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	<title>Comentários sobre: Marco no fotojornalimo brasileiro: a seca no Ceará é documentada com fotografias</title>
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		<title>Por: TOK de HISTÓRIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TOK de HISTÓRIA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2015 19:41:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[&#8230;] Parecem personagens da África Subsaariana, mas são Nordestinos &#8211; Fonte &#8211; http://brasilianafotografica.bn.br/?p=1499 [&#8230;]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] Parecem personagens da África Subsaariana, mas são Nordestinos &#8211; Fonte &#8211; <a href="http://brasilianafotografica.bn.br/?p=1499" rel="nofollow">http://brasilianafotografica.bn.br/?p=1499</a> [&#8230;]</p>
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		<title>Por: Jovana Lucena</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499#comment-296</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jovana Lucena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 05:32:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Minha bisavó chamada Joana Alves da Silva fez essa viagem aos 12 anos de Uruburetama-CE até os seringais da Amazônia no ano de 1877,meu avô Francelino Alves da Silva foi soldado da borracha,meu tio avô Manoel Adelino da Silva,chamavam de Manduca,desapareceu em um seringal que escravizava pessoas no alto Juruá fronteira com o Acre. Fiquei sabendo que nesse período houve uma peste que matou quase toda população da cidade de Uruburetama,não se sabe o que foi,se foi tifo ou cólera causada pela seca e pobreza,eles não tinham escolha,não podiam retornar, era seguir e viver temporariamente ou morrer de doenças ou de tanto andar com fome e sede por aí.Só a esperança não morria em seus corações.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha bisavó chamada Joana Alves da Silva fez essa viagem aos 12 anos de Uruburetama-CE até os seringais da Amazônia no ano de 1877,meu avô Francelino Alves da Silva foi soldado da borracha,meu tio avô Manoel Adelino da Silva,chamavam de Manduca,desapareceu em um seringal que escravizava pessoas no alto Juruá fronteira com o Acre. Fiquei sabendo que nesse período houve uma peste que matou quase toda população da cidade de Uruburetama,não se sabe o que foi,se foi tifo ou cólera causada pela seca e pobreza,eles não tinham escolha,não podiam retornar, era seguir e viver temporariamente ou morrer de doenças ou de tanto andar com fome e sede por aí.Só a esperança não morria em seus corações.</p>
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		<title>Por: Jovana Lucena</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499#comment-295</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jovana Lucena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 05:07:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Observando estas fotos é percebido que se trata de indígenas  mestiços e escravos que sem  ter para onde ir engrossavam as fileiras de vítimas da seca.E que sofriam além da sede e fome, o peso do  preconceito contra índios e negros na virada do século.Eram gritantes as injustiças sociais causada também pela falta de terra e pelas as violências dos coronéis que só repartiam a água,a comida e a terra com seus parentes e aliados.E essa gente miseravel era tangida de um lado pro outro como bicho e como bicho morriam ao abandono do estado!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Observando estas fotos é percebido que se trata de indígenas  mestiços e escravos que sem  ter para onde ir engrossavam as fileiras de vítimas da seca.E que sofriam além da sede e fome, o peso do  preconceito contra índios e negros na virada do século.Eram gritantes as injustiças sociais causada também pela falta de terra e pelas as violências dos coronéis que só repartiam a água,a comida e a terra com seus parentes e aliados.E essa gente miseravel era tangida de um lado pro outro como bicho e como bicho morriam ao abandono do estado!</p>
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		<title>Por: Jovana Lucena</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499#comment-294</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jovana Lucena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 04:51:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Existe um livro chamado Beiradão do escritor Alvaro Botelho Maia,antigo governador do Amazonas,o livro narra a vida do seringueiros vindo do nordeste,caboclos e índios,bem como ha um dicionário com significados amazônicos..Livro riquíssimo de informações,porém com poucas edições.Mas,é possível encontra-lo em PDF pela internet.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um livro chamado Beiradão do escritor Alvaro Botelho Maia,antigo governador do Amazonas,o livro narra a vida do seringueiros vindo do nordeste,caboclos e índios,bem como ha um dicionário com significados amazônicos..Livro riquíssimo de informações,porém com poucas edições.Mas,é possível encontra-lo em PDF pela internet.</p>
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		<title>Por: Jovana Lucena</title>
		<link>https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=1499#comment-293</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jovana Lucena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 04:50:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[1877. Ano da maior seca e da grande diáspora nordestina,onde milhares de famílias fugiam da seca e morte extrema indo em direção a escravidão nos seringais amazônicos como ovelhas para o matadouro! Meus Tataravós fizeram essa triste viagem! Caminhavam por mais de mês comendo e bebendo o que encontravam pelo caminho aos molambos como zumbis em busca de vida,ouvia-se historias de pais que matavam as filhas mais velhas para dar de comer aos mais novos.Comiam raízes de carnaúbas amargas como o fel,chegando a Belém viajavam em navios lotados e imundos.Chegando as capitais como Manaus,eram separados como gados e enviados a seringais distantes,muitos não voltavam a ver seus familiares ou morriam nos primeiros dias de chegada nesse mundão de rio e floresta com índios brabos e feras como onça,jacarés e sucuris.Quando pensavam em voltar para sua terra natal, eram assassinados a traição nas estradas pelos seringais,se adoecesse morria a míngua abandonado pelo patrão.Enquanto o preço do café desvalorizava na bolsa, os caboclos,índios e nordestinos sustentavam a economia do Brasil nas costas exportando a borracha pra Europa a base de seu sofrimento.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>1877. Ano da maior seca e da grande diáspora nordestina,onde milhares de famílias fugiam da seca e morte extrema indo em direção a escravidão nos seringais amazônicos como ovelhas para o matadouro! Meus Tataravós fizeram essa triste viagem! Caminhavam por mais de mês comendo e bebendo o que encontravam pelo caminho aos molambos como zumbis em busca de vida,ouvia-se historias de pais que matavam as filhas mais velhas para dar de comer aos mais novos.Comiam raízes de carnaúbas amargas como o fel,chegando a Belém viajavam em navios lotados e imundos.Chegando as capitais como Manaus,eram separados como gados e enviados a seringais distantes,muitos não voltavam a ver seus familiares ou morriam nos primeiros dias de chegada nesse mundão de rio e floresta com índios brabos e feras como onça,jacarés e sucuris.Quando pensavam em voltar para sua terra natal, eram assassinados a traição nas estradas pelos seringais,se adoecesse morria a míngua abandonado pelo patrão.Enquanto o preço do café desvalorizava na bolsa, os caboclos,índios e nordestinos sustentavam a economia do Brasil nas costas exportando a borracha pra Europa a base de seu sofrimento.</p>
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