheu&#8230;me faz encontrar um charme na vida.</em></div>
<div class="rend-block tei-p"></div>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Cronologia de Abram-Louis Buvelot (1814 &#8211; 1888)</strong></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8306" style="width: 271px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://latrobejournal.slv.vic.gov.au/latrobejournal/issue/latrobe-75/latrobe-75-070a.jpg" target="_blank"><img class="  wp-image-8306" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/fotografia-204x300.jpg" alt="fotografia" width="261" height="384" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://latrobejournal.slv.vic.gov.au/latrobejournal/issue/latrobe-75/latrobe-75-070a.jpg" target="_blank">M. Louis Buvelot. Xilografia publicada no Australasian Sketcher, em 12 de julho de 1888 / Acervo da Coleção La Trobe Picture</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1814</strong></span> &#8211; Nascimento de Abram-Louis Buvelot, em 3 de março, em Morges, na Suíça, segundo filho de François-Simeon (? &#8211; 1848), funcionário do Correio, e de Jeanne-Louise-Marguerite Heizer (? &#8211; 1856), diretora escolar. Tinha um irmão, Eugene-Jean-Louis-Henri (c. 1820- 1852), gravador e litógrafo. A família Buvelot havia se estabelecido em Morges em 1677, onde chegou como refugiada protestante da cidade de Condé-en-Barrois, na França.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1830</strong></span> &#8211; Em dezembro, Buvelot deixou sua cidade natal, provavelmente para estudar na Escola de Desenho de Lausanne, dirigida pelo pintor suíço Marc Louis Arlaud (1772 &#8211; 1845), que havia sido aluno do célebre pintor francês Louis David (1748-1825).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1834</strong></span> &#8211; Provavelmente, deixou a Suíça e passou alguns meses em Paris, onde foi aluno do pintor francês Camille Flers (1802 &#8211; 1868). Flers havia vivido no Rio de Janeiro entre 1821 e 1823.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1835 </strong></span>- Buvelot chegou em Salvador, na Bahia, onde deu aulas de pintura. Seu tio, François Buvelot (1777 &#8211; ?) possuía uma plantação de café no estado entre 1825 e 1842. Buvelot permaneceu em Salvador até 1840 e os quadros que pintou da cidade, intitulados <span class="rend-i tei-hi"><em>Vista da Bahia</em> e</span> <em><span class="rend-i tei-hi">Vista das Fortalezas da Entrada da Bahia, </span></em><span class="rend-i tei-hi">além d</span>e um retrato de Minerva Candida d&#8217;Albuquerque, o destacou entre as famílias europeias abastadas que viviam na Bahia.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1839</strong></span> &#8211; Anunciou ao público ter aberto uma casa onde desenhava<em> paisagens, retratos de todos os tamanhos e tudo quanto diz respeito a essa arte </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/964" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 9 de fevereiro de 1939, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1840</strong></span> &#8211; Anunciou com o pintor francês Louis Auguste Moreau (1818 &#8211; 1877) aulas de desenho e pintura na rua Direita do Palácio, nº 65 (<em>Correio Mercantil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/2040" target="_blank">29 de janeiro, na segunda coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/186244/2060" target="_blank">4 de fevereiro de 1840, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Em outubro, chegou ao Rio de Janeiro, a bordo do patacho <em>Minerva</em>. Três dias depois, compareceu à Polícia e no livro de legitimação de passaportes identificou-se como Luis Buvelot, suíço, solteiro, 27 anos, retratista. Como a maioria dos imigrantes, viveu um tempo no Hotel Pharoux, e depois teve várias moradias, dentre elas na ruas do Rosário, do Cano, Santa Teresa e Ourives<span style="color: #333333;"> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/1148" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Commercio</span></em>, 31 de outubro de 1840, na terceira coluna</a> e <a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a>). </span></p>
<p style="text-align: left;">Em dezembro, participou da III Exposição Geral de Belas Artes com duas paisagens representando a praia de Santa Luzia e o Saco da<em> </em>Gamboa com o cemitério inglês<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/1313" target="_blank"><span style="color: #333333;">Jornal do Commercio, </span></a></em><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/1313" target="_blank">16 de dezembro de 1840</a> e</span> <span style="color: #333333;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_02/1276" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 13 de janeiro de 1841, na primeira coluna</a>). Na ocasião, Zeferino Ferrez (1797 &#8211; 1951), pai do fotógrafo <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6305" target="_blank">Marc Ferrez</a>, foi condecorado.</span></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1841</strong></span> &#8211; Foi anunciada a venda de uma litografia de Heaton &amp; Rensburg representando a coroação e a sagração de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a>, quando ele se apresentou ao povo na varanda Largo do Paço, baseada em um desenho do pintor francês Louis Auguste Moreaux (1818 &#8211; 1877) e Buvelot. Estava à venda nas lojas de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> e Laemmert, dentre outras (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/2158" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 4 de agosto de 1841, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Participou da Exposição Geral de Belas Artes com quadros representando a<em> </em>Lagoa Rodrigo de Freitas e Botafogo<em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/2170" target="_blank">Jornal do Commercio, </a></em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/2170" target="_blank">6 de janeiro de 1842, na terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1842</strong></span> &#8211; Foi publicado o primeiro número do <em>Rio de Janeiro Pitoresco </em>com seis estampas de vistas e figuras desenhadas por Buvelot e pelo pintor francês Louis Auguste Moreaux (1818 &#8211; 1877). Estava à venda nas lojas de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=2492" target="_blank">Georges Leuzinger (1813 &#8211; 1892)</a> e Laemmert (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/3069" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 24 de março de 1842, na terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Embarcou no navio <em>Bom Sucesso</em>, rumo a Vila Viçosa e Campos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/3974" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 17 de novembro de 1842, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1843</strong> </span>- Em novembro, Buvelot casou-se com a parisiense Marie-Félicité Lalouette (1816 &#8211; ?), filha de Nicolas-Joseph e Appaline-Rosalie Piquet, meses depois do nascimento de Jeanne-Louise-Sophie, única filha do casal, em 24 de fevereiro.</p>
<p style="text-align: left;">Ele e o pintor cearense José dos Reis Carvalho (1800 &#8211; 1872) ganharam medalha de ouro na Exposição Geral de Belas Artes.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1844</strong></span> &#8211; A imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina</a>, que havia chegado ao Rio de Janeiro, em 3 de setembro de 1843, comprou todos os quadros de Buvelot expostos na Exposição do Rio de Janeiro:<em> Cemitério Inglês na Gamboa, Vista do Convento de Santo Antônio, Canto do Beco do Cairu, Vista da Cidade do Rio de Janeiro observado do Andaraí Pequeno e Vista de Nossa Senhora da Glória observada dos aquedutos</em>. O recibo, no valor de 300$000, de 1º de fevereiro de 1844, encontra-se no Arquivo da Casa Imperial. (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/5976" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 23 de fevereiro de 1844, na primeira coluna</a> e <a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Buvelot participou da Exposição Geral de Belas Artes com quatro quadros: <em>Vista da cidade e da Baía observada da Fábrica de Rapé</em>,<em> no Andaraí</em>; <em>Vista da passagem da Boa Vista observada do mesmo lugar</em>; <em>Vista do Corcovado e da Lagoa Rodrigo de Freitas observada da Boa Vista da Gávea;</em> e <em>Vista de Botafogo observada do caminho novo da praia Vermelha </em>(<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/7148" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de dezembro de 1844, na primeira coluna</a> e <span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">c. 1845</span></strong> &#8211; Fundou seu estabelecimento fotográfico, na rua dos Latoeiros (atual rua Gonçalves Dias), tornando-se um dos primeiros profissionais da daguerreotipia no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1845</strong></span> &#8211; Foi publicado pela Heaton &amp; Rensburg o álbum litográfico <em>Rio de Janeiro Pitoresco</em>, realizado por Buvelot e pelo pintor francês Louis Auguste Moreaux (1818 &#8211; 1877). Reunia três séries de gravuras realizadas desde 1842 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/063142/5523" target="_blank"><em>Anuário do Museu Imperial</em>, 1960</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Consta dos livros de fevereiro da mordomia imperial um recibo no valor de 500$000 para o pagamento de uma vista da Lagoa Rodrigo de Freitas, de autoria de Buvelot (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;">Francisco Buvelot, provavelmente François Buvelot, o tio de Louis Buvelot, partiu para a França, na barca francesa <em>Emile</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/7944" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 20 de junho de 1845, na última coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1846</strong></span> &#8211; Era o professor de desenho do Colégio de São Pedro de Alcântara (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/364568_03/10041" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 18 de outubro de 1846, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Pintou, sob encomenda da imperatriz <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=6798" target="_blank">dona Teresa Cristina</a>, uma paisagem de floresta brasileira, <em>Vista de mato virgem</em>, que foi exibida na Exposição Geral de Belas Artes de 1846. Pelo quadro, foram pagos 300$000 conforme recibo de 4 de dezembro de 1846 existente no Arquivo da Casa Imperial (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1847</strong></span> &#8211; <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">D. Pedro II</a> o agraciou com o título de Cavaleiro da Imperial Ordem do Rosa  pelo mesmo decreto que tornou Grandjean de Montigny (1776 &#8211; 1850) Oficial da mesma Ordem (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/800449/5026" target="_blank"><em>Diário Novo</em>, 22 de março de 1847, na segunda coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Apresentou uma aquarela na Exposição Geral de Belas Artes (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1848</strong></span> &#8211; Apresentou seis pinturas na Exposição Geral de Belas Artes: <em>Vista de uma casa nas Laranjeiras</em>, <em>Vista de uma choupana</em>, <em>Vista do caminho dos aquedutos</em>, <em>Vista de uma casa em Catumbi</em>, <em>Vista da Gávea observada da Lagoa</em>; e <em>Vista das Laranjeiras</em> (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1848</strong></span> <span style="color: #993300;"><strong>a</strong></span><span style="color: #800000;"><strong> 1951</strong></span> &#8211; Seu estabelecimento, intitulado<em> Louis Buvelot</em>  foi anunciado na seção de &#8220;Pintores e Retratistas&#8221; do <em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em> de <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/2042" target="_blank">1848,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/2804" target="_blank">1849,</a> <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/3460" target="_blank">1950</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/4293" target="_blank">1951</a>. Em 1951, foi anunciado também na seção de &#8220;Daguerreótipos&#8221;, no mesmo endereço, mas intitulado <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/4379" target="_blank">Officina de Buvelot, 6, &amp; Prat, r. dos Latoeiros, 36</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1849</strong><span style="color: #333333;"> &#8211; Em 30 de novembro, a Família Real pagou a Buvelot  544$000 pela realização de 19 retratos e pelo fornecimento de 20 estojos de daguerreótipos (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>). </span></span></p>
<p style="text-align: left;">Buvelot foi saudado como o artista que <em>melhor sente e executa a natureza do Brasil, </em>na Exposição da Academia de Belas Artes. Ele apresentou duas vistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/2848" target="_blank"><em>Correio Mercantil</em>, 18 de dezembro de 1849, na terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> &#8211; Uma conta de 404$000 de retratos de d. Pedro II foi paga pela mordomia imperial, em setembro. A partir dessa informação, o historiador Guilherme Auler concluiu que o retrato do imperador que se encontra no Palácio do Grã-Pará é de autoria de Buvelot &amp; Prat e sua data é 1850 (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;">Em uma crítica às obras apresentadas na Exposição da Academia de Belas Artes, foi escrito: <em>as paisagens do sr. Buvelot não podem ser mais naturais! Lamentamos que esse homem não seja brasileiro ou ao menos lente de paisagem da academia, que a esse respeito está muito mal servida</em>&#8230; Ele apresentou duas aquarelas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4148" target="_blank"><em>Gazeta Mercantil</em>, 17 de dezembro de 1850, na segunda coluna</a> e <a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1851</strong></span> &#8211; Buvelot e Prat estiveram em Petrópolis entre 25 de fevereiro a 1º de março e entre 9 e 15 de abril para fotografar aspectos da então colônia imperial e receberam da mordomia imperial 2:595$000. Foram pagos 92$000 ao Hotel Suíço de Francisco Gabriel Chifelli e ao colono Davi Heiderich pelo aluguel de carros que os transportou do Porto da Estrela a Petrópolis. Esses daguerriótipos estão desaparecidos. Segundo o historiador Guilherme Auler, alguns foram descritos por d. Pedro II em um dos 114 manuscritos que estão no Arquivo da Casa Imperial. Seriam a descrição dos registros do palácio, ainda não concluído; do Hotel Suíço, da serraria, da residência do ministro da Rússia, além de aspectos da rua do Imperador e da rua Dona Francisca, dentre outros. Auler levantou a hipótese dessas fotografias terem sido ofertadas a <em>Dona Francisca, a Princesa de Joinville que semestralmente recebia de maneira oficial, com correspondência da Mordomia da Casa Imperial ao Ministro brasileiro em Paris, caixas de doce de abacaxi, farinha de mandioca, feijão preto, barril de aguardente, caixas de goiabada e sementes de quiabo&#8230; A feijoada recordava o Brasil. E se havia o cuidado de remeter tais coisas, para o culto da saudade, certamente um daguerreótipo representava muito mais  (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</em></p>
<p style="text-align: left;">Foi o primeiro fotógrafo no Brasil, com seu associado Prat, a receber o <em>real</em> patrocínio de um monarca quando, em 8 de março de 1851, <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7183" target="_blank">d. Pedro II</a> autorizou o uso das armas imperiais na fachada do estabelecimento fotográfico Buvelot &amp; Prat.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8317" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4730" target="_blank"><img class="wp-image-8317 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/emblema1-300x198.jpg" alt="emblema" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/4730" target="_blank">Propaganda do ateliê fotográfico Buvelot &amp; Prata, Correio Mercantil de 4 de junho de 1851.</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1852</span></strong> &#8211; O estabelecimento fotográfico foi anunciado no <em>Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro como </em><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/5421" target="_blank">Officina Imperial de Buvelot, 6, &amp; Prat, r. dos Latoeiros, 36.</a></p>
<p style="text-align: left;">Apresentou  um quadro na Exposição Geral de Belas Artes (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;">Buvelot retornou à Suíça por motivos de saúde, provavelmente havia contraido malária. Porém, no livro <em>Famous Australian Artists</em>, de Lois Hunter, publicado na Austrália, em 2003, foi mencionado que o motivo real de Buvelot ter deixado o Brasil teria sido a pressão pública devido a um escândalo desencadeado por um caso que ele teria tido com uma estudante. Algumas fontes informam que o ano foi 1851.</p>
<p style="text-align: left;">Viveu entre julho de 1852 e dezembro de 1853 em Vevey, Vaud, onde tentou, sem sucesso, se estabelecer como retratista.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1853</span> </strong><span style="color: #333333;">- Em dezembro, mudou-se com Marie-Felicité e sua filha Jeanne-Louise-Sophie (1844 &#8211; ?) para Lausanne. </span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1854</strong></span> &#8211; Foi com o artista austríaco Ferdinand Krumholtz (1810 &#8211; 1878), que ele havia conhecido no Rio de Janeiro, para Calcutá, na Índia, onde tentaram as carreiras de pintor e fotógrafo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1855</strong> </span>- Buvelot teria ido para a Escócia antes de voltar à Suíça (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>). Começou a trabalhar como desenhista na Escola de Design em La Chaux-de-Fonds, Neuchâtel. Permaneceu na cidade com sua mulher e filha até setembro de 1864. Nesse período, contribuiu inúmeras vezes em exposições organizadas pela Sociedade dos Amigos das Artes de Neuchâtel.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1856</strong></span> &#8211; Participou da Exposição de Berna com a pintura de uma paisagem.</p>
<p style="text-align: left;">Pela última vez a Oficinna Imperial Buvelot &amp; Prat foi anunciada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/313394x/9681" target="_blank"><em>Almanaque</em> <em>Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro</em></a>. O último anúncio  publicado no <em>Correio Mercantil e Instrutivo, Político, Universal</em> foi publicado em <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/217280/11405" target="_blank">21 de janeiro de 1956, na terceira coluna</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #993300;"><strong>1857</strong></span> &#8211; A oficina foi anunciada no <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/717444/425" target="_blank"><em>Auxiliador da Administração do Correio da Tarde de 1857</em></a>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1859/1860</strong></span> &#8211; Buvelot participou da Exposição Geral de Belas Artes de 1859 e de 1860 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/181773/3276" target="_blank"><em>Revista Popular</em>, janeiro a março de 1861</a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1864</strong></span> &#8211; Buvelot trabalhou em um comitê que estabeleceu o Museu de Belas Artes em La Chaux-de-Fonds.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo informação do dicionário de Emmanuel Bénézit (1854 &#8211; 1920), Buvelot teria voltado ao Brasil durante esse ano (<span style="color: #333333;"><a style="color: #333333;" href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 de junho de 1957</a></span>).</p>
<p style="text-align: left;">Em setembro, deixou sua família em La Chaux-de-Fonds e, dois meses depois, partiu de Liverpool para a Austrália acompanhado de Caroline-Julie Beguin (? &#8211; 1902), que havia sido sua colega como professora de francês na Escola de Design de La Chaux-de-Fonds. Viveram juntos até a morte de Buvelot, em 1888.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1865</span></strong> &#8211; Chegou em 18 de fevereiro em Melbourne, em Vitória, estado da Austrália, onde comprou um estúdio fotográfico na rua Bourke, nº 92.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1866</strong></span> &#8211; Mudou-se para a rua La Trobe, nº 88 e retomou sua carreira de pintor. Caroline-Julie dava aulas de francês para ajudá-lo a se estabelecer como artista em Melbourne. Tornou-se conhecido, recebeu diversos prêmios, tendo-se notabilizado por suas paisagens. Entre 1866 e 1882, contribuiu com paisagens em várias exposições nacionais e internacionais. Segundo o crítico de arte do jornal australiano <em>Argus</em>, James Smith, ele reproduzia <em>integralmente</em> as paisagens australianas nas mais diversas técnicas: aquarelas, óleos e <em>crayons</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1868</strong> </span>- Inscreveu-se para ser o instrutor das aulas de arte na Galeria Nacional de Vitória, sem sucesso. Dois anos depois, o austríaco Eugen von Guerad (1811 &#8211; 1901) foi designado para o cargo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1869</strong></span> &#8211; Em torno desse ano sua reputação como o principal pintor das paisagens da colônia australiana estava firmada.</p>
<p style="text-align: left;">Foi professor de desenho de paisagens na Escola de Design de Artisan, em Carlton, subúrbio de Melbourne.</p>
<p style="text-align: left;"><span class="rend-i tei-hi">Os quadros <a href="http://www.ngv.vic.gov.au/explore/collection/work/4505/" target="_blank"><em>Winter morning near Heidelberg</em></a></span> and <a href="http://www.ngv.vic.gov.au/explore/collection/work/4461/" target="_blank"><em><span class="rend-i tei-hi">Summer afternoon, Templestowe</span></em> </a>foram adquiridos pela Biblioteca Pública, como parte dos preparativos da Coleção Australiana para a Galeria Nacional de Vitória.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1870 / 1874</strong></span> &#8211; Serviu no comitê da Academia de Artes de Vitória e também participou de exibições do grupo.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1873</strong></span> &#8211;  O casal Buvelot mudou-se para o <em>cottage <span class="rend-i tei-hi">Ma Retrait,</span> </em>na rua George, em Fitzroy, um subúrbio de Melborne.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="color: #800000;">1884</span> </strong>- Devido a problemas na visão e nas mãos, deixou de pintar.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> &#8211; A Academia de Belas Artes do Brasil adquiriu uma paisagem de Buvelot (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/720968/19638" target="_blank"><em>Brasil. Ministério do Império</em>, 1888</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Buvelot faleceu, em 30 de maio, na Austrália. Foi enterrado no cemitério de Kew, onde foi construído um memorial em sua homenagem.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> &#8211; Seu quadro, <em>Vista da Gamboa</em>, participou da Exposição Geral de Belas Artes de 1890 (<a href="http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=bib_redarte&amp;pagfis=4329" target="_blank"><em>Catálogo da Exposição Geral de Belas Artes de 1890</em></a>).</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>1894</strong></span> &#8211; A Galeria Grosvenor da Galeria Nacional de Vitória passou a chamar-se Galeria Buvelot.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_8401" style="width: 202px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Louis_Buvelot_1883.jpg"><img class="wp-image-8401 size-medium" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Louis_Buvelot_1883-192x300.jpg" alt="Foster e  Martin. Retrato de Louis Buvelot, c. 1883" width="192" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foster e Martin. Retrato de Louis Buvelot, c. 1883 / La Trobe Picture Collection, Biblioteca de Vitória, Austrália</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1953</strong></span> &#8211; Integrou a mostra <em>A Paisagem Brasileira até 1900</em>, organizada por Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898 &#8211; 1969) para a II Bienal de São Paulo.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1961</strong></span> &#8211; Na Biblioteca Estadual da Guanabara, foi um dos pintores expostos na mostra <em>O Rio na Pintura Brasileira</em>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1962</strong></span> &#8211; Foi um dos artistas da mostra <em>Pintura Australiana: colonial, impressionista e contemporânea</em>, realizada em Perth e em Adelaide, na Austrália.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1976</strong></span> &#8211; Integrou a exposição <em>Arte Australiana nos 1870s,</em> em Melbourne e em Sidney, na Austrália.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1977</strong> </span>- Integrou a exposição <em>Aspectos da Paisagem Brasileira: 1816-1916</em>, no Museu Nacional de Belas Artes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1982</strong></span> &#8211; Integrou a mostra<em> 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira</em>, realizada no Museu Nacional de Belas Artes.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1983</strong> </span>- Integrou a exposição Arcádia Australiana, em Sidney, na Austrália.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong> 1992</strong></span> &#8211; Integrou a mostra <em>Natureza: Quatro Séculos de Arte no Brasil</em>, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.brasilianaiconografica.art.br/obras/rel_content_id/17567" target="_blank">Acesse as obras de Buvelot disponíveis no acervo da Brasiliana Iconográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">AULER, Guilherme. <em>O Paisagista e Retratista Buvelot</em>,<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_07/74607" target="_blank"> <em><span class="rend-i tei-hi">Jornal do Brasil</span></em>, 2 Junho de 1957</a>, Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://adb.anu.edu.au/biography/buvelot-abram-louis-3132" target="_blank">Australian Dictionary of Biography</a></p>
<p style="text-align: left;">CAMPOFIORITO, Quirino. <em>História da pintura brasileira no século XIX</em>. Prefácio Carlos Roberto Maciel Levy. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p., il. p&amp;b. color.</p>
<p style="text-align: left;">COLMAN, Anne. <a href="http://latrobejournal.slv.vic.gov.au/latrobejournal/issue/latrobe-75/t1-g-t8.html" target="_blank"><em>Buvelot, the Migrant Artist. Interpreting New Worlds in Brazil and Australia</em></a>. Austrália: La Trobe Journal, 2005.</p>
<p style="text-align: left;">ERMAKOFF , George. <em>Rio de Janeiro 1840 – 1900 – Uma crônica fotográfica</em>. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2006.</p>
<p style="text-align: left;">FREIRE, Laudelino. <em>Um século de pintura:</em> apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 677 p.</p>
<p style="text-align: left;">FOREL, M. F. <i><a href="http://digital.slv.vic.gov.au/view/action/singleViewer.do?dvs=1492446704477~322&amp;locale=pt_BR&amp;metadata_object_ratio=10&amp;show_metadata=true&amp;VIEWER_URL=/view/action/singleViewer.do?&amp;preferred_usage_type=VIEW_MAIN&amp;DELIVERY_RULE_ID=10&amp;frameId=1&amp;usePid1=true&amp;usePid2=true" target="_blank">Louis Buvelot, Peintre Vaudois.</a> Gazette de Lausanne, 31 de março de 1906.</i></p>
<p style="text-align: left;">GRAY, J. R. <em>Louis Buvelot His Life and Work</em>. Tese de mestrado. Universidade de Melbourne, 1968.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8290" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p style="text-align: left;">KOSSOY, Boris. <em>Dicionário histórico-fotográfico brasileiro:</em> fotógrafos e ofício da fotografia no Brasil (1833-1910). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002.</p>
<p style="text-align: left;">LAGO, Pedro Corrêa do. <em>Brasiliana Itaú: uma grande coleção dedicada ao Brasil</em> / curadoria da coleção: Pedro Corrêa do Lago, Ruy Souza e Silva. Rio de Janeiro: Capivara, 2009.</p>
<p style="text-align: left;">LEVY, Carlos Roberto Maciel. <em>Exposições gerais da Academia Imperial e da Escola Nacional de Belas Artes: período monárquico, catálogo de artistas e obras entre 1840 e 1884</em>. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1990. 317 p. / v.1</p>
<p style="text-align: left;">MELO JUNIOR, Donato. <em>Buvelot no Brasil i</em> (apontamentos 1963) e<em> Buvelot no Brasil ii</em> (novos apontamentos à guisa de adendo 1986). Boletim do Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro, 5 (13–5): 9–15, jan.-dez. 1986. il.</p>
<p style="text-align: left;">PONTUAL, Roberto. <em>Dicionário das artes plásticas no Brasil.</em> Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Carlos Cavalcanti et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p.</p>
<p style="text-align: left;">RAPPAPORT, Helen. <em>Queen Victoria: A Biographical Companion. </em>Santa Barbara, California:ABC &#8211; CLIO Biographical Companions, 2013.</p>
<p style="text-align: left;">SMITH, Bernard. <i>Australian Painting 1788-1960. </i>London:Oxford University Press, 1962.</p>
<p style="text-align: left;">STICKEL, Erico João Siriuba. <em>Uma pequena biblioteca particular &#8211; Subsídios para o estudo da iconografia no Brasil</em>. São Paulo:Editora da Universidade de São Paulo &#8211; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004.</p>
<p style="text-align: left;">TURAZZI, Maria Inez. <em>Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889</em>. Prefácio Pedro Karp Vasquez. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p., il. p&amp;b. (Coleção Luz &amp; Reflexão, 4). ISBN 85-85781-08-4.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>O Brasil na fotografia oitocentista</em>. São Paulo: Metalivros, 2003.</p>
<p>VASQUEZ, Pedro Karp. <em>Dom Pedro II e a fotografia no Brasil</em>. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 1985.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa23779/louis-buvelot" target="_blank">Site da Enciclopédia Itaú Cultural</a></p>
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