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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; artigos</title>
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		<title>No Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, artigos sobre escravidão e racismo no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 03:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[Efemérides]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação racial]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles Alberto Henschel (1827 - 1882), Antonio Luiz Ferreira (18? - 19?), Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), José Christiano Junior (1832 - 1902), Marc Ferrez (1843 - 1923) e também por fotógrafos ainda não identificados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é celebrado o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra que, a partir da sanção, em 21 de dezembro de 2023, do Projeto de Lei nº 3268/2021, foi declarado feriado em todo o país. Para comemorar a data, a Brasiliana Fotográfica disponibiliza uma lista de artigos já publicados no portal sobre a escravidão e o racismo no Brasil. Neles foram destacadas imagens produzidas por importantes fotógrafos que atuaram no país, entre eles o alemão Alberto Henschel (1827 &#8211; 1882), o provavelmente brasileiro Antonio Luiz Ferreira (18? &#8211; 19?), o português Joaquim Insley Pacheco (1830- 1912), o português José Christiano Junior (1832 &#8211; 1902), o brasileiro Marc Ferrez (1843 &#8211; 1923) e tmabém por fotógrafos ainda não identificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6505/IMG_5054.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6505" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4503/SAm21-0073.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="483" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/4503" target="_blank">Alberto Henschel. Retrato &#8211; Mulher negra não identificada, c. 1869. Recife, Pernambuco / Convênio Instituto Moreira Salles – Leibniz-Institut für Länderkunde</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A data de hoje remete à morte de Zumbi de Palmares, em 20 de novembro de 1695, em Alagoas. Ele foi o líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial brasileiro, que localizava-se na região da Serra da Barriga, na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, em Alagoas. Traído por um dos seus principais comandantes, Antônio Soares, foi morto na serra de Dois Irmãos, local de seu esconderijo. Foi esquartejado e sua cabeça foi cortada e exposta na Praça do Carmo, em Recife.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 489px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6507/IMG_5062.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="479" height="800" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6507" target="_blank">Christiano Junior. Escravizado &#8211; Monjolo, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de uma importante mobilização do Movimento Negro foi sancionada a <a class="external-link" title="" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_self">Lei 10.639, de 2003</a>, que determina o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas e a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. Cerca de oito anos depois, a então presidente Dilma Rousseff (1947-) oficializou 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, com a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12519.htm" target="_blank">Lei nº 12.519</a>, de 10 de novembro de 2011 (<a href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/governo-oficializa-dia-nacional-de-zumbi-e-da-consciencia-negra.html" target="_blank"><em>G1</em>, 11 de novembro de 2011</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Seguem os links dos artigos:</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42058" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank"><img class=" wp-image-42058" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/frentenegra.jpg" alt="Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN" width="700" height="517" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12652" target="_blank">Aniversário de fundação da Frente Negra Brasileira : uma parte da assistência, 16 de setembro de 1935. São Paulo, SP / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=520" target="_blank"><em>Dia da Abolição da Escravatura, </em>publicado em 13 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=528" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888,</em> publicado em 17 de maio de 2015</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=915" target="_blank"><em>Machado de Assis vai à missa</em>, de autoria de José Murilo de Carvalho, publicado em 29 de maio de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=871" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Novas identificações, </em>publicado em 2 de junho de 2015</a></p>
<p><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" target="_blank">Princesa Isabel </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1797" rel="bookmark"><em>(RJ, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921)</em>, publicado em 21 de julho de 2015</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3578" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 – Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2015</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=7057" target="_blank"><em>A beleza das baianas na fotografia do século XIX no Brasil</em>, publicado em 25 de novembro de 2016</a></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=8222" target="_blank"><em>Missa Campal de 17 de maio de 1888 – Mais identificações, </em>publicado em 17 de maio de 2017</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13027" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Galeria dos condenados por Lilia Schwarcz</em>, publicado em 15 de fevereiro de 2019</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Retratos de escravizados pelo fotógrafo Christiano Junior (1832 – 1902)</em>, publicado em 13 de maio de 2019</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17370" target="_blank"><em>Zumbi dos Palmares (Alagoas,1655 &#8211; Alagoas, 20 de novembro de 1695)</em>, publicado em 20 de novembro de 2019</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=14617" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A mulher negra de turbante</em>, <em>de Alberto Henschel</em>, publicado em 13 de maio de 2020</span></a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22708" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Série “Feministas, graças a Deus” VII – Almerinda Farias Gama (1899 – 1999), uma das pioneiras do feminismo no Brasil</em>, publicado em 23 de fevereiro de 2021</span></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26164" target="_blank"><em>Os “Instantâneos Cruéis” de Monteiro Lobato</em>, publicado em 26 de novembro de 2021</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” I – Os Batutas embarcam para Paris</em>, em 29 de janeiro – Uma história de música e de racismo, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank"><em>Série “1922 – Hoje, há 100 anos” X – A morte do escritor Lima Barreto (1881 – 1922)</em>, publicado em 1º de novembro de 2022</a></span></p>
<p><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=31955" target="_blank"><em>O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial</em>, publicado em 21 de março de 2023</a></p>
<p><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=33291" target="_blank"><em>Dia Internacional da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra</em>, publicado em 25 de julho de 2023</a></span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35590" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>A Frente Negra Brasileira</em>, publicado em 13 de maio de 2024</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Série &#8220;Carnavais de antigamente&#8221; XI &#8211; O carnaval e suas histórias</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37420</link>
		<comments>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=37420#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 11:14:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos sobre carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[confete]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um carnaval se aproxima e desta vez a Brasiliana Fotográfica, além de listar todos os artigos já publicados em torno do tema e disponibilizar em um link todas as imagens carnavalescas do acervo fotográfico do portal, vai contar uma das histórias da introdução do confete no carnaval carioca, segundo uma entrevista publicada no Diário da Noite, de 21 de janeiro de 1931. O Diário da Noite, foi lançado, por Francisco Assis Chateaubriand (1892-1968), em 5 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês de seu lançamento já havia conquistado entre 60 e 80 mil leitores. O jornal faz parte do acervo fotográfico dos Diários Associados – Rio de Janeiro que foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um carnaval se aproxima e desta vez a Brasiliana Fotográfica, além de listar todos os artigos já publicados em torno do tema e disponibilizar em um link todas as imagens carnavalescas do acervo fotográfico do portal, vai contar uma das histórias da introdução do confete no carnaval carioca, segundo uma entrevista publicada no <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, de 21 de janeiro de 1931</a>. O <em>Diário da Noite</em>, foi lançado, por Francisco Assis Chateaubriand (1892-1968), em 5 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, e no mesmo mês de seu lança<em>mento já havia conquistado entre 60 e 80 mil leitores. </em>O jornal faz parte do acervo fotográfico dos <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=36105" target="_blank">Diários Associados – Rio de Janeiro </a>que foi incorporado, em 2016, por uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, o Instituto Moreira Salles (IMS).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3946" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3946/014AM007004.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="519" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3946" target="_blank">Augusto Malta. Carnaval, 1911. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Voltando ao artigo de 1931, publicado no<em> Diário da Noite</em>, o entrevistado foi o sr. Gomes Júnior, <em>da antiga casa de músicas Viúva Guerreiro. </em>Segundo ele, quando a loja <em>Viúva Guerreiro</em> ainda se chamava <em>O Piano de Crystal</em>, o chefe da casa, João de Souza de Oliveira Barreto, foi a Paris e viu o<em> brinquedo dos &#8220;confetti&#8221; de papel. </em>Trouxe toneladas e os introduziu no carnaval de 1895<em>. </em>Foi um grande sucesso. Anteriomente, já se brincava com <em>papel colorido e picado, pacientemente, à tesoura</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37434" style="width: 182px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><img class="wp-image-37434 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/carnaval.jpg" alt="carnaval" width="172" height="374" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesta mesma entrevista, o sr. Gomes Júnior, destacou a importância da Casa Beethoven (Nascimento Silva &amp; Cia.), situada à Rua do Ouvidor, nº 175, e do compositor Sinhô (1888-1930) em relação às músicas do carnaval carioca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_37436" style="width: 185px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_01/4598" target="_blank"><img class="wp-image-37436 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/carnaval1.jpg" alt="carnaval1" width="175" height="537" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/docreader/221961_01/4598" target="_blank"><em>Diário da Noite</em>, 21 de janeiro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porém, a versão do sr. Gomes Júnior para a introdução do confete no carnaval carioca não é correta, pois sua venda começou a ser anunciada pela Casa Cotia, em 1892, e pela Cateyasson &amp; Cia, em 1893, dentre outras. O fato é que o confete e a serpentina chegaram no Rio de Janeiro, na década de 1890, e nunca mais deixaram de estar presentes na folia momesca (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/178691_02/5446" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 13 de junho de 1892, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_08/12745" target="_blank"><em>Jornal do Commercio</em>, 21 de dezembro de 1893, segunda coluna</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://cdn.awsli.com.br/600x450/1896/1896128/produto/94957805/com-ynjszke89z.jpg" alt="Confete Carnaval Decoração - 100 gramas" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Recife, o confete foi anunciado ainda na década de 1880, em janeiro de 1887 (<a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_06/16877" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 12 de janeiro de 1887, quinta coluna</a>).</p>
<p><em>&#8220;Para o Carnaval &#8211; Um nosso patrício, o Sr. Franklin Antônio Diniz, teve a feliz idéia de substituir por bisnagas de papel picado as de água perfumosas, sempre incomodativas, as de pós, sempre nocivas. O Sr. Diniz, formou, pois, uns pequenos saquinhos de papel, garbosamente enfeitados, contendo pedaços diminutos de papel de cores variadas, e os tem expostos à venda em todas as lojas de miudezas. É um inocente passatempo para o carnaval, e que merece ser bem acolhido pelo público, tanto mais quanto por ser de indústria nacional nada perde em conforto com os melhores similares que vêm do estrangeiro.&#8221;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Links para artigos sobre carnaval já publicados na Brasiliana Fotográfica</em></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://st.depositphotos.com/2785423/3810/v/450/depositphotos_38100287-stock-illustration-beautiful-masquerade-mask-vector.jpg" alt="Imagem relacionada" width="235" height="235" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=4376" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>O carnaval nas primeiras décadas do século XX</em>, publicado em 5 de fevereiro de 2016</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3944" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3944/014AM002020.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="564" height="417" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3944" target="_blank">Augusto Malta. Grupo de homens fantasiados para o carnaval, As Marrequinhas, 1913. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank"><em>O carnaval do Cordão da Bola Preta,</em> publicado em 9 de fevereiro de 2018</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 595px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/4220/imagem.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="585" height="437" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10849" target="_blank">Anônimo. Salve! “Cordão da Bola Preta”, Penha de 1936, 1936. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10905" target="_blank"><em>A Batalha de Flores</em>, publicado em 19 de fevereiro de 2018, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5438/Cole%c3%a7%c3%a3o%20FPft448.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="505" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5438" target="_blank">Augusto Malta. Batalha das Flores, 17/10/1909. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17653" target="_blank"><em>As Camélias Japonesas no carnaval de Alagoas pelas lentes do fotógrafo amador Luiz Lavenère Wanderley (1868 &#8211; 1966, </em>publicado em 21 de fevereiro de 2020</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5044/BR_RJANRIO_ON_0_FOT_0059_005_TTO.jpg.jpg?sequence=4&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5044" target="_blank">L. Lavenère. Lembrança de Maceió /[Um clube carnavalesco], 1906. Maceió, Alagoas /Acervo Arquivo Nacional</a></p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=18254" target="_blank"><span style="color: #800000;"><em>Cenas da folia em Manaus em 1913</em>, publicado em 28 de fevereiro de 2020</span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6206/02-10-20-35-005-190.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="587" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6206" target="_blank">Carnaval, 1913. Manaus, Amazonas / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27031" target="_blank">Baile de Carnaval em Santa Teresa &#8211; Di Cavalcanti, Klixto e Helios Seelinger, na casa de Raul Pederneiras, </a></em><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27031" target="_blank">publicado em 25 de fevereiro de 2022</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 804px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10684/icon1594572.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="794" height="529" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10684" target="_blank">Baile de Carnaval, c. 1921. Santa Teresa, Rio de Janeiro / Acervo FBN</a> Anotação manuscrito no verso da foto “63”: “baile de carnaval em casa de Raul no Largo dos Neves em Sta Tereza. Da esquerda: sentados (3) primeira fila: Di Cavalcanti, Amaro e Claudio Manuel da Costa – sentados (2ª fila) Luis Peixoto, Mario, Kalixto, Raul, o ator Brandão o popularíssimo, e Helios Seelinger. Em pé atraz: [sic] miranda, 3 deusas, Marques Pinheiro e outra deusa 1923″. – “mulher do Raul Pederneiras (Wanda)”</p></div>
<p style="text-align: center;"> <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30648" target="_blank"><em><span style="color: #800000;">O Rei Momo por Jean Manzon e por outros fotógrafos dos Diários Associados, publicado em 3 de fevereiro de 2023</span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/11417/036ACARN0074F001f.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="501" height="620" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/11417" target="_blank">Jean Manzon. Carnaval antigo &#8211; a Rainha do Baile das Atrizes (Mara Rúbia) e o Rei Momo (Francisco de Moraes Cardoso) Jean Manzon, 28 de fevereiro de 1946. Teatro João Caetano, Rio de Janeiro / Diários Associados (RJ) – Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30577" target="_blank"><em>Foliões do Carnaval de Diamantina por Chichico Alkmim, </em>publicado em 17 de fevereiro de 2023</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/5236/P011G00787.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="702" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/5236" target="_blank">Chichico Alkmim. Carnaval, s/d. Diamantina, Minas Gerais / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=34913" target="_blank"><em><span style="color: #800000;">Crianças no carnaval carioca de 1933 por Guilherme Santos publicado em 8 de fevereiro de 2024</span></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 860px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/12600/002080RJ7812.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="850" height="354" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12600" target="_blank">Guilherme Santos. Carnaval &#8211; crianças fantasiadas, 1933. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">O carnaval de 1919: o carnaval da revanche, o carnaval triunfante! </span></em><span style="color: #800000;">publicado em 20 de fevereiro de 2025</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 743px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/3950/014AM007003.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="733" height="556" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3950" target="_blank">Augusto Malta. Desfile de corso durante o carnaval, 1919. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=carnaval&amp;submit=Ir" target="_blank"><strong>Acessando o link para as fotografias de Carnaval disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas</strong></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?page_id=38034" target="_blank">Acesse aqui todos os artigos da Série <em>Carnavais de antigamente.</em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Fontes:</span></strong></p>
<p><a href="https://memoria.bn.gov.br/hdb/periodico.aspx" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-surgiram-o-confete-e-a-serpentina" target="_blank"><em>Revista Superinteressante</em>, 22 de fevereiro de 2024</a></p>
<p>SILVA, Leonardo Dantas. <a href="https://www.revivendomusicas.com.br/curiosidades_01.asp?id=88" target="_blank"><em>Ensaios de carnaval</em></a>. SUPLEMENTO CULTURAL. Diário Oficial. O Estado de Pernambuco. Ano X. Fevereiro de 1997.</p>
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		<title>As Séries da Brasiliana Fotográfica, uma nova seção de nosso portal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 19:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje inauguramos a seção "As Séries da Brasiliana Fotográfica". Ela já está no topo da página inicial do nosso portal entre as seções "Cronologia de fotógrafos" e "Preservação digital". Seu acesso permite que vocês, nossos leitores, visualizem as listas de artigos de cada série já publicada na Brasiliana Fotográfica. São elas: "Avenidas e ruas do Brasil", com 18 artigos; "Feministas, graças a Deus!", também com 18 artigos; "1922 - Hoje, há 100 anos", com 11 artigos; "O Rio de Janeiro desaparecido", com 28 artigos; e "Os arquitetos do Rio de Janeiro", com 6 artigos. Todos os artigos estarão com seus respectivos links e as listas serão atualizadas à medida que novos artigos forem publicados. Esperamos que esta nova funcionalidade facilite a pesquisa e o passeio de vocês pela Brasiliana Fotográfica! Divirtam-se!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje inauguramos a seção <span style="color: #800000;"><strong><em>As</em> </strong></span><em><span style="color: #800000;"><strong>Séries da Brasiliana Fotográfica</strong></span>.</em> Ela já está no topo da página inicial do nosso portal entre as seções <span style="color: #800000;"><em><strong>Cronologia de fotógrafos</strong></em></span> e <strong><span style="color: #800000;"><em>Preservação digital</em></span></strong>. Seu acesso permite que vocês, nossos leitores, visualizem as listas de artigos de cada série já publicada na Brasiliana Fotográfica. São elas: <strong><span style="color: #800000;"><em>Avenidas e ruas do Brasil</em></span></strong>, com 18 artigos; <span style="color: #800000;"><strong><em>Feministas, graças a Deus!</em></strong></span>, também com 18 artigos; <em><span style="color: #800000;"><strong>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</strong></span>, </em>com 11 artigos; <em><span style="color: #800000;"><strong>O Rio de Janeiro desaparecido</strong></span>, </em>com 28 artigos<em>; e <span style="color: #800000;"><strong>Os arquitetos do Rio de Janeiro</strong></span>, </em>com 6 artigos. Todos os artigos<em> </em>estarão com seus respectivos <em>links </em>e as listas serão atualizadas à medida que novos artigos forem publicados. Esperamos que esta nova funcionalidade facilite a pesquisa e o passeio de vocês pela Brasiliana Fotográfica! Divirtam-se!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 856px" class="wp-caption aligncenter"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/2425/007A5P4F1-33.jpg.jpg?sequence=2&amp;isAllowed=y" alt="" width="846" height="555" /><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/2425" target="_blank">Augusto Malta. Quiosque &#8220;Chopp Berrante&#8221; no Passeio Público, década de 1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C.T. Wanderley<br />
Editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica</p>
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		<title>Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinhos</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 14:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o terceiro e último artigo da trilogia em comemoração ao centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Dilene Raimundo do Nascimento, pesquisadora do Departamento de Pesquisa da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, instituição parceira do portal. Da construção de um centro de ciência na Fazenda de Manguinhos – o Castelo Mourisco – surgiu a ideia de um hospital dedicado aos experimentos, resultantes das expedições científicas realizadas pelos cientistas do Instituto Soroterápico Federal, denominado de Instituto Oswaldo Cruz, em 1908. O novo hospital estaria de acordo com os princípios da moderna higiene, com inspiração no Hospital Pasteur de Paris e a assistência ambulatorial, as internações e os cuidados médicos estariam atrelados a finalidades científicas. O projeto inicial foi assinado pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior e o processo de construção foi registrado pelo fotógrafo J. Pinto. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o terceiro e último artigo da trilogia em comemoração ao centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Dilene Raimundo do Nascimento, pesquisadora do Departamento de Pesquisa da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, instituição parceira do portal. Da construção de um centro de ciência na Fazenda de Manguinhos – o Castelo Mourisco – surgiu a ideia de um hospital dedicado aos experimentos, resultantes das expedições científicas realizadas pelos cientistas do Instituto Soroterápico Federal, denominado de Instituto Oswaldo Cruz, em 1908. O novo hospital estaria de acordo com os princípios da moderna higiene, com inspiração no Hospital Pasteur de Paris e a assistência ambulatorial, as internações e os cuidados médicos estariam atrelados a finalidades científicas. O projeto inicial foi assinado pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior, também responsável pela construção do Pavilhão Mourisco. O processo de construção foi registrado pelo fotógrafo J. Pinto. Ao longo de sua história, o Hospital de Manguinhos foi denominado Hospital de Doenças Tropicais, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital Evandro Chagas, Centro de Pesquisa Clínica Hospital Evandro Chagas, Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) e, desde 2010, Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;"><em>Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinhos</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;">Dilene Raimundo do Nascimento*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideologia do progresso e da civilização, vigente no início do século XX, no Brasil (Benchimol,1990), fez de <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, como diretor geral da Saúde Pública, nomeado em 1903, o responsável por erradicar as epidemias que ocorriam na cidade do Rio de Janeiro – febre amarela, varíola e peste – sobre as quais Rodrigues Alves, eleito presidente da República em 1902, disse no Manifesto à Nação: “Aos interesses da imigração, dos quais depende em máxima parte o nosso desenvolvimento econômico, prende-se a necessidade do saneamento desta capital (&#8230;)” (1) .</p>
<p>A campanha de saneamento da capital do país empreendida por Oswaldo Cruz foi exitosa e ele pode capitalizar seu prestígio para o Instituto Soroterápico Federal, do qual era também diretor. Da construção de um centro de ciência na <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11321" target="_blank">Fazenda de Manguinhos</a> – o <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">Castelo Mourisco</a> – surgiu a ideia de um hospital dedicado aos experimentos, resultantes das expedições científicas realizadas pelos cientistas do Instituto Soroterápico Federal, denominado de Instituto Oswaldo Cruz, em 1908.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/165" target="_blank">Acessando o link para as fotografias relativas ao centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinhos<em> </em>disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></span></strong></p>
<p>Essas expedições adentravam o país para colaborar com empreendimentos ferroviários e hidrelétricos, além de obras de infraestrutura, que compunham o cenário de progresso e civilização, realizados tanto por empresas privadas quanto públicas, no sentido de debelar as doenças que acometiam os trabalhadores desses empreendimentos (Benchimol, 1990).</p>
<p>Os cientistas de Manguinhos se deparavam com uma diversidade de doenças, algumas já identificadas e outras totalmente desconhecidas. Foi em uma dessas expedições, realizada em Minas Gerais com o objetivo de combater a malária para facilitar a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil até Pirapora/MG, que Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934) descobriu, em Lassance, a nova tripanossomíase, que ficou conhecida como doença de Chagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6218" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6218/BR-RJ-COC-02-10-20-20-007-V01-001.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="491" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6218" target="_blank">Carlos Chagas atendendo a menina Rita. Ao fundo, vagão que servia de alojamento e laboratório na Estrada de Ferro Central do Brasil, 1908. Lassance, MG / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6217" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6217/Imagem%202%20-%20BR-RJ-COC-02-10-20-20-007-V01-029%20%281%29.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6217" target="_blank">Idosa e criança em frente uma casa de pau-a-pique, 1908. Lassance, Minas Gerais / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os anseios de Oswaldo Cruz de ter um hospital moderno e equipado para estudos clínicos e epidemiológicos dos doentes tomou mais corpo com o desenrolar das pesquisas da doença de Chagas. Sua repercussão possibilitou a obtenção de recursos, em 1912, para equipar um pequeno hospital em Lassance, para continuidade das pesquisas in loco, e para construir um hospital em Manguinhos (Decreto 9.346, de 24 de janeiro de 1912).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6216" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6216/Imagem%203%20-%20Decreto%209346%20Decreto%20de%201912.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="704" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6216" target="_blank">Decreto de Hermes da Fonseca concede verba para construção de hospital destinado ao tratamento de doentes acometidos pela Doença de Chagas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O plano de prover a cidade de um novo hospital de acordo com os princípios da moderna higiene, com inspiração no Hospital Pasteur de Paris, possibilitaria o isolamento individual dos doentes. A assistência ambulatorial, as internações e os cuidados médicos estariam atrelados a finalidades científicas, diferindo, dessa maneira, do modelo de hospitais voltados para a assistência em geral às populações urbanas. Ambicioso, o projeto inicial foi assinado pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior, também responsável pela construção do Pavilhão Mourisco, e previa a construção de seis pavilhões, dos quais só um se concretizou 3 (Cotrim, 2004). As obras foram iniciadas tão logo a verba foi liberada e concluídas em 1918, ano de sua inauguração. Oswaldo Cruz, falecido em 1917, não chegou a ver o hospital concluído. O processo de construção foi registrado pelo fotógrafo<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10616" target="_blank"> J. Pinto</a>, desde a organização do canteiro de obras até a montagem da estrutura primária do edifício, de ferro forjado e em forma de gaiola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6088" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6088/IOC_V_III_2038%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="500" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6088" target="_blank">J. Pinto. Construção do Hospital de Manguinhos, 1912-1918. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6091" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6091/IOC_V_II_0825%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6091" target="_blank">Fachada do Hospital de Manguinhos, 1918. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carlos Chagas, que se tornou diretor do Instituto Oswaldo Cruz, com a morte deste, tinha total envolvimento com o Hospital de Manguinhos, porque ali ele acompanhava os seus casos de Doença de Chagas, doentes trazidos do interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6212" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6212/Imagem%2013%20-%20IOC_V_II_0643%20Carlos%20Chagas%2c%20pacientes%20e%20a%20Comiss%c3%a3o%20designada%20pela%20Academia%20Nacional%20de%20Medicina%20para%20avaliar%20os%20estudos%20sobre%20a%20Doen%c3%a7a%20de%20Chagas.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="499" height="702" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6212" target="_blank">Anônimo. Carlos Chagas, pacientes e a Comissão designada pela Academia Nacional de Medicina para avaliar os estudos sobre a Doença de Chagas, 1924?. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda estudante, seu filho Evandro Chagas foi trabalhar no hospital, juntamente com outros pesquisadores como Eurico Vilela, primeiro diretor do hospital de Manguinhos, Lobato Paraense, Nery Guimarães, Emanuel Dias, dentre outros. Evandro Chagas desempenhou toda a sua prática profissional no Hospital de Manguinhos, desenvolvendo a partir dele suas incursões ao interior do Brasil para pesquisar, principalmente, casos de leishmaniose visceral americana. Nessas expedições, deparou-se com as várias endemias existentes no país, que o motivaram a criar o Serviço de<br />
Estudos de Grandes Endemias (SEGE), no âmbito do Instituto Oswaldo Cruz, em 1937.</p>
<div style="width: 227px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6101" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6101/IOC%28P%29%20Chagas%2c%20E.-1-1%20c%c3%b3pia.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6101" target="_blank">Anônimo. Evandro Chagas, s/d. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>Sua ideia de expandir institucionalmente os estudos realizados no Hospital de Manguinhos já o havia levado a negociar com o governador do estado do Pará a criar no ano anterior o Instituto de Patologia Experimental do Norte (IPEN). O governador criou o instituto com a condição de ele se dedicar não somente ao calazar, mas também a outras doenças tropicais importantes daquela região, como a malária, a leishmaniose tegumentar, a amebíase, as parasitoses intestinais etc. Mas era natural que o calazar tivesse sido a primeira doença estudada pelo instituto. E foi com o calazar que o Evandro Chagas começou a trabalhar com a sua equipe, da qual faziam parte os irmãos Deane. A primeira viagem foi feita em dezembro de 1936. Leônidas Deane relata, em entrevista concedida à revista História, Ciência e Saúde – Manguinhos:</p>
<p style="text-align: left;"> “<em>foi nosso primeiro contato com a selva (&#8230;), nós que nunca tínhamos saído de </em><em>Belém, sempre citadinos. E tivemos uma experiência bem especial, porque </em><em>todos os ruídos — ruídos dos sapos, dos grilos etc. — para nós eram como se </em><em>fossem feras (&#8230;).”</em><br />
<em>“[Evandro] era um sujeito muito corajoso. Realmente ele dava o exemplo para </em><em>tudo, porque era um homem muito arrojado, audacioso, inclusive. Fazia questão </em><em>de mostrar que não tinha medo de coisa nenhuma. Como eu disse, ele ia para </em><em>essas viagens de bermudas, botas e o chapéu colonial. E naturalmente os outros </em><em>apetrechos, como a máquina fotográfica e o microscópio de campo, que ele </em><em>usava a tiracolo também</em>”(2).</p>
<p>Foi em Piratuba que encontraram os primeiros casos de calazar, vivos, da região amazônica. Examinavam as pessoas, pesquisando baço grande; se encontrasse faziam punção para procurar leishmânia. Evandro Chagas voltou a essa cidade várias vezes para dar continuidade à sua pesquisa de leishmânia e discutir e orientar a sua equipe do Pará.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6213" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6213/Imagem%2016%20-%20BR-RJ-COC-02-10-20-10-024-011%20Evandro%20Chagas%20em%20seu%20r%c3%bastico%20laborat%c3%b3rio%20em%20Piratuba.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6213" target="_blank">Anônimo. Evandro Chagas em seu rústico laboratório em Piratuba, Região Amazônica, s/d / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A morte precoce e repentina de Evandro Chagas, em um acidente aéreo na Baía de Guanabara, aos trinta e cinco anos de idade, em 08 de novembro de 1940, interrompeu suas pesquisas em andamento e deixou sua equipe impactada. Para interromper um clima de instabilidade que se estabeleceu após a morte de Evandro Chagas, o então ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, nomeou Carlos Chagas Filho diretor do hospital e chefe do Serviço de Estudos de Grandes Endemias, que aí permaneceu por três anos. Apesar das dificuldades decorrentes da morte repentina de Evandro Chagas, o hospital permaneceu pelas mãos e esforços de seus pesquisadores, médicos e funcionários empenhados em realizar pesquisas clínicas a respeito de doenças infecciosas e parasitárias, em que se destacam a doença de Chagas, a leishmaniose, a malária, a toxoplasmose e a esquistossomose. Em 1942, em homenagem póstuma, o hospital foi nomeado Evandro Chagas, nome que carrega até hoje.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6215/Imagem%2017%20-%20IOC%28E%29%203-14%20solenidade%20de%20rebatismo%20do%20hospital%20.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="498" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6215" target="_blank">J. Pinto. Hospital Oswaldo Cruz é rebatizado como Hospital Evandro Chagas após a morte do cientista, em 1940, 1942. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao longo de sua história, o Hospital de Manguinhos foi denominado Hospital de Doenças Tropicais, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital Evandro Chagas, Centro de Pesquisa Clínica Hospital Evandro Chagas, Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) e, desde 2010, Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.</p>
<p>Em sua história constam fases de decadência, principalmente, no período da Ditadura Militar, instaurada com o golpe de 1964 e que perdurou por vinte e um anos, e fase de ascensão, com o processo de redemocratização no país.</p>
<p>Nessa ocasião, surgiram os primeiros casos de aids no Brasil, doença infecciosa grave e, na época, fatal, com uma tendência de crescimento. A questão central na defesa da permanência do Hospital Evandro Chagas na Fiocruz foi exatamente a sua vocação no âmbito das doenças infecciosas. O contexto epidêmico da aids contribuiu para impulsionar a reestruturação do<br />
hospital.</p>
<p>Esta teve entre seus princípios a pesquisa clínica ampliada, que não se restringe aos médicos infectologistas, mas se expande a outras especialidades para alargar e aprofundar o conhecimento sobre o doente e sobre a doença, como a enfermagem, serviço social, nutrição, farmácia e psicologia. De acordo com essa concepção, era importante compreender as relações de adoecimento do paciente e o contexto que ele traz para o hospital. A empreitada foi liderada pela Dra. Keyla Marzochi, uma das principais entusiastas da pesquisa clínica ampliada, que elaborou o projeto de reestruturação apresentado e aceito pela presidência da Fiocruz.</p>
<p>Denominado Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) desde o VI Congresso Interno da Fiocruz, realizado em 2010, o INI hoje se caracteriza pela excelência na pesquisa clínica, na assistência, no ensino e na gestão voltados tanto para a saúde humana como para a saúde animal, a partir dos estudos de zoonoses, além de ser referência no campo das doenças infecciosas. A pesquisa clínica desenvolvida no INI, desde sua reestruturação, como diz sua atual diretora, Valdiléa Veloso, é uma construção coletiva que congrega vários saberes dos diferentes profissionais que trabalham na unidade, com inclusão dos usuários, visando à melhoria da saúde da população.</p>
<p>Ao completar os seus 100 anos, no ano de 2018, a luta pela saúde pública implica para o INI a prática da pesquisa clínica ampliada, a assistência − em especial aos grupos vulneráveis −, o ensino para formar e capacitar novos profissionais na área, uma gestão participativa e parcerias com movimentos sociais e instituições nacionais e internacionais nessas áreas de atividade, e, a partir disso, dá sua inestimável contribuição para o desenvolvimento do SUS &#8211; Sistema Único de Saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(1) Manifesto Inaugural de Francisco de Paula Rodrigues Alves, presidente eleito para o quadriênio de1902 a 1906. 15 de novembro de 1902. Rio de Janeiro, 1902, p. 11.</p>
<p>(2) História, Ciência e Saúde – Manguinhos. Vol.1, nº1, jul/out., 1994. Seção Depoimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Dilene Raimundo do Nascimento é pesquisadora do Departamento de Pesquisa da Casa de Oswaldo Cruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Outros textos sobre o centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas publicados na Brasiliana Fotográfica:</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13276" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica, por Cristiane d´Avila, em 26/10/2018</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família, por Aline Lopes de Lacerda, em 27/11/2018</a></p>
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		<title>Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 17:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica publica o segundo artigo em comemoração ao centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Aline Lopes de Lacerda, chefe do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, instituição parceira do portal. No artigo, Aline conta a história do arquivo de Carlos Chagas, doado no início dos anos 90 à Casa de Oswaldo Cruz. As imagens que retratam Chagas no ambiente mais pessoal e familiar, que fazem parte do grupo intitulado ‘Vida Pessoal’ estão agora disponíveis no acervo fotográfico do portal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica publica o segundo artigo de uma trilogia em comemoração ao centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Aline Lopes de Lacerda, chefe do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, instituição parceira do portal. No artigo, Aline conta a história do arquivo de Carlos Chagas, doado no início dos anos 90 à Casa de Oswaldo Cruz. A classificação atribuída a esse arquivo separou os documentos textuais por séries temáticas e as fotografias foram dispostas em dossiês temáticos num arranjo cronológico e transferidas para a Seção Iconográfica. As imagens que retratam Chagas no ambiente mais pessoal e familiar, quando posa com seus filhos e neta aparentemente no jardim de sua residência e que foram reunidas e classificadas junto à documentação textual no grupo intitulado ‘Vida Pessoal’ estão agora disponíveis no acervo fotográfico do portal.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #800000;">INI 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Aline Lopes de Lacerda*</span></p>
<p style="text-align: left;">O centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), festejado em 2018, antecipa em um ano outra celebração e conjuga, simbolicamente, o brilhantismo de um pai e seu filho. O primeiro, Carlos Chagas, desvendou o ciclo completo da tripanossomíase americana, doença que levaria o seu nome (cuja descoberta completa 200 anos em 2019). Evandro Chagas, anos depois, pelo protagonismo em articular pesquisa clínica, entomológica, laboratorial e saúde pública, nomearia o Hospital Oswaldo Cruz, fundado em 1918. Uma longa história, acima de tudo afetiva, que se revela em documentos, como as fotografias depositadas no arquivo pessoal de Carlos Chagas.</p>
<p>Sob custódia da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), o arquivo de Carlos Chagas (1878-1934), pela importância histórica que lhe é devida, merece algumas considerações, principalmente no que concerne à produção e acumulação desse arquivo. De início, para que sejam conhecidos os caminhos que a documentação trilhou até o momento de organização e subsequente abertura pública à consulta, vale destacar que durante dois anos uma equipe do Departamento de Arquivo e Documentação da COC reuniu-se em torno dessa documentação para discutir seus contornos, identificar as temáticas nela representadas, entender seus contextos de produção e procurar identificar as conexões entre os distintos documentos e as funções exercidas pelo cientista ao longo de sua vida. Esse esforço culminou na elaboração do inventário do arquivo, instrumento de pesquisa que possibilita o acesso aos usuários em geral.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/visualizar-grupo-trabalho/161" target="_blank">Acessando o link para as fotografias de família de Carlos e Evandro Chagas<em><strong><span style="color: #800000;"> </span></strong></em>disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>O arquivo foi doado à COC, no início dos anos 90, por Carlos Chagas Filho (1910-2000), filho caçula do cientista que, desde a morte do pai e do irmão, Evandro Chagas (1905-1940), tornou-se o guardião da memória familiar, mantendo a documentação reunida e utilizando-se dela em projetos específicos. O conjunto, que continha documentos de Carlos Chagas e também de Evandro Chagas, foi objeto de uma primeira organização como arquivo familiar, por se entender, à época, que assim seriam conferidas a ênfase e a visibilidade que mereciam os documentos daqueles que, além de importantes personagens da história da ciência e da saúde pública, eram membros de uma mesma família.</p>
<div style="width: 339px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6100/IOC_V_II_3871.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="329" height="459" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6100" target="_blank">J. Pinto. Evandro Chagas com o pai Carlos Chagas e o irmão mais novo, Carlos Chagas Filho, no Pavilhão Mourisco, 1910. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
<p>A classificação atribuída então ao arquivo de Carlos Chagas separou os documentos textuais por séries temáticas. As fotografias foram dispostas em dossiês temáticos num arranjo cronológico e transferidas para a Seção Iconográfica, procedimento de organização amplamente utilizado por instituições que mantêm arquivos. Uma característica desse material diz respeito à esparsa presença de registros de caráter ‘pessoal’ da vida do cientista.</p>
<p>As imagens que representam essa temática perfazem um total de 41 documentos, sendo 13 retratos (<em>portraits</em>) de Chagas, de seus pais, filhos e esposa; 11 fotografias relativas a diversas caçadas com amigos, atividade que mantinha como <em>hobby</em>; e seis de encontros com a turma de formatura da Faculdade de Medicina, por ocasião de aniversários comemorativos à data. Algumas retratam Chagas no ambiente mais pessoal e familiar, quando posa com seus filhos e neta aparentemente no jardim de sua residência. Elas foram reunidas e classificadas junto à documentação textual, no grupo intitulado ‘Vida Pessoal’. Em homenagem aos 100 anos do INI publicamos estas fotografias na Brasiliana Fotográfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Aline Lopes de Lacerda  é Chefe do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6097" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6097/CC_VP_01_002_6.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="539" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6097" target="_blank">J. Pinto. Iris Lobo Chagas com os filhos Evandro Chagas e Carlos Chagas Filho, 1914 / Acervo Casa de Oswaldo Cr</a>uz</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;">Outros textos sobre o centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas publicados na Brasiliana Fotográfica:</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13276" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica, por Cristiane d´Avila, em 26/10/2018</a></p>
<p><a href="Instituto%20Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinhos" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho, por Dilene Raimundo do Nascimento, em 21/12/2018 </a></p>
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		<title>Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 18:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Brasiliana Fotográfica abre as comemorações do centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Cristiane d’Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, instituição parceira do portal. Há 100 anos, aliar pesquisa científica e assistência aos doentes acometidos por moléstias infecciosas, no Rio de Janeiro, era a preocupação dos médicos de Manguinhos. O hospital recebeu o nome de seu idealizador, Oswaldo Cruz, e ficou pronto em 1918 no governo do presidente Hermes da Fonseca tornando-se o primeiro hospital de Pesquisa Clínica do Brasil, lócus de construção da pesquisa clínica e epidemiológica sobre doenças tropicais no Brasil. Em 1942 foi nomeado Hospital Evandro Chagas.
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A Brasiliana Fotográfica abre as comemorações do centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, com um texto de autoria de Cristiane d’Avila, jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz, instituição parceira do portal. É o primeiro artigo de uma trilogia sobre o assunto que o portal publicará até dezembro de 2018. Há 100 anos, aliar pesquisa científica e assistência aos doentes acometidos por moléstias infecciosas, no Rio de Janeiro, era a preocupação dos médicos de Manguinhos. Liderados por Oswaldo Cruz aqueles profissionais lidavam com o desafio de combater surtos de peste bubônica, febre amarela e varíola, na capital do país e em diversas regiões do Brasil. O hospital recebeu o nome de seu idealizador, Oswaldo Cruz, e ficou pronto em 1918 no governo do presidente Hermes da Fonseca tornando-se o primeiro hospital de Pesquisa Clínica do Brasil, lócus de construção da pesquisa clínica e epidemiológica sobre doenças tropicais no Brasil. Em 1942 foi nomeado Hospital Evandro Chagas.</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: 100 anos de pesquisa clínica</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;">Cristiane d’Avila*</p>
<p>“Do mesmo modo que uma catedral não basta para que haja uma religião (&#8230;), e do mesmo modo que uma escola não é simplesmente o edifício que a aloja, o Hospital de Manguinhos, a que mais tarde foi dado o nome de Hospital Evandro Chagas, tem uma história que não é apenas a da casa que por tanto tempo o abrigou (&#8230;)”. A citação de Olympio da Fonseca Filho, pesquisador da Fiocruz, no livro A Escola da Manguinhos (1974), é reveladora da motivação que impulsionou a construção do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), cujo centenário é celebrado em 2018 com uma série de eventos programados para o mês de novembro.</p>
<p>Há 100 anos, aliar pesquisa científica e assistência aos doentes acometidos por moléstias infecciosas, no Rio de Janeiro, era a preocupação dos médicos de Manguinhos. Liderados por <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=10762" target="_blank">Oswaldo Cruz</a>, nomeado Diretor do Instituto Soroterápico Federal (atual Fiocruz), em 1902, e Diretor da Saúde Pública, em 1903, acumulando as duas funções, aqueles profissionais lidavam com o desafio de combater surtos de peste bubônica, febre amarela e varíola, na capital do país e em diversas regiões do Brasil. Trabalho de campo, observação de doentes, identificação de insetos vetores e pesquisas laboratoriais demandavam um ambiente que facilitasse a observação clínica. Sem hospital próprio em Manguinhos, os médicos acorriam às dependências do Hospital São Sebastião e da Santa Casa de Misericórdia, no Rio, para o isolamento e cuidado dos pacientes. Oswaldo Cruz ainda requereu dois prédios no Engenho de Dentro e outro em Niterói &#8211; o antigo Hospital Marítimo de Santa Isabel, para atender os infectados, durante a epidemia de varíola em 1908.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22Constru%C3%A7%C3%A3o+do+Instituto+Nacional+de+Infectologia+Evandro+Chagas%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias da construção do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>O segredo das causas, sintomas e tratamento das principais doenças endêmicas e epidêmicas estava tanto no estudo da interação do homem com o ambiente em que vivia, quanto no estudo sistemático dos indivíduos, isoladamente. Mas a necessidade de um ambiente que facilitasse a observação clínica para o melhor entendimento da história natural das inúmeras doenças endêmicas e epidêmicas, e para seu tratamento foi, certamente, o fator que deflagraria a construção de um hospital vinculado ao Instituto Soroterápico. O hospital foi projetado antes mesmo do castelo-sede de Manguinhos&#8230;” (COTRIM, 2009, p.7)</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6090" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6090/IOC_V_II_3319%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="509" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6090" target="_blank">Anônimo. Construção do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), 1912/1918. Manguinhos, Rio de Janeiro / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Luiz Moraes Júnior, o arquiteto português responsável pelos projetos do núcleo arquitetônico histórico de Manguinhos (pavilhões da Peste, Cavalariça e Mourisco; Pombal, Quinino, Aquário de Água Salgada e Hospital Oswaldo Cruz)<strong>(1)</strong> elaborou as primeiras plantas de um hospital de isolamento para o Instituto, em 1904, um ano antes do início das obras do Pavilhão Mourisco (Castelo). Esse pavilhão fazia parte de um complexo hospitalar projetado inicialmente para funcionar com seis unidades, mas apenas uma foi construída, em função da falta de verbas. O hospital ficou pronto em 1918 no governo do presidente Hermes da Fonseca. Em decorrência da morte de Oswaldo Cruz, em 1917, recebeu o nome do seu idealizador. Somente em 1942, após a morte de Evandro Chagas em um acidente aéreo, em 1940, viria a ser nomeado Hospital Evandro Chagas, tornando-se o primeiro hospital de Pesquisa Clínica do Brasil, lócus de construção da pesquisa clínica e epidemiológica sobre doenças tropicais no país.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6091" target="_blank"><img class="" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/6091/IOC_V_II_0825%20copy.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/6091" target="_blank">Anônimo. Fachada do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, 1918. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Casa de Oswaldo Cruz</a></p></div>
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<p>Evandro Chagas (1905 &#8211; 1940)</p>
<p>Filho mais velho de Íris Lobo e Carlos Chagas, nasceu em 10 de agosto de 1905. Formado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1926, assumiu no mesmo ano a chefia do Serviço de Radiologia e Eletrocardiografia – para o estabelecimento das alterações características da forma cardíaca da Doença de Chagas – e de uma enfermaria do Hospital Oswaldo Cruz. Realizou importantes trabalhos sobre a leishmaniose visceral americana e descobriu os primeiros casos humanos da doença. Organizou no Hospital Oswaldo Cruz o Serviço de Estudo das Grandes Endemias (SEGE), a fim de promover investigação médico-sanitária em diversos estados brasileiros. Em 1940, aos 35 anos, dos quais 14 dedicados ao Hospital Oswaldo Cruz &#8211; desde seu ingresso ainda como aluno de medicina &#8211; Evandro Chagas faleceu em um acidente em um hidroavião, na Marina da Glória. Em 1942, o hospital foi rebatizado com seu nome.</p>
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<p>*Cristiane d’Avila é jornalista do Departamento de Arquivo e Documentação DAD/Casa de Oswaldo Cruz</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>GUIMARÃES, Maria Regina Cotrim. Hospital de Manguinhos: 90 anos de pesquisa clínica. Rio de Janeiro: Fiocruz; IPEC, 2009.<br />
IGLESIAS, Fabio; SANTOS, Paulo Roberto Elian; MARTINS, Ruth B. (Org.). Vida, Engenho e Arte. 1ed. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 2014.</p>
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<p><strong>(1)</strong> Para saber mais sobre o complexo arquitetônico de Manguinhos, acesse os artigos publicando anteriormente pela Brasiliana Fotográfica:</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11558" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: a ocupação da Fazenda de Manguinhos, por Cristiane d’Avila, 28 de fevereiro de 2018</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11558" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: os pedreiros do Castelo da avenida Brasil, por Ricardo Augusto dos Santos, 12 de abril d</a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">e 2018</a></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11758" target="_blank">100 anos do Castelo da Fiocruz: criador e criatura, por Ricardo Gama-Rosa Costa , 15 de maio de 2018</a></p>
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<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>Notícias da inauguração do Hospital Oswaldo Cruz, atual Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>1918</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Foi publicado sobre o Hospital Oswaldo Cruz: &#8220;destinado ao estudo das doenças tropicais do Brasil, o novo hospital comportará de 30 a 40 doentes. A sua instalação é a mais moderna possível&#8221; (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/348970_01/13363" target="_blank"><em>A Noite</em>, 15 de agosto de 1918, quarta coluna</a>).</p>
<p style="text-align: left;">Publicação de uma matéria sobre a importância da criação do Hospital Oswaldo Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/107670_01/21239" target="_blank"><em>O Imparcial</em>, 17 de agosto de 1918, primeira coluna</a>).</p>
<p>Anúncio da inauguração do Hospital Oswaldo Cruz, na mesma época da realização do VII Congresso Brasileiro de Medicina e da II Conferência Sul-Americana de Higiene, Microbiologia e Patologia. Na matéria, anúncio de conferências dos médicos do Instituto Oswaldo Cruz, Carlos Chagas (1878 &#8211; 1934) e Adolfo Lutz (1855 &#8211; 1940) (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43096" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 5 de outubro de 1918, sexta coluna</a>).</p>
<p>O prefeito do Rio de Janeiro, Amaro Cavalcanti (1849 &#8211; 1922), e o presidente da República, Hermes da Fonseca (1855 &#8211; 1923), foram convidados pelos médicos Carlos Chagas e Miguel Couto (1865 &#8211; 1934) para a inauguração do Hospital Oswaldo Cruz (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_03/43146" target="_blank"><em>Jornal do Brasil</em>, 9 de outubro de 1918, última coluna</a>, e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_04/40610" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 9 de outubro de 1918, terceira coluna</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong> 1919</strong></span></p>
<p>O recém empossado prefeito do Rio de Janeiro, Paulo de Frontin (1860 &#8211; 1933), visitou o Hospital de Manguinhos (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_04/46424" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 28 de março de 1919</a>).</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/103730_04/46424" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-13294" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/frontin1.jpg" alt="frontin" width="733" height="832" /></a><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/frontin.jpg" target="_blank"><br />
</a></p>
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<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
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<p><span style="color: #800000;">Outros textos sobre o centenário do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas publicados na Brasiliana Fotográfica:</span></p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=13402" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas 100 anos: Carlos e Evandro Chagas em retratos de família, por Aline Lopes de Lacerda, em 27 de novembro de 2018</a></p>
<p><a href="Instituto%20Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinhos" target="_blank">Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas: centenário da construção da pesquisa clínica em Manguinho, por Dilene Raimundo do Nascimento, em 21/12/2018 </a></p>
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