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	<title>Brasiliana Fotográfica &#187; 18 do Forte</title>
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		<title>Série &#8220;1922 &#8211; Hoje, há 100 anos&#8221; V e Série &#8220;Conflitos&#8221; VI &#8211; A Revolta do Forte de Copacabana</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2022 15:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise de documento]]></category>
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		<description><![CDATA[Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o quinto artigo da Série "1922 - Hoje, há 100 anos" sobre a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em julho de 1922, na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Embora rapidamente reprimida, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi importante historicamente, tendo sido a primeira manifestação do movimento tenentista que, com o episódio, ganhou impulso, tornando-se um dos principais agentes históricos responsáveis pelo colapso da Primeira República do Brasil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma imagem do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, uma das instituições fundadoras da Brasiliana Fotográfica, produzida por um fotógrafo ainda não identificado, o portal publica o quinto artigo da Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos, </em>desta vez sobre o levante tenentista e a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, entre 5 e 6 de julho de 1922, na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Com o episódio, o tenentismo ganhou impulso e foi um dos principais agentes históricos responsáveis pelo colapso da Primeira República do Brasil (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6533" target="_blank"><em>Gazeta de Notícia</em>s, 5 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a> e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10311" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10311/icon1450894.jpg.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="706" height="460" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10311" target="_blank">Revolta do Forte de Copacabana, 6 de julho de 1922. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo se opondo aos objetivos do levante, o escritor Coelho Neto (1864 &#8211; 1934), em seu artigo <em>Arrancada Radiante</em>, que deveria ter sido publicado no<em> Jornal do Brasil</em> de 9 de julho de 1922, mas foi censurado, perguntou:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Que povo não se orgulharia de possuir na raça tais leões?&#8221;</em></span></p>
<p>Embora rapidamente reprimida, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi importante historicamente, tendo sido a primeira manifestação do movimento tenentista, que buscava derrubar a República Velha e sua política, que ficou conhecida como <em>Café com Leite</em>, que alternava candidatos das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais.</p>
<p>O tenentismo, movimento que deu origem a outras revoltas como a Coluna Prestes (1924 a 1927), a Comuna de Manaus (1924) e a Revolta Paulista (1924), é considerado o embrião da Revolução de 1930.</p>
<p>Segundo Nelson Werneck Sodré:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;&#8230;o Tenentismo foi um episódio intimamente vinculado à mudança operada com a queda da República Velha e a implantação do regime subsequente, que poderia ser denominado de República Nova, embora esse título seja impróprio, de vez que não houve, entre uma e outra, a Velha e a Nova, diferenças essenciais&#8221;.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O extraordinário feito desse pequeno grupo, que se deslocou ao longo da praia de Copacabana, ao encontro das forças legais, tornou-se, com a ressonância que alcançou em todo o país, e com sua glorificação pela imprensa de oposição, uma das motivações fundamentais das ações que se  sucederiam ao longo dos anos&#8221;.</em></span></p>
<p>A marcha dos 18 do Forte foi realizada provavelmente por cerca de 17 ou 18 militares e um civil &#8211; há controvérsias em relação a esse número.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27744" style="width: 219px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6545" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27744" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte8.jpg" alt="Gazeta de Notícias, de julho de 1922" width="209" height="247" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6545" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28243" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank"><img class="wp-image-28243 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/forte-1024x890.png" alt="forte" width="768" height="668" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank">A Marcha dos 18 do Forte / Atlas da Fundação Getulio Vargas</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Os praças Altino Gomes da Silva, Hildebrando da Silva Nunes,</span> <span style="color: #000000;">Manoel Ananias dos Santos, Manoel Antônio dos Reis; os soldados Benedito José do Nascimento, Francisco Ribeiro de Freitas,</span> <span style="color: #000000;">Heitor Ventura da Silva,</span><strong> </strong><span style="color: #000000;">João Anastácio Falcão de Melo;</span> <span style="color: #000000;">e o sargento José Pinto de Oliveira participaram da marcha e sobreviveram.</span> <span style="color: #000000;">Os tenentes Siqueira Campos (1898 &#8211; 1930) e</span> <span style="color: #000000;">Eduardo Gomes (1896 &#8211; 1981), futuro patrono da Força Aérea e candidato à Presidência da República em 1945 e em 1950, participaram e foram feridos. Os que morreram durante o combate foram o praça Hipólito José dos Santos,</span> <span style="color: #000000;">os tenentes Mario Carpenter, o soldado Pedro Ferreira de Melo, além do civil Otávio Correia. O tenente Newton Sizendando Prado (1897 &#8211; 1922) foi gravemente ferido e faleceu dias depois.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27721" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10119" target="_blank"><img class="wp-image-27721 size-large" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte2-1024x353.jpg" alt="O Paiz, 7 de julho de1922" width="768" height="265" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/178691_05/10119" target="_blank"><em>O Paiz,</em> 7 de julho de 1922</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando aconteceu a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, o mineiro Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955), do Partido Republicano Mineiro, havia sido eleito presidente da República poucos meses antes, em março de 1922, fato abordado no<a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624" target="_blank"> terceiro artigo da Série <em>Hoje, há 100 anos</em></a>. Durante a campanha presidencial houve o episódio das <em>cartas falsas: </em>Bernardes foi acusado de ter escrito cartas ao senador Raul Soares (1877 – 1924), publicadas no jornal <em>Correio da Manhã</em>, atacando seu opositor, o fluminense Nilo Peçanha (1867 – 1924), candidato do <a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27652%20" target="_blank">Movimento Reação Republicana</a>, chamado de<em> moleque</em>, e o marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), referido como um <em>sargentão sem compostura</em>, o que acirrou os ânimos dos militares contra sua candidatura. Os jovens militares da Revolta dos 18 do Forte haviam apoiado a Reação Republicana. E antes, em 1919, o presidente Epitácio Pessoa (1865 &#8211; 1942) já havia nomeado o civil Pandiá Calógeras (1870 &#8211; 1934) para o Ministério da Guerra, causando mal estar entre os militares.</p>
<p>Voltando para 1922: Epitácio interveio na eleição estadual de Pernambuco, ocorrida em 27 de maio, cuja campanha eleitoral entre o candidato ligado a Nilo Peçanha, o vencedor José Henrique Carneiro da Cunha, e o ligado a Artur Bernardes, o coronel Lima Castro, prefeito do Recife; havia sido muito agitada. As tropas federais patrulharam o Recife e apoiavam claramente os bernardistas (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/029033_10/6542" target="_blank"><em>Diário de Pernambuco</em>, 27 de maio de 1922</a>). O marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), então presidente do Clube Militar, reagiu criticando duramente o presidente, tendo enviado, em 29 de junho de 1922,  um telegrama ao coronel Jaime Pessoa, comandante da 7ª Região Militar, sediada no Recife:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;O Clube Militar está contristado pela situação angustiosa em que se encontra o Estado de Pernambuco, narrada por fontes insuspeitas que dão ao nosso glorioso Exército a odiosa posição de algoz do povo pernambucano. Venho fraternalmente lembrar-vos que mediteis nos termos dos arts. 6.º e 14 da Constituição, para isentardes o vosso nome e o da nobre classe a que pertencemos da maldição de nossos patrícios. O apelo que ora dirijo ao ilustre consócio é para satisfazer os instantes pedidos de camaradas nossos daí, no sentido de apoiá-lo nessa crítica emergência, em que se procura desviar a força armada do seu alto destino. Confiando no vosso patriotismo e zelo pela perpetuidade do amor do Exército, ao povo de nossa terra, vos falo nesse grande momento. Não esqueçais que as instituições passam e o Exército fica. &#8211; Saudações &#8211; M.<sup>al</sup> Hermes da Fonseca.&#8221;</em><span style="color: #000000;"> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_03/10989" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 30 de junho de 1922, terceira coluna</a>).</span></span></p>
<p>Epitácio ordenou, em 2 de julho, a prisão do marechal  Hermes &#8211; que foi libertado no dia seguinte &#8211; e o fechamento do Clube Militar, três dias antes do levante do Forte de Copacabana. O capitão Euclides Hermes (1883 &#8211; 1962), filho de Hermes e comandante do Forte de Copacabana, em 4 de julho, conclamou seus comandados. Houve também levantes na Vila Militar e na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, e ainda na guarnição de Mato Grosso. Devido à revolta, foi decretado o estado de sítio no Brasil. O governo federal reprimiu o movimento, prendendo vários oficiais, inclusive, novamente, Hermes da Fonseca, libertado em janeiro de 1923 (<em>O Jornal</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47137" target="_blank">2 de julho,primeira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47149" target="_blank">4 de julho, primeira coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47159" target="_blank">6 de julho de 1922</a>;<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/6541" target="_blank"> <em>Gazeta de Notícias</em>, 6 de julho de 1922</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/178691_05/11926" target="_blank"><em>O Paiz</em>, 7 de janeiro de 1923</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/103730_05/7823" target="_blank"><em>Gazeta de Notícias</em>, 7 de janeiro de 1923</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27737" style="width: 475px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/18Forte" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27737" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte6.jpg" alt="Telegrama enviado pelo então presidente Epitácio Pessoa ao presidente eleito, Artur Bernardes, 5 de julho de 1922 / CPDOC." width="465" height="322" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/18Forte" target="_blank">Telegrama enviado pelo então presidente Epitácio Pessoa ao presidente eleito, Artur Bernardes, 5 de julho de 1922 / CPDOC</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Na madrugada de 5 de julho, a crise culminou com uma série de levantes militares. Na capital federal, levantaram-se o forte de Copacabana, guarnições da Vila Militar, o forte do Vigia, a Escola Militar do Realengo e o 1° Batalhão de Engenharia; em Niterói, membros da Marinha e do Exército; em Mato Grosso, a 1ª Circunscrição Militar, comandada pelo general Clodoaldo da Fonseca, tio do marechal Hermes. No Rio de Janeiro, o movimento foi comandado pelos &#8220;tenentes&#8221;, uma vez que a maioria da alta oficialidade se recusou a participar do levante.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Os rebeldes do forte de Copacabana dispararam seus canhões contra diversos redutos do Exército, forçando inclusive o comando militar a abandonar o Ministério da Guerra. As forças legais revidaram, e o forte sofreu sério bombardeio. O ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, empreendeu em vão várias tentativas no sentido de obter a rendição dos rebeldes.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Finalmente, no início da tarde do dia 6 de julho, ante a impossibilidade de prosseguir no movimento, os revoltosos que permaneciam firmes na decisão de não se renderem ao governo abandonaram o forte e marcharam pela avenida Atlântica de encontro às forças legalistas. A eles aderiu o civil Otávio Correia, até então mero espectador dos acontecimentos.</em></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Conhecidos como os 18 do Forte &#8211; embora haja controvérsias quanto a seu número, pois os depoimentos dos sobreviventes e as notícias da imprensa da época não coincidem -, os participantes da marcha travaram tiroteio com as forças legais. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram com graves ferimentos. Entre os mortos, estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #800000;">Site do CPDOC</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o historiador Hélio Silva:</p>
<p><span style="color: #800000;"><em>&#8220;Silenciado o último fuzil; mal pensadas as feridas sangrentas; jogada a pá de cal aos esquifes baixados às sepulturas, começaram as devassas. (&#8230;) (Instautou-se) um estado de sítio de quatro anos, sob um regime de prisões políticas, não só dos réus, mas também dos advogados e jornalistas, que os defendiam e, ainda, a ameaça de prisão para juízes e paralemntares, com a censura à imprensa e alguns jornais suspensos&#8230; O interrogatório dos indiciados faz surgir nos cabeçalhos dos diários os nomes que mais tarde iriam chefiar revoluções, dirigir ministérios, comandar exércitos: Eduardo Gomes, Juarez Távora, Ciro Cardoso, Odílio Denys.&#8221;</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="  wp-image-27738 aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte7.jpg" alt="forte7" width="733" height="463" /><img class="wp-image-21663 size-full aligncenter" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/dezoito.jpg" alt="Beira-Mar, 3 de julho de 1927" width="737" height="529" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank">Da esquerda para direita, tenentes Eduardo Gomes, Siqueira Campos, Nílton Prado e Otávio Correia/</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/1116" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 3 de julho de 1927</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A icônica foto do episódio dos 18 do Forte, mostrada acima, não está creditada mas é de autoria do fotógrafo Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 &#8211; 1931).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_44197" style="width: 255px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/192795" target="_blank"><img class="size-full wp-image-44197" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/zenobio.jpg" alt="Zenóbio Couto / O Cruzeiro, 3 de julho de 1974" width="245" height="502" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/003581/192795" target="_blank">Zenóbio Rodrigues do Couto (1875 &#8211; 1931) </a>/ <em>O Cruzeiro</em>, 3 de julho de 1974</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Houve inclusive uma polêmica em torno da veracidade e da autoria da imagem, considerada pelo <em>O Cruzeiro</em>, em 1931, um dos dois registros mais importantes da reportagem fotográfica brasileira até então. O outro seria o da saída do presidente Washington Luis (1869 &#8211; 1957) do Palácio da Guanabara, em 24 de outubro de 1930, produzida por Arnaldo Vieira (? &#8211; 1974), da <em>Revista da Semana</em> (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/5886" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 26 de setembro de 1931, terceira coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/003581/192795" target="_blank"><em>O Cruzeiro</em>, 3 de julho de 1974</a>).</p>
<p>Além da icônica imagem de Zenóbio, conhecida como <em>Marcha da Morte</em>, ele teria produzido duas outras do episódio: uma do tenente Newton Campos de pé sobre uns colchões em frente ao Forte de Copacabana e outra do cabo Manoel Antônio Reis, corneteiro do Forte. Teriam sido publicadas na edição de 15 de julho de 1922 da revista <em>O Malho, </em>que foi apreendida, motivo pelo qual não há um exemplar dessa edição na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Porém, em <em>O Jornal</em>, de 18 de julho de 1922, há a transcrição de um artigo publicado na referida edição de <em>O Malho</em> sobre a revolta, a favor do presidente (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/110523_02/47264" target="_blank"><em>O Jornal</em>, 18 de julho de 1922, quarta coluna</a>; <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/089842_07/41312" target="_blank"><em>Correio da Manhã</em>, 3 de julho de 1963</a>; <a href="https://www.historiadealagoas.com.br/zenobio-couto-e-a-historica-foto-dos-18-do-forte-de-copacabana.html" target="_blank">História de Alagoas</a>). Zenóbio e sua mulher suicidaram-se, em 1931 (<a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de setembro de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_28231" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><img class="wp-image-28231 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/06/zenobio1.jpg" alt="zenobio1" width="311" height="415" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/116300/75245" target="_blank"><em>O Malho</em>, 12 de setembro de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para fotografias do movimento revolucionário publicadas na <em>Revista da Semana</em> de 15 de julho de 1922: páginas <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/025909_02/2884" target="_blank">18</a>, <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/2885" target="_blank">19</a> e <a href="http://memoria.bn.br/docreader/025909_02/2886" target="_blank">20</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Homenagem aos 18 do Forte</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 5 de dezembro de 1930, por decisão do interventor do Distrito Federal, Adolpho Bergamini (1886 &#8211; 1945), em homenagem aos 18 do Forte, a rua Barroso, em frente a qual se realizaram os combates na praia, foi batizada de rua Siqueira Campos. E a antiga rua Hermezilda passou a chamar-se 5 de julho, em 1931 (<a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de julho de 1931</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27735" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><img class=" wp-image-27735" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte4.jpg" alt="Beira-Mar, 11 de julho de 1931" width="680" height="353" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/3009" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, 11 de julho de 1931</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na edição da <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/067822/7305" target="_blank"><em>Beira-Mar</em>, de 29 de junho de 1940</a>, foi publicado um interessante relato de um repórter que presenciou a Revolta dos 18 do Forte.</p>
<p>Foi inaugurado, em 5 de julho de 1974, com a presença do brigadeiro Eduardo Gomes, único sobrevivente do levante, o monumento <em>Tenente Siqueira Campos &#8211; Ao Levante dos 18 do Forte</em>, na avenida Atlântica, em frente à rua Siqueira Campos. A estátua em bronze representa Siqueira Campos no momento que foi atingido por um tiro (<em>Jornal do Brasil</em>, <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/37440" target="_blank">5 de julho, última coluna</a>; e <a href="http://memoria.bn.br/DocReader/030015_09/37474" target="_blank">6 de julho, terceira coluna</a>, de 1974).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_27736" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/37369" target="_blank"><img class="size-full wp-image-27736" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/forte5.jpg" alt="Jornal do Brasil, 4 de julho de 1974" width="463" height="308" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.br/docreader/030015_09/37369" target="_blank"><em>Jornal do Brasil,</em> 4 de julho de 1974</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_40765" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank"><img class="wp-image-40765 size-full" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/oglobo7.jpg" alt="oglobo7" width="453" height="391" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_04/4355" target="_blank">Quadro em homenagem aos 18 do Forte pintado por Manoel de Faria /<em> Correio da Manhã</em>, 25 de outubro de 1930</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em><strong>Outra efeméride de 1922 &#8211; A fundação do Centro Dom Vital</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também em 1922, em maio, cerca de dois meses antes do episódio dos 18 do Forte, foi fundado o Centro Dom Vital, criado pelo escritor Jackson de Figueiredo (1891 &#8211; 1928), convertido ao catolicismo, em 1918, influenciado por dom Sebastião Leme (1882 &#8211; 1942), arcebispo do Rio de Janeiro. A associação combatia os ideais dos tenentes, atacava o socialismo e um de seus objetivos mais importantes era formar uma &#8220;<em>nova geração de intelectuais católico</em>s&#8221;. Jackson usava a revista <em>A Ordem</em>, fundada por ele, em 1921, para repercutir os ideais do Centro Dom Vital, do qual fizeram parte como presidentes o escritor Alceu Amoroso Lima (1893 &#8211; 1983) e o jurista Heráclito Sobral Pinto (1893 &#8211; 1991), dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_42493" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_de_Figueiredo" target="_blank"><img class="size-full wp-image-42493" src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/jackson.jpg" alt="Jackson de Figueiredo ()" width="244" height="398" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_de_Figueiredo" target="_blank">Jackson de Figueiredo (1891 &#8211; 1928)</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andrea C. T. Wanderley</p>
<p>Editora e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica</p>
<p>Esse artigo passou a integrar a série <em>Conflitos</em>, em 20 de março de 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fontes:</strong></span></p>
<p>CARVALHO, Claunisio Amorim. <a href="https://doczz.com.br/doc/188759/disserta%C3%A7%C3%A3o" target="_blank"><em>O insigne pavilhão: nação e nacionalismo na obra do escritor Coelho Neto</em></a>. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social &#8211; Mestrado Acadêmico da Universidade Federal do Maranhão, 2012.</p>
<p>DÓRIA, Pedro. <em>Tenentes: A guerra civil brasileira</em>. Rio de Janeiro : Record, 2016.</p>
<p>FORJAZ, Maria Cecilia Spina. <a href="https://www.scielo.br/j/rae/a/R6LtCHxvR9TW6M6txMdRXxp/?lang=pt" target="_blank"><em>A crise da república oligárquica no Brasil: as primeiras manifestações tenentistas</em></a>. Dezembro de 1976.</p>
<p>GERSON, Brasil. <em>História das Ruas do Rio</em>. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2013.</p>
<p><a href="https://www.bn.gov.br/explore/acervos/hemeroteca-digital" target="_blank">Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</a></p>
<p><em>Nosso Século 1910 &#8211; 1930</em>. Rio de Janeiro : Editora Abril, 1980.</p>
<p><a href="https://centrodomvital.com.br/perfil/" target="_blank">Site Centro Dom Vital</a></p>
<p>Site CPDOC &#8211; 1<a href="https://atlas.fgv.br/marcos/tenentismo/mapas/marcha-dos-18-do-forte-de-copacabana-e-o-rio-de-5-de-julho-de-1922" target="_blank">8 do Forte</a> e <a href="http://www.fgv.br/Cpdoc/Acervo/dicionarios/verbete-tematico/centro-dom-vital">Centro Dom Vital</a></p>
<p><a href="https://www.historiadealagoas.com.br/zenobio-couto-e-a-historica-foto-dos-18-do-forte-de-copacabana.html" target="_blank">Site História de Alagoas</a></p>
<p><a href="http://www.inventariodosmonumentosrj.com.br/?iMENU=catalogo&amp;iiCOD=329&amp;iMONU=Siqueira%20Campos%20-%20%20Ao%20Levante%20dos%2018%20do%20Forte." target="_blank">Site Inventário dos Monumentos RJ</a></p>
<p>SILVA, Hélio. <em>Sangue na areia de Copacabana.</em> Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1971.</p>
<p>SODRÉ, Nelson Werneck. <em>O Tenentismo</em>. Porto Alegre : Editora Mercado Aberto, 1985.</p>
<p>TORRES, Sergio Rubens de Araújo. <a href="http://www.umes.org.br/index.php/2013-01-30-18-19-45/nossas-bandeiras/37-movimento-estudantil/nossas-bandeiras/nosso-pais-e-nossa-historia/171-18-do-forte" target="_blank">A Revolução de 1922 &#8211; Os 18 do Forte</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>Links para os artigos já publicados da Série<em> 1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em></strong></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=22501" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos I &#8211; Os Batutas embarcam para Paris</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 29 de janeiro de 2022</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26620" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos</em> <em>II</em>-<em> A Semana de Arte Moderna</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 13 de fevereiro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos III</em> &#8211; <em>A eleição de Artur Bernardes e a derrota de Nilo Peçanha</em>, de autoria de Andrea C.T. Wanderley, publicado em 1º de março de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=27434" target="_blank" rel="bookmark">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos</em> <em>IV</em> – A primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicada em 17 de junho de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26964" target="_blank">Série <em>1922</em> &#8211; <em>Hoje, há 100 anos VI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XI</em> &#8211; A fundação da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 9 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=11397">Série <em>1922 – Hoje, há 100 anos VII</em> &#8211; A morte de Gastão de Orleáns, o conde d´Eu (Neuilly-sur-Seine, 28/04/1842 &#8211; Oceano Atlântico 28/08/1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 28 de agosto de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=17940" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos VIII</em> &#8211; A abertura da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil e o centenário da primeira grande transmissão pública de rádio no país, de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 7 de setembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29862" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos IX</em> – O centenário do Museu Histórico Nacional, de autoria de Maria Isabel Lenzi, historiadora do Musseu Histórico Nacional, publicado em 12 de outubro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28798" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos X</em> &#8211;  A morte do escritor Lima Barreto (1881 &#8211; 1922), de autoria de Andrea C. T. Wanderley, publicado em 1º denovembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica</a></p>
<p style="text-align: left;"><a style="color: #800000;" href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=30702" target="_blank">Série <em>1922 &#8211; Hoje, há 100 anos XI</em> e série <em>Feministas, graças a Deus XII</em> –<strong> </strong>1ª Conferência pelo Progresso Feminino e o “bom” feminismo, de autoria de Maria Elizabeth Brêa Monteiro, antropóloga do Arquivo Nacional, publicado em 19 de dezembro de 2022, na Brasiliana Fotográfica.</a></p>
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		<title>A Reação Republicana</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2022 11:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Andrea Wanderley]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo de hoje foi escrito pela historiadora  Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a Reação Republicana, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Os candidatos à presidência e à vice-presidência da Reação eram o fluminense Nilo Peçanha e o baiano J.J. Seabra. Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos, que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O artigo de hoje foi escrito pela<span style="color: #ff0000;"><b> </b><span style="color: #000000;">historiadora</span><b> </b></span>Silvia Pinho, do Museu da República, uma das instituições parceiras da Brasiliana Fotográfica. É sobre a <em>Reação Republicana</em>, uma campanha política em torno da sucessão presidencial que mobilizou o Brasil, entre 1921 e 1922, cuja chapa oposicionista se opunha ao domínio de São Paulo e Minas Gerais na política nacional. Reuniu estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam construir um eixo alternativo de poder.  Os candidatos à presidência e à vice-presidência da <em>Reação</em> eram o fluminense Nilo Peçanha (1867 &#8211; 1924) e o baiano J.J. Seabra (1855 &#8211; 1942). Nas eleições de 1º de março de 1922, foram derrotados pelo mineiro Artur Bernardes (1875 &#8211; 1955) e pelo maranhense Urbano Santos (1859 &#8211; 1922), que morreu antes de tomar posse. As fotografias são da Coleção Nilo Peçanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10903/Iconografia0000460.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="513" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10903" target="_blank">O casal Nilo e Anita Peçanha a bordo do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/discover?query=%22rea%C3%A7%C3%A3o+republicana%22" target="_blank">Acessando o link para as fotografias do Movimento Reação Republicana disponíveis na Brasiliana Fotográfica, o leitor poderá magnificar as imagens e verificar todos os dados referentes a elas.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10900/Iconografia0000340.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="363" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10900" target="_blank">Multidão observa Nilo Peçanha durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>A <em>Reação Republicana</em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">Silvia Pinho*</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10865/Iconografia0000268.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10865" target="_blank">Nilo Peçanha e J. J. Seabra durante a campanha da Reação Republicana em Salvador, 1921. Bahia / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A eleição é um dos principais episódios da vida política de um país. Além de peça chave do sistema representativo, os momentos que a antecedem são marcados por debates que levantam questões de importância nacional. A forma como é realizada revela muito da organização social e política de uma sociedade. Nos anos de 1921 e 1922, uma campanha política em torno da sucessão presidencial mobilizou o país. Era a <em>Reação Republicana</em>, chapa oposicionista formada em <em>reação</em> ao domínio de São Paulo e Minas, reunindo estados importantes – Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul, mais o Distrito Federal – que queriam maior participação na política do país, com o objetivo de construir um eixo alternativo de poder. A plataforma da <em>Reação</em> propunha mudanças na organização política e econômica do país, defendendo maior equilíbrio federativo, solução da crise financeira, diversificação agrícola, expansão da educação pública, incentivo ao desenvolvimento econômico e regeneração dos costumes políticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10872/Iconografia0000285.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="489" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10872" target="_blank">Multidão reunida durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <em>Reação Republicana</em> lançava como candidato à Presidência da República o político fluminense Nilo Peçanha, e como candidato a vice o governador da Bahia, J. J. Seabra. O então presidente Epitácio Pessoa apoiava a chapa oficial, formada pelo mineiro Artur Bernardes e pelo maranhense Urbano Santos. A disputa representava, sobretudo, uma fissura no pacto oligárquico que caracterizou a Primeira República, baseado na Política dos Governadores – o governo central apoiava os grupos dominantes nos estados, e estes, em troca, apoiavam a política do presidente da República – e na Política do Café com Leite, segundo a qual São Paulo e Minas Gerais decidiam quem seria o candidato oficial à Presidência da República (quase sempre vencedor) e traçavam o rumo das políticas nacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10880/Iconografia0000299.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="476" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10880" target="_blank">Plateia em comício de Nilo Peçanha no Teatro de Vitória, durante a campanha Reação Republicana. É possível notar a presença de mulheres, concentradas no balcão do 2º andar, 1921. Paraná / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A grande novidade da <em>Reação Republicana</em> foi sua campanha. Foi a primeira vez que se realizou uma campanha política para a Presidência da República de amplo alcance, sobretudo geográfico, com formação de comitês eleitorais nas mais diversas cidades do país. A bordo do <em>Íris</em> – navio fretado especialmente para esse fim –, Nilo Peçanha visitou vários estados brasileiros, fazendo comícios em praças e teatros, percorrendo as ruas, articulando alianças e conversando com as pessoas em busca de apoio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10941/Pag0000311.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="492" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10941" target="_blank">Nilo Peçanha, entre outros, no convés do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nilo Peçanha e J. J. Seabra sabiam que estavam em desvantagem em relação à chapa oficial, que dominava o jogo político na maior parte do país. Além disso, nessa época, o voto não era secreto e as fraudes eram prática comum. Porém, os membros da <em>Reação</em> pensavam ser possível reverter a diferença, assim como inibir as fraudes, mediante o convencimento da sociedade, trazendo-a para sua causa.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10849/Iconografia0000308.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="496" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10849" target="_blank">Multidão recepciona Nilo Peçanha em sua chegada ao porto, durante a campanha Reação Republicana, 2 de outubro de 1921. Manaus, Amazonas / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A campanha da <em>Reação</em> começou em 24 de junho de 1921 e, enquanto J. J. Seabra visitava estados do Sul, Nilo Peçanha partiu em excursão pelo Norte e Nordeste. À bordo do <em>Íris</em>, ele visitou o Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal. Em São Paulo, foi impedido pelo governo local de realizar seu comício, redigindo então um “<em>Manifesto ao Povo Paulista”, no qual afirmava que a Reação era o “ideal renovador do Brasil e que varre a tutela usurpadora dos nossos direitos soberanos!</em>”.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10853/Iconografia0000315.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10853" target="_blank">Nilo Peçanha é recebido em loja maçônica durante a campanha Reação Republicana. Nilo era membro ativo da Maçonaria e chegou a ocupar a mais alta posição: grau 33, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria deu forte apoio à campanha, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Embora fosse um movimento das elites políticas, a <em>Reação</em> atraiu a simpatia e conquistou a adesão de vários segmentos sociais insatisfeitos com o governo. Um dos mais importantes foi o grupo dos militares, cujo apoio foi fundamental para a força e a amplitude geográfica da campanha. A <em>Reação Republicana</em> também conquistou o apoio da maçonaria, de grupos feministas e de setores médios urbanos, além da participação efetiva da imprensa na promoção da campanha.</p>
<p><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=26624" target="_blank">Em 1º de março de 1922, sob forte tensão, ocorreu a eleição</a>. O pleito foi marcado por denúncias de fraude generalizada e a vitória coube ao candidato oficial, Artur Bernardes. Nilo Peçanha e J.J. Seabra, contudo, não reconheceram o resultado e passaram a reivindicar a criação de um Tribunal de Honra, que arbitrasse o processo eleitoral. Como a posse de Bernardes só se daria em 15 de novembro, os membros da <em>Reação</em> continuaram engajados nos meses que se seguiram, tentando mobilizar a opinião pública e encontrar uma solução política que revertesse a situação. Nesse entremeio, no dia 5 de julho, jovens militares – grupo que apoiou a <em>Reação</em>, mas que tinha força, ideologia e demandas próprias – se rebelaram no Forte de Copacabana, em um levante que, embora reprimido, seria o marco inicial do movimento tenentista.</p>
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<div style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10881/Iconografia0000363.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="701" height="493" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10881" target="_blank">Nilo Peçanha em comício no Teatro Santa Rosa durante a campanha Reação Republicana, 1921. João Pessoa, Paraiba / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>Os esforços dos candidatos da <em>Reação</em> foram ineficazes e Artur Bernardes tomou posse no Palácio do Catete. Nilo Peçanha morreria pouco depois, em 1924. Em 1930, uma nova crise política, mais forte e ampla, irrompeu e reuniu novamente as oligarquias estaduais dissidentes, militares e setores urbanos, além de outros grupos insatisfeitos com o regime. Era a Revolução de 1930, que pôs fim àquele sistema político.</p>
<p>A <em>Reação Republicana</em> demonstra a complexidade do jogo político na Primeira República, visto muitas vezes de forma simplista e unívoca. O que se desvela, entretanto, é uma trama política dinâmica e múltipla, repleta de conflitos, nuances e atores variados, de um período rico e diverso de nossa história republicana.</p>
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<div style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank"><img src="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/bitstream/handle/20.500.12156.1/10930/Pag0000273.JPG.jpg?sequence=3&amp;isAllowed=y" alt="Thumbnail" width="700" height="495" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/10930" target="_blank">Fotografia tirada do interior do navio Íris, durante a campanha Reação Republicana, 1921 / Acervo Museu da República</a></p></div>
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<p>A Coleção Nilo Peçanha, pertencente ao Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República, é formada por cerca de 20 mil documentos, sobretudo textuais, sendo em sua maioria correspondências. O acervo foi formado, principalmente, através das doações feitas pela viúva Anita Peçanha em 1948 e por Armênia Peçanha, irmã do titular, em 1960. Constam da coleção também 547 fotografias, nas quais se destaca o conjunto de imagens que retrata a campanha <em>Reação Republicana</em>.</p>
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<p>*Silvia Pinho é historiadora do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República</p>
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